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Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Manchester City – Paris Saint-Germain – 2-1
Brugge – RB Leipzig – 0-5

1º Manchester City, 12; 2º Paris Saint-Germain, 8; 3º RB Leipzig e Brugge, 4

Grupo B
Liverpool – FC Porto – 2-0
Atlético Madrid – AC Milan – 0-1

1º Liverpool, 15; 2º FC Porto, 5; 3º AC Milan e Atlético Madrid, 4

Grupo C
Beşiktaş – Ajax – 1-2
Sporting – Borussia Dortmund – 3-1

1º Ajax, 15; 2º Sporting, 9; 3º Borussia Dortmund, 6; 4º Beşiktaş, 0

Grupo D
Inter – Shakhtar Donetsk – 2-0
Sheriff Tiraspol – Real Madrid – 0-3

1º Real Madrid, 12; 2º Inter, 10; 3º Sheriff Tiraspol, 6; 4º Shakhtar Donetsk, 1

Grupo E
Barcelona – Benfica – 0-0
Dynamo Kyiv – Bayern München – 1-2

1º Bayern München, 15; 2º Barcelona, 7; 3º Benfica, 5; 4º Dynamo Kyiv, 1

Grupo F
Villarreal – Manchester United – 0-2
Young Boys – Atalanta – 3-3

1º Manchester United, 10; 2º Villarreal, 7; 3º Atalanta, 6; 4º Young Boys, 4

Grupo G
Lille – Salzburg – 1-0
Sevilla – Wolfsburg – 2-0

1º Lille, 8; 2º Salzburg, 7; 3º Sevilla, 6; 4º Wolfsburg, 5

Grupo H
Malmö – Zenit – 1-1
Chelsea – Juventus – 4-0

1º Chelsea e Juventus, 12; 3º Zenit, 4; 4º Malmö, 1

A uma ronda do termo da fase de grupos, garantiram já o apuramento para os 1/8 de final da Liga dos Campeões as seguintes onze equipas: Manchester City, Paris Saint-Germain, Liverpool, Ajax, Sporting – que se qualifica apenas pela 2.ª vez (em nove participações), depois da época de 2008-09 –, Real Madrid, Inter, Bayern München, Manchester United, Chelsea e Juventus.

As restantes cinco vagas serão disputadas entre: FC Porto/AC Milan/At. Madrid; Barcelona/Benfica; Villarreal/Atalanta; e Lille/Salzburg/Sevilla/Wolfsburg (duas vagas).

Por seu lado, Borussia Dortmund, Sheriff Tiraspol e Zenit têm já confirmada a passagem para a Liga Europa, onde disputarão o “play-off” intercalar com um dos 2.º classificados da fase de grupos dessa competição.

24 Novembro, 2021 at 10:57 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Barcelona – Benfica

Barcelona – Marc-André ter Stegen, Ronald Araújo (86m – Eric García), Gerard Piqué, Clément Lenglet (86m – Sergiño Dest), Jordi Alba, Frenkie de Jong, Sergio Busquets, Nicolás “Nico” González, Yusuf Demir (66m – Ousmane Dembélé), Pablo Gavira “Gavi” e Memphis Depay

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Gilberto Moraes, Julian Weigl, João Mário (59m – Adel Taarabt), Alejandro “Álex” Grimaldo (81m – Haris Seferović), Rafael “Rafa” Silva (70m – Valentino Lazaro), Everton Soares (70m – Luís Fernandes “Pizzi”) e Roman Yaremchuk (59m – Darwin Núñez)

Cartões amarelos – Gerard Piqué (49m); Alejandro “Álex” Grimaldo (36m), João Mário (49m), Odysseas Vlachodimos (90m) e Adel Taarabt (90m)

Árbitro – Sergei Karasev (Rússia)

Se  nos ativermos à “última” imagem deste jogo – e será difícil, nos próximos tempos, esquecê-la – dir-se-ia que o Benfica perdeu uma flagrante ocasião de ganhar, em Camp Nou, ao Barcelona. Mas, na verdade, pelo que jogou, a equipa portuguesa não justificaria tal vitória; como, por outro lado, não posso (nem quero) enfileirar na espécie de “crucificação” a Seferović por tal inacreditável falhanço.

