Acordo ortográfico
Qual “Velho do Restelo”, aqui deixo expresso que não adoptarei de forma voluntária este novo acordo ortográfico. Se, compulsivamente, for obrigado a adoptá-lo, fá-lo-ei sob protesto!
«Consoantes mudas
Quando um dos termos de uma sequência consonântica é proferido na pronúncia culta da língua, como em “pacto” ou ficção”, fica tudo como está. Se é invariavelmente mudo, como acontece nas palavras “acto”, “colecção” ou “director”, o “c” cai sempre. Pela mesma lógica, cai o “p” em “Egipto” ou “peremptório”, sendo que neste último caso o “m” dá lugar a um “n”: perentório.
Acentos
A conjugação na terceira pessoa do plural do presente do indicativo de verbos como ter, vir e ver - têm, vêm e vêem - perde o acento circunflexo. Passa a escrever-se, por exemplo, “reveem”. Já em “dêmos” (presente do conjuntivo), continua a aceitar-se o acento, a título facultativo, para evitar a homografia com “demos” (pretérito perfeito do indicativo). A excepção é a forma verbal “pôde”, que preserva o acento.
Também são banidos os acentos agudos e circunflexos que ainda se mantinham em algumas palavras graves, como em “pára” ou “pêlo”, que passam a não se distinguir graficamente de para e pelo.
Hífen
Os redactores do novo Acordo Ortográfico investiram um especial esforço na regularização do uso do hífen, sobretudo nas palavras formadas por prefixação.
Algumas regras:
Quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com “r” ou “s”, cai o hífen e dobra-se a consoante: “contrarrelógio”.
Quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa por uma vogal diferente, não se usa o hífen: “antiaéreo”. Quando o prefixo termina com a vogal que inicia o elemento seguinte, usa-se o hífen: “contra-almirante”. A excepção a esta regra é o prefixo “co-”, que se aglutina com o elemento seguinte mesmo que este se inicie com um “o”: “coocupante”. Um dos exemplos que o texto do Acordo avança é “coordenar”, que se torna graficamente indistinguível de “coordenar” no sentido de dirigir ou supervisionar.
Os hífenes caem também em algumas locuções nas quais ainda iam sendo usados, como “fim-de-semana”. Mas abrem-se excepções para outras, nas quais esse uso foi considerado mais generalizado, como “pé-de-meia” ou “cor-de-rosa”.
Uma alteração que será provavelmente mais difícil de interiorizar é a supressão do hífen em todos casos em que uma forma monossilábica do verbo haver se une à prepoisção “de”. Passará a escrever-se, por exemplo, “hei de” e “hão de”.»
(excerto de artigo do jornal Público)
P. S. Outros exemplos de aberrações (via Macacos Sem Galho): ação (em vez de acção); adotar (adoptar); fação (facção); ótimo (óptimo); receção (recepção); ou o culminante úmido (húmido).







Abril 8th, 2008 at 14:56
Se, hoje em dia, muitas figuras televisivas (por exemplo) não distinguem “corretor” da bolsa de “corrector” ortográfico - ouvimos pronunciar uma e outra ora com “e” aberto ora com “e” fechado -, como será quando desaparecerem estas consoantes que parecem a alguns não servir para nada?…
Abril 11th, 2008 at 9:07
Correndo o risco de ser considerado conservador e imobilista, manifesto o meu profundo desagrado para com as alterações impostas pelo novo cordo ortográfico. Acho que não passa de uma decaracterização e de uma mutilação linguística. Recuso-me terminantemente a aceitar semelhantes alterações! Continuarei a escrever o que considero ser português correcto ainda que doravante passe a cometer, institucionalmente, erros ortográficos. Eu até com tremas ainda escrevo apesar de semelhante notação gráfica ter sido abolida em 1945. Ninguém deveria render-se a esta barbárie!
Abril 15th, 2008 at 10:48
Sou absolutamente contra!
Ou deverei escrever: estou “assutamente” contra?
Abril 21st, 2008 at 17:09
Como é usual nos portugueses devemo-nos curvar a uma maioria. Já não temos o nosso orgulho. Isto agora é por modas. Não somos o país que dá origem a lingua. Agora vaí ser assim:” fato está cagado” e não “de facto o cágado” Parabens aos ILUMINADOS SUBMISSOS.
Abril 28th, 2008 at 4:08
Até há pouco eu era absolutamente contra. Após ter lido e pensado sobre o assunto já não sou tão radical. Claro que não gosto de algumas alterações. Penso que, como eu. muita gente é um pouco conservadora em relação ao “nosso” português e isso motiva um pensamento e reacção negativa, mas não quer dizer que seja o correcto. Todos temos de admitir que uma unificação da escrita é necessária, e eu acho que isso irá valorizar a língua portuguesa de uma forma global. O mais importante é que, a maneira de escrever é alterada , mas nunca a nossa maneira de falar. Outra coisa eu penso que todos estarão de acordo: a inclusão das letras K, W e Y no nosso alfabeto. Sempre pensei: “porque raio é que estas letras não fazem parte do alfabeto se elas fazem parte da escrita, nem que seja de estrageirismos?” Para mim, há muito que elas faziam parte.
Maio 3rd, 2008 at 22:02
Não concordo com as alterações que são propostas pelos iluminados e subservientes que há aos montes em Portugal. Para agradar aos que adulteraram a língua portuguesa escrita e falada lá vamos nós atrás fazer-lhes o frete. Os mestres que tive e me explicaram e me demonstraram os porquês da linguagem escrita e falada que é usada hoje (sou da geração que nasceu na década de 40 do século passado) merecem todo o meu respeito e compreensão porque subscreviam e justificavam, com lógica, as raízes que suportam essa mesma linguagem. Não vou nunca usar tal grafia e repudiarei os livros e jornais que venham a adoptá-la.
Maio 5th, 2008 at 21:16
Pouco ou nada se tem falado no monopólio que são as editoras. Daqui a uns tempos teremos mais uns quantos desempregados porque as editoras brasileiras vão tomar conta de tudo. Hoje já estamos inundados de revistas e jornais a escreverem um mau PORTUGUÊS no futuro não quero imaginar. O José de Sousa escreve e muito bem ” OS MESTRES QUE TIVE”, sim os mestre que tivemos e que nos marcaram. Hoje é só “dotores”.
Maio 7th, 2008 at 10:03
Sobre o acordo ortografico,no tempo do salazar a pedido do brasil o mesmo depois não foi reticficado .Agora andam novamente atrelados aos brasileiros .Os paises anglo-saxónicos não tem acordos linguistícos.Somos inundados com telenovelas que só servem para assassinar o português .Os filmes portugueses são legendados em brasileiro .Para terminar ,as pessoas que andam à volta do acordo parece que não tem nada que fazer.Para ,deviam era meditar no ensino do português ,que vai sendo assassinado pelos jornalistas e pela ,T.V
Maio 7th, 2008 at 11:58
Estou certo que viverei tão bem (otimamente!) sem consoantes mudas, como tenho vivido com elas, sem tremas ou sem ph na pharmacia. No entanto, considero a defesa em curso do imobilismo ortográfico uma atitude com falta de visão estratégica do nosso posicionamento no mundo lusófono. Faz todo o sentido alinharmos pela maioria dos falantes da língua, que não é só nossa, sob pena de, a prazo, ficarmos a ver voar o português tal como, no passado, o viram voar os galegos. Curioso é o interesse pelo assunto em fóruns espanhóis - veja-se elcastellano.org e a publicitação dos 4.000 discordantes - já que esta unificação não lhes é de modo algum indiferente. Siga o Acordo! Pena que não seja mais amplo.
Maio 8th, 2008 at 11:14
Será que o Professor Malaca Casteleiro nunca ouviu falar na regra gramatical que nos ensina que as consoantes mudas servem para nos indicar que as vogais que as antecedem devem pronunciar-se abertas? Se não escrevermos o “c” em “director”, em vez de pronunciarmos “dirétor” teremos que pronunciar “diretor - “e” fechado”. Como poderemos distinguir os tempos presente e passado em formas verbais como “acabamos”, presente, e “acabámos”, passado? À conta do acordo ortográfico já anda por aí muito boa gente a pronunciar da mesma maneira as duas formas verbais, com a confusão inerente.
Não vou alargar-me mais, seria um “nunca mais acabar”…
Viva o Professor Vasco Graça Moura!!!!!
Maio 14th, 2008 at 7:06
Senhores, saudações!
Vejo com muito maus olhos o posicionamento de certos radicais portugueses, que são contrários ao Acordo Ortográfico da NOSSA, NOSSA língua.
Será tão difícil entender que todos só temos a ganhar com uma ortografia única? Será que custa a tantos entender que a pronúncia não será alterada nem aí nem aqui?
Caríssimos, lembremo-nos de que ninguém será obrigado a seguir as novas regras. Só o farão aqueles que desejarem escrever o português que será reconhecido internacionalmente como a versão mais moderna do idioma de Camões.
Os quase 200.000.000 de falantes do português americano estamos de braços abertos para receber de bom grado os lusitanos e africanos que quiserem juntar-se a nós numa escrita única, forte, adaptada às necessidades do novo milênio.
Flexibilizemo-nos. Não sejamos mais teimosos que as palmeiras, que se entortam para não quebrarem ao sabor do vento. Sou contra a abolição do trema, confesso. O meu gosto, porém, é infinitamente insignificante, ao ser comparado aos benefícios que o acordo nos trará.
Abraços.
Maio 14th, 2008 at 9:42
O Sr. “Limão” diz:
“Estou certo que viverei tão bem (otimamente!) sem consoantes mudas, como tenho vivido com elas, sem tremas ou sem ph na pharmacia. No entanto, considero a defesa em curso do imobilismo ortográfico uma atitude com falta de visão estratégica do nosso posicionamento no mundo lusófono. Faz todo o sentido alinharmos pela maioria dos falantes da língua, que não é só nossa, sob pena de, a prazo, ficarmos a ver voar o português tal como, no passado, o viram voar os galegos.”
Ah, então é por isso que devemos mudar a nossa ortografia? Por causa da “visão estratégica” (onde será que os falantes do inglês andam, que não se preocupam com esta “visão estratégica”?). Mas os brasileiros falam diferente de nós, Sr. Limão, por isso iremos ver o português “a voar” na mesma. Seguindo a sua absurda lógica, então deveríamos era passar a falar inglês, na vertente americana (sim, porque os britânicos, caso não saiba, escrevem diferente, e não precisaram de acordos enem estão a ver o inglês “a voar”), ou talvez mandarim.
Infelizmente, é com pessoas destas que se faz Portugal. Não admira que estejamos onde estamos.
Maio 16th, 2008 at 15:44
Será que estarei distraído ou o que está em causa não será o acordo ortográfico mas sim um acordo lexical? O deputado Nuno Melo (pelo que vi e entendi na SIC Notícias) despejou uma série de sinónimos entre o português de Portugal e o português do Brasil para defender o acordo ortográfico. Assim não! Num aparte confesso que até tenho boa impressão da capacidade intelectual do citado deputado.
Maio 16th, 2008 at 17:53
Deixam os Brasileiros de falar Português ou Portugues como queiram, passam os Portugueses a falar Brasileiro, cheguei à conclusão que será melhor alterarmos também o vocabúlario, onibus, carona, cafagesti, bunda, etc… isto é Português? ( Ou sera que somos governados por uma cambada de “viados” ) Cada vez tenho menos orgulho em ser Português.
Maio 17th, 2008 at 1:12
Felizes aqueles que nasceram em Olivença, Eu tambem seria espanhol se não fosse aquele D. Afonso Henriques armado em parvo com a mania das conquistas, mas do mal o menos, estamos a evoluir, aos poucos mas estamos evoluir, em breve já falaremos brasileiro, e tambem estamos perto de conseguir um nivel de vida igual ao Brasil, já temos três brasileiros na seleção de futebol.
Que nojo de País este, mas ninguém tem culpa de ter nascido aqui, para onde havemos de ir?
Maio 18th, 2008 at 21:17
Antonio Costa “portugueses” como voce nao fazem falta,Olivença nao fica muito longe emigre e viva feliz nessa cultura que voce tanto gosta!D.Afonso Henriques e o meu pai,estou grato pela sua bravura e ambicao que fez com que eu hoje fosse portugues,quem dera a voce valer 1% do que valeu D.Afonso Hentiques!Em relacao ao acordo e claro que sou contra,filho meu nunca apreendera a escrever este dialeto a que querem obrigar a escrever!Vou lutar ate onde for possivel,se falhar terei que me exilar no estrangeiro como refugiado,o que se vem assistir a uns anos para ca e um xenocidio cultural nao so por parte do governo mas tambem por muitas elites da sociedade portuguesa,mas lutarei ate ao fim seja em portugal seja no estrancheiro nao deixeirei minha patria morrer!Aqui se inicia a revoluçao!!!
Maio 21st, 2008 at 17:09
Sr. António Costa … vamos para Espanha … para a terra da mãe do sr. Afonso ( aquele que armado em estúpido bateu na mãe ) … lá em espanha com os galegos se calhar temos mais hipóteses de defender o Português. Ou então vamos defender a nossa lingua aqui na nossa terrra … vamos assinar a “tal” petição contra o acordo … todos nós, Portugueses ou Brasileiros … é inadmissivel que queiram mudar à força a forma de uns e de outros escreverem e falarem, a lígua é património dos Povos … não dos governantes, é em muitos sentidos ingovernável, transcende os actos de governação e os acordos internacionais, tenho dito.
Maio 24th, 2008 at 0:34
O «acordo ortográfico» em apreço, oriundo, quanto a mim, de iniciativa irresponsável, impositor de mais babélicos efeitos para a língua portuguesa em termos colectivos, visa tão-só satisfazer interesses subreptícios, de índole locupletante e justificar oficialmente benefícios da mais diversa ordem aos seus «sábios» protagonistas.
Sem papas nas teclas, a tais indivíduos não hesitaria corrê-los a pau-de-marmeleiro…
Junho 9th, 2008 at 17:44
Sou solidário contra todos os atentados ao património!
Qual é o património mais importante de uma comunidade?
É, seguramente, o seu instrumento de comunicação, a língua.
Também à revelia de todos, entre os quais os maiores especialistas da língua, os escritores, os poetas e os “usuários” utilizadores da língua em geral, fizeram alterações arbitrárias à maneira de escrever o português, com a cumplicidade oportunista de muitos.
Ao Brasil, no final do século XIX, do ponto de vista político, interessou fazer uma simplificação abusiva do português, promovendo a diferença, aproximando-o do crioulo então praticado pelos analfabetos. Depois de criados, o hábito de uma escrita desigual, agora é difícil conseguir um entendimento.
Com o argumento de que a esmagadora maioria pratica este português simplista, os políticos (outra vez eles) não se importam de colonizar a meia dúzia (10 000 000) de falantes deste lado do Atlântico.
Não percebo como é que por um lado se privilegia a diferença, (são os mesmos), e por outro se elogia a uniformização.
Fernando
Junho 13th, 2008 at 17:42
O português vem do Latim. Uma lingua que profunda em sentimentos, olhe-se os fadistas (símbolo português lá fora).
Não tenho nada contra os brasileiros nem contra o Brazil, mas dá-me a ideia de que estamos a ser descobertos por eles e não que foram eles descobertos por nós hà cerca de 1500 anos.
Está-se a distrair o povo português, com “paneleirices” desvalorizantes à nossa linguam, uma das mais ricas do mundo, em detrimento de assuntos importantes como a governação desgovernada do nosso pequeno grande país. PORTUGAL.
Julho 3rd, 2008 at 13:14
REFORMA ORTOGRÁFICA IRRACIONAL
O gramático paulista Eduardo Carlos Pereira, no início do século 20, em sua “Grammatica Historica”, dizia que o sistema ortográfico ideal seria fonético e teria um só símbolo para cada fonema. Já observava ele que isto era impossível com as vogais porque existem mais sons vocálicos do que letras.
Então, os defeitos do Acordo Ortográfico são: 1)elimina o trema ao invés de eliminar os dígrafos “GU” e “QU”; 2)traz de volta as letras “W”, “Y” e “K”, para cujos fonemas já existem símbolos.
Parece-me que houve mais uniformização do que aperfeiçoamento.
Minhas saudações!
Julho 23rd, 2008 at 0:08
Quanta xenofobia e desrespeito aos falantes da Língua Portuguesa do outro lado do Atlântico. É com profundo pesar que leio comentários medíocres como os escritos acima. Sempre tive em mente que o preconceito é gerado pela falta de conhecimento. Admira-me muito que pessoas que se dizem nascidas quase que no início do século passado ainda tenham tão pouca experiência de vida e ainda continuam fechadas em seus mundinhos. Só sente necessidade do acordo os que sentem dificuldade em escrever em duas formas diferentes. Se vocês acham que estão a voltar no tempo, que imaginem o que senti ao ter de escrever aCção, aCto e ouvir incrédulo noticiadores conceituados (por vós) da tv dizerem algo como “xiquestro”, ao invés de seqüestro, como dizemos nós, brasileiros. Como algum de vós mesmo disse, tenham vergonha de serem portugueses, fechados em vosso próprio mundo, pois os portugueses de outrora, colonizadores e desbravadores valentes, que levaram a cultura e a língua portuguesa aos quatro cantos do mundo, com certeza teriam vergonha de seus compatriotas.
Julho 23rd, 2008 at 15:55
Caro Marcelo:
Nã se trata de desrepespeito ao povo Brasileiro que supostamente fala a Lingua Portuguesa, trata-se de valorizar a Lingua Portuguesa, creio que as alterações linguisticas são feitas ao longo do tempo, por fases e não por vontades políticas abruptas, e sem nexo.
E notória, igualmente a falta de vontade de uns quantos brasileiros, que quando chegam a Portugal dão-se ao luxo de nos dizerem na cara que não nos entendem, como se falássemos chinès.Trabalhei em hotelaria muitos anos, sei do que falo porque já aconteceu comigo.
Não temos vergonha de sermos portugueses, podemos ter muitos defeitos, mas o orgulho no nosso País prevalecerá, e por enquanto ainda conseguimos conjugar os verbos tendo em conta o sujeito, algo que não acontece com o Português do Brasil…
Mas é bom saber que a nossa democracia é fachada, já que as inúmeras petições contra esta ofensa á Lingua Portuguesa foi avante…
Julho 23rd, 2008 at 23:54
Prezada Ana:
Achei sim, que é um desrespeito muito grande o que algumas pessoas escreveram aqui. Se cada um pode se expressar da maneira que quer, então que arque com as conseqüências que isso pode acarretar.
Não concordo quando alguns portugueses dizem que estão a ceder a escrita ao Brasil. Isso nada altera a forma vossa de falar, nem tampouco vossas expressões. Só se vai retirar o que é inútil, como as consoantes não pronunciadas. O Brasil, por acaso, fez isso antes dos outros povos da lusofonia. Você deve ter lido bem essa última palavra, não é? “LUSOFONIA”. É isso. Será que é tão difícil assim para os portugueses entenderem isso? Talvez haja alguma confusão entre os atuais utilizadores da língua portuguesa escrita. Mas, com certeza será muito natural para quem hoje aprende a língua portuguesa nas escolas, como foi meu caso. Gostaria muito de saber de algum português por que fazem tanta questão da letra “c” no meio da palavra “acto”, por exemplo. Se o retirarmos de lá, a palavra seria expressada de forma diferente? Acredito que não.
Dou-lhe razão quando diz que os brasileiros não conjuga corretamente os verbos tendo em conta o sujeito. Os brasileiros, de forma geral, não fazem distinção entre “seu” e “teu”, por exemplo. Não utilizamos o verbo em segunda pessoa do singular, e a segunda pessoa do plural (vós) está praticamente em desuso. Mas isso não tem a ver com a reforma ortográfica.
Se isso soa mal aos vossos ouvidos, pode ter certeza de que, quando ouvimos coisas como “mais pequeno” (o que não está errado para vocês, mas é horrível para nós); terá havido (verbo no futuro para expressar o passado - nós falamos teria havido); “eu gostava de ir à praia” (verbo no passado para expressar o futuro, quando nos falamos “eu gostaria de ir à praia”), sem contar com expressões como “a gente vamos”, entre outras.
Fiz questão de escrever todo meu texto em português “brasileiro”, como vocês dizem.
Deixou de entender alguma coisa? Tenho certeza que não. Então, por que não unificarmos a escrita? Nós brasileiros também vamos ter de nos adaptar aos novos tempos.
Para que você veja como a retirada dessas letras mudas seria interessante, basta olhar para o texto número 8, de seu compatriota Marco António. Ele escreveu “reticficado”. Tá vendo? Esse tal de “c” é tão inútil que muitas pessoas nem sabem onde deve colocá-lo. ;)
Abraços e fique bem.
Julho 24th, 2008 at 18:43
Correndo risco de ser excessivamente radical, atrevo-me a dizer que, se a língua lusa, a nossa!, nasceu aqui, na Europa, então deveria ser unicamente esta variante a servir de padrão (c/ todas as incongruências que possam existir na ortografia, que existem, são um facto) a ser seguido pelos demais falantes no resto do mundo, não me merecendo a mínima consideração que outros falantes qsq., a pretexto de tb. usarem o Português (pleno de vícios, incorrecções e atropelos, mormente na versão falada) tenham sequer o atrevimento de pretender que o seu maior número é justificativo.
Não se trata de números, trata-se de um património que foi levado p/ uso algures, e assim deveria continuar, não p/ que os utentes originais, os lusos, venham adoptar, por decreto, formas que lhe são estranhas.
Já bastam as várias alterações introduzidas no português europeu ao modificar léxico a pretexto de motivos nem sempre muito claros! Por ex., o uso do trema caiu, e já nem sou de época em que tal era regra, mas terá sido errado? No ex. sequência, em que o u não é mudo, não deveria haver trema (ainda há brasileiros que o usam, mas foi abolido no princípio da década de ’70 do séc. XX, salvo erro)?; outro ex., entre sede, lugar, e sede, sensação, escritas da mesma forma, não deveria haver acentuação? Talvez nunca tenha havido, mas um acento grave na primeira não ajudaria? Os casos semelhantes abundam. Atentado contra a língua? Mas não existem já atentados na forma decretada na Europa?
Seria ainda maior complicação na escrita? Não creio. Veja-se o caso do francês, onde abundam letras que não se pronunciam a ponto de ter havido, há décadas, uma sondagem p/ promover uma reforma; tanto quanto sei, foram os estudantes os primeiros a nem querer ouvir falar no que consideraram ser um “assassínio” da língua.
Isto quanto às alterações que vão ao encontro do que já é usado no Brasil. No que toca a outras modificações, consideradas pelos “iluminados” como facilitação da escrita, aqui conviria quase desdobrar a questão em duas pois vemos que algumas dessas “facilitações”, e.g. veem e vez de vêem (estou errado?) nem agradam a nós, lusos, nem brasileiros. Ou seja, a par do que nós lusos consideramos aberrações, que são, temos todos a torcer o nariz face a determinadas novidades que, a m/ ver, nada simplificam, bem pelo contrário.
Mas se pretenderem enveredar por facilitações em larga escala, então força!, há muitíssimo a fazer, a revolução seria total! Escreva-se à romena, onde o étimo pouco ou nada conta na escrita! Em vez de complicações como vicissitude, “vicicitude”, ou tudo c/ s duplo, ou até só c/ um s, se decretarem que o s passa a ter apenas um valor, também à romena (ou à castelhana), e, assim, casa, passa a “caza”, e utilize-se o k sempre que, no grupo qu, o u seja mudo… Acabe-se c/ a complicação do ch vs. x em que ambos têm o valor de ch, e use-se uma letra, o s, por ex., c/ um sinal, tal como noutras línguas, etc., etc. Os linguistas teriam pano p/ mangas de sobra nesta árdua tarefa!
Seria interessante ver também alguns paralelismos c/ línguas que, idas da Europa, passaram a ser usadas no ultramar.
Assim, que dizer da visão que um falante de inglês europeu tem do seu inglês, que um falante de francês tem do seu francês? É, simplesmente, a de que não há necessidade de acordos p/ uniformização, que não existe quanto à ling. inglesa, e, que saiba, idem relativamente à segunda mencionada.
Se os norte-americanos, mercê de evolução algo paralela à do Brasil, como, aliás, sucede naturalmente, c/ colónias distantes, acabaram por gerar uma variante que passaram a tomar como padrão válido, já os demais países, de ex-colónias africanas a países do Pacífico, seguem a versão britânica. O desleixo, porque é mais fácil cair nele do que aprimorarmo-nos, venceu no país que acabou por fazer do inglês uma língua franca – não o país onde o inglês nasceu, o que é algo que muitos parecem esquecer.
E tanto quanto sei, passa-se o mesmo quanto ao castelhano padrão, visto sempre como tal, padrão, por todos os que a utilizam como língua nacional. Veja-se este pequeno exemplo: em castelhano padrão, México, é escrito Méjico; de resto, só p/ acrescentar algum nacionalismo os mexicanos grafam c/ X em fez de J embora pronunciem como esta última, e não como [ks].
Haveria tanto p/ dizer…
Agosto 3rd, 2008 at 10:38
Acabei de entrar no site para saber o que vocês (portugueses) pensavam sobre o Acordo Ortográfico. Eu tinha uma grande curiosidade de saber os vossos pensamentos sobre este Acordo Ortográfico e este fórum abriu minha mente completamente. Sou do estado de Minas Gerais, mais precisamente da cidade de Juiz de Fora. Brasileiro. Quando eu li nos jornais e nos inúmeros websites brasileiros que a ortografia do Brasil, sob a vigência do Novo Acordo Ortográgico, mudaria em 0.5% de suas palavras e a ortografia de Portugal mudaria em 1.6%, fiquei chocado. Apesar de nunca ter ido a Portugal, sabia que existia diferença na nossa ortografia, apesar da língua ser a mesma. E queria saber a reação do povo português sobre esse assunto. Até acho razoável a indignação do povo português quanto a mudança da língua. Outrossim, concordo plenamente que algumas mudanças serão maléficas para a nossa língua, senão vejamos: a palavra “pára”, hoje acentuada, perderá o acento. Imaginemos uma manchete de jornal assim: “Passeata para a Paulista” (A avenida Paulista é a avenida mais importante da cidade de São Paulo). Com essa grafia, não saberemos se a passeata será “para” (preposição) a Paulista ou se a passeata irá parar a Paulista. Você só irá saber o que significa quando ler a matéria, e não tão somente à sua manchete. Mas, por outro lado, a unificação é importante. Não queremos tomar conta da língua. A língua é nossa. Eu falo o português com muito orgulho, apesar da imensa maioria falar o espanhol aqui na América Latina.
Todos nós mudamos e temos que adaptar-nos aos tempos! Abraços
Agosto 6th, 2008 at 12:53
Sou Português, e percebo o mal e dos que são contra o acordo: orgulho colonionalista ferido, julgam que é uma humilhação para Portugal, que o Brasil, uma ex colónia, tenha um papel relevante na língua portuguesa, e esse papel deveria ser inteiramente, só de Portugal, o “dono” da língua. Mas os tempos mudaram,será que eles perceberam isso ?, Os antigos territórios ultramarinos são agora países independentes, e dois deles progridem, com destaque, o Brasil e Angola, e Moçambique para lá caminha, e que agora têm todo direito do mundo, terem a sua palavra, até no rumo da língua portuguesa no futuro. Para já, é o Brasil, grande país, a 8º economia do mundo, irá ser a próxima superpotência, ganhará o seu lugar no G8 e com todo mérito, a seguir será Angola, basta só ler as noticias do seu progresso. E Portugal ? agarrado como vocês, aos fantasmas do passado, em que o Brasil, Angola e os outros gravitavam na esfera portuguesa. Esse “portugueses” têm a mente cheia de pó, teias de aranha, e a cheirar a bolor. Portugal não impôs pela força o português nas ex colónias ? então está na hora, e por um ACORDO civilizado, o Brasil dar algo à lingua portuguesa, o que é mais que justo !, aliás este acordo é uma PARTILHA da língua, não é uma imposição unilateral.
Portugal só tem a ganhar, não só pelo normal curso evolutivo da lingua, como tb um sinal de entendimento por uma politica comum pela lingua portuguesa, pois o mundo está globalizado, será que esses “portugueses deram conta disso?!
Para mim , o asssunto está encerrado, pois o Presidente Cavaco Silva promulgou o Acordo, e daqui uns 2 a 3 anos, nas escolas o acordo terá efeitos práticos, e os “c” e alguns “p” passarão á história como foi o caso da “pharmácia,
Agosto 6th, 2008 at 14:28
Ao Luís do comentário 27 - Parabéns Luís!! Fico contente de ver que há excepções na mentalidade retrógrada da maioria dos portugueses. Essa mentalidade que não se restringe somente ao país mas às pessoas. Ainda há por aí muita gente viciada em drogas por culpa da falta de compreensão dos pais. O filho é o filho, o fedelho, o puto, a canalha - não tem quereres. E o mesmo se passa com as ex-colónias. Brasileiros? São escumalha! São ignorantes! - Mas escumalha e ignorância ou não, caminham efectivamente para o G8 enquanto nós, defensores da lingua de Camões e de tradições idiotas, estamos piores que muito país de leste que entrou por último na CEE.
Agosto 6th, 2008 at 14:59
Só mais uma coisinha - Se são tão apegados às tradições (o orgulho do país do qual me ufano… oh!) fazem tanta questão da língua e não admitem que ela sofra mudanças, aqui vai um trecho do texto (trecho do final da carta) da carta de Pero Vaz de Caminha ao rei D. Manuel. Façam um abaixo assinado para que o português volte a ser o que era! “E pois que Snõr he çerto que asy neeste careguo que leuo como em outra qual quer coussa que de vosso seruiço for uosa alteza ha de seer de my mujto bem seruida, a ela peço que por me fazer simgular merçee mã de vijr da jlha de sam thomee jorge do soiro meu jenro, o que dela receberey em mujta merçee. / beijo as maãos de vosa alteza. deste porto seguro da vosa jlha da vera cruz oje sesta feira prim.o dia de mayo de 1500″ - Já nesta época a corrupção grassava através das cunhas…
Agosto 7th, 2008 at 0:21
Se não tivesse havido as sucessivas reformas ortográficas, ainda escreveriamos como na época de Pero Vaz Caminha, conforme está no comentário do Jorge. A evolução da língua é tão natural, e o acordo é nem mais nem menos um meio dessa evolução, só que desta vez são vários países simultâneo, só tenho pena que não tivesse sido mais profunda e abrangente, mas é o princípio de futuros acordos.
A união fortalece e a separação enfraquece.
Realmente não há pachorra para os criticos do acordo pseudo patriotas, pois sem acordo, Portugal era uma “autoestrada” para o avanço do Inglês e do Espanhol, e todos nós sabemos, que as linguas minoritárias tendem em desaparecer um dia, será que é isso que os criticos gostariam que sucedesse ao português lusitano, caso se resumisse a este retângulozinho ?
Agosto 7th, 2008 at 14:21
Sem dúvida que todas estas mudanças ortográficas, irão trazer imensas dores de cabeça, por mais que sejamos optimistas. Gostaria de saber como poderemos explicar a uma criança de 8 ,9 ou 10 anos, que o sistema de ensino da ortografia da Língua Portuguesa vai modificar daqui a 2 a 3 anos. Visto que a maioria desta crianças já estão integrados e já aprenderam o suficiente para que daqui alguns breves anos tudo se moficará. Porque não é facil, explicar que, quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com “r” ou “s”, cai o hífen e dobra-se a consoante: “contrarrelógio”, e até aqui o uso do hífen era imprescíndivel. Como o caso do “facto” que passará a “fato”, como podemos explicar de que não podemos confudir com o “fato” vestuário.
