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Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/8 Final
Olympique Lyonnais – APOEL
Napoli – Chelsea
AC Milan – Arsenal
Basel – Bayern München
Bayer Leverkusen – Barcelona
CSKA Moskva – Real Madrid
Zenit St. Petersburg – Benfica
Olympique Marseille – Inter
Os jogos da primeira mão serão disputados nas seguintes datas: 14, 15, 21 ou 22 de Fevereiro de 2012. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para 6, 7, 13 ou 14 de Março.
O Benfica começará por jogar em São Petersburgo a 15 de Fevereiro, recebendo a equipa russa no Estádio da Luz a 6 de Março de 2012.
Liga Europa – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Garantiram o apuramento para os 1/16 Final as equipas do Sporting, Lazio, Braga, Brugge, PAOK, Rubin Kazan, Standard Liège, Hannover, PSV Eindhoven, Legia Warsaw, Beşiktaş, Stoke City, Athletic Bilbao, Salzburg, Metalist Kharkiv, AZ, At. Madrid, Udinese, Schalke, Steaua Bucuresti, Twente, Wisla Kraków, Anderlecht (única formação só com vitórias, à semelhança do Real Madrid na Liga dos Campeões) e Lokomotiv Moscovo.
Destacam-se as surpreendentes eliminações de Tottenham, D. Kyiv, Paris St.-Germain e Fulham; com a eliminação também do Birmingham (e depois do mesmo desfecho das equipas de Manchester, United e City, na Liga dos Campeões), esta é uma época que começa da pior forma para os clubes ingleses.
Grupo D
Zurich – Vaslui – 2-0
Lazio – Sporting – 2-0
1º Sporting, 12; 2º Lazio, 9; 3º Vaslui, 6; 4º Zurich, 5
Grupo H
Brugge – Braga – 1-1
Birmingham – Maribor – 1-0
1º Brugge, 11; 2º Braga, 11; 3º Birmingham, 10; 4º Maribor, 1
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Manchester City – Bayern – 2-0
Villarreal – Napoli – 0-2
1º Bayern, 13; 2º Napoli, 11; 3º Manchester City, 10; 4º Villarreal, 0
Grupo B
Lille – Trabzonspor – 0-0
Inter – CSKA Moscovo – 1-2
1º Inter, 10; 2º CSKA Moscovo, 8; 3º Trabzonspor, 7; 4º Lille, 6
Grupo C
Basel – Manchester United – 2-1
Benfica – Otelul Galati – 1-0
1º Benfica, 12; 2º Basel, 11; 3º Manchester United, 9; 4º Otelul Galati, 0
Grupo D
D. Zagreb – Lyon – 1-7
Ajax – Real Madrid – 0-3
1º Real Madrid, 18; 2º Lyon, 8; 3º Ajax, 8; 4º D. Zagreb, 0
Grupo E
Chelsea – Valencia – 3-0
Genk – Bayer Leverkusen – 1-1
1º Chelsea, 11; 2º Bayer Leverkusen, 10; 3º Valencia, 8; 4º Genk, 3
Grupo F
Olympiakos – Arsenal – 3-1
B. Dortmund – Marseille – 2-3
1º Arsenal, 11; 2º Marseille, 10; 3º Olympiakos, 9; 4º B. Dortmund, 4
Grupo G
FC Porto – Zenit – 0-0
APOEL – Shakhtar Donetsk – 0-2
1º APOEL, 9; 2º Zenit, 9; 3º FC Porto, 8; 4º Shakhtar Donetsk, 5
Grupo H
Barcelona – BATE Borisov – 4-0
Viktoria Plzen – AC Milan – 2-2
1º Barcelona, 16; 2º AC Milan, 9; 3º Viktoria Plzen, 5; 4º BATE Borisov, 2
Bayern, Napoli, Inter, CSKA Moscovo, Benfica, Basel, Real Madrid, Lyon, Chelsea, Bayer Leverkusen, Arsenal, Marseille, APOEL, Zenit, Barcelona e AC Milan garantiram o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.
Transitam para a Liga Europa: Manchester City, Trabzonspor, Manchester United, Ajax, Valencia, Olympiakos, FC Porto e Viktoria Plzen.
