Archive for Julho, 2020

COVID-19 – Evolução no mês de Julho

COVID-19 - Casos acumulados e Casos activos
Dados Boletim DGS - Julho
Evolução mensal
COVID-19 - Média móvel 7 dias - Julho
COVID-19 - Internados - Março / Julho

31 Julho, 2020 at 3:25 pm Deixe um comentário

I Liga / I Divisão – Historial de lugares de honra

 Época    Campeão           2º           3º           4º 
2019-20   FC Porto     Benfica      Sp. Braga    Sporting     
2018-19   Benfica      FC Porto     Sporting     Sp. Braga
2017-18   FC Porto     Benfica      Sporting     Sp. Braga
2016-17   Benfica      FC Porto     Sporting     V. Guimarães
2015-16   Benfica      Sporting     FC Porto     Sp. Braga  
2014-15   Benfica      FC Porto     Sporting     Sp. Braga 
2013-14   Benfica      Sporting     FC Porto     Estoril      
2012-13   FC Porto     Benfica      P. Ferreira  Sp. Braga
2011-12   FC Porto     Benfica      Sp. Braga    Sporting
2010-11   FC Porto     Benfica      Sporting     Sp. Braga
2009-10   Benfica      Sp. Braga    FC Porto     Sporting
2008-09   FC Porto     Sporting     Benfica      Nacional
2007-08   FC Porto     Sporting     V. Guimarães Benfica
2006-07   FC Porto     Sporting     Benfica      Sp. Braga
2005-06   FC Porto     Sporting     Benfica      Sp. Braga
2004-05   Benfica      FC Porto     Sporting     Sp. Braga
2003-04   FC Porto     Benfica      Sporting     Nacional
2002-03   FC Porto     Benfica      Sporting     V. Guimarães
2001-02   Sporting     Boavista     FC Porto     Benfica
2000-01   Boavista     FC Porto     Sporting     Sp. Braga
1999-00   Sporting     FC Porto     Benfica      Boavista
1998-99   FC Porto     Boavista     Benfica      Sporting
1997-98   FC Porto     Benfica      V. Guimarães Sporting
1996-97   FC Porto     Sporting     Benfica      Sp. Braga
1995-96   FC Porto     Benfica      Sporting     Boavista
1994-95   FC Porto     Sporting     Benfica      V. Guimarães
1993-94   Benfica      FC Porto     Sporting     Boavista
1992-93   FC Porto     Benfica      Sporting     Boavista
1991-92   FC Porto     Benfica      Boavista     Sporting
1990-91   Benfica      FC Porto     Sporting     Boavista
1989-90   FC Porto     Benfica      Sporting     V. Guimarães
1988-89   Benfica      FC Porto     Boavista     Sporting
1987-88   FC Porto     Benfica      Belenenses   Sporting
1986-87   Benfica      FC Porto     V. Guimarães Sporting
1985-86   FC Porto     Benfica      Sporting     V. Guimarães
1984-85   FC Porto     Sporting     Benfica      Boavista
1983-84   Benfica      FC Porto     Sporting     Sp. Braga
1982-83   Benfica      FC Porto     Sporting     V. Guimarães
1981-82   Sporting     Benfica      FC Porto     V. Guimarães
1980-81   Benfica      FC Porto     Sporting     Boavista
1979-80   Sporting     FC Porto     Benfica      Boavista
1978-79   FC Porto     Benfica      Sporting     Sp. Braga
1977-78   FC Porto     Benfica      Sporting     Sp. Braga
1976-77   Benfica      Sporting     FC Porto     Boavista
1975-76   Benfica      Boavista     Belenenses   FC Porto
1974-75   Benfica      FC Porto     Sporting     Boavista
1973-74   Sporting     Benfica      V. Setúbal   FC Porto
1972-73   Benfica      Belenenses   V. Setúbal   FC Porto
1971-72   Benfica      V. Setúbal   Sporting     CUF
1970-71   Benfica      Sporting     FC Porto     V. Setúbal
1969-70   Sporting     Benfica      V. Setúbal   Barreirense
1968-69   Benfica      FC Porto     V. Guimarães V. Setúbal
1967-68   Benfica      Sporting     FC Porto     Académica
1966-67   Benfica      Académica    FC Porto     Sporting
1965-66   Sporting     Benfica      FC Porto     V. Guimarães
1964-65   Benfica      FC Porto     CUF          Académica
1963-64   Benfica      FC Porto     Sporting     V. Guimarães
1962-63   Benfica      FC Porto     Sporting     Belenenses
1961-62   Sporting     FC Porto     Benfica      CUF
1960-61   Benfica      Sporting     FC Porto     V. Guimarães
1959-60   Benfica      Sporting     Belenenses   FC Porto
1958-59   FC Porto     Benfica      Belenenses   Sporting
1957-58   Sporting     FC Porto     Benfica      Belenenses
1956-57   Benfica      FC Porto     Belenenses   Sporting
1955-56   FC Porto     Benfica      Belenenses   Sporting
1954-55   Benfica      Belenenses   Sporting     FC Porto
1953-54   Sporting     FC Porto     Benfica      Belenenses
1952-53   Sporting     Benfica      Belenenses   FC Porto
1951-52   Sporting     Benfica      FC Porto     Belenenses
1950-51   Sporting     FC Porto     Benfica      Atlético
1949-50   Benfica      Sporting     Atlético     Belenenses
1948-49   Sporting     Benfica      Belenenses   FC Porto
1947-48   Sporting     Benfica      Belenenses   Estoril
1946-47   Sporting     Benfica      FC Porto     Belenenses        
1945-46   Belenenses   Benfica      Sporting     Olhanense
1944-45   Benfica      Sporting     Belenenses   FC Porto
1943-44   Sporting     Benfica      Atlético     FC Porto
1942-43   Benfica      Sporting     Belenenses   Unidos Lisboa
1941-42   Benfica      Sporting     Belenenses   FC Porto
1940-41   Sporting     FC Porto     Belenenses   Benfica
1939-40   FC Porto     Sporting     Belenenses   Benfica
1938-39   FC Porto     Sporting     Benfica      Belenenses
1937-38   Benfica      FC Porto     Sporting     Carcavelinhos
1936-37   Benfica      Belenenses   Sporting     FC Porto
1935-36   Benfica      FC Porto     Sporting     Belenenses
1934-35   FC Porto     Sporting     Benfica      Belenenses