Fica até a ideia de que poderá ter tido, não uma, mas duas execuções técnicas defeituosas: primeiro, o que pareceu uma tentativa de remate (?) que não tenha saído “bem” (conforme seria pretendido), mas que resultou numa bola “picada” sobre Ter Stegen, a retirá-lo do lance; de imediato, e tendo a bola “escapado” demasiado, foi já algo “em esforço” que o suíço (apertado por um defesa contrário, a procurar fazer a “mancha”) a tentou rematar para a baliza (tocando-a apenas com a ponta da bota), acabando por sair ligeiramente ao lado do poste. Obviamente, ficou muito longe de se tratar de um exímio gesto técnico, mas, visto de fora, pode parecer muito mais fácil do que o que efectivamente teria sido.

A situação foi sobremaneira empolada, sobretudo pelas “infelizes” declarações – uma vez mais – de Jorge Jesus, confessando-se “arrasado” com essa falha (e o que ela significa), mas, ao mesmo tempo, destroçando animicamente o seu jogador, assim como, em paralelo, pelo contexto em que ocorreu (um lance no último minuto do período de compensação, que resultaria num triunfo ante o Barcelona, em Camp Nou, e, muito possivelmente, num passo determinante para o apuramento para os 1/8 de final da “Champions League”).

De facto, para além das palavras de circunstância prévias, o Benfica mostrou muito pouca ambição neste jogo, deixando transparecer, desde início, que o objectivo primordial seria o de evitar a derrota – que, a ter sucedido, o afastaria, imediatamente, da fase seguinte da competição.

Face a um Barcelona renovado, sobretudo pelo ânimo insuflado pela chegada de Xavi ao comando técnico, o Benfica passou a primeira hora a “ver jogar”, sem bola, perante o recuperar do famoso “tiki-taka” catalão, com enorme qualidade nas trocas de bola entre jovens talentos, como Nico González, Gavi ou Yusuf Demir.

Só depois desse período a equipa portuguesa conseguiria começar a libertar-se, ganhando dois cantos que levaram algum perigo à baliza contrária; o segundo deles, concluído por Otamendi, com um bom remate, a anichar a bola nas redes, seria invalidado por, alegadamente, na marcação do pontapé de canto, a bola ter desferido um arco, ultrapassando a linha de fundo, o que ninguém conseguirá atestar indubitavelmente – não tendo o VAR tido intervenção –, anotando-se o tempo decorrido entre o instante dessa suposta infracção e o epílogo da jogada.

Do outro lado, Demir rematara à trave, e Vlachodimos vira também já colocados à prova os seus reflexos, enquanto, à sua frente, a comandar todo o sector, o mesmo Otamendi ia fazendo a sua melhor exibição ao serviço do Benfica, limpando toda a zona defensiva, de forma exemplar, sem falhas, numa demonstração de personalidade, própria de quem tem já uma grande “rodagem” a este nível, de altíssima intensidade competitiva em termos internacionais, ao alcance de poucos.

Na segunda metade o Benfica começou por conseguir, de alguma forma, refrear o adversário, repartindo mais o jogo – viria inclusivamente a beneficiar de excelente oportunidade, com um forte remate de cabeça, mas que sairia enquadrado, “à figura”, de um atento Ter Stegen.

Até à entrada de Dembélé, que veio agitar as “águas”, colocando em apuros a asa esquerda da defesa benfiquista, à medida que, em simultâneo, o desgaste se começava a fazer sentir. As saídas de João Mário e, pouco depois de Rafa (mesmo que este tenha estado bastante aquém do que se poderia esperar, mais preocupado em defender do que nas suas habituais explosões em velocidade) vieram agravar ainda mais as dificuldades de contenção das investidas catalãs.

A par da soberba exibição do argentino, também o grego-alemão seria crucial para manter a baliza portuguesa em branco, com defesas à “queima-roupa” – tendo o Barcelona visto também um lance de golo não validado pelo árbitro, por fora de jogo.

Jorge Jesus saiu a chorar a vitória perdida… mas o Barcelona – uma equipa “em construção”, que se mostrou ainda algo “verde”, e distante dos níveis de confiança ideais – também se pode lamentar da sua falta de eficácia. Quando, nos minutos finais, arriscou tudo, abriu efectivamente espaços que um endiabrado Darwin podia ter aproveitado melhor (assistiu bem Seferović na tal falha incrível, mas não definiu da melhor forma noutra situação); o jogo acabaria, aliás, com Taarabt a não dar sequência a mais uma rápida transição ofensiva, preferindo congelar a bola.

