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"A BELA ADORMECIDA"
A Companhia de Ballet da Grande Ópera de Kazen (Rússia) – um corpo de baile com 60 dançarinos – apresenta “A Bela Adormecida”, história baseada num conto dos Irmãos Perrault, do século XVIII, interpretado por Tchaikovsky.
Hoje e amanhã no Coliseu do Porto; dia 13 no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz; dias 15 a 18 no Coliseu dos Recreios em Lisboa.
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"OS MELHORES FILMES DE SEMPRE"
1 – Godfather, The (1972)
2 – Shawshank Redemption, The (1994)
3 – Godfather: Part II, The (1974)
4 – Lord of the Rings: The Return of the King, The (2003)
5 – Lord of the Rings: The Two Towers, The (2002)
6 – Schindler’s List (1993)
7 – Casablanca (1942)
8 – Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring, The (2001)
9 – Shichinin no samurai (1954)
10 – Star Wars (1977)
11 – Citizen Kane (1941)
12 – One Flew Over the Cuckoo’s Nest (1975)
13 – Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (1964)
14 – Rear Window (1954)
15 – Star Wars: Episode V – The Empire Strikes Back (1980)
16 – Raiders of the Lost Ark (1981)
17 – Memento (2000)
18 – Usual Suspects, The (1995)
19 – Pulp Fiction (1994)
20 – North by Northwest (1959)
21 – Fabuleux destin d’Amélie Poulain, Le (2001)
22 – 12 Angry Men (1957)
23 – Psycho (1960)
24 – Lawrence of Arabia (1962)
25 – Buono, il brutto, il cattivo, Il (1966)
Esta a classificação (actual) dos 25 melhores filmes de sempre, da IMDb.com (The Internet Movie Database), resultado da “votação” de mais de uma centena de milhar de “amantes do cinema” (uma votação dinâmica, em que você pode também participar…), todos eles com uma “nota” igual ou superior a 8,5 (num máximo de 10).
Para além dos “clássicos” Casablanca e Citizen Kane (respectivamente 7º e 11º), surgem muito bem posicionados os “Padrinho” (1º e 3º) e os “Senhor dos Anéis” (4º, 5º e 8º); os “Star Wars” bisam também as nomeações (10º e 15º).
Posicionados até ao 100º lugar, destacam-se ainda, nomeadamente: O Silêncio dos Inocentes (26º); American Beauty (29º); The Matrix (32º); Apocalypse Now (33º); Taxi Driver (37º); Singin’ in the Rain (47º); A Ponte do Rio Kwai (51º); Seven (53º); Saving Private Ryan (55º); O Feiticeiro de Oz (59º); Alien (61º); A Vida É Bela (65º); 2001: Odisseia no Espaço (68º); Laranja Mecânica (72º); Amadeus (74º); Tubarão (76º); Tempos Modernos (78º); O Sexto Sentido (83º); Blade Runner (88º); City Lights (96º); e, na 100ª posição, Notorious.
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MARCEL MARCEAU NO CCB
Aos 80 anos, o maior mimo do mundo regressa a Portugal. Marcel Marceau apresenta hoje, no Centro Cultural de Belém, em duas sessões (às 17 e 21.30 horas), a “arte mágica” da pantomina, despertando o riso, a par de momentos de melancolia, com a sua mímica, que caracteriza como a “arte do sonho, do silêncio e da poesia”.
P. S. Imperdível hoje (como sempre…) a “Grande Reportagem” que, num diferente exercício de “antecipação”, nos apresenta “As figuras do ano para 2004”.
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"MANOBRAS DE DIVERSÃO"
Bem sei que já todos estarão devidamente informados, pelo Desblogueador de Conversa, Desejo Casar ou Dicionário do Diabo, mas, de qualquer forma, aqui fica também a nota:
As Produções Fictícias apresentam as “Manobras de diversão”: “O Espírito de Natal”, “Não Há Crise” e “Fechado para Férias” – “Manobras Completas”.
São 8 espectáculos, na sala principal do Teatro de São Luís (bilhetes pelo telefone 21 325 76 50), a partir de hoje e até 31 de Dezembro, com Bruno Nogueira, Carla Salgueiro, Manuel Marques, Marco Horácio, Sandra Celas, Sofia Grillo e Ana Ribeiro.
A encenação e direcção de actores é de Marco Horácio, com Sónia Aragão; os textos são de Luís Filipe Borges, Maria João Cruz, Nuno Artur Silva, Nuno Costa Santos e Patrícia Castanheira.
Sempre às 21 horas, excepto nos dias 21 e 28 (às 16 horas) e no dia 31 (às 22 horas, seguido de “Festa de Réveillon”).
