Posts filed under ‘Mundial 2006’

MUNDIAL 2006 – 1/4 FINAL – BRASIL – FRANÇA

BrasilFrança0-1

Brasil Dida, Cafu (76m – Cicinho), Lúcio, Juan, Roberto Carlos, Kaká (79m – Robinho), Ronaldo, Ronaldinho, Zé Roberto, Gilberto Silva e Juninho Pernambucano (63m – Adriano)

França Fabien Barthez, Eric Abidal, Patrick Vieira, William Gallas, Claude Makelelé, Florent Malouda (81m – Sylvain Wiltord), Zinedine Zidane, Thierry Henry (86m – Louis Saha), Lilian Thuram, Willy Sagnol e Frank Ribéry (77m – Sidney Govou)

Depois de uma entrada determinada do Brasil no primeiro quarto de hora, a França começaria por equilibrar, para, de seguida, adquirir alguma supremacia, em particular graças a mais uma excelente exibição de Zinedine Zidane.

No início da segunda parte, Thierry Henry colocava a França em posição de vencedora… eliminando da prova o Campeão do Mundo em título.

É a França o adversário de Portugal das 1/2 Finais – nas quais marcarão presença 4 selecções europeias -, um “reencontro”, depois de 1984 e 2000.

0-1 – Thierry Henry – 57m

Melhor jogador – Zinedine Zidane (França)

Amarelos – Cafu (25m), Juan (45m), Ronaldo (45m), Lúcio (75m); Willy Sagnol (74m), Louis Saha (87m), Lilian Thuram (88m)

Árbitro – Luis Medina Cantalejo (Espanha)

Frankfurt (20h00)

1 Julho, 2006 at 9:52 pm 2 comentários

MUNDIAL 2006 – 1/4 FINAL – INGLATERRA – PORTUGAL

InglaterraPortugal0-0 (1-3 g.p.)

Inglaterra Paul Robinson, Gary Neville, Ashley Cole, Steven Gerrard, Rio Ferdinand, John Terry, David Beckham (52m – Aaron Lennon; 119m – Jamie Carragher), Frank Lampard, Wayne Rooney, Joe Cole (65m – Peter Crouch) e Owen Hargreaves

Portugal Ricardo, Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Nuno Valente, Petit, Maniche, Luís Figo (86m – Hélder Postiga), Tiago (74m – Hugo Viana), Cristiano Ronaldo e Pauleta (63m – Simão Sabrosa)

Uma primeira parte sofrida da equipa de Portugal, com muita dificuldade em encontrar o antídoto para o futebol directo, em profundidade, da selecção inglesa, que passou bastante tempo nas imediações da área portuguesa.

Com uma entrada forte, pressionando a todo o campo, a Inglaterra praticamente não deu espaços à selecção nacional, com o meio-campo português a não conseguir “pegar no jogo”, notando-se bastante a falta de Deco.

O primeiro aviso seria dado pelos ingleses aos 6 minutos, com a bola a sobrevoar a área portuguesa num centro de Gerrard, após livre de Beckham. Aos 9 minutos, Wayne Rooney primeiro, e Cristiano Ronaldo de imediato, testaram os guarda-redes adversários, com remates de longe.

Aos 13 minutos, Tiago não consegue dar o melhor seguimento a um livre apontado por Figo, deixando escapar a bola… e, dois minutos depois era Maniche a rematar forte, apanhando um jogador inglês no trajecto da bola.

Depois de um primeiro quarto de hora de grande pressão, o jogo pareceu acalmar, mas, nos últimos minutos da primeira parte voltaram a surgir algumas das jogadas mais perigosas, com Portugal a dispor da única oportunidade da partida iam decorridos 41 minutos, num cabeceamento de Tiago, e com Paul Robinson a largar a bola para a sua frente, não aparecendo ninguém para o desvio final.

No penúltimo minuto do primeiro tempo, Petit cometeria uma falta grosseira sobre Joe Cole, vendo o cartão amarelo, que não só o afasta das 1/2 Finais, como poderia ser um risco acrescido para a segunda parte. Na transformação do livre, Beckham remataria contra a barreira.

Não obstante as oportunidades escassas, foi uma primeira parte interessante, numa partida “intensa”, esperando-se, ainda assim, que Portugal pudesse subir de rendimento na segunda metade do encontro e explanar o seu futebol.

