Posts filed under ‘Euro-2004’

EURO 2004 – A a Z (P)

Pauleta . Sempre infeliz até ao jogo final; “a bola não queria entrar”; teve ainda de sofrer com uma paragem por duplo amarelo, que o afastou – ao fim de uma “interminável” série de cerca de 50 jogos -, da titularidade. No jogo contra a Holanda, porfiou, porfiou, mas van der Sar não lhe permitiu ter êxito. Na Final, “passaria ao lado do jogo”; aceitando-se a opção de Scolari na sua chamada à titularidade, tardaria contudo a sua substituição por Nuno Gomes.

Paulo Ferreira . Talvez o mais infeliz dos jogadores: ficou associado ao primeiro golo da Grécia e seria vítima das mudanças de Scolari, não mais tendo oportunidade de se redimir do erro fatal. Regressaria à equipa, novamente com a Grécia, na sequência da lesão de Miguel… novamente para perder.

Petit . Com a aposta de Scolari em Maniche (dadas as suas características mais ofensivas), acabaria por ficar confinado a pequenas intervenções, em momentos de grande pressão adversária, quando era necessário assegurar o resultado. Nessas oportunidades, cumpriu com o que dele se esperava, mas teve pouco tempo de jogo. Esperaria concerteza mais da sua participação.

Poborski . Já em 1996 nos eliminara, com um .chapéu. a Vítor Baía. Quando muitos o julgariam .acabado., surgiu com grande fulgor numa renovada equipa checa, como um dos poucos resistentes da geração mais velha. Sempre com grande dinamismo, seria o .campeão das assistências., com 4 passes para golo. Excelente prova, a que faltou a consagração da presença na Final.

Portugal . A melhor classificação de sempre, numa prova que começou mal, com uma (então) surpreendente derrota com a Grécia, que nos colocou em posição difícil. Quando se iniciou o jogo com a Rússia, após o termo do Espanha-Grécia, sabia-se já que Portugal teria a absoluta necessidade de vencer os 2 jogos que lhe restavam na Fase de Grupos. A partida com a Rússia seria sofrida, mostrando uma equipa com uma imensa intranquilidade… Que surgiria completamente transfigurada no jogo decisivo com a Espanha, o jogo do “mata-mata”. Uma atitude notável, um pouco de felicidade e Portugal embalaria para uma excelente carreira. A perder desde o início do jogo com a Inglaterra, mostrou grande personalidade, tendo força anímica para lutar até ao fim, no jogo mais empolgante da prova. A vitória frente à Holanda seria a consequência natural de uma dinâmica de vitória que parecia imparável… Não conseguindo manter o elevado nível competitivo, Portugal assumiu, ainda assim, o favoritismo que lhe era atribuído para a Final, procurando sempre o golo… que não chegaria. [E isto depois de uma série record de 10 jogos consecutivos sempre a marcar em Fases Finais dos Europeus. A propósito, atente-se nas fotos – de lances de suposto perigo, como cantos ou livres -, com os 11 gregos dentro da sua área, e com rígidas marcações “homem-a-homem”…].

A um nível mais geral, do próprio país, esta competição e o desempenho que a selecção portuguesa foi conseguindo, provocaram uma enorme vaga de entusiasmo, que foi crescendo de jogo para jogo, primeiro com as bandeiras de Portugal nas janelas, nos carros, depois com as roupas com as nossas cores, culminando com o apoio no percurso da equipa desde o centro de estágio (Alcochete) até aos Estádios, com os barcos de pescadores no Tejo, acompanhando o trajecto na Ponte Vasco da Gama, os “motards” e a multidão nas ruas. Um sentimento de união em torno de um “projecto” mobilizador como há muito não se via; uma “injecção de auto-estima” que tanto precisávamos e que deverá ser aproveitada para novos projectos de âmbito mais genérico. Valeu a pena!

