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"VOTOS PARA 2004"
Para além do prazer da escrita, os “blogues” têm uma outra faceta extraordinária, a de ter tornado possível – a todos nós – criar “laços” com um alargado número de pessoas que, embora não conheçamos, são já “amigos virtuais”. Para eles, os meus votos para 2004:
Catarina Campos – À primeira amiga a “dar pelo ex-aaanumberone”, que continue, sempre, a fazer do “nada”, “tanto”!, para todos os que não passam sem, diariamente, a visitar.
Carlos Vaz Marques – Que mantenha o entusiasmo, o prazer e a dedicação no Pessoal…e transmissível com que nos delicia… e que possa ter algum tempo livre para o seu “Outro, eu”.
César Valente – Que continue a escrever-nos belas cartas abertas, com aquele “calor” que nos chega do outro lado do Atlântico.
João M. F. – Que as suas “Terras” não desistam “Nunca” de nos fazer pensar, reflectir, surpreender e, na maior parte dos casos, concordar.
Martin Pawley – A um amigo assim, só posso desejar tudo de bom, para ti, para a Galiza e para a “nossa língua comum”; continua sempre com o mesmo entusiasmo, a defender as causas em que acreditas.
Mário Pires – Em 2004, continuará sem dúvida a ser uma referência, pela sua serenidade, saber, honestidade; continue a ter muito prazer, e a dar-nos prazer, com a tranquila beleza das suas fotos.
C. A. A. / C. L. / L. R. – Mantenham a vossa frontalidade, capacidade de discernimento e análise.
João Nogueira – Que tenha mais tempo disponível para nos continuar a “ensinar” e a cativar pelas suas análises sociológicas, mantendo sempre aquela simpatia imensa.
Nuno P. – Que se mantenha sempre tão activo e participativo, inovador… e que o nosso Benfica regresse aos títulos (se não puder ser em 2003-2004, que o seja em 2004-2005, ou então, que venha a Taça UEFA).
“C. M.” – Continue a mostrar-nos o melhor da música (e não só) e as suas pertinentes críticas.
João Carvalho Fernandes – Que continue a apreciar e a indicar-nos os prazeres da vida, brindando-nos com novas “fumaças”.
A. N. S. – Espero que possa ter mais disponibilidade para nos oferecer, com maior assiduidade e regularidade, as suas interessantes análises sobre a sociedade e vida em geral.
Francis Strand – An excellent 2004 for you and your Swedish friends.
Francisco José Viegas – Que nos possa continuar a dar o grande prazer das suas leituras.
Rui Branco – Muitas “adufadas”, e que mantenhas sempre o dinamismo e a vontade de promover novas iniciativas, como a dos “blogólicos”.
Jean-Luc Raymond – Une excellente année, pleine de nouveautés et continuation du grand travail de divulgation du meilleur des blogs.
Nelson Santos – Que continue a “desbloguear” muito e a divertir-nos imenso.
Paulo Gorjão – Que se mantenha sempre atento, “hiper-activo”, lançando pistas para debate e conhecimento, com as suas pertinentes análises políticas, sempre “online” com as mais “frescas” actualizações.
“Masson” – Que nos continue a proporcionar sempre a sua tranquila e metódica memória das grandes figuras.
“Innersmile” – Continue a reflectir e a ser uma referência na sua “comunidade” do Live Journal.
“Geraldo Sem Pavor”, “Bezidróglio” e “Horrendo Adamastor” – Que se mantenham sempre atentos e a dar-nos a sua visão africana.
Fábia Azevedo – Que continue a “espalhar” o seu amor e carinho por todos os seus amigos; é tão bom “ouvir” as suas palavras amigas!
Cláudia Bia – Que nos continue a animar e a dar esse “tempero” brasileiro, da forma calorosa como vocês tão bem sabem viver.
Martine – Une excellente année, en attendant la suite de vos nouvelles du Québec.
João Paulo Meneses – Continue sempre a esclarecer as nossas dúvidas, “ensinando-nos a ouvir”.
Carlos Alberto Machado – Que nos continue a dar os seus “afectos” e a sua poesia.
“Waldorf, Statler e Animal” – Que mantenham o vosso ritmo “estonteante” com que nos animaram e divertiram ao longo do ano que passou: a ideia de “fazer a Taça América na Covilhã” era genial! como é que mais ninguém teve o “discernimento” para entender isso???
Carla Hilário de Almeida – Que continue a acompanhar-nos com os seus ensinamentos sobre esta “bela língua de Camões”.
Gabriel – Que mantenha a sua frontalidade, liberdade e… continue a dar-nos sempre belas “bandas sonoras”.
