Posts filed under ‘Desporto’
Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total APOEL - Athletic Bilbao 2-0 2-3 4-3 Ajax - Legia Warsaw 1-0 0-0 1-0 Zenit - Anderlecht 3-1 0-2 3-3 Genk - Astra Giurgiu 1-0 2-2 3-2 St.-Étienne - Manchester United 0-1 0-3 0-4 Roma - Villarreal 0-1 4-0 4-1 København - Ludogorets 0-0 2-1 2-1 Shakhtar Donetsk - Celta de Vigo 0-2 (a.p.) 1-0 1-2 Osmanlıspor - Olympiakos 0-3 0-0 0-3 Tottenham - Gent 2-2 0-1 2-3 Sparta Praha - Rostov 1-1 0-4 1-5 Fenerbahçe - Krasnodar 1-1 0-1 1-2 Fiorentina - B. Mönchengladbach 2-4 1-0 3-4 Lyon - AZ Alkmaar 7-1 4-1 11-2 Beşiktaş - Hapoel Beer-Sheva 2-1 3-1 5-2 Schalke 04 - PAOK 1-1 3-0 4-1
As grandes surpresas desta eliminatória foram as eliminações do Athletic Bilbao, Zenit e Tottenham, superados pelo APOEL, Anderlecht e Gent, destacando-se ainda a sensacional reviravolta obtida pelo B. Mönchengladbach em Florença, onde chegou a estar a perder por 2-0 (portanto, nessa altura, com desvantagem global de três golos). Realce igualmente para a(s) goleada(s) aplicada(s) pelo Lyon ao AZ Alkmaar.
Para os 1/8 de final avançam os seguintes contingentes principais: Bélgica (3), Alemanha (2) e Rússia (2), na mais aberta das edições da prova, com 12 países representados, entre os quais não consta Portugal…
Das equipas que transitaram da Liga dos Campeões subsistem em prova o Beşiktaş, B. Mönchengladbach, København, Lyon e Rostov. Por seu lado, de entre os 12 vencedores de grupo na fase anterior, avançam na competição apenas o Ajax, APOEL, Genk e Schalke 04.
De entre os treinadores portugueses que disputaram a eliminatória, somente José Mourinho (Manchester United) e Paulo Bento (Olympiakos) garantiram a continuidade na prova. Paulo Sousa (Fiorentina) e Paulo Fonseca (Shathar Donetsk) ficaram pelo caminho, este eliminado no prolongamento pelo agora único representante espanhol, Celta de Vigo (depois das eliminações de Athletic Bilbao e Villarreal).
Liga dos Campeões – 1/8 de Final (1.ª mão)
21.02.2017 – Manchester City – Monaco – 5-3
15.02.2017 – Real Madrid – Napoli – 3-1
14.02.2017 – Benfica – B. Dortmund – 1-0
15.02.2017 – Bayern – Arsenal – 5-1
22.02.2017 – FC Porto – Juventus – 0-2
21.02.2017 – B. Leverkusen – At. Madrid – 2-4
14.02.2017 – Paris St.-Germain – Barcelona – 4-0
22.02.2017 – Sevilla – Leicester – 2-1
Liga Europa – 1/16 de Final (1.ª mão)
Athletic Bilbao – APOEL – 3-2
Legia Warsaw – Ajax – 0-0
Anderlecht – Zenit – 2-0
Astra Giurgiu – Genk – 2-2
Manchester United – St.-Étienne – 3-0
Villarreal – Roma – 0-4
Ludogorets – København – 1-2
Celta de Vigo – Shakhtar Donetsk – 0-1
Olympiakos – Osmanlıspor – 0-0
Gent – Tottenham – 1-0
Rostov – Sparta Praha – 4-0
Krasnodar – Fenerbahçe – 1-0
B. Mönchengladbach – Fiorentina – 0-1
AZ Alkmaar – Lyon – 1-4
Hapoel Beer-Sheva – Beşiktaş – 1-3
PAOK – Schalke 04 – 0-3
Liga dos Campeões – 1/8 final (1.ª mão) – Benfica – B. Dortmund
Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, Eliseu, Eduardo Salvio, Pizzi, Ljubomir Fejsa, André Carrillo (45m – Filipe Augusto), Rafa Silva (67m – Franco Cervi) e Kostas Mitroglou (75m – Raúl Jiménez)
B. Dortmund – Roman Bürki, Łukasz Piszczek, Sokratis Papastathopoulos, Marc Bartra, Marcel Schmelzer, Erik Durm, Ousmane Dembélé, Julian Weigl, Raphaël Guerreiro (82m – Gonzalo Castro), Marco Reus (82m – Christian Pulišić) e Pierre-Emerick Aubameyang (62m – André Schürrle)
1-0 – Kostas Mitroglou – 48m
Cartões amarelos – Ljubomir Fejsa (63m); Marcel Schmelzer (74m), Christian Pulišić (85m) e Marc Bartra (90m)
Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)
Foi uma vitória (muito) feliz a do Benfica…
Assim o dizem, friamente, os números: 35%/65% em termos de posse de bola, 4-14 em remates, 1(!)-4 em remates à baliza, 3-10 em cantos; todos os dados em favor da formação germânica.