Resumo:

– Benfica – 37 vezes Campeão / 29 vezes 2º / 15 vezes 3º / 4 vezes 4º classificado
– FC Porto – 29 vezes Campeão / 27 vezes 2º / 13 vezes 3º / 11 vezes 4º classif.
– Sporting – 18 vezes Campeão / 21 vezes 2º / 29 vezes 3º / 13 vezes 4º classif.
– Belenenses – 1 vez Campeão / 3 vezes 2º / 14 vezes 3º / 9 vezes 4º classificado
– Boavista – 1 vez Campeão / 3 vezes 2º / 2 vezes 3º / 10 vezes 4º classificado
– V. Setúbal – 1 vez 2º / 3 vezes 3º / 2 vezes 4º classificado
– Sp. Braga – 1 vez 2º / 2 vezes 3º / 14 vezes 4º classificado
– Académica – 1 vez 2º / 2 vezes 4º classificado
– V. Guimarães – 4 vezes 3º / 10 vezes 4º classificado
– Atlético – 2 vezes 3º / 1 vez 4º classificado
– CUF – 1 vez 3º / 2 vezes 4º classificado
– Paços Ferreira – 1 vez 3º classificado
– Nacional – 2 vezes 4º classificado
– Estoril – 2 vezes 4º classificado
– Barreirense – 1 vez 4º classificado
– Olhanense – 1 vez 4º classificado
– Unidos Lisboa – 1 vez 4º classificado
– Carcavelinhos – 1 vez 4º classificado