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8 Julho, 2004 at 7:05 pm 1 comentário

EURO 2004 – A a Z (O)

Otto Rehhagel – O mais velho treinador da prova, parece ter o condão de transfigurar os pequenos em “gigantes”; começou por promover o Werder Bremen, da 2ª Divisão à Bundesliga (em 1981), aí permanecendo durante 14 anos, levando o clube ao topo do futebol alemão; em 1997, nova proeza, inédita ao nível dos principais campeonatos da Europa, ao conquistar em anos consecutivos, ao serviço do Kaiserslautern, os campeonatos da 2ª e da 1ª divisão alemãs. Desde Agosto de 2000, ao comando da selecção grega, atinge – de forma completamente inesperada – a glória máxima europeia, com muita sabedoria na estruturação estratégica e táctica da equipa, jogando “feio” (se o futebol fosse jogado como o jogou a Grécia, não seria “o maior desporto do mundo“…), mas abolutamente eficaz. Um “deus” no Olimpo.

Organização . Uma palavra apenas: .Impecável.! Citando o presidente da UEFA, Lennart Johansson: .Nunca vi nada assim. O melhor Europeu de sempre!.. .Estou orgulhoso de termos atribuído a organização a Portugal.. Uma grande vitória para Portugal. De que devemos – todos – sentir orgulho.

Owen . Não sendo tão explosivo como se poderia esperar, seria algo “ofuscado” pela .explosão. de Rooney, mas, quando teve oportunidade, não deixou de inscrever o seu nome na lista dos marcadores.

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8 Julho, 2004 at 6:25 pm

EURO 2004 – A a Z (N)

Nedved . O grande .patrão. da equipa checa, que parecia .talhada. para mais altos voos. A sua lesão na meia-final com a Grécia poderá ter contribuído (inclusivamente no aspecto anímico) para a quebra que a equipa denotaria no termo do jogo, com desfecho final no prolongamento. Podia ter alcançado a consagração, mas, mais uma vez, não teve sorte (já falhara, por castigo, uma final da Liga dos Campeões).

Nikopolidis . A primeira base da solidez da equipa grega começava na confiança que depositava no seu guarda-redes, sempre muito seguro, quase dando a garantia à equipa de que marcar um golo seria o suficiente para ganhar os jogos. Excelente Europeu. O “título” passou por aqui.

Nuno Gomes . Não tão exuberante como no EURO 2000, viveu sempre .à sombra. de Pauleta, procurando agarrar as oportunidades que Scolari lhe ia dando. Marcou o golo decisivo contra a Espanha, que despoletaria a carreira de sucesso da equipa portuguesa, radicalmente transformada a partir desse jogo, a partir do momento em que passou a acreditar em si própria, numa fé, crença e vontade inabaláveis de vencer. Na Final, aceitando-se a opção de Scolari, pelo jogo esforçado que Pauleta fizera com a Holanda, talvez tenha entrado “tarde de mais”.

Nuno Valente . Beneficiou também da .revolução. de Scolari, “roubando” o lugar a Rui Jorge, para não mais o perder. Sem ser exuberante, foi sempre um garante de segurança, com a sua atitude de grande luta, não dando muitas oportunidades aos adversários.

P. S. Novos agradecimentos, a Melga e Bolota X.

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8 Julho, 2004 at 8:55 am

EURO 2004 – A a Z (M)

Maniche . Esteve quase .para ficar de fora.; seria chamado .à última hora., “roubando” o lugar a Luís Boa Morte. Viria a ser a peça decisiva do puzzle. Correu quilómetros em todos os jogos, .dando o litro., sem evidenciar nunca sinais de esgotamento; um verdadeiro .poço de energia.. Pleno de auto-confiança, nunca teve receio de arriscar o remate à baliza. e “petiscou”, com excelentes golos, um deles (contra a Holanda), o melhor golo do Campeonato. Sem ele, talvez Portugal não tivesse conseguido o sucesso que alcançou.

Miguel . Agarrou com .unhas e dentes. a oportunidade que Scolari lhe proporcionou, na sequência do erro de Paulo Ferreira que daria o primeiro golo à Grécia; beneficiou da postura atacante sempre assumida por Portugal, o que fez com que não se notassem eventuais debilidades defensivas. Um bom Campeonato, superando as expectativas.