No cômputo geral, um resultado que se pode considerar de algum modo ajustado face às efectivas oportunidades de que cada uma das equipas dispôs (ambas registaram três remates à baliza) e que – embora o Benfica fique dependente de terceiros (o Bayern “não pode” perder, em Munique, com o Barcelona) – poderá ter deixado, por paradoxal que pareça, mais perto do apuramento os portugueses (que, em paralelo, e desde já, mesmo no cenário menos favorável, garantiram a continuidade nas competições europeias), no pressuposto de que venham a vencer no último desafio, frente ao D. Kiev.

23 Novembro, 2021 at 10:52 pm Deixe um comentário

Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – 2021 – Final

Final – Espanha – França – 1-1 (2-1 a.p.)

3º / 4º lugar – Portugal – Itália – Cancelado devido a casos de “COVID-19” na selecção portuguesa.

5º / 6º lugar – Andorra – Alemanha – 5-1

Num desafio, necessariamente, de cariz distinto do da véspera – estando, agora, directamente em jogo o título de Campeão Europeu –, a Espanha voltou a impor-se à França, mas apenas no prolongamento, não tendo, desta feita, conseguido desfazer a igualdade (1-1) no tempo regulamentar.

Justificando o mérito da presença nesta final, seriam inclusivamente os franceses a inaugurar o marcador, aos 8 minutos, por outro dos irmãos di Benedetto, Bruno (jogador do Lleida, de Espanha). E os franceses até podiam ter dilatado a vantagem, aos 11 minutos, num livre directo. Quem não marca sofre e foi o que sucedeu, com a Espanha a repor a igualdade, ao minuto 15. Até final da partida, decorreriam mais 35 minutos de tempo útil, claro, sem que o resultado se voltasse a alterar.

No prolongamento, o sportinguista Toni Pérez marcaria o tento que ditaria a vitória da Espanha, apenas com três minutos decorridos, confirmando assim, não sem ter experimentado grandes dificuldades, a superioridade espanhola – que conquistou o seu 9.º título de Campeã da Europa nas últimas 11 edições da competição, desde o ano 2000 (face a um único título de Portugal, em 2016, e outro da Itália, em 2014).

A partida que deveria ditar o escalonamento do 3.º e 4.º classificados, entre Portugal e Itália, foi cancelada, devido ao facto de dois jogadores portugueses terem testado positivo à “COVID-19”. Perante esta situação, a selecção italiana – alegando a preservação da saúde dos seus elementos – optou por não se apresentar a jogo, nem sequer se tendo prestado à realização de testes aos seus jogadores.

Nas 54 edições do Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – que teve a sua estreia em 1926 em Herne Bay (Inglaterra) – Portugal continua a ser o país que mais vezes se sagrou Campeão (21), seguido pela Espanha (18), Inglaterra (12 – nas doze primeiras edições, até 1939) e Itália (3).

Para além dos 21 títulos conquistados (1947, 1948, 1949, 1950, 1952, 1956, 1959, 1961, 1963, 1965, 1967, 1971, 1973, 1975, 1977, 1987, 1992, 1994, 1996, 1998 e 2016), Portugal foi vice-campeão por 14 vezes (1951, 1953, 1954, 1957, 1969, 1979, 1981, 1983, 2000, 2002, 2008, 2010, 2012 e 2018), e 3.º classificado noutras 10 ocasiões (1936, 1937, 1939, 1955, 1985, 1990, 2004, 2006, 2014 e 2021); apenas por duas vezes tendo ficado em 4.º lugar (1932 e 1938).

Nas 49 edições em que participou (falhou as quatro primeiras, de 1926 a 1929 – tendo-se estreado em 1930 –, assim como a 8.ª, em 1934), somente em 1930 e 1931 (6.º classificado nas duas ocasiões) Portugal não alcançou um lugar de honra.

               Campeão      2.º      3.º      4.º      Total
Portugal          21         14       10        2        47
Espanha           18         16        6        2        42
Inglaterra        12          1        -        2        15
Itália             3         12       23        8        46
França             -          6        3        6        15
Suíça              -          2        4       12        18
Alemanha           -          2        4       10        16
Bélgica            -          1        1        5         7
Holanda            -          -        4        6        10

Nota – Por deliberação do organismo que superintende a modalidade (World Skate Europe), foi decidido atribuir o 3.º lugar na edição de 2021 do Campeonato da Europa, “ex aequo”, às selecções de Portugal e da Itália.