As grandes surpresas desta Fase de Grupos foram as eliminações das duas equipas de Manchester e do FC Porto, em favor de Napoli, Basel e APOEL. Nesta última ronda destaque para as sensacionais qualificações de Marseille e Lyon, ambos a vencer fora, com os marselheses a operarem a reviravolta no marcador nos últimos minutos (depois de estarem a perder por 2-0) e os lioneses a conseguirem inverter uma situação de desvantagem em termos de diferença de golos face ao Ajax (7 golos), graças à goleada obtida na Croácia e à derrota caseira da equipa de Amesterdão perante o Real Madrid.
Em relação às equipas portuguesas, de destacar a vitória do Benfica no seu grupo de apuramento, contribuindo para a eliminação do vice-campeão europeu Manchester United, completando esta fase ainda invicto (proeza apenas alcançada também por Real Madrid e Barcelona). Por seu lado, o FC Porto, com uma campanha titubeante, cedendo perante a equipa cipriota, e não conseguindo vencer no jogo decisivo o Zenit, vê-se relegado para a prova que venceu na época transacta, onde, este ano, terá concorrência acrescida.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – Otelul Galati
Benfica – Artur Moraes, Rúben Amorim, Ezequiel Garay, Jardel, Emerson, Javi García, Axel Witsel, Pablo Aimar (70m – Rodrigo), Bruno César (56m – Nolito), Nico Gaitán e Óscar Cardozo (78m – Javier Saviola)
Otelul Galati – Branko Grahovac, Cornel Râpă, Alexandru Benga, Milan Perendija, Silviu Ilie (21m – Zoran Ljubinković), Ioan Filip, Ionut Neagu (70m – Marius Pena), Liviu Antal (81m – Sorin Frunza), Gabriel Giurgiu, Laurentiu Iorga e Gabriel Paraschiv
1-0 – Óscar Cardozo – 7m
Cartões amarelos – Zoran Ljubinković (83m) e Gabriel Giurgiu (86m); Óscar Cardozo (70m)
Árbitro – Manuel Gräfe (Alemanha)
Com a vitória no Grupo em ponto de mira, o Benfica iniciou a partida de forma tranquila, com um ritmo pausado, com bom domínio de bola; uma posição de tranquilidade que reforçaria com o golo obtido logo aos 9 minutos, com Cardozo a dar melhor conclusão a uma boa assistência de Nico Gaitán, com um remate cruzado, ao poste mais distante.
Com o resultado que lhe convinha, a equipa portuguesa deixaria então correr o tempo, com o Otelul, em vez de procurar o golo, a optar por continuar numa atitude defensiva, o que permitia ao Benfica controlar a partida sem dificuldades.
Apenas já no último quarto de hora do primeiro tempo o guarda-redes Artur Moraes seria efectivamente “chamado a jogo”, com duas intervenções consecutivas, a evitar o tento do empate, a remates de Paraschiv e Giurgiu.
A segunda parte prometia animar, com Cardozo a cabecear a bola por alto, e, logo se seguida, Antal a rematar de longe, mas sem consequências.
Porém, com as várias substituições e um jogo mais faltoso, a fase final seria ainda menos fluida, com muitas interrupções de jogo. Não obstante a equipa romena procurasse ser mais afoita, seria o Benfica a desperdiçar a melhor oportunidade de golo, por intermédio de Rodrigo, a concluir com um remate ao lado, uma assistência de Nolito.
Embora em regime de “serviços mínimos” nesta derradeira partida, o Benfica, mantendo a invencibilidade na prova (após 10 jogos já disputados nesta temporada!), confirmava o 1º lugar na classificação final do Grupo – pela segunda vez na sua história na Liga dos Campeões, neste formato de Grupos, após a época de 1994-95 -, contribuindo para afastar o vice-campeão europeu Manchester United (derrotado em Basileia) da Liga dos Campeões, situação que se repete, depois da época 2005-06.
Liga Europa – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Ainda com uma jornada por disputar nesta fase de Grupos, as equipas do Sporting, Braga, PAOK, Standard Liège, Hannover, PSV Eindhoven, Legia Warsaw, Stoke City, Athletic Bilbao, Metalist Kharkiv, At. Madrid, Schalke, Twente, Anderlecht (única formação só com vitórias) e Lokomotiv Moscovo garantiram já o apuramento para os 1/16 Final.
Subsistem em disputa apenas 9 vagas, a atribuir a: Vaslui ou Lazio; Brugge ou Birmingham; Rubin Kazan ou Tottenham; Beşiktaş ou D. Kyiv; Salzburg ou Paris St.-Germain; AZ ou Austria Wien; Udinese ou Celtic; Maccabi Haifa, Steaua Bucuresti ou AEK Larnaca; Fulham ou Wisla Kraków.
