Archive for 25 Outubro, 2020

João Almeida 4.º no “Giro de Itália”


2.º classificado na 1.ª etapa (contra-relógio individual), tendo conquistado a “Maglia Rosa” no final da 3.ª etapa (a 5 de Outubro), que ostentou até à 18.ª etapa (a 22 de Outubro), o fantástico desempenho do jovem (22 anos) ciclista português João Almeida – na estreia em provas de três semanas – foi uma das grandes sensações desta edição do “Giro de Itália”, apontando um promissor futuro.

Mas, para além de João Almeida, outro português brilhou ao mais alto nível, nas montanhas transalpinas, com Rúben Guerreiro a sagrar-se vencedor do Prémio da Montanha, ostentando a correspondente camisola azul, um inédito feito histórico, numa das principais provas de ciclismo do Mundo, tendo, adicionalmente, vencido uma etapa.

Numa prova em que os dois primeiros classificados chegaram ao contra-relógio final, na derradeira etapa, empatados em termos de tempo, fica ainda a curiosidade de o vencedor não ter envergado, durante todo o percurso, a “camisola rosa”.

Classificação geral final:

1.º Tao Geoghegan Hart (Reino Unido) – Ineos Grenadiers – 85h 40′ 21”
2.º Jai Hindley (Austrália) – Team Sunweb – a 00′ 39”
3.º Wilco Kelderman (Holanda) – Team Sunweb – a 01′ 29”
4.º João Almeida (Portugal) – Deceuninck-Quick-Step – a 02′ 57”
5.º Pello Bilbao (Espanha) – Bahrain-McLaren – a 03′ 09”
6.º Jakob Fuglsang (Dinamarca) – Astana Pro Team – a 07′ 02”
7.º Vincenzo Nibali (Itália) – Trek Segafredo – a 08′ 15”
8.º Patrick Konrad (Austria) – Bora-Hansgrohe – a 08′ 42”
9.º Fausto Masnada (Itália) – Deceuninck-Quick-Step – a 09′ 57”
10.º Hermann Pernsteiner (Austria) – Bahrain-McLaren – a 11′ 05”

33.º Rúben Guerreiro (Portugal) – EF – Pro Cycling – a 1h 58′ 58”

É a seguinte a lista completa dos vencedores da “Volta à Itália”:

  • 5 vitórias – Alfredo Binda (1925, 1927, 1928, 1929 e 1933); Fausto Coppi (1940, 1947, 1949, 1952 e 1953); e Eddy Merckx (1968, 1970, 1972, 1973 e 1974)
  • 3 vitórias – Giovanne Brunero (1921, 1922 e 1926); Gino Bartali (1936, 1937 e 1946); Florenzo Magni (1948, 1951 e 1955); Felice Gimondi (1967, 1969 e 1976); Bernard Hinault (1980, 1982 e 1985)
  • 2 vitórias – Carlo Galetti (1910 e 1911); Costante Girardengo (1919 e 1923); Giovanni Valetti (1938 e 1939); Charly Gaul (1956 e 1959); Jacques Anquetil (1960 e 1964); Franco Balmamion (1962 e 1963); Giuseppe Saronni ((1979 e 1983); Miguel Indurain (1992 e 1993); Ivan Gotti (1997 e 1999); Gilberto Simoni (2001 e 2003); Paolo Salvoldelli (2002 e 2005); Ivan Basso (2006 e 2010);  Alberto Contador (2008 e 2015); Vincenzo Nibali (2013 e 2016)
  • 1 vitoria – Luigi Ganna (1909); Carlo Oriani (1913); Alfonso Calzolari (1914); Gaetano Belloni (1920); Giuseppe Enrici (1924); Luigi Marchisio (1930); Francesco Camusso (1931); Antonio Pesenti (1932); Learco Guerra (1934); Vasco Bergamaschi (1935); Hugo Koblet (1950); Carlo Clerici (1954); Gastone Nencini (1957); Ercole Baldini (1958); Arnaldo Pambianco (1961); Vittorio Adorni (1965); Gianni Motta (1966); Gösta Pettersson (1971); Fausto Bertoglio (1975); Michel Pollentier (1977); Johan De Muynck (1978); Giovanni Battaglin (1981); Francesco Moser (1984); Roberto Visentini (1986); Stephen Roche (1987); Andrew Hampsten (1988); Laurent Fignon (1989); Gianni Bugno (1990); Franco Chioccioli (1991); Evgeni Berzin (1994); Tony Rominger (1995); Pavel Tonkov (1996); Marco Pantani (1998); Stefano Garzelli (2000); Damiano Cunego (2004), Danilo Di Luca (2007); Denis Menchov (2009); Michele Scarponi (2011); Ryder Hesjedal (2012); Nairo Quintana (2014); Tom Dumoulin (2017); Chris Froome (2018); Richard Carapaz (2019); Tao Geoghegan Hart (2020)