26 Julho, 2020 at 9:48 pm Deixe um comentário

I Liga – 2019-20 – Classificação final

     Equipa             J     V     E     D    GM   GS     P
 1.º FC Porto          34    26     4     4    74 - 22    82
 2.º Benfica           34    24     5     5    71 - 26    77
 3.º Sp. Braga         34    18     6    10    61 - 40    60
 4.º Sporting          34    18     6    10    49 - 34    60
 5.º Rio Ave           34    15    10     9    48 - 36    55
 6.º Famalicão         34    14    12     8    53 - 51    54
 7.º V. Guimarães      34    13    11    10    53 - 38    50
 8.º Moreirense        34    10    13    11    42 - 44    43
 9.º Santa Clara       34    11    10    13    36 - 41    43
10.º Gil Vicente       34    11    10    13    40 - 44    43
11.º Marítimo          34     9    12    13    34 - 42    39
12.º Boavista          34    10     9    15    28 - 39    39
13.º Paços Ferreira    34    11     6    17    36 - 52    39
14.º Tondela           34     9     9    16    30 - 44    36
15.º B. SAD            34     9     8    17    27 - 54    35
16.º V. Setúbal        34     7    13    14    27 - 43    34
17.º Portimonense      34     7    12    15    30 - 45    33
18.º D. Aves           34     5     2    27    24 - 68    17

Campeão – FC Porto – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
2.º classificado – Benfica – 3ª eliminatória acesso à Fase Grupos Liga Campeões
3.º classificado – Sp. Braga – Entrada directa na Fase Grupos da Liga Europa
4.º classificado – Sporting – 3ª eliminatória acesso à Fase Grupos Liga Europa
5.º classificado – Rio Ave – 2ª eliminatória acesso à Fase Grupos Liga Europa

Despromovidos – Portimonense e D. Aves
Promovidos – Nacional e Farense

Melhores marcadores:

1. Carlos Vinicius (Benfica) – 18
2. Mehdi Taremi (Rio Ave) – 18
3. Pizzi (Benfica) – 18

Palmarés – Campeões:

Benfica (37) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10; 2013-14; 2014-15; 2015-16; 2016-17; 2018-19

FC Porto (29) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11; 2011-12; 2012-13; 2017-18; 2019-20

Sporting (18) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02

Belenenses (1) – 1945-46

Boavista (1) – 2000-01

26 Julho, 2020 at 9:48 pm Deixe um comentário

Jorge Jesus

A contratação de Jorge Jesus pelo Benfica – cinco anos depois da sua dispensa pela Direcção, por não se enquadrar na estratégia e no projecto do clube – é, de algum modo, como se se estivesse a começar agora a especular na Bolsa, no preciso momento em que as cotações atingiram o pico e, previsivelmente, virão por aí abaixo num futuro próximo; ou, de outra forma, qual jogada de Casino, um “all-in”, apostando todas as fichas numa única opção, na ilusória esperança de vir a ser bafejado com a sorte de um “jackpot”.

Isto numa altura em que o Benfica negociou os termos da contratação em posição de absoluta fraqueza (em desespero, mesmo, numa luta contra o tempo, perante os “nãos” que terá recebido e outras hipóteses irrealistas, de entre nomes como Mauricio Pochettino, Julian Nagelsmann, Massimiliano Allegri, Unay Emery, Leonardo Jardim, Jorge Sampaoli e Marcelo Gallardo, para além do “clássico” José Mourinho – entre tantos outros que foram apontados pela comunicação social como potenciais alvos)…

