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JOGOS OLÍMPICOS – 1984 – LOS ANGELES

No regresso dos Jogos a Los Angeles (52 anos depois), pela primeira vez (na sua XXIII edição da Era Moderna) foram realizados sem qualquer financiamento oficial do Estado, sendo patrocinados por instituições privadas, tendo a cadeia de televisão ABC pago 325 milhões de dólares pelos direitos de exclusividade.
A Cerimónia de Abertura foi um espectáculo dentro do grande espectáculo, com uma mega-produção “hollywoodesca”.
E continuou o boicote, desta vez dos países do bloco comunista, à excepção da Roménia e com a China a fazer a sua estreia.
Ainda assim, seria estabelecido um novo record de países participantes (140), reunindo um total de 6 829 atletas, disputando 221 provas, entre 28 de Julho e 12 de Agosto.
O herói desta Olimpíada seria Carl Lewis, que, com 4 medalhas de ouro (100m, 200m, estafeta 4 x 100m e salto em comprimento), repetia o feito de Jesse Owens de 48 anos antes.

O remador Pertti Karppinen venceria a prova de individual de “Sculls” pela terceira vez, enquanto que Sebastian Coe se tornava no primeiro atleta de sempre a repetir o título olímpico dos 1 500 metros.
Portugal, com uma comitiva de 39 atletas, conquistaria a sua primeira medalha de ouro da história das Olimpíadas, com Carlos Lopes a sagrar-se Campeão Olímpico da Maratona, numa histórica madrugada, percorrendo os 42,195 km da prova em 02h09m21s, ainda hoje (20 anos decorridos), record olímpico!
Na que seria a melhor participação de sempre de Portugal até hoje, também Rosa Mota e António Leitão, conquistariam medalhas, de bronze, respectivamente nas provas da Maratona feminina (a primeira da história dos Jogos, vencida pela americana Joan Benoît) e dos 5 000 metros.
Na tabela de medalhas, os primeiros países foram os seguintes:
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JOGOS OLÍMPICOS – 1980 – MOSCOVO

Como grande manifestação universal, a política começou a ter um campo de intervenção nos Jogos Olímpicos, assistindo-se a novo boicote, liderado pelos EUA, seguido por diversos países ocidentais, em protesto contra a ocupação soviética do Afeganistão.
Nestes Jogos, da XXII Olimpíada, reduziu-se portanto o número de atletas participantes a 5 179, representando apenas 80 países (o menor número desde 1956), disputando 203 provas, entre 19 de Julho e 3 de Agosto.
Não obstante, a União Soviética faria um grandioso investimento, estimado em cerca de 3 000 milhões de dólares, dispondo de 68 estádios, 230 pavilhões de ginástica, 23 piscinas olímpicas e ainda outros 110 campos de futebol.
Um domínio avassalador da URSS (maior número de medalhas conquistadas de sempre), com apenas um único país a “dar alguma réplica”, a RDA.
O soviético Aleksandr Dityatin, alcançando medalhas em todas as provas de ginástica, tornou-se no único atleta de sempre a conseguir 8 (!) títulos de Campeão Olímpico numa única Olimpíada.
O pugilista cubano Teófilo Stevenson tornou-se no primeiro a conquistar três medalhas de ouro em Olimpíadas sucessivas. O nadador soviético Vladimir Salnikov venceria também três medalhas de ouro, mas nesta Olimpíada, tornando-se o primeiro homem de sempre a nadar os 1 500 metros em menos de 15 minutos (viria a repetir o triunfo 8 anos depois, em Seoul).
Os Jogos ficaram também marcados pela intensa rivalidade entre os britânicos Steve Ovett e Sebastian Coe, que repartiriam entre si as vitórias nas provas de 800 m e 1 500 m – apesar de serem respectivamente recordistas mundiais das provas em que… acabaram por não vencer.
Portugal apresentaria uma das mais reduzidas comitivas de sempre, apenas com 11 atletas, sem resultados a destacar.
Os países com mais medalhas foram os seguintes:
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JOGOS OLÍMPICOS – 1976 – MONTREAL