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"LES GALAPIATS"
Provavelmente, este nome não dirá nada a (quase) ninguém.
Mas, se eu vos falar em “PEQUENOS VAGABUNDOS“, será que se “acende uma luzinha”?
É verdade, regressando à “nostalgia”, esta foi uma série televisiva de culto na segunda metade da década de 70, dirigida a um público (então) juvenil, que, penso eu, terá marcado toda uma geração, numa época de “inocência e pureza”.
No coração das Ardenas belgas, sete adolescentes descobrem um castelo; de imediato, interrogam-se sobre o seu estranho aspecto, decidindo partir à descoberta do mistério.
O tesouro deste “Castelo-Sem-Nome” marcou a minha memória nesses já distantes anos 70. Aliás, de nós rapazes (vá lá, façam um esforço de memória…), quem não estava “apaixonado” pela Marion? (Quem disser que não, mente…).
Ora, vem isto tudo a propósito de quê? A RTBF (televisão belga) acaba de retransmitir (30 anos depois!) – enquadrada na comemoração do seu cinquentenário – a série “Os Pequenos Vagabundos”, entretanto também disponibilizada numa versão em DVD (com um preço módico: os 8 episódios da série, em 2 DVD’s por apenas 30 euros! – versão original em francês, não legendada…).
Será que a televisão portuguesa (por exemplo, a SIC RADICAL…) poderia lembrar-se de nos trazer esta memória?…
Alguém se recordava disto?
P. S. Podem encomendar os DVD, neste endereço (já recebi ontem os meus)… e relembrar a música da série.
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MONGÓLIA – BERNARDO CARVALHO
“As estradas da Mongólia na realidade são pistas que o motorista tem que decifrar entre dezenas de outras, são marcas de pneus em campos de pedras, desertos e estepes”; esta é uma frase de “Mongólia”, novo romance de Bernardo Carvalho, resultado de dois meses que o escritor brasileiro passou naquele país e de 5 000 quilómetros de viagem, com uma bolsa oferecida pela editora portuguesa “Livros Cotovia” e pela Fundação Oriente.
Num estilo que mistura o “suspense” dos policiais às narrativas de viagem, o autor cruza as histórias de três personagens: o narrador principal, ex-embaixador brasileiro na China, relatando, a partir dos diários que lhe foram entregues, a viagem feita por um diplomata (“O Ocidental”), na procura de “O Desaparecido”, um fotógrafo desaparecido nos Montes Altaj, na Mongólia.
A trama narrativa serve também de pretexto para descrever paisagens e mosteiros budistas, registando ainda aspectos da cultura de um povo distante, num país “diferente”, resultado de uma complexa combinação de nomadismo, budismo e comunismo, alternando tempestades de areia e de neve, desertos e estepes; ao mesmo tempo, vai “aguçando” a curiosidade do leitor que, apenas no final, pode compreender a relação que liga os três homens.
“A repetição é a condição de sobrevivência. É essa também a cultura dos nómadas. Apesar da aparência de deslocamento e de uma vida em movimento, fazem sempre os mesmos percursos, voltam sempre aos mesmos lugares, repetem sempre os mesmos hábitos”.
A determinada altura, “O Ocidental” desespera: “Não sei o que estou a fazer aqui. Não faço a menor ideia de como poderei encontrar o rapaz. É como se estivesse a procurar no planeta errado”.
O autor procura explorar a ambiguidade na relação entre ficção e realidade, integrando no livro experiências pessoais da sua viagem, assim como amplas “dissertações” sobre a história e religião do país.
Um livro admirável!
P. S. Bernardo Carvalho nasceu em 1960 no Rio de Janeiro, é escritor e jornalista, tendo sido editor do suplemento de ensaios “Folhetim” e correspondente, em Paris e em Nova York, da “Folha de S. Paulo”; destacam-se as seguintes obras: “Aberração”, “Onze”, “Os Bêbados e os Sonâmbulos”, “Teatro”, “As Iniciais”, “Medo de Sade” e “Nove Noites”.
P. S. 2 – É importante assinalar que cheguei até este livro (e até Bernardo Carvalho) “pela mão” do Carlos Vaz Marques e do seu excelente programa “Pessoal… e Transmissível“, numa magnífica entrevista ao autor Bernardo Carvalho – é impressionante a preparação que faz nas suas entrevistas, com um enorme “trabalho de casa”, que as transforma em “conversas intimistas”, possibilitando uma “libertação” total da parte do entrevistado. Este sim, é um verdadeiro “serviço público”, divulgando o que de melhor vai surgindo em Portugal e no Mundo! Vale a pena sintonizar a TSF, de Segunda a Sexta, ao fim da tarde, depois das notícias das 19 horas!