Em contraponto a um Jorge Jesus no auge do seu valor de mercado, pelo (conjuntural) sucesso obtido no Flamengo, em boa medida fruto de uma enorme discrepância de poderio face à concorrência nacional, e, a nível sul-americano, com bastante felicidade (após ter começado por ganhar o seu grupo de apuramento em igualdade de pontos com o 2.º e 3.º classificados, ainda sob o comando técnico de Abel Braga), desde logo, com um desempate da marca de grande penalidade, nos 1/8 de final, ante o Emelec após comprometedora derrota por 0-2 no Equador, defrontando equipas brasileiras nos 1/4 de final e nas meias-finais, culminando na final ante o River Plate, com a equipa argentina a dominar todo o jogo, acabando por ser inesperadamente derrotada em função de dois golos marcados por Gabriel Barbosa, nos minutos 89 e 92.

Mais do que tudo o resto, o que me intriga é esta crença “irracional” (com muito pouca fundamentação) de que Jesus será o (único) “salvador da Pátria”, quando – até pela experiência anterior de 6 anos (mais 3 no Sporting) – se sabe ter muitas limitações e pontos fracos, que nunca possibilitarão, por exemplo, ter sucesso na Europa, onde, sobretudo na Liga dos Campeões, não deixou de ter alguns desempenhos sofríveis.

A nível nacional, a memória que retenho é que Jesus, de forma sistemática (foi aprendendo com os erros, denotando algumas melhorias em 2013-14 e 2014-15), apostando “cegamente” nos mesmos jogadores, esgotava física e mentalmente as suas equipas (até pela exigência que lhe é commumente reconhecida), que chegavam à fase decisiva das épocas (meses de Março/Abril) já em notório sub-rendimento.

Isto, claro, associado a uma política muito agressiva (e dispendiosa) de contratações, privilegiando o curto prazo e, nunca, projectos de futuro, praticamente não dando oportunidades a valores surgidos da formação do clube (tendo por “pecado capital” o imperdoável caso de Bernardo Silva).

Não tenho nenhum “parti pris” contra Jesus. Compreendi perfeitamente que tivesse aceitado o convite do Sporting (para além de ser profissional, acresce que é o seu clube, até por motivos de ordem familiar, pelo que, inclusivamente pela forma como fora dispensado do Benfica, se afigurou uma oportunidade irrecusável), pelo que não vi qualquer problema nisso. Apenas entendo que era desnecessário ter destratado o Benfica, e, principalmente, Rui Vitória, que procurou “apoucar” de forma inaceitável (sem esquecer a infeliz atitude face a Shéu, ainda no Benfica). Acabaria, aliás, em 2015-16, por ser vítima da sua própria “basófia”.

O que não lhe reconheço é a competência extrema que outros parecem ver, como se se tratasse da “última bolacha do pacote”.

Até 2010, ao longo de 20 anos de carreira como treinador – na maior parte do tempo, é verdade, em clubes sem grandes aspirações: Amora; Felgueiras; U. Madeira; E. Amadora; V. Setúbal; V. Guimarães (14.º lugar em 2003-04); Moreirense; U. Leiria; Belenenses (5.º e 8.º lugar em 2007 e 2008); e Sp. Braga (5.º em 2008-09, atrás do Nacional, de Manuel Machado) – nunca registou qualquer desempenho que se possa considerar efectivamente notável.

Nos 9 anos de Benfica e Sporting ganhou (apenas) três vezes o campeonato, pecúlio manifestamente escasso para os investimentos realizados. De facto, nunca se lhe conheceu perspectiva realista de poder vir a ser candidato a assumir um clube de nível europeu (nunca mais que, em Espanha, uma equipa de tipo Valencia).

Por fim, o investimento que se está a fazer na sua contratação parece-me absolutamente desmesurado, dificil de rentabilizar, e, no limite, se as coisas correrem mal – e receio exista uma probabilidade não negligenciável de tal vir a ocorrer -, poderá revelar-se mesmo ruinoso.

