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NOVO MAIL
A partir de hoje, o novo mail de contacto do “Memória Virtual” passa a ser o mvirtual@gmail.com
BLOGOSFERA "REAL"
É um exercício curioso tentar imaginar como são as pessoas a partir do que escrevem.
É muito bom ver que os bloggers têm um “rosto”, que irradia simpatia, simplicidade, verdade e inteligência. Obrigado Rui, Catarina, Cláudia, António, Carlos, JCD e Paulo.
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"TOMAR" NO JORNAL "O TEMPLÁRIO"
O jornal “O Templário” apresenta, na sua edição de 1 de Julho, a segunda parte do destaque sobre a “blogosfera regional de Tomar”, desta vez ocupado na íntegra com uma entrevista que muito me honra, a propósito do “Tomar“, a qual passo a transcrever na íntegra:
Quando surgiu o blogue http://tomar.blogs.sapo.pt/?
A ideia já “germinava” há algum tempo (na sequência do desenvolvimento de outro blogue que mantenho – “Memória Virtual“), mas “resolvi-me” finalmente a dar-lhe início no dia 1 de Março (de 2004), “comemorando” a data da fundação da nossa cidade.
Qual a estatística de visitantes?
Em pouco mais de 3 meses, o “Tomar” ultrapassou já as 4 000 “pageviews”, por cerca de 2 100 visitantes; oscilando entre os 20 e os 30 visitantes diários (com naturais quebras aos fim-de-semana). É uma “audiência” modesta, mas que me dá muita satisfação saber que vêm uma vez e “regressam”, traduzindo algum interesse ou curiosidade. Cada visitante traduz-se num importante incentivo.
Como define o seu blogue?
O “Tomar” é um blogue de carácter exclusivamente regional, tendo por objectivo prioritário divulgar o que de melhor existe no nosso concelho, algo da sua história, cultura, grandes figuras e riquezas arquitectónicas, a par do registo de acontecimentos relevantes para a cidade e restantes freguesias.
É dos poucos blogues assinados. Qual a sua opinião sobre os blogues anónimos?
Compreendo a existência de blogues anónimos, na medida em que são escritos, abordam temas e emitem opiniões de pessoas cuja envolvente profissional ou outra não “recomenda” a divulgação da identidade do autor. No meu caso pessoal, não senti a “necessidade” desse anonimato.
Algumas críticas que surgem nos blogues são anónimas. Não será um pouco cobarde criticar sem assumir a autoria da crítica? Este aspecto não potencia o risco da impunidade?
Esta é uma questão bastante complexa. “Eticamente”, seria tentado a apenas julgar aceitável que sejam emitidas críticas “anónimas” (num espaço aberto como é a “blogosfera”), desde que – e em particular no caso das críticas serem expressamente direccionadas a alguém em particular -, o visado pudesse ter a possibilidade de contrapor essas críticas (implicando preferencialmente que, nesse caso, soubesse a identidade de quem o critica). Mas há sempre a necessidade de considerar situações de excepção.
A internet veio criar um novo espaço de intervenção pública?
A “massa crítica” dos utilizadores da Internet em Portugal é ainda relativamente reduzida, embora se verifique um crescimento assinalável nos últimos anos. De qualquer forma, parece inegável que, em particular os blogues, vieram abrir uma nova “janela” de intervenção pública, dando espaço de intervenção a alguns (ainda poucos) milhares de portugueses. E mostrar que há muitas pessoas a escrever (muito) bem português e a ter a capacidade de argumentar e debater ideias, para além dos (relativamente fechados) circuitos tradicionais.
E, na sua opinião, qual o futuro dos jornais em suporte papel?
Na minha opinião, os jornais em papel terão ainda uma “longa vida”; pessoalmente, a palavra impressa exerce sobre mim um importante “poder de atracção”, para já insubstituível. A Internet é um veículo preferencial para “pequenos textos”, com regulares actualizações “online” (quase que substituindo o papel que coube à rádio durante décadas). Num âmbito mais vasto, não me parece que os blogues constituam qualquer tipo de ameaça aos jornais; são meios distintos que, mais do que “concorrentes”, poderão ser “complementares”.
Quais os sites ou blogs que aconselha?
Esta seria uma (muito) longa lista… Procurando seleccionar blogues de carácter mais “generalista” e abrangente, indicaria 10 blogues “nacionais” (http://abrupto.blogspot.com, http://aviz.blogspot.com, http://barnabe.weblog.com.pt, http://bde.weblog.com.pt, http://marretas.blogspot.com, http://www.bloguitica.blogspot.com, http://causa-nossa.blogspot.com, http://desblogueadordeconversa.blogspot.com, http://www.marsalgado.blogspot.com, e http://terrasdonunca.blogspot.com) e 3 blogues de cariz regional (www.thomar.blogspot.com, http://santacita.blogspot.com e http://www.tomar.blogspot.com).
Em termos mais pessoais, não poderia deixar de referir ainda alguns “amigos virtuais”, com blogues muito bons: http://adufe.weblog.com.pt, http://icosaedro.blogs.sapo.pt, http://innersmile.livejournal.com, http://100nada.weblog.com.pt e http://retorta.typepad.com/blog).