Os Jogos Olímpicos de Montreal ficariam marcados pelo boicote dos países africanos, em protesto contra o facto de a equipa de râguebi da Nova Zelândia ter feito uma digressão pela África do Sul, e isto em contestação ao regime político de apartheid deste país africano.
O número de participantes reduziu-se consequentemente para 6 084 atletas, representando 92 países, disputando 198 provas, entre 17 de Julho e 1 de Agosto.
Pela primeira vez, disputaram-se competições femininas de Andebol e Basquetebol.
O símbolo maior destes Jogos seria a ginasta romena Nadia Comaneci, de 14 anos, alcançando, pela primeira vez na história da ginástica, na prova de Paralelas Assimétricas, a nota máxima (10), traduzindo a “perfeição” (que repetiria por mais seis vezes), e que obrigaria a uma revisão da tabela de pontuação, com um acréscimo do grau de dificuldade dos exercícios obrigatórios. Esta seria a minha primeira “memória viva” de uns Jogos Olímpicos.
O italiano Klaus Dibiasi conquistava a terceira medalha de ouro consecutive na prova de Saltos para a água, sagrando-se também o georgiano Viktor Saneyev (URSS) tri-Campeão Olímpico do Triplo-Salto.
A polaca Irena Szewinska alcançava a sua sétima medalha, em 5 provas diferentes. O cubano Alberto Juantorena conseguiria, pela primeira vez na história, uma dupla vitória nos 400 m e 800 m.
O húngaro Miklos Németh tornou-se no primeiro filho de um Campeão Olímpico a conquistar também a medalha de ouro olímpica, no Lançamento do Dardo; o pai, Imre, vencera a prova de Lançamento do Martelo em 1948.
Carlos Lopes, Campeão Mundial de Cross, fez sonhar os portugueses, mas na última volta das 25 que integram os 10 000 metros, o finlandês Lasse Viren, que sempre seguira na peugada do português, arrebataria nova medalha de ouro, relegando Carlos Lopes para o segundo lugar e correspondente medalha de prata – 8 anos depois, Carlos Lopes viria a confessar que, durante muito tempo, “se sentiu perseguido pela passada de Lasse Viren, qual fantasma sempre atrás de si, que finalmente tinha exorcizado”.
Com uma pequena comitiva de apenas 19 atletas, Portugal conquistaria uma outra, e surpreendente, medalha de prata, por Armando Marques, no Tiro – Fosso Olímpico.
Na tabela geral de medalhas, os primeiros países foram os seguintes:
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JOGOS OLÍMPICOS – 1972 – MUNIQUE

O record de participantes ia sendo sucessivamente batido, de Olimpíada para Olimpíada: em 1972, nos Jogos da XX Olimpíada, realizados de 26 de Agosto a 11 de Setembro, 7 134 atletas, de 121 países, disputaram 195 provas.
A tradição pacificadora dos Jogos Olímpicos seria abrupta e tragicamente interrompida em 1972, a 5 de Setembro, quando terroristas palestinos da organização “Setembro Negro” invadiram os aposentos da delegação de Israel, saldando-se o ataque com a morte de 11 atletas e dos 5 terroristas, abatidos pela polícia alemã. Os Jogos seriam suspensos por 34 horas, até à deliberação do Presidente do Comité Olímpico Internacional de que “The Games must go on”, embora com as bandeiras de todos os países participantes a meia-haste.
Depois de 36 anos de ausência, a Alemanha voltava (tal como em 1936) a integrar o Andebol como modalidade olímpica.
Os Jogos de 1972 foram os primeiros a ter uma mascote oficial.
A “mascote” não oficial seria contudo a ginasta russa Olga Korbut, vencendo a prova por equipas, falhando na prova individual, mas acabando por vencer as provas por aparelhos.
O grande herói desta Olimpíada seria o nadador americano Mark Spitz, somando 7 medalhas de ouro às duas que conquistara já na Cidade do México.
O finlandês Lasse Viren, apesar de ter caído a meio da final dos 10 000 metros, conseguiria, ainda assim, estabelecer um novo record mundial, conquistando a primeira das suas 4 medalhas de ouro (duas em 1972 e duas em 1976, nos 5 000 m e 10 000 m).
A nadadora australiana Shane Gould alcançaria três medalhas de ouro, estabelecendo 3 records mundiais; conquistaria ainda mais uma medalha de prata e outra de bronze.
Portugal participaria com uma delegação de 29 atletas, não registando resultados de realce; na sua primeira participação olímpica, o futuro Campeão Olímpico Carlos Lopes não teria sucesso.
Os países que conquistaram mais medalhas foram os seguintes:
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JOGOS OLÍMPICOS – 1968 – MÉXICO