Com eleições previstas para daqui a três meses, trata-se de uma jogada de alto risco, que, mais do que procurar defender o interesse do Benfica, visa, fundamentalmente, perpetuar a sua liderança. E, na hipóstese improvável de mudança de presidência do clube e da SAD, deixando os eventuais futuros responsáveis reféns de uma escolha – de médio prazo – que não foi sua.

Tudo isto dito – ficando claro que Jorge Jesus (que, obviamente, dispõe de qualidades) nunca seria o “meu” treinador (e não faltariam perfis que poderiam proporcionar um projecto futuro de desenvovimento mais sustentado, de que, a título exemplificativo, no imediato sem possibilidade de prova contra-factual, deixo os nomes de Luís Castro, Paulo Fonseca, Abel Ferreira e, porque não, João Henriques) – só desejo é que venha a alcançar no Benfica êxito a uma escala como nunca antes teve…

18 Julho, 2020 at 12:49 pm Deixe um comentário

Liga Europa – Sorteio dos 1/4 de final e das 1/2 finais

Realizou-se também hoje o sorteio dos 1/4 de final e das 1/2 finais da Liga Europa:

1/4 de final

11.08.2020 – Wolfsburg/Shakhtar Donetsk – Eintracht Frankfurt/Basel (Gelsenkirchen)
10.08.2020 – LASK/Manchester United – Istanbul Başakşehir/København (Köln)
10.08.2020 – Inter/Getafe – Rangers/Bayer Leverkusen (Düsseldorf)
11.08.2020 – Olympiakos/Wolverhampton – Sevilla/Roma (Duisburg)

1/2 finais

16.08.2020 – Olympiakos/Wolverhampton ou Sevilla/Roma – LASK/Manchester United ou Istanbul Başakşehir/København (Köln)
17.08.2020 – Inter/Getafe ou Rangers/Bayer Leverkusen – Wolfsburg/Shakhtar Donetsk – Eintracht Frankfurt/Basel (Düsseldorf)

10 Julho, 2020 at 6:19 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/4 de final e das 1/2 finais

Realizou-se hoje o sorteio dos 1/4 de final e das 1/2 finais da Liga dos Campeões:

1/4 de final

12.08.2020 – Atalanta – Paris St.-Germain (Estádio da Luz)
13.08.2020 – RB Leipzig – At. Madrid (Estádio José Alvalade)
14.08.2020 – Napoli/Barcelona – Chelsea/Bayern (Estádio da Luz)
15.08.2020 – Real Madrid/Manchester City – Lyon/Juventus (Estádio José Alvalade)

1/2 finais

18.08.2020 – RB Leipzig/At. Madrid – Atalanta/Paris St.-Germain (Estádio da Luz)
19.08.2020 – Real Madrid/Manchester City ou Lyon/Juventus – Napoli/Barcelona ou Chelsea/Bayern (Estádio José Alvalade)

10 Julho, 2020 at 6:12 pm Deixe um comentário

Bruno Lage

Confesso que me sinto como se ainda estivesse em negação, incrédulo e sem conseguir compreender o que se passou desde Fevereiro.

Bruno Lage estreou-se no comando técnico do Benfica a 6 de Janeiro de 2019, no Estádio da Luz, recebendo o Rio Ave, em jogo da 16.ª jornada do campeonato.

Vindo de uma traumatizante derrota em Portimão – a qual sentenciou a carreira de Rui Vitória no clube -, por via de dois auto-golos (e que colocava então a equipa no 4.º lugar, a sete pontos do líder, FC Porto), aos vinte minutos de jogo, o Benfica, jogando em casa, via-se em desvantagem por 0-2… Era difícil começar pior. Mas o grupo uniu-se, revoltou-se e operou uma notável reviravolta, acabando por vencer por 4-2.

Até final da temporada de 2018-19, Bruno Lage acumularia um absolutamente incrível registo de 18 vitórias em 19 jornadas, tendo cedido um único empate, ante a B. SAD… depois de ter chegado a dispor de vantagem de 2-0.