20 Novembro, 2021 at 11:10 pm Deixe um comentário

Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – 2021 – 5ª jornada

19.11.21 – Itália – Alemanha – 4-1
19.11.21 – França – Espanha – 1-3
19.11.21 – Portugal – Andorra – 12-1

                  Jg     V     E     D       G       Pt
1º Espanha         5     3     1     1    38 - 17    10
2º França          5     3     1     1    24 - 18    10
3º Portugal        5     3     1     1    39 - 19    10
4º Itália          5     2     2     1    27 - 18     8
5º Alemanha        5     1     -     4    10 - 31     3
6º Andorra         5     -     1     4     8 - 43     1

Os jogos de apuramento da classificação final, a disputar amanhã, terão o seguinte alinhamento:

Final – Espanha – França
3º / 4º – Portugal – Itália
5º / 6º – Alemanha – Andorra

Na sequência do resultado do embate de ontem, entre Portugal e Espanha, e não obstante ter arrancado uma vitória “épica”, Portugal não evitou ficar dependente de terceiros, encontrando-se numa posição bastante ambígua: em função das regras de desempate (com base nos resultados do confronto directo entre as equipas empatadas em pontos) seria apurado para a final do campeonato caso a França não perdesse com a Espanha (nesse cenário, em detrimento de “nuestros hermanos”), ou, alternativamente, se os espanhóis vencessem, apenas desde que o fizessem por mais de dois golos de diferença (eliminando assim a França).

Rapidamente se perceberia que a contenda acabaria por cair para o lado espanhol, com a Espanha a chegar a vantagem de 2-0 à passagem dos 15 minutos, marcador que se registava ao intervalo. Só que começariam, então, a suceder coisas algo estranhas: primeiro, um livre directo disparatado da Espanha, com a bola a sair desastradamente ao lado da baliza, o que levaria o árbitro a sancionar o jogador espanhol com um cartão azul (entendendo ter sido deliberado o falhanço!), e consequente livre directo, do qual resultou o 1-2, a 13 minutos do final.

A Espanha prontamente reporia a diferença de dois golos, a 11 minutos e meio do termo do encontro. Portugal via-se, então, num completo “limbo”: para se apurar, antes, necessitava de um golo mais para a França… a partir daí, ansiava por mais um golo para a Espanha.

Mas a verdade é que, como sucede não raras vezes, perante um resultado que servia as aspirações das duas equipas, o tempo foi rolando, sem que qualquer dos contendores pretendesse assumir riscos – pese embora a arbitragem tivesse intervindo de novo, sancionando um jogador de cada formação com cartão azul, por jogo passivo… mas demasiado tarde, faltando jogar apenas dois minutos.

E o afastamento de Portugal da final acabaria mesmo por se consumar. Não se podendo falar de “resultado combinado”, de facto a Espanha não tinha qualquer “incentivo” em arriscar na procura de ampliar a vantagem que angariara e que lhe garantia já o objectivo. A equipa portuguesa não se poderá queixar do que se passou neste jogo, devendo antes “queixar-se” de si própria: começou por falhar na partida com a França (foi a 2.ª derrota ante este adversário nos últimos 50 jogos entre ambos!); falhou de novo com a Itália; e, ontem, num jogo épico, poderia ter definitivamente resolvido as coisas a seu favor… se tivesse vencido por dois golos de diferença.

Por seu lado, a França alcançava – 90 anos depois – a qualificação para a final de uma grande competição internacional de Hóquei em Patins, um justo prémio para o desempenho evidenciado ao longo desta fase de grupos (aliás, não fora o incrível deslize ante Andorra teria já garantido de antemão tal apuramento ).

19 Novembro, 2021 at 11:03 pm Deixe um comentário

Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – 2021 – 4ª jornada

18.11.21 – França – Alemanha – 5-2
18.11.21 – Itália – Andorra – 10-1
18.11.21 – Espanha – Portugal – 9-10

1º França, 10; 2º Portugal e Espanha, 7; 4º Itália, 5; 5º Alemanha, 3; 6º Andorra, 1

Foi um jogo verdadeiramente histórico, aquele a que pudemos assistir esta noite: em praticamente 75 anos de embates Portugal-Espanha (desde 1947, com um total de 70 jogos disputados em Campeonatos do Mundo, Campeonatos da Europa e Jogos Olímpicos), nunca se tinham marcado tantos golos (19 – sendo que o máximo anterior era de 12, com um empate 6-6 em 2014)! Mais, nunca antes Portugal conseguira marcar mais de seis golos à Espanha (6-0 em 1990; 6-1 em 2006; 6-2 em 2008, para além do referida igualdade 6-6)…

Uma verdadeira festa do Hóquei em Patins, com duas equipas abertamente a lutar pela vitória, com “bola cá, bola lá”, repleta de reviravoltas no marcador, culminando com uma épica recuperação da equipa portuguesa, a chegar, “in extremis”, à vitória.