Beneficiando também da expulsão de Wayne Rooney, Portugal melhoraria o seu desempenho, assumindo o controlo do jogo (53 % / 47 % em termos de posse de bola no termo dos 90 minutos), embora sempre sem correr grandes riscos.

Ainda assim, a Inglaterra ameaçaria a baliza portuguesa, por intermédio de Lampard, na sequência de um canto, cerca dos 53 minutos (remate bastante por cima)… e, seis minutos depois, por Joe Cole, a rematar novamente por alto, numa oportunidade soberana para marcar (jogada de maior perigo de todo o jogo, até ao momento, na sequência de uma iniciativa de Lennon).

Não obstante, as oportunidades continuaram a ser poucas (no caso de Portugal, essencialmente em remates de meia distância, por Maniche (nomeadamente aos 68 e 78 minutos, com Robinson a defender para o lado), e, na jogada de maior perigo, por Hugo Viana, aos 81 minutos), num jogo de grande equilíbrio, em que se destacam as subidas de Miguel no terreno e as dificuldades provocadas por Aaron Lennon à defesa portuguesa, bem mais efectivo que Beckham.

Aos 82 minutos, Ricardo defende com dificuldade um potente remate de Lampard (na marcação de um livre directo); na recarga, Lennon fazia um “passe” ao guarda-redes português, em mais um momento de grande perigo para a nossa baliza.

Praticamente no último minuto, e após 15 minutos de maior pressão portuguesa, eram os ingleses a ameaçar com as jogadas mais perigosas, desperdiçando uma clara oportunidade de golo por John Terry.

Seguiu-se mais um prolongamento…

Com Portugal a registar uma atitude positiva, muito esforçada, com os jogadores a lutar até à exaustão na busca do golo (tentativas de Simão Sabrosa, aos 102 minutos; de Cristiano Ronaldo, aos 112 minutos; e de Petit, aos 114 minutos)… que Maniche teve nos pés no último remate da partida, por cima da baliza…

Pelo lado da Inglaterra, destaque para a “falta de habilidade” de Peter Crouch, nomeadamente aos 99 minutos, não conseguindo cabecear de forma apropriada (deixando-se mesmo antecipar pela defesa portuguesa).

Repetia-se o desempate por via de pontapés da marca de grande penalidade, tal como no EURO 2004…


Foto – Associated Press

Com o “HERÓI” Ricardo (ainda a tocar na bola, no remate de Hargreaves), a defender 3!!!

40 anos depois, PORTUGAL está de novo nas 1/2 Finais do Campeonato do Mundo!

Grandes penalidades
0-1 – Simão Sabrosa
Frank Lampard permite a defesa a Ricardo
Hugo Viana remata ao poste
1-1 – Owen Hargreaves
Petit remata ao lado
Steven Gerrard permite a defesa a Ricardo
1-2 – Hélder Postiga
Jamie Carragher permite a defesa de Ricardo
1-3 – Cristiano Ronaldo beija a bola e coloca Portugal nas 1/2 Finais!!!

Melhor jogador – Owen Hargreaves (Inglaterra)

Amarelos – John Terry (30m) e Owen Hargreaves (107m); Petit (44m) e Ricardo Carvalho (111m)

Vermelho – Wayne Rooney (62m)

Árbitro – Horacio Elizondo (Argentina)

Gelsenkirchen (16h00)

1 Julho, 2006 at 6:45 pm 3 comentários

MUNDIAL 2006 – 1/8 FINAL – 1/4 FINAL – 1/2 FINAIS – FINAL

     1/8 FINAL         1/4 FINAL          1/2 FINAIS          FINAL

AlemanhaSuécia2-0
AlemanhaArgentina1-1
ArgentinaMéxico2-1 AlemanhaItália

ItáliaAustrália1-0 Vencedor do .............-.............
ItáliaUcrânia3-0
SuíçaUcrânia0-0


InglaterraEquador1-0
InglaterraPortugal
PortugalHolanda1-0 Vencedor do .............-.............