Aos 4-2 frente ao Rio Ave, somaram-se outras doze (!) impressivas goleadas: 5-1 ao Boavista; 4-2 em Alvalade, frente ao Sporting; 3-0 nas Aves; 4-0 ao Chaves; 4-0 em Moreira de Cónegos; 4-1 em Santa Maria da Feira; 4-2 ao V. Setúbal; 6-0 ao Marítimo; 4-1 em Braga; 5-1 ao Portimonense (também numa épica reviravolta, com todos os cinco golos apontados na derradeira meia hora); 4-1 ao Santa Clara; para além do fantástico 10-0 ao Nacional (retenho especialmente a humildade de Bruno Lage nesse dia, quase como que a “pedir desculpa”).

Bruno Lage - 10-0

Numa caminhada que ninguém podia antecipar, o Benfica triunfaria em Guimarães, Alvalade, “Dragão”, Moreira de Cónegos, Braga e Vila do Conde, derrotando sucessivamente – em terreno alheio – todos os clubes classificados do 2.º ao 7.º lugares no final do campeonato!

Como consequência, o Benfica – com um sensacional registo de 103 golos marcados em 34 jogos – recuperou o significativo atraso com que partia, chegando, de forma brilhante, ao título.

A senda triunfal prosseguiu, na época de 2019-20, com um percurso quase a “papel químico”: nas primeiras 19 rondas, outra vez 18 vitórias, e um único desaire, em casa, com o FC Porto.

Isto é, sob a direcção de Bruno Lage, foi alcançado um impressionante ciclo de 18 vitórias consecutivas fora de casa, a que se somaram outros 18 triunfos (em 20 jogos) no Estádio da Luz, numa fenomenal série – a melhor de sempre da centenária história do Benfica – de 36 vitórias, 1 empate e 1 derrota, nos seus primeiros 38 jogos, com 119 golos marcados e 24 golos sofridos.

Subitamente, desde a 20.ª jornada, em dez jogos, apenas duas vitórias, quatro empates e quatro derrotas, invertendo-se os papéis: de sete pontos de avanço, na liderança, para seis pontos de atraso, em relação ao FC Porto.

O que se terá passado?

É verdade que Bruno Lage deixara entrever, no seu percurso triunfal, algumas fragilidades: se na primeira derrota, com o FC Porto, para a Taça da Liga, o resultado pareceu ser fortuito e injusto, perante a exibição efectuada, a eliminação nas meias-finais da Taça, em Alvalade, e, sobretudo, a oscilante campanha europeia não deixaram de suscitar alguma inquietude. Mas que, até certo ponto, tinha justificação na deliberada aposta na reconquista do título de Campeão.

Já esta época, no jogo com o FC Porto, na Luz – logo na 3.ª jornada -, o Benfica denotara absoluta incapacidade para conseguir contrariar a forma como o adversário se dispôs em campo. O desempenho a nível europeu voltou a ser titubeante; a participação na Taça da Liga, com três empates em outros tantos jogos, foi obviamente medíocre.

Mas a “roda” começou, claramente, a “desandar”, a partir do início de 2020: vitórias muito sofridas, em casa, ante o D. Aves, a B. SAD e, para a Taça, com o Famalicão, evidenciavam que algo não estava bem. A derrota no Porto seria o ponto culminante, do qual a equipa não conseguiria, nunca mais, recuperar.

As conferências de imprensa que eram um bálsamo (Bruno Lage nunca deixava de, pedagogicamente, de forma entusiasmada e completamente aberta, explicar as opções tomadas e dissecar as incidências de cada jogo) começaram gradualmente – à medida que os resultados negativos se iam tornando recorrentes – a banalizar-se, como se o discurso se tivesse de alguma forma esgotado, passando a socorrer-se de chavões e generalidades, “jogando mais à defesa”.

