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Luxemburgo – Portugal (Europeu 2020 – Qualif.)
Luxemburgo – Anthony Moris, Laurent Jans, Maxime Chanot, Lars Gerson, Dirk Carlson, Vincent Thill (82m – Aurélien Joachim), Leandro Barreiro Martins (74m – Danel Sinani), Aldin Skenderović, Dave Turpel (59m – Olivier Thill), Gerson Rodrigues e Maurice Deville
Portugal – Rui Patrício, Ricardo Pereira, José Fonte, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro, Bruno Fernandes (90m – Rúben Neves), Danilo Pereira, Pizzi (62m – João Moutinho), Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva e André Silva (71m – Diogo Jota)
0-1 – Bruno Fernandes – 39m
0-2 – Cristiano Ronaldo – 86m
Cartões amarelos – Maurice Deville (7m) e Maxime Chanot (16m); Bernardo Silva (71m)
Árbitro – Jesús Gil Manzano (Espanha)
Num magnífico ciclo iniciado no ano 2000, Portugal marcará presença, pela 11.ª vez consecutiva, em fases finais de grandes competições (6 Europeus e 5 Mundiais)! (Anteriormente, apurara-se apenas para dois Mundiais, em 1966 e 1986, e dois Europeus, em 1984 e 1996).
Depois da boa exibição ante a Lituânia, este último desafio, no Luxemburgo, num relvado em condições impróprias (enlameado, com grandes peladas, impedindo a bola de rolar), ficou marcado por um desempenho de baixa qualidade por parte da selecção portuguesa, que, em regime de “serviços mínimos”, optando pelo pragmatismo, acabou por confirmar a vitória que lhe garantia o apuramento (afinal, em função do empate consentido pela Sérvia já em período de compensação, Portugal até poderia ter perdido este encontro…).
Mas a incerteza chegou a pairar, desde cedo, dado a Sérvia ter marcado logo no início do seu jogo, enquanto Portugal sofria, então, uma imprevista pressão luxemburguesa, que, em rápidas transições, sempre que a equipa portuguesa perdia o controlo da boa, esteve bem próximo de poder adiantar-se no marcador (três ocasiões de perigo, entre os cinco e os 25 minutos), o que, a ter sucedido, viria complicar ainda mais as coisas.
Com grande dificuldade em adaptar-se ao terreno e de encontrar a melhor forma de lidar com a questão – com um estilo de futebol directo, pouco sucedido -, seria com alguma felicidade (um lance esporádico, de “génio”) que Portugal chegaria ao golo, num magnífico lançamento de Bernardo Silva para Bruno Fernandes, a ganhar as costas dos adversários e, depois de dominar, a finalizar da melhor forma.
No recomeço, José Fonte poderia ter ampliado a contagem, mas o cariz do jogo não se alteraria, com o Luxemburgo outra vez a ameaçar (remate de Gerson sobre a barra), o que fez com que Fernando Santos adoptasse medidas “cautelares”, com a entrada de João Moutinho a procurar reforçar o meio-campo, em especial na sua acção defensiva, passando a privilegiar-se a posse de bola e os passes curtos. Em contraponto, o seleccionador do Luxemburgo arriscava, colocando em campo Sinani e, ainda em nova aposta ofensiva, Joachim.
Perante um cenário em que se receava pudesse surgir o tento do empate, acabaria por ser Portugal a sentenciar o desfecho da partida, com Cristiano Ronaldo a marcar o seu 99.º golo pela selecção, a confirmar, em cima da linha de baliza, um lance em que a bola, tocada de forma algo atabalhoada por Diogo Jota (outra vez na sequência de uma grande abertura de Bernardo Silva), se encaminhava já para as redes.
Faltavam quatro minutos para o final e Portugal podia, enfim, “respirar” de alívio…
Por incrível coincidência, Portugal obtinha, ante o Luxemburgo, a sua vitória n.º 300, repetindo os anteriores marcos históricos registados precisamente ante este mesmo adversário (o centésimo triunfo da selecção portuguesa, em 1986, assim como a sua 200.ª vitória, em 2006).
Afinal, num grupo desequilibrado como este, o apuramento para a fase final do “EURO 2020” (7.ª presença consecutiva de Portugal em fases finais do Europeu, desde 1996) ficara já “traçado” há algum tempo, logo no terceiro jogo de Portugal nesta campanha, a 7 de Setembro, em Belgrado, com o triunfo por 4-2 ante a Sérvia).