Existem imensas dúvidas, falo como mãe e professora, não será demasiado duro este tipo de aprendizagem? Não deveríamos nos preocupar acima de tudo com o sistema de ensino já existente? Em que neste momento, a discíplina Língua Portuguesa, atravessa um período difícil como foi o caso da média dos exames Nacionais. Toda esta munfança provocará uma grande revolução a vários níveis, nomeadamente a nível monetário.
O Português como sabemos deriva do Latim, com o decorrer dos séculos verificaram-se várias mudanças a nivel léxical, fonético e a nivel da sintaxe, evoluindo para o Português de hoje, contudo temos que verificar de que foram mudanças que decorreram durante varios anos, séculos (para ser mais precisa), por isso custa aceitar esta mudança tão radical.
Não é apenas uma palavra outra que caiem em desuso, são modificações radicais…
Agosto 12th, 2008 at 7:31
Para aqueles que chamam atrasados aos portugueses que se opõem ao absurdo acordo ortográfico, que muito poucos respeitarão, e ainda bem, não faz falta nenhuma, só escrevo o seguinte:
Só os brasileiros e os PALOP é que evoluíram a língua? - Não.
Quem deixou a língua naqueles territórios? - Portugueses.
Porque têm os brasileiros aquele sotaque? - Falam português arcaico, do século XV!
Em Portugal a língua não evoluíu? - Basta ouvir a nossa pronúncia, e a quantidade de estrangeirismos que nos inundou!
Ninguém fala nem escreve português correcto, basta ouvir atentamente os jornalistas e certos “comentadores da bola”, e outros “colunáveis” que falam nas televisões e nas rádios.
Porque se há-de tirar o ‘c’ da palavra “acto”? Para ficar “ato”, igual ao “ato” do verbo “atar”? Isso mesmo, comecem a atar a língua!
“Facto” passar a “Fato”? - Não, o “c” até nem é mudo, pronuncia-se.
“Pacto” passar a “Pato”? - Não, nunca, o “c”, além de não ser mudo, pronuncia-se, e seria como tirar as penas ao verdadeiro “Pato”!
Mas até se aceita que se retire o “c” de “Bactéria”, porque “Matéria” tem dicção igual e não tem a referida letra, apesar de muita gente pronunciar a primeira com “a” aberto…
Quanto à palavra “baptismo”, o “p” serve para obrigar a pronunciar o “a” aberto, e já houve quem questionasse porque lá está um “p” em vez de um “c”, já que o argumento da vogal aberta parece não ser razão para não alterar a grafia da palavra. Pessoalmente até concordo que se suprima o “p”.
Os “iluminados” usam o argumento da palavra “pharmacia”, que passou a “farmácia”, para justificar o recente acordo ortográfico… Mas esquecem que essa grafia partiu de iniciativa nacional, e não externa, no ano de 1945! E tratou-se de substituir duas letras por uma só, para fugir a um anglicismo!
“Coscuvilheiro/a” passou a “Cusco/a”. “Coscuvilhice” passou a “Cusquice”. Isto é evolução.
A grande guerra dos portugueses com a língua prende-se com a acentuação!
Desde miúdo que já li certas palavras com e sem acentos, e o que mais me diverte e faz soltar gargalhadas é um povo que odeia acentos ter inventado alguns para as seguintes palavras: Alcoolemia, que passou a “alcoolémia”; Clítoris trocou o acento e passou a “clitóris”; Glicemia passou a “glicémia”, e isto arrastou às variantes de Hipoglicemia e Hiperglicemia; Bebé passou a “bébé”;
Quanto às palavras acentuadas até se aceita deixarem de o ser, mas não todas, sobretudo nos tempos verbais. Com o advento da informática e os computadores mais antigos não reconhecerem correctamente os acentos, as pessoas habituaram-se a “esquecê-los”, sobretudo no serviço do “messenger”, do “MSN”, e nos velhinhos “Mirc” e “Chat”, que desconfiguravam os acentos, e o mesmo se verificava nos primeiros telemóveis no serviço de mensagens escritas. Para poupar tempo e espaço, os mais jovens inventaram uma escrita estenográfica, que a maioria dos adultos não entende, incluindo eu, mas ninguém condena esta tendência, a não ser quando se trata do ambiente escolar, obviamente! Tudo isto é evolução da língua, e se calhar dentro de anos teremos como oficial uma escrita abreviada para algumas palavras: “Que” passará a “K”; “Quê” passará a “Ke”; “Porque” passará a “Pk”; “Porquê” passará a “Pke”; “Queres” passará a “Keres” ou “Kers”; “Achas” passará a “Axas” ou “Axs”; Etc, etc, etc.
Foi um escândalo quando passou a constar a palavra “bué”, de origem africana, no Dicionário da Língua Portuguesa! Considerei uma aberração, e ainda considero, mas todos nos habituámos e há muito que a dizemos, mas eu não a digo nem a escrevo, apenas por não gostar mesmo da palavra. Mas considero que se trata de evolução.
A palavra “computador” apareceu no nosso dicionário há pouco mais de 25v anos, e é um estrangeirismo, anglicismo (”computer”). Isto é evolução.
Agora já temos, também no dicionário, “software” e “hardware”, anglicismos, que não conseguimos arranjar palavras em português para adaptação. Isto é evolução.
Quase todos usamos, em informática, o sistema operativo “Windows”, e ninguém teve a ousadia de traduzir para “Janelas”, seria uma comédia. Isto é evolução.
Quando apareceram os “Compact Disc”, ainda houve algum tempo que se pronunciava o anglicismo, passou a dizer-se naturalmente disco, e a designar-se o “velho” disco como “disco de vinil”, e depois agarrou-se o (ainda actual) “CD”. Isto é evolução.
Quando apareceram os filmes em CD de grande capacidade, designados “DVD”, ninguém tentou contornar o acrónimo e em todo o mundo diz-se DVD. Isto é evolução.
Muita gente não deve saber que a palavra “etapa” é um galicismo, estrangeirismo de origem francesa. Nas competições de ciclismo ninguém se dá ao trabalho de substituir esta palavra. Isto é evolução.
O que dizer dos anglicismos desportivos? Futebol, Basquetebol, Andebol, Voleibol (que já se diz e escreve Vólei), Hóquei, Ténis, Beisebol, Râguebi (que ainda há quem teime em dizer “reibi”, ou “reiguebi”). Isto é evolução. Os espanhóis ainda se deram ao trabalho de traduzir algumas, como “Balomano”, “Baloncesto”, e nos Estados Unidos da América chamam ao verdadeiro futebol de “soccer” (lêem “sóquer”)! Manias. No Brasil até se diz “futxibó” (eles chamam a esta palavra de evolução)!
Tendo em conta a quantidade de povos e civilizações que passaram pela Península Ibérica e a povoaram, deixando vestígios ao nível da escrita e alguns ablativos, ninguém pode afirmar que a nossa língua quer ficar estática. Temos escrita alfanumérica de origem árabe e romana, palavras de origem árabe, castelhana, anglo-saxónica e africana, por exemplo, e agora querem chamar-nos de “velhos do restelo”, “atrasados”, “preguiçosos” por sermos uns chatos que não queremos “apagar” umas consoantes e uns “h” mudos, que nunca chatearam ninguém, quando afinal os brasileiros têm o “timi”, que escrevem “time” e dizem “tximi”, um anglicismo (”team”), enquanto nós dizemos e escrevemos “equipa”, um galicismo (”équipe”); eles dizem e escrevem “copa”, um anglicismo (”cup”), enquanto nós dizemos e escrevemos “taça”; Eles dizem e escrevem “torcida”, nós dizemos e escrevemos “adeptos”; eles dizem “vai ‘txi’ catar”, enquanto nós dizemos “vai à merda”; eles dizem “panaca”, enquanto nós dizemos “panasca”, e afinal eles é que têm uma letra a menos! Eles chamam de “galera” ao público dos concertos, nós usamos essa palavra no que se refere a camiões TIR! E por falar em CAMIÕES, eles ainda dizem “CAMINHÕES”, que pode remeter para o verbo caminhar! Para esta palavra eles não devem querer acordo ortográfico! Nós dizemos e escrevemos BILIÃO, que no nosso sistema de contagem equivale a um milhão de milhões, enquanto eles dizem “bilhão” (que mais parece uma bilha grande), e lá só vale mil milhões! Para esta palavra também não devem querer acordo ortográfico!
Nós dizemos “stress”, embora escrevamos “stresse”, eles dizem “istressi” e escrevem “estresse”. Não devem querer acordo ortográfico!
Por acaso alguém deixou de escrever “Humidade”? “Hoje”? “Homem”? “Horta”? “Hábito”? Claro que não!
Posto isto, os brasileiros que fiquem lá com as idéias deles, que de acordos ortográficos já nós nos tínhamos esquecido há 18 anos, e dos PALOP nem pio se ouve, que eles estão quietos e não chateiam ninguém.
Não queremos nem precisamos de alterar absolutamente nada na nossa língua, porque ‘tá BUÉ de fixe, a GALERA vai continuar a escrever como sabe e como quer, não vai mexer-se no SOFTWARE do MICROSOFT OFFICE WORD, o povo vai continuar a não saber medir os seus ACTOS, não vão acabar os BAPTIZADOS, falar e escrever com erros é um HÁBITO adquirido. Desde 1977 que vemos telenovelas brasileiras e não estamos muito influenciados, a nossa vida não “esquentou” nem “esfriou”. Portanto mais um (des)acordo ortográfico nao AQUECE nem ARREFECE.
A língua é nossa, nós é que mandamos. Tanto no Brasil como nos PALOP fala-se português de descendentes de Portugueses, portanto a língua é portuguesa e não brasileira, nem africana.
Contra FACTOS não HÁ argumentos.
Agosto 13th, 2008 at 1:26
Meus caros interventores na discussão sobre o novo acordo ortográfico,
Algumas grossas confusões se têm registado na discussão sobre o novo acordo, sendo a principal a que regista entre os conceitos de «evolução da língua» e o de «evolução da ortografia». As línguas evoluem, é certo, mas sempre a uma velocidade inversamente proporcional ao do progresso das sociedades: quanto mais toscos e analfabetos são os falantes de uma língua, mais depressa ela evolui. À custa da asneira ensinada às crianças desde o berço, claro.
Outra confusão gerada é a da força da língua portuguesa no contexto universal, particularmente quando consideramos o avanço das línguas castelhana e inglesa. Ora a importância de uma língua é directamente proporcional à importância daquilo que é dito ou escrito nessa língua. Em sequência, uma pergunta se impõe: que importância universal tem aquilo que brasileiros, portugueses e outros lusófonos dizem? Muito pouca, infelizmente.
Quanto à questão do número relativo de angolanos, portugueses e brasileiros que falam português, é com pesar que digo que somos muitos a falar português mas poucos a lê-lo e a escrevê-lo. Não poderá haver estratégias concertadas para a defesa da língua enquanto formos tantos milhões de analfabetos, analfabetos funcionais, analfabrutos…
Finalmente, outra questão me preocupou sempre no decurso de todo este processo: nunca no passado, o Brasil honrou os seus compromissos a respeito do que fora acordado com Portugal. O que é que leva agora alguém
a pensar que se iniciará uma nova era?
António
Agosto 15th, 2008 at 1:41
Bravo Luís!
Afinal, quem fala e defende a língua portuguesa no mundo? Somos nós, míseros 10 milhões que nunca conseguiremos progredir agarrados a preconceitos? Sim, o Brasil é que consegue defender a nossa língua, que é bem melhor falada lá do que em Portugal.
Quais consoantes duplas? Afinal as vogais, ditas abertas antes dos “c ou p”, só são pronunciadas quando dá jeito. Vejam-se os seguintes exemplos: actual, inflàção, lacticínios, exactidão, Egipto, árctico. Quem nunca ouviu dizer-se âctriz ou prestàção?
Agosto 15th, 2008 at 23:00
Bem, acho que não vale a pena (mesmo) replicar. Com efeito, não é somente contra os factos que não há argumentos - é contra muitas coisas mais… (vide fábula do gato que queria comer o canário - e comeu!!!). Só para aqueles que teimam em argumentar que vamos confundir “fato” com “facto” e “pato” com “pacto” aí vai uma pequena história de um infeliz pacto - oops! digo pato - “O pato que iriam servir ao almoço tinha uma pena amarela. Não obstante o facto de escrever este texto a preto como se fora com uma pena preta, acabei por ter pena do pobre pato que foi para o forno. Deveria existir uma pena para quem massacrasse assim os patos e essa pena passaria por ser uma alma semi-morta que pena pelo mundo sem se importar com o resto. Mas enfim, é a pena basáltica que cada um tem que carregar e quanto a isso não há pena poética que a consiga descrever, ainda que valha a pena… É pena…”
Em tempo para o pessoal defensor das diferenças: Pode-se aproveitar o acordo e sugerir pena, penna, pennna, pennnna e pennnnna! Ah! Ia esquecendo: pennnnnna (para não haver confusão). ;)
Agosto 16th, 2008 at 12:22
Que pena! Quanta baboseira escrita aqui em defesa dos “c” e dos “p”.
É com muita tristeza que vejo aqui pessoas a fazerem discursos, “grandiosos”, aos seus tristes modos de pensar.
Antes de decorrerem aqui sobre “fatos e patos”, dêem uma lida antes nas bases do acordo.
Esses “c” pronunciados não caem! Abram os olhos, ó portugueses!
Agosto 16th, 2008 at 12:44
Ao Sr. Nuno: neste acordo, o facto continuará a ser facto e não fato, porque em Portugal, para que ambas palavras, sejam distintas em Portugal, o pacto não irá ser pato. Se consultar o acordo ortografico, só desaparecem as vogais que NÃO se pronunciam e que não alteram o significado à palavra. No Brasil os “c” estão todos salvaguadados nas palavras, que caso fossem retirados, mudaria os seus significados, por exemplo: técnico, pacto, etc, sei disso por já li revistas brasileiras, com estas palavras com “c”.
Sabe porque existem algumas palavras distintas entre Portugal e o Brasil ? é porque nunca se implementou no terreno qualquer acordo, foi cada um para o seu lado, e claro, assim as diferenças foram acentuando-se com o tempo, cada um achava-se senhor da razão. Meu amigo, isso tem que acabar, vamos-nos pôr de acordo, sim um ACORDO, e não imposição, para que as diferenças de atenuem, e este acordo é o principio de outros. Quem sabe o onibus, o caminhão, passa a ser autocarro e camião no Brasil, através de um acordo futuro ?. Sr. Nuno, quem manda na lingua são todos que a falam, não é propriedade de Portugal, não temos mais colónias, esses países também têm o direito de contribuirem para a língua, e não só Portugal.
Agosto 16th, 2008 at 13:44
Sr. Nuno, queira considerar este texto seguinte em substituição do anterior, pois tem um erro de escrita. Obrigado !
Ao Sr. Nuno: neste acordo, o facto continuará a ser facto e não fato, porque ambas palavras, têm significados diferentes em Portugal, o pacto não irá ser pato. Se consultar o acordo ortografico, só desaparecem as vogais que NÃO se pronunciam e que não alteram o significado à palavra. No Brasil os “c” estão todos salvaguadados nas palavras, que isso seja evitado, por exemplo: técnico, pacto, etc, sei disso por já li revistas brasileiras, com estas palavras com “c”.
Sabe porque existem algumas palavras distintas entre Portugal e o Brasil ? é porque nunca se implementou no terreno qualquer acordo, foi cada um para o seu lado, e claro, assim as diferenças foram acentuando-se com o tempo, e cada um achava-se senhor da razão. Meu amigo, isso tem que acabar, vamos-nos pôr de acordo, sim um ACORDO, e não imposição, para que as diferenças se atenuem, e este acordo é o principio de outros. Quem sabe o onibus, o caminhão, passa a ser autocarro e camião no Brasil, através de um acordo futuro ?. Sr. Nuno, quem manda na lingua são todos que a falam, não é propriedade de Portugal, não temos mais colónias, esses países também têm o direito de contribuirem para a língua, porque também é deles.
Agosto 16th, 2008 at 13:50
Sr. Nuno, queira considerar este texto em substituição do anterior, pois quando se escreve rápido, aconteçe….obrigado !
Ao Sr. Nuno: neste acordo, o facto continuará a ser facto e não fato, porque ambas palavras, têm significados diferentes em Portugal, o pacto não irá ser pato. Se consultar o acordo ortografico, só desaparecem as vogais que NÃO se pronunciam e que não alteram o significado à palavra. No Brasil os “c” estão todos salvaguadados nas palavras, para que isso não aconteça, por exemplo: técnico, pacto, etc, sei disso por já li revistas brasileiras, com estas palavras com “c”.
Sabe porque existem algumas palavras distintas entre Portugal e o Brasil ? é porque nunca se implementou no terreno qualquer acordo, foi cada um para o seu lado, e claro, assim as diferenças foram acentuando-se com o tempo, cada um achava-se senhor da razão. Meu amigo, isso tem que acabar, vamos-nos pôr de acordo, sim um ACORDO, e não imposição, para que as diferenças se atenuem, e este acordo é o principio de outros. Quem sabe o onibus, o caminhão, passa a ser autocarro e camião no Brasil, através de um acordo futuro ?. Sr. Nuno, quem manda na lingua são todos que a falam, não é propriedade de Portugal, não temos mais colónias, esses países também têm o direito de contribuirem para a língua, pois também é deles, faz parte da suas identidades
Agosto 24th, 2008 at 7:26
Na palavra Egipto não podemos eliminar o “p”, porque se pronuncia!
FACTO permanece facto, e não passará a “fato”.
Para quem argumenta estar a favor deste acordo ortográfico, dizendo que os brasileiros são 180 milhões… e os restantes nem chegam a 20 milhões, então deve-se REFLECTIR no seguinte:
- A língua mais falada no planeta é o Mandarim, a que muitos chamam de “Chinês”. Mas o idioma internacional por excelência é o Inglês (Britânico).
- Falando de Inglês, nem toda a gente sabe que ocupa o 3º lugar nos idiomas mais falados, mas continua a ser o idioma internacional por excelência.
- Se o Espanhol, ou melhor, o Castelhano, aparece em 4º lugar, e quem manda e desmanda nele é a Real Academia Española, porque será que o Rei de Espanha mandou calar o Presidente da Venezuela? Seria por este estar a dizer bacoradas sem nexo ou estaria a pronunciar indevidamente palavras com consoantes mudas?…
- Pegando neste pitoresco episódio atrás referido, e internacionalmente conhecido (e do qual até se inventaram toques de telemóvel), porque será que não gritamos daqui para o outro lado do Atlântico, ao brasileiro armado em INTELECTUAL: Porque não te calas?
Como já escrevi tudo o que havia a escrever acerca do que penso a respeito destas “novas regras”, deixo a seguinte pergunta, e espero que alguém mais sábio do que eu responda:
Que Português escrevem ou falam os estrangeiros? O Português europeu ou o português americano?
Agosto 26th, 2008 at 14:16
Pelo jeito o Sr. Nuno Caldeira continua a misturar “alhos com bugalhos”. Não vejo aqui qualquer motivo para comparar o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa com outras línguas. Além disso, quem é que foi que disse que o acordo estaria sendo importo por uma maioria? Ora, o Brasil possui um maior número de população sim, mas acredito que o acordo foi assinado e re(c)tificado por umas quantas pessoas, quiçá até pelo mesmo número de brasileiros e portugueses, sem contar os outros membros dos PALOP’s.
Quanto à pergunta sobre qual o português escrevem ou falam os estrangeiros, posso dar a seguinte resposta: já existe à venda em países como a Itália dicionários de Italiano/Brasileiro e cursos sobre o Português Brasileiro. Sou brasileiro, mas não vejo isso como benéfico para a língua, já que dá a entender que existem duas variantes da língua portuguesa, o que não é verdadeiro. O que existe são modos diferentes de expressar a mesma língua. E o acordo não está aí para mudar esses modos. Simplesmente para unir parte de um vocabulário que nunca deveria ter se disperso.
É isso!
Agosto 26th, 2008 at 21:43
Sr. Marcelo, sou português, e sou como você, totalmente a favor do acordo ortografico (se for ler as minhas opiniões anteriores), sou totalmente a favor da reaproximaçao dos 2 modos de falar português,e até de uma maneira mais abrangente e profunda. Não ponha todos portugueses no mesmo saco. Portanto, distingua de forma inteligente as pessoas. Você misturou alhos com bugalhos, por ter dito “ó portugueses”. Jamais eu diria “ó brasileiros” por saber que existem brasileiros que são contra o acordo ortográfico. Nunca confunda a árvore com a floresta, ok ?
Agosto 27th, 2008 at 8:52
Prezado Sr. Luis. Acredito que minha mensagem foi endereçada a alguém. Tal como isso, fica claro que a expressão “ó portugueses” só o foi àqueles que nem se quer tiveram o trabalho de, ao menos, ler o acordo ortográfico antes de vir fazer críticas, sem que fossem construtivas ou que justificassem suas posições quanto a oposição ao acordo. Justificativas como “sou português e essa língua me pertence”, cá entre nós… nem deve ser levada em consideração.
Peço desculpas se o que escrevi tenha deixado margem para que todos os portugueses se sentissem abangidos pelas minhas críticas.
Um forte abraço.
Agosto 27th, 2008 at 17:06
Qual acordo ortográfico? Que eu saiba a lingua oficial do Brasil é o português, logo o acordo deverá ser feito no Brasil e nos paises que falam/escrevem mal o português. Recuso-me…
Agosto 27th, 2008 at 22:24
Ai, meu Pai… quanto mais eu rezo, mais assombração aparece…
Agosto 28th, 2008 at 1:04
Isabel
Mas que raio de opinião é essa ? nem tem pés, nem cabeça !
Se alguem fala ou articula mal português, então que comecem por….Portugal, e mais propriamente por ti.
Setembro 24th, 2008 at 1:30
“de fato vi assinar o tal pato ou como lhe chamam acordo ortografico” foi isto que conseguiu o engenheiro tecnico Jose Socrates (não sei se é assim que se passa a escrever) que quando apela a que os portugueses devem aderir as novas tecnologias, e de estudar cada vez mais, ele conseguiu em pouco tempo tornar analfabetos 80% dos portugueses, e eu que mal sei escrever agora ainda pior, agora e que sou mesmo analfabeto, o que quer dizer que qualquer brasileiro escreve melhor portugues do que eu, embora eu ja esteja a escrever sem acentos para ver se acerto alguma, depois eu queria perguntar se por exemplo o c de “facto ou de pacto” são mudos? eu acho que não, no que diz respeito a facto, passamos a escrever fato ora ai os brasileiros não tem problema, porque para eles se for facto eles dizem fato, e se for fato eles dizem terno, portanto o problema para eles esta resolvido. Depois, e como vivemos num país democratico e de livre opinião quero dizer que não gosto de nada do que vem do Brasil nem da lingua nem do resto.
Setembro 24th, 2008 at 1:53
Dizem que o português que se fala no Brasil, é tão português como o que se fala no Porto ou no Algarve. Será verdade esta afirmação? Eu acho que não, e porquê?
Porque é que os filmes portuguêses passados no Brasil precisam de legendas? (aqui em Portugal nunca vi passar na tv uma novela brasileira com legendas).
Será que falamos a mesma lingua? será que as palavras “carona, onibus, cafagesti, bunda, torcida, zagueiro, etc…) fazem parte do vocabulário português? ou será que existe um vocabulário português e um vocabulário brasileiro e ainda um cabo-verdiano um angolano e um moçanbicano, etc…
e com tantos vocabularios diferentes continuamos a falar a mesma lingua?
Bem eu tambem entendo os Espanhois e não é por isso que falamos a mesma lingua.
Se perguntarem a qualquer brasileiro residente no Brasil que lingua ele fala, ele responde que fala brasileiro, e tem razão, há gente no brasil que pergunta que lingua falamos em Portugal.
Setembro 25th, 2008 at 22:14
O Brasil é imenso, mas não é suficientemente grande para que o brasileirismo fique por lá, querem faze-lo chegar a nós. Tenho a certeza, que se houvesse um referendo sobre o acordo ortográfico 90% dos portugueses diria NÃO.
Porque será que no Brasil se preocupam tanto que “a gente” por cá fique com uma lingua estagnada? porque não se preocupam com a lingua deles?
Já importamos demasiadas coisas más do Brasil, será que do outro lado do atlântico não vem nada de bom? Nem a lingua? por favor deixem-nos em paz e fiquem lá com as vossas brasileirices…
Setembro 29th, 2008 at 15:06
Desculpe lá Sr. TUGA, mas A-P-O-S-T-O (e ganho) que o sr. nunca esteve no Brasil e fez essa pergunta que é R-I-D-U-C-U-L-A, todos os brasileiros sabem e aprendem nas escolas Língua Portuguesa, da mesma forma que em Lisboa, Cabo Verde, Angola, Guiné, São Tomé e Príncipe e Moçambique se aprende Língua Portuguesa e não Língua Angolana, etc, etc, etc e tal, ficou admirado? Pois… devia pensar que no Brasil se aprende Língua Brasileira? É triste ver que neste fórum não se discute o conteúdo do Acordo Ortográfico, mas sim o país de maior dimensão, pertencente a mesma língua :(
O tal acordo, é completamente desnecessário, não pq Portugal legitimou a língua como sua, mas sim porque é um acordo imposto a países com diferenças culturais, com pronúncias diferentes (não cito o sotaque que esse mesmo cá dentro do nosso Portugal, é diferente, no norte, no sul e ilhas), letras com tom agudo ou grave, isso não interessa, mas sim a grande questão é que benefícios trará tal acordo? Nenhum. Apenas confusão para as “pobres” criancinhas que terão que aprender nos próximos cinco anos a escrever das duas maneiras, pq esse é o tempo médio pra descobrirmos se o tal acordo foi bem aceite ou não entre toda a população dos países de língua oficial portuguesa. Já agora, o acordo ortográfico, deveria ter uma maior sustentação nos PALOP. Pq? Ora, é simples, porque a África é o único continente com mais de um país de Língua Oficial Portuguesa, mas isso ninguém lembra, será pq é mais cómodo pensar que o acordo se limita a Portugal X Brasil? Como sempre é uma rixa de países de 3º Mundo, sim só os países de 3º Mundo é que se lembram que inventar um acordo ortográfico, será que esse é o primeiro passo para nos “transformarmos” países de 1º Mundo? Em uma coisa estamos de “acordo”, fomos a primeira Língua Oficial, no Mundo a matar as suas variantes.
Setembro 29th, 2008 at 22:45
Desculpe srª Paula, não sei porque é que nós portugueses perdemos o orgulho em ser a matriz da lingua portuguesa, claro está que nenhum país é obrigado a seguir o padrão linguístico de Portugal, cada um é livre de seguir o caminho que entender, não temos que andar todos de mãos dadas a cirandar.
Eu não tenho intenção nenhuma de voltar para a escola, sabe deus o esforço que faço para tentar escrever o português como aprendi nos meus tempos de escola, para agora mudarem tudo, sinto que vou ter alguma dificuldade em escrever com as novas regras, podem chamar-me burro, mas serei só eu? qual é a necessidade desta mudança?
Quando afirma que eu nunca fui ao Brasil, acertou, e mais, não tenciono ir lá, como país não me seduz, e a cultura de um modo geral tambem não, são gostos e gostos não se discutem, mas quero lhe dizer que já estive no Perú,
México e em Cuba.
Quando foi apresentado na RTP o programa prós e contras, sobre o acordo ortográfico ouvi uma senhora brasileira dizer isto: Se Portugal ficar de fora do acordo ortográfico, o português passará a ser uma lingua como o filândes que só se fala na Finlândia. Sinceramente eu não sei se o filandês só se fala na Finlândia, mas mesmo que assim seja vejam só o nivel de vida dos filândeses, para terem aquele nivel de vida não precisam que a sua língua se fale em mais parte nenhuma do mundo.
É com tristeza que noto que com o acordo se passará a escrever mais correcto no Brasil do que em Portugal, uma vez que os brasileiros apenas alteram a maneira de escrever em 0,5% das palavras e nós alteramos 1,5%, seremos sempre um país miserável.
Outubro 4th, 2008 at 22:21
Não há nenhum acordo ortográfico! O principal argumento é o de unificar a língua… mantendo grafia dupla em certas palavras! Isto é uma contradição, ou então querem continuar a rir e a espetar garfadas nos dicionários e esperar pelas palavras a alterar! Os brasileiros não falam nem escrevem Português, já toda a gente sabe. Mas serem eles a querer alterar o que quer que seja e todos do lado de cá do Oceano Atlântico dizermos “ámen”, está fora de causa! Nunca, jamais em tempo algum!
O Português é de Portugal, e isso ninguém pode negar, venha o mais pintado com as teorias que quiser. O argumento dos 180 milhões… então o Inglês já estaria mais do que “americanizado”, se houvesse norma para o idioma internacional por excelência, e a Rainha de Inglaterra já teria sido deposta! E temos de comparar o Português com outros idiomas sempre, e não quando apenas convém a certos iluminados que se arrastam na “blogosfera”. A ver se o Rei de Espanha deixa o castelhano da América do Sul impor-se ao castelhano “espanhol”, comandado pela Real Academia Española! O tanas! Cá deveria haver mão de ferro nesta matéria, e não haveria brasileiros a mandar “papaias” como quem quer ensinar alguma coisa! Eles, brasileiros, é que têm muito para aprender, nós, Portugueses, temos de ter o orgulho em algo que é nosso, sempre foi, o idioma.
É tempo de acabar com más influências.
É tempo de acabar com a palhaçada.
É tempo de acabar esta conversa.
Fico por aqui, e desejo que haja alguém que corra os brasileiros daqui para fora, eles escrevem mal “p’ra caramba”! Xô.
Outubro 5th, 2008 at 13:48
Num país, onde num programa de televisão, ganhou o Salazar como maior figura portuguesa…..então está tudo dito quanto ao carácter RACISTA, XENÓFOBO E CÍNICO da maioria dos portugueses ! felizmente existem uma minoria, como eu, que vai contra maré desta povinho da treta. O mal de Portugal, está neste povo burro e desconfiado em tudo que diz respeito à evolução e modernidade (não é por acaso que o salazarismo durou cerca de 48 anos) fomos os últimos a descolonizar, os ultimos no aparecimento da indústria, ULTIMOS EM TUDO !
O acordo está promulgado, e vocês, oh gentinha retrógada, os vossos filhos e netos vão aprender a nova evolução da lingua portuguesa, como sempre houve nas outras no passado. Felizmente os vossos filhos e netos, irão ser pessoas com visão, mente aberta e moderna.
