Archive for Julho, 2011

“Achegas à construção do Pensamento Jornalístico Português”

Num país onde o estudo universitário do jornalismo foi desprezado até 1979, foram os jornalistas, mais do que os académicos, a contribuir para a construção do Pensamento Jornalístico Português. Fizeram-no pela sua participação no espaço público através de vários meios, entre os quais as publicações de jornalistas destinadas, principalmente, a outros jornalistas, como o Boletim da Associação de Jornalistas e Escritores Portugueses, de 1884, o Boletim do Sindicato dos Profissionais da Imprensa de Lisboa (1926–1927), o Boletim do Sindicato Nacional de Jornalistas (1941–1945), o boletim Jornalismo da mesma estrutura sindical (1967–1971) e a Gazeta Literária (1952–1971), órgão da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto. Nesta obra, que complementa os livros sobre O Pensamento Jornalístico Português já editados pelo LabCom, procuram resgatar-se esses contributos e identificar quais os temas estruturantes da reflexão que se fez sobre jornalismo em Portugal até 1974, tal como foram expressos nas publicações atrás referidas e ainda na primeira revista académica que publicou, em Portugal, artigos sobre jornalismo – a Informação, Cultura Popular e Turismo.

(obra de Jorge Pedro Sousa (Coord.), Eduardo Zilles Borba, Liliana Mesquita Machado, Nair Silva e Patrícia Teixeira – disponível para download aqui)

30 Julho, 2011 at 10:57 pm Deixe um comentário

Mundial 2014 – Sorteio da Fase de Qualificação

Realizou-se hoje, no Rio de Janeiro, no Brasil, o sorteio da Fase de Qualificação para o Mundial 2014 de Futebol. É a seguinte a constituição dos Grupos da Zona Europeia:

Grupo A                Grupo B                Grupo C

Croácia                Itália                 Alemanha
Sérvia                 Dinamarca              Suécia
Bélgica                R. Checa               Irlanda
Escócia                Bulgária               Áustria
Macedónia              Arménia                Ilhas Faroé
País Gales             Malta                  Cazaquistão

Grupo D                Grupo E                Grupo F

Holanda                Noruega                Portugal
Turquia                Eslovénia              Rússia
Hungria                Suíça                  Israel
Roménia                Albânia                I. Norte
Estónia                Chipre                 Azerbaijão
Andorra                Islândia               Luxemburgo

Grupo G                Grupo H                Grupo I

Grécia                 Inglaterra             Espanha
Eslováquia             Montenegro             França
Bósnia-Herzegovina     Ucrânia                Bielorússia
Lituânia               Polónia                Geórgia
Letónia                Moldávia               Finlândia
Liechtenstein          S. Marino

Portugal – beneficiando da sua posição no ranking da FIFA (5º lugar a nível europeu e 7º mundial), o que lhe confere o estatuto de “cabeça-de-série” (juntamente com Espanha, Holanda, Alemanha, Inglaterra, Itália, Croácia, Noruega e Grécia) – vê-se enquadrado num Grupo em que, pese embora a presença da Rússia e de outras selecções que não deixarão de representar dificuldades, terá de se assumir como claro favorito à vitória e ao apuramento directo.

Tendo a Europa direito a 13 selecções na Fase Final do Mundial, das 53 participantes na qualificação, apenas o vencedor de cada um dos 9 Grupos de Qualificação terá acesso directo à referida Fase Final; os 8 melhores segundos classificados de entre os vários Grupos disputarão entre si (em sistema de “play-off”) mais 4 vagas de apuramento.

30 Julho, 2011 at 9:00 pm Deixe um comentário

10 anos

E, subitamente, a um ritmo crescentemente acelerado, passaram já 10 anos (!), mas esta memória – a do dia, o mais triste da minha vida; mas, também, a da tua presença ao meu lado, acompanhando-me sempre, proporcionando protecção e confiança, investindo em mim, transmitindo-me ensinamentos e valores fundamentais, guiando-me nesta caminhada – não se apagará nunca…

Olhando em retrospectiva para este período, não posso deixar de pensar em todos os bons momentos que, infelizmente, não tivemos oportunidade de partilhar, todos juntos. E no orgulho que, estou certo, tens em nós, que é nosso dever procurar fazer por continuar a merecer a cada dia.