Depois de ter perdido por dois golos de diferença ante a França – e, perante a conjugação de resultados das restantes jornadas (com os algo imprevistos empates cedidos por Portugal e Espanha frente à Itália, e, sobretudo, os deveras surpreendentes deslizes de Portugal, perdendo com a França, e da equipa francesa, empatando com Andorra), sabendo-se que ficaria ainda por disputar, na última jornada desta fase de grupos, amanhã, o Espanha-França, projectando-se a possibilidade de um empate pontual a três no final -, a Portugal era de toda a “conveniência” não só vencer, como fazê-lo com margem de, pelo menos, dois golos, de forma a “saldar” a diferença de golos negativa que transportava daquele desaire.

Mas, uma vez mais, as coisas começariam da pior maneira, com a Espanha a marcar primeiro, ainda não estava decorrido o minuto inicial do jogo. No que viria a constituir um padrão em toda a partida, a equipa portuguesa nunca se descompôs, empatando logo aos três minutos, por João Rodrigues. E, ao 2-1 dos espanhóis, aos 6 minutos, retorquiria Portugal com uma série de três golos (por Gonçalo Alves, Rafa Costa e Hélder Nunes), a virar o marcador para 4-2, a seu favor. Já no minuto final da primeira parte, a equipa nacional conseguia a vantagem (“mínima”) que ambicionava.

Porém, passando por um período de descontrolo emocional – primeiro, com uma desatenção, com os espanhóis a marcar de pronto um livre, reduzindo para 3-4 -, permitiria à Espanha, em apenas 40 segundos, repor a igualdade, a quatro golos…

No início da segunda parte tudo parecia perdido, quando a Espanha chegou ao 6-4, com oito minutos decorridos. Reagindo de forma personalizada, a equipa portuguesa chegaria aos 6-6 (dois golos de Gonçalo Alves), com 16 minutos de jogo. Mas, os dois minutos imediatos resultariam noutros tantos tentos da selecção espanhola, voltando a beneficiar de vantagem de dois golos, a 8-6.

Portugal reduziria, uma vez mais, para 7-8 (de novo por Hélder Nunes), a quatro minutos do termo do encontro; para, no mesmo minuto, a Espanha fazer o 9-7, que perduraria até aos dois derradeiros minutos.

Quando, num lance de alguma felicidade, com um remate de “longa” distância, Gonçalo Alves fez o 8-9, pensou-se que “a sorte” chegara tarde demais.

Não obstante, de forma sensacional – replicando o que a Espanha tinha feito na metade inicial – seria, desta vez, Portugal a marcar dois golos, ambos apontados por Rafa Costa (a 47 segundos e a 14 segundos do fim), culminando um desafio fantástico, com o triunfo de Portugal por 10-9!

Um fabuloso espectáculo de Hóquei em Patins, uma extraordinária propaganda para a modalidade. Um jogo que será recordado por muitos anos.

18 Novembro, 2021 at 11:43 pm Deixe um comentário

Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – 2021 – 3ª jornada

17.11.21 – Alemanha – Espanha – 2-11
17.11.21 – Andorra – França – 5-5
17.11.21 – Portugal – Itália – 4-4

1º Espanha e França, 7; 3º Portugal, 4; 4º Alemanha, 3; 5º Itália, 2; 6º Andorra, 1

A equipa portuguesa voltou a ficar aquém das expectativas – e das necessidades – ao não conseguir melhor que o empate ante a Itália.

Voltando a entrar mal no jogo, sofrendo o primeiro golo logo aos 2 minutos, Portugal apenas empataria aos 23 minutos. Mas, logo no recomeço, nova vantagem para os transalpinos. A selecção portuguesa teria então o seu melhor período, operando reviravolta no marcador, para 3-2. Mas os italianos fariam o mesmo, repondo a vantagem a seu favor, a 4-3, antes de Portugal fechar o marcador, a pouco mais de três minutos do final.

