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Bósnia-Herzegovina – Portugal (Europeu 2012 – “Play-off”)
Bósnia-Herzegovina – Asmir Begović, Sejad Salihović (68m – Vedad Ibišević), Sanel Jahić, Emir Spahić, Elvir Rahimić, Haris Medunjanin (67m – Darko Maletić), Miralem Pjanić, Zvjezdan Misimović (86m – Senijad Ibričić), Senad Lulić, Adnan Zahirović e Edin Džeko
Portugal – Rui Patrício; João Pereira, Bruno Alves, Pepe e Fábio Coentrão; João Moutinho, Miguel Veloso, Nani, Raul Meireles (82m – Rúben Micael) e Cristiano Ronaldo; Hélder Postiga (65m – Hugo Almeida)
Cartões amarelos – Sejad Salihović (18m) e Sanel Jahić (42m); Hélder Postiga (42m)
Árbitro – Howard Webb (Inglaterra)
Num relvado impróprio, com o público com comportamentos impróprios (lasers apontados a Cristiano Ronaldo e os gritos ululantes de “Messi, Messi”, também a ele dirigidos), duas equipas algo receosas, procurando, acima de tudo, jogar pelo seguro, esta partida – da 1ª mão do play-off de apuramento para a Fase Final do Campeonato da Europa de Futebol, a disputar no próximo ano na Polónia e Ucrânia -, caracterizou-se por uma qualidade sofrível.
Na primeira parte, de alguma forma surpreendentemente, a Bósnia ofereceu a iniciativa ao opositor, quase como que um convite a que fosse Portugal a atacar; a selecção portuguesa não se faria rogada, e assumiu o controlo do jogo, dominando a partida, evidenciando notória superioridade, embora sem resultados práticos, a nível de ocasiões de golo.
No segundo tempo, com a Bósnia a procurar assumir a iniciativa do jogo, começaram por surgir mais espaços para Portugal; Ronaldo, aos 51 minutos, e Hélder Postiga, aos 58 minutos, tiveram o golo nos pés… tal como aconteceria com Ibišević aos 73 minutos, e, com uma perdida ainda mais escandalosa, aos 80 minutos – tendo, porventura, todos os lances sido de alguma forma prejudicados pelo péssimo estado da relva.
Na fase final da partida, após a entrada de Ibišević para a frente de ataque, ao lado de Džeko – que, até então, muito desamparado, fora praticamente anulado pela marcação de Pepe -, a Bósnia mostrou-se mais perigosa, mas também não conseguiria concretizar qualquer das oportunidades de que dispôs.
No cômputo das duas partes, o empate ajusta-se ao desenrolar da partida, sendo contudo de notar que o nulo no marcador em nada favorecerá Portugal para a 2ª mão, impedido sequer de empatar com golos; para se qualificar necessitará imperativamente de vencer… à excepção da possibilidade de adiar a resolução da eliminatória até ao desempate por pontapés da marca de grande penalidade.
Nos outros jogos hoje disputados, destaque para as claras vitórias, obtidas fora de casa, pela Irlanda (4-0, na Estónia) e pela Croácia (3-0, na Turquia), permitindo-lhes praticamente carimbar, desde já, o apuramento. Das selecções que jogaram em casa esta 1ª mão, apenas a R. Checa marcou… e ganhou (2-0) à selecção do Montenegro, assumindo também claro favoritismo para o jogo decisivo.
Liga Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Com duas jornadas ainda por disputar nesta fase de Grupos, as equipas do Sporting, PSV Eindhoven, Legia Warsaw, Athletic Bilbao, Twente e Anderlecht (única formação só com vitórias) garantiram já o apuramento para os 1/16 Final.