Em 1968, na Cidade do México, nos Jogos da XIX Olimpíada, um novo record de participantes (5 516 atletas), representando 112 países, disputando 172 provas, num evento que decorreu entre 12 e 27 de Outubro.
Os Jogos Olímpicos de 1968 marcam a estreia da que viria a tornar-se numa nova grande potência desportiva mundial – até ao seu desaparecimento enquanto país independente -, a República Democrática Alemã (RDA).
Nestes Jogos, realizados a 2 260 metros de altitude, o ar rarefeito (menos 30 % do que ao nível do mar), ao mesmo tempo que limita a resistência, potencia o desempenho em provas rápidas, o que permitiu resultados excepcionais, com 88 records (nomeadamente em todas as provas de atletismo de extensão abaixo dos 800 metros), destacando-se os 8,90 m do americano Bob Beamon no Salto em comprimento (record mundial que perduraria durante mais de 20 anos, sendo ainda record olímpico, quase 4 décadas depois), os 9,9 segundos do também americano Jim Hines nos 100 metros e os 17,39 metros do soviético Viktor Saneev no Triplo-Salto.
A ginasta checoslovaca Vera Caslavska conquistaria quatro medalhas de ouro e duas de prata.
O norte-americano Al Oerter venceria a prova de Lançamento do Disco pela quarta vez. O também americano e até então desconhecido Dick Fosbury tornar-se-ia mundialmente famoso ao introduzir uma radical inovação na técnica de transposição da fasquia no salto em altura, o “Fosbury Flop”, em que atacava a fasquia de costas, em vez do tradicional sistema de “rolamento ventral”, que singraria, proporcionando-lhe a vitória olímpica e vindo a ser adoptado de forma generalizada a partir de então (o último campeão a ter êxito com o antigo sistema seria Gerd Wessig, o alemão de leste vencedor dos Jogos Olímpicos de 1980, já então uma excepção no uso dessa técnica de salto, a par da sua compatriota Rose Marie Ackermann).
Portugal, mais uma vez representado com uma pequena delegação, de 20 atletas, não alcançaria qualquer resultado de destaque.
No quadro de medalhas, os países mais medalhados foram os seguintes:
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JOGOS OLÍMPICOS – 1964 – TÓQUIO

Pela primeira vez, os Jogos Olímpicos foram disputados na Ásia, envolvendo 5 151 atletas, de 93 países, disputando 163 provas, entre 10 e 24 de Outubro de 1964, premiando o processo de reconstrução do Japão, devastado na sequência da II Guerra Mundial.
Nesta Olimpíada, foram introduzidas as modalidades de Judo e Voleibol (sendo esta a primeira modalidade com equipas femininas).
Um dos grandes heróis seria Bob Hayes, ao vencer a prova de 100 metros, com 10 segundos exactos, um record mundial. O também norte-americano Don Scholander conquistaria 4 medalhas de ouro em natação.
O etíope Abebe Bikila tornou-se no primeiro atleta a sagrar-se bi-Campeão Olímpico da Maratona, repetindo a vitória alcançada em Roma.
A ucraniana Larysa Latynina, conquistando medalhas atrás de medalhas, fixava a sua marca em 18 medalhas, das quais 9 (!) de ouro, um record olímpico.
O remador russo Vyacheslav Ivanov, o norte-americano Al Oerter (Lançamento do Disco) e a nadadora australiana Dawn Fraser tornavam-se tri-Campeões Olímpicos, em sucessivas Olimpíadas (elevando a última o número de medalhas conquistadas para 8, 4 de ouro e 4 de prata).
O húngaro Dezso Gyarmati, jogador de polo aquático, conseguiria conquistar a sua 5ª medalha concecutiva. O também húngaro Imre Polyak (Luta greco-romana), depois de três medalhas de prata nas Olimpíadas anteriores (desde 1952), sagrou-se finalmente Campeão Olímpico.
Portugal fez-se representar por uma pequena comitiva de 20 atletas, destacando-se o 4º lugar alcançado por Manuel Oliveira na prova dos 3 000 metros obstáculos.
No quadro de medalhas, os primeiros países foram:
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JOGOS OLÍMPICOS – 1960 – ROMA