Grupo D
Sporting – Zurich – 2-0
Vaslui – Lazio – 0-0
1º Sporting, 12; 2º Vaslui e Lazio, 6; 4º Zurich, 2
Grupo H
Maribor – Brugge – 3-4
Braga – Birmingham – 1-0
1º Brugge e Braga, 10; 3º Birmingham, 7; 4º Maribor, 1
Mundial de Fórmula 1 – Classificação Final – 2011
1º Sebastian Vettel Alemanha RBR-Renault 392 2º Jenson Button Grã-Bretanha McLaren-Mercedes 270 3º Mark Webber Austrália RBR-Renault 258 4º Fernando Alonso Espanha Ferrari 257 5º Lewis Hamilton Grã-Bretanha McLaren-Mercedes 227 6º Felipe Massa Brasil Ferrari 118 7º Nico Rosberg Alemanha Mercedes 89 8º Michael Schumacher Alemanha Mercedes 76 9º Adrian Sutil Alemanha Force India-Mercedes 42 10º Vitaly Petrov Rússia Renault 37 11º Nick Heidfeld Alemanha Renault 34 12º Kamui Kobayashi Japão Sauber-Ferrari 30 13º Paul di Resta Grã-Bretanha Force India-Mercedes 27 14º Jaime Alguersuari Espanha STR-Ferrari 26 15º Sebastien Buemi Suíça STR-Ferrari 15 16º Sergio Pérez México Sauber-Ferrari 14 17º Rubens Barrichello Brasil Williams-Cosworth 4 18º Bruno Senna Brasil Renault 2 19º Pastor Maldonado Venezuela Williams-Cosworth 1
Em termos de vitórias individuais durante a época, o bi-campeão do Mundo e grande dominador da temporada, Sebastian Vettel venceu 11 Grande Prémios (Austrália, Malásia, Turquia, Espanha, Mónaco, Europa, Bélgica, Itália, Singapura, Coreia do Sul e Índia); tendo Jenson Button (Canadá, Hungria e Japão) e Lewis Hamilton (China, Alemanha e Abu Dhabi) obtido 3 vitórias cada; por fim, Fernando Alonso (Grã-Bretanha) e Mark Webber (Brasil) alcançaram apenas 1 triunfo cada.
A nível de equipas, a Red Bull-Renault conquistou o título mundial de construtores, com 650 pontos, secundada pela McLaren-Mercedes, com 497, com a Ferrari a quedar-se na 3ª posição, com 375 pontos.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Bayern – Villarreal – 3-1
Napoli – Manchester City – 2-1
1º Bayern, 13; 2º Napoli, 8; 3º Manchester City, 7; 4º Villarreal, 0
Grupo B
Trabzonspor – Inter – 1-1
CSKA Moscovo – Lille – 0-2
1º Inter, 10; 2º Trabzonspor, 6; 3º Lille e CSKA Moscovo, 5
Grupo C
Manchester United – Benfica – 2-2
Otelul Galati – Basel – 2-3
1º Benfica e Manchester United, 9; 3º Basel, 8; 4º Otelul Galati, 0
Grupo D
Lyon – Ajax – 0-0
Real Madrid – D. Zagreb – 6-2
1º Real Madrid, 15; 2º Ajax, 8; 3º Lyon, 5; 4º D. Zagreb, 0
Grupo E
Valencia – Genk – 7-0
Bayer Leverkusen – Chelsea – 2-1
1º Bayer Leverkusen, 9; 2º Valencia e Chelsea, 8; 4º Genk, 2
Grupo F
Arsenal – B. Dortmund – 2-1
Marseille – Olympiakos – 0-1
1º Arsenal, 11; 2º Marseille, 7; 3º Olympiakos, 6; 4º B. Dortmund, 4
Grupo G
Zenit – APOEL – 0-0
Shakhtar Donetsk – FC Porto – 0-2
1º APOEL, 9; 2º Zenit, 8; 3º FC Porto, 7; 4º Shakhtar Donetsk, 2
Grupo H
BATE Borisov – Viktoria Plzen – 0-1
AC Milan – Barcelona – 2-3
1º Barcelona, 13; 2º AC Milan, 8; 3º Viktoria Plzen, 4; 4º BATE Borisov, 2
Bayern, Inter, Benfica, Real Madrid (que conta por vitórias os 5 jogos disputados), Bayer Leverkusen, Arsenal, o surpreendente APOEL, Barcelona e AC Milan garantiram desde já, ainda com uma jornada por disputar, o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.