Estão já qualificadas as seguintes 17 selecções: Portugal, Holanda, Inglaterra, Bélgica, França, Espanha, Itália, Croácia, Polónia, Alemanha, Ucrânia, Suécia, Rússia, Áustria, R. Checa, Turquia e Finlândia. As três vagas restantes de apuramento directo serão disputadas entre: Dinamarca, Suíça e Irlanda (apuram-se dois) e Hungria, País de Gales e Eslováquia (apura-se um).
Por outro lado – em função dos respectivos desempenhos na “Liga das Nações” -, confirmaram já a participação nos “play-off” (para determinar os quatro últimos países apurados): Islândia (“Liga A”); Bósnia-Herzegovina e I. Norte (“Liga B”); Escócia, Noruega, Sérvia, Bulgária, Israel e Roménia (“Liga C”); e Geórgia, Macedónia do Norte, Kosovo e Bielorrússia (“Liga D”). A estas 13, juntar-se-ão ainda as três selecções (das anteriormente referidas) que não alcançarem o apuramento directo.
GRUPO B Jg V E D G Pt 1º Ucrânia 8 6 2 - 17 - 4 20 2º Portugal 8 5 2 1 22 - 6 17 3º Sérvia 8 4 2 2 17 - 17 14 4º Luxemburgo 8 1 1 6 7 - 16 4 5º Lituânia 8 - 1 7 5 - 25 1
10ª jornada
17.11.2019 – Luxemburgo – Portugal – 0-2
17.11.2019 – Sérvia – Ucrânia – 2-2
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Portugal – Lituânia (Europeu 2020 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, Ricardo Pereira, Rúben Dias, José Fonte, Mário Rui, Rúben Neves, Bruno Fernandes (72m – João Moutinho), Pizzi, Cristiano Ronaldo (83m – Diogo Jota), Bernardo Silva (66m – Bruma) e Gonçalo Paciência
Lituânia – Ernestas Šetkus, Saulius Mikoliūnas, Markus Palionis, Edvinas Girdvainis, Vytautas Andriuškevičius, Vykintas Slivka, Domantas Šimkus, Mantas Kuklys (57m – Deivydas Matulevičius), Arvydas Novikovas, Paulius Golubickas (72m – Justas Lasickas) e Fedor Černych (80m – Donatas Kazlauskas)
1-0 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 7m
2-0 – Cristiano Ronaldo – 22m
3-0 – Pizzi – 52m
4-0 – Gonçalo Paciência – 56m
5-0 – Bernardo Silva – 63m
6-0 – Cristiano Ronaldo – 65m
Cartões amarelos – Markus Palionis (27m) e Saulius Mikoliūnas (80m)
Árbitro – Ruddy Buquet (França)
Portugal volta a adiar o apuramento, pelo menos, para a derradeira ronda (isto, se não acabar por vir a ser, de novo, forçado a “horas extra”, por via de mais um play-off).
Em paralelo, neste jogo em concreto, cumpriu (com “distinção”) mais um requisito para a qualificação, ganhando, com naturalidade, ficando, pois, a faltar “apenas” mais um triunfo, no Luxemburgo (no limite, a selecção nacional até poderia perder essa partida, desde que a Sérvia não vença a Ucrânia…).
E fê-lo de forma muito agradável, sendo que, todavia, se revelou muito difícil distrinçar a parte que se deveu a uma exibição bastante fluida e a parte que decorreu da grande fragilidade competitiva do adversário, completamente inofensivo.
Tais foram as facilidades, tal foi a “avalanche” de futebol ofensivo de Portugal – que teve o mérito de encarar este desafio com grande concentração e atitude -, que poderia ter sido perfeitamente atingida uma goleada mesmo histórica (os dois dígitos justificavam-se tal o desnível evidenciado dentro de campo).
Num jogo de sentido único, com Bernardo Silva a dinamizar a frente de ataque de Portugal, beneficiando também do “poder de choque” de Gonçalo Paciência (com três soberanas ocasiões para marcar, entre o primeiro e o segundo golo), Cristiano Ronaldo apontou mais um “hat-trick”, fazendo subir a sua contagem pessoal ao serviço da selecção para números “astronómicos”: 98 golos (agora somente a 11 do “record” mundial do iraniano Ali Daei).
Após um curto 2-0 ao intervalo, a turma portuguesa rapidamente resolveu a contenda logo a abrir o segundo tempo e, então, com a formação da Lituânia “desorientada”, chegou a pensar-se na possibilidade da tal goleada histórica.