Mas, nesta jornada, regista-se um absolutamente inacreditável empate de França frente à muito modesta selecção de Andorra – “baralhando as contas” do apuramento para a final, que parecia segura para os franceses -, aparentando não ter conseguido lidar da melhor forma com a pressão de serem líderes do torneio.

Tendo entrado também a perder, chegariam, com alguma naturalidade, ao 3-1, ainda na metade inicial do primeiro tempo, vindo, contudo, a consentir uma completamente imprevista reviravolta, em particular com dois tentos sofridos entre o minuto 33 e 34, a colocar o “placard” em 4-3, a favor da equipa dos Pirinéus.

Mesmo depois de terem novamente empatado, somente a dois minutos do fim, sofreriam ainda o 5.º golo, no penúltimo minuto, tendo evitado o que teria sido o “descalabro” já no minuto final (no qual a equipa de Andorra viria ainda a desperdiçar dois lances de bola parada, que lhe poderiam ter dado a vitória!).

Para Portugal, em função dos resultados desta ronda, a possibilidade de apuramento para a final passará, necessariamente, pela vitória frente à Espanha, no jogo de amanhã.

17 Novembro, 2021 at 11:18 pm Deixe um comentário

Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – 2021 – 2ª jornada

16.11.21 – Itália – Espanha – 4-4
16.11.21 – Andorra – Alemanha – 1-5
16.11.21 – França – Portugal – 5-3

1º França, 6; 2º Espanha, 4; 3º Portugal e Alemanha, 3; 5º Itália, 1; 6º Andorra, 0

Mesmo estando já de “pré-aviso” pelo resultado ontem averbado pela equipa francesa, a selecção de Portugal não conseguiu encontrar antídoto para contrariar o adversário, tendo, praticamente, entrado a perder, passando por situações de desvantagem de 0-2 (resultado ao intervalo) e de 1-4 – mesmo após ter reduzido logo a abrir a segunda metade -, mas consentindo mais dois golos entre os 45 e os 47 minutos.

Já na fase derradeira da partida, o melhor que a equipa nacional conseguiu foi atenuar o marcador, primeiro para 2-4, fechando com o terceiro tento, a fixar o 3-5 final, numa partida em que estiveram em especial evidência os irmãos Carlo e Roberto do Benedetto (este, actualmente a militar no Liceo, na Corunha), respectivamente com dois e três tentos apontados.

Terá valido a Portugal, para manter ainda algumas aspirações, o empate registado no Itália-Espanha, o que, em paralelo, proporciona uma tão inesperada quanto sensacional posição de liderança à selecção de França, com um inusitado apuramento para a final da competição em perspectiva.

16 Novembro, 2021 at 11:23 pm Deixe um comentário

Mundial 2022 – Qualificação – Zona Europeia


(clicar na imagem para ampliar)

As selecções da Sérvia, Espanha, Suíça, França, Bélgica, Dinamarca, Países Baixos, Croácia, Inglaterra e Alemanha garantiram o apuramento directo para a fase final do Mundial 2022, no Qatar.

Por seu lado, disputarão os play-off de qualificação, para preenchimento das três vagas restantes, as seguintes selecções:

Portugal – 17p. (17-6)       Turquia – 15p. (18-16)
Escócia – 17p. (14-7)        Polónia – 14p. (18-10)
Itália – 16p. (13-2)         Macedónia do Norte – 12p. (14-11)
Rússia – 16p. (14-5)         Ucrânia – 12p. (11-8)
Suécia – 15p. (12-6)         Áustria – (via Liga das Nações)
País de Gales – 15p. (14-9)  R. Checa – (via Liga das Nações)

Estas doze selecções serão emparelhadas (por sorteio) em três “vias” de apuramento, cada uma com quatro participantes, sendo disputadas, em cada uma dessas vias, dois jogos de “meias-finais”, a que se seguirá a respectiva “final”, entre os vencedores da eliminatória prévia.

As seis selecções da coluna da esquerda serão “cabeças-de-série”, jogando em casa nas “meias-finais”; depois, nas três “finais”, não será já aplicável tal estatuto, sendo sorteado quem jogará em casa.

Os jogos estão agendados para 24 e 25 de Março (“meias-finais”) e 28 e 29 de Março de 2022 (“finais”).

Por razões de índole política, a Rússia e a Ucrânia não poderão defrontar-se.