Paulo Querido – Um ano pleno de novos projectos e grandes sucessos, por quem tanto tem feito pela dinamização da blogosfera, em particular do magnífico “bairro em que coabitamos”.
Nuno Mota Pinto – Que continuem sempre a navegar, por “mares nunca dantes navegados”.
Jaio – Que nos continue a dar a sua particular visão da vida e que nos possa ensinar mais palavras bonitas nessa língua única que é o Basco.
Yggdrasil – Que nos mantenha sempre a par das melhores músicas “da terra”.
Patrícia Carvalho – Que continue a sua muito meritória acção de solidariedade e ajuda a quem tanto dela necessita e que possa ter algum tempo para nos continuar a contar belas histórias a partir de Angola.
“Santa Cita” – Que a ACR e o Sp. Tomar ultrapassem a fase difícil e voltem aos êxitos, que o meu União de Tomar possa “renascer” e voltar a dar-me grandes alegrias e que “Santa” continue a dar-nos notícias da nossa terra.
Manuel – Que mantenham a acutilância… e não deixem que a “verdade estrague uma boa história”.
Jiminy Cricket – Que continuem a assumir sempre e a lutar pelos vossos ideais e que Portugal possa ser um país melhor para vivermos todos.
Vitor Marques – Que a “verdade” se sobreponha à “mentira” e que continue com o mesmo entusiasmo e alegria.
António Granado – Que continue sempre a dar-nos notícias da blogosfera.
Pedro Fonseca – Que possa continuar o seu decisivo contributo para a divulgação da blogosfera, reforçando a sua afirmação.
Paulo – Que toda a gente adopte uma nova atitude, que deixemos de pensar, egoisticamente, tanto em nós próprios e, mais nas crianças que precisam da nossa ajuda; que as acções em que se empenha tenham cada vez mais e melhores resultados.
Luís Ene – Que nos continue a dar “mil e mais uma leituras”, sempre com a sua singular “perspectiva poética”.
José Mário Silva e Manuel Deniz – Em 2004, manterão concerteza o vosso empenho, seriedade, honestidade e “fair-play”.
Bruno Sena Martins – Que continue a reflectir e a fazer-nos reflectir sobre as “coisas mais simples” da vida.
Paolo – Como é bela a língua italiana… Excelente ano de 2004! “Ciao”.
A todos os que fazem o favor de “passar por aqui”, tudo de bom em 2004!
(ideia “inspirada” no Mario, tout de go. – via Mediatic).
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10 000 AGRADECIMENTOS!
Um imenso obrigado a todos! Procurarei voltar a este “tema”, de uma forma “mais serena”, no início de Janeiro.
P. S. Para já, na “ordem do dia”, um obrigado especial ao amigo Martin Pawley, que teve a simpatia de incluir a minha série sobre o “Ano dos Blogues” nos seus 10 destaques do ano (já agora, aproveite para conhecer os restantes destaques…).
P. S. 2 – De visita pelo Cidadão Livre, aproveito para lhe pedir que me empreste o “She”, de Elvis Costello (com concertos marcados para 7 e 8 de Maio de 2004, no Coliseu do Porto e de Lisboa), que, conjuntamente com o “Quelqu’un ma dit” da Carla Bruni, são dois temas que era capaz de ficar a ouvir “indefinidamente”… Aqui ficam, então: She e Quelqu’un ma dit.
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"OUTONO NA BLOGOSFERA"
No espaço de dois dias, dois “blogues” de relevo (Cataláxia e Espigas ao Vento) anunciaram o seu fim
Diz o Cataláxia:
“Estava há muito decidido terminar este blogue, assim ele registasse 20.000 visitas, o que hoje sucedeu.
Esta decisão, do conhecimento de alguns poucos amigos, foi difícil, dolorosa, mas necessária. Porque, como com qualquer paixão e vício, terminar um blogue faz pena. Aqui, ao longo dos últimos quatro meses, fomos debitando, a ritmo quase diário, opiniões, confissões, efabulações, chateando uns, implicando com outros, embora sempre tentando evitar ataques pessoais a quem quer que fosse. Mas, um homem livre deve combater o vício e dominar as paixões. E é, precisamente, o que estamos a tentar fazer”.
E, hoje, o Espigas ao Vento:
“O “Espigas ao Vento” surgiu a 4 de Fevereiro de 2003. O seu período de vida não chegou aos dez meses, mas serviu para tomar o pulso a um mundo excitante. O dos blogs.