Mas, para além da absoluta eficácia concretizadora do Benfica, marcando o golo no seu único remate enquadrado com a baliza, fica também o registo do extraordinário desperdício do Borussia, que dispôs de diversas oportunidades de perigo / ocasiões de golo, de que se destacam:
- aos 11 minutos (na primeira de quatro perdidas de Aubameyang, isolado frente a Ederson, a rematar por cima);
- aos 24 minutos, com Lindelöf, “in-extremis”, a bloquear um remate de Dembélé;
- aos 39 minutos, novamente Aubameyang, a chegar atrasado a um passe de Raphaël Guerreiro, já com Ederson fora da baliza;
- já no segundo tempo, e depois do golo benfiquista, num período de extrema pressão alemã, aos 52, 54 (outra vez Aubameyang, na cara de Ederson, de novo por cima), 56 e 58 minutos (com Aubameyang a permitir a Ederson a defesa de uma grande penalidade, na sequência de um remate para o centro da baliza);
- aos 84 minutos, mais uma fantástica intervenção do guardião benfiquista, com magníficos reflexos, a negar o golo a Pulišić, após traiçoeiro desvio da bola em Raúl Jiménez.
No jogo n.º 500 de Luisão, a defesa do Benfica teve de evidenciar grande solidariedade, mas, acima, de tudo, contar com uma inspiradíssima exibição do guarda-redes brasileiro, para manter a sua baliza inviolada.
Com um Benfica excessivamente cauteloso e a denotar bastante passividade, acantonado no seu meio-campo, concedendo a iniciativa ao adversário, a primeira parte fora já de intenso sufoco, dada a dinâmica e intensidade de jogo do Borussia Dortmund, com Rui Vitória a ansiar pelo intervalo, como que um “time-out”, para rever posicionamentos e a organização táctica, dada a incapacidade revelada pela sua equipa em, sequer, sair para o contra-ataque.
Para a segunda metade, a troca de André Carrillo por Filipe Augusto, permitiria reforçar o segmento defensivo da equipa, com o brasileiro a apoiar Fejsa, possibilitando paralelamente alguma libertação a Pizzi, do que resultariam, ainda nessa fase inicial, dois cantos, após combinação com Salvio. No segundo deles, logo ao terceiro minuto, ao cruzamento de Pizzi, surgiria Luisão a desviar a bola de cabeça, com Mitroglou, em esforço, a conseguir fazer anichar o esférico nas malhas da baliza alemã.
Vendo-se em desvantagem, o Borussia intensificaria então ainda mais o seu “pressing”, encostando, nos dez minutos seguintes, o Benfica “às cordas”. Não obstante, após a sucessão de oportunidades desperdiçadas, culminando com a falha da grande penalidade, a moral benfiquista cresceu, enquanto, em paralelo, e à medida que o tempo ia correndo, os alemães começariam a descrer e, inevitavelmente, a baixar o ritmo.
A saída de Aubameyang era o reconhecimento de uma noite de incapacidade total, mas as substituições operadas pelo técnico alemão, Thomas Tuchel, acabariam mesmo por não resultar.
É bem evidente que o resultado não traduz, “com justiça”, o que se passou em campo durante os 90 minutos, nesta que foi a 400.ª partida disputada pelo Benfica em competições europeias (tendo em conta que, na época de 1987-88, foi suspenso o jogo da 2.ª mão ante o Partizan de Tirana) – e que a vitória resulta da conjugação de uma grande felicidade, com uma soberba actuação de Ederson, e, sobretudo, com a extrema ineficácia alemã -, mas, perante o notório desnível de argumentos entre ambas as equipas, poderia o Benfica ter tido sucesso com outro tipo de abordagem ao jogo?