Restam 7 vagas por atribuir, a disputar entre: Napoli ou Manchester City; Trabzonspor, Lille ou CSKA Moscovo; Manchester United ou Basel (que jogam em Basileia, com a equipa suíça a necessitar de vencer); Ajax ou Lyon; Valencia ou Chelsea (que se defrontam em Londres, bastando ao Chelsea um empate sem golos); Marseille, Olympiakos ou B. Dortmund (este, com reduzidas hipóteses, necessitando de vencer o Marseille por, pelo menos 3-0, e esperar que o Olympiakos seja derrotado em casa pelo Arsenal); e Zenit ou FC Porto (com encontro marcado para o Estádio do Dragão).
O Ajax, com 7 golos de vantagem num eventual desempate com o Lyon está também quase apurado, o que só não sucederá se houver goleadas nos jogos da última ronda, em seu desfavor (recebe o Real Madrid), e/ou a favor da equipa francesa (que se desloca a Zagreb).
O FC Porto, com a vitória alcançada na Ucrânia, continua a depender apenas de si próprio para obter a qualificação, para o que necessitará de vencer, na derradeira jornada, em casa, o Zenit. Entretanto, garantiu já a continuidade nas provas europeias da presente temporada, por via da Liga Europa (no pior cenário, de não ganhar à equipa russa).
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Manchester United – Benfica
Manchester United – David De Gea, Patrice Evra, Phil Jones, Rio Ferdinand, Fábio (82m – Chris Smalling), Michael Carrick, Nani, Ashley Young, Darren Fletcher, Antonio Valencia (80m – Javier Hernández) e Dimitar Berbatov
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Ezequiel Garay, Luisão (58m – Miguel Vítor), Emerson, Javi García, Axel Witsel, Pablo Aimar (83m – Ruben Amorim), Bruno César, Nico Gaitán (68m – Nemanja Matic) e Rodrigo
0-1 – Phil Jones (p.b.) – 3m
1-1 – Dimitar Berbatov – 30m
2-1 – Darren Fletcher – 59m
2-2 – Pablo Aimar – 61m
Cartões amarelos – Darren Fletcher (33m) e Michael Carrick (76m); Ezequiel Garay (16m), Artur Moraes (39m) e Maxi Pereira (85m)
Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)
Com a fortuna que costuma proteger os audazes, o Benfica garantiu esta noite, em Old Trafford, frente a um poderoso Manchester United, com um bom empate, a qualificação para os 1/8 Final da Liga dos Campeões, seis anos depois depois de, em 2006, ter eliminado, nessa fase da prova, o Liverpool.
Entrando no jogo praticamente a vencer, beneficiando de um auto-golo do defesa Phil Jones, que, de forma precipitada, ao tentar afastar a bola, a desviou na direcção da sua própria baliza, o Benfica adquiriu um capital de confiança que lhe permitiria jogar de forma desinibida, equilibrando o jogo durante os primeiros 25 minutos.
Gradualmente o Manchester United foi intensificando a pressão, surgindo o golo da igualdade à meia-hora, sendo que, no minuto imediato, teve oportunidade para ampliar a marca, mas, numa fase muito movimentada, também a equipa portuguesa poderia ter marcado novamente.
No segundo tempo, o Benfica recuou a sua linha de meio-campo, oferecendo a iniciativa e espaço ao adversário; quando o segundo golo da formação inglesa surgiu, era algo já expectável há alguns minutos.
E foi então que o Benfica teve mais uma vez um momento de felicidade, quando, quase de imediato, de forma surpreendente, num contra-ataque, aproveitando um mau despacho do guarda-redes do Manchester United, Bruno César, num lance de insistência, fez um cruzamento-remate, surgindo Pablo Aimar, quase em cima da linha de golo, a ter apenas de empurrar a bola – o que faria num remate em voley, de baixo para cima – para o fundo da baliza.
Nos minutos seguintes, o United voltaria à carga, procurando o golo da vitória. Só que, então, o Benfica – a quem o empate garantia automaticamente o apuramento, dado ficar com vantagem em eventual desempate com o Manchester ou com o Basel – se uniria, cerrando fileiras, e, em última instância, contando com um muito seguro Artur na baliza.