Os Jogos Olímpicos de 1960 ficaram marcados pela grandiosidade, assinalada com a construção de estádios, ginásios e da “vila olímpica”. Decorreram de 25 de Agosto a 11 de Setembro de 1960, com a participação de 5 338 atletas, representando 83 países, disputando 150 provas.
O hino olímpico composto pelos gregos Spyros Samaras e Kostis Palamas para os I Jogos Olímpicos, tornou-se (64 anos depois) o hino oficial.
Uns Jogos que fizeram uso da monumental cidade de Roma, com as provas de Luta a serem realizadas onde, 2 000 anos antes, decorriam concursos de luta, as provas de Ginástica nos “Banhos de Caracalla” e com o termo da maratona no Arco de Constantino.
Foram os Jogos que projectaram Cassius Clay (posteriormente Muhammad Ali), Campeão Olímpico de Pugilismo.
O dinamarquês Paul Elvstrom venceria a medalha de ouro pela quarta vez consecutiva, na prova de Vela (Classe Finn), enquanto que o esgrimista húngaro Aladar Gerevich conquistava a sexta medalha de ouro na prova de Sabre por equipas, tal como o sueco Gert Fredricksson, também 6 vezes Campeão Olímpico em canoagem.
Depois de derrotada três vezes consecutivas na Final, a Jugoslávia, conquistaria finalmente o título de Campeã Olímpica em Futebol.
O ganês Ike Quartey, finalista na prova de pugilismo, tornou-se no primeiro africano negro a conquistar uma medalha olímpica (prata). Poucos dias depois, despontava Abebe Bikila, o etíope que corria descalço, sagrando-se o primeiro Campeão Olímpico da África negra, vencendo a prova da Maratona.
A jovem norte-americana Wilma Rudolph tornou-se na primeira atleta americana a vencer três medalhas de ouro (100m, 200m e estafeta 4 x 100m).
Portugal, com uma comitiva de 65 atletas, alcançou nova medalha de prata, também na prova de Vela (classe “Star”), por Mário Quina e José Manuel Quina.
O quadro de medalhas regista os seguintes países com mais lugares de honra nesta Olimpíada:
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JOGOS OLÍMPICOS – 1956 – MELBOURNE

Pela primeira vez na história, os Jogos da XVI Olimpíada foram realizados fora da Europa ou dos Estados Unidos, chegando ao hemisfério Sul, à Austrália (que derrotara a candidatura de Buenos Aires… por 1 voto!), onde 3 314 atletas, representando 72 países, disputaram 145 provas, de 22 de Novembro a 8 de Dezembro de 1956.
Dadas as restritivas leis australianas quanto ao período de quarentena de animais, pela primeira vez, as provas de hipismo tiveram de ser realizadas num outro país, no caso a Suécia, em Estocolmo (provas realizadas em Junho de 1956), na única vez, em 100 anos de história olímpica, em que a unidade no tempo e no espaço não foi respeitada.
Na sua segunda presença, a URSS assumiria a liderança mundial em termos de medalhas conquistadas, o que se tornaria uma quase constante até ao fim da sua existência como país unificado, apenas perdendo para os EUA em 1968 e (em número de medalhas de ouro) em 1964.
O atleta russo Vladimir Kutz ganharia as provas dos 5 000 e 10 000 metros. O húngaro Laszlo Papp tornou-se no primeiro pugilista a conquistar três medalhas de ouro.
Na ginástica, o ucraniano Viktor Chukarin venceu 5 medalhas, 3 das quais de ouro, elevando o seu total para 11 medalhas (sendo 7 de ouro). Por seu lado, a húngara Agnes Keleti, conquistando 4 medalhas de ouro e 2 de prata, atingia um total de 10 medalhas olímpicas.
A equipa norte-americana de Basquetebol exerceu tal supremacia que marcava cerca do dobro dos pontos dos adversários, vencendo todos os jogos por mais de 30 pontos de vantagem.
A jovem australiana Elizabeth “Betty” Cuthbert, ao vencer 3 medalhas de ouro (100m e 200m e estafeta 4 x 100m), tornou-se numa heroína nacional.
Portugal participaria com uma pequena delegação de 12 atletas, sem resultados desportivos de destaque.
No quadro de medalhas, os primeiros países foram:
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JOGOS OLÍMPICOS – 1952 – HELSÍNQUIA

