Mundial 2026 – Final – Espanha – Argentina
19 Julho, 2026 at 11:02 pm Deixe um comentário
0-0 (1-0 a.p.)
Unai Simón, Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte (99m – Eric García), Marc Cucurella, Rodrigo “Rodri” Hernández (99m – Martín Zubimendi), Fabián Ruiz (62m – Pedro “Pedri” González), Lamine Yamal, Daniel “Dani” Olmo (75m – Mikel Merino), Alejandro “Álex” Baena (75m – Nicholas “Nico” Williams) e Mikel Oyarzabal (62m – Ferran Torres)
Emiliano Martínez, Gonzalo Montiel (58m – Nahuel Molina), Cristian Romero (70m – Facundo Medina), Lisandro Martínez (44m – Nicolás Otamendi), Nicolás Tagliafico, Rodrigo de Paul (70m – Giuliano Simeone), Enzo Fernández, Alexis Mac Allister, Nicolás “Nico” González (45m – Leandro Paredes), Lionel Messi e Julián Álvarez (102m – Marcos Senesi)
1-0 – Ferran Torres – 106m
Cartões amarelos – Lisandro Martínez (41m), Leandro Paredes (52m), Enzo Fernández (82m), Cristian Romero (90m+2 – fora de campo) e Alexis Mac Allister (111m)
Cartão vermelho – Enzo Fernández (90m+3)
Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)
MetLife Stadium, East Rutherford – New York City (15h00 / 20h00)
Foi uma Final de sentido único, em que a Argentina se notabilizou pelo facto de ser a primeira selecção finalista de um Mundial a não conseguir, sequer, um único remate à baliza nos noventa minutos!
Os números não dizem tudo, mas são bem eloquentes: depois de a Espanha ter chegado a uma contagem de 20-0 em remates, a formação sul-americana registaria, enfim, só nos minutos finais do prolongamento, já em desespero, dois remates (pese embora nenhum deles enquadrado com a baliza, em que a estatística final foi de 12-0).
Mais, até aos últimos dez minutos do tempo regulamentar, os dados de “Golos esperados” apontavam, de forma incrível, para um rotundo e absolutamente nulo “0,00” (a marca final, a favor da Espanha, seria de 1,94-0,20).
Mas também é verdade que a turma espanhola não potenciou tão grande controlo (66-34% em termos de posse de bola, sendo de mais de 80%, restringindo a observação ao último terço do terreno), com incontáveis passes, de pé para pé, pouco profícuos, apenas tendo sido consideradas quatro “grandes oportunidades”.
O jogo desenrolou-se, sobretudo, na faixa entre a linha de meio-campo e a grande área da Argentina, que tudo procurou fazer para travar as investidas espanholas, muitas vezes recorrendo à agressividade para além das marcas, qual batalha, com destaque para Paredes, que, tendo entrado em campo apenas para a segunda parte, poderia ter sido expulso umas duas vezes…
A Argentina não teve também a fortuna pelo seu lado, com ambos os defesas centrais a terem de ser substituídos por lesão, e, mesmo a findar o tempo regulamentar, ficando em inferioridade numérica, por incontestável expulsão de Enzo Fernández.
Se já assim fora durante a hora e meia, em que se limitara a tentar neutralizar o adversário, adormecer o jogo e perder tempo, na expectativa de um lampejo de Messi – que, desta feita, acabaria por nunca chegar –, tal toada mais se intensificou no prolongamento, nessa fase apostando tudo em levar a decisão para o desempate da marca de grande penalidade.
Só que a Espanha não esteve pelos ajustes, e, logo no minuto inicial da segunda metade do tempo extra, chegou ao tão almejado golo, na sequência de uma jogada de insistência, com um cruzamento bombeado, a cruzar toda a área, com Nico Williams, em esforço, a conseguir ainda o contacto com a bola antes que saísse pela linha final, impulsionando-a, de cabeça, para trás, para o miolo da área, onde surgiu, a rematar de primeira, sem hipóteses para Emiliano Martínez, o “herói” Ferran Torres.
Foi uma magra vitória, mas inquestionavelmente justa, a traduzir também as dificuldades que a Espanha encontrou em materializar o seu futebol. De tal modo que, pese embora o desnível patenteado pelas estatísticas, esteve sempre à mercê de um bambúrrio, de um golo “caído do céu” para a Argentina – ou, mais plausível, de não conseguir evitar a necessidade do desempate por “penalties” –, o que lhe poderia ter custado muito caro.
Já nos últimos cinco minutos do prolongamento, a Argentina teve soberana ocasião para empatar (gorada devido a um remate desastrado, muito por alto), mas tal não traduziria a verdade do jogo, num torneio em que o maior trunfo dos novos Campeões do Mundo foi a sua solidez defensiva, com um único golo consentido nos oito desafios disputados.
Num cômputo geral, tendo eliminado, sucessivamente, Áustria, Portugal, Bélgica, (a favorita) França, e derrotando a Argentina, a Espanha afirmou-se – numa prova em que, numa muita rara sincronia, as grandes individualidades estiveram, quase todas elas, em grande evidência (com destaque para os goleadores: Mbappé, Messi, Haaland, Bellingham, Kane e Dembélé) – como melhor colectivo do Mundo, juntando ao título Europeu que ostentava já, também o título de Campeã Mundial.
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