Mundial 2026 – Colômbia – Portugal
28 Junho, 2026 at 2:28 am Deixe um comentário
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Camilo Vargas, Santiago Arias (87m – Daniel Muñoz), Davinson Sánchez, Jhon Lucumí, Deiver Machado, Jhon Arias (76m – Kevin Castaño), Jefferson Lerma (60m – Richard Ríos), Gustavo Puerta, James Rodríguez (76m – Juan Quintero), Luis Díaz e Jhon Córdoba (60m – Luis Suárez)
Diogo Costa, João Cancelo (45m – Diogo Dalot), Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes (90m – Matheus Nunes), Rúben Neves (45m – João Neves), Vítor Ferreira “Vitinha” (70m – Samuel “Samú” Costa), Pedro Neto, Bruno Fernandes, João Félix (70m – Rafael Leão) e Cristiano Ronaldo
Cartão amarelo – Gustavo Puerta (86m)
Árbitro – Alireza Faghani (Austrália)
Hard Rock Stadium, Miami Gardens (19h30 / 00h30)
Oscilando entre o “8 e o 80”, a imagem que ficou não foi nada boa: bastou o nível de exigência aumentar um pouco e Portugal não logrou estar à altura; estivemos sempre mais perto de perder do que outra coisa.
Se era à equipa portuguesa que competiria ir em busca da vitória, único resultado que lhe serviria para alcançar o 1.º lugar do Grupo, o que se passou dentro de campo foi tudo ao contrário.
Contra a sua suposta matriz e identidade, a selecção nacional não conseguiu ter a bola, voltou a não mostrar qualquer tipo de “futebol associativo”, mais não lhe restando que procurar ir dando alguns esporádicos (mas quase sempre inconsequentes) esticões, pelos flancos.
A Colômbia teve sempre mais iniciativa, maior intensidade e amplo domínio, controlando praticamente todo o jogo, e, por várias ocasiões, ameaçando a baliza, com Diogo Costa com uma “mão cheia” de atentas defesas, a justificar o prémio de “Homem do jogo” (isto para além das vezes em que os defesas centrais tiveram que intervir qual “pronto socorro”).
As raras excepções ocorreram num curto período, após a pausa a meio da primeira parte, em que a turma portuguesa terá tido um par de oportunidades, mas que não materializou em golo. Fora isso, a sensação foi de que a equipa esteve ausente do jogo, como que adormecida, conformada com o resultado e consequente ordenação da tabela classificativa.
Na segunda metade, em especial na fase final, após as substituições operadas pelos dois responsáveis técnicos, o desequilíbrio acentuou-se ainda mais, a favor dos colombianos, que pareciam ter outro tipo de combustível.
Os lances de perigo sucediam-se – por exemplo, pelo benfiquista Richard Ríos, logo depois de ter entrado em campo, a que seguiram algumas outras, quase sempre pelo flanco direito do ataque da Colômbia. Adivinhava-se o golo, o que viria a suceder já em tempo de compensação, invalidado pelo VAR, por milimétrico fora-de-jogo.
O nulo final foi bastante lisonjeiro para a Portugal. Foi um princípio de madrugada muito mal-empregada. A não ser que o grupo português volte a “mudar de cara” (e de atitude, e de um conjunto de várias outras vertentes) serão mínimas as expectativas para o jogo dos 1/16 avos de final, frente à Croácia.
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