25 Outubro, 2020 at 4:39 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 3ª Jornada

(“O Templário”, 22.10.2020)

À terceira jornada, subsiste apenas uma equipa com o pleno de vitórias, feito ainda de maior relevo por ter sido alcançado com dois triunfos em terreno alheio, incluindo uma goleada em Ferreira do Zêzere e, principalmente, o êxito obtido nesta ronda, no reduto de um dos principais candidatos (Mação); o Abrantes e Benfica lidera, pois, destacado – e, nesta altura ainda tão prematura, já com seis pontos de vantagem sobre concorrentes como U. Tomar, Cartaxo e Mação (pese embora os dois primeiros terem um jogo em atraso, em ambos os casos ante o Moçarriense).

Destaques – Efectivamente, o grande realce da jornada vai para a vitória dos abrantinos em Mação, por tangencial 1-0, numa afirmação de solidez competitiva, perante um adversário que, ao invés – e depois de entrar a golear (8-0) – somou dois desaires algo imprevistos, sobretudo por terem sido sucessivos, perante dois rivais directos (Fazendense e Abrantes e Benfica).

Com um bom arranque de campeonato continua o recém-promovido Alcanenense, com um grupo jovem, mas promissor, que, recebendo o 2.º classificado da época passada, Fazendense, averbou uma igualdade a um golo – segundo empate cedido pela formação das Fazendas de Almeirim em outros tantos desafios fora de casa, após o bom triunfo ante o Mação, em casa –, com o conjunto de Alcanena a partilhar agora a vice-liderança com o Samora Correia.

Precisamente, os samorenses, também a surpreender pela positiva, aproveitaram da melhor forma uma sequência de dois encontros no Campo da Murteira, para somar duas vitórias sucessivas: depois da goleada imposta ao U. Tomar, um convincente triunfo, por 3-1, ante o Rio Maior – isto, depois do empate na estreia, em Torres Novas. A par de Abrantes e Benfica, Alcanenense e Fazendense, o Samora Correia completa o quarteto de clubes ainda invictos na presente edição da prova.

O Cartaxo redimiu-se, de alguma forma, da derrota sofrida em Tomar, indo golear a Ferreira do Zêzere, por 4-0, evidenciando, obviamente, que é uma equipa com a qual será necessário contar para disputa dos lugares cimeiros. Ao contrário, os ferreirenses, depois da assinalável vitória averbada em Amiais de Baixo, voltaram a baquear por números muito pesados no seu próprio terreno – com a atenuante possível de, nesses dois jogos, terem defrontado duas das turmas mais poderosas da competição, o actual líder Abrantes e Benfica e o Cartaxo.

Surpresas – Atendendo às dificuldades patenteadas durante a fase de preparação da época, não deixa de ser também surpreendente a campanha positiva que, por ora, o Riachense vai apresentando (contando agora com uma vitória, um empate, ante o Fazendense, e uma derrota, em Abrantes), tendo vencido (1-0) nesta ronda o Amiense, sendo que, por seu lado, o grupo de Amiais de Baixo somou dois penalizadores desaires sucessivos com que, certamente, não contava.