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OS IMORTAIS
O último filme de António Pedro Vasconcelos conta uma história que vai para além da guerra colonial que continua a pairar na mente de um grupo de ex-comandos, que, na Lisboa de 1985, comemoram os feitos do Ultramar, ao mesmo tempo que planeiam assaltos a bancos, reflexo de quanto a guerra condicionou a sua (re)integração na sociedade.
Nicolau Breyner tem aqui o .papel da sua vida., como inspector Malarranha, que vai cruzar-se com esse grupo de quatro guerreiros, fixando-se neles, quer por empatia com a tragédia, quer pela admiração / voyeurismo de um determinado tipo de heroísmo, ao mesmo tempo que forma, por outro lado, um comovente casal com Filó (Paula Mora), num amor triste…
P. S. Novos agradecimentos, ao The Serendipitous Cacophonies e ao Pick Pocket.
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75 ANOS DO RATO MICKEY
Foi no dia 18 de Novembro de 1928, que foi exibido pela primeira vez .Steamboat Willie., em que surgiu como personagem principal Mickey Mouse (que, no entanto, aparecera já no ano anterior em duas curtas-metragens quase desconhecidas), nascendo assim um dos mais populares heróis do cinema de animação (viria a ser .protagonista. em mais de 130 filmes), logo .exportado. para a banda desenhada, na imprensa, a partir de 1930, originando, no ano seguinte, a primeira edição em livro, depois imensamente.propagada., ao longo de décadas, em incontáveis revistas.
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"T DE LEMPICKA" – FATIAS DE CÁ
No cenário único do Convento de Cristo em Tomar, até ao mês de Dezembro, Carlos Carvalheiro e o seu grupo “FATIAS DE CÁ”, leva à cena a peça teatral “T de Lempicka”; todos os sábados, às 19h18 (!).
Em 1927, a pintora polaca Tamara de Lempicka visita Itália a convite do intelectual italiano Gabriele d’Annunzio, para lhe pintar o seu retrato, mas d’Annunzio só pensa em seduzi-la.
Estamos em Itália, em pleno regime fascista de Mussolini e vamos ser recebidos como convidados na casa de Gabriele d’Annunzio, repleta de intrigas politicas e sexuais, provocando a chegada de Tamara resultados “explosivos”.
Pode acompanhar a acção de sala em sala e partilhar de um jantar-buffet enquanto revive a Itália dos anos 20. O público observa a acção da peça seguindo os actores que entram e saem das diversas salas do Claustro dos Corvos no Convento de Cristo, pelo que, cada espectador pode escolher a “peça” que quer ver.
Na primeira sala encontramos Aldo Finzi, polícia fascista, por quem temos de passar para carimbar o nosso passaporte e validar a entrada na casa.
Feitas as apresentações e conhecidas todas as personagens (hóspedes e criados de d’Annunzio), teremos de optar quem vamos seguir para o cenário seguinte: Emilia Pavese, a criada ladra de d’Annunzio; Luisa Baccara, célebre pianista; Aélis Mazoyer, a governanta; ou aguardar com Gabrielle d’Annunzio, na sala inicial, a chegada da pintora Tamara Lempicka – que logo abandonam a sala, deslocando-se para o quarto.
De sala em sala, a trama vai-se desenrolando até ao seu final inesperado, entre segredos, sonhos e traições.
Aproveite ainda a deslocação para visitar a bela cidade dos Templários!
P. S. Que extraordinário seria se a companhia de teatro FATIAS DE CÁ – que tem como curioso lema “Não resistimos a uma ideia nova nem a um vinho velho” – conseguisse levar por diante a ideia de encenar, também no Convento de Cristo, “O Nome da Rosa”, de (e com a participação de) Umberto Eco…
P. S. 2 – Obrigado ao Carlos Vaz Marques, pela divulgação que proporciona com as suas entrevistas no Pessoal e… Transmissível.
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QUEBRA-NOZES
No Coliseu dos Recreios de Lisboa, de 11 a 16 de Novembro; no Coliseu do Porto, de 19 a 22 de Novembro, .Quebra-Nozes., bailado sobre o gelo, pela companhia russa do St. Petersburg State Ballet on Ice, combinando a dança clássica com a patinagem no gelo.
Com base num conto de Hoffman, Tchaikowsy compôs a música para este bailado, sempre revisitado na época do Natal e que completa a .mágica. trilogia do Bailado Romântico, com .O Lago dos Cisnes. e .A Bela Adormecida..
A história, que revive desde 1892, centra-se numa menina de nome Clara que, no Natal, recebe de presente um quebra-nozes que a vai transportar a um mundo mágico.
P.S. Mais agradecimentos, ao Mata-mouros, Sobre tudo e Ter Voz.
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