…
Entretanto, o tempo começou cada vez mais a escassear, a vontade de dialogar com outros blogs desvaneceu-se, e o espigas transformou-se num apêndice das críticas que escrevo para o c7nema, com mais um ou outro post para disfarçar um aspecto que agora se tornou claro para mim: não sinto mais aquela vontade de blogar, aquela excitação dos primeiros tempos, as discussões de idéias. Logo, não faz sentido continuar um blog em piloto automático, copy-paste dos meus textos para outros sítios”.
Breve reflexão sobre o tema:
“Isto” é de facto muito exigente em termos psicológicos.
É um vício “tramado”: começamos – como sempre – na brincadeira, depois “tomamos-lhe o gosto” (começam a vir os links, as palavras simpáticas de incentivo, cada vez mais visitantes, …, uma autêntica bola de neve) e, sem darmos por isso, perdemos o “controlo”: o “blogue” deixa de “nos pertencer”, porque, inevitavelmente, experimentamos um condicionamento por sabermos que somos lidos e – não é possível negá-lo, sejamos sinceros… – acabamos, em maior ou menor escala, por ser conduzidos a escrever sobre “temas de interesse” (não necessária ou prioritariamente para nós, mas também para os outros) e, naturalmente, gera-se um cansaço…
Tudo isto já sem falar das exigências de disponibilidade de tempo para escrever e para ler “blogues”; é que é preciso não esquecer que “isto” não passa de um “hobby”, à margem / em “sobreposição” da / à nossa “vida real” de todos os dias (que estava – já antes dos “blogues” – “atarefadíssima” e “completamente preenchida”).
Uma solução “menos radical” será a de reduzir a intensidade: escrever apenas e exclusivamente “se e quando me apetecer”, sem constrangimentos de calendário ou “agenda” temática. Será uma opção exequível?
P. S. Entretanto, acabo de descobrir que o Martin Pawley pretende acabar também com o Dias Estranhos! (Neste caso, devido a comentários menos “próprios” sobre ideias defendidas pelo autor relativamente à sua terra-mãe). Mas, o que é que está a acontecer? “Não posso ficar sem a minha janela para a Galiza!…”
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"SOLIDARIEDADE BLOGUEIRA"
Entre ontem e hoje, interpelei, a propósito de diferentes questões, três colegas “bloggers”: solicitando ajuda para resolver uma questão com o template; solicitando permissão para reeditar na BLOGA!? um “post” publicado por um deles; solicitando que me fosse disponibilizado um texto já offline.
E, resultado espantoso, tive três “prontíssimas” respostas! O meu muito obrigado aos “colegas” J. P. Coutinho, “VMar” e Rogério.
Poderá este “companheirismo blogosférico” ser transposto / alargado ao mundo real e sermos, no nosso dia a dia, todos, cada vez mais solidários uns com os outros?
P. S. Relacionado com o tema dos “online selves” e dos “offline selves”, veja-se este interessante artigo no Socioblogue.
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"AGENDA"
Dizia a Catarina que, finalmente, descobriu para que serve o “blogue”: funciona como uma agenda!
É verdade, muitas vezes, ao escrever ou ler os “blogues”, vou-me apercebendo (e surpreendendo): já passou mais uma semana; já estamos outra vez no fim do mês!…
Hoje, “já passou mais 1 ano”…
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COMPORTAMENTOS "IRRACIONAIS"
Porque são assobiados / “vaiados” aqueles que são os ídolos de quem se desloca aos Estádios expressamente para os ver jogar?
Porque se alteram drasticamente os comportamentos individuais no seio de um grupo alargado (“psicologia de massas”)?
Porque “tratamos mal” a quem mais queremos?
Porque cultivamos “jogos de sedução” (do tipo, “não dar o braço a torcer”) em que magoamos quem amamos?
Porque fazemos sofrer os nossos amores ou amigos com “birras” de ciúmes?
Porque, algumas vezes, “quanto pior” (for uma determinada situação), “quanto melhor” (nos sentimos (?))?
Porque adoptamos determinadas práticas que sabemos serem “destrutivas” (como consumir drogas, álcool, tabaco, …)?
Noutra área, porque abrimos – “cavalheirescamente” – a porta do restaurante, para uma “senhora” entrar e porque, ao conduzir um automóvel, temos tanta relutância em deixar “meter-se” à frente uma “mulher”?
Mais grave: porque nos transformamos em potenciais criminosos quando temos um volante nas mãos (por exemplo, na “pista de corridas” da 2ª Circular)?
A lista pode ser quase interminável e completada por si mesmo.
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GRUPOS DE PERTENÇA
Não conheço pessoalmente nenhum autor de .blogues..