Mas, embora Cristiano Ronaldo porfiasse em continuar em campo, em busca de mais algum golo, por coincidência ou não, a verdade é que, após a saída de Bernardo Silva, Portugal não voltaria a marcar.
De facto, nos últimos dez minutos – então com a selecção lusa já com “a cabeça” no Luxemburgo – pouco se jogaria já, com as duas equipas plenamente “conformadas” com o resultado (mais golo, menos golo, nada alteraria nas contas do grupo).
Em qualquer caso, fica a nota muito favorável para a exibição da selecção portuguesa, a seriedade e determinação com que assumiu a importância deste encontro, a prometer um desfecho positivo para esta campanha, pese embora o adversário que defrontará no Domingo ser de qualidade bastante superior ao desta noite.
GRUPO B Jg V E D G Pt 1º Ucrânia 7 6 1 - 15 - 2 19 2º Portugal 7 4 2 1 20 - 6 14 3º Sérvia 7 4 1 2 15 - 15 13 4º Luxemburgo 7 1 1 5 7 - 14 4 5º Lituânia 8 - 1 7 5 - 25 1
9ª jornada
14.11.2019 – Portugal – Lituânia – 6-0
14.11.2019 – Sérvia – Luxemburgo – 3-2
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Liga Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo D
LASK Linz – PSV Eindhoven – 4-1
Rosenborg – Sporting – 0-2
1º Sporting, 9; 2º LASK Linz e PSV Eindhoven, 7; 4º Rosenborg, 0
Grupo F
Standard Liège – E. Frankfurt – 2-1
V. Guimarães – Arsenal – 1-1 (06.11.2019)
1º Arsenal, 10; 2º Standard Liège e E. Frankfurt, 6; 4º V. Guimarães, 1
Grupo G
Rangers – FC Porto – 2-0
Feyenoord – Young Boys – 1-1
1º Young Boys e Rangers, 7; 3º Feyenoord e FC Porto, 4
Grupo K
Wolverhampton – Slovan Bratislava – 1-0
Sp. Braga – Beşiktaş – 3-1
1º Sp. Braga, 10; 2º Wolverhampton, 9; 3º Slovan Bratislava, 4; 4º Beşiktaş, 0
Ainda com duas jornadas por disputar, garantiram já o apuramento para os 1/16 de final os seguintes clubes: Sevilla, Basel, Celtic, Espanyol e Manchester United.
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Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Paris St.-Germain – Brugge – 1-0
Real Madrid – Galatasaray – 6-0
1º Paris St.-Germain, 12; 2º Real Madrid, 7; 3º Brugge, 2; 4º Galatasaray, 1
Grupo B
Bayern – Olympiakos – 2-0
Crvena Zvezda – Tottenham – 0-4
1º Bayern, 12; 2º Tottenham, 7; 3º Crvena Zvezda, 3; 4º Olympiakos, 1
Grupo C
D. Zagreb – Shakhtar Donetsk – 3-3
Atalanta – Manchester City – 1-1
1º Manchester City, 10; 2º Shakhtar Donetsk e D. Zagreb, 5; 4º Atalanta, 1
Grupo D
Bayer Leverkusen – At. Madrid – 2-1
Lokomotiv Moskva – Juventus – 1-2
1º Juventus, 10; 2º At. Madrid, 7; 3º Lokomotiv Moskva e Bayer Leverkusen, 3
Grupo E
Napoli – RB Salzburg – 1-1
Liverpool – Genk – 2-1
1º Liverpool, 9; 2º Napoli, 8; 3º RB Salzburg, 4; 4º Genk, 1
Grupo F
B. Dortmund – Inter – 3-2
Barcelona – Slavia Praha – 0-0
1º Barcelona, 8; 2º B. Dortmund, 7; 3º Inter, 4; 4º Slavia Praha, 2
Grupo G
Lyon – Benfica – 3-1
Zenit – RB Leipzig – 0-2
1º RB Leipzig, 9; 2º Lyon, 7; 3º Zenit, 4; 4º Benfica, 3
Grupo H
Chelsea – Ajax – 4-4
Valencia – Lille – 4-1
1º Ajax, Chelsea e Valencia, 7; 4º Lille, 1
Ainda com duas rondas por disputar, garantiram já o apuramento para os 1/8 de final da Liga dos Campeões os seguintes clubes: Paris St.-Germain, Bayern e Juventus.