O jogo da 2.ª mão terá decerto outra história, mas, entrando no Westfalenstadion em vantagem, sem ter sofrido golos no seu reduto, o Benfica poderá, com uma exibição muito concentrada e com o reforço dos níveis de confiança, e algum necessário atrevimento, que lhe possa proporcionar marcar em terreno alheio, sonhar com o “milagre”…
Liga Europa – Sorteio dos 1/16 de Final
Athletic Bilbao – APOEL
Legia Warsaw – Ajax
Anderlecht – Zenit
Astra Giurgiu – Genk
Manchester United – St.-Étienne
Villarreal – Roma
Ludogorets – København
Celta de Vigo – Shakhtar Donetsk
Olympiakos – Osmanlıspor
Gent – Tottenham
Rostov – Sparta Praha
Krasnodar – Fenerbahçe
B. Mönchengladbach – Fiorentina
AZ Alkmaar – Lyon
Hapoel Beer-Sheva – Beşiktaş
PAOK – Schalke 04
Os jogos da primeira mão serão disputados a 16 de Fevereiro de 2017, estando a segunda mão agendada para 23 de Fevereiro.
Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/8 de Final
Manchester City – Monaco
Real Madrid – Napoli
Benfica – B. Dortmund
Bayern – Arsenal
FC Porto – Juventus
B. Leverkusen – At. Madrid
Paris St.-Germain – Barcelona
Sevilla – Leicester
Os jogos da primeira mão serão disputados nas seguintes datas: 14, 15, 21 e 22 de Fevereiro de 2017. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para 6, 7, 13 e 14 de Março.
Liga Europa – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo H
Sp. Braga – Shakhtar Donetsk – 2-4
Konyaspor – Gent – 0-1
1º Shakhtar Donetsk, 18; 2º Gent, 8; 3º Sp. Braga, 6; 4º Konyaspor, 1
Garantiram o apuramento para os 1/16 de final da Liga Europa as seguintes equipas: Fenerbahçe, Manchester United, APOEL, Olympiakos, St.-Étienne, Anderlecht, Zenit, AZ Alkmaar, Roma, Astra Giurgiu, Genk, Athletic Bilbao, Ajax, Celta de Vigo, Shakhtar Donetsk, Gent, Schalke 04, Krasnodar, Fiorentina, PAOK, Sparta Praha, Hapoel Be’er Sheva, Osmanlıspor e Villarreal.
A estes 24 clubes somam-se os oito que transitam da Liga dos Campeões: Ludogorets, Beşiktaş, Borussia Mönchengladbach, Rostov, Tottenham, Legia Warsaw, København e Lyon.
A repartição por países é a seguinte: Bélgica (3), Espanha (3), Rússia (3), Turquia (3), Alemanha (2), França (2), Grécia (2), Holanda (2), Inglaterra (2), Itália (2), Bulgária (1), Chipre (1), Dinamarca (1), Israel (1), Polónia (1), R. Checa (1), Roménia (1) e Ucrânia (1).
Portugal perdeu o seu último representante, Sp. Braga, derrotado em casa pelo Shakhtar Donetsk (treinado por Paulo Fonseca, que somou triunfos em todos os seis jogos disputados), e penalizado por um golo do Genk, apontado no 5.º minuto do tempo de compensação… A ausência de equipas portuguesas dos 1/16 de final da competição não se verificava desde 2005-06.
Para além do Sp. Braga, as grandes surpresas foram a eliminação de Feyenoord, Panathinaikos, Nice, Southampton, Steaua, e, sobretudo, do Inter.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Basel – Arsenal – 1-4
Paris St.-Germain – Ludogorets – 2-2
1º Arsenal, 14; 2º Paris St.-Germain, 12; 3º Ludogorets, 3; 4º Basel, 2
Grupo B
Benfica – Napoli – 1-2
D. Kyiv – Beşiktaş – 6-0
1º Napoli, 11, 2º Benfica, 8; 3º Beşiktaş, 7; 4º D. Kyiv, 5
Grupo C
Manchester City – Celtic – 1-1
Barcelona – B. Mönchengladbach – 4-0
1º Barcelona, 15; 2º Manchester City, 9; 3º B. Mönchengladbach, 5; 4º Celtic, 3
Grupo D
PSV Eindhoven – Rostov – 0-0
Bayern – At. Madrid – 1-0
1º At. Madrid, 15; 2º Bayern, 12; 3º Rostov, 5; 4º PSV Eindhoven, 2
Grupo E
Tottenham – CSKA Moskva – 3-1
Bayer Leverkusen – Monaco – 3-0
1º Monaco, 11; 2º Bayer Leverkusen, 10; 3º Tottenham, 7; 4º CSKA Moskva, 3
Grupo F
Legia Warsaw – Sporting – 1-0
Real Madrid – B. Dortmund – 2-2
1º B. Dortmund, 14; 2º Real Madrid, 12; 3º Legia Warsaw, 4; 4º Sporting, 3
Grupo G
FC Porto – Leicester – 5-0
Brugge – København – 0-2
1º Leicester, 13; 2º FC Porto, 11; 3º København, 9; 4º Brugge, 0
Grupo H
Juventus – D. Zagreb – 2-0
Lyon – Sevilla – 0-0
1º Juventus, 14; 2º Sevilla, 11; 3º Lyon, 8; 4º D. Zagreb, 0
Garantiram o apuramento para os 1/8 de final as seguintes equipas: Arsenal, Paris St.-Germain, Napoli, Benfica, Barcelona, Manchester City, At. Madrid, Bayern, Monaco, Bayer Leverkusen, B. Dortmund, Real Madrid, Leicester, FC Porto, Juventus e Sevilla.