Grupo D
Vaslui – Sporting – 1-0
Lazio – Zurich – 1-0
1º Sporting, 9; 2º Vaslui e Lazio, 5; 4º Zurich, 2
Grupo H
Braga – Maribor – 5-1
Birmingham – Brugge – 2-2
1º Brugge, Birmingham e Braga, 7; 4º Maribor, 1
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Bayern – Napoli – 3-2
Villarreal – Manchester City – 0-3
1º Bayern, 10; 2º Manchester City, 7; 3º Napoli, 5; 4º Villarreal, 0
Grupo B
Trabzonspor – CSKA Moscovo – 0-0
Inter – Lille – 2-1
1º Inter, 9; 2º CSKA Moscovo e Trabzonspor, 5; 4º Lille, 2
Grupo C
Manchester United – Otelul Galati – 2-0
Benfica – Basel – 1-1
1º Manchester United e Benfica, 8; 3º Basel, 5; 4º Otelul Galati, 0
Grupo D
Lyon – Real Madrid – 0-2
Ajax – D. Zagreb – 4-0
1º Real Madrid, 12; 2º Ajax, 7; 3º Lyon, 4; 4º D. Zagreb, 0
Grupo E
Valencia – Bayer Leverkusen – 3-1
Genk – Chelsea – 1-1
1º Chelsea, 8; 2º Bayer Leverkusen, 6; 3º Valencia, 5; 4º Genk, 2
Grupo F
Arsenal – Marseille – 0-0
B. Dortmund – Olympiakos – 1-0
1º Arsenal, 8; 2º Marseille, 7; 3º B. Dortmund, 4; 4º Olympiakos, 3
Grupo G
Zenit – Shakhtar Donetsk – 1-0
APOEL – FC Porto – 2-1
1º APOEL, 8; 2º Zenit, 7; 3º FC Porto, 4; 4º Shakhtar Donetsk, 2
Grupo H
BATE Borisov – AC Milan – 1-1
Viktoria Plzen – Barcelona – 0-4
1º Barcelona, 10; 2º AC Milan, 8; 3º BATE Borisov, 2; 4º Viktoria Plzen, 1
Barcelona, AC Milan e Real Madrid (que conta por vitórias os 4 jogos disputados) são os três primeiros clubes a garantir desde já, ainda com duas jornadas por disputar, o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.
O que, com a primeira derrota de sempre de uma equipa portuguesa frente a uma formação cipriota, ficou bastante mais complicado para o FC Porto…
Por seu lado, também o Benfica – que, em caso de vitória, poderia ter já hoje alcançado matematicamente a qualificação – viu as contas do apuramento complicarem-se, com o empate cedido em casa. Não obstante, mantém uma vantagem importante, em princípio apenas necessitando de vencer um dos dois jogos finais desta fase de Grupos, o último dos quais a disputar em casa, frente ao Otelul Galati.
Estão já afastadas da possibilidade de atingir os 1/8 Final as equipas do Villarreal, Otelul Galati, D. Zagreb, BATE Borisov e Viktoria Plzen.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – Basel
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Ezequiel Garay, Luisão, Luís Martins (64m – Miguel Vítor), Nemanja Matic, Bruno César, Axel Witsel, Nico Gaitán (82m – Nolito), Pablo Aimar (73m – Óscar Cardozo) e Rodrigo
Basel – Yann Sommer, Markus Steinhofer, David Angel Abraham, Aleksandar Dragovic, Park Joo Ho, Xherdan Shaquiri, Benjamin Huggel, Scott Chipperfield (8m – Genséric Kusunga), Granit Xhaka (81m – Adilson Cabral), Fabian Frei e Jacques Zoua (90m – Kwan-Ryong Pak)
1-0 – Rodrigo – 4m
1-1 – Benjamin Huggel – 64m
Cartões amarelos – Pablo Aimar (45m), Ezequiel Garay (45m), Maxi Pereira (57m) e Miguel Vítor (89m); Park Joo Ho (18m) e Benjamin Huggel (34m)
Árbitro – Carlos Velasco Carballlo (Espanha)
Depois de marcar antes dos 30 segundos de jogo, no último jogo do campeonato frente ao Olhanense, um super-confiante Rodrigo começaria por tentar a sua sorte logo no minuto inicial, na sequência de mais uma combinação com Aimar, vendo o golo ser-lhe negado pela excelente intervenção do guarda-redes Sommer…
Não obstante, não demoraria muito a inaugurar o marcador: logo aos 4 minutos, o jovem espanhol, de origem brasileira, colocava o Benfica em vantagem!