Após uma entrada em prova com um resultado muito negativo (goleada sofrida em casa, frente ao Alcanenense), o Glória do Ribatejo – que surpreendera, na passada semana, ao derrotar o conceituado Coruchense – voltou a ir buscar um ponto a Torres Novas (que, para já, vai registando um desempenho sofrível no campeonato), empatando a duas bolas (depois de, na época passada, ali ter averbado igualdade a um tento.

Confirmação – O Coruchense aproveitou a recepção ao debutante Entroncamento (que somou terceira derrota, tendo acumulado já 13 golos sofridos, não tendo ainda conseguido estrear-se a marcar) para “curar as feridas” do desaire sofrido na semana anterior na Glória; venceu por inequívoca marca de 3-0, instalando-se na 4.ª posição, a um ponto do par que reparte o 2.º posto, a três pontos do guia.

O oitavo encontro calendarizado para esta 3.ª jornada, entre U. Tomar e Moçarriense foi adiado, para 28 de Outubro, ainda em função do caso positivo relacionado com o COVID-19 no grupo da Moçarria.

II Divisão Distrital – Com duas rondas disputadas no escalão secundário, são quatro os clubes só com vitórias: a Norte, somente o Espinheirense, já líder isolado; a Sul, Forense, Benavente e Salvaterrense partilham a liderança.

Destacam-se, principalmente, os seguintes desfechos, nas partidas de maior aliciante: a goleada de 5-1 aplicada pelo Espinheirense ao Aldeiense; e as igualdades a dois golos no Caxarias-At. Ouriense e no Fátima-Tramagal, na série A; o tangencial triunfo (2-1) do Benavente, na recepção ao Marinhais, num embate entre dois dos candidatos aos lugares de topo na série B.

Campeonato de Portugal – Continuam a ser muito “cinzentas” as nuvens que pairam sobre os clubes representantes do Distrito, com um difícil arranque competitivo neste escalão (tal como evidenciado, igualmente, nos desafios da Taça de Portugal): três jogos, três desaires, nesta jornada 3: o U. Santarém estreou-se na prova, com uma categórica derrota, por 3-0, em Alverca, um dos concorrentes com maiores ambições na série F; o Fátima (SAD) foi contemplado com igual marca em Loures; o U. Almeirim, menos mal, perdeu por tangencial 1-0 em Pêro Pinheiro.

Na classificação, só os almeirinenses somaram pontos (3), com os escalabitanos ainda a zero, e, o Fátima, inclusivamente, por agora, com pontuação negativa (- 3 pontos), dada a falta de comparência na jornada inaugural. Sacavenense e Alverca, ambos apenas com dois jogos realizados, são os únicos só com vitórias.

Antevisão – A 4.ª jornada da I Divisão Distrital oferece-nos alguns desafios que se perspectivam de forte interesse: desde logo, o confronto entre Fazendense e Coruchense (2.º e 3.º classificados no interrompido campeonato precedente), assim como, também, o Abrantes e Benfica-Alcanenense, ou o Amiense-Mação, com os dois emblemas a pretenderem rectificar a má imagem deixada nas duas rondas anteriores. Por seu lado, o U. Tomar enfrenta mais um importante teste, com uma sempre difícil deslocação a Rio Maior.

No escalão secundário, destacam-se o Fátima-Espinheirense, Tramagal-At. Ouriense, Forense-Benavente e Benfica do Ribatejo-Salvaterrense.

Já no âmbito nacional, o Fátima-Alverca foi adiado, cabendo ao U. Almeirim e ao U. Santarém receberem, respectivamente, o Caldas (actual 3.º classificado) e o 1.º Dezembro (8.º lugar).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Outubro de 2020)

25 Outubro, 2020 at 11:00 am Deixe um comentário


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