Mantêm-se portanto em prova apenas formações de seis países: Espanha (4), Alemanha (3), Inglaterra (3), Portugal (2), França (2) e Itália (2).
Transitam para a Liga Europa os seguintes clubes: Ludogorets, Beşiktaş, Borussia Mönchengladbach, Rostov, Tottenham, Legia Warsaw, København e Lyon.
Assinala-se ainda, por fim, a eliminação do Basel, Dínamo de Kiev, Celtic, PSV Eindhoven, CSKA Moscovo, Sporting, Brugge e D. Zagreb.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – Napoli
Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, André Almeida, Eduardo Salvio (89m – Kostas Mitroglou), Pizzi, Ljubomir Fejsa, Franco Cervi (68m – André Carrillo), Gonçalo Guedes (57m – Rafa Silva) e Raúl Jiménez
Napoli – Pepe Reina, Elseid Hysaj, Raúl Albiol, Kalidou Koulibaly, Faouzi Ghoulam, Allan, Amadou Diawara, Marek Hamšík (72m – Piotr Zieliński), José Callejón, Manolo Gabbiadini (57m – Dries Mertens) e Lorenzo Insigne (80m – Marko Rog)
0-1 – José Callejón – 60m
0-2 – Dries Mertens – 79m
1-2 – Raúl Jiménez – 87m
Cartões amarelos – Pizzi (89m); Kalidou Koulibaly (15m)
Árbitro – Antonio Mateu Lahoz (Espanha)
Dependendo do resultado que se verificasse na Ucrânia, entre o D. Kyiv e o Beşiktaş, o Benfica-Napoli poderia ser como que uma “final”, para apuramento de uma equipa, em detrimento da outra.
Mas, tal cenário apenas se colocaria ao longo de cerca de meia hora, pois, desde cedo, as notícias que ia chegando da Ucrânia eram bem positivas, acabando por limitar de forma determinante a importância do jogo da Luz, em que passava a estar em causa apenas a definição do vencedor do grupo.
Efectivamente, numa espécie de “hara-kiri”, aos 33 minutos a equipa turca perdia já por 0-3 (a marca continuaria a subir, até se fixar num “arrepiante” 0-6), tendo o Beşiktaş terminado o desafio apenas com nove jogadores em campo, podendo eventualmente queixar-se do lance de grande penalidade que deu origem ao segundo tento do D. Kyiv e à primeira expulsão.
Assim, foi uma partida algo “descomprometida” a que ia decorrendo em Lisboa, jogada de forma “aberta”, a proporcionar diversas ocasiões de perigo, de parte a parte. Mas seriam sempre os italianos os mais afoitos e, também, mais eficazes, não obstante a boa exibição do guardião benfiquista, Ederson, a negar alguns outros lances de golo iminente.
Efectivamente, quando o golo acabou por surgir, para os napolitanos, à passagem da hora de jogo, já o D. Kyiv ganhava então por 5-0, estando a formação turca reduzida já a nove elementos. Depois, enquanto o Benfica ensaiava algumas tentativas de repor a igualdade, expunha-se mais às contra-ofensivas italianas, acabando por sofrer segundo tento, evidenciando debilidades defensivas, numa noite em que a dupla de centrais revelou desacerto nas marcações.
Já depois de o Napoli ter tido oportunidade para dilatar ainda mais o marcador, o Benfica acabaria enfim por chegar ao “golo de honra”, por Raúl Jiménez, a três minutos do final, reduzindo para marca tangencial o desfecho de uma exibição desinspirada e algo desconcentrada.
Num percurso que atravessou bastantes trilhos sinuosos – em particular, os dois encontros com a equipa turca, assim como os desaires nos jogos com o Napoli – o Benfica, sob o comando de Rui Vitória, acaba por garantir a qualificação para os 1/8 de final da Liga dos Campeões pelo segundo ano sucessivo, potenciando os decisivos triunfos obtidos frente à formação ucraniana.