Grandes clássicos das competições europeias – (17) Real Madrid – Roma

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 2001-02 LCE Grupo Roma-Real Madrid 1-2 Real Madrid-Roma 1-1 2002-03 LCE Grupo Roma-Real Madrid 0-3 Real Madrid-Roma 0-1 2004-05 LCE Grupo Real Madrid-Roma 4-2 Roma-Real Madrid 0-3 2007-08 LCE 1/8 Roma-Real Madrid 2-1 Real Madrid-Roma 1-2 2015-16 LCE 1/8 Roma-Real Madrid 0-2 Real Madrid-Roma 2-0 2018-19 LCE Grupo Real Madrid-Roma 3-0 Roma-Real Madrid 0-2 Balanço global J V E D GM GS Real Madrid - Roma 12 8 1 3 24 – 9
Os caminhos de Real Madrid e Roma nas competições europeias apenas se cruzaram pela primeira vez já no século XXI, tendo, desde então, integrado por quatro ocasiões o mesmo grupo da Liga dos Campeões (as três primeiras concentradas no quadriénio de 2001 a 2005).
A regra têm sido as vitórias do Real Madrid (oito, face a apenas três da Roma – tendo, curiosamente, duas delas sido obtidas em Madrid, enquanto, por seu lado, os “merengues” ganharam em cinco das suas seis deslocações a Roma!), destacando-se também o reduzido número de golos apontados pelos romanos (apenas nove, nos doze desafios disputados – tendo ficado a zero em metade dos encontros).
Nas duas situações de confrontos a eliminar, por coincidência repetiram-se os “placards” nos jogos em casa e fora, tendo a Roma vencido as duas partidas em 2008 e perdido os dois encontros em 2016. A formação italiana cairia logo de seguida, nos 1/4 de final, ante o futuro Campeão, Manchester United (em 2007-08); por seu lado, o Real Madrid prosseguiria o seu percurso triunfal, em 2015-16, para garantir o seu 11.º título (repetindo o desfecho da Final de 2014, impondo-se ao At. Madrid… desta feita no desempate da marca de grande penalidade).
Nas quatro temporadas em que partilharam o mesmo grupo, os dois clubes começaram por superar essa fase inicial em 2001-02 e 2002-03, assim como na época passada, com a Roma a quedar-se pela 2.ª fase de grupos nos dois primeiros casos, tendo sido eliminada nos 1/8 de final, pelo FC Porto, em 2018-19; em 2004-05 os italianos não conseguiram o apuramento, tendo sido mesmo útlimos classificados do seu grupo.
Quanto ao Real Madrid, sagrar-se-ia também Campeão Europeu em 2001-02 (9.º título), sendo afastado pela Juventus nas meias-finais no ano seguinte e, igualmente pela “Vecchia Signora”, em 2004-05 (nos 1/8 de final) – tal como sucederia em 2018-19, agora derrotado pelo Ajax, logo na primeira ronda a eliminar.
Liga dos Campeões – 4ª jornada – Olympique Lyonnais – Benfica
Olympique Lyonnais – Anthony Lopes, Léo Dubois, Jason Denayer, Joachim Andersen, Youssouf Koné, Jeff Reine-Adélaïde (73m – Bertrand Traoré), Thiago Mendes, Lucas Tousart, Houssem Aouar (90m – Marcelo), Moussa Dembélé e Memphis Depay (45m – Maxwel Cornet)
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Francisco Ferreira “Ferro” (16m – Jardel Vieira), Alejandro “Álex” Grimaldo, Gedson Fernandes (45m – Haris Seferović), Florentino Luís, Gabriel Pires, Francisco “Chiquinho” Machado, Franco Cervi (73m – Luís Fernandes “Pizzi”) e Carlos Vinícius
1-0 – Joachim Andersen – 4m
2-0 – Memphis Depay – 33m
2-1 – Haris Seferović – 78m
3-1 – Bertrand Traoré – 89m
Cartões amarelos – Gabriel Pires (43m) e Florentino Luís (50m)
Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)
Bruno Lage tinha “prometido” um Benfica que procuraria estar à altura da sua história europeia, com a ambição de seguir em frente na Liga dos Campeões, o que passava, inevitavelmente, pela obtenção de um resultado positivo em Lyon.
Independentemente dos méritos e razões justificativas das opções técnicas que tem tomado, a nível da composição do “onze” inicial, a verdade é que, tardando os resultados, a contestação a tais escolhas tende, naturalmente, a aumentar.