BrasilGhana3-0 Vencedor do .............-.............Vencedor do .............-.............
BrasilFrança
EspanhaFrança1-3

30 Junho, 2006 at 11:32 pm 3 comentários

MUNDIAL 2006 – 1/4 FINAL – ITÁLIA – UCRÂNIA

ItáliaUcrânia3-0

Itália Gianluigi Buffon, Gennaro Gattuso (7m – Cristian Zaccardo), Fabio Grosso, Fabio Cannavaro, Andrea Barzagli, Luca Toni, Francesco Totti, Andrea Pirlo (68m – Simone Barone), Gianluca Zambrotta, Simone Perrotta e Mauro Camoranesi (68m – Massimo Oddo)

Ucrânia Oleksandr Shovkovskyi, Andriy Nesmachnyi, Anatolyi Tymoschuk, Andriy Shelayev, Oleg Shelayev, Oleg Gusev, Andryi Gusin, Vyacheslav Sviderskyi (20m – Andriy Vorobey), Andriy Rusol (45m – Vladyslav Vashchuk), Maksym Kalinichenko e Artem Milevskiy (72 – Oleksiy Belik)

Um golo “madrugador” foi a chave para abrir a porta de um apuramento que se tornaria mais fácil que o esperado, com o marcador a subir já na parte final da partida, surgindo finalmente Luca Toni, o melhor marcador do campeonato italiano da época finda.

A Itália tem encontro marcado com a equipa anfitriã, a Alemanha, para a próxima Terça-feira.

1-0 – Gianluca Zambrotta – 6m
2-0 – Luca Toni – 59m
3-0 – Luca Toni – 69m

Melhor jogador – Gennaro Gattuso (Itália)

Amarelos – Vyacheslav Sviderskyi (16m), Maksym Kalinichenko (21m) e Artem Milevskiy (67m)

Árbitro – Frank de Bleeckere (Bélgica)

Hamburg (20h00)

30 Junho, 2006 at 10:50 pm Deixe um comentário

MUNDIAL 2006 – 1/4 FINAL – ALEMANHA – ARGENTINA

AlemanhaArgentina1-1 (4-2 g.p.)

Alemanha Jens Lehmann, Arne Friedrich, Bastian Schweinsteiger (74m – Tim Borowski), Torsten Frings, Miroslav Klose (86m – Oliver Neuville), Michael Ballack, Philipp Lahm, Per Mertesacker, Bernd Schneider (62m – David Odonkor), Lukas Podolski e Christoph Metzelder

Argentina Roberto Abbondanzieri (71m – Leonardo Franco), Roberto Ayala, Juan Sorin, Fabricio Coloccini, Gabriel Heinze, Javier Mascherano, Hernan Crespo (79m – Julio Cruz), Juan Riquelme (72m – Esteban Cambiasso), Carlos Tevez, Maxi Rodriguez e Lucho Gonzalez

O balanço no final da primeira parte pode resumir-se a um jogo de cariz muito táctico, com marcações cerradas, não permitindo espaços livres, e, algo surpreendentemente, com a Alemanha a parecer ficar na expectativa (predomínio da Argentina, em termos de posse de bola, com uma vantagem de 65 % a 35 %)… sem nenhuma efectiva oportunidade de golo para qualquer das equipas.

E, logo ao quarto minuto da segunda parte, na sequência de um canto apontado por Riquelme, surgiu Ayala a elevar-se no ar e a cabecear para o golo!

As tentativas da Alemanha para chegar ao empate pareciam condenadas ao insucesso… até ao minuto 80 (já após o guarda-redes argentino ter sido substituído, por lesão), em que o inevitável Miroslav Klose faria renascer a esperança alemã.

Nos minutos imediatos, os alemães chegaram a transmitir a ideia de pretenderem resolver a questão no tempo regulamentar… mas seria Lehmann, com uma excelente defesa, a evitar o golo de Lucho Gonzalez, precisamente em cima do final desse tempo!

Subsistindo o empate, é necessário recorrer de seguida ao prolongamento… em cuja primeira parte não se verificou nada a merecer registo (para além de mais um cartão amarelo para os argentinos).

Apesar dos esforços argentinos na segunda parte do prolongamento, o desfecho da eliminatória teria de ser adiado para os pontapés da marca de grande penalidade… onde Lehmann seria o herói, defendendo os remates de Ayala e Cambiasso.

A Alemanha está nas 1/2 Finais!