PAI, vais continuar a fazer-nos falta.

28 Julho, 2011 at 1:03 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (1ª mão) – Benfica – Trabzonspor

BenficaBenfica – Artur Moraes, Ruben Amorim (64m – Maxi Pereira), Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Enzo Pérez (54m – Nolito), Pablo Aimar (74m – Axel Witsel), Nico Gaitán, Javier Saviola e Óscar Cardozo

Trabzonspor – Tolga Zengin, Arkadiusz Głowacki, Giray Kaçar, Ondřej Čelůstka, Serkan Balcı, Adrian Mierzejewski (85m – Paweł Brożek), Didier Zokora, Burak Yılmaz, Gustavo Colman, Alanzinho (67m – Aykut Akgün) e Paulo Henrique

1-0 – Nolito – 71m
2-0 – Nico Gaitán – 88m

Cartões amarelos – Ruben Amorim (44m), Javi Garcia (56m) e Nolito (73m); Giray Kaçar (22m) e Didier Zokora (41m)

Árbitro – Stephan Studer (Suíça)

Dois golos, uma bola no poste, pelo menos uma grande penalidade a favor não assinalada pelo árbitro, são números que traduzem um ilusório domínio do Benfica, em que o resultado final – com uma tão importante como lisonjeira vitória, no que respeita à margem obtida, exponenciada pelo facto de ter mantido inviolada a sua baliza -, foi bem melhor que a exibição.

Num jogo de início de época, com os jogadores muito distantes da sua melhor forma e ainda numa fase de muito reduzido entrosamento (a dupla de centrais jogou hoje junta pela primeira vez…), a equipa benfiquista entrou em campo com boa atitude, disposta a procurar o golo que lhe proporcionasse maior tranquilidade e o reforço da confiança para abordar esta pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

E, nos primeiros 25 minutos, empurrando gradualmente a equipa turca para a sua zona defensiva, conseguiria mesmo assustar por duas vezes o guardião adversário, tendo, por outro lado, criado também um lance na grande área do Trabzonspor em que subsistem dúvidas sobre a legalidade da forma como Cardozo foi impedido de chegar à bola.

Até final da primeira parte, com a intensidade de jogo e o ritmo – nunca excessivamente elevado – a ir decaindo, não haveria novas ocasiões de perigo.

No segundo tempo, os minutos iam decorrendo placidamente, sem que o nulo parecesse poder alterar-se. Não obstante, antes de um dos novos reforços do Benfica, Nolito, ter tirado um “coelho da cartola”, inaugurando o marcador, já dentro dos derradeiros vinte minutos, o Benfica havia entretanto ameaçado já a baliza adversária com um remate ao poste. E, pouco depois do golo, haveria ainda um claro lance de mão na bola na área turca, não sancionada pelo árbitro.

Sem que o Trabzonspor tivesse criado, em todo o tempo do encontro, efectivas oportunidades de golo – com Artur a corresponder bem às escassas situações de remate à baliza, já na fase derradeira do jogo -, o Benfica viria a ter, já muito perto do final, um momento feliz, ampliando o marcador para 2-0, uma vantagem que lhe pode proporcionar uma “margem de segurança” para a deslocação à Turquia, a caminho do play-off de acesso à Liga dos Campeões.

27 Julho, 2011 at 10:44 pm Deixe um comentário

Cadel Evans vence “Tour de France”

Aos 34 anos, depois de ter sido já por duas vezes segundo classificado (em 2007 e 2008) e após participações menos bem sucedidas nos dois últimos anos (respectivamente 30º e 26º), Cadel Evans tornou-se no primeiro ciclista australiano a triunfar na mais importante prova velocipédica por etapas a nível mundial, o “Tour de France”.

Defendendo-se com grande bravura nas etapas de montanha, em particular a que terminou com a vitória isolada de Andy Schleck – em que se viu obrigado a assumir, praticamente em exclusivo, a responsabilidade pela tentativa de perseguição, conseguindo reduzir a significativa vantagem de que o luxemburguês chegou a dispor -, beneficiou das suas qualidades de grande contra-relogista para, não só anular os 57 segundos de atraso com que partia para a última etapa antes do dia de consagração, como ainda inverter a situação a seu favor, com uma esclarecedora diferença de 1′ 34″ na classificação geral.