Outubro 5th, 2008 at 14:02
Senhor Nuno Caldeira: xenofobia é o medo (fobia, aversão) que o ser humano normalmente tem ao que é diferente (para este indivíduo). Xenofobia é também um distúrbio psiquiátrico ao medo excessivo e descontrolado ao desconhecido ou diferente. Porém xenofobia pode se manifestar como medo a um desconhecido familiar, mas diferente ao comum (por exemplo, a culturas diferentes). Neste caso, o medo é mascarado no indivíduo em forma de aversão ou ódio, gerando preconceitos. Como qualquer fobia, xenofobia pode vir em diferentes intensidades, podendo se tornar uma doença psicológica. Xenofobia é comumente associado a aversão a outras raças e culturas. É também associado à fobia em relação a pessoas ou grupos diferentes, com os quais o indivíduo que apresenta a fobia habitualmente não entra em contato e evita. Por esta razão Xenofobia tende normalmente a ser visto como a causa de preconceitos. Para o tratamento da xenofobia são normalmente utilizados os métodos da terapia comportamental. O principal princípio desta terapia no que concerne às fobias, é o da exposição ao objecto ou situação fóbica. No caso particular da xenofobia, será a exposição do doente a situação estranhas que ativam sua fobia. Assim sendo, o sujeito vai descobrir que tal situação aterrorizadora, não representa qualquer perigo ou ameaça como ele imaginava. Em alguns casos mais graves é habitual a administração de medicamentos que tenham por objectivo principal a diminuição da ansiedade extrema, uma vez que esta impede que se realizem as sessões terapêuticas de uma forma eficaz. (Fonte Wikipedia).
Esse é o seu caso. Deve procurar um psiquiatra, ao invés de dizer asneiras aqui. Se o senhor conseguiu ler o que aqui está escrito, é porque os brasileiros também falam e escrevem o português.
Outubro 5th, 2008 at 21:11
Caro Marcelo Fontana, sou português, e concordo com o senhor, e gentinha como Nuno Caldeira existem muitos em Portugal. Oxalá que nunca cheguem ao poder, porque senão, voltamos outra vez ao fascismo ! só na próxima geração, é que nos livramos de todos este xénofobos e retrógados.
Outubro 6th, 2008 at 7:52
Calma Senhor Nuno Caldeira! Que preconceito é esse contra mim? Por que esse ódio a mim?? Veja, há 500 anos atrás, Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil e em 1808, D. João VI (seu rei) fugiu de Portugal e chegou até aqui, neste outro lado do Atlântico (aquele lugar onde só se leva malefícios para este lado daí)….Aqui, vieram com ele mais de 15.000 “amigos” portugueses….Por causa disso tudo, Rio de Janeiro tornou-se o centro administrativo do governo português. Que bacana, né?
Te garanto que de alguma dessas 15.000 pessoas, que abandonaram a sua própria terra, eu tenho alguma descendência. Portanto, a língua é minha também, cara. Por conseguinte, você é meu primo, de trecentésimo octagésimo grau, mas é primo! Somos da mesma família. Que legal, não achas? Nuno, você é uma das figuras mais retrógradas, estapafúrdias, idiotas que eu já vi na face da Terra. É uma figura títere, representando o que há de mais arcaico neste mundo. Eu tenho direito adquirido sobre essa língua, que como já dito alhures, ela é MINHA também! Como é sua e de todos nós!
“Mas a língua pertence somente aos portugueses!” Tudo bem, se você acha que a lígua pertence somente aos portugueses, por que o seu rei apareceu por aqui em 1808? Por que o mesmo não ficou na sua terra, e a defendeu com unhas e dentes, em vez de fugir daí? Por que teve que vir ao Brasil? Ao invés de lutar, saiu correndo daí e veio fugido para cá. Vergonha! Percebo que tem a mesma mentalidade da época de D. João VI! A sua tese é pífia!
Gostaria de estar falando tupi-guarani ao português, só em homenagem a você, Nuno. Mas como aprendi a falar essa língua, só posso te dizer que AMO a MINHA LÍNGUA! Minto, a NOSSA LÍNGUA, mesmo sem nunca ter pisado em Portugal. Espero que essa sua xenofobia seja efêmera e que você perceba os benefícios desse Acordo, no decorrer dela.
Outubro 6th, 2008 at 20:07
Não sou contra nem a favor, muito pelo contrário! agora pelo menos, os portugueses quando lerem algo escrito por mim cá na terra de Camões, não vão poder dizer que escrevo errado, ou não sei escrever em português, como não sei falar português. Devo escrever em suawili e falar em xosa, Õs portuguêses tem que deixar de achar, que são “donos” da língua, assim que a difundiram pelo mundo, acabou a propriedade. Acho que os portugueses tem que tomar cuidado para não perder a sua segunda lingua oficial, que para quem não sabe é o mirandês.
Outubro 6th, 2008 at 20:15
Sr. Nuno, que horror!!!! como o sr. consegue escrever uma coisa dessas!!! se os brasileiros não sabem escrever, como o ser consegue ler o que escrevem? Todos temos algo para aprender e para ensinar, e o pior de tudo, é que morremos e não sabemos tudo!! mas não adianta espernear, tem que engolir, como eu engulo ainda muita coisa por cá. Mas os meus ancestrais no Brasil não tiveram o problema que tenho tido por cá. Ainda hoje ouvi de uma menina do Mac Donald, que eu não falava português, e a dita menina é cabo verdiana e negra!!!! até ela ahahaha!!!!!!
Outubro 6th, 2008 at 20:26
Sr. Nuno, não sei se sabe que por haver duas grafias, quando um parente meu resolveu ser tradutor frequentando curso em Londres, o fez em portugues americano (como disse) não fez em português peninsular como diz Chomsky. Será que há mais pessoas falando português na forma peninsular ou na forma brasileira? E a ultima reforma da língua foi feita e colocada em uso por Portugal sem consulta ao Brasil, e nem porisso os brasileiros fizeram esse estardalhaço todo!!! não se preocupe, os portugueses serão sempre pessoas importantes, vide os primeiro ministro, ex presidentes que hoje ocupam grandes cargos a nível mundial, só falta mesmo ganhar em outras esferas.
Outubro 7th, 2008 at 1:11
Qual xenofobia qual quê? Vivemos num mundo em que não se pode criticar nada nem ninguém, diz-se logo que é xenofobia e racismo, o português não é racista nem xenofobo, quando muito, podem nos chamar conservadores da nossa cultura e da nossa lingua.
Reconheço no entanto que, últimamente do outro lado do atlântico não vem nada de bom, no Brasil há gente boa concerteza, mas esses não vem para cá.
Gostava que me explicassem, qual é o interesse dos brasileiros em que, Portugal passe a adptar o acordo ortográfico? Sim, qual é o vosso interesse? Estão muito preocupados connosco? A menos que seja para nós entendermos aquelas sete ou oito páginas de anúncios do Correio da Manhã, tipo “bumbum gostoso”, ou ainda quando dobramos uma esquina e ouvimos ” isto é um assalto, tá”.
Sabem porque é que se fala o português no Brasil? Porque os brasileiros não tiveram capacidade para criar uma lingua própria, e então falam uma lingua emprestada.
Li, um destes num artigo aqui na Net, um artigo escrito por uma brasileira onde dizia que, sempre achou a pronúncia portuguêsa horrivel e detestável, pois bem, eu acho que a pronúncia brasileira é uma forma “abixanada” de falar português.
Falam ainda dos tempos do colonialismo, mas que “chachada”, não se esqueçam que a maioria dos brasileiros são netos desses colonos, os verdadeiros brasileiros são os índios, no Brasil não havia brancos nem negros, os negros não tiveram escolha foram levados como escravos, e esses sim foram as grandes vitimas, mas os brancos que eram colonos ficaram todos por
lá. Mas, parece que o colonialismo ainda não desapareceu, os netos desses colonos continuam a roubar as terras dos indios e a vendê-las aos americanos e europeus ricos.
E para aqueles que dizem que a lìngua evolui, é verdade a lingua evolui, mas provem-me que este acordo é uma evolução da lingua e não um retrocesso, provem-me se forem capazes.
Deixem os Portugueses escolher como querem escrever e falar, porque nós portugueses nunca vos criticámos pela vossa escrita e pronúncia e se agora o fazemos é porque vocês a isso nos obrigam.
Por último uma palavra de apreço aos línguistas que tiveram todo esse trabalho em prol do acordo ortográfico, “valeu o esforço mas o acordo no meu entender ficou uma grande merda”.
Outubro 7th, 2008 at 1:36
Concordo com o Tuga este acordo deveria chamar-se “Merdográfico”.
Outubro 7th, 2008 at 9:32
“Sabem porque é que se fala o português no Brasil? Porque os brasileiros não tiveram capacidade para criar uma lingua própria, e então falam uma lingua emprestada” - Você me faz rir…… Sem comentários….
Outubro 7th, 2008 at 14:50
João Tuga, acho que o senhor percebe mesmo pouco de história… infelizmente seus professores não devem ter sido dos melhores. Se não quer falar do passado, então falamos do presente. Quando o senhor diz que os brasileiros vendem terras aos americanos, o que acha então que os portugueses fazem dos grandes aldeamentos do Algarve? Não os vendem para os Ingleses? Ora bem, não dê tiros nos próprios pés…
Outubro 7th, 2008 at 19:13
Sr. Marcelo Fontana, quem não percebe de história é o senhor, porque se percebesse, sabia perfeitamente que os portugueses, vendem aquilo que lhes pertence, não precisam de expropriar terras a ninguém.
Escreveram aqui, que o Brasil recebeu o Rei de Portugal com a sua comitiva de quinze mil pessoas, porque o rei teve que fugir de Portugal, pois bem, o rei não fazia cá falta nenhuma, por isso fugiu, e vocês bem podiam ter ficado com ele. mas nós neste momento não recebemos Rei nenhum vindo do Brasil e já temos cá umas centenas de milhares de brasileiros, e os que vierem por bem sempre vão ser bem recebidos. Sabemos respeitar as tradições daqueles que recebemos, mas por favor não nos obriguem a escrever como vós, porque isso não é português, como eu já tinha dito aqui, a pronuncia brasileira soa a falso, até os cidadãos dos paises de leste que vivem em Portugal, tem melhor pronúncia do que vós, e isto é um FACTO, ou sérá que estou a dizer alguma mentira?
Outubro 7th, 2008 at 21:25
Aos pseudo nacionalistas portugueses ! em vez de vocês se revoltarem contra a invasão escandalosa do Inglês no vocabulário corrente do dia a dia, e cada vez mais acentuada, e que se não for travada, o português em Portugal desaparecerá, na U.E. já pensam em excluir o português nas traduções, e vocês sabem que as linguas maioritárias normalmente comem as minoritárias (sempre foi assim), em vez disso tudo, seus “patriotas”, estão contra o Acordo Ortográfico da Lingua Portuguesa, dos países que falam português, tornar a nossa lingua coesa e firme, o Acordo é um ACORDO (sabem o que quer dizer essa palavra ?), e não uma imposição do Brasil sobre Portugal, um acordo que foi assinado de LIVRE vontade pelo Estado Português.
Dizem alguns que os brasileiros falam mal português, para vossa informação, quem fala mal são a maioria dos portugueses, pois comem as sílabas das palavras, e falam rápido, enquanto os brasileiros não, por isso mesmo, é MUITO mais fácil para um estrangeiro aprender português no Brasil que em Portugal.
O facto (para os ignorantes do acordo, o “c” irá se manter para distinguir-se do “fato”), é que esses “nacionalistas” são mesmo xenófobos, ficam ofendidos na sua honra colonionalista que o Brasil, uma ex colónia, possa também ter algum contributo na lingua portuguesa, pois lá no fundo, o que eles queriam é que fosse no sentido inverso, ou seja,Portugal a mandar, mas isso já é passado.
Para vossa informação, sou português, e sou muito mais patriota e nacionalista que 10000000 criticos do Acordo.
Outubro 7th, 2008 at 21:55
Senhor Antônio Dias. Não fui eu quem escreveu sobre o Rei de Portugal, mas posso lhe responder perfeitamente. O Rei veio sim, fugido para o Brasil, com sua extensa comitiva, e que, infelizmente, obrigou cidadãos nascidos no Brasil a cederem suas melhores casas para abrigar essas “nobres” pessoas. O Rei era português e seu retorno a Portugal foi exigido pelos seus patrícios. Ficou cá seu filho, Pedro I, no Brasil, ou Pedro IV em Portugal que, com o sentimento anti-lusitano incutido nos nascidos em solo brasileiro no seu auge, foi obrigado a proclamar a Independência do Brasil. Mas não estamos aqui pra falar de história, ou estamos? Talvez sim, porque achei muita graça quando o senhor diz que a pronúncia brasileira soa falso. A mesma história, a qual o senhor deve ignorar, nos conta coisas muito interessantes. A título de curiosidade, podem ficar muitos a saber que o Camões falava com um sotaque próximo do dos brasileiros de hoje. Que coisa, hein, senhor Antônio? Aposto que o senhor não sabia disso. Quanto à pronúncia do pessoal do leste, é claro que eles tendem a falar com sotaque lusitano, senão como poderia o senhor explicar como uma pessoa que aprendesse a falar inglês nos Estados Unidos poderia ter sotaque Britânico?
Outubro 8th, 2008 at 4:42
Reações à reforma ortográfica de 1911.
Alexandre Fontes:
“Imaginem esta palavra phase, escripta assim: fase. Não nos parece uma palavra, parece-nos um esqueleto (…) Affligimo-nos extraordinariamente, quando pensamos que haveriamos de ser obrigados a escrever assim!”
Teixeira de Pascoaes:
“Na palavra lagryma, (…) a forma da y é lacrymal; estabelece (…) a harmonia entre a sua expressão gráfica ou plástica e a sua expressão psicológica; substituindo-lhe o y pelo i é ofender as regras da Estética. Na palavra abysmo, é a forma do y que lhe dá profundidade, escuridão, mistério… Escrevê-la com i latino é fechar a boca do abysmo, é transformá-lo numa superfície banal.”
Reações ao acordo ortográfico de 1990.
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Outubro 9th, 2008 at 1:40
Há coisas fantásticas, não há? Pois diz o sr. Luis, que no Brasil se pronuncia melhor o português do que em Portugal, porque em Portugal “comemos” as sílabas e no Brasil não. Então não é no Brasil que dizem: Brásiu e Pórtxugal?
Esporte em vez de desporto? Universau em vez de universal? Não é no Brasil que as vogais são quase sempre acentuadas? Já para não falar no vocabulário, Onibus, carona, legal, bacana, orelhão, barbante, babaca, penilongo, etc…, etc… e isto é português? Quanto ao ser patriota isso tem que se lhe diga, ser patriota, não é estar sentado em frente da televisão, a “torcer” pela selecção de futebol, com uma cerveja na mão, ser patriota também é defender a nossa língua e a nossa cultura, mas Sr. Luis, ser contra o acordo não significa ser xenófobo, só uma mentalidade tacanha associa as duas coisas, como quem diz “és contra o acordo? então és xenófobo” eu não sou xenófobo, sou é mesmo contra o acordo, porque acho que não é este o caminho para a nossa lingua evoluir. Tenho lido aqui alguns comentários, que defendem a tese de que Farmácia se escrevia com Ph mas que se evoluiu para se escrever com “F”, e é verdade, mas não precisamos que viesse alguém do Brasil para tirar o Ph da Farmácia, nós próprios o fizemos. Alguém pensou nos portugueses que estejam agora com 50 ou 60 anos e que por exemplo tenham uma escolaridade miníma? Como é que essa gente vai saber escrever corretamente? Vão para a escola outra vez? este acordo foi feito a pensar nos brasileiros e nada mais, enquanto nós alteramos 1,6% da nossa escrita eles só alteram 0,6%, e concordar com isto isto Sr Luis, é a mesma coisa que se deitar para lhe passarem por cima, e ainda se diz patriota?
Outubro 9th, 2008 at 1:56
Como já aqui comentei o Brasileiro é uma forma “abixanada” de falar português.
Viva Pórtxugau!!!
Outubro 9th, 2008 at 14:34
Sr. Fabrício, o que seria de Portugal se à época não tivesse tomado posse do Brasil? Como estaria a biblioteca joanina sem aquele ouro, como estaria o Palácio de Vila Viçosa sem as madeiras e o ouro que deu possibilidade de hoje o Sr. poder desfrutar de um monumento lindo! o que seria da corte que não teria como ter tantas coisas belas que afinal o ouro proporcionou? pelo menos, ensinaram e deram aquilo que lhes podia deixar no momento, que foi belos monumentos e inteligentemente ensinaram a língua portuguesa, para que a mesma com o passar dos anos não chegasse ao que chegou o mirandês, a segunda língua oficial de Portugal. Deixe-se lá de bobagens e aceite o inevitável, escreva sem o c em direto, mas vai continuar com certeza escrevendo treze e dizendo treuze, sem problemas, ou escrevendo piscina e dizendo pixcina. Em português afinal queiram ou não, nos entenderemos, mas os outros também precisam aprender português, como estão fazendo os brasileiros no Haíti, ensinando português aos nativos. Um abraço a todos.
Outubro 9th, 2008 at 16:40
João Tuga, onde está o seu patriotismo, quando entram palavras inglesas no vocabulário dos Portugueses, e qualquer dia passe a ser um crioulo do inglês ou pior, seja um dia a futura lingua de Portugal ?, onde estão as suas criticas a este respeito?, aí sim é que devia ser profundamente contra !
Que mal lhe faz, que a evolução da lingua portuguesa, em consonância com o Brasil que tb fala português, e quem sabe com os paises africanos + Timor, será que não têm direito ? Que direito acha-se Portugal julgar que é o dono da Lingua? perdeu esse estatuto, desde que deixou de ser potência colonial, sabia disso ?
E se estas mesmas modificações nascessem da iniciativa de Portugal, tb seria contra ?
E se visse o comentário nº 67, do Tripov ?, sabe que ortografia com que escreve atualmente com toda naturalidade,(tirei o “c”) foi altamente criticada em 1911 ?
Não é xenófobo !?, então o que será isto que escreveu ? : “aquelas sete ou oito páginas de anúncios do Correio da Manhã, tipo “bumbum gostoso”, ou ainda quando dobramos uma esquina e ouvimos ” isto é um assalto, tá”.”
Se isto não é xenofobia…….então o que será ?, está dizendo que todas brasileiras são umas putas, e os brasileiros sãos uns bandidos.
Cumprimentos
Outubro 10th, 2008 at 6:21
À Neusa Caldas,
Primeiramente, eu não conheço tal biblioteca e não conheço o Palácio da Vila Viçosa porque nunca fui a Portugal.
Agora quanto ao que você mencionou “vai continuar com certeza escrevendo treze e dizendo treuze”, isso é pura bobagem! O que você pode estar mencionando é o fato dos cariocas (naturais da cidade do Rio de Janeiro)dizerem a palavra “douze” ao invés de “doze”. De qualquer forma, isso até nós, paulistas, fazemos brincadeiras com os cariocas. Mas é apenas uma questão de sotaque. Aliás, falando em sotaque no Brasil, isso tem e muito! Do Oiapoque ao Chuí (os extremos do Brasil) há uma variação enorme de sotaques! Cada um fala de um jeito por aqui. Quanto à língua escrita, esta não muda por todo nosso continente. No aspecto da xenofobia, eu já sabia um pouco disso pelos relatos de alguns brasileiros que viveram em Portugal, mas isso não me preocupa, até porque a União Européia institucionalizou a xenofobia em todo o continente. Percebe-se que isso não pertence só aos portugueses.
Outra coisa também é quando João Tuga menciona sobre as palavras ônibus, carona, legal, bacana, orelhão, barbante, babaca, penilongo, etc…, etc…, e dize que as mesmas não são palavras em português. São palavras mais do que comuns aqui no Brasil. Ninguém aqui fala em “autocarro”, por exemplo. Bom, eu não vou me estender muito, pois só vim aqui para ver a opinião dos portugueses sobre o que vocês acham sobre o novo acordo ortográfico, e já estou satisfeito com tal.
Atenciosamente,
Outubro 11th, 2008 at 23:44
Sr Luis, como sabe, há palavras que não têem tradução prática para português, e isso não acontece só com palavras inglesas, temos por exemplo abat-jour (que quer dizer quebra-luz), casse-tête (quebra-cabeças), cassete (caixinha), lingerie (roupa interior feminina) etc…, só para lhe dar alguns exemplos, como vê a invasão de palavras não vêm só do inglês, mas já agora que tradução prática faria o Sr. para “dawnload, ou scanner? Isto é que se chama a evolução de uma língua, eliminando palavras que deixaram de se usar e assimilando outras palavras que sendo novas para nós, não tem tradução prática para português. Quando há dias mencionei algumas palavras do vocabulário brasileiro (como sabe o vocabulário brasileiro difere substancialmente do português), são palavras que no português original não existem, não precisamos de dizer “penilongo” porque dizemos “melga” nem precisamos de dizer “barbante” porque dizemos “cordel”, e isto nada tem a ver com o ser ou não patriota. Agora não podemos é estar a evoluir em duas direcções diferentes, por um lado sofremos a influências dos Países que são nossos vizinhos na Europa, por outro lado vamos na onda do Brasil, e como eu já aqui disse este acordo interessa muito mais ao Brasil do que a Portugal, basta lembrar que o Brasil apenas muda 0,6% da sua escrita e nós mudamos 1,6%, para eles é óptimo ficam com menos problemas para resolver. Eu não sei se o Sr. Luis tem familiares na casa dos 50, 60, ou 70 anos que estejam dispostos a ir para a escola outra vez, é que como sabe este acordo em Portugal vai alterar a grafia em pelo menos 1600 palavras, já para não falar no emprego do (( “ifen”)) e nas palavras que passam a ter dupla grafia, ou seja vamos ter em Portugal pessoas que sabiam escrever correctamente, e vão deixar de o saber fazer. E o que é que isto traz de novo? (para si não sei) mas para mim e para a maioria dos portuguêses só traz problemas.
Nós não sabemos falar chinês nem grego, mas isso nunca foi problema nenhum para qualquer transacão comercial ou politica, mas parece que no Brasil sentem este problema em relação a Portugal, talvez porque os poucos filmes portugueses que lá passam precisam de ser legendados (gostava que o Sr. Luis ou alguém comentasse sobre isto). Quando dizem que o acordo apenas elimina aquilo que não faz falta, quer dizer que andamos(o Sr. incluído) à decadas a aprender inutilidades na escola.
Mudando de assunto, em relação ao meu comentário sobre os anúncios do “Correio da manhã” e dos assaltos, o sr. sabe que isto é verdade, mas não me atribua coisas que eu não escrevi, eu não escrevi que as brasileiras eram todas p… e o brasileiros todos ladrões, portanto o Sr. Luis deve ter entendido mal, se leu todos os meus comentários deve de ter notado que eu escrevi que os brasileiros com valor não vem para cá, para cá só vem a “ralé”.
Nota-se que o Sr. tem grande admiração e simpatia pelo povo brasileiro, mas é pena que eles que eles não sintam o mesmo por nós, sabe que tipo de anedotas eles contam sobre os portuguêses? Não deve de saber, você sabe que ser português no brasil é ser o bobo da corte? Lá com os portuguêses só são simpáticos pela frente, nas costas nas costas são gozões, e o Sr. Luis também parece que é brasileiro, pelo menos por aquilo que você escreveu, não só defende os brasileiros com unhas e dentes, como diz mal dos portugueses, patriotas como você não precisamos obrigado. Já agora comente aquela da pronúncia onde disse que no Brasil se ponuncía o português melhor do que em Portugal, é que eles dizem Pórtxugau, e você acha que é boa pronúncia.
Outubro 12th, 2008 at 15:34
Sr. João “Tuga”, sabe porque os filmes portugueses são legendados ? é devido à pronúncia da maioria de nós portugueses. Já se ouviu ou ouve com atenção a nossa pronúncia ? é rápida, comemos as sílabas, por vezes duas palavras confundem-se numa só, pronunciamos as vogais em tom mudo. Por isso os brasileiros legendam os nossos filmes, e……. tb porque existe quase uma inexistência de material cultural atual (escrevo sem “c”) como por exemplo, vindo da televisão, cinema, música, assim sendo, os ouvidos brasileiros não têm o hábito de escutar a sonoridade do sotaque lusitano. E sabe de quem é culpa ? …de Portugal, que não investe, não promove, não esforça, não reforça os laços, simplesmente vive na sombra do passado, da saudade, do medo e da desconfiança miserável da nossa mentalidade, é a herança do Salazarismo que perdura, o orgulhosamente sós…..condenados a desaparecer do mapa como nação….talvez engolidos pela Espanha, que muitos “patriotas” como senhor que tanto admiram, e sonham com Ibéria.
Os brasileiros têm boa pronúncia, a sonoridade do seu sotaque é melodiosa, pausada, “açucarada”, de vogais abertas. Pergunte a qualquer pessoa não luso falante, qual é a pronúncia lusófona mais adequada para aprender português, e mais agradável ao ouvido, todos dirão-lhe que é a pronúncia brasileira, porque, dizem eles, a brasileira tem as vogais mais perceptíveis, porque são mais abertas, enquanto a pronúncia lusitana tem tom mais rude, agressiva. O tal “portchugau”, é não é assim: é “portugau” (o “o” é mesmo um “O”) e é tão válido como o “purtugal” (como o “o” fosse um “u” ) dos portugueses.
Quanto ao “barbante”, vá consultar um dicionário de lingua portuguesa de Portugal, está lá !: barbante= cordel, fio, está tb enxergar= ver a custo ou vislumbar, botar = colocar, deitar, açougue= lugar onde vende carne (talho), estas palavras são só um pequeno exemplo !. Sabe que no Brasil fala-se ainda palavras que já cairam em desuso em Portugal, só que os portugueses já perderam a sua memória e pensam que são palavras surgidas no Brasil ? claro existem palavras que surgiram no Brasil, ônibus, esporte, concreto (betão), o seu penilongo tb, mas isso é natural que surjam pois existem os regionalismos assim como o “marafado” do meu Algarve, o “morcão” do Porto. Mas estas divergências de vocábulos, lexicais, ortográficas existem, porque primeiro devido à distância geográfica, pouco contato com o Brasil e vice versa, e fundamentalmente por falta de Acordo linguístico, isso um Acordo, sabe o que significa “acordo” ? acha que é mesmo que imposição ?, para mim este acordo até sabe a pouco, devia ser Ortografico, lexical e vocabulário, mas quem sabe o resto venha depois. Preeocupado com os tais 1.6 % ?, e daí ? qual é o seu problema ? então os 98,4 % que os brasileiros falam ? que tem tal ? Depois deste 1,6 % dos portugueses, pode ser na próximo acordo 1, 6 % a nosso “favor”, fica contente assim ?
Como traduziria “download ” e “scanner” ? facil ! “descarregar” e “rastrear”
Não respondeu-me à pergunta: se esta mudança de ortografia, fosse surgida unilateramente de Portugal ? seria tb contra ?
Está preocupado com as pessoas dos 50, 60 e 70 anos ?, então a preocupação deles com os seus pais e avôs, quando foi a mudança ortografica em 1911, que ainda foi, muito, mas muito mais radical ? a atual mudança do Acordo Ortográfia é uma “criança” ao pé da que foi feita em 1911, sabia ?
As pessoas dessa época não se adaptaram ?, e as gerações seguintes não encararam com naturalidade a nova ortografia, então mesmo acontecerá com esta que é quase imperceptível. As pessoas não se habituaram ao Euro, após décadas de escudo ?
Admiro sim o Brasil, já fui lá 4 vezes, e você não tem minima nocão o quanto é um colosso, aquele país que fala a nossa língua, é esse país que você tem tanto desprezo, que dá visibilidade ao português, com que muitos não luso falantes ainda tenha interesse em aprender português, é um orgulho ver aquele gigante, a caminho de ser um G8, falar tb português. E no futuro será Angola, com sérias aspirações ser um grande país e a fala tb português, e Portugal o que faz ? menospreza esse infindável potencial, pois está completamente hipnotizado com a Espanha, olhem só esse grande “patriotismo” !
Eu defendo o Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, e todos outros paises de lingua portuguesa, pois sinto-me um cidadão lusófono !, “a minha pátria é a lingua portuguesa” quero que o português seja a lingua universal que une 4 continentes, não quero reduzir-me ao “lusitano”, pois é isso que “patriotas” como senhor querem, que se fale “lusitano” em vez do português. E aí, triste destino, triste fado ! seremos engolidos pelo espanhol ou inglês, para delírio de “patriotas” como o senhor !
Outubro 12th, 2008 at 18:43
Pois Sr. Luis, se ser patriota é dizer mal de Portugal e dos portugueses, o Sr. deve de ser um dos maiores patriotas com quem me cruzei últimamente, pois ainda aqui não escreveu uma única pavavra simpática para com o seu País, uma só. É verdade que o Brasil é um colosso emergente, ninguém duvida disso, mas diga-me se souber de alguma coisa boa que venha de lá para cá, novelas? a ralé da sociedade deles? o acordo ortográfico? Como sabe Portugal é um País com cerca de dez milhões de habitantes, cerca de metade do númeto de habitantes da cidade de S. Paulo (disse Cidade e não Estado) e o Sr. Luis ainda nos quer comparar com o Brasil? em quê? O Brasil tem petróleo, ouro, diamantes, madeiras exóticas (por enquanto) e muito turismo, portanto tem potencialidades que nós não temos, e o que é de admirar é que só agora começaram a emergir, mas oxalá consigam combater as disigualdades que são gritantes. Não compare aquilo que não é comparavel, porque comparar Portugal com o Brasil é o mesmo que comparar Portugal com o Canadá por exemplo.
quanto ás suas traduções para dawnload e scanner, é assim “descarregar” faz lembrar “descarregar autoclismo” e scanner além de ser usado para rastrear, um scanner também se refere a um instrumento de leitura óptica e nada tem a ver com aquilo QUE OS BRASILEIROS DIZEM, esses então nem sequer dizem scanner, para eles é “escanner”, mas com tanta idas ao Brasil o Sr. Luis já deve de estar com uma pronúncia um tanto abrasileirada, por isso começo a perceber o ódio que tem à pronúncia do seu país.
Só não entendo essa raiva que tem aos ingleses e aos espanhóis, pois os melhores clientes do seu Alvarve são ingleses não são brasileiros, o principal parceiro de Portugal em trocas comerciais é a Espanha, não é o Brasil. cada um deveria de ter orgulho no país onde nasceu, eu tenho, nasci em Portugal, sou ibérico (com muito gosto) e europeu, e sinto orgulho nisso.
E agora a culpa de os ouvidos dos brasileiros não estarem habituados à pronúncia portuguesa é… vejam só …do governo (isto é ridiculo) porque não investiu. Eu gostava de saber quanto ou o que é que o Sr. Luis vai ganhar com o acordo ortográfico, acha que o governo deveria investir dinheiro dos nossos impostos? quando ser investe é para haver retorno, que retorno teriamos? Mais meia dúzia de brasileiros a entender um pouco melhor o português? Por mim acho que não vale a pena pagar impostos para isso.
Depois vem falar no acordo de 1911, por amor de Deus, o Sr. que mostra ser uma pessoa com uma certa cultura, sabe perfeitamente que a taxa de analfabetismo em 1911 era de 75%, e dos 25% que não eram considerados analfabetos, quantos teriam mais do que a antiga 4ª classe? que impacto queria o Sr. Luis que esse acordo tivesse? Francamente. 1911 vão quase 100 anos, qualquer dia estamos a discutir a descoberta do Brasil.
Outubro 13th, 2008 at 8:00
Só uma retificação….melga (é a primeira vez que vejo essa palavra na minha vida) significa peRnilongo e não “penilongo”….