Com uma boa dinâmica, o Benfica impôs um ritmo forte ao longo da primeira meia hora, em que controlou o jogo, criando mais uma ou outra ocasião de perigo, mas sem adequada concretização.
No último quarto de hora, a equipa suíça conseguiria equilibrar a partida, começando a soltar-se e a surgir em zonas mais avançadas do terreno, tendo também chegado a ameaçar a baliza do Benfica. Ficaria, contudo, por sancionar, uma grande penalidade contra o Basel, por corte com a mão na área.
No segundo tempo, competia ao Basel continuar a procurar o golo que impedisse a qualificação automática do Benfica para os 1/8 Final. E os suíços assim fizeram: assenhorearam-se da bola, foram empurrando a equipa portuguesa para o seu meio-campo, construindo jogo ofensivo.
Com o treinador Jorge Jesus a cumprir um jogo de castigo, o seu adjunto (Raul José) não seria feliz, quando, para prevenir o intensificar das investidas suíças pelo lado direito do seu ataque, substituiu o estreante Luís Martins (que ocupou o lugar do também suspenso Emerson) por Miguel Vítor; no lance imediato, o Basel empatava o jogo. E, logo após, faltaria uma ponta de felicidade ao Benfica, muito perto de chegar ao segundo golo, novamente por intermédio de Rodrigo.
O jogo animaria então bastante, com ambas as equipas a adoptar uma atitude positiva, de busca do golo, numa toada de “parada e resposta”.
Porém, e não obstante ambos os sectores defensivos tenham passado por alguns apuros, o resultado acabaria por não se alterar, com a equipa suíça a acabar por se revelar satisfeita com o empate – como o denota a substituição efectuada já em período de descontos -, que mantém tudo em aberto no que respeita ao apuramento, com Benfica, Manchester United e Basel a poderem inclusivamente chegar ao fim desta fase igualados em pontos.
Mundial de Râguebi – Final – N. Zelândia – França
Numa Final que se podia antever desequilibrada e com um vencedor anunciado, a Nova Zelândia, a jogar em casa, parecendo sofrer de uma qualquer espécie de bloqueio psicológico relativamente a jogos “a eliminar” contra a França (depois da vitória neo-zelandesa na Final da 1ª edição do Mundial, em 1987, a França afastara os “all blacks” nas 1/2 Finais do Mundial de 1999, e, novamente, nos 1/4 Final, em 2007), sentiu enormes dificuldades para explanar em campo o seu jogo.
As coisas até começaram bem, com um ensaio logo aos 15 minutos, por Tony Woodcock, colocando-se em vantagem por 5-0, o que poderia reforçar os níveis de confiança dos neo-zelandeses. Contudo, à medida que o tempo ia decorrendo, sem que o marcador se alterasse, os “all blacks” começaram a ficar desconfiados. E assim se chegaria ao termo do primeiro tempo, sem que nenhuma das equipas pontuasse de novo.
No recomeço, logo aos 6 minutos, a Nova Zelândia, com um bom pontapé aos postes, por Stephen Donald, ampliava o resultado para 8-0. Só que a selecção da França praticamente não deixaria os neo-zelandeses respirar esse brisa de tranquilidade que se parecia começar a anunciar. De imediato, no minuto seguinte, os franceses conseguiam alcançar um ensaio, por Thierry Dusautoir, transformado por François Trinh-Duc, reduzindo para a diferença mínima de 7-8.
Colocando uma fortíssima pressão, sem margem para erro, sobre os “all blacks”, o jogo estava completamente em aberto. E assim, nesta absoluta incerteza sobre o desfecho desta Final, se passariam mais 33 longos minutos, sem que qualquer das equipas conseguisse voltar a pontuar, até que os neo-zelandeses, culminando um jogo de intenso sofrimento – e de superação francesa, sempre mantendo “em sentido” a equipa da casa, tendo mesmo mantido maior tempo de domínio de posse de bola, e com Thierry Dusautoir a ser eleito “Man of the match” -, finalmente pudessem soltar um enorme suspiro de alívio, e fazer a grande festa, conquistando a ambicionada Taça William Webb Ellis.