Uma curiosidade inédita na tabela final foi a presença de dois irmãos no pódio, com Andy Schleck a repetir, pelo terceiro ano consecutivo, o 2º lugar, depois de uma excelente prova em que, contudo, baqueou no contra-relógio final.

Surpreendente foi também a excelente prova de Thomas Voeckler, que, dia após dia, foi mantendo a camisola amarela, praticamente até ao final da prova, apenas a cedendo na última etapa de montanha.

Como grande derrotado desta edição terá de indicar-se o nome de Alberto Contador, vencedor da prova nas suas últimas três participações, quedando-se desta feita apenas pela 5ª posição, depois de um dia mau numa etapa de montanha, não tendo conseguido impor-se de forma a recuperar tempo noutras etapas.

Por fim, em relação aos portugueses, embora com classificações modestas na geral, destaque para a prova realizada por Rui Costa, vencendo uma etapa (repetindo a proeza de Sérgio Paulinho no ano anterior), e integrando uma outra fuga de grande sensação, acompanhando Andy Schleck e Alberto Contador.

1. Cadel Evans (Austrália) – BMC Racing Team – 86h 12′ 22″
2. Andy Schleck (Luxemburgo) – Team Leopard-Trek – a 01′ 34″
3. Frank Schleck (Luxemburgo) – Team Leopard-Trek – a 02′ 30″
4. Thomas Voeckler (França) – Team Europcar – a 03′ 20″
5. Alberto Contador (Espanha) – Astana – a 03′ 57″
6.  Samuel Sanchez (Espanha) – Euskaltel – Euskadi – a 04′ 55″
7. Damiano Cunego (Itália) – Lampre – a 06′ 05″
8. Ivan Basso (Itália) – Liquigas-Cannondale – a 07′ 23″
9. Tom Danielson (EUA) – Team Garmin – Cervelo – a 08′ 15″
10. Jean-Christophe Peraud (França) – AG2R La Mondiale – a 10′ 11″

81. Sérgio Paulinho (Portugal) – Team Radioshack – a 2h 24′ 29″

90. Rui Costa (Portugal) – Movistar Team – a 2h 31′ 34″

24 Julho, 2011 at 7:42 pm Deixe um comentário

A barbárie volta a atacar

Desta vez na cidade e no país da Paz…

Perante uma insana monstruosidade desta dimensão (cerca de 100 mortos, às mãos de um único louco, em dois ataques, primeiro no centro de Oslo, seguido pouco depois por um massacre num campo de juventude na ilha de Utøya), ficamos sem mais palavras.

Veja aqui as declarações do Primeiro-Ministro da Noruega, Jens Stoltenberg.

23 Julho, 2011 at 1:01 pm 1 comentário

“Declaração dos Chefes de Estado ou de Governo da área do Euro e das instituições da UE”

Reiteramos o nosso empenhamento no euro e em tomar todas as medidas que forem necessárias para assegurar a estabilidade financeira de toda a área do euro e dos seus Estados membros. Reiteramos igualmente a nossa determinação no reforço da convergência, da competitividade e da governação na área do euro. Desde o início da crise da dívida soberana, foram tomadas importantes medidas a fim de estabilizar a área do euro, reformar as regras e desenvolver novos instrumentos de estabilização. A retoma na área do euro está bem encaminhada e o euro assenta em bases económicas sólidas. Todavia, os desafios que temos pela frente mostraram que são necessárias medidas de maior alcance.

Acordámos hoje nas seguintes medidas:

[…]

3. Decidimos alargar o mais possível o prazo de vencimento dos futuros empréstimos do FEEF à Grécia, passando dos actuais sete anos e meio para um mínimo de 15 anos, que poderão ir até 30 anos com um período de carência de 10 anos. Neste contexto, asseguraremos um adequado acompanhamento pós-programa. Concederemos empréstimos do FEEF a taxas de financiamento equivalentes às do Mecanismo de Apoio às Balanças de Pagamentos (actualmente cerca de 3,5%), próximas dos custos de financiamento do FEEF, sem ficar abaixo destes. Decidimos também prorrogar substancialmente os prazos de vencimento do actual mecanismo grego. Paralelamente, será previsto um mecanismo que assegure os incentivos adequados à implementação do programa.