16 Novembro, 2021 at 11:22 pm Deixe um comentário

Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – 2021 – 1ª jornada

15.11.21 – Itália – França – 5-8
15.11.21 – Espanha – Andorra – 11-0
15.11.21 – Portugal – Alemanha – 10-0

1º Espanha, Portugal e França, 3; 4º Itália, Alemanha e Andorra, 0

A primeira grande surpresa deste torneio foi o categórico triunfo da selecção francesa ante a favorita equipa italiana, com os gauleses, que subiram muito de nível nos últimos anos – tendo dois dos seus elementos a actuar em equipas portuguesas (casos de Carlo Di Benedetto, no FC Porto, e de Rémi Herman, na Juv. Viana) -, a mostrar que terão de ser um adversário a ter em conta.

15 Novembro, 2021 at 11:12 pm Deixe um comentário

Portugal – Sérvia (Mundial 2022 – Qualif.)

Estádio da Luz, Lisboa

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, José Fonte, Rúben Dias, Nuno Mendes, Renato Sanches (84m – Rúben Neves), Danilo Pereira (90m – André Silva), João Moutinho (64m – João Palhinha), Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva (64m – Bruno Fernandes) e Diogo Jota (83m – João Félix)

Sérvia Sérvia – Predrag Rajković, Nikola Milenković, Miloš Veljković (65m – Uroš Spajić), Strahinja Pavlović, Andrija Živković (69m – Nemanja Radonjić), Saša Lukić, Nemanja Gudelj (45m – Aleksandar Mitrović), Sergej Milinković-­Savić, Filip Kostić (89m – Luka Jović), Dušan Tadić e Dušan Vlahović

1-0 – Renato Sanches – 2m
1-1 – Dušan Tadić – 33m
1-2 – Aleksandar Mitrović – 90m

Cartões amarelos – João Cancelo (8m), João Moutinho (61m) e Renato Sanches (67m); Nemanja Gudelj (13m), Strahinja Pavlović (66m),  Nikola Milenković (70m) e Aleksandar Mitrović (90m)

Árbitro – Daniele Orsato (Itália)

Integrado num grupo demasiado fraco, sem efectiva oposição, a selecção de Portugal não conseguiu, porém, evitar chegar ao último dia sem ter a situação resolvida – não tendo descolado da Sérvia, que foi “replicando” os resultados da turma portuguesa face aos restantes adversários – o que deixaria tudo em aberto para uma espécie de “final”, na qual, à excepção do factor casa, tudo parecia jogar já a favor dos sérvios, quer em termos anímicos, como, inclusivamente, a nível do estado de forma presente das duas equipas.

Ou seja, mercê de uma sucessão de variados equívocos próprios – e também, necessariamente, de grave falha alheia, não podendo escamotear-se a situação do golo não validado, que teria resultado no triunfo português na Sérvia – a equipa nacional foi-se – ao longo de toda a campanha de qualificação – “pondo a jeito”.

O que teria o seu corolário, precisamente, neste derradeiro e decisivo embate. Necessitando “apenas” de empatar, e tendo entrado praticamente a ganhar – beneficiando de uma má saída de jogo por parte do guarda-redes, interceptada por Bernardo Silva, que assistiu um isolado Renato Sanches, a rematar sem dificuldade para o fundo da baliza –, Portugal quase tudo faria de errado, a partir daí, ao longo de quase noventa minutos.

Efectivamente, a partir dos 10 minutos, a Sérvia mandou no jogo, perante um adversário perdido dentro de campo, falho de orientação. E, também neste caso, não pode fugir-se a apontar o claro principal responsável deste grande fiasco: obviamente, Fernando Santos.

O jogo na Irlanda fizera já “soar” as campainhas de alarme; era necessário mudar o “chip”, mas a selecção portuguesa não só não o conseguiu fazer, como, inclusivamente, agravou o já fraco desempenho, e, ainda pior, a atitude demonstrada dentro de campo.

Os equívocos começaram logo na formação do “onze” inicial: fazendo entrar Danilo Pereira, para posição mais recuada (em detrimento de João Palhinha) e Renato Sanches (em vez de Bruno Fernandes), Fernando Santos denotava, “por actos e omissões”, que privilegiava a defesa do empate, apostando numa estratégia de contenção, procurando surpreender o adversário, com lances de rompante mais esporádico e eventuais oportunidades de rápidas transições, em alternativa ao assumir efectivo do jogo, sendo que a equipa portuguesa se encontra perfeitamente capacitada para tal, devendo ter tomado a iniciativa em vez de se limitar a ser reactiva.