Concluída a 7ª edição do Mundial de Râguebi, a Nova Zelândia sagra-se pela segunda vez Campeã do Mundo (1987 e 2011), assim igualando as proezas da Austrália (1991 e 1999) e África do Sul (1995 e 2007), num quase absoluto predomínio das selecções do hemisfério Sul, apenas uma vez contrariado pela Inglaterra, em 2003.
Liga Europa – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
No termo da primeira volta desta Fase de Grupos da Liga Europa, três equipas se destacam, contando por vitórias os jogos disputados: Sporting, PSV Eindhoven e Anderlecht, com a formação portuguesa a ser, de momento, a única já com o apuramento garantido para os 1/16 Final da prova.
Grupo D
Sporting – Vaslui – 2-0
Zurich – Lazio – 1-1
1º Sporting, 9; 2º Vaslui, Lazio e Zurich, 2
Grupo H
Maribor – Braga – 1-1
Brugge – Birmingham – 1-2
1º Brugge e Birmingham, 6; 3º Braga, 4; 4º Maribor, 1
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Napoli – Bayern – 1-1
Manchester City – Villarreal – 2-1
1º Bayern, 7; 2º Napoli, 5; 3º Manchester City, 4; 4º Villarreal, 0
Grupo B
CSKA Moscovo – Trabzonspor – 3-0
Lille – Inter – 0-1
1º Inter, 6; 2º CSKA Moscovo e Trabzonspor, 4; 4º Lille, 2
Grupo C
Otelul Galati – Manchester United – 0-2
Basel – Benfica – 0-2
1º Benfica, 7; 2º Manchester United, 5; 3º Basel, 4; 4º Otelul Galati, 0
Grupo D
Real Madrid – Lyon – 4-0
D. Zagreb – Ajax – 0-2
1º Real Madrid, 9; 2º Ajax e Lyon, 4; 4º D. Zagreb, 0
Grupo E
Bayer Leverkusen – Valencia – 2-1
Chelsea – Genk – 5-0
1º Chelsea, 7; 2º Bayer Leverkusen, 6; 3º Valencia, 2; 4º Genk, 1
Grupo F
Marseille – Arsenal – 0-1
Olympiakos – B. Dortmund – 3-1
1º Arsenal, 7; 2º Marseille, 6; 3º Olympiakos, 3; 4º B. Dortmund, 1
Grupo G
Shakhtar Donetsk – Zenit – 2-2
FC Porto – APOEL – 1-1
1º APOEL, 5; 2º Zenit e FC Porto, 4; 4º Shakhtar Donetsk, 2
Grupo H
AC Milan – BATE Borisov – 2-0
Barcelona – Viktoria Plzen – 2-0
1º Barcelona e AC Milan, 7; 3º Viktoria Plzen e BATE Borisov, 1
No final da primeira volta deste(s) mini-campeonato(s), o Real Madrid é a única das 32 equipas 100 % vitoriosa, com destaque também para os bons desempenhos de Bayern, Benfica (com duas vitórias consecutivas em terreno alheio), Chelsea, Arsenal, AC Milan e Barcelona.
Pela negativa, realce para as pobres campanhas de Villarreal, Valencia e dos campeões da Alemanha, Borussia Dortmund, assim como – nesta ronda em particular – para a tripla derrota das equipas francesas.
Num Grupo muito cerrado, o FC Porto parece esta época algo distante do que nos vinha habituando, com uma equipa sem rasgo, falha de confiança na Europa.
