Posts filed under ‘Media e Comunicação’
47º ANIVERSÁRIO DA RTP
O cumprimento do tão discutido (e “subjectivo”) estatuto de “serviço público” não terá sido ainda atingido, mas, ao completar 47 anos, a RTP marca hoje alguma diferença no panorama audiovisual em Portugal.
Para tal contribuiu uma inegável melhoria na qualidade da informação (parabéns “personalizados” a José Alberto Carvalho, José Rodrigues dos Santos, Judite de Sousa, Carlos Daniel e Andrea Neves, entre outros), a par de mudanças na estratégia de programação.
A recuperação em termos de audiências (não devendo ser essa, não obstante, a sua prioridade máxima, dado o seu estatuto…) é um sinal de que algo estará a mudar no público “consumidor de televisão”…
O modelo TVI (caracterizado pelo “jornalismo-espectáculo” do seu “Jornal”) não será sustentável a prazo, à medida em que o nível de exigência dos consumidores for aumentando.
A SIC volta a atravessar um período complexo, ao ver-se novamente ultrapassada pela TVI (também devido ao esgotamento do seu modelo na área do humor e à “dificuldade competitiva” evidenciada pelas suas novelas).
A par da SIC Notícias (com características próprias, inerentes à sua vocação informativa), a RTP é, hoje, a estação mais equilibrada em Portugal.
Parabéns pelo 47º aniversário!
[1065]
TSF – ANIVERSÁRIO
Completam-se hoje 16 anos sobre o nascimento da TSF (já depois de uma primeira “emissão-pirata” em 17 de Junho de 1984), uma rádio que trouxe uma nova vida às ondas hertzianas em Portugal, uma nova perspectiva, uma nova abordagem; um projecto dinâmico e inovador.
Parabéns a todos quantos – ao longo de todos estes anos – contribuíram para a sua afirmação: Emídio Rangel, Ana Margarida Matos, António Jorge Branco, António Macedo, Carlos Andrade, Carlos Daniel, Carlos Magno, Carlos Raleiras, Carlos Vaz Marques, Carneiro Jacinto, Clara Ferreira Alves, David Borges, Elisabete Caramelo, Fernando Alves, Fernando Correia, Francisco Amaral, Francisco Sena Santos, João Almeida, João Gabriel, João Paulo Baltazar, João Paulo Guerra, João Paulo Meneses, Jorge Perestrelo, José Fragoso, José Manuel Mestre, Manuel Acácio, Manuel Costa Monteiro, Margarida Serra, Maria Flor Pedroso, Nuno Roby, Paulo Alves Guerra, …
Parabéns também pela excelente ideia da edição (hoje com o Diário de Notícias) d’”Os Sons da Nossa História”, que nos devolve as memórias de 16 anos, um pouco da nossa história. E que prazer poder ouvir a voz magnífica de António Jorge Branco!
P. S. Uma pequena história da TSF está disponível aqui (via A Rádio em Portugal).
[1044]
"PORTUGUESES EXCELENTÍSSIMOS"
Conforme bem me indicou o Rui (a propósito dos textos da Paula Moura Pinheiro na “Grande Reportagem”), na actual fase de “transição” por que passa a TSF, é justamente merecida a referência a esse programa de Fernando Alves, que realça os “feitos” de portugueses “anónimos”:
“Fernando Alves vai ao encontro de portugueses que, sem a ambição dos holofotes, atingem patamares de excelência, na investigação ou na criação artística. São “discretas aventuras” do conhecimento, numa sedutora abordagem e com uma mão cheia de estórias curtas e fortes.”
No “Portugueses Excelentíssimos“, Fernando Alves coloca o seu permanente entusiasmo – que nos faz “vibrar” também, ao ouvi-lo – ao serviço de uma óptima causa, a da divulgação do que de melhor se vai fazendo em Portugal. A ouvir! (Aos Domingos, a seguir às 12 horas).
Para além do “clássico” e incontornável Pessoal… e Transmissível de Carlos Vaz Marques, sempre a merecer um destaque especial, referência também, ainda na TSF, para a agenda cultural (que ouço diariamente, pelas 7h15 da manhã…): “É um Espectáculo“.
P. S. Novos agradecimentos, ao Intimista e Voz de Mim.
[1001]
ANABELA MOTA RIBEIRO
De Anabela Mota Ribeiro tenho a imagem de uma excelente profissional que, sendo ainda jovem, tem já vários anos de “provas dadas”, em diversas áreas, desde os jornais, à televisão, passando pela rádio.
As suas entrevistas, regularmente publicadas no DNA (Suplemento do Diário de Notícias, agora editado à Sexta-Feira) são (na minha modesta opinião) das melhores peças escritas do jornalismo português.
“Aquilo” não poderia ser dela…
Felizmente, o caso parece estar (finalmente) esclarecido.
Mesmo que se tratasse apenas de uma “inocente brincadeira”, acabou por revelar-se, mais uma vez, a faceta “perversa do poder da net” (contei – pelo menos – 10 “blogues” diferentes que se referiram ao tema); teremos, todos, de ser cada vez mais cuidadosos, perante estas “cartas anónimas” que continuam a vir à “luz do dia”: não podemos “dar crédito” a tudo o que se lê ou diz.
A Anabela Mota Ribeiro merece-nos essa prova de confiança.
[939]
"A DOIS"
“Nasce” hoje, o novo canal de televisão (da chamada “sociedade civil”), sucedendo à RTP2: “A Dois“.
O destaque maior da programação para o “Magazine”, um espaço de entrevistas, agenda e noticiário cultural, abordando ainda, em cada dia da semana, um tema diferente: literatura, música, cinema, artes cénicas e artes plásticas; com apresentação de Anabela Mota Ribeiro, de Segunda a Sexta-feira, às 21 horas, durante 30 minutos (o “substituto” do “Acontece”).