Moreira . Chegado do Europeu de Esperanças nas vésperas do início da prova, e, possivelmente, .em trânsito. para os Jogos Olímpicos, o jovem guarda-redes teve uma óptima experiência de aprendizagem de sucesso ao mais alto nível. De que poderá aproveitar futuramente.

Mostovoi . Foi por ele que se começou a “desmoronar” a equipa russa, com a contestação às opções do treinador. Seria expulso da equipa que, a partir daí, ficaria dispersa, sem unidade e concentração.

Há 1 ano no Memória Virtual – Os blogues e a dialéctica autor/leitor

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8 Julho, 2004 at 8:05 am

EURO 2004 – A a Z (L)

Letónia . A simpática selecção que veio para aprender; chegou a estar a vencer a R. Checa até ao quarto de hora final; conseguiria a .grande proeza. de empatar com a Alemanha. Chegou ao último jogo em condições de acalentar esperanças de apuramento, caso vencesse a Holanda (e, como num jogo de futebol, tudo é possível.). Mas a Holanda exerceria um domínio claro, não lhes permitindo qualquer veleidade.

Lucílio Baptista . O árbitro português teve um desempenho ao nível esperado; designado para 2 jogos, sentiu algumas dificuldades a nível disciplinar, sendo obrigado a recorrer ao uso de cartões, mas as partidas que apitou não tiveram .grandes casos.. Sem chegar ao “patamar” atingido em anteriores competições por António Garrido, Carlos Valente ou Vítor Pereira, uma prestação de nível razoável, que não deslustra a arbitragem portuguesa.

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7 Julho, 2004 at 6:03 pm

EURO 2004 – A a Z (K)

Kahn . O guarda-redes alemão tinha saído do Mundial da Coreia-Japão como o melhor do mundo; não tendo comprometido nesta passagem por Portugal, acabaria por fazer parte integrante de uma .triste. campanha alemã, saindo pela .porta baixa..

Karagounis . O melhor jogador grego, por cujos pés passa todo o jogo da Grécia, que pauta qual maestro. Foi ele que foi transportando a Grécia para .a frente., quando era hora de procurar algum risco. O segundo cartão amarelo, no jogo contra a R. Checa afastá-lo-ia da Final. Fiel ao seu “estilo de jogo”, a Grécia acabaria por não “notar a sua falta”.

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7 Julho, 2004 at 1:40 pm

EURO 2004 – A a Z (J)

Joaquín . Era esperado como o .maior perigo. para a defesa portuguesa, receando-se as suas investidas pelas alas. Seria bastante bem anulado pela defesa portuguesa. Pela sua .fraca produção. passaria o segredo do apuramento português.

Jorge Andrade . Formou com Ricardo Carvalho a melhor dupla de centrais deste Europeu, sendo dos poucos jogadores com presença integral em todas as partidas. Oscilou perante a pressão inglesa; foi infeliz no jogo com a Holanda, desviando a bola para a nossa baliza, mas conseguiria recompor-se, atingindo um bom nível.

P. S. Estão em atraso diversos agradecimentos, que procurarei recuperar nos próximos dias. Um grande obrigado aos Desblogueadores (na pessoa do amigo Nelson) e ao Carlos (Ideias Soltas).

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7 Julho, 2004 at 12:31 pm

EURO 2004 – A a Z (I)

Ibrahimovic . O avançado sueco revelar-se-ia como um dos melhores da prova, com um golo de antologia, que fica na retina. A infelicidade sueca no jogo com a Holanda impediria que pudesse .mostrar-se. mais.

Inglaterra . Uma selecção que viria a revelar-se bem mais compacta e perigosa do que poderia esperar-se, nomeadamente na sequência do jogo “frágil” que evidenciara perante a França. Apesar de Beckam não ter estado ao seu melhor nível, Ashley Cole, Scholes, Lampard, Owen e, sobretudo, a descoberta Rooney, conduziram a Inglaterra a um elevado nível. O jogo com Portugal foi de antologia (o mais empolgante do campeonato), com um prolongamento de alta tensão, absolutamente “electrizante”.