0-1 – Roberto Ayala – 49m
1-1 – MiroslavKlose – 80m

Grandes penalidades
1-0 – Oliver Neuville
1-1 – Julio Cruz
2-1 – Michael Ballack
Roberto Ayala permitiu a defesa de Jens Lehmann
3-1 – Lukas Podolski
3-2 – Maxi Rodriguez
4-2 – Tim Borowski
Esteban Cambiasso permitiu a defesa de Jens Lehmann

Melhor jogador – Michael Ballack (Alemanha)

Amarelos – Lukas Podolski (3m) e David Odonkor (90m); Juan Sorin (46m), Javier Mascherano (60m), Maxi Rodriguez (88m) e Julio Cruz (95m)

Vermelho – Leandro Cufre (após a marcação das grandes penalidades)

Árbitro – Lubos Michel (Eslováquia)

Berlin (16h00)

30 Junho, 2006 at 7:17 pm Deixe um comentário

MUNDIAL 2006 – "ANTEVISÃO"

O título é falacioso, uma vez que a conclusão desta breve nota é simplesmente a seguinte: “Nesta fase da competição – dado o equilíbrio generalizado e os condicionalismos particulares de uma prova a eliminar, num só jogo, com a vitória a poder definir-se com base em “detalhes” – parece-me absolutamente inviável prever o que acontecerá em cada uma das partidas a disputar até à Final!…”

Esclarecido isto, estando presentes nesta fase da prova as 6 selecções que já alcançaram o título de Campeão do Mundo (para além do Uruguai), naturalmente Portugal e Ucrânia surgem como “outsiders”… mas nem por isso menos candidatos que os restantes!

Senão vejamos, jogo a jogo:

Alemanha – Argentina

À partida, não obstante ser o país organizador – e uma potência clássica do futebol -, e em particular devido às fracas prestações nos jogos de preparação, a Alemanha não parecia ser a equipa mais convincente, ou, por outras palavras, tão convincente que se pudesse apostar firmemente nela como provável Campeã do Mundo. De jogo para jogo, a equipa tem vindo a crescer de rendimento, ganhando confiança e, depois de 4 vitórias consecutivas, a sua “cotação” subiu imenso. Favorita no jogo desta tarde? Talvez não…

A Argentina perfilava-se como uma das mais sólidas selecções, o que seria reforçado particularmente com a esmagadora vitória frente à Sérvia e Montenegro. Depois, o nulo frente à Holanda e as dificuldades frente ao México vieram refrear os ânimos. Contudo, na hora da verdade, já a partir de hoje, não está – de modo nenhum – fora de questão que os argentinos acabem com as expectativas alemãs.

Itália – Ucrânia

Sobre o estilo e a forma de jogar da Itália, estamos perfeitamente elucidados. A vitória frente à Austrália é um cabal exemplo de até onde pode ir esta selecção, sempre uma temível candidata em qualquer competição.

Mas, nesta eliminatória, quem poderá garantir que não venha a ser vítima das suas próprias armas, “às mãos” da estreante Ucrânia?

Inglaterra – Portugal

Pelo peso da tradição (em termos globais), talvez os ingleses beneficiem de algum favoritismo.

Mas, por outro lado, até que ponto não estarão os ingleses algo receosos (“desconfiados”? descrentes?) face aos insucessos recentes nas partidas com Portugal?

Da nossa parte, até que ponto conseguiremos suprir a falta de Deco? Depois de 4 vitórias consecutivas, continuará a equipa a revelar “estofo” para resistir à pressão de uma competição tão exigente e prolongada, com sucessivos e “titânicos” embates com as melhores selecções do mundo?

Brasil – França

Vistos os jogos da Fase Grupos, a previsão do desfecho desta partida pareceria fácil e imediata: vitória inequívoca do Brasil.

A equipa brasileira dá a sensação de jogar o “q.b.2 e de dispor sempre de “trunfos na manga” para qualquer eventualidade; se defrontar um adversário mais exigente, adaptará o seu desempenho em conformidade e continuará a vencer com a facilidade revelada nas 4 partidas disputadas até ao momento.

Mas, depois da afirmação de capacidade, vontade e crença da selecção francesa contra a Espanha, a previsão complicou-se bastante. Será assim tão evidente o favoritismo do Brasil? Nas últimas vezes que se defrontaram, em 1986 e 1998, foram os franceses a “fazer a festa”…

Concluindo, espera-se uma melhoria no espectáculo proporcionado por estas equipas, que são neste momento as melhores selecções do mundo. E, como diria alguém famoso nos meandros do futebol: “Prognósticos só no fim!”…

30 Junho, 2006 at 2:50 pm Deixe um comentário

MUNDIAL 2006 – 1/8 FINAL – 1/4 FINAL – 1/2 FINAIS – FINAL

     1/8 FINAL         1/4 FINAL          1/2 FINAIS          FINAL

AlemanhaSuécia2-0
AlemanhaArgentina
ArgentinaMéxico2-1 Vencedor do .............-.............Vencedor do .............-.............