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Basel – Benfica
Basel – Yann Sommer, Markus Steinhofer, David Angel Abraham, Aleksandar Dragovic, Park Joo Ho, Xherdan Shaquiri, Benjamin Huggel (85m – Scott Chipperfield), Granit Xhaka (80m – Adilson Cabral), Fabian Frei (66m – Jacques Zoua), Alexander Frei e Marco Streller
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira (78m – Miguel Vítor), Ezequiel Garay, Luisão, Emerson, Javi García, Bruno César, Axel Witsel, Nico Gaitán, Pablo Aimar (67m – Nolito) e Rodrigo (71m – Óscar Cardozo)
0-1 – Bruno César – 20m
0-2 – Óscar Cardozo – 75m
Cartões amarelos – Marco Streller (35m), Benjamin Huggel (74m), Xherdan Shaquiri (90m) e Alexander Frei (90m); Emerson (41m) e Artur Moraes (90m)
Cartão vermelho – Emerson (86m)
Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)
Com uma entrada muito forte em campo, a equipa do Basileia começou por empurrar o Benfica para a sua zona defensiva, exercendo, durante os 10 minutos iniciais, intensa pressão.
À medida que o tempo decorria, o Benfica ia procurando equilibrar o jogo, o que conseguiu por volta do quarto de hora. Esta melhoria do Benfica seria coroada da melhor forma, logo aos 20 minutos, com o golo de Bruno César, a surgir desmarcado do lado esquerdo, beneficiando de uma excelente simulação de Rodrigo, a ludibriar a defesa contrária, e o brasileiro a não desperdiçar a ocasião.
No imediato, a equipa suíça acusou o toque, denotando alguma desconcentração, que o Benfica ia aproveitando. Porém, nos minutos finais do primeiro tempo, o Basileia voltou a adquirir alguma preponderância, com jogadas de perigo, a obrigar Artur Moraes a mostrar a sua atenção, pelo menos por duas ocasiões. Já mesmo a findar a metade inicial, o Benfica disporia de excelente oportunidade, não concretizada por Gaitán.
No reinício, o Benfica retomaria uma toada mais segura, sem descurar o ataque, com Emerson a não conseguir finalizar da melhor forma uma soberana ocasião de golo, em que, embora um pouco descaído sobre a esquerda, surgiu isolado face ao guardião adversário.
Com o jogo repartido, o Basileia procurava insistir na busca do ataque, mas o Benfica não desarmava no contra-ataque. Até que, aos 75 minutos, Óscar Cardozo, acabado de entrar em campo, converteu de forma exímia um livre directo, com a bola rasteira, colocando o Benfica a vencer por 2-0, o que lhe conferia uma margem confortável para gerir no derradeiro quarto de hora.
E, a cada nova iniciativa suíça capaz de levar o perigo até à área benfiquista, lá estava, ou uma defesa bastante unida, ou, em última instância, Artur Moraes, sempre bastante concentrado, somando uma mão cheia de boas defesas na partida, mantendo a sua baliza inviolável.
Com duas vitórias consecutivas em outros tantos jogos fora de casa, o Benfica culmina da melhor forma uma difícil primeira volta na liderança do Grupo, com vantagem directa sobre o que se antevê possa ser o principal rival na disputa do apuramento, precisamente o adversário desta noite (que receberá na próxima jornada, no Estádio da Luz), posicionando-se numa situação privilegiada para atingir esse objectivo.
Mundial de Râguebi – 1/2 Finais
15.10.11 – País Gales – França – 8-9
16.10.11 – Austrália – N. Zelândia – 6-20
Num jogo sem vencedor antecipado, em que a incerteza sobre o seu desfecho se manteve até ao último segundo, a França – que sofrera já, neste Mundial, a histórica humilhação de ser derrotada frente a Tonga -, reagindo da melhor forma, beneficiando de três pontapés bem direccionados do luso descendente Morgan Parra, garante a presença na Final do Mundial (proeza que alcança pela terceira vez no seu historial, depois das finais perdidas de 1987 e 1999), na qual representará o hemisfério Norte.