Até final, o nível de intensidade de jogo da equipa inglesa viria, naturalmente, a decair, e foi já de forma mais controlada que o Benfica – fantasticamente incentivado pelo apoio de cerca de 2 500 adeptos – conseguiu gerir o empate, mantendo a invencibilidade na presente época!
O Benfica volta assim a atingir os 1/8 Final da Liga dos Campeões, podendo, inclusivamente, beneficiar de uma vantagem teórica no sorteio, caso consiga manter o 1º lugar no Grupo, para o que necessitará de vencer, na última jornada, em casa, a equipa romena do Otelul – ou, caso haja uma igualdade entre Basel e Manchester United (que discutirão, entre ambos, a segunda equipa qualificada), bastar-lhe-ia o empate.
Portugal – Bósnia-Herzegovina (Europeu 2012 – “Play-off”)
Portugal – Rui Patrício; João Pereira, Bruno Alves, Pepe e Fábio Coentrão; João Moutinho, Miguel Veloso, Nani (82m – Ricardo Quaresma), Raul Meireles (63m – Rúben Micael) e Cristiano Ronaldo; Hélder Postiga (84m – Carlos Martins)
Bósnia-Herzegovina – Asmir Begović, Adnan Zahirović, Sanel Jahić, Emir Spahić, Saša Papac, Elvir Rahimić (56m – Darko Maletić), Haris Medunjanin, Senad Lulić, Zvjezdan Misimović, Miralem Pjanić (65m – Muhamed Bešić) e Edin Džeko
1-0 – Cristiano Ronaldo – 8m
2-0 – Nani – 24m
2-1 – Zvjezdan Misimović – 41m
3-1 – Cristiano Ronaldo – 53m
3-2 – Emir Spahić – 65m
4-2 – Hélder Postiga – 72m
5-2 – Miguel Veloso – 80m
6-2 – Hélder Postiga – 82m
Cartões amarelos – Hélder Postiga (36m), Fábio Coentrão (40m) e Rúben Micael (77m); Emir Spahić (22m), Elvir Rahimić (43m), Haris Medunjanin (51m), Senad Lulić (54m), Edin Džeko (68m) e Saša Papac (79m)
Cartão vermelho – Senad Lulić (55m)
Árbitro – Wolfgang Stark (Alemanha)
Numa partida que se antevia poder vir a ser difícil, a selecção portuguesa, entrando em campo com boa atitude, teve o condão de começar por a tornar fácil: por duas vezes deu sinal de “pré-aviso”, por duas vezes chegaria ao golo quase de imediato.
Logo aos 6 minutos, na sequência de um remate de Cristiano Ronaldo, já em plena área, o guarda-redes bósnio teve de fazer uma defesa de recurso, com a bola a sobrar para Raul Meireles, que, de primeira, procurou um remate cruzado – que não daria hipóteses de defesa -, mas que sairia ligeiramente ao lado.
Apenas dois minutos volvidos, com uma excelente conversão de um livre, com um remate indefensável, Cristiano Ronaldo inaugurava o marcador. Com 8 minutos de jogo, a posição relativa das equipas invertia-se: agora passava a Bósnia a ter de marcar para manter aspirações a qualificar-se.
Prosseguindo numa toada ofensiva, de grande intensidade, com a selecção bósnia como que atordoada, novamente Cristiano Ronaldo levaria o perigo à baliza adversária, também na conversão de um livre, com um forte remate, bem colocado, e, uma vez mais, Asmir Begović a defender quase por instinto.
E, repetindo-se o argumento da primeira sequência de lances, o segundo golo de Portugal surgiria apenas dois minutos depois, numa soberba execução de Nani, num remate de meia-distância, com excelente efeito, e colocação perfeita, absolutamente imparável. A selecção nacional passava a dispor de uma vantagem já com alguma margem de tranquilidade, que lhe deveria permitir facilitar a gestão do jogo e do resultado.
Com a equipa da Bósnia a acusar este golo, o encontro passou então por uma fase menos intensa, sem que, contudo, Portugal deixasse de manter o domínio do jogo, mas, de forma não tão pressionante, dando mais tempo aos bósnios para pensar e executar o seu jogo.