Eu só entrei nesse fórum para ter uma interatividade maior com o povo português, pois, até então, eu nunca havia conhecido um sequer. Também, nunca vi um filme português, mas creio que se visse, sinceramente, eu só conseguiria entender legendado. Quando eu tinha uns 13 anos de idade (mais ou menos no ano de 1996), meus pais assinaram TV a cabo, pegando várias emissoras de todos os lugares do planeta. Fiquei ansioso para saber as nacionalidades das mesmas…consegui descobrir quase todas….passava por um canal, e pensava: “Essa daqui é espanhola”… passava por outro: “Bom, essa daqui é de língua inglesa, deve ser americana…” E mais outro: “essa é japonesa!” e assim por diante….
Mas tinha um canal de TV que eu não descobria nem a pau! Achava que era do leste europeu, ou sei lá de onde…o logotipo desse canal ficava no canto superior direito da tela e se chamava “RTP”….Quando descobri que o canal era português, foi um impacto tão grande, pois imaginava comigo mesmo: “nossa, eles falam português? Que diferença de sotaque!” Coisa de garoto. Chamei até o meu pai para assistir os portugueses falarem o português: “Pai, vem cá ver a nossa língua ser falada pelos portugueses! Totalmente diferente da nossa, pai! Que maneiro!” O meu pai simplesmente falou: “Existe uma diferença de sotaque muito grande, filho.” Mas não era uma diferença de sotaques existentes no Brasil, como, por exemplo, o gaúcho do nordestino….Era uma diferença gritante, como se fossem duas línguas autônomas.
para se ter uma idéia, a rede Globo fez uma entrevista com José Saramago e a entrevista inteira foi legendada. Mas não acredito que seja um desrespeito para com vocês, portugueses. Posso garantir que mais de 80% dos brasileiros não entenderiam. O máximo que iriam fazer é “pescar” uma palavra ou outra. É que realmente fica difícil de se entender quando não há um intercâmbio da língua (falada e não escrita) com Portugal. Vocês entendem o nosso português porque estão acostumados com a música, novelas, as “centenas de milhares” de brasileiros que vivem por aí etc…
Quanto ao acordo, no Brasil, também existem críticas ao mesmo. Eu também não me imagino escrevendo “ideia”. E quanto ao trema? Escrever “cinquenta”? Inimaginável. Mas garanto que não vou ter que voltar a escola para reaprender tudo de novo. Não sei quanto a Portugal, mas no Brasil se aceitará ambas as grafias até 2012. é um tempo razoável para adaptar-se, principalmente no que se refere a concursos públicos. E quanto a Portugal? Vocês terão período de adaptação ao novo acordo?
Abraços
Outubro 14th, 2008 at 12:51
Joaõ “Tuga”, acho uma desconsideração à lingua portuguesa, o facto de você achar que não existe tradução prática de certas palavras estrangeiras, repare, até pejorativamente usou a palavra “download, que traduzido para português é “descarregar” e que fazia lembrar-lhe “descarregar o autoclismo”´, ou seja está quase insinuando que a lingua portuguesa é pobre e que não tem palavras congéneres para as estrangeiras. Fique sabendo que o português é muitas vezes mais rico que o inglês, tem palavras para todas elas. Sinceramente estou completamente abismado com seu “grande patriotismo” e “respeito” à lingua portuguesa. O seu “patriotismo” resume-se aos “indignantes e infames” 1,6 %………que “tragédia” no seu orgulho ferido !
Esse 1,6 % de “patriotismo”, faz-me lembrar a parábola hilariante e decadente, do adepto vendo o jogo da seleção e com a lata de cerveja mão…..é absolutamente …..”comovente” …..
Esse “patriotismo”: NÃO, OBRIGADO !
Ao “patriotismo” de transformar o português em “lusitano” : NÃO, OBRIGADO !
Ao “patriotismo” de substituir um dia o português por espanhol ou inglês, ou numa espécie de crioulo destas línguas: NÃO, OBRIGADO !
Não tenho nenhum orgulho em “patriotismos” retrógados, feudais, e principalmente completamente saloios
Para já, a minha pronúncia é algarvia, essa sim ! adoro-a e faço questão de a cultivar
João “Tuga”, Portugal não é apenas o governo, nem o Estado, Portugal somos todos nós !. Essa ideia que o governo resolve tudo, é a filosofia do “encosto”. Portanto, a promoção da cultura portuguesa seja no Brasil, ou em qualquer parte do mundo é papel de toda sociedade, do Estado ao privado, do grande para o pequeno, cada um dentro das suas possibilidades. Essa dos “nossos impostos” ´é ridicula e populista
Pode evocar Deus, os santos, o que quiser, mas será que os tais 25 % ou talvez menos em 1911, tb não sentiram essa mudança, estranharam-na de início e depois adaptaram-se e assimilaram ? será que puseram umas palas ao lado dos olhos como os burros, e só viram só numa direção ? ( sem o “c”), então o que falar tb do impacto (no Brasil tem tb o “c” para sua informação) da reforma da década de 40, com a sociedade portuguesa já mais alfabetizada ?, com por ex: “mãim” ou “quasi” para “mãe” e “quase” (veja livros dessa década !)
Diga-me, se caso o acordo fosse 1,6 % Brasil, e Portugal 0,6 %, seria tb contra ? (se o Brasil fosse contra, eu criticava tb o Brasil por ser contra)
Diga-me se a mudança fosse iniciativa unilateral de Portugal, seria contra ?
Eu digo-lhe qual é os seu problema: é não aceitar o Brasil que possa dar o seu contributo à lingua portuguesa, e pior: o “infame” e “ultrage” 1,6 %, pois isso devia para o Sr., o contrário, pois Portugal é o “dono” da língua.
Finalmente, a questão está resolvida, o acordo está promulgado !, e irá ser implementado em 2011 ou 2012, nas escolas, imprensa, etc, e com o tempo esquecerá certamente os “C” e os “P”, até o próximo acordo para aproximar mais ainda a lingua portuguesa, e quem sabe, que dessa vez, seja mais a “favor” de Portugal, foi apenas um início !
Outubro 21st, 2008 at 23:36
Caro luis! Você é teimoso com um raio, continua a ser inconveniente para com os seus compatriotas e o seu país, só diz mal dos portuguêses e de Portugal, e ainda tem a lata de dizer que é muito patriota, e de chamar retrógado a quem não concorda com as suas idéias, quando insínua que o meu orgulho é que me faz pensar assim, está completamete enganado, que razão tenho eu para ter orgulho em ser português? será por ter compatriotas como o Sr. Luis? Que tem mais de brasileiro do que de português, quando defende que “ninguém é dono da língua”? é verdade, mas aqui em Portugal nunca ninguém contestou o facto de no Brasil escreverem de maneira diferente, e sempre aceitámos isso com toda a naturalidade, eu pessoalmente nunca me passou pela cabeça contestar a grafia dos brasileiros, eles que escrevam como entenderem, o que eu contesto é sermos obrigados a escrever como eles.
Mas Sr. Luis, você sabe perfeitamente que o objectivo deste acordo não é aproximar mais a lingua portuguesa, sabe perfeitamente que isto apenas é do interesse das editoras brasileiras (e em breve se verá) para o espaço comercial português não só em Portugal mas também em todos os outros países onde se fala português, em breve não vai haver uma única editora em Portugal. O Sr. julga que no Brasil estão muito preocupados com o facto de aqui não se escrever como lá? Para eles nós quase não existimos, se perguntar à maioria dos brasileros onde fica Portugal, provavelmente nem sabem apontar no mapa (mas para si a culpa é do governo).
O que eu vejo aqui são pessoas como o Sr. Luis a pôrem-se em bicos de pés para ver se Portugal está em igualdade de circunstâncias com o Brasil, como dizem os brasileiros ” caia na real” o Brasil em termos Geografícos é quase do tamanho da China e tem 20 vezes mais habitantes o que nós, portanto não se esforce muito porque não vai conseguir que Portugal se compare ao Brasil, mas também não precisa de ser submisso com os brasileiros, pode continuar a ter a dignidade de ser português.
Por último, eu gostava que o Sr. me explicasse, o que é que o cidadão normal(em Portugal e no Brasil) tem a ganhar com o novo acordo ortográfico? É que eu penso que não é por isso que os brasileiros vão passar a entender melhor o português de Portugal, como foi comentado aqui, quando José Saramago deu uma entrevista tv do Brasil, essa entrevista foi completamente legendada, o Sr. acha que será com acordo ortográfico que no Brasil vão passar a entender o José Saramago?
Tenho a certeza que a grande maioria dos portugueses entendem todos os brasileiros qualquer que seja a região do Brasil de onde são naturais, e eles entendem-nos a nós? entenderão a pronuncia açoreana e madeirense?
E como diz um brasileiro famoso “o burro sou eu?”
Novembro 4th, 2008 at 17:07
Vê-se mesmo quem é aqui o grande teimoso ……….. se os teimosos, aquando da reforma ortográfica de 1911, tivessem convencido os governantes da época, “ganhariamos muito mais”. Certamente o Sr. João “tuga” seria muita mais “feliz”, com essa ortografia, do que a atual com que escreve.
Sr. João “tuga”, é preciso ter paciência consigo !, tanto medo injustificado ! Portugal sozinho no mundo vale o quê ?, devemo-nos juntar a países que têm tudo haver connosco. Podemos viver no mesmo prédio (europa) ter vizinhança de proximidade (espanha, etc), mas nunca voltamos as costas à familia (países lusófonos), esses para portugal são eternos, e deve ser cultivada essa irmandade entre nós e eles e vice versa
Mais….pensa que os países africanos são feudos de Portugal, para que o Brasil não possa levar livros para lá ?, Se Portugal não consegue colocar o nº suficiente de livros em português, então porque não com a ajuda do Brasil ?
Agora, está super preocupado com a invasão de livros brasileiros em Portugal ?, tornou-se agora tão protecionista ?, se não fosse o Brasil, gostava de ver como os estudantes portugueses das universidades estudavam. Porque as editoras portuguesas não se modernizam e não investem (como qualquer empresa), e ganham quota de mercado no Brasil, como fez a Portugal Telecom, Cimpor, Grupo Pestana, etc ?
Até um burro entende isso !
Novembro 16th, 2008 at 18:51
Confesso que ao ler todos estes comentários fiquei com a sensação de que de ambos os lados do Atlântico há argumentos a favor de uns e outros, sendo que tenho de concordar com alguns comentários mais conservadores em relação à manutenção da grafia actualmente vigente em Portugal. Não considero que as diferenças entre as duas variantes da Língua Portuguesa sejam assim tão prejudiciais para que esta possa atingir algum reconhecimento internacional. Mais uma vez vem o exemplo do Inglês que tem uma variedade enorme de maneiras diferentes de escrever, dependendo do continente em que nos encontramos. Contudo, tal não o impediu, como aliás todos podemos constatar, de ser a língua internacional por excelência. Não, não me considero um “Velho do Restelo”, bem antes pelo contrário. Foram portugueses como Salazar que mais desgraçaram aquilo a que eu chamo a minha pátria, Portugal. Considero apenas que uma língua, a evoluir, há-de ser por manifesta vontade dos seus falantes, o que não acontece aqui. Os tão falados “c” e “p” mudos, apesar de não serem lidos nalgumas palavras têm a sua importância etimológica, fazem parte do sentido da palavra, da sua raiz. Há certas alterações, evoluções, nas maneiras de falar e de escrever que são inevitáveis, já estão de tal modo interiorizadas nos falantes que se torna necessário proceder a uma reforma no modo de escrever e/ou de falar. Neste caso, em Portugal, tal não se verifica. Assim, sou contra este acordo ortográfico pelo que considero que provoca uma desnecessária descaracterização da linguagem escrita, visto que em Portugal, a língua ainda não evoluiu nesse sentido.
Ainda a realçar que, enquanto português, não tenho qualquer sentimento de colinialismo em relação aos outros países de língua oficial portuguesa. Todos os falantes da língua de Camões são igualmente válidos e devem poder dar o seu contributo para o seu enriquecimento. Contudo, tenho a dizer que, enquanto português, me sentirei ferido no orgulho pátrio, se algum dia vier a ter de escrever segundo esta gafria, pois ela serve apenas interesses brasileiros, uma economia emergente, não tendo qualquer validade prática para os seus falantes, quer seja em Portugal, em África, em Timor ou no Brasil. Por isso mesmo apelo à união de todos os falantes de Língua Portuguesa no sentido de se oporem a esta mudança que nada trará de benéfico a ninguém.
Novembro 17th, 2008 at 21:31
Jão Tuga,
Você escreve no seu comentário, que nunca criticou a maneira de escrever dos brasileiros, mas você será com certeza um dos poucos. Li algures aí para trás mui rapidamente, que os brasileiros escrevem errado, que falam mal, bem estou começando a aceitar que a lingua seja brasileira como alguns no Brasil querem. Realmente, assim ficarão os portugueses e alguns africanos falando a lingua de Camões, o que será muito bom com certeza, pois é melhor poucos e bons, inclusive porque quem ensinou os africanos a falarem o português foram os portugueses. Com certeza, se formos nesse sentido, o português acabará como o mirandês.
Novembro 17th, 2008 at 21:41
Sr. João Tuga,
Como você tenho orgulho em ter nascido no Brasil, ter pais portugueses, ser ao mesmo tempo americana e européia, ibérica, mas principalmente “do mundo”
Novembro 17th, 2008 at 23:50
Estou consigo, Neusa, sou português, e entristece-me, ver os “portugueses” atuais (escrevo sem c) com mentalidade pequenina, imobilista, estão tão longe dos bravos portugueses da era de 500, que não, ligaram às vozes dos “velhos do restelo” e foram em frente, ousados, e destemidos, se hoje em dia o mundo é global, é graças ao pioneirismo dos Portugueses de P grande. Esses “portugueses” de hoje em dia mancham essa obra, querem reduzir a nossa linda lingua, ao …..lusitano !, os africanos seguirão o Brasil, pois tb querem afirmar o português com lingua franca, porque o “lusitano” será um dialeto, como o mirandês.
Brasileiros !, vossa lingua é o Português e tb dos paises africanos, pois foi ganhou muito vocabulário durante as navegações entre esses territórios e Portugal, …….em Portugal ?….. não se falará português, e sim Lusitano, ou quem sabe…espanhol ou inglês.
Claro, isto acontecerá se o nosso governo e próximos não dar ouvidos ao conservadorismo retrógado.
Novembro 18th, 2008 at 23:57
Pois é Sr. Luis, agora e para si os portugueses falam lusitano (deve de ser uma lingua emergente que eu desconheço), mas não, os portugueses falam português qualquer burro sabe isso, portanto não queiram rebaptizar a nossa lingua, se nasceu em Portugal é portuguesa.
Mas Sr. Luis, não precisa de ser tão subserviente nem de rastejar submisso aos pés dos brasileiros, pelo menos eu nunca tive a atitude de “lambe-botas” com ninguém, não sou superior nem inferior a ninguém considero-me igual aos demais. O Sr. fala do espírito colonialista daqueles que são contra o acordo, mas já reparou que quem demonstra esse espírito é o Sr. Luis, então não é que agora evoca o feito dos Descobridores Portugueses dos séculos XV e XVI, pois esses descobridores é que faziam parte de um Império Colonialista, a sua função era descobrir para colonizar, Esse bravos portugueses de que o Sr. Luis fala não foram só bravos, foram tambem carniceiros, sanguinários e caçadores de escravos, foram eles que levaram os escravos para o Brasil e o Sr. Luis sabe como toda a gente que isso é verdade, não sei porque é que sente orgulho nisso, ou será que quer convencer alguém que os portugueses descobriram alguma coisa? todos os locais onde chegaram os navegadores portugueses já eram habitados, exceptuando a Madeira os Açores e Cabo Verde, o que quer dizer que o Brasil não foi descoberto, nem Angola nem Moçambique nem a Guiné, esses territórios foram conquistados com sangue (grande bravura), os velhos do restelo é que não tendo mais nada para comentar, continuam a falar dos feitos dos nossos antepassados de há 500 anos, essa já enjoa e ninguém liga.
Para si quem está contra o acordo é retrógado, eu sou contra o acordo conforme já tive ocasião de escrever porque acho que é uma imposição de uma maioria contra uma minoria, e não é esse o caminho que a nossa lingua tem que seguir, o Sr. Luis não se sinta tentado a pensar que este acordo vai acabar com a diferenças que existem de pronúncia ou de escrita entre os países onde se fala português, isto será apenas o cantar do cisne, o tempo se encarregará de pôr tudo no seu lugar, no futuro a lingua irá evoluir em sentidos completamente distintos, isso será inevitável.
Vem-me à memória uma quadra do seu conterrâneo António Aleixo
Quem pára a água que corre
E por si próprio enganado
O ribeirinho não morre
Vai correr para outro lado
Mas para os brasileiros que não sabem o significado de “lusitano” , lusitano quer dizer: relativo à Lusitânia ou habitante da Lusitânia ou Luso, não se refera a nenhuma lingua.
Tenho orgulho de ser português, mas não pelas mesmas razões que o Sr Luis
Novembro 19th, 2008 at 0:09
Neusa!
Fica-lhe bem ter orgulho no seu país, a mim resta-me o orgulho de ser português, mas note bem, não há países irmãos, há sim povos irmãos.
Novembro 19th, 2008 at 17:38
Oh! sr. Luis, tenho muito orgulho em ser brasileira e orgulho também de ter toda, eu disse “toda” a familia portuguesa, nortenha, ibérica, européia e mais o que o sr. queira, mas o acordo não é para mudar a pronúncia aff! a mudança é na escrita, os açorianos e madeirenses vão continuar falando como sempre, os nordestinos brasileiros e nortistas como sempre, o que vai ser alterado são algumas palavras, não dramatize tanto! será que tem problemas em aceitar o novo? espero que a idade não me tire a vontade sempre de inovar, recomeçar. Eu particularmente ém Portugal já fui criticada por pessoas de nível universitário pela maneira com que escrevo pois, diziam que escrevia “errado” isso só demonstrava e demonstra profunda ignorância! eu escrevo diferente, mas todos nos entendemos com ps, cs etc…. não sei se sabe, mas a maioria das pessoas que tentam aprender português, tem mais facilidade em aprender pelo menos falando, com brasileiros, porque os brasileiros não precisam de ps, cs e outras consoantes para indicar que o som é aberto, será que essas mudanças afetarão tanto assim, o orgulho da lingua portuguesa? Agora, não adianta muito reclamar, já está, e contra o que já está, não adianta ser contra, se quizer escrever como antes, poderá fazê-lo só que estará escrevendo “errado” mas não seja tão radical! Eu tive que me habituar a ler da maneira que aqui se escreve, sei escrever das duas maneiras e isso não me diminui em nada! só não gosto e não aceito, que digam que escrevo errado!
Novembro 19th, 2008 at 18:30
Sr. Luís ‘Tuga’
Pondo aparte todo o pseudo-orgulho, que mais parece um ‘ti-ti-ti’ de velhas donas de casa que não se preocupam com a própria vida, temos que a Língua Portuguesa é a língua corrente e oficial de Brasil e Portugal (deixemos de lado, por ora, os outros PALOP’s). Isso é fato inconteste e não vale a pena dizer o contrário.
O sr. continua afirmando que o acordo está sendo ‘imposto’.
Por enquanto desconheço qualquer acordo que seja imposto, já que o próprio nome diz: ACORDO. Acredito que o Sr. Luís deva saber o significado dessa palavra, não é mesmo Sr. Luís?
Já agora, se pudéssemos considerar essa tal malfadada ‘imposição’, como será que a Academia Brasileira de Letras poderia proceder tal feito contra a Academia das Ciências de Lisboa? Será que subornaram seu presidente? Encostraram-lhe uma faca no peito? Ou será que foi através de um ‘carjacking’?
Fiz muitas pesquisas a esse respeito, mas não encontrei nada a contento.
Gostaria então que o senhor trouxesse aqui para elucidar a mim e a todas as outras pessoas que são favoráveis ao Acordo (este com letra maiúscula, claro!).
À propósito, encontrei esse artigo aqui http://orto.no.sapo.pt/c00.htm para os mais desinformados.
Cumprimentos.
Novembro 19th, 2008 at 21:07
Sr. Marcelo, e Srª Neusa, estão enganados ! eu sou a favor do acordo !, estão confudindo-me com o João Tuga, esse sim é contra. A provar isso vejam os meus comentários ! Espero que reparem esse vosso erro de interpretação, ok ?
Novembro 20th, 2008 at 3:44
Sr. Luís, tem razão. Houve erro de minha parte. Escrevi o texto destinado ao Sr. João ‘Tuga’. Peço desculpas.
Novembro 21st, 2008 at 0:41
Neusa Caldas e Marcelo Fontana
Eu já conhecia o endereço da “net” que publicou aqui, mas ali não está a verdade, a intenção pode ser boa mas…, senão repare, na palavra “SUMPTUOSO” o “P” não é mudo, mas vai passar a escrever-se “SUNTUOSO” ou seja cai o “P” e o “M” é substituido por um”N”, então muda ou não a pronúncia? já para não falar nos tempos de alguns verbos como por exemplo “PASSAMOS” do verbo passar, em que os tempos futuro e passado se vão passar a escrever da mesma maneira, e a palavra “PARA” que se vai confundir com “PÁRA” do verbo parar quando deixar de se usar o acento.
Ao contrário do que diz, eu não sou contra o que é novo (até porque ainda não tenho idade para isso) nem tão pouco conservador, o que sou é contra o que é aberrante como é o caso deste Acordo Ortográfico, senão note bem, dizem que a finalidade do acordo é uniformizar e também simplificar a escrita do português, ora como é que se simplifica a escrita de um idioma se em certos casos se vai admitir uma dupla grafia? a mesma palavra escrita correctamente de duas maneiras diferentes? isso é simplificar? já para não falar na tremenda confusão para muita gente, que será o emprego do “HIFEN”, em que aqui haverá excepções á regra e excepções à excepção.
Como vê, temos dialogado aqui, uns escrevem português europeu e outros escrevem a versão brasileira e não é por isso que deixamos de nos entender.
Quando diz que a lingua portuguesa um dia acabará como o mirandês, fala como se a sobrevivência da lingua portuguesa dependesse exclusivamente do Brasil, e mais, o mirandês é um dialecto que se fala apenas em três ou quatro aldeias em Portugal, e as gentes dessas aldeias teêm muito orgulho no seu dialecto, tanto que já formaram um instituto do mirandês, querem divulgar mas não querem mudar. Note também quantas variantes existem de inglês algumas com grafias diferentes, Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, África do Sul, etc…, e não precisaram nunca de Acordos Ortográficos.
Novembro 26th, 2008 at 23:46
PARA ENTENDER O ACORDO ORTOGRÁFICO
ERNANI GARCIA DOS SANTOS
(advogado, economista, administrador, gramático)
ernani@vivax.com.br
Para entender o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, é necessário, antes de tudo, entender o que dispõe o art. 2º, § 1º, da Lei de Introdução ao Código Civil, in verbis:
Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
O acordo ortográfico é um tratado internacional, ou seja, é lei. Para o Supremo Tribunal Federal, os tratados internacionais são incorporados ao direito brasileiro como leis ordinárias, e os conflitos porventura existentes entre os tratados internacionais e as leis ordinárias internas serão resolvidos pelo critério cronológico (lei posterior revoga lei anterior) ou pelo critério da especialidade (lei especial derroga lei geral naquilo que com ela for incompatível).
Assim, o Formulário Ortográfico (aprovado unanimemente pela Academia Brasileira de Letras, na sessão de 12 de agosto de 1943) foi, de forma tácita e em grande parte, revogado pelo novo acordo.
No tocante a emprego de hífen com prefixos – com prefixos! –, temos de aceitar que o Formulário Ortográfico foi totalmente revogado. Quando o 1º item da Base XVI relacionou os prefixos usando o “etc.” e determinou que “só se emprega o hífen nos seguintes casos” (e estabeleceu os casos), tudo o que havia em normas anteriores relativamente a emprego de hífen com prefixos ficou ab-rogado, menos – é claro! – a parte que se coadunava perfeitamente com as regras que o acordo estabeleceu. O que for diferente não vale (vide art. 2º, § 1º, da LICC, já citado). Aqui, não é o caso de “conflito”. Aqui, é o caso de “diferença”: não precisa conflitar, porque o acordo regulou inteiramente a matéria, quando estabeleceu: “só se emprega o hífen nos seguintes casos”.
O art. 2º do Decreto 6.583, de 29/09/2008, determina que o acordo “será executado e cumprido tão inteiramente como nele se contém”. E o item 1º da Base XVI do anexo a esse decreto estabelece que, nas formações com prefixos (sub, super, ultra, infra, intra, neo etc.) ou falsos prefixos (agro, aero, auto, geo etc.), “só se emprega o hífen nos seguintes casos”, e relaciona os casos em regras específicas. Assim, o acordo “regulou inteiramente a matéria” pertinente ao emprego do hífen. Ou seja, tacitamente todas as regras do emprego de hífen em compostos formados por prefixos, as quais se encontram no Formulário Ortográfico (1943), estão ab-rogadas, isto é, estão revogadas por completo. Por exemplo, o formulário estabelece que se deva empregar o hífen nos vocábulos formados pelos prefixos ab, ad, ob, sob e sub, quando seguidos de elementos iniciados por R: ab-rogar, ad-renal, ob-reptício, sob-roda, sub-reitor etc. O novo acordo ab-rogou essa regra, considerando que não previu regra específica para os prefixos ab, ad, ob, sob e sub, e ainda determinou que o emprego do hífen só seja feito obedecendo às normas do acordo. O que estiver fora não vale. Esses prefixos, a contrario sensu, como terminam em consoante e não têm regra específica (regra própria), caem na regra geral: hífen, só antes de h (sub-humano). Uma beleza! Isso significa que, pelas regras do novo acordo ortográfico, temos de escrever: abrogar, adrenal, obreptício, sobroda, subreitor, subreptício, subbase, subbibliotecário etc. É feio? Pode ser. Mas é a norma, e vai facilitar muita coisa. Aliás, já escrevíamos, antes do acordo, suboccipital, subocular, suboficial, sublingual, sublista, sublocar, sublinhar, subliteratura, e todos achavam muito bom. Por que não aceitar a grafia subreitor? Mudou apenas a grafia. A pronúncia continua a mesma: /ab-ro-gar/, /ad-re-nal/, /ob-rep-ti-cio/, /sob-ro-da/, /sub-rei-tor/, /sub-rep-tí-cio/, /sub-ba-se/, /sub-bi-bli-o-te-cá-rio/. Subbase com dois bb? Sim, por que não? Temos dupla vogal em vôos, veemente, xiita etc. Por que não podemos ter dupla consoante? Aliás, já temos consoantes dobradas: carro, farra, massa, passo; convicção, occipital etc. Não podemos fugir a isso, de escrever subbase, subbibliotecário etc.
Mas devemos interpretar o acordo com serenidade e sem paixão – pois essa é a única forma de se poder implementá-lo com firmeza, coerência e em bases científicas, para, disseminando a uniformização do método entre os seus signatários, chegar seguramente à unificação ortográfica da Língua Portuguesa nos países lusófonos. É o que quer o acordo. É a sua mens legis. Então, não vamos nós, por paixão a normas anteriores, impor condicionamentos extra legem. O acordo é o que é. E foi bem elaborado. Há lacunas? Há. Mas são poucas. E podemos conviver com elas, até porque já existiam antes… E não devemos atrelar-nos, de forma definitiva, a velhas concepções. O bom intérprete deve ter o espírito sempre aberto, preparado para ceder diante de novas evidências, como nos ensinou Paulo Nader.
O item 1º da Base XV do anexo ao decreto supramencionado determina que se empregue o hífen “nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituam”… Como se vê, o acordo, tacitamente, impede o emprego do hífen em palavras compostas cujos elementos não sejam de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, ou tenham elementos de ligação. Dessa forma, podemos fazer as seguintes colocações:
a) O arcaico artigo definido EL já não se une por hífen ao substantivo rei: el rei. Isso, porque a regra básica fala do uso de hífen apenas nos vocábulos com elementos de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal. Não falou de artigo. E, como artigo, EL não pode justapor-se, sem hífen, a rei. Fica separado, sem hífen. O mesmo raciocínio se deve aplicar às interjeições “zás trás” e “vapt vupt”, que agora devem ser escritas sem hífen. Seus elementos têm vida própria em nosso idioma, mas não são de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal.
b) Mas o artigo definido EL une-se, sem hífen, a “dorado” em eldorado (do Espanhol el dorado, “o dourado”, região fantástica que exploradores do século XVI afirmavam existir entre o Rio Amazonas e o Rio Orenoco) porque, neste caso, já “se perdeu, em certa medida, a noção de composição” (Base, XV, item 1º, obs.).
c) O vocábulo blábláblá deve ser escrito sem hífen, porque o elemento “blá” não tem vida própria em nosso idioma. E o emprego do hífen é apenas para os elementos que “constituem uma unidade sintagmática ou semântica”.
d) O vocábulo zunzunzum deve continuar sendo grafado sem hífen, isto é, aglutinadamente, porque o elemento zum (com o significado com que foi empregado nesse vocábulo) não tem vida própria no nosso idioma. Ademais, em relação a zunzunzum, já “se perdeu, em certa medida, a noção de composição”.
e) Antes do acordo ortográfico, era comum haver dúvida quanto ao uso do hífen em certos compostos, como chefe de família, saco de pancada, comum de dois etc. Agora, com a implantação do acordo, já não há dúvida: se, na composição, há formas de ligação (como preposição ou outro elemento), não se usa o hífen – a menos que se trate de espécies botânicas ou zoológicas. Assim, a partir de janeiro próximo, sem medo de errar, podemos escrever sem hífen: pai de todos, pai dos burros, zé dos anzóis, chefe de seção, gol de placa, pai de santo, câmara de ar, pão de ló, pé de moleque, traço de união, ponto de venda, primeiro de abril, filho da mãe, arca de noé, dia a dia, arco e flecha (modalidade esportiva), nós nas tripas, lusco e fusco, deus me livre, deus nos acuda, faz de conta etc. Isso, porque todos eles têm formas de ligação na sua composição, e não designam espécies botânicas ou zoológicas.
f) Com os adjetivos (usados como prefixos) GRÃ e GRÃO, tudo continua da mesma forma existente antes do acordo: Grã-Bretanha, Grão-Pará, mas também grã-cruz, grã-fino, grão-duque, grão-vizir, grão-mestre etc. Os dois primeiros exemplos incluem-se na regra contida na Base XV, item 2º (topônimos). Os demais se incluem na regra contida na Base XV, item 1º (um adjetivo + um substantivo), das unidades semânticas que não contêm formas de ligação.
g) Palavras como tão-somente e tão-pouco (= tampouco) devem agora ser escritas sem hífen: tão somente, tão pouco. Isso, por dois motivos: primeiro, porque nas locuções de qualquer tipo (essas são adverbiais) não se emprega em geral o hífen; segundo, porque os seus elementos não são “de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal” (e basta que um não o seja).
h) Alguns compostos passaram a ter duas grafias. Por exemplo: pau-d’água escreve-se sem hífen se for empregado na acepção de “ébrio”; mas escreve-se com hífen se empregado na acepção de “pau-de-goma” (uma espécie botânica). Para entender a diferença entre a grafia com hífen e a sem hífen, basta lembrar que, pelas normas do acordo ortográfico, não se aplica hífen aos compostos que têm “formas de ligação” (uma preposição, por exemplo), a menos que se trate de espécie botânica ou zoológica. Ademais, as locuções substantivas não devem ser escritas com hífen, pelas normas do acordo.