O País de Gales entrou melhor no jogo, conseguindo, logo aos 8 minutos, beneficiando de uma penalidade, colocar-se em vantagem, por 3-0. Com o jogo muito disputado, até final da primeira parte – e não obstante um cartão vermelho para o galês Sam Warburton, logo aos 19 minutos, reduzindo a sua equipa a 14 elementos para todo o tempo remanescente da partida -, a contagem apenas se alteraria na sequência de duas outras penalidades, aos 22 e 35 minutos, ambas a favorecer a França, colocando os gauleses em vantagem por 6-3.
Diferença que seria ampliada, aos 51 minutos, para 9-3. O jogo ficaria “ao rubro” aos 59 minutos, quando o País de Gales, alcançando finalmente o primeiro (e que viria a ser o único) ensaio desta partida, por intermédio de Mike Phillips, reduziu para a margem mínima de 8-9 (não tendo contudo conseguido converter o respectivo pontapé aos postes, o que poderia ter sido decisivo).
Nos derradeiros 20 minutos, os galeses colocaram forte pressão, em busca da inversão do resultado, assumindo o domínio do jogo, mas não tiveram a felicidade pelo seu lado, tendo falhado, no total, três penalidades, uma delas, com a bola a passar ligeiramente por baixo do poste, a escassos três minutos do final.
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No outro encontro das 1/2 Finais, a Nova Zelândia terá tido porventura a sua grande “prova de fogo” – que viria a superar com grande naturalidade e surpreendente facilidade – a caminho da conquista do anunciado título de Campeã Mundial.
E, entrando de rompante, de imediato tratou de obter uma vantagem que a pusesse a coberto de qualquer eventual sobressalto: um ensaio logo aos 6 minutos, e uma penalidade aos 13 minutos, colocaram o marcador nuns confortáveis 8-0.
A Austrália ainda reagiria, reduzindo, aos 16 minutos, para 3-8. Porém, um pontapé de ressalto, bem direccionado aos postes, reporia a diferença, passando a contagem para 11-3, com apenas 22 minutos decorridos. Até final do primeiro tempo, a dinâmica de jogo não se alteraria, com os australianos a conseguirem também pontuar por via de um pontapé de ressalto (32 minutos), mas os neo-zelandeses a fixarem o resultado em 14-6, com nova penalidade.
Com uma segunda parte mais calma, a Nova Zelândia dilataria ainda a vantagem, para 17-6, na conversão de mais uma penalidade, logo a abrir, aos 43 minutos. Até final, aos “all blacks” bastar-lhes-ia gerir, de forma tranquila, o resultado, que acabariam por fixar, a oito minutos do fim, num tão severo como justo 20-6, confirmando a notória superioridade neo-zelandesa.
O destaque da partida vai, para além do único ensaio, concretizado por Ma’a Nonu, para Piri Weepu, com 4 pontapés transformados, proporcionando 12 decisivos pontos à sua equipa, sem esquecer Cory Jane, eleito o melhor jogador do encontro, graças à forma como soube controlar as tentativas de reacção da equipa australiana.
Fica assim agendada para o próximo domingo, dia 23, a grande Final, entre Nova Zelândia e a França, uma reedição do encontro decisivo do primeiro Mundial, disputado em 1987, num reencontro entre as duas selecções, depois da clara vitória dos neo-zelandeses (37-17) na fase de grupos da presente competição.
Euro-2012 – Sorteio do “Play-off”
Realizou-se hoje em Cracóvia, Polónia, o sorteio dos jogos do play-off de apuramento para o Campeonato da Europa de Futebol de 2012, com o seguinte alinhamento (1ª mão a 11 e 12 de Novembro; 2ª mão a 15 de Novembro):
Turquia – Croácia
Estónia – Irlanda
R. Checa – Montenegro
Bósnia-Herzegovina – Portugal
Portugal necessitará apenas de confirmar em campo o favoritismo que lhe é atribuído, novamente frente à Bósnia-Herzegovina (que quase afastou a França do apuramento directo, terminando a fase de grupos apenas com 1 ponto a menos que os gauleses), tal como ocorreu há dois anos, no apuramento para o Mundial 2010 (então com duas vitórias da selecção portuguesa, ambas por 1-0).