Em função de uma espécie de “caminho das pedras” que o clube vem percorrendo, a nível dos desfechos (negativos) que tem vindo a acumular, emerge a dúvida sobre se será sustentável – e se poderá vir algum dia a produzir frutos desportivos – a aposta num grupo tão jovem, cuja rentabilização pressuporá necessariamente a sua continuidade e maturação na equipa.
Neste contexto, dificilmente seria pior o início deste jogo, com o Benfica praticamente a entrar em campo a perder – na sequência de um pontapé de canto, com a equipa a denotar alguma passividade -, para, decorridos pouco mais de dez minutos, ver um dos (jovens) esteios da sua defesa ser forçado a sair (após ter passado mesmo por breve período de perda de sentidos, sendo retirado de maca, com colar cervical) na sequência de um contundente embate do seu próprio guardião.
Não obstante, no imediato, a equipa até pareça não ter acusado em demasia o tento sofrido, a verdade é que as circunstâncias do jogo se alteraram, com a formação portuguesa a ter de assumir o risco, deixando espaço ao Lyon – que logo adoptara uma estratégia de curtas trocas de bola, fazendo o adversário correr atrás dela – para rápidas transições, de que, aliás, viria a surgir o segundo golo, com o (ainda inexperiente) lateral direito a não ter velocidade (nem matreirice) para travar tal investida.
Com pouco mais de meia hora jogada, a missão benfiquista tornara-se já quase “impossível”, em contraponto a uma situação muito confortável no jogo por parte da turma francesa, proporcionada pela vantagem averbada e pela forma como cada equipa podia conduzir a respectiva dinâmica dentro de campo, com o Lyon a dominar por completo, perante a incapacidade de construir jogo denotada pelo opositor.
Ao intervalo, Bruno Lage arriscou “tudo”, substituindo Gedson por Seferović, e a tendência do jogo mudou bastante, com o Benfica, em futebol directo, a conseguir enfim ameaçar a defesa contrária, com várias tentativas de remate.
Primeiro, seria Chiquinho, na sequência de um livre, a “assustar”, para, de seguida, o suíço obrigar Anthony Lopes a redimir-se da falha de Lisboa. Também Grimaldo procuraria o golo.
Já com Pizzi em campo, o Benfica chegaria mesmo ao golo, numa sua assistência, bem finalizada por Seferović.
A equipa portuguesa tinha ainda cerca de um quarto de hora para procurar chegar, pelo menos, ao empate e acreditou que tal seria possível. Mas o Lyon, que baixara ainda mais as suas linhas, foi inteligente na preservação da bola, mesmo oferecendo a iniciativa aos portugueses, e cínico na forma como, praticamente em cima dos 90 minutos, sentenciou o desfecho da partida… e as aspirações do Benfica.
No final, a imagem que transpareceu foi a de uma equipa fragilizada, denotando grandes dificuldades para controlar o jogo a nível defensivo e pouco eficaz ofensivamente, incapaz de se afirmar a este nível de exigência máxima, começando a ser recorrentes as frustrantes campanhas que vem registando.
Grandes clássicos das competições europeias – (18) Bayern München – Anderlecht

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1975-76 STE Final Bayern-Anderlecht 2-1 Anderlecht-Bayern 4-1 1985-86 TCE 1/4 Bayern-Anderlecht 2-1 Anderlecht-Bayern 2-0 1986-87 TCE 1/4 Bayern-Anderlecht 5-0 Anderlecht-Bayern 2-2 2003-04 LCE Grupo Anderlecht-Bayern 1-1 Bayern-Anderlecht 1-0 2007-08 UEFA 1/8 Anderlecht-Bayern 0-5 Bayern-Anderlecht 1-2 2017-18 LCE Grupo Bayern-Anderlecht 3-0 Anderlecht-Bayern 1-2 Balanço global J V E D GM GS Bayern München - Anderlecht 12 7 2 3 25 - 14
A história entre estes dois “grandes” do futebol europeu remonta ao ano de 1976, com a disputa da Supertaça Europeia, na qual o Anderlecht (vencedor da Taça das Taças da temporada de 1975-76) obteve a sua maior vitória (4-1) sobre o Bayern (que acabara de se sagrar tri-Campeão Europeu), conquistando o troféu – feito que, curiosamente, viria a repetir apenas dois anos volvidos, então frente ao Liverpool.