Pelo novo acordo, não se acentuam graficamente os ditongos representados por EI e OI (fechados ou abertos) da sílaba tônica das paroxítonas: assembleia, estreia, odisseia, paranoico, debiloide, apoio (verbo) etc. Mas é claro que essa regra não se aplica aos paroxítonos terminados em L, N, R ou X, (como, por exemplo, DESTRÓIER /des-trói-er/), considerando que o próprio acordo também determina que se acentuem, graficamente, as palavras paroxítonas com as terminações em L, N, R ou X: amável, plâncton, açúcar, destróier, fênix etc. Ademais, as regras do acordo devem ser interpretadas pelo meio gramatical (até porque se trata de acordo ortográfico), mas em total harmonia com o método lógico-sistemático; e, não, como se estivessem em compartimentos estanques. Mas tudo está nas mãos da Academia Brasileira de Letras, que está preparando o novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.
O prefixo IR não está sujeito às mesmas normas aplicáveis a HIPER, INTER e SUPER. Para estes há regra específica. Mas, dentre os prefixos que terminam em R, a regra é somente para hiper, inter e super. Assim, continuamos escrevendo: irresponsável, irretocável, irrestringível, irretorquível, irrestrito etc. – todos sem hífen. A norma é simples: se o prefixo termina em consoante e para ele não há norma específica, não se lhe aplica o hífen, a não ser antes de h. E não há regra específica para o prefixo IR, assim como não há para PRETER e SUBTER, que também terminam em R. A regra específica é apenas para HIPER, INTER, SUPER. E ponto final.
Com os prefixos DES e IN não se aplica o hífen nem mesmo antes de h. Maravilha! Podemos continuar escrevendo, sem medo de errar: inumano, inabilitado, inacabado, desumano, desabitado, desabilitado, desabastecer etc. Com esses dois prefixos, nada de hífen.
Com o prefixo RE, temos de aplicar o hífen antes de palavras iniciadas por H ou E (mesma vogal). Somente isso: re-humanizar, re-editar, re-encontrar, re-empregar etc. Nos demais casos, não se usa o hífen. O máximo que pode ocorrer é a duplicação de S ou R para não alterar a pronúncia, como nas palavras: resseguro, ressaltar, ressecar, rerratificação, rerratificar etc. E são palavras que já se escreviam assim, antes mesmo do acordo ortográfico. Mas, com o prefixo RE, há umas duzentas palavras, mais ou menos, que antes do acordo se escreviam sem hífen, e agora se escrevem com hífen. Afinal, regra é regra. Para esse prefixo deveria haver a mesma regra aplicável ao prefixo CO: somente antes de H. Mas ainda há tempo para se negociar um aditivo ao acordo ortográfico.
O item 4º da Base X estabelece que já não se acentuem graficamente, nas paroxítonas, as vogais tônicas I e U precedidas de ditongo: baiúca, boiúno, cauila, bocaiuva, taoismo etc. Taoismo também? Claro que sim. Afinal a regra não estabeleceu que as vogais I e U estejam isoladas na divisão silábica ou fazendo sílaba com S. Diz apenas: “quando elas estejam precedidas de ditongo”. Então, se elas vêm ou não seguidas de S, não altera a regra.
O acordo foi bem elaborado. Há apenas pequenos senões, que não chegam a comprometer a eficiência de sua estrutura. O resto… é apenas pedir a Deus que nos dê inspiração para implantá-lo com rapidez e serenidade, observando a sua inteireza normativa.
Novembro 29th, 2008 at 23:11
Hummm! Com que então o acordo foi bem elaborado? não posso concordar com o Dr. Ernani dos Santos quando aqui diz que se já existiam vogais e consoantes duplas, por que não passar a haver mais umas quantas? Os duplos “R” servem para que se carregue ao pronúnciar o “R” como em “carro, carril, derrubar etc.., ou seja quando se pretende carregar o “R” sempre que este seja antecedido por uma vogal, no caso do duplo “S” serve na maioria das vezes para que o “S” não se leia como “Z” como em “posso, passo etc.., e em qualquer destes casos tanto o “R” como o “S” se leêm como se fossem uma letra apenas, agora no caso de escrever sub-bibliotecário sem hifen, passaremos a ter um duplo “B” que se irá ler como se fosse apenas uma letra, ou seja no caso de estarmos a ler um texto com esta palavra, a leitura que faremos será assim “SUBIBLIOTECÁRIO” para baralhar ainda mais poderemos até nem entender o que vai estar escrito em determinada frase como: “O subbibiotecário de fato é suntuoso”. Mas o que o Dr. Ernani não explicou aqui foi o caso das duplas grafias previstas no acordo.
Não sei o que vai ser o futuro, mas a verdade é que com a entrada em vigor do acordo, em breve e durante alguns anos vamos ter mais pessoas a escrever errado, e provavelmente eu serei uma dessas pessoas. No Brasil a implementação do acordo será em dois anos e em Portugal em seis anos, não sei se esta diferença de tempo está ou não relacionada com o facto de o acordo em Portugal alterar mais ou menos 1,6% das palavras, mas a verdade é que não vejo os portuguêses minimamente interessados no Acordo Ortográfico, tirando uma ou outra excepção a verdade é que ninguém liga ao assunto. Estou plenamente convencido de que este acordo apenas serve para políticos e académicos e que não tem interesse nenhum para o cidadão comum, senão que alguém me explique o que ganho eu ou o meu vizinho com este acordo? para mim é confusão e bagunça total, chama-se a isto “avacalhar” o português.
Eu passarei no futuro a ler apenas livros em francês, já que domino esta lingua e pelo menos não foi alterada, continua tal como eu a aprendi.
Novembro 30th, 2008 at 21:47
Sr. João Tuga, só não vê benefícios no acordo aqueles que só utilizam única e exclusivamente uma forma de ortografia. Para mim, que atualmente vivo em Portugal, mas vivi 33 anos da minha vida no Brasil, o acordo é utilíssimo. Acredito que o senhor não esteja falando sério quando diz que o acordo vai “avacalhar” o português. Isso é um ultraje e total falta de respeito aos faladores da língua do outro lado do Atlântico, que, como o senhor, herdaram a língua tal qual como hoje a conhecemos, com suas riquezas e variações que, todos estamos cansados de tentar colocar na sua cabeça, não vão ser alteradas. O senhor vai continuar a falar sobre auto-carros, telemóveis, alguidares e retretes. Ninguém vai obrigá-lo a falar como os brasileiros. A intenção do acordo passa bem longe disso. Também acredito que 99,9% dos brasileiros estão pouco se importando com o acordo, o que é uma pena. Mas vi que o senhor está bem informado em pelo menos um item do acordo: há um prazo de 6 anos para sua entrada em vigor em Portugal, que serve justamente para a adaptação (adaptação com “p” mudo, pois é pronunciado e não vai deixar de ser escrito). Então, já que o senhor dispõe de 6 anos de adaptação, por que não começa já a praticar a nova ortografia? Ela veio para ficar, por mais que o senhor pregueje contra. Um abraço.
Dezembro 1st, 2008 at 14:23
Não vale a pena, chegar algum consenso com o João “Tuga”, pois há de continuar sempre na sua, está no seu direito. Então que fique como está, escreva da maneira como gosta, e que deixe de ler os livros em português, e passe ler em francês (patriota ….!?)
O caminho já está traçado, a nova ortografia ficou, este longo debate deste acordo ortográfico está encerrado, e a lingua portuguesa evoluirá (até ao próximo acordo), e os Joões “Tugas” de Portugal serão uma lembrança, uma reliquia do passado. O futuro chegou !
Dezembro 3rd, 2008 at 22:09
Pois bem! Alguém que me explique isto: Se o Acordo Ortográfico vai servir (como dizem) para unificar a lingua, porque é que em muitos casos vai haver dupla grafia, onde o “C” e o “P” se mantém ou eliminam facultativamente, que segundo os autores do acordo “quando se proferem numa pronúncia culta da lingua”, ora isso é precisamente o que tinhamos antes do acordo, escreviamos segundo a pronúncia culta da lingua, no Brasil escrevia-se a lingua na versão brasileira (e só a versão brasileira), e em Portugal escrevia-se na versão Portuguesa (e só na versão portuguesa), a partir de agora certas palavras podem escrever-se facultativamente quando esteja em causa a tal pronúncia culta da lingua, ou seja pode ser à vontade do “freguês”. Mais outra questão, se um brasileiro que esteja em Portugal ( ou um português que esteja no brasil ) vai escrever em conformidade com a pronúncia culta da lingua de Portugal ou do Brasil? Alguém me responde a estas questões?
Conservam-se ou eliminam-se, facultativamente, quando se proferem numa
pronúncia culta, quer geral, quer restritamente, ou então quando oscilam entre
a prolação e o emudecimento: aspecto e aspeto, cacto e cato, caracteres e
carateres, dicção e dição; facto e fato, sector e setor, ceptro e cetro, concepção
e conceção, corrupto e corruto, recepção e receção.
P. S. A palavra “CORRUTO” sinceramente não sei o que significa, será que se referem a “CORRUPTO”? “RECEÇÃO” parece “RECESSÃO” mal escrito já que soa da mesma maneira, sem o “P” como vou acentuar o´”É” da segunda sílaba? E para si Sr. Luis o futuro não chegou nem chegará nunca, por isso é que se chama futuro. Com este acordo… “a oeste nada de novo”, se o futuro é isto, BHAAAA!!
Dezembro 3rd, 2008 at 23:20
Vejam só este texto de que copiei de um site:
Segundo Vasco Graça Moura, o reconhecimento oficial de grafias duplas e múltiplas enfraquece seriamente a unidade da língua portuguesa escrita e “vai mesmo contra o conceito de ortografia”. Ainda segundo o eurodeputado, as facultatividades permitem “pôr num saco todos os casos duvidosos, a pretexto de que pode haver diferenças entre a pronúncia portuguesa e brasileira, abrindo inaceitavelmente a porta a todas as diferenças de grafia e mesmo, no limite, à opção individual por determinada maneira de escrever (…) chegando ao ponto da lei do menor esforço e do facilitismo”[42].
Na mesma linha segue a Associação Portuguesa de Linguística, em parecer de 2005 solicitado pelo Instituto Camões e elaborado por Inês Duarte, professora catedrática de Linguística da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa: “os negociadores do Acordo autorizam duplas ou múltiplas grafias no interior de cada país, com base num critério da pronúncia, que em nenhuma língua pode ser tomado como propriedade identificadora dum sistema linguístico e da(s) sua(s) respectiva(s) norma(s) nacionais, mas sempre e apenas de uma sua variedade dialectal ou social”[43]. João Andrade Peres, também professor catedrático de Linguística da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, num parecer de 2008 sobre as facultatividades, escreveu: “O Acordo em análise admite grafias facultativas para a língua portuguesa em toda a sua extensão, sem quaisquer restrições além da existência (onde quer que seja) de uma pronúncia culta que as sancione. Segundo a sua letra (…), dois alunos portugueses, em Portugal (ou brasileiros, no Brasil, etc.), sentados lado a lado, ou dois professores em salas contíguas seriam livres de usar a seu bel-prazer as grafias alternativas. Em última análise, é deixada ao livre arbítrio de cada cidadão a escolha da grafia, pondo-se em causa a função da língua escrita como factor de coesão social”[44].
Se eu tivesse que baptizar o acordo, iria chamar-lhe “balbúldia no oeste”
Dezembro 3rd, 2008 at 23:42
Quer dizer que isto a ser verdade, posso continuar a escrever como fiz até aqui é que a minha pronúncia culta da lingua escreve-se assim. Portanto quero dizer a esses milhões de portugueses e brasileiros (sim porque a maioria dos brasileiros está e com toda a razão, contra o acordo), que estão contra o acordo, que não se preocupem, tudo o que escreverem vai estar sempre certo.
Dezembro 4th, 2008 at 15:40
Senhor João Tuga… finalmente o senhor está chegando lá…. aleluia…
Tá só a ver como sabe das coisas? O senhor mesmo pergunta e o senhor mesmo responde… antes todos fossem assim.
A grafia dupla vai continuar existindo. Só não vai mais existir “p” e “c” onde estes não são pronunciados, como em baptismo, acção, etc..
Dezembro 4th, 2008 at 23:09
Finalmente que o Sr. Marcelo me dá razão! Então concorda que esta coisa de cada um escrever como entender, vai ser uma grande balbúrdia. Mas como sabe o Sr. Marcelo tem “P” e “C” que são mudos no Brasil mas não são mudos em Portugal e aqui fica o já batido exemplo: para vós brasileiros é FATO para nós portugueses é FACTO, no caso de ACÇÃO o primeiro “C” desempenha ali um papel importante obriga a acentuar a primeira vogal e a pronúncia soa assim: ÁÇÃO - se cair o primeiro “C” a pronúncia será: ÃÇÃO, a menos que altere a regras de leitura, mas como passa a valer tudo ainda um dia, e sem darmos por isso já estaremos a saber ler o Mandarim.
Dezembro 4th, 2008 at 23:21
Além disso o Sr. Marcelo sabe muito bem que as alterações provocadas neste acordo não se limitam apenas aos “C” e “P” (mudos para uns mas importantes para outros), então e as novas regras de aplicação do HIFEN, e a queda do acento circunflexo? e as palavras que deixam de ser acentuadas? Mas a verdade, é que aos poucos já me estou a mentalizar de que, se continuar a escrever como até aqui, o pior que me pode acontecer é passar a errar mais 1,6% do que errava, uma vez que é esta a percentagem de palavras que em Portugal vão ser alteradas na maneira de escrever.
Dezembro 4th, 2008 at 23:54
João “tuga”, isso é mentira !
você não pronuncia o “c” em Ator, nem acentua na palavra ação. Pode-se prefeitamente acentuar oralmente essas palavras sem o “c”. O mesmo vale para “óptimo” tb não se pronuncia o “p”. Nunca ouvi ninguem em Portugal a pronunciar as vogais mudas, nunca ouvi na vida ! é uma GRANDE MENTIRA ! talvez das poucas exceções é o facto, por isso é mantido ! O acordo é para todas vogais mudas, que nem são pronunciadas em Portugal e no Brasil.
Não diga mentiras !
Dezembro 6th, 2008 at 0:49
Sr Luis!
No último comentario que fez, o Sr. foi um bocadinho aldrabão quando disse que tudo o que eu tinha escrito era mentira. O sr. Luis já nem sequer se dá ao trabalho de ler os comentários antes de criticar o sr é do tipo primeiro dispara e depois pergunta, QUEM DISSE QUE O “C” NA PALAVRA “ACÇÃO” NÃO É MUDO? claro que é mudo, o que eu disse foi que o “C” na palavra “ACÇÃO”, serve para nos obrigar a acentuar o primeiro “A” para que a pronúncia soe
ÁÇÃO porque senão, tambem podemos ler ÃÇÃO foi isso que eu disse como pode confirmar. Não aldrabe Sr. Luis.
Pelo que tenho lido, escrito pelo Sr. Luis, posso afirmar o Sr. é um traidor do seu pais, os factos são as suas palavras, ESTAS PALAVRAS QUE SE SEGUEM FORAM ESCRITAS POR SI ” felizmente existem uma minoria, como eu, que vai contra maré desta povinho da treta. O mal de Portugal, está neste povo burro e desconfiado em tudo que diz respeito à evolução e modernidade (não é por acaso que o salazarismo durou cerca de 48 anos) fomos os últimos a descolonizar, os ultimos no aparecimento da indústria, ULTIMOS EM Como se não bastasse ainda diz Felizmente existe uma minoria como eu… (voçê deve-se julgar muito bom), o Sr. Luis e provavelmente mais dez ou quinze portuguêses, são os únicos que se aproveitam deste País, de resto para si os portuguêses devem de ser escumalha. Passou tambem a mensagem de sentir orgulho no Brasil pertencer ao G8, porquê? Você é brasileiro? ou é só porque falam á mesma lingua que você? Mas, por essa ordem de ideias vc tambem pode sentir orgulho em qualquer chinês ou papua que aprenda a falar português.
Eu apenas sinto orgulho no meu país, não é um País rico nem isento de de defeitos, mas é o meu País, sou português, e sinto orgulho quando digo VIVA PORTUGAL (mesmo sabendo dos erros que foram cometidos no passado, e os que continuam a ser cometidos no presente) e é baseado nisto que lhe digo:
Sr. Luis, por tudo o que o Sr. escreveu aqui a denegrir a imagem do seu País (e meu também) , e dos seus compatriotas, o Sr. é um traidor, e isto não tem nada a ver com o Acordo Ortográfico, porque as pessoas são livres de ser contra ou de ser a favor, pelo menos em democracia é assim, mas como o Sr. Luis, de democrata não tem nada, vai dizendo que quem não está com o Acordo, é retrógado é xenófobo etc…
Eu sugeria-lhe que fosse viver para o Brasil, e adquirisse a nacionalidade brasileira, assim já não se preocupava mais com o acordo nem com este povo estúpido.
Dezembro 6th, 2008 at 14:29
João “Tuga”, o Sr. é de uma incoerência TOTAL !, sendo o “c” no caso de “acção” não mudo…para quê ele está lá ? diz que é para acentuar o “A” , mas isso pode ser feito SEM o “C”, é só uma questão de pronúncia oral.
Então sempre reconheçe que existência de vogais mudas, para quê elas estão lá ? diga-me ? para quê ? se nem sequer são pronunciadas ! é só por questão de embirração com o Acordo, pelas “cendências” face ao Brasil, etc, e outras tretas mais.
Chama-me de “traidor”…será o que eu disse, é mentira ?, que a maioria do povo português é retrógado, desconfiado, e mal dizente, de tudo que seja reformador, diferente, e moderno ? Bem disse o Rei D. Carlos ” esta chodra é ingovernável !”, e os romanos bem disseram sobre os lusitanos ” são um povo que nem governa, nem se deixa governar”. Felizmente, o Sócrates que é um homem determinado, está tentando inverter o estado das coisas.
Sou um “traidor” porque quero que a sociedade portuguesa acompanhe os tempos atuais, que inove, e tenha os olhos postos no futuro, uma estratégia.
Prefiro ser “traidor”, que ser um “patriota” do passado como é o João “tuga”.
Dezembro 7th, 2008 at 21:20
Sr. João Tuga, prometi a mim mesmo que não iria mais escreve aqui, mas tenho uma questão que gostaria que o sr. me respondesse.
O Sr. disse que a letra “c” após a vogal “a” serve para acentuá-la, senão seria falada como “ã”.
É engano meu, ou em “padaria” a letra “c” não existe e vocês não dizem “pãdaria”?
Se puder responder, eu agradeço.
Dezembro 8th, 2008 at 10:11
O português que se fala no Brasil e o que se fala em Portugal não são o mesmo. Pontuação e consonantes que são redundantes nas variantes brasileiras são essenciais à variante portuguesa. Será imposta em Portugal uma grafia que é, de facto, errada. Não podemos forçar uma preservação global da língua.
O que chamamos hoje português já foi em tempos espanhol. Imagine-se a confusão que teria sido um acordo ortográfico entre Portugal e Espanha. Ou pior, o que seria um acordo ortográfico entre Espanha, Portugal, França, Itália ou Roménia. Havia de ser lindo.
Tenhamos respeito pela diferença. Eu consigo perceber o que os brasileiros dizem e escrevem, e vice-versa. Contentemo-nos com isso. É que na verdade falamos o que são já quase duas línguas diferentes.
Dezembro 8th, 2008 at 23:15
Ao Ton !, quer dizer que pequenas diferenças entre o portugues de Portugal e do Brasil, sobressaem em relação à esmagadora igualdade !???? Se percebe o que os brasileiros dizem e o que escrevem, pois estão lá as mesmas palavras (tirando algum vocabulário mais usual deles) é sifuciente de chegar-se ao ponto de dizer-se que são duas linguas diferentes !???, que enorme idiotiçe da sua parte ! que lingua se fala nos EUA ? é o americano !? ou no México, é o mexicano !?
Dupla idiotiçe sua, dizer que o portugues foi em tempo…espanhol!? Que ignorância !!!, o português formou-se independente do espanhol. O português formou-se a partir do galaic-português, e com origem do Latim
Dezembro 9th, 2008 at 0:00
Sr. Marcelo, claro está que dizemos padaria, assim com dizemos pai, mas o Sr. Marcelo aprendeu a ler e escrever na escola portuguesa ou brasileira? Claro que há excepções na leitura do português, pelo menos para nós portugueses, é que voces brasileiros acentuam as “vogais” quase todas, senão repare eu pronúncio “VUGAL” e voces brasileiros pronúnciam “VÓGAL” e em certas zonas do Brasil até pronúnciam “VÓGAU” chegam a trocar o “L” pelo “U”, não diga que estou a mentir, quantos brasileiros dizem “BRRASIU” em vez de “BRASIL”, dizem “PÓRRTXUGAU” em vez de “PORTUGAL” e o Sr. Marcelo ainda tem ambições de ensinar os portugueses a pronúnciar o português? Talvez seja essa a razão das nossas diferenças, é que parece que uns falam português, e os outros falam pórtxuguês, portanto o Sr. Marcelo foi buscar a “padaria” que é uma das excepções, mas também o seu próprio nome não se pronuncía da mesma forma no Brasil e em Portugal, aqui será o Sr. Marcelo, no Brasil será o Sr. Márrcelo, acentuando o “A” e carregando o “R” cá está a prova no seu Próprio nome que os brasileiros acentuam quase ( eu disse quase) todas as vogais, e os “R” pronúnciam à francesa.
O Sr. Marcelo ficou com a ideia que eu sou contra a mudança, eu não sou contra a mudança, mas esta mudança é ridicula, senão porque continuamos a escrever “QUE” uma vez que passamos a ter o “K” no abecedário porque não “KE” poupavamos o “U”, porque nã abolir o “H”, gostaria tambem que comenta-se o emprego do hífen.
Para mim este é um acordo para académicos, porque o cidadão das classes médias/baixas, que são a esmagadora maioria em Portugal e no Brasil vão ter muitas dificuldades em se adaptar, ou seja vão deixar tudo com está e nem vão ligar patavina ao acordo.
Dezembro 9th, 2008 at 0:11
Sr: Luis!
nâo diga asneiras, leia este texto!
Os registos mais antigos da língua portuguesa aparecem em documentos notariais do século IX escritos em ‘latino-romance’, língua escrita de base tardo-latina com muitas interferências do vernáculo.
O mais antigo documento latino-português conhecido, datado do ano de 870 DC, é a Doação à Igreja de Souselo; trata-se, no entanto, de uma cópia do século XI. O mais antigo documento latino-português original conhecido é a Carta de Fundação e Dotação da Igreja de S. Miguel de Lardosa, datada de 882 DC.
A Notícia de Fiadores, de 1175, é, segundo alguns estudiosos, o documento datado em escrita portuguesa mais antigo conhecido. É uma pequena lista de nomes que termina com uma única frase que apresenta sintaxe e morfologia portuguesas. A caracterização da Notícia de Fiadores como o “mais antigo” não foi consensualmente aceite na comunidade de filólogos portugueses.
Segundo outros estudiosos, o Pacto de Gomes e Ramiro Pais deve ser considerado o texto mais antigo escrito em português; no entanto, é apenas datável por conjectura (provavelmente anterior a 1173) e contém muitas formas gráficas latinas.
Outro importante documento, a Notícia de Torto, não datado, terá sido escrito entre 1211 e 1216: é uma longa narrativa dos agravos que o nobre Lourenço Fernandes da Cunha sofreu às mãos de outros senhores. Permanece o mais antigo documento particular datável conhecido escrito em português.
O Testamento de Afonso II, datado de 1214, é o texto em escrita portuguesa mais antigo que se conhece (e é consensualmente aceite como tal pela comunidade científica): conservam-se dois testemunhos do documento, um em Lisboa, outro em Toledo.
Estes documentos estão conservados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo em Lisboa.
O vernáculo escrito passou gradualmente para uso geral a partir do final do século XIII. Portugal tornou-se um país independente em 1143, com o rei D. Afonso I. A separação política entre Portugal e Galiza e Castela (mais tarde, Espanha) permitiu a evolução em direcções opostas do latim vernáculo presente nos 2 países. Em 1290, o rei D. Dinis criava a primeira universidade portuguesa em Lisboa (o Estudo Geral) e decretou que o português, que então era chamado “linguagem” fosse usado em vez do latim em contexto administrativo. Em 1296, o português foi adoptado pela Chancelaria Real. A partir deste momento o português passou a ser usado não só na poesia, mas também na redação das leis e nos notários.
Até 1350, a língua galego-portuguesa permaneceu apenas como língua nativa da Galiza e Portugal; mas em meados do século século XIV, o Português tornou-se uma língua madura com uma tradição literária riquíssima, e também foi adoptado por muitos poetas Leoneses, Castelhanos, Aragoneses e Catalães. Durante essa época, a língua na Galiza começou a ser influenciada pelo Castelhano (basicamente o Espanhol moderno), tendo-se também iniciado a introdução do espanhol como única forma de língua culta. Em Portugal a variante centro-meridional iniciou o caminho da modernização da língua tornando-se progressivamente a variante de língua culta do País.
Dezembro 9th, 2008 at 0:12
Isto para não falar na influência árabe na língua que hoje falamos!
Dezembro 9th, 2008 at 10:36
Senhor João “tuga”
Parece que o senhor anda perdendo a paciência, e anda às rodas, a dizer tudo o que disse em comentários anteriores. Será que é porque não tem mais argumentos? Pelos seus comentários vejo o quanto o sr. ignora os sotaques brasileiros. Quando escrevo sobre a forma de pronúncia de palavras como “padaria”, escrevo com autoridade, pois sei exatamente como é vosso sotaque, já que vivo em Portugal há anos. Já o mesmo não acontece consigo, que insiste na parvoíce de insistir que os brasileiros falam “portxugal”. Que ridículo. Só resta-me rir da sua ignorância. Aliás, não sei o porquê que o senhor insiste em falar de sotaques, quando o acordo prevê tão e somente a mudança de ortografia de algumas palavras. Já agora, quem consegue falar “padaria”, deve ter inteligência suficiente para pronunciar “ação” da mesma forma, não é?
Dezembro 9th, 2008 at 23:25
Senhor João “Tuga”,
Será que você sabe ler !? no meu comentário anterior, eu escrevi que o português veio do Galaico Português, e não do “espanhol” como vi num comentário do “Ton”. Quer que eu faça “um desenho ” para explicar melhor ?
Oh, João “tuga” toda aquela explicação corretíssima que TRANSCREVEU,eu já sabia !. Não preciso socorrer-me quando sei das coisas ! E quanto ao árabe, existe na lingua portuguesa mais do que 500 palavras originárias dessa lingua, que por sinal admiro imenso e assim como sua cultura (se não fosse eu algarvio, claro !)
E como diz o Sr. Marcelo Fontana, você João “Tuga” está ficando sem paciência, direi até nervoso, pois os seus argumentos estão mais que gastos, e anda às voltas sem dar coisissíma nenhuma !
Por mim, encerro os meus comentários, pois não vale mais a pena insistir, em quem está possuído pelo imobilismo
Dezembro 13th, 2008 at 18:31
Ricardo Santos Says:
Novembro 16th, 2008 at 18:51
Este foi um dos melhores comentários que já li neste espaço.
Só hoje voltei a tropeçar neste sítio e já me dói um pouco a barriga de tanto rir! Realmente, quando ouço a pronúncia brasileira do português, ainda consigo sorrir. Mas mais ainda depois de ler a panóplia de frases feitas e lugares-comuns que as luminárias do Brasil vomitam neste painel de comentários! Até tentam esgrimir possíveis factos históricos que em nada dignificam as duas nações, e em nada se relacionam com a verdadeira questão.
Eu já escrevera que mais nenhum comentário voltaria a colocar aqui, mas vou faltar à palavra e, agora sim, escrever o último, e espero não ser chamado de xenófobo, porque não “chutei a bunda” de nenhum brasileiro! Até conheço pessoalmente nativos daquele país, e de outros por esse mundo fora, devido à minha profissão. Quanto a psiquiatras, aconselho-os a quem delira e deita espuma pela boca, quando lerem os discursos ANTI ACORDO ORTOGRÁFICO.
Sou contra este acordo ortográfico pelas razões já escritas nos comentários anteriores e não vou repeti-los. Não está em causa o Brasil ser uma ex-colónia portuguesa. Não está em causa o imobilismo da língua, já que existem estrangeirismos em ambas as variantes dum e doutro lado do Oceano Atlântico. Não está em causa o que escreveram escritores portugueses que estão mortos e enterrados há décadas, e séculos até.
O que está verdadeiramente em causa, e ninguém o refere, é que não somos nós, Portugueses, que estamos orgulhosamente sós! Quem está nesse estado é o Brasil. Eles é que têm uma norma só para eles, porque recusaram, em 1945, ratificar o Acordo posto em prática pelos restantes 6 países do lado de cá! Nós é que estamos sós? 6 países lusófonos estão errados contra 1 que pensa estar certo? Alguma coisa está mal entendida! O argumento do número de habitantes dum ou doutro país é nulo, não vale nada! Veja-se as dimensões dos países como os Estados Unidos, o Canadá e a Austrália comparados com as dimensões da Inglaterra! E não há nenhum acordo ortográfico entre eles! Este é um exemplo válido, tendo em conta que, em todo o mundo, há 15 variantes do inglês, idioma tido como internacional por excelência!
Todas as pressões nesta matéria, ao longo dos anos, foram sempre de iniciativa dos brasileiros. Porquê? Eles que expliquem, se conseguirem… Se, tal como eles dizem, e escrevem, a língua não é propriedade de ninguém, porque é que os sucessivos acordos ortográficos têm ido mais vezes ao encontro dos desejos deles do que dos nossos? Qual é, afinal, a birra infantil contra as consoantes mudas? Nos outros idiomas também existem, basta ver o inglês, e até perceber como as próprias vogais neste idioma podem ter 2 ou 3 pronúncias distintas! É por isso que deixa de ser entendido em todo o planeta? Não, claro que não. Mas não entendo porque no vocabulário brasileiro as palavras terminadas em DE e TE se pronunciam DJI e TJI! Então eles dizem consoantes que nem lá estão! E ainda dizem que o “nosso Português” é que tem sotaque?… As palavras terminadas em L eles pronunciam U! Ou seja, uma consoante dita como se fosse uma vogal! Mas nós não pronunciamos consoantes mudas… Que grande chatice.