ItáliaAustrália1-0 Vencedor do .............-.............
ItáliaUcrânia
SuíçaUcrânia0-0


InglaterraEquador1-0
InglaterraPortugal
PortugalHolanda1-0 Vencedor do .............-.............

BrasilGhana3-0 Vencedor do .............-.............Vencedor do .............-.............
BrasilFrança
EspanhaFrança1-3

27 Junho, 2006 at 10:30 pm 2 comentários

MUNDIAL 2006 – 1/8 FINAL – ESPANHA – FRANÇA

EspanhaFrança1-3

Espanha Iker Casillas, Mariano Pernia, Carlos Puyol, Raul (54m – Luis Garcia), Xavi (72m – Marcos Senna), Fernando Torres, Xabi Alonso, Sergio Ramos, Cesc Fabregas, David Villa (54m – Joaquin) e Pablo

França Fabien Barthez, Eric Abidal, Patrick Vieira, William Gallas, Claude Makelelé, Florent Malouda (74m – Sidney Govou), Zinedine Zidane, Thierry Henry (88m – Sylvain Wiltord), Lilian Thuram, Willy Sagnol e Frank Ribery

A Espanha entrou mais determinada na partida, assumindo o seu controlo e o predomínio em termos de posse de bola, não obstante o equilíbrio em termos globais.

A primeira grande oportunidade surgiria aliás para a França, aos 23 minutos, com a bola a cruzar toda a zona defensiva espanhola, sem que nenhum dos dois jogadores franceses posicionados na área conseguisse empurrar para o golo.

Cinco minutos depois, uma “ingenuidade” do experiente Thuram (um pouco à imagem de Costinha…) provocou uma grande penalidade, que David Villa, com um remate colocadíssimo (praticamente a embater no poste), rasteiro, sem hipóteses para Barthez, converteu no golo da Espanha.

Os franceses pareciam algo desestabilizados com a velocidade do jogo; não obstante, reagindo bem, aos 41 minutos, com a defesa espanhola a subir, para colocar (pela 6ª vez!) Henry em posição de fora de jogo, surgiu do lado oposto Ribéry a desmarcar-se… e foi nele que Patrick Vieira colocou o passe. O francês, com demasiada frieza, contornou Casillas (na expectativa de que este fizesse falta para grande penalidade) e, já com a baliza completamente “escancarada” empurrou a bola para a baliza, assim alcançando o golo do empate.

Depois de uma primeira parte de superioridade da equipa da Espanha, na segunda parte, a equipa da França, que se julgava antever quase “moribunda” (com alguns jogadores em “fim de carreira” – anunciava-se mesmo o eventual “jogo de despedida” de Zidane) surgiu mais confiante e assumiu o controlo do jogo, perante uma estranha “passividade” dos espanhóis.

Sinal da maior iniciativa francesa, Casillas fora obrigado a aplicar-se a fundo aos 50 minutos, para, cerca de 10 minutos depois, a França dispor de nova situação em que a bola cruzou a área espanhola… sem que surgisse nenhum atacante.

Quando, não obstante o predomínio francês, começava a reforçar-se a expectativa do empate, e do prolongamento, num lance de bola parada, na sequência de um livre, Patrick Vieira (o “homem do jogo”) surgiu na pequena área a cabecear para a baliza, com a bola a embater ainda contra o corpo de Sergio Ramos e a trair o guarda-redes espanhol.

Já depois de Barthez negar o empate à Espanha, aos 88 minutos, os espanhóis seriam ainda castigados com um terceiro golo, numa “maldade” de Zidane ao seu colega Casillas, já nos descontos do que terá sido uma das melhores partidas deste Campeonato Mundial.

Concluídos os jogos dos 1/8 Final, estão apurados para a fase seguinte da competição seis equipas europeias e 2 selecções sul americanas.

Portugal e Ucrânia (estreante) vêem-se extremamente “bem acompanhados” pelos seis Campeões do Mundo que participaram na prova (apenas o Uruguai – bi-campeão mundial, em 1930 e 1950 – não alcançou o apuramento para a Fase Final na Alemanha): Brasil (5), Alemanha e Itália (3 cada), Argentina (2), Inglaterra e França (1 cada) conquistaram 15 dos 17 Títulos Mundiais já disputados! Um verdadeiro elenco de luxo para os 1/4 Final, com 3 jogos a sobressaírem:

– Alemanha – Argentina (reedição das Finais de 1986 e 1990)
– Brasil – França (reedição da Final de 1998)
– Inglaterra – Portugal (com a equipa portuguesa a querer repetir as vitórias do Mundial de 1986 e dos Europeus de 2000 e 2004).