Já no ocaso da primeira parte, dois lances resultariam em novo volte-face no cariz do jogo e na disposição motivacional das duas equipas: primeiro, na área bósnia, Hélder Postiga a sofrer o contacto de um defesa, e a cair, esperando que o árbitro assinalasse a grande penalidade; contudo, tendo sido considerada simulação, o que veria seria o cartão amarelo. Pouco depois, agora na área portuguesa, novo choque, entre avançado e defesa, com Fábio Coentrão a saltar à bola, sendo carregado pelo adversário, mas, inadvertidamente, colocando um braço no ar, que entraria em contacto com a bola. Desta vez, o árbitro assinalaria mesmo a penalidade: e a Bósnia aproveitou para reduzir para a diferença mínima, voltando a entrar no jogo… e na eliminatória.
Colocado à prova, Portugal reagiria da melhor forma, continuando a jogar o seu jogo, visando o ataque. Seria, não obstante, na sequência de uma rápida recuperação de bola de João Moutinho, a desmarcar, no momento preciso, Cristiano Ronaldo, que, isolado sobre a esquerda, à saída do guarda-redes, com impressionante frieza, contornou-o, empurrando depois a bola para a baliza deserta, dilatando novamente a vantagem para dois golos, que a equipa portuguesa voltaria a uma situação de tranquilidade.
Até porque a Bósnia, de cabeça perdida, pela veemência dos protestos de Lulić, que veria, de uma assentada, o cartão amarelo e, de imediato, o vermelho, ficava reduzida a dez unidades.
À passagem da hora de jogo, ficaria por assinalar mais uma grande penalidade, novamente por contacto com a mão na bola, desta vez na grande-área bósnia. Mais dois minutos decorridos, Portugal poderia ter ampliado a marca, por intermédio de Fábio Coentrão, com um bom golpe de cabeça, que sairia ligeiramente ao lado.
Até que, de forma absolutamente inesperada, num momento de desconcentração da equipa portuguesa, e aproveitando uma situação irregular de fora-de-jogo, não sancionada pela arbitragem, a Bósnia reduziria outra vez a desvantagem, colocando o marcador em 2-3. Faltavam 25 minutos para o final, a eliminatória voltava a ser relançada… Portugal tinha que continuar a sofrer.
Nos minutos imediatos, os nervos vieram à flor da pele, de forma acentuada, em ambas as equipas, perdendo o controlo emocional. O jogo estava perigoso, e talvez tenha havido quem se tivesse recordado da partida inaugural desta qualificação, os famosos 4-4 com o Chipre…
Quando Portugal – felizmente de forma não demorada -, conseguiu voltar a assentar o jogo, beneficiando também da sua situação de superioridade numérica, Hélder Postiga quebraria finalmente o enguiço, com um remate de belo efeito, marcando o golo que dava, definitivamente, o apuramento a Portugal!
Numa fase final bastante alucinada, com o jogo completamente “partido”, foi com alguma naturalidade que Portugal aumentaria ainda a contagem, primeiro para 5-2, com Miguel Veloso, na transformação de mais um livre, a surpreender toda a gente, inclusivamente o guarda-redes (que, esperando que fosse Cristiano Ronaldo a marcar o livre, nem se fez ao lance); e, logo de seguida – culminando com facilidade (bastou “encostar” a cabeça na bola) um óptimo cruzamento atrasado de Fábio Coentrão -, com Hélder Postiga a bisar, fixando o resultado em 6-2. E, perante uma já há largos minutos destroçada selecção da Bósnia, haveria ainda tempo para Rúben Micael desperdiçar o que seria o 7º golo…
Para lá do – brilhante – resultado, o que fica desta noite foi a forma personalizada, e corajosa, com que Portugal assumiu a responsabilidade do apuramento, indo sempre, a cada golpe sofrido, em busca decidida, de forma determinada e confiante, da vitória. Um belo mote para a Fase Final, em que a selecção nacional marcará presença pela 7ª vez consecutiva (todas as 4 edições do Europeu e 3 do Mundial, desde o ano 2000)!
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Nos outros encontros da 2ª mão do play-off, Croácia (empatando a zero, em casa, com a Turquia), R. Checa (nova vitória, por 1-0, no Montenegro) e Irlanda (também com um empate caseiro, frente à Estónia, 1-1) confirmaram a vantagem que haviam adquirido na passada sexta-feira.
Está definida a lista das 16 selecções participantes na Fase Final do EURO 2012: para além dos países organizadores, Polónia e Ucrânia, garantiram o apuramento as selecções da Alemanha, Rússia, Itália, França, Holanda, Grécia, Inglaterra, Dinamarca, Espanha, Suécia, Croácia, R. Checa, Irlanda e Portugal.