Outros comentários…
Queria aproveitar a ocasião para agradecer a atenção que “O Templário” tem dedicado aos blogues, em particular os mantidos por tomarenses. A divulgação que deles vai fazendo parece-me uma contribuição decisiva para o enriquecimento de uma perspectiva regional.
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1 ANO DE "MEMÓRIA VIRTUAL" – RETROSPECTIVA (XXI)
EURO 2004 – A “FESTA” VAI COMEÇAR!
É claro que é importante que Portugal tenha sucesso desportivo nesta prova (embora seja difícil definir com absoluta precisão o que se poderá entender por sucesso – necessariamente o atingir das ½ finais…), até porque a continuidade da nossa selecção em prova manterá acesa a chama da dinâmica da prova, contribuindo para o seu “êxito global”.
Porém, há que “ter os pés assentes no chão”: Portugal entra na prova na 11ª posição do ranking entre os 16 finalistas (no actual ranking da FIFA; sendo o 10º em termos de história da competição), não tendo conseguido nunca melhor do que a meta mínima a que agora se propõe (e ainda, assim, de alguma forma, com carácter “excepcional”, em 1966, 1984 e 2000); numa competição deste cariz, a eliminar, são muitas as contingências (o penalty falhado, a bola no poste, o “desacerto” de um árbitro…); objectivamente, nenhuma equipa do mundo pode garantir antecipadamente que irá ter sucesso.




É também verdade que, numa perspectiva “minimalista”, uma selecção poderá ser campeã com apenas 1 vitória e 4 empates (o PSV Eindhoven assim conquistou uma Taça dos Campeões Europeus contra o Benfica em 1988!), podendo mesmo “dar-se ao luxo” de perder um dos jogos da primeira fase; e, portanto, beneficiando do “factor casa”, poderia “bastar-nos” não perder.




Mas, acima de tudo, devemos consciencializar-nos que, mais importante do que a vertente desportiva (embora não completamente dissociável), a prova que “somos obrigados a vencer” é a de mostrar ao mundo a capacidade de organização de um torneio desta dimensão, com centenas de milhares de visitantes, dando sequência a uma “gigantesca empreitada” de construção de 10 estádios e restantes infra-estruturas (acessibilidades, hotéis, aeroportos). E que, mesmo que à “boa maneira portuguesa”, com atrasos e derrapagens orçamentais, fomos capazes de fazer (bem)!




Havendo sempre um “velho do Restelo” (todos sabemos que não eram necessários 10 estádios! – assim como conhecemos as carências que a população portuguesa experimenta nas mais variadas vertentes), nada adiantará agora contestar as opções tomadas e definitivamente assumidas, porque irreversíveis; a verdade é que, tal como com a Expo’98 ou com o Centro Cultural de Belém, as obras feitas aí estão e permanecerão para o futuro; e, por todo o mundo, o nome de Portugal será ouvido e “visto” por milhões de pessoas… e por bons motivos.




É também assim que os países conquistam o respeito e a admiração internacional; é também por aqui que passa um pouco do “desenvolvimento” do país.
Trata-se de uma oportunidade singular que, provavelmente, não se repetirá no espaço de uma geração (25/30 anos). Temos portanto de “agarrá-la”!
PORTUGAL precisa de sentir orgulho de “si próprio” e de voltar a “ser feliz”. Vamos mobilizar-nos (todos!) e fazer do EURO 2004 uma “grande festa”!
1 ANO de "MEMÓRIA VIRTUAL" – RETROSPECTIVA (XX)
FC PORTO BI-CAMPEÃO EUROPEU
Uma final é sempre um jogo “muito especial”; as equipas transfiguram-se e dificilmente conseguem explanar o seu jogo habitual. Inevitavelmente, a tensão sobrepõe-se. O FC Porto não conseguiu “jogar o seu jogo”, mas controlou, dominou e venceu.
E, mais uma vez, impressiona a naturalidade com que o FC Porto vence os jogos; esta final “não podia” ter outro vencedor!
Parabéns ao FC Porto e a Mourinho, o maior obreiro desta vitória, que concretizou o seu sonho; é dele o trabalho de construir esta equipa, a mais sólida e solidária da Europa.
Vitor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Deco, Pedro Mendes, Maniche, Carlos Alberto, Derlei, Alenitchev, McCarthy e Pedro Emanuel entram na história do futebol português, com o FC Porto a sagrar-se bi-Campeão Europeu.
Sem querer apropriar-me do que pertence aos portistas, saboreemos todos um pouco desta vitória que é igualmente de Portugal, com 9 jogadores portugueses (Deco incluído) no “onze” inicial – no quarto título máximo de clubes da Europa para Portugal.
1 ANO DE "MEMÓRIA VIRTUAL" – RETROSPECTIVA (XIX)
BENFICA CONQUISTA TAÇA DE PORTUGAL
Finalmente!…
Ao fim de 8 anos, o Benfica regressa às grandes vitórias!
E quem melhor para dar expressão e significado especial a esta conquista do que a grande equipa do FC Porto, a dias de poder sagrar-se Campeã Europeia?