Os argumentistas que lembram o (des)acordo ortográfico de 1911, esquecem, convenientemente ou talvez não, que não foi por iniciativa brasileira o desaparecimento das letras K, W e Y, bem como a forma PH. Este foi apenas um capítulo no livro da história do (des)entendimento entre os povos português e brasileiro, sem grande significado. A evolução duma língua não pode ser necessariamente a alteração da escrita das palavras que a constituem. Também pode ser a adopção de palavras provenientes doutros idiomas, que por força da grande evolução tecnológica actual, cria novos termos e novos conceitos, e que sofrem pequenas alterações de escrita consoante a língua em que se inserem. Talvez seja este último o verdadeiro cerne da questão, e que está a ser ignorado. Tirar acentuação e letras mudas num vocabulário não é nenhum sinal de modernidade nem exigência primordial como afirmação global dum país, ou dum conjunto de países, isso mais constituiria uma iniciativa carnavalesca sem bases nem argumentação sólida para justificar um certo fim. Nem pode haver a acusação de imobilismo em relação aos opositores ao acordo ortográfico, sem ver o exemplo da nossa juventude na relação que tem com os serviços de mensagens escritas nos telemóveis e na internet. Inventam todos os dias palavras novas, a partir de abreviaturas e das palavras sem as tais “sílabas comidas”, esquecendo que as novas gerações borrifam-se por completo para o idioma na forma actual e erudita, quanto mais na futura!…
Aos brasileiros não interessa recordar que há mais de 60 anos fugiram dum compromisso assumido e desonraram, a si próprios, a oportunidade de, verdadeiramente, construir um idioma único e mais forte do que aquele que agora se pretende impôr, abrindo assim um conflito, que estranhamente teve o beneplácito do governo português, que virando as costas ao facto de se saber que uma língua não pode ser alterada por decreto, fez ouvidos de mercador às principais figuras e entidades oficiais (algumas nem foram consultadas), que regem todos os princípios e regras existentes, e, pura e simplesmente, lhes retirou a autoridade nesta matéria!
Para concluir, aponto o exemplo do excelente filme brasileiro “Tropa de Elite”, que vi e revi com todo o prazer, e sem legendas! E de certeza que nenhum português precisou de legendagem para o entender, ao contrário do que se faz no Brasil, onde colocam legendas nos filmes portugueses. Cá em Portugal não se faz isso nas telenovelas brasileiras, que desde 1977 juntam famílias inteiras à mesa ou nos sofás das salas a ocupar o horário nobre das nossas televisões… Nesta matéria o Brasil não podia ter arranjado melhor mercado televisivo que o nosso!
E ainda querem acusar o povo Português de ter medo, e de ser xenófobo?…
Afinal quem é que não quer entender quem?
Dezembro 13th, 2008 at 21:51
Grande discurso…. patético…. se antes não fosse cômico!!!!!
Ha… ha… ha…
Dezembro 14th, 2008 at 1:13
Sr. Luis, o Sr. deve de ser o “tipo” mais porreiro que voçê mesmo conhece pelo menos a acreditar nas suas palavras, o Sr. luis auto-elogia-se, é um verdadeiro “narcisista”, dá-se ao luxo de pertencer até a uma minoria progressista e de vanguarda da sociedade portuguesa e quiçá do mundo, é o melhor de todos os portugueses, aliás o único que se aproveita o resto é tudo escumalha, isto é o que o Sr. luis quer dizer daqueles que não concordam com o acordo ortográfico, dos portugueses, porque dos brasileiros que estão contra o acordo o Sr. Luis nem sequer comenta.
O Sr. Luis tem tido aqui o apoio incondicional do Sr. Marcelo (outro sobredotado), que formam uma dupla que nunca têem dúvidas e raramente se enganam, para os dois o acordo está perfeito, agora sim, nada vai ser como dantes, a partir de agora com o novo acordo os brasileiros vão finalmente entender os portugueses, vão concerteza até abolir as legendas dos “rarissimos” filmes ou documentários portugueses, tudo vai ser uma maravilha.
Afinal na pronúncia da lingua portuguesa, entre portugueses e brasileiros, apenas uma das partes tem sérias dificuldades em entender a outra, e adivinhem quem é? para não variar são os brasileiros que tem dificuldade em entender os portugueses, quem sabe até, se este dialogo que mantemos aqui fosse falado em vez de escrito, o Sr. Marcelo não entendesse nada do que fosse dito.
Outra coisa que o Sr. Marcelo ainda nâo respondeu foi à eliminação das consoantes que não são mudas com em “SUMPTUOSO” (nós aqui em Portugal pronúnciamos o “P”) e que voçês no Brasil escrevem e pronúnciam “SUNTUOSO”, que eu não sei o que quer dizer, nem respondeu também, à eliminação dos acentos, inclusivamente aqueles que servem para distinguir os tempos verbais, como em “PASSAMOS” (FUTURO) ou “PASSÁMOS” (PASSADO) , qual é a lógica aqui, gostava que me explicasse se conseguir.
Dezembro 14th, 2008 at 15:14
Andei um tempo fora daqui, mas vejo que a guerra continua! Mas para o Sr. Marcos Souza, tenho a dizer, que no Brasil não se escreve em português, se escreve em tupí-guarani, mas como o Sr. com certeza é daquele tempo, até ja aprendeu a lingua não?
Contra ou não, já está sacramentado, portanto é ir só se mentalizando que para escrever “corretamente” como em Portugal se deve escrever, é ir fazendo um treinamento, eu cá já vou fazendo o meu.
Dezembro 14th, 2008 at 15:15
Desculpe o Sr. Marco de Sousa, enganei-me ao escrever o seu nome, mas aí vai a retificação.
Dezembro 14th, 2008 at 15:17
Não deve escrever sra. Maria Carvalho “assutamente” deve escrever com a consoante B, porque ela se pronuncia tanto cá como lá ok?
Dezembro 14th, 2008 at 15:20
Poxa, Sr. João Tuga…
Cada vez mais mais entendo a sua dificuldade em aceitar o acordo. O caso é mais grave do que penso. Acho que não é preciso ser “sobredotado” para entender as mudanças a serem adotadas por TODOS os falantes da língua portuguesa. E posso dar as explicações que o senhor pediu. É claro que eu consigo. Começamos pela palavra “você”. Não se usa cedilha nessa palavra. Aliás acho que nunca se usou. E não foi o acordo que a modificou. Quanto à sumptuoso, é um caso engraçado, pois acho essa palavra horrível. Prefiro a versão brasileira, mais simplificada e que significa a mesma coisa. Não muda nem lá, nem cá. É incrível saber que o senhor não conseguiu chegar lá.
Acho que seria interessante o senhor ler novamente o acordo, pois parece que não gravou bem em sua mente, já que os brasileiros passarão a diferenciar os tempos verbais como os portugueses, ou seja, teremos que escrever PASSÁMOS, como vocês. Talvez seja necessário ler novamente os meus comentários, já que nunca cheguei a dizer que considerava o acordo “perfeito”.
Dezembro 14th, 2008 at 15:28
Sabem de uma coisa, não tenho mais pachorra para ler esses comentários, vou dar mais tempo, para ver se a conversa muda um pouco. Vou só contar uma coisinha: como abitualmente faço palestras para portugueses e como uma certa idade, tenho feito as minhas apresentações em Power Point, e logicamente uso a maneira americana de falar, mas como não sou fundamentalista, as vezes dentro do meu trabalho abro excessão para as minhas colegas darem a opinião. Elas pedem as vezes que , escreva qualquer palavra em português peninsular, eu acato e temos nos dado bem. Portanto, áinda não há uma aceitação da forma de escrever dos brasileiros em portugal, mas o contrário não é verdadeiro. Atenção! não tem nada a ver com pronúncia!
As pessoas normalmente, criticam-nos dizendo que não sabemos escrever, e quem sabe será porisso que agora as coisas vão ter que dar uma volta.
Há que aceitar a escrita diferente, como aceitam os ingleses, se assim fosse, com certeza que não haveria um novo acordo. Mas também tem um detalhe, é o medo de perder para o Brasil, em termos de publicações. Está mais que provado, que os alunos portugueses das universidades tem que ler os livros que vem do Brasil, tanto em Medicina, Enfermagem, Psicologia, Serviço Social, ietc, isto porque os brasileiros são em maior número e escrevem e publicam bastante, e o medo da concorrência é grande. Mas em português vamos nos entendendo.
Dezembro 14th, 2008 at 20:01
Os senhores luis e marcelo são dois grandes sonhadores! Portadores de discursos inócuos e vazios, só mesmo nesta paródia pueril do acordo ortográfico verão algum eco das palavras ao vento que eles tanto gostam de atirar!
João Tuga e Nuno Caldeira têm excelentes argumentos. Gostei do que li nos comentários deles, e até acrescento que os principais idiomas no mundo, o Inglês o o Castelhano, têm a força que têm muito pela forte influência dos respectivos países de origem! Somente! Os governantes de Portugal só se passeiam pela imagem e pelo fingimento governativo, não respeitam a história de uma nação que deu a descobrir todos os continentes ao Mundo, espalhou neles a fé cristã e, sobretudo, a língua, o principal veículo de transporte da cultura de qualquer povo ou país!
Só por pura demagogia e arrogância dos brasileiros este acordo ortográfico será levado a sério, além da inépcia e da ignorância do governo Português! O argumento dito e repetido de que se trata de uma unificação das escritas normativas portuguesa e brasileira é uma mentira tão grande quanto o embuste que foi este anedótico acordo ortográfico, um autêntico ABORTO!
Os brasileiros acusam os portugueses de “falar fechado”, ou seja, utilizar vogais fechadas! Mas eles é que dizem Antônio, colônia, cômico, gêmeo, etc, e os tempos verbais no futuro e no pretérito da mesma forma, como Andamos, Passamos, Paramos, Acabamos, Terminamos, etc, etc… A questão das consoantes mudas não dá razão absolutamente nenhuma para se alterar a escrita num idioma. Estas consoantes existem porque a raíz das palavras assim o determinou, e sendo derivado do Latim a maioria do conjunto dos idiomas no Mundo, Inglês incluído, qual é o sentido de eliminar tão insignificante pormenor? Nos vocabulários inglês e espanhol existem inúmeras palavras com consoantes mudas, e a palavra “ACTUAL” está lá, com a consoante muda, bem como a palavra FACTO (FACT em inglês)! No inglês, para quem não estiver minimamente familiarizado, é muito difícil entender porque se diz “uóte” e se escreve “what”, diz-se “laique” e escreve-se “like”, diz-se “gueime” e escreve-se “game”, diz-se “sabuei” e escreve-se “subway”, diz-se “ló” e escreve-se “law”, e referindo as letras repetidas como nas palavras “comment”, “pool”, “freeze”, “wood”, “office”, “flammable”, “buzz”, etc, referindo que este tipo de grafia tem séculos de existência e ninguém o vai alterar, permanecendo um idioma internacional, o principal em transacções comerciais! A questão das consoantes mudas é um fraco argumento para justificar uma modernização da língua.
O verdadeiro motivo prende-se com a suposta força internacional que o brasil quer espetar na sua política externa, e sabendo que o seu idioma difere do original sediado na Europa, quer impôr pela força, pressionar sem qualquer autoridade para tal, uma radical modificação na escrita do Português Padrão, tão somente porque o que utiliza é apenas seu, e tem muito menos aplicação do que o pioneiro. A língua-mãe, quer se queira quer não, está sediada em Portugal, e só a este cabe determinar o que é que realmente se modifica. Além de que mais 5 países o acompanham na norma oficial, portanto são 6 nações a empregá-lo! Se o brasil tem estado sozinho só se deve a culpa própria, e não pode sobrepôr-se aos restantes só porque possui uma população em número 3 ou 4 vezes superior!
Quanto às acusações de os portugueses viverem com os fantasmas do passado, serem velhos do Restelo, xenófobos, e mais umas atoardas folclóricas vomitadas pelos brasileiros, só mesmo para rir até cair para trás. Deve-se atentar no seguinte, quem fala português arcaico do tempo dos Descobrimentos, século XV, é o povo brasileiro! Portanto do lado de lá é que são o “passado da língua”, deste lado evoluímos e modernizámos a pronúncia e a escrita! O Português é o único povo do Mundo que consegue falar qualquer outro idioma sem sotaque, ao contrário do orgulhoso espanhol e do arrogante inglês. Acaba por colher vocabulário, aportuguesá-lo e torná-lo parte integrante do idioma, portanto modernizando-o e actualizando-o. Onde está o imobilismo? Que acusação é esta? Piada fraquinha mesmo!
Referindo a xenofobia, este argumento de aplicação fácil e duvidosa, vindo de onde vem, só fará eco nos camarins dos artistas Jô Soares, do papai Noel ou dos mais ou menos famosos comediantes Trapalhões! Essa acusação parece a finta do kaká, marca golo na própria baliza, festeja e quer o prémio no final!
É inútli tentarem injectar um acordo ortográfico, tentaram em 1990 e não conseguiram, não vão conseguir agora. Não adianta gritarem que a língua não tem dono, que os portugueses não mandam, blá blá blá, cai tudo em saco roto! Se os portugueses não mandam, os brasileiros tambem não. Quando estiverem recolhidas 100000 assinaturas, e já faltam muito poucas, na petição contra esta brincadeira de crianças, haverá nova discussão na assembleia e atira-se a aberração para o lixo. Assunto arrumado.
Nos dicionários deveria constar: brasileiro=povo com tendência para sonhar acordado.
Dezembro 14th, 2008 at 23:38
Sr. Tuga,
Eu não sabia que no Brasil se pronunciava Ãção, eu até hoje aos 65 anos nunca precisei de colocar nenhum C antes de Ação para acentuar o Á. Eu digo Áção. O sr. continua enscrevendo como há milênios pharfácia, ou escreve hoje em dia farmácia? Quer dizer que o sr. não sabe que suntuoso é a mesma coisa que sumptuoso (tá a ver? só para ter o tal P , tem que mudar outra consoante, quando suntuoso só se elimina uma consoante. Não adianta espernear igual ao Sr. Vasco Graça Moura, que fez campanha, escreveu no DN, enfim, fez “30 por uma linha” para ver se lhe ouviam. Isto agora vai mesmo para a frente, isto para deixarem de dizerem como aqui neste forum, que os brasileiros não sabem escrever, que escrevem errado, se não fossem os eruditos lusos os donos da verdade, talvez nada disso precisasse de acontecer, mas pensando bem, de tempos em tempos, temos que fazer uma revisão na ortografia. São como as mudanças cá em Portugal, mesmo que seja para pior, muda-se.
Dezembro 15th, 2008 at 9:25
Senhor Mário Franco.
Pelo jeito, o senhor é que vomita pelas entranhas.
Não disse nada de novo.
Grande evolução da pronuncia do português europeu!
Pelo jeito só vocês gostaram de como ficou.
Se o senhor não sabe, nem tudo o que “evolui” é benéfico.
Veja o cancro, como exemplo…
Encerro minha participação neste fórum.
Dezembro 15th, 2008 at 15:52
O aborto ortográfico não vai para a frente. Quem decide é o povo, não umas poucas luminárias sem nada mais importante para fazer.
Andam por aí uns cancros, de carrocel, a ver se cai alguma coisa do céu aos trambolhões, e não chovendo nada, verbalizam inutilidades. Defender umas alterações em escrita, como se fosse a 8ª maravilha do bairro onde vivem, e de onde nunca saíram, só mesmo proveniente de mentes perturbadas e com algum complexo de gaguez! Que problema terão umas consoantes mudas que não incomodam ninguém, a não ser uns brasileiros com cócegas, e vai daí, querem que 50 milhões de pessoas se escangalhem a rir com o fraco argumento de que se trata de evolução do idioma! Parafraseando o adversário desta luta, marcelo fontana, “nem tudo o que evolui é benéfico”. Este argumento serve ambos os lados.
A raivice dos brasileiros em relação às pessoas anti-aborto-ortográfico prende-se com o simples complexo de superioridade que julgam ter, pelas dimensões do país, e pelo maior número de habitantes! Nada mais infundado! Querer assumir o protagonismo na modificação de algo que não lhes pertence e ouvirem contestação deixa-os coléricos, desesperados, loucos e, pasme-se, admirados com as reacções negativas de quem, legitimamente, se opõe!
Em vão tentam esgrimir argumentos que nada dizem, justificações que nada esclarecem, razões que nada dão a conhecer o porquê de umas alterações que para nada servem e que de útil… só mesmo para rir, e esquecer que alguém falou no assunto. O que ressalta desta temática aparvalhada é um conjunto de textos que entrarão para os anais da história da trapalhice brasileira, um olhar sobre o delírio e as lamúrias de quem acha que descobriu a pólvora! Que tenham juízo.
Há meses que se deu a conhecer esta frustrada intenção de pôr todo o pessoal a escrever “melhor”, escrever “português como deve ser”, português “atualizado” e, no fundo, e que passaria a ser a realidade, escrever brasileiro, nada mais! Nada mais… falso, nada mais nunca! Não vale a pena insistir nem espumejar, o povo português não abocanha fruta insossa, e por mais que se teime nesta temática, o assunto vai ser esquecido como foi há 18 anos atrás. Se este assunto fosse importante já estaria implementado há muito, sem polémicas nem sobressaltos, porque afinal as mudanças para melhor é que são sempre bem-vindas, e demoram pouco a ser aplicadas. A ser verdade que a língua precisa de uma estruturação e uma verdadeira actualização, seria importante rever o capítulo da acentuação. Esta assim, seria uma reforma plausível, desejada pela maioria, e de certeza muito bem recebida nos meios académicos. Tendo em conta a tendência da juventude em esquecer os acentos nas palavras mais “complexas”, por preguiça, ou simplesmente pela duvidosa utilidade que revelam nas comunicações que se querem cada vez mais rápidas, o acento talvez se revele uma ferramenta com cada vez mais “ferrugem”, menos utilização, e aqui sim, pode muito bem haver um real acordo ortográfico.
Pôr ou tirar letras às palavras não constitui necessidade importante, apenas remete para conversas brejeiras, de compadres embriagados numa mesa de café, a arrotar baboseiras enquanto fumam substâncias ilícitas, jogam a bisca lambida e acham-se filósofos de cátedra… a cair de podre. A este tipo de contributo para a língua, dizemos NÃO, obrigado, façam bom proveito.
Podem querer oferecer-nos samba, mas que fiquem lá com a música, que dançar já nós sabemos há muito.
Dezembro 16th, 2008 at 18:58
Reparem no seguinte comentário que extraí de um blogue brasileiro acerca do aborto ortográfico:
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Eu vou contar um segredo para vocês, o sonho da Academia Brasileira de Letras sempre foi salvar o mundo. Eles tem esses complexos, sabem, eles acham que com essas mudanças vão mudar o mundo. Coisa de português.
Se nós compramos a língua, pagamos caro por isso, muitas toneladas de ouro, porque é que ainda não somos donos do português?
Sábado, 22 de novembro de 2008 às 04:30
Ainda querem dar crédito a esta matéria que. de útil, parece nada ter, a não ser arranjar “tricas” entre dois povos que até se dão bem, mas que em questões da Língua, um dos lados não se convnceu que não manda absolutamente nada!
Começo a pensar que será imperativo alguém mandar dois berros e um murro na mesa e colocar um ponto final nisto, porque já cheira mal o que vem do lado de lá do Oceano Atlântico. Já corri blogues atrás de blogues e até de brasileiros já li que Portugal devia desaparecer do mapa porque é demasiado pequeno para ainda existir! Mas o que é isto? Quem são os brasileiros? Os Portugueses é que são xenófobos? Com arrotos destes dá para ver quem é que precisa de ser ensinado…
Mas também tive o prazer de ler comentários brasileiros contra o aborto ortográfico, como o seguinte, que resume e bem o que se sente na generalidade:
j - url
quem teve a ideia deste novo acordo???
parece-me ridícula esta alteração forçada por leis, a língua é algo vivo que deve ser moldada pelo povo.
Está tudo dito, ou quase!
Aqui reside toda a lógica de um processo que não pode ser feito em cima do joelho, nem decidido pela política, muito menos por incompetentes, porque o Estado não é o governo, somos nós, o povo, que desconta e paga os seus impostos, o motor do país, mas infelizmente não muito da economia…
O povo é que é dono da língua, a este é que cabe a missão de mudar o que melhor lhe convier, e se pensarmos bem, da sã convivência entre todos, Portugueses, Brasileiros e Africanos, talvez não houvesse estúpidos acordos ortográficos, como acontece no Inglês, com tantas variantes no planeta, mas sempre igual na sua essência, entendido por todos os povos! Se queremos uma língua forte devemos esquecer este horrível e anormal aborto ortográfico, que só veio criar atritos e dividir as pessoas, no mau sentido. Em vez de querer acentuar as diferenças que sempre existirão, dever-se-á reforçar e retocar as semelhanças, que devem constituir bem mais de 90% do comum entre o que se diz e o que se escreve dum e doutro lado deste Oceano Atlântico! As discrepâncias que existem desapareceriam com o tempo, normalmente, tudo decorrente da já referida sã convivência entre os respectivos povos falantes da mesma língua… A haver cedências neste campo, e continuarei a defender que quem tem de mandar na Língua é Portugal, terão de acontecer em igual percentagem, e não uns mais que outros. Mas enquanto uns continuarem com a conversa anedótica dos 180 milhões e do G8, não dá para outros conseguirem entender o porquê de se mexer só para estragar… num dos lados.
Dezembro 31st, 2008 at 21:09
Não se preocupe com isso! Isso tudo não passa de um bate-boca inútil… as pessoas não são favoráveis às mundanças. Somos reacionários por natureza… o futuro mostrará uma língua portuguesa mais forte depois do acordo. Àqueles que falam mal de Portugal ou do Brasil, deveriam procurar outros lugares para viver e outras línguas para falar. Pois não há como não associarmos Brasil a Portugal e vice-versa sempre que se falar em língua portuguesa. Marcos Paiva Neto - Fortaleza/CE/Brasil
Janeiro 1st, 2009 at 1:10
Mario, acho que não tem nada a ver, um povo ser superior ou outro, mas que se acabe com a palhaçada, de um brasileiro escrever aqui em Portugal, e os portugueses dizerem que escrevemos “errado”, cansei de ouvir, mas como eu sou portuguesa por ancestralidade, mas minha educação acadêmica foi toda feita no Brasil, logicamente que as construções das minhas frases, levam a estrutura brasileira, que não é errada, só é diferente. Os portugueses tem uma dificuldade enorme em aceitar o diferente, experiência de 20 anos vivendo aqui. Mas consegui fazer com que aceitassem a minha forma de escrever, se a lingua é a mesma, porque não aceitar as maneiras diferentes de escrever a mesma lingua? Como apesar de idosa, adoro novidade, já vou começar a treinar a nova ortografia, afinal não posso querer escrever como no tempo de pharmácia, não ficava nem bem, não é? Mas não adianta brigar, pois o acordo vai mesmo, e se conseguirmos que a lingua portuguesa figure na ONU como lingua de trabalho, depois falaremos sobre o Acordo, se ele foi válido ou não, porque até agora o português é a 6ª linguá mais falado no mundo, mas não é considerada lingua de trabalho em grandes organizações internacionais. Finalizando: um bom 2009 para todos com saúde, e não custa nada começarmos o ano com o Acordo.
Janeiro 5th, 2009 at 23:12
Como brasileira tenho que deixar aqui o meu GRANDE DESAGRADO a esta regra estúpida e salafrária. Nós não dizemos: fação ou receção! É um absurdo!!! É uma idiotice GIGANTE. Falamos diferente, sim. No Brasil se fala outra coisa, até nossa gramática é meio diferente, mais do que o Espanhol e países que falam espanhol. Eu falo FACÇÃO, com o C bem pronunciado e nos nossos dicionários não existe outra grafia para recepção, já que pronunciamos o P, sim! Se está aí é pra ser lido e falado, usamos as letrinhas, sim senhores.
Eu apóio os portugueses que não querem a mudança porque a língua faz parte das nossas culturas.
E VIVA AS DIFERENÇAS.
Janeiro 5th, 2009 at 23:33
Quero ainda salientar que concordo com o amigo Mário Franco! Sou brasileira e gosto muito do nosso português brasuca. E aprecio os amigos portugueses por manterem a opinião de não mudar a língua mãe.
Janeiro 12th, 2009 at 22:04
Katia,
desculpe, mas acho que você está sendo fundamentalista. Porque vc não escreve farmácia com pharmácia? nunca usei o bendito trema, dava muito trabalho colocá-lo em cima do u. Infelizmente, vc não deve viver em Portugal e passar pelo que passo “normalmente”. Ainda hoje uma aluna de enfermagem da qual sou supervisora no meu trabalho, revisar um trabalho que vou apresentar, e dois colegar, ela e outro, achando que eu tinha escrito “errado” a palavra errônea, eu lhes disse que todas as palavras acentuados com acento Agudo, nós no Brasil usamos o Circunflexo, mas que as duas formas estavam certas, não há cá errado ou certo, continuo dizendo que são diferentes. Difícil aceitar a diferença não é? Quem tem a ganhar é a língua em si, senão, se os portugueses continuarem a ficar “eternamente sós” língua de Camões vai ficar como o Mirandês, que é a segunda língua oficial portuguesa, mas que a maioria nem sabe que é.
Janeiro 20th, 2009 at 3:46
REVOLUSAM ORTOGRAAFICA
Un bloge contra a alienasam ortograafica sofrida pelos falantes da lingua “portugeza”. Com esta nosa escrita nam ha unificasam nem acordo ce dehen jeito. A hunica solusam he a revolusam, por ce ezisten mais coizas entre a realidade linguiistica i a norma acadeemica do ce sonnava nosa vaan ortografiha.
Viziten: http://revolusam-ortograafica.blogspot.com/
Janeiro 23rd, 2009 at 20:47
Cabo Verde já vai implementar o Acordo, em julho/agosto, agora Portugal vai continuar ensinando aos pequeninos a escrever como agora, para daqui há um tempo terem que apreder que já não era com dantes, enfim…… devagar as coisas vão caminhando.
Janeiro 23rd, 2009 at 20:48
escreverem, desculpem
Janeiro 29th, 2009 at 3:19
A senhora neusa continua a sonhar!
Nos órgãos de comunicação social portugueses não se vislumbra, felizmente, nenhum vestígio do aborto ortográfico. Porque será?…
Nas livrarias e papelarias os dicionários de 2009 não se vendem. Ninguém se lembra mais da temática. Nas escolas está tudo como dantes, e ainda bem.
Para quê a frustrada tentativa de impôr uma porcaria sem qualquer utilidade?
Aborto ortográfico=Anedota esquecida.
Brasileiros=Bando de incultos.
O brasil tem uma opção (ou será “opição”, que é como dizem?…): criar a língua brasileira, para assim deixarem de ser tão ridículos e miudinhos a querer meter a pata num assunto que não é deles! Criando e oficializando a dita língua, tratá-la-iam como bem quisessem e não fariam acordos com ninguém, e ficariam ainda mais isolados do que já estão!
Assim acabariam acordos de merda, que os outros povos do planeta não fazem entre si. Qual é a piada de aprender um idioma em que se altera a sua escrita de tempos a tempos? Quando aprendi espanhol, francês e inglês há 21 anos, guardei os livros. Hoje ainda se escreve da mesma maneira e são 3 línguas muito fortes no mundo inteiro!
Discutir esta temática com ignorantes que pensam ser intelectuais dá vontade de rir. Como em Portugal temos anedotas de alentejanos (povo nobre, que vale muito mais que o brasileiro), pretos, loiras, etc, também temos belíssimas anedotas de brasileiros, que fazem estrondoso sucesso, e partilhamos com os estrangeiros, que se divertem à brava a gozar com as favelas, os sorvetes as bucetas e os veados! De rir e chorar por mais!
Calem-se e não tentem chatear mais, que ninguém quer nada convosco.
Acabo aqui a minha participação e desejo que o brasil seja excluído da CPLP, e determinem a criação do idioma brasileiro, como oficial, e deixem de contaminar o Português genuíno de Portugal!
Brasil=Doença ruim! Vá de rectro satanás.
Janeiro 30th, 2009 at 19:26
Quem deve viver no mundo da lua, deve ser o fascista do Mário Franco, é buçal e primitivo de um xenófobo, racista, e pior que tudo IGNORANTE ! chamar-lhe burro, é mais que um elogio, pois nem a isso ele chega !
Não digo isso por ele ser contra ao Acordo, não, até por mais vai ser implementado em 2010, quer ele queira ou não queira.
Mas sim pelo modo estúpido contra uma grande nação de lingua portuguesa e é graças a ela que o português ainda tem alguma visibilidade no mundo, e é por ela que existe interesse em aprender o português, e não pela “importância ” de Portugal. Então quem sonha com quem ?
E o Brasil foi criado a partir de Portugal, parte do seu povo descende direta ou indiretamente de portugueses
A expressão “pretos”, o tom superior com que fala das favelas. Deixa estar que a miséria que existe em Portugal é um “espetáculo”, naquelas aldeias no interior, com reformas absolutamente miseráveis, então a pobreza urbana em Lisboa e Porto, bairros degradados, bairros onde vivem idosos com casas velhas a cair ! Todos dias há despedimentos nas noticias diárias. Cala-te ó grande ignorante, burro,, olha para porcaria que existe aqui antes de falar dos outros !
Com todo respeito para que é contra o acordo, o Mário Nogueira é aborto inteletual
Fevereiro 2nd, 2009 at 17:14
Deem uma olhada nessa entrevista com o Professor Pasquale, uma das maiores divindades em português do Brasil e do mundo, falando sobre o novo acordo ortográrfico! ele é contra o acordo.
Vejam:
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/02/02/pasquale-bate-papo.jhtm
Fevereiro 5th, 2009 at 18:15
Tanta ignorância que para aqui vai.
Quem diz que consoantes mudas servem para abrir a vogal anterior está muit enganado. Senão que me dizem destes exemplos:
actual, actividade, actuação, actuar
E depois, este acordo traduz a evolução natural da lingua. Ou queriam falar português arcaico do tempo de D.Dinis?
A queda de consoantes mudas é um processo natural, e nada tem haver com seguir as mudanças brasileiras, senão vejamos as seguintes palavras, que após outros acordos ortográficos são hoje o que são:
Aflicção, aflicto, auctor, conducção, conductor, diccionário, dístricto, dictame, equinóccio, extincção, extincto, funcção, funccionar, instincto, practicar, producção, producto, restricção, restricto, satisfacção, víctima, victórìa.
Absorpção, absorpcionista, adsorpção, assumpção, assumpto, captivar, captivo, descripção, descriptivo, descripto, excerpto, insculptor, insculptura, presumpção, presumptivo, promptidão, prompto, promptuário, redempção, redemptor, transumpto
Com todo o respeito, a grande maioria de vocês não sabe para que serve o acordo. Convém informarem-se antes de mandar postas para o ar.
Orgulho na lingua? Então vamos falar português arcaico como este:
Meu Ibis Chamado Ophelia:
Pasma, ente pequeno e pessimo! aqui te estou escrevendo, contra meu habito, uso e costume! Parece impossível - mas não há duvida. A penna corre sobre o papel, tem tinta, e por isso produz lettras. Essas lettras formam palavras… mas (diga-se a verdade) essas palavras não tem um sentido por ahi além.
Ibis do Ibis: quero jinhos, quero muitos jinhos. Tenho fome de jinhos, tenho sêde de jinhos, tem somno de jinhos. Só jihos é que não tenho.
Amanhã, á 1 hora, passo pela tua casa, como está combinado. Creio que me conhecerás; mas é possivel que eu passe disfarçado de vendedor de cauttelas, ou de mão de vacca, ou de carroça por concertar. Não sei ainda. Se tiver juizo, irei por meu pé. Se não tiver juizo, irei por meu juizo.
Sabes que estou quasi pensando em que terei, afinal, tempo de te ir esperar? Se verificar que sim, levo eu mesmo esta carta, e entrego á Ibis do Ibis da Ibis do Ibis.
O mais natural, porém, é que (o contrário do que está acima).
Nesse caso esta carta irá ter a casa da tua irmã. Mandal-a-hei por alguém, pois é tarde de mais para a deitar no correio.