O Anderlecht levaria igualmente a melhor sobre o emblema bávaro na eliminatória da Taça dos Campeões Europeus de 1985-86, mas acabaria por ser afastado nas meias-finais, pelo futuro vencedor dessa edição da prova, o Steaua București.
Já na época de 2007-08, com os dois clubes, então, a marcar presença na Taça UEFA, os belgas até conseguiriam vencer em Munique (2-1), mas no contexto de uma eliminatória em que haviam começado por ser “destroçados”, no seu próprio terreno, por 5-0! Por curiosidade, o Bayern viria a cair também nas meias-finais… goleado (4-0) pelo Zenit St.-Petersburg.
Tratava-se, aliás, de uma marca que não era já inédita entre os dois clubes, tendo o Bayern aplicado igualmente “chapa 5” ao Anderlecht na temporada de 1986-87, na sua caminhada até à Final de Viena, na qual viria a ser derrotado pelo FC Porto.
Nas duas ocasiões em que se cruzaram no mesmo grupo da Liga dos Campeões, o Anderlecht seria eliminado nessa fase (quedando-se mesmo, nas duas vezes, pela última posição do grupo), tendo o Bayern atingido os 1/8 de final em 2003-04 e as meias-finais em 2017-18 (afastado, em ambos os casos, pelo Real Madrid).
Mundial de Râguebi – Final
Disputou-se hoje em Yokohama a final do Campeonato do Mundo de Râguebi, entre as selecções da África do Sul e de Inglaterra, com uma inequívoca vitória da selecção sul-africana.
É o seguinte o palmarés da prova, que conta nove edições, desde a estreia em 1987:
- 1987 (N. Zelândia) – N. Zelândia – França – 29-9 (3.º País de Gales)
- 1991 (Inglaterra) – Austrália – Inglaterra – 12-6 (3.º N. Zelândia)
- 1995 (África do Sul) – África do Sul – N. Zelândia – 15-12 (a.p.) (3.º França)
- 1999 (País de Gales) – Austrália – França – 35-12 (3.º África do Sul)
- 2003 (Austrália) – Inglaterra – Austrália – 20-17 (a.p.) (3.º N. Zelândia)
- 2007 (França) – África do Sul – Inglaterra – 15-6 (3.º Argentina)
- 2011 (N. Zelândia) – N. Zelândia – França – 8-7 (3.º Austrália)
- 2015 (Inglaterra) – N. Zelândia – Austrália – 34-17 (3.º África do Sul)
- 2019 (Japão) – África do Sul – Inglaterra – 32-12 (3.º N. Zelândia)
Ontem, no jogo de disputa do 3.º e 4.º lugares, a N. Zelândia venceu o País de Gales por categórica marca de 40-17.
Mundial de Râguebi – 1/2 finais
26.10.2019 – Inglaterra – N. Zelândia – 19-7
27.10.2019 – País Gales – África do Sul – 16-19
Para chegar à Final (a disputar no próximo Sábado, 2 de Novembro, em Yokohama) a Inglaterra ganhou sucessivamente a Tonga (35-3), EUA (45-7), Argentina (39-10) – tendo o jogo com a França sido cancelado -, Austrália (40-16) e N. Zelândia.
Por seu lado, a África do Sul começou por perder com a N. Zelândia (23-13), tendo vencido de seguida a Namíbia (57-3), Itália (49-3), Canadá (66-7), Japão (26-3) e País de Gales.
Liga Europa – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo D
PSV Eindhoven – LASK Linz – 0-0
Sporting – Rosenborg – 1-0
1º PSV Eindhoven, 7; 2º Sporting, 6; 3º LASK Linz, 4; 4º Rosenborg, 0
Grupo F
E. Frankfurt – Standard Liège – 2-1
Arsenal – V. Guimarães – 3-2
1º Arsenal, 9; 2º E. Frankfurt, 6; 3º Standard Liège, 3; 4º V. Guimarães, 0
Grupo G
FC Porto – Rangers – 1-1
Young Boys – Feyenoord – 2-0
1º Young Boys, 6; 2º Rangers e FC Porto, 4; 4º Feyenoord, 3
Grupo K
Slovan Bratislava – Wolverhampton – 1-2
Beşiktaş – Sp. Braga – 1-2
1º Sp. Braga, 7; 2º Wolverhampton, 6; 3º Slovan Bratislava, 4; 4º Beşiktaş, 0
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