Itália . Fico com a ideia que seria talvez (em teoria) – e a par da R. Checa – a equipa mais forte deste Europeu (a seguir a Portugal!…). Seria vítima do seu sistema tradicional de jogo. Conseguiu grandes exibições com a Dinamarca (num excelente jogo, apesar do 0-0) e com a Suécia (num magnífico jogo de ataque. até chegar ao golo, recuando depois, acabando por permitir o empate, que viria a revelar-se-lhe “fatal”). Fez uma partida de grande sofrimento contra a Bulgária, suspensa do resultado do Dinamarca-Suécia; tendo chegado ao último jogo dependente de terceiros, acabaria por ser vítima do empate nórdico a dois golos (o resultado que apurava automaticamente as duas selecções), num jogo (e resultado), que, reforço a ideia, me pareceu absolutamente natural.

Há 1 ano no Memória Virtual – Oriente . Ou serviço público II

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7 Julho, 2004 at 8:10 am

EURO 2004 – A a Z (H)

Hélder Postiga . Uma participação reduzida em termos de tempo, mas que se revelaria decisiva; seria dele o golo do empate com a Inglaterra (a 8 minutos do fim), que nos levaria ao prolongamento. Depois, foi aquela .loucura. de um penalty, transformado . .à Panenka. . de forma absolutamente .inconsciente. (dada a responsabilidade de nos poder provocar automaticamente a eliminação), mas, dado o seu .final feliz., com uma marca de génio, que deixou um grande sorriso em Deco e uma enorme alegria em todos os portugueses.

Henry . O avançado do Arsenal vinha creditado como o melhor jogador do mundo na época agora finda. Completamente fora de forma, esgotado por uma longa e exigente temporada, passaria quase ao lado da prova; os dois golos contra a Suíça foram uma magra consolação, para uma equipa que deverá agora passar por um processo de renovação.

Holanda . Tradicionalmente uma grande potência futebolística, talvez a equipa europeia com maior potencial ofensivo em termos históricos. Surgiu menos forte nesta prova; não obstante, foi conseguindo levar .a água ao seu moinho., até se deparar com um Portugal. imparável. Repetiu o 3º lugar do EURO 2000.

Hooligans . Felizmente, praticamente não se viram durante os jogos. A realçar o desportivismo com que todas as comitivas de adeptos se comportaram, de início a fim da prova, participando activamente na grande festa que foi o EURO. Quero crer que os desacatos de Albufeira, com adeptos ingleses, se deram com indivíduos que nem sequer assistiram a qualquer jogo.

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6 Julho, 2004 at 6:00 pm

EURO 2004 – A a Z (G)

GréciaGrécia . A maior (enorme!) surpresa da prova. Com o seu (limitado) historial, partia sem responsabilidades; sagrou-se Campeã! Começou por derrotar Portugal no jogo de abertura, alcançaria, com sorte o empate com a Espanha, quase garantindo, logo aí, o apuramento. Nos ¼ final, aproveitou a apatia francesa para alcançar uma histórica qualificação para as ½ finais. Aí, de forma matreira, beneficiaria de algum desgaste acusado pela equipa checa para fazer o seu melhor jogo da prova, surgindo em grande força no prolongamento, para, de forma .traiçoeira. e cruel para os checos, os afastar da Final. Repetiria a “dose” frente a Portugal, com uma eficácia absoluta: 1 canto, 1 remate à baliza, 1 golo. Como diz Rui Costa, sem tirar o mérito aos gregos, o Campeonato é conquistado pela equipa mais defensiva da prova, numa espécie de “negação do futebol”, em que o primordial era assegurar a inviolabilidade da sua baliza, sabendo depois aproveitar todas as oportunidades para marcar e ganhar. Diziam-me os adeptos gregos: «Os nossos jogadores podem não ser os melhores do mundo, mas “têm um grande coração”»… Parabéns à Grécia, que concretiza um “feito único” na história do futebol!

A classificação final do Campeonato da Europa ficou assim estabelecida:

1º Grécia
2º Portugal
3º Holanda
3º R. Checa
5º França
6º Inglaterra
7º Suécia
8º Dinamarca
9º Itália
10º Espanha
11º Alemanha
12º Croácia
13º Rússia
14º Letónia
15º Suíça
16º Bulgária

[1521]

6 Julho, 2004 at 1:55 pm

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