Tu, hoje e amanhã, se tiveres occasião e te quizeres lembrar de um certo Ibis que gosta um tanto ou quanto de ti, faz o possível por te lembrar. Sim, Ninhinha do Nininho do Bébé do Ibis da Vespa do
Fevereiro 8th, 2009 at 2:07
Caro Anónimo,
É um grande problema que por causa do medo, insegurança ou deficiente preparação na educação, em vez de pensarmos, sistematicamente, no confronto do nosso parecer com o do outro, tomarmos como seguro o nosso. Assim, somos levados a confundir a realidade que conhecemos com a realidade dos outros. Por isso, antes de se tomar qualquer posição, é sempre conveniente ouvir os pontos de vista dos outros. Mas será que qualquer opinião é desinteressada?
Evidentemente que não. Todos defendemos interesses. Muitas vezes contra os nossos verdadeiros interesses. Como fazer? Estudar, (consultar, interpretar e compreender), procurar soluções, experimentar, verificar os resultados, publicitar e defender a solução encontrada, para ser possível aos outros assumirem essa solução como sua. Depois, quando passou a ser um desígnio de todos, então será fácil aplicar e pôr em prática.
Não vivemos num ambiente propício a este desenvolvimento. Todos queremos tudo já!
A competição impede o discernimento. Só à custa de muita energia perdida se fazem alguns avanços.
Fevereiro 9th, 2009 at 18:48
Sr. Mario Franco, agradeço os elogios que me fez, mas como só sou brasileiro por nascimento, herdei tudo dos portugueses, portanto….. Brasil ser excluido, está a bricar/reinar não? Portugal ainda vai voltar a cara aos países que andou, deixando marcas importantes, mas também explorando como qualquer colonizador. Queira ou não, com a sua anuência ou não, o Acordo irá vigorar com certeza! aliás, os governantes que os portugueses elegeram, já assinou documentos no Brasil com a nova ortografia. E para encerrar, o Sr. deveria ser mais educado, pois meus pais e familia toda portuguesa (que imigrou quando na Europa era uma sardinha para cinco) eram pessoas sem instrução, só a 4º classe meu pai e minha mãe, aprendeu a ler no Brasil, mas deu oportunidade dos filhos estudarem, se diplomarem em mais de uma licenciatura e ainda vir trabalhar para Portugal e ser da função pública, dando seu contributo para o Estado Português, sem o Estado ter gasto um chavo na minha formação. Bem Haja, como diria um português lisboeta.
Fevereiro 9th, 2009 at 18:50
retificando: brasileira, assinaram… eram educadissímos!!!
Fevereiro 10th, 2009 at 18:33
Neste blogue só tenho lido barbaridades, salvo algumas excepções.
O único país de expressão portuguesa que tem sotaque e por sinal em muitas palavras escreve diferente é o Brasil.
Todos os outros (Guiné Bissau, Cabo Verde, Angola, Moçambique, e Timor) falam e escrevem português de Portugal.
Porque será que o Brasil fala e escreve diferente?!
Por mim tudo bem. Falem e escrevam como sabem.
Continuarei a falar e a escrever como me ensinaram na escola.
Em Portugal, nos meios de comunicação social ainda não houve ninguém a falar do acordo ortográfico.
Será que vai cair em saco roto?! Haver, vamos.
Fevereiro 10th, 2009 at 20:39
Pessoalmente não conheço as regras gramaticais da escrita brasileira.
Não sei se usam ou não o superlativo absoluto simples dos adjectivos.
Caso afirmativo gostaria que nos informassem qual o superlativo absoluto simples dos seguintes adjectivos:
Magnífico
Benévolo
Malidicente
Fevereiro 12th, 2009 at 16:33
Gostaria de saber como vai ficar a palavra sub-humano, pois o dicionário Michaelis escreveu que será escrita subumano.Mas vi em jornais e outras gramáticas que ficará sub-humano.
Como escrever : subumano ou sub-Humano?
Fevereiro 13th, 2009 at 19:38
Srt. Fontoura
sabe porque o único que escreve diferente é o Brasil? porque D. Pedro I libertou antes o país, e os portugueses foram ficando pela África, porque eles não tiveram um D. PedroI.Mas meu pai tinha um ditado bem minhoto: “vamos com quem vai, quem fica deixa-se ficar”, portanto, quem quizer seguir o Brasil que siga, quem não quizer, fique com o que tem e depois não se arrependam!Quem tiver dúvidas, vá ao site portuguesexato.com, é da porto editôra, será que são idiotas? lá podem tirar as dúvidas de como se escrevem no novo acordo as palavras.
Fevereiro 13th, 2009 at 19:38
tanto pode escrever sub-humano como subumano
Fevereiro 14th, 2009 at 20:32
Srª Neusa
De facto nem toda a gente é idiota, sabia. Começou por generalizar!!!
Concordo plenamente com o grito de Ipiranga.
Sabe, Portugal andou amordaçado durante muito tempo.
Ainda hoje as pessoas sentem um certo receio em falar.
A União Europeia está muito atenta a este fenómeno, que infelizmente não
é de hoje.
Por aqui os horizontes são muito curtos.
As pessoas são fechadas, o nível de vida da maioria também não é o melhor.
O País é pobre tem fracos recursos energéticos, minerais e económicos.
Apesar disso, o povo Português dá valor ao trabalho, sem ele não é possível viver ou sobreviver.
Quanto ao acordo ortográfico, se me dá licença vou citar algumas frases àcerca da origem da lingua portuguesa:
A língua portuguesa é proveniente do latim vulgar por lenta evolução natural. Recebeu muitos vocábulos de povos estranhos, com quem contactámos através dos tempos, mas a sua base, tanto no vocabulário como na estrutura sintáctica, é puramente latina e foi, na essência, obra do povo que a falou e modelou. Os mais antigos documentos escritos em língua exclusivamente portuguesa datam dos fins do séc. XII. Nesta altura começa o português histórico que se divide em dois grandes períodos: o arcaico, que vai do séc. XII ao XVI, e o moderno desde o século XVI até hoje.
Como já foi dito muitas vezes, não é fácil falar nem escrever bem o Português.
Agora imagine a grande confusão que irá surgir na mente das pessoas deste acordo ortográfico?
Há muitas palavras portuguesas que o Brasil não conhece. Assim como existem muitas palavras no Brasil que os portugueses não conhecem.
Estou de acordo que se faça um acordo ortográfico que sirva plenamente os interesses dos dois países.
Mas atenção chamem pessoas idóneas e responsáveis na matéria e façam as coisas como deve ser.
Não há razão nenhuma que este acordo ortográfico seja levado avante. Carece de razões e fundamentos.
Fevereiro 15th, 2009 at 16:36
Após 2 meses a ler os comentários deste blogue, chega-se à conclusão que os brasileiros não saem do argumento do “idioma mais forte”. Os portugueses reclamam a posse da língua! Bem, vou tentar ser isento, mas desde já escrevo sem qualquer pudor que este acordo ortográfico é uma valente palhaçada, um autêntico embuste político, feito por políticos e à margem de todos os povos utilizadores da língua!
No brasil argumenta~se a força do idioma, o evoluir daquilo que acham português! Como toda a gente sabe, e não se deve referir qualquer razão monárquica nem histórica em si, que o modo de pronunciar do brasileiro ainda se mantém desde o tempo dos descobrimentos, era um idioma arcaico, sendo portanto o passado da língua. Em portugal e um pouco nos países africanos ex-colónias portuguesas, pronuncia-se de maneira muito diferente, podendo definir-se como actual, divergente mais ainda na península ibérica.
Argumentar o fortalecimento da língua como o principal motor deste acordo ortográfico é mentira. Que força pode ter a mais ou a menos um idioma que, apesar deste inútil acordo, vai permitir a dupla grafia em várias palavras? Isto é que é a unificação da língua? Ainda circula por aí este argumento, nomeadamente no brasil, justificando que o português tem de se ajustar aos tempos modernos e tornar-se língua oficial das nações unidas! Que argumento é este? Para que serve esta maravilha? O que nos darão as nações unidas em troca? Talvez um português “acastelhanado”, sendo facto que tanto portugal como brasil estão rodeados por falantes do castelhano. Em conversa com um estudante espanhol do programa erasmus, na universidade de coimbra, ele tocou neste assunto. Referiu que em espanha não se fala nem nunca alguém falou em fazer acordos ortográficos, seja com venezuelanos, seja com argentinos ou qualquer país da américa do sul. Quem “manda” na língua são os espanhóis e assunto encerrado! Curiosamente, juntaram-se a nós 2 canadianos, um falando inglês e o outro francês! Falámos em 4 línguas, como sabíamos, e após alguns minutos os outros 3 perguntaram-me: Porque razão no brasil se fala tão mal, tão diferente do português? Podem acreditar que não articulei palavra durante uns 10 segundos, e depois de eles rirem um pedaço, perguntei eu: Porque não falaram quase nada de português comigo? Os canadianos foram os primeiros a responder. Disseram que era confuso o idioma do brasil em comparação com o português. O brasileiro é um idioma cheio de acentos inúteis e que exige demasiada ginástica dos maxilares! Até era possível na mesma palavra pronunciar vogais muito abertas com outras muito fechadas, sendo isto impossível no português. Apelidaram o idioma brasileiro de “italiano-soviético”! Quando viajavam à américa do sul, preferiam falar castelhano. Quando estudaram história, souberam a proveniência dos seus antepassados, a inglaterra e a frança, e respeitam estas raízes, sobretudo o mais valioso dos seus legados, os idiomas. Nunca ouviram falar em acordos ortográficos, nem mesmo quando passaram alguns dias na austrália! Dizem que há ligeiras diferenças nas pronúncias e em algumas palavras escritas, mas sem significado. Também referiram que o povo espanhol é demasiado orgulhoso para falar outras línguas, não conseguem captar os sotaques e falam tudo espanholado! Por fim acham que em portugal se valoriza mais o futebol e a corrupção, à semelhança do brasil, e acham que devem ser os portugueses a impôr a sua língua, porque no brasil são somente herdeiros do original, portanto não devem ter poder de decisão neste matéria! O espanhol não foi tão longe na sua opinião, referindo apenas que todos os povos devem entender-se, seja em que língua for, mas dá razão aos portugueses em se oporem ao acordo ortográfico, já que não mete piada nenhuma aprender um idioma em que os seus utilizadores estejam sempre a alterar a sua escrita. Os 3 estudantes referiram ainda que é mais fácil aprender o português do que o brasileiro, porque tem muitas palavras cuja raíz é comum ao inglês, ao francês e ao castelhano, sendo assim muito mais simples devido à existência das tão “chatas” consoantes mudas! Concluiram que, sendo portugal um dos pontos de entrada da europa, para quem provenha da américa, é muito melhor aprender português do que brasileiro, porque entram em portugal, passam por espanha, passam pela frança e podem ir para a inglaterra, falando e escrevendo os 4 principais idiomas do velho continente. Depois de tão interessante conversa fomos para um café e acabámos a falar de crise económica, desemprego e conflitos sociais.
Ainda bem que colhi as impressões necessárias para formar a minha opinião final a respeito do que verdadeiramente se discute neste blogue. Acho que nenhum povo é proprietário dum idioma. Ninguém deve ser chamado de fascista só porque não gosta da influência brasileira no português, e vice-versa. O conceito de certo e errado numa língua deve ser analisado mais profundamente do que pensamos. Escrever pharmácia em vez de farmácia é errado na etimologia actual, mas pode ser escrito como nome dum estabelecimento! Simplesmente aquando da queda da monarquia e consequente implantação da república em portugal, decidiram romper com todo e qualquer vestígio vocabular com o deposto regime governamental. Não foi influência brasileira. O ano de 1911 marca o primeiro desentendimento entre portugueses e brasileiros, em questão de ortografia, e culmina em 1945 com o virar de costas definitivo do brasil ao correcto e ainda actual modo de escrever em português! O brasil nunca quis adoptar as “novas” regras ortográficas implementadas, e muito à frente no tempo, levadas a cabo por portugal, onde cedo se acabou com os “ph”, os “th”, os “k”, “w” e “y”, que agora fizeram regressar, a abolição do trema, que só se vê nos idiomas escandinavos do norte da europa e alemanha. Tirou-se o acento agudo dos advérbios de modo em 1973, o que até foi bom, visto a acentuação ser um dos principais pontos onde as pessoas erram. Já agora, esclarecendo um internauta de nome luís, o ditador salazar, em portugal, tinha todo o interesse em manter o povo burro, não pela ortografia, mas sim pela inteligência que o forte sistema de ensino que vigorou, enquanto ele conduziu os destinos do país entre 1926 e 1968, pudesse “acordar” as pessoas, se virassem contra ele. Por isso as melhores cabeças deste país eram acusadas de comunistas, porque contestavam o regime, e eram presas, torturadas e mortas por terem 2 dedos de testa e verem o que realmente o ditador fazia! Claro que nunca lhe interessou haver acordos ortográficos com o brasil, porque afinal isso não lhe servia para nada, e ainda hoje não serve!
Querem um verdadeiro acordo ortográfico? Comecem pela progressiva eliminação de acentos. Já se escreve tantas palavras sem acento que já as aceitamos como tal. Toca a “aportuguesar” os estrangeirismos, quaisquer que eles sejam, porque alguns ainda teimam em aparecer nas nossas bocas, como “software”, “mail”, “messenger”, “wallpaper”, “screensaver”, “design”, e outras decorrentes do desenvolvimento tecnológico em constante mutação.
Quanto às consoantes mudas… deixem-nas lá estar, estão lá muito bem, e os nossos amigos que falam inglês, francês e castelhano, ou espanhol, também gostam delas e agradecem.
Querem um idioma unificado e verdadeiramente mais forte? Então ponham o brasileiro igual aos português, e não o contrário. Isto é que é lógico.
Fevereiro 24th, 2009 at 13:59
Ricardo, gostei imenso da sua intervenção. Espero que consiga entender o que escrevo, infelizmente nasci em 1943 e não tive oportunidade de aprender o guarani, essa sim, seria mais importante que tudo, mas infelizmente, o colonizador proibiu que se falasse guarani, e cá estamos nós a falar uma lingua e a escrever uma lingua que não existe (como asseguraram os seus amigos americanos).Gostei também bastante o que o espanhol disse, “quem manda”, é o famos “quero, posso e mando” português.Quanto aos comentários dos canadianos, assegurando que os brasileiros falam muito mal!! todos os brasileiros!!! Eles não deveriam nem ir ao Brasil, afinal fala-se tão mal…. se querem praias lindas, as há em qualquer país da América e da Europa, se querem mulheres também as há em qualquer país do leste europeu, bem como na América do Norte, se querem música e football há na Europa e na Améria do Norte que os satisfaçam, para que, gastarem o seu dinheiro inutilmente? Como o idioma que se fala naquela terra é incompreensível para os ouvidos canadianos, que se deliciem com os 8 milhões de ótimos falantes do português peninsular. Quanto ao Acordo, acho mesmo que não deveria existir, deveria sim, existir o idioma “brasileiro”, e mandar as favas tudo que se refere ao idioma falado no “cantinho à beira-mar plantado”. Mas queiram ou não a escrita no Brasil, vai para a frente, assim como Portugal fez em 1911/1945. O Brasil não perdeu nada e Portugal também. Portugal deve continuar como está, e morrer na praia……
Março 2nd, 2009 at 23:50
Neusa, Neusa… torna-se importante perceber o papel desta senhora neste espaço virtual.
Com que então portugal morre na praia! E o brasil morre em que sítio? Por acaso o brasil é rico? Não, pois não? Claro que não! Disso já todos sabíamos!
Mas talvez nem todos saibamos que a senhora e mais uns quantos escritores de opinião só se enterram quando se referem aos portugueses como os “10 milhões de falantes do cantinho à beira-mar plantado”, esquecendo que neste canteiro nasceram quase todos os antepassados dos “180 milhões de dançarinos de samba”! Quase todos, porque naquele território pulularam italianos e africanos depois dos “portugas”, e esta mistura de sangues deu no que deu…
Se a senhora e mais alguns escritores só se sentem realizados a tentar, inutilmente, insultar os “portugas”, continuem, eles acham-vos piada, e vão engrossando a lista de anedotas que já têm a respeito do povo “brazuca”!
O tema deste blogue é o acordo ortográfico. Não é fazer analogias com as histórias do gigante Adamastor, ou do David e Golias, ou do chuto no traseiro ao D.Pedro IV e o esquecimento dos verdadeiros nativos da América, os Índios. Se alguém quiser lições de História, este é o espaço virtual errado!
Portanto centrem-se na questão verdadeira, que passa apenas por opinar acerca de algo que muitos aplaudem, muitos acham indiferente, e muitos não vão sequer olhar!
Sejam saudáveis, não chamem nomes, respeitem todas as opiniões, tentem fazer ver os prós e contras deste fenómeno, e não entrem por teias emaranhadas de sentimentos pessoais e sem qualquer utilidade aqui aplicável!
Acordo ortográfico? Não, obrigado, vou morrer sem escrever a ponta dum corno do que esse acordo mandar.
Março 4th, 2009 at 11:09
O Brasil é realmente um país pobrezinho como diz, os portugueses não são 10 milhões, são mais pelo menos 5 milhões espalhados pelo mundo! enganei-me nas contas, desculpe. E mais, gosto muito de saber e entender o passado histórico, mas quem vive de passado é museu. Como diz, e bem, lá existem mais italianos que na Italia, mais japoneses do que no Japão, mais sírios do que na Síria, portanto, há lá uma mistura que até resultou em coisa boa, pois todos contribuiram para o sucesso que o país está vivendo, desde o descobrimento, com altos e baixos como convém ao percurso histórico. Quanto ao acordo, já está em andamento como deve saber, e cá já estão “se coçando” pelo menos as editoras. Com Portugal ou sem ele, o Brasil segue como Portugal seguiu nos anteriores acordos. Daqui há uns tempos, não muito distante, vai ver a imprensa toda a escrever com a nova ortografia. E quem não quizer alinhar, não alinha, só que estará escrevendo “erradamente”.
Março 6th, 2009 at 20:18
O Acordo Ortográfico:
” É necessário ainda considerar os costumes e as características dos povos que influem na natureza particular das línguas.
Sem este conhecimento, o sentido verdadeiro de certas palavras nos escapa.
De uma língua para a outra, a mesma palavra tem um sentido mais enérgico ou menos enérgico.
Pode ser, numa língua, uma injúria ou uma blasfémia, e nada significar, nesse sentido, em outra, conforme a ideia que exprima.
Numa mesma língua as palavras mudam de significação com o passar dos séculos.
É por isso que uma tradução rigorosamente literal nem sempre exprime perfeitamente o pensamento, e, para ser exacta, faz-se por vezes necessário empregar, não os termos correspondentes, mas outras equivalentes ou circunlóquios explicativos…..
É nosso dever encontrar uma fórmula compreensível para muitas palavras; ter em atenção o significado que elas encerram.
Discute-se muito sobre a palavra “facto “. Na verdade o significado dela é bem conhecida por todos nós que escrevem desse modo e pronunciam “fácto”.
Não esquecer que o “c”, é pronunciado. No entanto o “á” é aberto, mas não é acentuado na escrita.
Porém, os nossos irmãos brasileiros utilizam a palavra e escrevem “fato” e pronunciam ” fáto”, exactamente com o mesmo sentido e significado.
Ora em Portugal, ” fato” tem outra significação.
Vestimenta, composta por calças e casaco do mesmo tecido.
Como sair deste embrólio…..
É apenas um exemplo. Há muitíssimos mais!
Uma coisa é certa, não vai ser fácil por este acordo a funcionar….
Não acredito nas palavras da nossa querida amiga Neusa que diz:
” Quem não quizer alinhar, não alinha, só que estará escrevendo “erradamente”.
Março 7th, 2009 at 16:37
Sr. Fontoura.
A questão do facto/fato como diz, realmente facto em Portugal= acontecimento, fato= conjunto de casaco e calça.
No Brasil, quando se fala fato, não há o sentido que há aqui, lá é acontecimento, pois o fato de vestimenta a palavra correta é terno, porque? porque o conjunto dos homens era composto de calça, casaco e colete, portanto não há engano! depois temos que ver o sentido da frase, o que me parece não ser difícil de perceber.
Mas, eu cá não tenho problema em compreender nem um nem outro, pois consigo entender as palavras para a mesma coisa que cá em Portugal também se fala,como Madeira, Açores, Continente, aí podemos ver os regionalismo, e no final todos se entendem.
O problema é a resistência que alguns 100.000 e mais alguns que não sobscreveram a petição do Vasco Graça Moura, estão fazendo a uma mudança que não vai alterar tanto assim, mas como os portugueses na sua grande maioria, tem uma certa dificuldade em aceitar o novo, reagem dessa maneira.
Mas daqui há pouco tempo, já nos estaremos rindo disto tudo.
Fontoura, as coisas vão mesmo pra frente! e não vai demorar muito!
Março 7th, 2009 at 18:59
Querida amiga Neusa
Você é uma acérrima defensora do acordo ortográfico.
Coloquei aqui neste espaço, o pedido de informação àcerca do superlativo absoluto simples dos adjectivos, acima referidos.
Contudo, continuo a aguardar por uma resposta.
Depois a gente fala….
Obrigado pela atenção.
Março 9th, 2009 at 18:48
Que crédito se pode dar a um acordo ortográfico redigido com… erros ortográficos? Leiam o texto e descubram por vós próprios!
Que crédito se pode dar a uma nação que fugiu de um compromisso assumido em 1945, e andou desde 1990 a exigir que Portugal ratificasse a mais absurda ideia deste acordo?
E depois os atrasados são os portugueses!
Grande atraso que é escrever português da mesma forma em seis países!
Afinal estavam todos errados menos um! Curioso!
Mas já é habitual, nesta como noutras matérias, assistir-se à vitória da burrice sobre a lógica. Mas pode-se dizer que os brasileiros apenas ganharam uma taça de barro, porque realmente, este modo mal imposto de escrever não vai vingar e, mais que provável, será esquecido, como foram outros que antecederam.
Recordem a história dos acordos ortográficos, ou melhor, aberrações únicas a nível mundial, e apreendam o que se fez e o que se faz!
Decididamente, e cada vez mais afincadamente, não se pode levar a sério nada que venha do brasil.
Fácil: desobedecemos a esta anedota e viramos a cara para o lado!
A comédia vai continuar! Deixem os brasileiros sozinhos, como afinal têm estado… desde sempre.
Vou deixar este espaço virtual e não volto. Contribuirei ao lado de milhões de portugueses com a desobediência pura e simples a lgo que não pedimos nem queremos mais ouvir falar.
Fiquem bem. E continuem a escrever ACTUAL.
Março 9th, 2009 at 21:36
Vai ver que quem redigiu o software do Magalhães também era brasileiro!
Março 9th, 2009 at 21:42
os superlativos que vc me perguntou pelo que me lembro se escreve assim:
superlativo absoluto sintético de:
MAGNÍFICO = MAGNIFICENTÍSSIMO
MALIDICENTE = MALEDICENTÍSSIMO
BENÉVOLO = BENEVOLENTÍSSIMO
O CENTÍSSIMO me cansa!!!! mas ele existe, está lá.
Um abraço.
Março 10th, 2009 at 9:45
Neusa
A dúvida existe, e sempre existiu.
Você é uma pessoa de boa vontade.
Há coisas que efectivamente não se compreendem.
Está claro que a nossa amiga, consultou alguém ou teve acesso à composição dos adjectivos acima referidos.
Porque, não é qualquer pessoa de ânimo leve que o diz abertamente.
Porém acrescento, deu o resultado mas não explicou o porquê!
Um pequeno pormenor, não é “centíssimo” que está em causa, mas sim ” entíssimo”, veja a diferença. Não sei o porque do centíssimo que a cansa.
Na gramática latina, pode verificar que os ajectivos terminados em “dicus”, “ficus e volus”, fazem o superlativo absoluto simples em “entíssimo”, e não como usualmente se emprega acrescentando “íssimo” ou “ílimo”.
Depois há ainda os adjectivos irregulares, outra dor de cabeça.
Bem, este mail, não pode ser conotado como sendo uma aula de português,
não é esse o odjectivo pretendido.
Por diversas vezes, se tem repetido, “o acordo foi feito políticos”.
Diga-me qual a autoridade deles nesta matéria?! Nenhuma.
Acho que é suficientemente inteligente para perceber, “Os autores deste acordo ortográfico não tem autoridade moral, nem material para modificar a escrita da língua Portuguesa.
Gostaria que a nossa amiga verificasse, quais foram os protagonistas deste acordo?
É fácil, são os políticos que nada sabem e até escrevem “hadém” em vez de “hão-de”, do verbo “haver” que significa “existir”.
Como se pretende acabar com as consoantes mudas, a coisa ainda vai ficar pior , senão vejamos.
O verbo haver , vai ficar “aver”, esta decomposta fica “a ver”, que na escrita brasileira ficaria “vendo”.
Repare no sentido do verbo haver, que deixou de significar “existir” passa agora a significar ” vi, claramente visto” .
Bem, estamos por aqui a divagar esgremindo razões sem fundamentos.
Em todo caso louvo a sua tenacidade. Bem Haja . Você é uma pessoa que se esforça.
Nunca se esqueça duma coisa. O ser humano é alguém, que não é ninguém, sabe apenas o que nada sabe, porém supera alguns porque nem isto sabem.
Mais: “Se eu pudesse te dizer o que nunca te direi, tu terias que entender aquilo que nem eu sei ” ….Fernando Pessoa
Obrigado.
Março 10th, 2009 at 20:01
ooo coisinha burra,só serviu pra mim ter que estudar mais e fazer mais trabalhos…
Março 10th, 2009 at 22:50
Boa Noite a todos!!!Hoje entro aqui, apenas, para saudar em particular a Srª. Neusa, e comentar a sua, talvez única, afirmação 1000% correCta e aCtual,
de todas as que subscreveu neste blogue, e cito:
…vai ver que quem redigiu o sftware do Magalhães,(a vírgula é minha…) tam-
bém era brasileiro…-fim de citação. Era concerteza, dado a bronca que foi o “pretuguês” utiilizado naqueles que deveriam ser jogos didáCticos para os
miúdos!!! uma amor de “literatura!!- Voltarei, em breve, para comentar e
contrapor algumas das suas afirmações.À bientôt!!!
Março 11th, 2009 at 3:06
Ricardo,
o acordo já está vigorando no Brasil e já estamos escrevendo sem acento nas paroxítonas com ditongos abertos! Achei ridículo, mas tudo bem! Ou seja, idéia, assembléia, heróico, Coréia, etc. viraram ideia, assembleia, heroico e Coreia. Essa foi uma idéia do povo daí, da península ibérica!
Além disso, só quero retificar uma coisa do qual escreveu, senão vejamos:
“Grande atraso que é escrever português da mesma forma em seis países!
Afinal estavam todos errados menos um! Curioso!”
Não significa que todos estavam errados, exceto o Brasil. O curioso é que 180 milhões estavam certos e os outros cinquenta milhões estavam errados (somando-se os outros sete países)! Entendeu?
Vão continuar reclamando, esperniando a beça, mas tem que conformar-se. Há um domínio cultural ocorrendo da nossa cultura perante a de vocês! Vão continuar lendo livros de editoras brasileiras, ouvindo música brasileira e até samba brasileiros. E nós, do lado de cá do Atlântico, vamos continuar a ve-los na TV com legenda (o que acontece de vez em nunca). Então, pra quê continuar a discutir? Por quê será que o inverso não acontece? Trabalhem para o inverso acontecer, ou pelo menos para ter algum equilíbrio. Façam-se grandes novamente, ou vão continuar a se apequenar? Fracos demais…..Cansei de vocês! Povinho idiota. Não é à toa que vocês têm fama por aqui. Fama, muita fama……………fama de BURRO! O Jô Soares teve até que mudar as piadinhas, depois de protesto da embaixada portuguesa no Brasil. Simplesmente vocês são motivo de piada…
Março 11th, 2009 at 14:33
Acabo de ver-e não ler, que auilo é um churrilho …, do sr.fabrício rebelo. Felizmente só li antes do almoço, senão teria sido perigoso para a digestão…
como diria o ex-emigrante brasileiro e a”modos” que seleccionador-agora despedido do Chelsea:..E O Burro somos nós!!!Não perco mais tempo com futilidades, que é dar alguma importância a quem a não tem, lembrando-lhe, apenas, que Portugal acolhe Demasiados brasileiros, em particular mulheres que em nada contribuem para a grandeza e dignidade deste País-MUITO MUITO
pelo contrário-e nem por isso deixamos de os acolher a eles e a elas sem usarmos a insolência desprezível , fruto de, concerteza, muita ignorância, e logo, falta de sentido ético e moral que o sr. utiliza no seu arrazoado-que não escrita.Tenho dito, e não veltarei a dizer….
Março 11th, 2009 at 16:53
Felizmente há muita gente boa que tem aparecido neste blog.
Em contrapartida aparecem sempre uns “babacas”, termo brasileiro, que expurgam cá para fora as suas inutilidades, já que de outra forma não as conseguem exteriorizar. Mandam “papaias” sem nexo de casualidade.
Há um ditado romano que diz:
“PLURIMAE LEGES PESSIMA RESPÚBLICA”
De facto é sintomático a verborreia que os nossos políticos aplicam às leis que produzem.
Vejam recentemente a chamada de atenção, do Sr. Procurador Geral da Repúplica para “Uma Lei” que os Srs deputados produziram, sem contornos técnicos, periciais e fundamentais.
Caros Srs. os nossos governantes não querem saber dos portugueses para nada com excepção de alguns. Assim foi, assim é, e assim será?
A esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome.
A esquerda é capaz de tudo, da tortura e do assassinato, desde que ao serviço do seu poder.
A direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam.
A esquerda e a direita portuguesas têm, o seu retrato.
Os portugueses, banqueiros e comerciantes, ministros e gestores, comunistas e democratas, correm hoje a Angola, onde aliás se cruzam com a melhor sociedade americana, chinesa ou francesa.
Para os portugueses, para a esquerda e para a direita, Angola sempre foi especial.
Para os que dela aproveitaram e para os que lá julgavam ser possível a sociedade sem classes e os amanhãs que cantam.
Para os que lá estiveram, para os que esperavam lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possível salvar a alma e a humanidade.
Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a extracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e exploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir novas vias e grandes futuros.
Angola é nossa! E nós? Somos de quem?
«António Barreto»
P.S. - Pilhado com a devida vénia d`O Sexo dos Anjos.
Um reparo às afirmações de António Barreto: “Que a direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam.”
Assim é, na realidade, mas essa direita a que se refere, a direita muito direitinha é a tal que só interessa à esquerda e com ela (con)vive! É a direita das negociatas que se está a marimbar para a Pátria, para a Soberania, para o Povo!
Essa, a direita do sistema económico-financeiro que tudo vende e troca por meia dúzia de tostões, quero dizer, dólares!
Tudo isto tem uma razão de ser: ” O acordo ortográfico”
Março 11th, 2009 at 19:59
sr.fontoura:é lógico que se refere as certos blogs, especialmente de determinado/as brasileiro/as, mas convinha ser um pouco mais incisivo, e “chamar os bois pelos nomes”; no caso vertente, especificar melhor a quem se dirigia com o termo:”Mandam papaias sem nexo de casualidade”-deve querer dizer de Causalidade,claro. Cumprimentos.