Às Quartas-feiras, às 23 horas, Nuno Santos modera o “Conselho de Estado”, debates sobre temas da actualidade política, com a duração de 50 minutos.
Aos Sábados, às 20h30, Raquel Dias apresenta o “Pop-Up”, programa sobre “cultura urbana”.
Transitam da RTP2, nomeadamente: o “Jornal2”, “Bombordo”, “Magazine 2010”, “Clube da Europa” e “A Alma e a Gente”.
A ver!
[886]
ÍNTIMA FRACÇÃO
Aqui está uma boa “prenda de Natal”: o “regresso” da Íntima Fracção, num novo suporte, através de uma colectânea de Outono, promovida pela Janela Indiscreta.
Pode ouvir estes 43 minutos de puro prazer, directamente através da Internet ou fazendo o download.
Obrigado ao Francisco Amaral, Cristina Fernandes, Paula Simões, João Ventura, Pedro Pais e Mário Pires.
[840]
TSF
Vou manter a esperança de poder encontrar aspectos positivos na mudança de orientação da TSF.
Até agora, nesta nova grelha, ainda não consegui identificá-los…
[327]
O "BIG BROTHER" ACABOU!
A partir de uma base de dezenas de milhar de candidatos (!?) e apoiada numa equipa de especialistas (integrando psicólogos), uma “Produção” apostada em conseguir a melhor “receita televisiva” para tentar recolocar a TVI na liderança das audiências (visando “estremecer” de tal modo o panorama televisivo, ao ponto de que tal tornasse possível alcançar o efeito “bombástico” da primeira edição, que levou a estação da última à primeira posição do ranking) procedeu a uma selecção de concorrentes que – basta ver 5 minutos de “emissão” – traduz uma “escolha a dedo”… (um grupo que proporcionasse um rápido e fácil “intercâmbio” entre os jovens “eles” e as jovens “elas”).
E, obviamente, ao quarto dia, já são visíveis os efeitos!
Mas, “isto” já não é o “Big Brother”; não tem rigorosamente nada a ver com a “genuidade” da primeira edição, que independentemente de todas as polémicas, não deixou de ser um “exercício sociológico de interesse”, quanto mais não seja pelo facto de se tratar de uma “experiência nova” … O “Big Brother” acabou!
É portanto melhor mudar rapidamente o nome ao programa, para que não se continue a “enganar” os incautos.
Chamem-se os “bois pelos nomes” (sem pretender ser “moralista” ou “puritanista”): “isto” é (e provavelmente será cada vez mais…) um programa que se aproxima a passos largos da pornografia!
P.S. Para “desanuviar”, aproveite para visitar o “blogue” mais extraordinário que conheço, escrito exclusivamente com palavras compostas por apenas 3 letras.
[227]
“A DOIS”
Foi ontem apresentado o “novo” canal de televisão “A Dois”, sucessor da RTP2, o qual deverá ser lançado no final de Outubro, contando com a participação de cerca de cinco dezenas de instituições representativas da “sociedade civil”.
A sua principal missão, segundo o futuro director, Manuel Falcão, será “reforçar os princípios de universalidade, defender a língua, cultura e história”, visando responder às necessidades de “jovens, minorias e cidadãos com dificuldade”.
É de “bom tom” portanto, nesta fase, dar o “benefício da dúvida” (ou seja, “ver primeiro, para falar depois”).
P.S. Mais um agradecimento, ao Campo de afectos.
[224]
CARLOS FINO NO IRAQUE
Carlos Fino não precisará de .advogado., nem eu seria a pessoa indicada para desempenhar tal papel.
Vejo, na .blogosfera., algumas referências e comentários ao seu estilo, forma de abordagem e mesmo à sua suposta .falta de objectividade. (em particular, no Abrupto).
Acho que talvez valha a pena recordar o seguinte: Carlos Fino é um profissional de vasta experiência, com provas dadas, correspondente durante muitos anos na ex-URSS, depois nos EUA, também na Europa e, nos últimos tempos, sempre disponível para estas .missões de risco. (na sequência das suas reportagens durante a guerra do Iraque, foi até objecto de reconhecimento internacional, em especial no Brasil, que lhe prestou homenagem pelo seu trabalho).
E é aqui (nas .missões de risco.) que .bate o ponto.: é verdade que Carlos Fino, presente no .teatro das operações., tem a responsabilidade de ser os .nossos olhos. e de narrar o mais fielmente possível os acontecimentos. Mas é também importante sublinhar isto mesmo: é talvez fácil, e seguramente mais cómodo, para nós, confortavelmente instalados nas nossas casas, frente à televisão, criticar a abordagem, as .tendências., os .excessos. do repórter; mas, a quem .vive. os acontecimentos .por dentro., no preciso instante em que eles ocorrem (.no calor do momento.), não será talvez exigir demasiado que o repórter seja absolutamente isento, .frio., racional e .sem emoções.?
Quanto à falta de objectividade, esta será uma matéria que, porventura, será apreciada também em função da perspectiva em que se coloca o espectador; ser objectivo será talvez . no contexto em causa . algo próximo de uma abstracção; o que se pede (.exige.) é que o repórter seja .verdadeiro..
P.S. – Já agora, uma outra “visão” do Iraque, por Mario Vargas Llosa, através de um conjunto de artigos publicados no “El Pais” e “Le Monde”: “La liberté sauvage“; “Les croyants“; “Des pillards et des livres“; “Les haricots blancs“; “Othello à l’envers“; e “Chez les Kurdes“.
[186]