Em Helsínquia, em 1952 – de 19 de Julho a 3 de Agosto –, pela primeira vez na história, as duas super-potências, EUA e União Soviética (estreante), enfrentavam-se no campo desportivo, aumentando o número de atletas presentes para 4 955, representando 69 países, disputando 149 provas.
Estes Jogos Olímpicos marcam o regresso da Alemanha (cuja última presença anterior datava já de 1936), com uma equipa da República Federal Alemã (RFA). A República Democrática Alemã (RDA) não participaria ainda nestas Olimpíadas.
A equipa feminina de ginástica da URSS iniciaria aqui um domínio que se estenderia por um longo período de 40 anos, em que venceu sucessivamente todas as Olimpíadas… até o próprio país se desmembrar em diversas repúblicas independentes.
No Triplo-Salto, o Campeão Olímpico seria o brasileiro Ademar Ferreira da Silva, batendo então o recorde mundial.
Mas a grande figura dos Jogos seria o checoslovaco Emil Zatopek, conhecido como “Locomotiva Humana”, que se tornou no único atleta de sempre a conseguir vencer – numa única edição dos Jogos Olímpicos – as corridas de 5 000 metros e 10 000 metros (com um intervalo de apenas 24 horas) e ainda a Maratona.
Portugal apresentaria a maior delegação de sempre até à data, com 73 atletas participantes, tendo obtido nova medalha de bronze (elevando o total geral das medalhas conquistadas para 5 de bronze e 1 de prata), por via de Joaquim Mascarenhas Fiúza e Francisco Rebelo de Andrade, na prova de Vela (classe “Star”).
No quadro final de medalhas, destacaram-se os seguintes países:
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JOGOS OLÍMPICOS – 1948 – LONDRES

As XII e XIII Olimpíadas, que deveriam ter-se realizado em 1940 e 1944, acabariam por ser anuladas, devido à II Guerra Mundial.
Após uma interrupção de 12 anos, os Jogos da XIV Olimpíada seriam disputados em Londres, em 1948 (repetindo também a organização de 1908), de 29 de Julho a 14 de Agosto, com a participação de 4 104 atletas de 59 países, disputando 136 provas.
Os Jogos de 1948 seriam os primeiros a ser efectivamente transmitidos pela televisão, apesar de serem ainda poucos os ingleses com televisão em casa.
Ficaram também assinalados pela primeira presença dos “países comunistas”, provenientes do bloco de leste, na sequência do fim da Guerra. Ao contrário, primaram pela ausência, grandes potências como a Alemanha, a URSS e o Japão.
A holandesa Fanny Blankers-Koen tornar-se-ia na primeira mulher a conquistar 4 medalhas de ouro numa única Olimpíada, vencendo os 100m, 200m, 80 m barreiras e estafeta. Apesar de ser também recordista mundial do salto em altura e do salto em comprimento, seria impedida pelo regulamento de participar em mais provas.
O norte-americano Bob Mathias, vencendo a prova do Decatlo com a idade de 17 anos, tornou-se no mais jovem desportista de sempre a vencer uma prova de atletismo nos Jogos Olímpicos.
Ilona Elek (Hungria) e Jan Brzak (Checoslováquia) conseguiriam revalidar os títulos olímpicos que tinham conquistado 12 anos em Berlim, tendo portanto (em teoria) perdido a possibilidade de vencer mais títulos, devido à não concretização das Olimpíadas de 1940 e 1944.
Portugal participou no evento com 47 atletas, conseguindo conquistar finalmente a sua primeira medalha de prata, por intermédio de Duarte Bello e Fernando Bello, na prova de Vela (classe “Swallow”). Alcançaria também a 4ª medalha de bronze do seu historial, no concurso de “Dressage” (Hipismo), por Francisco Valadas Jr. e Luís Mena e Silva (também já medalhado em 1936).
No quadro de medalhas, os primeiros países foram:
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