O resultado foi que, praticamente durante todo o jogo, Portugal não conseguiu “ter bola”, convidando o adversário a “vir para cima” da sua área, pelo que não surpreenderia que a Sérvia – já depois de ter desperdiçado outras ocasiões de perigo – chegasse, ainda cedo no jogo, ao golo do empate, num lance infeliz de Rui Patrício, que não conseguiu deter a bola, o que proporcionava aos visitantes ainda um suplemento anímico extra para acreditar, com maior convicção, de que seria possível o apuramento.

Tal intensificar-se-ia – depois de, aparentemente, se ter ainda conseguido, durante certo período da segunda parte, como que “adormecer o jogo” –, com a saída de Bernardo Silva (porventura acusando desgaste ou sequelas da lesão que o impediram de jogar na Irlanda), o que se traduziu em retirar de campo o único elemento que ainda ia procurando a bola, coincidindo, em paralelo, com um ainda maior recuo da posição de Danilo Pereira, para junto dos centrais. Definitivamente, Portugal “chamava” pelos cruzamentos – nem sempre com o melhor discernimento – dos sérvios.

A entrada de Rúben Neves, a cerca de cinco minutos do fim, visava, declaradamente, a preservação do empate; André Silva só demasiado tarde seria chamado a jogo, em situação de desespero, já em período de compensação, após o segundo tento da Sérvia.

Esse golo, sofrido em cima do minuto 90, foi, de certo modo, cruel, na forma como, “in extremis”, afastava Portugal do 1.º lugar no grupo, mas o que se pode até estranhar é que não tenha surgido mais cedo.

De facto, também neste desafio, a equipa portuguesa se foi “pondo a jeito”, à mercê de qualquer lance mais fortuito, que sempre poderia surgir… como acabaria por acontecer, com Mitrović a aparecer, livre de marcação, descaído sobre o lado esquerdo, a cabecear com todo o “à vontade” para a baliza, na sequência de um cruzamento de longa distância, do lado contrário. A Sérvia confirmava o apuramento para a fase final do Mundial.

Para Portugal, a qualificação directa, a ter sido alcançada – e, afinal, estivemos a um minuto de a consumar -, já seria com muito pouco “brilho”. Assim, fica uma amarga sensação de enorme desperdício de talento de uma notável geração, mal orientado, e com opções tácticas e estratégicas completamente desajustadas.

De ter o apuramento “garantido” – o que, mesmo que algo inconscientemente, sempre acreditámos ser o desfecho natural ao longo de toda esta campanha – passámos, “num ápice”, para uma situação que pode ser muito complexa, de disputa de play-off, em moldes inovadores: dos 12 participantes em tal fase de qualificação, apenas três serão premiados com o apuramento para a fase final.

Numa primeira eliminatória, teremos ainda a vantagem de jogar em casa, frente a adversário teoricamente menos cotado, mercê da nossa condição de “cabeça-de-série” nesse sorteio; mas, depois, na eliminatória final, não só poderá ter de vir a ser disputada em terreno alheio (dependendo do sorteio), como poderemos vir a enfrentar adversários do nível de exigência de uma Suíça (que eliminou os Campeões do Mundo em título, França, no Europeu, apenas caindo no desempate da marca de grande penalidade ante a Espanha) – ou, eventualmente ainda pior, se for a Campeão da Europa, Itália, a terminar esse grupo no 2.º lugar –, Suécia, Rússia, Polónia, possivelmente a Ucrânia, ou, ainda, a Turquia ou a Noruega (ou, no limite, até os Países Baixos).

Para tal – beneficiando de termos ainda até Março de 2022 para nos prepararmos – será imprescindível, primeiro, começar por recuperar animicamente a equipa do tremendo choque agora sofrido, e, em paralelo, assentar ideias sobre a forma mais apropriada de enfrentar tais adversários, em função das características dos jogadores portugueses, definindo e colocando em prática o sistema de jogo mais ajustado.

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Sérvia       8   6   2   -  18 - 9  20
2º Portugal     8   5   2   1  17 - 6  17
3º Irlanda      8   2   3   3  11 - 8   9
4º Luxemburgo   8   3   -   5   8 -18   9
5º Azerbaijão   8   -   1   7   5 -18   1

10ª jornada

14.11.2021 – Portugal – Sérvia – 1-2
14.11.2021 – Luxemburgo – Irlanda – 0-3
(mais…)

14 Novembro, 2021 at 10:47 pm Deixe um comentário

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