Nunca sequer falei com nenhum, mesmo que telefonicamente.
Não obstante, tal não me impede de me sentir integrado num determinado .grupo de pertença. informal.
Sem explicação conclusiva (?), há autores de .blogues. de que me sinto muito mais próximo, com os quais me identifico mais.
Reflectindo um pouco sobre o assunto: porque me identifico mais com o 100nada, Terras do Nunca, Bloguítica, Socioblogue, Adufe, O Carimbo, Janela Para o Rio, Retorta, Innersmile, Dias Estranhos e Carta Aberta (os dois últimos, .compagnons-de-route. internacionais, respectivamente da Galiza e do Brasil)?
É claro que, mais importante que tudo, é a .imagem. que vamos construindo dos outros, a partir do que escrevem, os seus .comportamentos., as suas .atitudes., os seus estados de espírito, que nos permitem ir começando a dar forma a um esboço do seu .retrato., com o qual nos .sentimos mais cosy. (aqui se enquadrando, por exemplo, o 100nada, o Socioblogue, o Retorta, o Innersmile); como dizia há tempos, uma pequena informação agora, uma .confissão. depois, e vamos compondo na nossa mente o puzzle.
Muitas vezes, sem darmos por isso, uma troca de comentários aqui, outra ali e começam a gerar-se algumas .cumplicidades virtuais. (de que são exemplo o 100nada, o Socioblogue, o Dias Estranhos, o Carta Aberta, o Retorta, o Innersmile, o Adufe).
Mas há também aqueles que terão uma maior proximidade .natural., em termos de idade (assim o imagino relativamente ao Adufe e ao Janela Para o Rio, por exemplo); formação (aqui, pelo menos, com similitudes com o Adufe); data de início do .blogue. (aqui se enquadrando o Adufe e o Janela Para o Rio), orientações clubísticas (novamente o Janela Para o Rio) ou ideológicas (por exemplo, o Terras do Nunca ou O Carimbo . apesar de, podendo tal parecer um contra-senso, das diferentes ideias que aparentam deixar transparecer a nível político.).
Ou aqueles que têm revelado maior compulsão para .blogar. (em primeiro lugar, destacadíssimo, o Bloguitica, mas também o Adufe, o Janela Para o Rio, o 100nada.).
Curiosamente (ou talvez não…), a BLOGA!? reúne alguns daqueles que considerava já como fazendo parte do meu .grupo de pertença.: 100nada, Adufe, Janela Para o Rio e, como .observadores., o Bloguítica e o Terras do Nunca.
Texto também editado no BLOGA!?
100NADA
Ausente da “blogosfera” durante o dia, só agora tomo conhecimento da decisão da Catarina.
Custa-me bastante ficar privado das “visitas” que diariamente lhe fazia.
Desde há 4 meses, tinha-me habituado a frequentar a sua “casa” e comecei a “vê-la”, não como uma “conhecida”, mas como uma “amiga”.
Percebo perfeitamente a sua decisão.
Conforme ela escreve, os “blogues” – mesmo sem nos darmos conta disso -, estão a “influenciar” a nossa vida; acho que tal não terá necessariamente que ser uma “influência” negativa.
Mas, para quem deu tanto de si própria como a Catarina deu nos últimos 6 meses, isso torna-se desgastante e psicologicamente “violento”.
Como diz o Bruno, os “blogues” não nos dão qualquer “lucro” material; o único “ordenado” que temos é o retorno que recebemos: “o nosso pão simbólico (mails, links, citações, apreciações de amigos, impropérios, spam,..)”.
Ou, como escreve o Luís, receber uma mensagem a agradecer um post que se escreveu não é apenas um gesto, “é um cachet, um ordenado, um recibo verde livre de impostos, um prémio monetário digno de estrelas literárias”.
Gostava que a Catarina reflectisse sobre tudo isto e que, finalmente, estivesse apenas a tirar uma “licença sabática”, umas férias dos “blogues” e que voltasse um dia.
Obrigado por tudo Catarina. Bem haja. Um beijo.
P. S. A Catarina voltou!
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TEXTOS DO aaanumberone
O prometido é devido!
Aqui estão eles, os textos do aaanumberone, “renascendo”, ganhando nova vida no Memória Virtual.
Um obrigado especial ao Paulo Querido – grande dinamizador deste projecto weblog em português -, sem o apoio do qual teria sido muito difícil concretizar a transferência destas mais de 400 “entradas”, escritas entre 28 de Junho e 14 de Outubro.
P. S. – Mais agradecimentos, à Cláudia Bia / 100sal e ao Bazonga da Kilumba.
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