1-0 – David Villa – 28m (g.p.)
1-1 – Frank Ribery – 41m
1-2 – Patrick Vieira – 83m
1-3 – Zinedine Zidane – 90m

Melhor jogador – Patrick Vieira (França)

Amarelos – Carlos Puyol (82m); Patrick Vieira (68m), Frank Ribéry (87m) e Zinedine Zidane (90m)

Árbitro – Roberto Rosetti (Itália)

Hannover (20h00)

27 Junho, 2006 at 10:28 pm Deixe um comentário

MUNDIAL 2006 – 1/8 FINAL – BRASIL – GHANA

BrasilGhana3-0

Brasil Dida, Cafu, Lúcio, Juan, Emerson (46m – Gilberto Silva), Roberto Carlos, Adriano (61m – Juninho Pernambucano), Kaká (Ricardinho – 83m), Ronaldo, Ronaldinho e Zé Roberto

Ghana Richard Kingson, Asamoah Gyan, John Mensah, Emmanuel Pappoe, Illiasu Shilla, Stephen Appiah, Sulley Muntari, Matthew Amoah (70m – Alex Tachie-Mensah), John Pantsil, Eric Addo (60m – Derek Boateng) e Haminu Draman

E, aos 5 minutos de jogo (no primeiro remate à baliza… após se ter desmarcado em corrida (!) e, “na cara” do guarda-redes, fazendo uma simulação deliciosa, com o pé a rodopiar sobre a bola, desarmando completamente Kingson), Ronaldo entra na história, com o 15º golo em Campeonatos do Mundo, isolando-se como melhor marcador de todos os tempos!

A partir do quarto de hora, o Ghana reagiu e intensificou a pressão sobre o Brasil, que durante bastantes minutos esteve remetido ao seu meio-campo…

Só que, já no período de descontos, Adriano concretizava o segundo golo do Brasil (partindo de posição irregular…), um rude golpe nas aspirações da equipa africana.

Na segunda parte, o Ghana pareceu sentir dificuldades em aproximar-se da baliza brasileira.

Já algo descrente da possibilidade de poder inverter o rumo dos acontecimentos, a expulsão de Asamoah Gyan vem colocar termo às ilusões do último representante de África neste Mundial.

Pouco antes do final da partida, tempo ainda para o terceiro golo brasileiro, estabelecendo um resultado algo “pesado”.

Uma nota final para assinalar também o record batido por Cafu: com o 19º jogo, passa a ser o jogador brasileiro com mais partidas disputadas em Fases Finais de Campeonatos do Mundo.

Marcarão presença nos 1/4 Final duas equipas sul-americanas (Argentina e Brasil) e seis selecções europeias (Alemanha, Itália, Ucrânia, Inglaterra, Portugal e… Espanha ou França).

1-0 – Ronaldo – 5m
2-0 – Adriano – 45m
3-0 – Zé Roberto – 84m

Melhor jogador – Zé Roberto (Brasil)

Amarelos – Adriano (13m), Juan (44m); Stephen Appiah (7m), Sulley Muntari (11m), John Pantsil (29m), Eric Addo (38m), Asamoah Gyan (48m)

Vermelho – Asamoah Gyan (81m)

Árbitro – Lubos Michel (Eslováquia)

Dortmund (16h00)

27 Junho, 2006 at 5:49 pm Deixe um comentário

MUNDIAL 2006 – 1/8 FINAL – 1/4 FINAL – 1/2 FINAIS – FINAL

     1/8 FINAL         1/4 FINAL          1/2 FINAIS          FINAL

AlemanhaSuécia2-0
AlemanhaArgentina
ArgentinaMéxico2-1 Vencedor do .............-.............Vencedor do .............-.............

ItáliaAustrália1-0 Vencedor do .............-.............
ItáliaUcrânia
SuíçaUcrânia0-0


InglaterraEquador1-0
InglaterraPortugal
PortugalHolanda1-0 Vencedor do .............-.............

BrasilGhanaVencedor do .............-.............Vencedor do .............-.............
Vencedor do Brasil-GhanaVencedor do Espanha-França
EspanhaFrança

26 Junho, 2006 at 11:20 pm Deixe um comentário

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