4. Apelamos a uma estratégia global tendo em vista o crescimento e o investimento na Grécia. Congratulamo-nos com a decisão da Comissão no que diz respeito à criação de uma Task Force que irá trabalhar com as autoridades gregas no sentido de orientar os fundos estruturais para a competitividade e o crescimento, a criação de emprego e a formação. Mobilizaremos fundos da UE e de instituições como o BEI para a consecução deste objectivo e para o relançamento da economia grega. Os Estados-Membros e a Comissão mobilizarão imediatamente todos os recursos necessários a fim de disponibilizar uma assistência técnica excepcional para ajudar a Grécia a executar as suas reformas. A Comissão apresentará em Outubro um relatório sobre os progressos efectuados nesta matéria.

[…]

10. Estamos decididos a continuar a prestar apoio aos países sujeitos a programas até que estes recuperem o acesso ao mercado, desde que executem com êxito esses programas. Congratulamo-nos com a determinação da Irlanda e de Portugal em executarem rigorosamente os respectivos programas e reiteramos o nosso forte empenhamento no sucesso desses programas. As taxas e os prazos de vencimento do financiamento do FEEF que acordámos para a Grécia serão igualmente aplicados a Portugal e à Irlanda. Neste contexto, registamos que a Irlanda está disposta a participar de modo construtivo nos debates sobre o projecto de directiva relativa à matéria colectável comum consolidada do imposto sobre as sociedades (MCCCIS) e nos debates estruturados sobre questões de política fiscal no quadro do Pacto para o Euro +.

(ver texto completo – aqui a versão em inglês)

21 Julho, 2011 at 10:35 pm Deixe um comentário

Evolução dos jornais nos EUA – 1690 – 2011


Infografia com a evolução dos jornais nos EUA, de 1690 até à actualidade, com links com informações sobre cada um dos mais de 140 mil títulos publicados.

(via Webmanario)

20 Julho, 2011 at 6:11 pm Deixe um comentário

Google+

Lançado há cerca de duas semanas em versão “beta”, tendo atingido mais de 10 milhões de utilizadores logo na primeira semana (ainda em regime fechado, com acesso apenas por convite), o Google+ prepara-se para revolucionar os conceitos que até agora conhecíamos de rede social ou de blogosfera.

Para já, ainda com relativamente “escasso movimento” nos círculos de portugueses, com muita gente ainda a chegar e a “instalar-se”, sem ter tomado uma opção definitiva entre as opções Facebook, Twitter ou Google+, coexistindo muitos casos de perfis triplos de utilizador, esta nova plataforma beneficia da vantagem de se apresentar, pelo menos até agora, bastante mais “limpa”, sem a cacofonia / parafernália que caracteriza o Facebook, com todos os seus jogos, perguntas, e gadgets múltiplos com que somos regularmente bombardeados.

Mas, na minha perspectiva, a grande revolução, é o facto de, finalmente, surgir algo que poderá constituir não só uma alternativa credível aos blogues, como inclusivamente uma séria ameaça: de certo modo, o Google+ confere-nos a faculdade de publicação em “formato blogue”, num novo ambiente, integrado, também como que se de um “agregador de blogues” se tratasse.

A este propósito, as palavras de Mike Elgan sintetizam na perfeição o que esta nova plataforma nos pode proporcionar:

Em vez de dizer, “Vou escrever um ‘post'”, ou “Vou enviar um e-mail”, ou “Vou tweetar”, podemos simplesmente publicar o que quisermos, e decidir então a quem vamos dirigir-nos,

  • se a publicação for em regime “Public” (aberto a todos os utilizadores da Internet), teremos como que um ‘post’ num blogue
  • se estiver disponível apenas para leitura pelos meus “Círculos”, é como se de um tweet se tratasse (sem a limitação dos 140 caracteres…)
  • se se dirigir a um círculo denominado “Clientes”, traduz-se numa newsletter de negócios
  • se a remetermos a apenas uma pessoa, pode tratar-se de uma carta à minha mãe!

18 Julho, 2011 at 8:44 am Deixe um comentário

Curva de concentração de imposto (IRS)

 (via “Documento de suporte” da Conferência de Imprensa do Ministro das Finanças)

20 % dos agregados familiares suportam mais de 80 % da receita cobrada em sede de IRS…

14 Julho, 2011 at 11:14 pm Deixe um comentário

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