Em “futebolês”, costuma dizer-se destes jogos, que são “rasgadinhos”, ou seja, que ambas as equipas dão tudo o que têm em busca do melhor resultado para as suas cores. Foi um jogo viril, quezilento q. b., mas sem intenção maldosa, em que os jogadores lutaram até à exaustão.
Uma demonstração de grande capacidade competitiva do Benfica, com uma entrada em jogo muito forte; poucas equipas no mundo poderão desperdiçar 3 oportunidades de golo frente ao FC Porto (que, por seu lado, também as teve…) e “sobreviver”.
O FC Porto voltou a mostrar a sua solidez e solidariedade (mesmo reduzido a 10, não se “atemorizou”); Deco fez talvez o melhor jogo da época, mostrando que os grandes jogadores dizem “presente” nas grandes ocasiões.
No prolongamento, tudo podia acontecer, mas o Benfica fez valer a superioridade numérica, perante um FC Porto que se foi como que “conformando” com o resultado, sem contudo “virar a cara à luta”.
Para a história, na sua 32ª final, o Benfica conquista pela 24ª vez a Taça de Portugal (elevando para 8-1 o seu “score” nas finais disputadas com o FC Porto).
Derlei fez 0-1 no termo da primeira parte; o grego Fyssas empatou na segunda parte; Simão marcou o golo decisivo em cima do final da 1ª parte do prolongamento, na melhor homenagem que podia ser prestada à memória de Miklos Féher e de Bruno Baião.
Texto editado originalmente em 16.05.04.
Há 1 ano no Memória Virtual – .In God We Trust.
1 ANO DE "MEMÓRIA VIRTUAL" – RETROSPECTIVA (XVIII)
UMA “EQUIPA”…
… Confiante.
… Personalizada.
… Solidária.
… Serena.
… Compacta.
… Tranquila.
… Dominadora.
… Sóbria (sem necessidade de ser Exuberante).
… Sólida.
… “Ultra-competitiva”.
… (naturalmente) Vitoriosa. “Tão natural como beber um copo de água”.
Numa palavra, uma EQUIPA!
Parabéns FC Porto.
P. S. Há cerca de duas semanas escrevera que tinha duas “certezas” e duas “convicções”: (i) que o jogo da 2ª mão seria (muito) melhor; foi bastante melhor; (ii) que o árbitro dirigiria (muito) melhor o jogo; Collina foi “infinitamente” melhor (ao nível do que é o melhor árbitro do mundo); (iii) que o jogo da 2ª mão teria (muito provavelmente) golos; foi só um… e (iv) que acreditava no FC Porto; obviamente, ficou demonstrado que tinha(mos) todas as razões para acreditar!
P. S. 2 – Em Setúbal, há um homem bom com toda a razão para se sentir o “pai mais orgulhoso do mundo”: chama-se Félix Mourinho e eu gostava muito que ele tivesse a maior alegria da sua vida no final do jogo de Gelsenkirchen.
1 ANO DE "MEMÓRIA VIRTUAL" – RETROSPECTIVA (XVII)
CONSTRUIR ABRIL
Esta era a “última grande oportunidade” para comemorar o “25 de Abril”.
30 anos são já “uma vida”!
Mas é um decurso de tempo que permitiu que a generalidade dos participantes naquele histórico dia de 1974 (com as grandes excepções de Salgueiro Maia e de Melo Antunes) pudessem trazer-nos ainda as suas “memórias vivas”.
Os portugueses (de praticamente “todos os quadrantes”) souberam aproveitar essa “última grande oportunidade”, conseguindo unir-se e associar-se à comemoração da liberdade e da abertura à democracia.
Tal como nestes 30 anos, mas, a partir de agora cada vez com mais pertinência, mais do que recordar o passado, será necessário “construir” Abril no “dia a dia”, nos seus significados essenciais, o do reforço da democracia e o do desenvolvimento de Portugal.
Uma nota final para sublinhar – como refere Paulo Querido -, o activo papel da “blogosfera” nestas comemorações, acabando por contribuir para despoletar o debate “lá fora, no mundo real” – é de elementar justiça destacar o seu próprio contributo, assim como o de Zé Nuno e André Luz (Grão de Areia), José Mário Silva (Blogue de Esquerda), Daniel Oliveira (Barnabé) e “Dona Vi” (A Internet Para as Domésticas) que, com o “blogue” “Aqui Posto de Comando“, possibilitaram agregar mais de 500 textos evocativos da data.
Finalmente, a referência a alguns artigos publicados nos “media tradicionais”: de Vital Moreira, no Público; de Nuno Severiano Teixeira, no Diário de Notícias; de António Barreto e de Mário Mesquita, também ambos no Público… e, a fechar, noutra perspectiva, Vasco Pulido Valente (também no Diário de Notícias).
P. S. Devo também um agradecimento especial a todos aqueles que proporcionaram que, ontem – o dia “D” -, o Memória Virtual fosse o segundo “blogue” mais visitado no sistema Weblog.com.pt (logo após o “imbatível” Barnabé, que abriu também as suas “portas” aos textos dos leitores). Obrigado!
Uma palavra: OBRIGADO!