A contagiante alegria que transmitia, assim como alguma inocência e a genuinidade que transparecia foram-se esvaindo. Jogo após jogo, Bruno Lage parecia carregar um fardo cada vez mais pesado, aparentando crescente impotência para dar a volta à situação, pese embora, teimosamente, nunca tivesse deixado de acreditar, até ao fim (mesmo após a derrota na Madeira?).

O empate em Famalicão, que proporcionou o apuramento para a final da Taça, e as igualdades com Moreirense e V. Setúbal – ainda antes da interrupção do campeonato – eram sinais inequívocos. Depois de três meses de paragem, a retoma revelou-se penosa: outros dois empates, com Tondela e Portimonense, antes dos fatais desaires com o Santa Clara e Marítimo, função de erros defensivos primários (a par de uma quase total eficácia dos adversários).

Lamentável foi a forma como – ainda no cargo – a Direcção do Benfica logo começou, de forma atabalhoada, em notório desespero, a busca do seu sucessor, fragilizando ainda mais a sua posição, de incómodo extremo no que viria a ser o seu último desafio, na Madeira, em que, uma vez mais, faltou uma “pontinha” de felicidade, para evitar o descalabro.

Por tudo o que deu ao Benfica, Bruno Lage – um de nós, que tanto gostava de, no centro do relvado, fitar os adeptos nas bancadas – não merecia, nem a infeliz sucessão de resultados, que acabariam por ditar a sua saída, nem, sobretudo, a forma como foi “destratado” pela “estrutura” do clube.

Recupero as palavras de Vasco Mendonça, no “Expresso“:

Lembro-me que, depois de confirmado o 37, tinha elaborado mentalmente uma série de agradecimentos que partilharia se por acaso voltasse a cruzar-me contigo. Pelo título, claro, mas também pela cultura desportiva e pelos momentos dentro do 37: a reviravolta no primeiro jogo, a vitória no Dragão, o 10-0, outra reviravolta contra o Portimonense, uma das celebrações mais viscerais que este estádio da Luz viveu. […]

Há uma frase da qual tão cedo não me vou esquecer. Depois da vitória no Dragão, uma daquelas que dá a um treinador aquele capital que os benfiquistas reservam para os grandes, disseste humildemente que os jogadores fizeram de ti treinador. Tudo aquilo soou estranhamente decente no contexto do futebol português e foi-se prolongando ao ponto de até os adeptos dos rivais reconhecerem essa qualidade, um acontecimento muito raro por cá.

Não sei se os mesmos jogadores que fizeram de ti treinador campeão decidiram fazer de ti, por agora, treinador sem clube. Não sei exactamente em que parte do caminho é que te perdeste, ou se era eu que estava demasiado inebriado pelo milagre da época passada para ver o que estava à nossa frente. Talvez seja um pouco das duas coisas.

Suspeito que um dia saberemos todos melhor o que se passou e porque é que, de forma meio angustiante, te foste tornando parte do problema. Será que aceitaste ser parte do problema? Ou será que parte desse problema te foi imposto? Sinceramente ainda não percebi, mas uma coisa é evidente: acabaste por ser a única parte do problema que esta direcção pareceu interessada em resolver, ou seja, resolvendo pouco ou nada. Tu dirás de forma simples que é a vida de um treinador. E a vida de um adepto do Benfica é pedir a tua cabeça quando se ganha 2 jogos em 13. Faz parte. É um final triste, mas tenho a certeza que foi um dos maiores privilégios da tua vida.

Disseste uma vez, quase sem voz na noite mais feliz da tua passagem pelo clube, que era importante reconhecer a mais valia do adversário no momento das derrotas para que este reconhecesse a nossa mais valia no momento das vitórias. Obrigado pela decência que emprestaste ao cargo na maioria dos momentos. Não serviu para ganhar todos os jogos, mas penso que conquistou o respeito de muitos benfiquistas. Felicidades.

3 Julho, 2020 at 11:37 pm Deixe um comentário


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