Março 11th, 2009 at 20:19
Fontora,
Obrigada pela explicação, mas esses entíssimos eu nem uso, não sei nem para que existem, hoje em dia não existe nada em superlativo, muito pelo contrário!!
Mas vá lá, vc daqui há uns tempos, não vai sentir essa tão grande diferença!
Tenho uma pirma que imigrou para o Brasil com 13 anos e que é professora de português para esrangeiros, que disse ser as alterações muito pouco importante, não vamos mudar quase nada. Não se mostrou assim tão ferozmente contra o Acordo.
Mas vamos aguardar. Já sabe que o Brasil está caminhando com as mudanças, S. Tomé idem, e aos poucos a coisa chega lá.
Um abraço.
Março 11th, 2009 at 20:23
Sr. Rebelo,
Desculpe, mas muito de mau gosto, ofensiva essa sua nota contra os portugueses. Acho que a ofensa não cabe em lugar nenhum! Deve refletir no que disse.. Um abraço.
Março 11th, 2009 at 20:33
Sr. Tuga,
O fato de Portugal “acolher” brasileiros, principalmente brasileiras que em nada contribui para o país, infelizmente, é o dinheiro das brasileiras e brasileiros que descontam para a segurança social, que ainda mantém a mesma sem ir à pique.
Outra coisa, assim como não gosto que ofendam portugueses, tb não gosto que ofendam brasileiros, não se esqueça dos 5 milhões de portugueses que andam pelo mundo, ou seja, metade da população portuguesa, portanto…… vamos com calma.Outra coisa que deve ter esquecido, os portugueses que imigraram para o Brasil, não eram licenciados, exatamente igual a maioria que vem para Portugal, aliás estudos portugueses, confirmam que os brasileiros são mais instruídos que os nativos, portanto….. estudos feitos pela Universidade do Minho.
Os brasilleiros entram em Portugal, pq a polícia de fronteiras portuguesa é conivente com a entrada, portanto…
Março 11th, 2009 at 23:17
Neusa, com todo o respeito, você já viu o que esses merdas já falaram do nosso país? Quantas ofensas existem ao meu país ditas por esse bando? Tá certo, perdi a cabeça, retiro-me do fórum, que é, aliás, de vocês, portugueses.
Março 12th, 2009 at 10:07
srª.Neusa: vê-se bem que a srª.está imbuida de um “veneno” ante tudo o que respeita a Portugal e aos Portugueses! Não sei se isso é fruto de “jalousie” ou de , como dizemos por cá, de “dor de cotovelo”. Quanto à menção que faz à Segurança Social, só lhe digo: com o que os brasileiros contribuem…se estivéssemos a contar COM para sobrevivermos…já teríamos “fechado as portas”.Ao invés, são os Euros, o que vos faz correr! a terminar 2 coisinhas:
1-O vosso tão auto-elogiado nível cultural, pode bem medir-se pelo “calibre” dos v/escrito, através dos erros gramaticais neles contidos
2-a “eloquente” falta de senso-e de civismo-patenteado pelo se compatriota,Sr Fabrício dizem tudo. Termino com uma frase muito usada por esse Grande Françês, o General De Gaule: “tou ce qui grouille, grenouille et scribouie, n’as pas de conséquence historique”-Traduza..se souber!
Março 12th, 2009 at 19:55
Rebelo,
Achei que vc foi excelente na sua resposta ao meu comentário. Você cresceu aos meus olhos.
Você já reparou como alguns me trata aqui? mas eu não saio do salto alto, não perco a cabeça, sabe porque? não sou igual.
Você deve saber que alguns portugueses fazem questão de dizer que escrevemos errado,( vide o comentário do Sr. tuga) e alguns que dizem que temos dor de cotovelo. Isso me espanta sabe porque? porque felizmente o país que eles encontrara, e que o Sr. Cabral deu os costados quando estava a caminho das Índuas, perderam-no por pura incompetência!!! Inglaterra hoje ainda tem países que fazem parte dela, porque será? Infelizmente Portugal se preocupou em tempos idos a defender o território brasileiro, levar para lá degredados e negros e retirar riquezes. Vide o caso da cana-de-açucar , pedras preciosas etc. E os brasileiros é que tem inveja. Inveja de que? de não pertencer a colcha de retalhos que é esta Europa, sempre em guerras e disputas ao longo dos séculos. Mas o problema, é que agora chegou a vez do Brasil, não manter relações paternalistas , mas relações maduras, como com qualquer outro país e isto sim, está incomodando.
Bem, poderemos falar em putra oportunidade.
O acordo vai pra frente, com os países de lingua portuguesa ou não , disso tenho certeza. quem sabe um dia, teremos a lungua brasileira!
Um abraço.
Março 12th, 2009 at 19:56
Desculpe Sr. tuga, faltou um m algures, um e no lugar de a, mas como o sr. é inteligente vai entendr não é?
Março 12th, 2009 at 19:57
Rebelo, não se vá embora. Fique
Março 12th, 2009 at 21:00
Vou sair deste blog quanto antes.
Inicialmente pensei que o debate sobre o acordo ortográfico fosse algo de construtivo, formativo e informativo.
Infelizmente cheguei à conclusão que não vale a pena continuar a expôr quaisquer argumentos.
Deste modo, vejo-me na contingência de ir embora, não por razões substanciais, mas sobretudo por razões morais e também porque não faço aqui falta nenhuma.
Alguém poderá estar a pensar, ” Já deverias ter ido embora à mais tempo, aliás nem devias nunca ter aparecido” . Isso mesmo.
Assim sendo, porque não quero tornar-me uma ameaça à tranquilidade dos outros, fiquem todos muito bem.
Obrigado.
Março 12th, 2009 at 21:24
Srª. Neusa: o facto de ter trocado, ou esquecido de um”a” e de um “m”, não retirou o sentido ao seu comentário; percebi bem tudo o que escreveu, mesmo com mais algumas pequenas lacunas. No fundo é fácil acompanhar a escrita, mesmo por dedução, quando acontecem algumas gralhas; Isso também se verifica, frequentemente, nos jornais, e não é por isso que deixamos de os ler e de os interpretar. A talho de foice, como complemento, esclareço que, na minha transcrição da frase que ouvi, várias vezes, ao General De Gaulle, ela consubstancia a seguinte ideia: “por vezes perde-se demasiado tempo com coisa fúteis, ou menos valoradas”Traduzindo: -”Tudo o que mexe, rãs e gatafunhos, não tem consequência histórica”.-Melhores cumprimentos.
Março 13th, 2009 at 20:34
Fontora,
Fique, não se vá, afinal quem ofende um dia cansa, eu continuo pois os “lentes” não me amedrontam. Mantenha-se aí, afinal , de vez em quanto ler aqui umas coisas, até nos diverte. Um abraço.
Este fim de semana vou ver se arranjo um tempo para aqui vir, pois tenho um trabalhinho para apresentar num seminário. Um abraço.
Março 14th, 2009 at 20:01
# 159 Fabrício Rabelo Says:
Março 11th, 2009 at 3:06
Cuidado com este comentário! Contém mentiras atrás de mentiras e noutro tempo seria motivo mais que suficiente para iniciar uma guerra.
Tem de se dar valor a uma língua falada e escrita da mesma maneira em 3 continentes diferentes. Só não são 4 porque na américa fugiram a um compromisso assumido. Ponto final.
180 milhões. Ainda com este argumento? Ingleses, Franceses e Espanhóis nunca fizeram nenhum acordo ortográfico com nenhuma das sua sex-colónias, porque isso de fazer acordos é uma completa inutilidade. Juntem os milhões que falam cada um dos 3 idiomas atrás citados, e comparem com os milhões que habitam os respectivos países de origem e tirem as conclusões que quiserem, mas há uma que é flagrante: o respeito pelo legado dos antepassados. Estados Unidos, Canadá e Austrália seriam suficientes para calar a Inglaterra, bem como toda a América Latina (castelhana) calaria a Espanha. Mas mantiveram a melhor herança que os seus antepassados dos países de origem lá deixaram, o melhor veículo de comunicação entre os povos, a Língua!
Quanto à fama do português no brasil ser de burro, não espanta, já que em Portugal, e resto do mundo, o brasileiro tem fama de malandro que só gosta de praia, futebol e samba, não presta para trabalhar e dorme mais que a preguiça. O português tem fama de garrafão de vinho e caloteiro, não de burro, porque engenhoso é o segundo apelido deste povo. Pena que seja engenhoso preferencialmente para o mal, basta ver a classe política que o governa. Mas o “mensalão” brasileiro ainda está na memória mundial…
Como sempre, o insulto é a arma de quem não tem argumentos. Mas ser parte integrante de 180 milhões de mal-falantes-e-mal-escritores de português não é nenhum acto heróico. É antes o reflexo de um complexo escondido de receio de submissão a um legado de um povo diminuto, e quase sem identidade, oriundo de uma chamada Península Ibérica. E querendo separar-se de uma raíz, tal como um neto do seu avô, esquece o próprio nome e de onde proveio, e altera o que não tinha nada que alterar por não ter essa autoridade, que foi uma língua, que hoje podia muito bem ser tão forte como as mais faladas no planeta.
Achando que ocupa um país muito grande e terem parido como os coelhos, ou as ervas daninhas, o povo brasileiro forjou um idioma assíncrono, sem nexo, sem visibilidade, muito ao contrário do que julga, erradamente carimbado como português, e sem guardar respeito nenhum por quem o ensinou naquela terra preta. Ninguém proveniente de Portugal ensinou a mixórdia que se fala e escreve no brasil.
Vou pregar para outra freguesia, que neste fraco espaço virtual ninguém parece ter vontade de pôr os brasileiros na ordem. Eles ficaram chateados com o fim do trema e de alguns acentos, e ainda mais chateados com a negação portuguesa ao fim das consoantes mudas! Grande terramoto.
As pessoas nem fazem ideia da quantidade de erros que aparecem escritos ao longo de anos, e algumas morrem sem saber que os praticaram. Jornalistas que falam mal, políticos que falam mal, universitários que falam mal, e todos, por conseguinte, escrevem mal. E ainda inventaram reuniões para forjar acordos ortográficos por causa do brasil e da sua mania de que é um oásis… que tem 180 milhões de camelos. Bando de moquifos.
Nem fico para assistir à pobreza das respostas que aí vierem. Até nunca mais.
Março 16th, 2009 at 11:34
Shooow . Maiis erh eu queriia também o emprego daletra “h”
Março 21st, 2009 at 23:06
ALENTEJO POPULAR (jornal Progressista), 5-Março-2009
OLIVENÇA DEFENDE PORTUGUÊS
(grande fotografia do Convento de São João de Deus em Olivença, com carros e pessoas à
sua porta)
ANTÓNIO MARTINS QUARESMA/HISTORIADOR
Conforme o «Alentejo Popular» noticiou no último número, realizou-se no passado 28 de
Fevereiro, em Olivença, um encontro, que teve por tema central o português oliventino,
isto é, o português alentejano ainda falado naquela cidade pela franja mais idosa da
população.
A organização deste Encontro deve-se à recentemente fundada associação oliventina Além
Guadiana, que, estatutariamente, persegue a revitalização das raízes culturais
portuguesas, em particular da língua. Esta Associação, dirigida por jovens, representa em
Olivença uma nova maneira de encarar a cultura tradicional, valorizando-a e combatendo o
preconceito que normalmente atinge as formas de cultura popular.
O Encontro foi apoiado pelas instituições locais e regionais espanholas, como o
“Ayuntamiento” de Olivença e a Junta de Extremadura, que aliás estiveram presentes
através do Presidente da Junta, o também oliventino Guillermo Fernández Vara, e pelo
“Alcalde” de Olivença, Manuel Cayado Rodríguez.
Recorde-se que em Olivença, antiga vila portuguesa desde o século XIII, anexada à
Espanha no princípio do século XIX, o português se falou maioritariamente, até há bem
pouco tempo. Hoje em dia, é falado apenas por uma minoria, mas os vestígios materiais da
presença portuguesa são numerosos e muito visíveis. A influência portuguesa é sentida
também nos «pormenores». A doçaria, por exemplo, onde sobressai um saboroso doce, que dá
pelo peculiar nome de técula-mécula, é familiar ao nosso gosto alentejano.
Nesta jornada estiveram presentes alguns linguistas, portugueses e espanhóis, cujas
comunicações se revestiram de alto nível. Eduardo Ruíz Viéytez fez ressaltar a ideia de
que a defesa das línguas minoritárias, como o POrtuguês oliventino, é também uma questão
de Direitos Humanos e uma preocupação do Conselho da Europa. Juan Carrasco González
explicou as variedades linguísticas da fronteira. Lígia Freire Borges falou no papel do
Instituto Camões. José Gargallo Gil dissertou sobre fronteiras e enclaves na Península.
Manuela Barros Ferreira trouxe o MIrandês, a língua minortitária de trás-os-Montes.
Manuel Jesus Sánchez Fernández focou as dificuldades do Português oliventino. Servando
Rodríguez Franco mostrou exemplos de alterações toponímicas em Olivença, resultantes da
interpretação castelhana do POrtuguês. Domingo Frades Gaspar discorreu sobre a língua do
vale do Eljas. António Tereno, o único responsável político português presente, explicou,
por sua vez, as vicissitudes por que tem passado o processo de «classificação» do
«barranquenho».
Um momento especial foi a intervenção de José António Meia-Canada (querem apelido mais
alentejano?), natural de Olivença, que, na sua língua materna, deu genuíno testemunho do
Português oliventino.
Por fim, foi projectado um projectado um documentário sobre o Português de Olivença,
realizado a propósito. Após a projecção, com a noite já entrada, a Jornada terminou, no
meio de geral satisfação, pelo seu êxito e pela geral convicção de que se estão a
realizar acções profícuas no sentido da defesa do Português oliventino.
Uma palavra ainda sobre a Associação Além Guadiana. Ela tem o seu sítio na “net”, onde
se podem encontrar notícias sobre as actividades que desenvolvem, para além de diversas
informações com interesse. Basta procurar no Google, ou ir directamente aos endereços
“http://wwwq.alemguadiana.com” e “http://alemguadiana.blogs.sapo.pt/”. O Presidente da
Direcção é Joaquim Fuentes Becerra. Os restantes mebros são Raquel Sandes Antúnez,
conhecida de todos os que gostam de boa música e do grupo oliventino Acetre, Felipe
Fuentes Becerra, Fernando Píriz Almeida, Manuel Jesús Sanchez Fernández, Eduardo Naharro
Macías-Machado, Maria Rosa Álvarez Rebollo, José António González Carrillo, António
Cayado Rodríguez e Olga Gómez.
À laia de apelo, deixamos aqui uma nota final, dirigida especialmente às entidades
portuguesas responsáveis pela política cultural, para que, à semelhança do que fazem os
nossos amigos oliventinos, também em Portugal se preste atenção ao Português alentejano
de Olivença.
Março 23rd, 2009 at 15:32
« Katia,
desculpe, mas acho que você está sendo fundamentalista. Porque vc não escreve farmácia com pharmácia? nunca usei o bendito trema, dava muito trabalho colocá-lo em cima do u. Infelizmente, vc não deve viver em Portugal e passar pelo que passo “normalmente”. » powered by Neusa
Agora, digo eu: quem é fundamentalista afinal? pharmácia?? bah!
«Os brasileiros é que contribuem em maioria para a Segurança Social»?? bahahaha!!! Tenha dó! A Sr. D. já está na idade da reforma e vai ver que, mais dia menos dia, lá recebe a sua pequena pensão deste pais tão pobre quanto o seu…
Pelos vistos é «massacrada» diariamente por não saber escrever português… Bem feita, aprenda. Se veio para cá tem mais é que se sujeitar à lingua do país que a acolhe!
Deixo-lhe uma anedota:
«Um português decidiu ir trabalhar para França, à procura duma vida melhor e à semelhança de alguns amigos que já lá estavam.
Já em França, com fome, entrou num restaurante:
Empregado de mesa - «Bonjour!»
Português- «Bonjour. La sopa.»
O empregado sorriu e trouxe a sopa.
Português - «Le bife»
Mais uma vez, o empregado sorriu e trouxe o bife.
Por fim, o português diz:
- «La conta.»
Empregado:
-«Olha, meu filho-da-p****, se eu não fosse português tu comias mas era uma merda.»
Dá prá entendê?
EU SOU CONTRA O ACORDO e não o vou cumprir.
Março 23rd, 2009 at 21:50
Desculpem, mas não resisto:
«O iscrétchi-dji-tôdos-nóis
Heróis du má, nôbri pôvu
Náção valêntchi, imurtáu
Lêvantái hôji dji nôvu
O isplendô dji Purtugáu
Entri ais bruma dá mêmóriá
Ô Pátriá sentchi-si à vóis
Dus teu êgrégius avóis
Qui à dji guiar-tchi à vitóriá
Às ááármá, às ááármá
Sôbri à terrá, sôbri u máá
Às ááárma, às ááárma
Pêlá Pátriáá lutáá
Contrá us canhão
Márchá, márchááá»
Ahahahahahahahahahahahaaa!
Março 25th, 2009 at 15:18
Srª Neusa
Pediu-me para continuar a frequentar este blog.
Pois bem, cá estou.
Não obstante, a risota que tem provocado, vejo-me agora na contingência de referir mais alguma coisa, penso ser a última:
1- Por aqui nada se aprende, pelo contrário, esgrimem-se razões que por vezes não têm quaisquer fundamentos.
2- Toda a gente já reparou, os portugueses e brasileiros não se entendem, quanto ao acordo ortográfico.
3- Torno a repetir. Os portugueses escrevem e falam (dicção) diferente dos irmãos brasileiros.
4- Por favor não obriguem os portugueses a falar e a escrever como os brasileiros.
5- O povo português entende perfeitamente a fonética brasileira.
Não se percebe porque razão os brasileiros não enxergam a dicção portuguesa, bem como muitíssimos vocábulos escritos.
7 – Haverá necessidade das línguas se aproximarem? Em quê, na escrita? Ou na dicção?
Apresento-vos os responsáveis deste acordo ortográfico. 300 deputados portugueses, mais uns tantos brasileiros (senadores). Ao todo não passam de 1000 pessoas.
A maioria, já percebeu. Tudo é fruto das incongruências aberrantes , consubstanciada nas práticas funestas de uma elite propícia a manchar a dignidade das pessoas.
O que pretendem eles? Semear a discórdia ? Isso mesmo…..
Meus amigos, “quando a esmola é grande o povo desconfia”.
Um abraço.
Março 26th, 2009 at 3:10
Esta “versão” canarinha de como se interpreta o nosso hino, na fonética brasileira, é, só por si, um exemplo, paradoxalmente realista e concludente, quanto ao facto de Nós potugueses termos alguma dificuldade em perceber, à primeira, este dialecto. Se os brasileiros têm dificuldades em nos perceberem, é porque, INCONTESTÁVELMENTE, eles não falam a 100% a língua que Camões falava, e que por cá se fala, sem misturas estabafúrdias, derivadas de 1430 linguas e dialectos, e observando com rigor a gramática. Para que conste-e não repetirei TÁ?!
Março 26th, 2009 at 10:28
Para colmatar, e apelando ao bom senso, caros amigos vamos acabar com esta palhaçada ortográfica.
Tudo não passa de um alarme insurdecedor, para inglês ver.
É necessário por tudo em ordem como mandam as boas regras gramaticais.
Todos sabemos que as frases são constituídas por palavras. Estas por sua vez seguem o ritmo do Sujeito, Predicado e Complementos ( directos ou indirectos), e ainda há mais., nomeadamente, partículas de realce, ou ênfase, agentes apassivantes, etc. etc…..
Parafraseandol, alguns escritores cito:
O Desastre do Acordo Ortográfico, a quem interessa realmente!!
O Governo também se esqueceu de que o Acordo é impraticável sem a necessária elaboração prévia “de um vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa, tão completo quanto desejável e tão normalizador quanto possível, no que se refere às terminologias científicas e técnicas”.
Esta exigência do art.º 2.º do Acordo, mesmo dando de barato que fosse fácil a elaboração do vocabulário comum, é absolutamente de cumprir no tocante às terminologias técnicas e científicas que apresentam fortíssimas divergências.
Ora como é que se pode pretender participar na construção de uma economia baseada no conhecimento, objectivo fundamental da Estratégia de Lisboa, sem ter resolvido este magno problema no interior da língua portuguesa?
Bastam estes pontos (e vários outros poderiam acrescer com semelhante fundamentação) para se poder concluir ser o Acordo altamente lesivo do valor cultural e das características da língua que falamos em Portugal e que é também falada na Guiné-Bissau, em Cabo Verde, em S. Tomé e Príncipe, em Angola, em Moçambique, em Goa, em Macau e em Timor.
Tudo isto põe em causa o ensino e a valorização da língua e o próprio património cultural de que ela é a pedra angular, enquanto elementos da nossa identidade.
Se o Governo pede pareceres científicos e técnicos a propósito de aeroportos, de pontes e de tantos outros projectos, deve exigir-se que o faça também para ficar habilitado a decidir com segurança numa matéria cujas consequências e cuja projecção no futuro são incomparavelmente mais importantes.
Mais de 40 milhões de pessoas seguem a norma portuguesa.
De facto, não se trata de contrapor 10 milhões de portugueses a 180 milhões de brasileiros.
Trata-se de considerar que, de Portugal a Timor, passando por Cabo Verde, pela Guiné-Bissau, por S. Tomé e Príncipe, por Angola, por Moçambique, por Goa, por Macau, e pelas comunidades portuguesas e dos PALOPS dispersas no mundo, há mais de 40 milhões de seres humanos que seguem a norma portuguesa.
É, antes de mais, quanto às competitividades em presença no interior do universo da língua portuguesa que a questão do seu valor deve ser analisada.
A adopção do Acordo redundará em total benefício do Brasil.
Os PALOP e Timor ficarão completamente dependentes da edição e das indústrias culturais brasileiras.
E isso virá a acontecer em Portugal.
No resto do mundo, o Acordo não fará aumentar numa só página a quantidade de peças traduzidas, numa só pessoa o número de estudantes ou falantes da língua e num só forum internacional a utilização dela.
Os prejuízos serão astronómicos:
— ficarão inutilizadas existências gigantescas de dicionários e livros escolares nas linhas de produção e nos armazéns dos editores;
— as famílias terão de suportar custos inadmissíveis na compra de novos materiais;
— milhões de livros adquiridos pelo Plano Nacional de Leitura e pelas bibliotecas escolares tornar-se-ão inúteis para os jovens;
— a importante posição das exportações da edição portuguesa para os países africanos acabará por se perder.
Tudo isto constitui um daqueles casos clássicos em que, no médio prazo, a previsão de despesas supera catastroficamente a das receitas.
Antes de se estudar o”valor económico” da língua seria forçoso estudar as implicações económicas do Acordo.
Mas haverá outros prejuízos igualmente graves:
A incerteza grafémica não só destruirá virtualmente a própria noção de ortografia, como predominará por longo tempo na insegurança dos professores e dos estudantes apanhados na transição.
Constituirá também uma autêntica violência contra os falantes da terceira idade, em quem, como em toda a gente, a representação mental das palavras é indissociável da grafia que aprenderam.
Levará à desorientação dos estudantes de português das principais comunidades da nossa emigração, como nos Estados Unidos, no Canadá, em França, na Alemanha…, uma vez que a perda de uma relação gráfica de muitas palavras portuguesas com vocábulos dessas línguas só poderá aumentar as dificuldades de aprendizagem do português por parte dos mais novos.
Nem colhe dizer-se que “apenas” cerca de 1,45% das palavras portuguesas são afectadas.
O cálculo foi feito sobre um corpus de 110.000 quando o dicionário Houaiss tem cerca de 228.000 entradas.
E, pior ainda, não foi feito cálculo nenhum quanto à frequência com que essas palavras são utilizadas, havendo casos em que tal frequência é altíssima…
Os PALOP perceberam muito mais depressa o que está em jogo.
Angola aspira a uma posição de liderança na África Austral e no mundo de língua portuguesa.
Tem potencial humano e económico para isso.
Vive tempos de paz, de reconstrução, de crescimento e de prosperidade.
Não lhe interessa ficar subordinada a interesses brasileiros.
Prefere as suas actuais parcerias com Portugal e, a partir delas, desenvolver a sua própria autonomia.
Precisa de manter facilitados os processos de alfabetização e de ensino, os circuitos de funcionamento político e administrativo, a vida quotidiana nos aglomerados urbanos, a normalidade da comunicação social escrita, a dinâmica cultural que já está a impô-la como país de referência.
Em Moçambique e na Guiné-Bissau que, de resto, têm de evitar quaisquer equívocos e precipitações de modo a escaparem, respectivamente, às pressões de sinal anglófono e francófono, os problemas são idênticos.
Poderão estes países dar-se ao luxo de reciclar professores e de inutilizar milhões de livros e de materiais didácticos, de repente tornados obsoletos para populações cuja alfabetização e cujo domínio da escrita e da leitura são bastante mais frágeis do que entre nós?
Poderão correr o risco de a língua portuguesa se tornar um factor, não de aglutinação da identidade, mas de desagregação da identidade?
Já se pensou no que seria mexer só nos textos legais e regulamentares para ficarem ao alcance de cidadãos que estejam nas condições descritas?
Constituirá também uma autêntica violência contra os falantes da terceira idade, em quem, como em toda a gente, a representação mental das palavras é indissociável da grafia que aprenderam.
Levará à desorientação dos estudantes de português das principais comunidades da nossa emigração, como nos Estados Unidos, no Canadá, em França, na Alemanha…, uma vez que a perda de uma relação gráfica de muitas palavras portuguesas com vocábulos dessas línguas só poderá aumentar as dificuldades de aprendizagem do português por parte dos mais novos.
Nem colhe dizer-se que “apenas” cerca de 1,45% das palavras portuguesas são afectadas.
O cálculo foi feito sobre um corpus de 110.000 quando o dicionário Houaiss tem cerca de 228.000 entradas.
E, pior ainda, não foi feito cálculo nenhum quanto à frequência com que essas palavras são utilizadas, havendo casos em que tal frequência é altíssima…
Os PALOP perceberam muito mais depressa o que está em jogo.
Angola aspira a uma posição de liderança na África Austral e no mundo de língua portuguesa.
Tem potencial humano e económico para isso.
Vive tempos de paz, de reconstrução, de crescimento e de prosperidade.
Não lhe interessa ficar subordinada a interesses brasileiros.
Prefere as suas actuais parcerias com Portugal e, a partir delas, desenvolver a sua própria autonomia.
Precisa de manter facilitados os processos de alfabetização e de ensino, os circuitos de funcionamento político e administrativo, a vida quotidiana nos aglomerados urbanos, a normalidade da comunicação social escrita, a dinâmica cultural que já está a impô-la como país de referência.
Em Moçambique e na Guiné-Bissau que, de resto, têm de evitar quaisquer equívocos e precipitações de modo a escaparem, respectivamente, às pressões de sinal anglófono e francófono, os problemas são idênticos.
Poderão estes países dar-se ao luxo de reciclar professores e de inutilizar milhões de livros e de materiais didácticos, de repente tornados obsoletos para populações cuja alfabetização e cujo domínio da escrita e da leitura são bastante mais frágeis do que entre nós?
Poderão correr o risco de a língua portuguesa se tornar um factor, não de aglutinação da identidade, mas de desagregação da identidade?
Já se pensou no que seria mexer só nos textos legais e regulamentares para ficarem ao alcance de cidadãos que estejam nas condições descritas?
Constituirá também uma autêntica violência contra os falantes da terceira idade, em quem, como em toda a gente, a representação mental das palavras é indissociável da grafia que aprenderam.
Levará à desorientação dos estudantes de português das principais comunidades da nossa emigração, como nos Estados Unidos, no Canadá, em França, na Alemanha…, uma vez que a perda de uma relação gráfica de muitas palavras portuguesas com vocábulos dessas línguas só poderá aumentar as dificuldades de aprendizagem do português por parte dos mais novos.
Nem colhe dizer-se que “apenas” cerca de 1,45% das palavras portuguesas são afectadas.
O cálculo foi feito sobre um corpus de 110.000 quando o dicionário Houaiss tem cerca de 228.000 entradas.
E, pior ainda, não foi feito cálculo nenhum quanto à frequência com que essas palavras são utilizadas, havendo casos em que tal frequência é altíssima…
Os PALOP perceberam muito mais depressa o que está em jogo.
Angola aspira a uma posição de liderança na África Austral e no mundo de língua portuguesa.
Tem potencial humano e económico para isso.
Vive tempos de paz, de reconstrução, de crescimento e de prosperidade.
Não lhe interessa ficar subordinada a interesses brasileiros.
Prefere as suas actuais parcerias com Portugal e, a partir delas, desenvolver a sua própria autonomia.
Precisa de manter facilitados os processos de alfabetização e de ensino, os circuitos de funcionamento político e administrativo, a vida quotidiana nos aglomerados urbanos, a normalidade da comunicação social escrita, a dinâmica cultural que já está a impô-la como país de referência.
Em Moçambique e na Guiné-Bissau que, de resto, têm de evitar quaisquer equívocos e precipitações de modo a escaparem, respectivamente, às pressões de sinal anglófono e francófono, os problemas são idênticos.
Poderão estes países dar-se ao luxo de reciclar professores e de inutilizar milhões de livros e de materiais didácticos, de repente tornados obsoletos para populações cuja alfabetização e cujo domínio da escrita e da leitura são bastante mais frágeis do que entre nós?
Poderão correr o risco de a língua portuguesa se tornar um factor, não de aglutinação da identidade, mas de desagregação da identidade?
Já se pensou no que seria mexer só nos textos legais e regulamentares para ficarem ao alcance de cidadãos que estejam nas condições descritas?
O Acordo resulta de uma iniciativa de José Sarney que, em 1986, enviou um emissário aos PALOP com essa finalidade.
Para o Brasil, mais realista e mais pragmático, tudo era, desde o início, uma pura questão de mercado.
Só para alguma ingenuidade lusitana, mais propensa à metafísica, é que se trata de assegurar a “unidade” da língua…
Abordei muito sumariamente os problemas mais graves que se colocam.
Há pessoas, muito mais qualificadas do que eu, que podem desenvolver esses e outros tópicos conexos com um saber e um rigor que não estão ao meu alcance.
Oxalá sejam solicitadas para o fazerem e é imprescindível que o sejam.
Em conclusão, permito-me chamar a atenção para a enorme responsabilidade deste Parlamento se, antes de deliberar, não exigir sejam tomadas todas as precauções que na matéria são impostas pelo interesse nacional.
Março 26th, 2009 at 17:01
‘ Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas…’
Guerra Junqueiro escrito em 1886 nascido na bonita Vila de Freixo de Espada à Cinta, terras e homens de boa cepa, lembre-se também das mesmas agruras Trindade Coelho filho do Mogadouro.
Parece que merecemos esta sina…
Obrigado
Março 30th, 2009 at 20:03
msv
Você acha que eu escrevo em que lingua? Uma língua extra-terrestre não é? Mas como vocêé o máximo!!! consegue entender o que ninguém entende!!!! Ah! o pais não me acolheu coisa nenhuma!!! queiram ou não, gostem ou não, SOU PORTUGUESA!!!!! os ancestrais não se escolhem, são os que temos!!!! portanto, quem acolheu os meus parentes TODOS PORTUGUESES!!!foram os brasileiros e os que lá vivem, portanto…… engula as palavras ok? E dobre a lingua para falar de um país que está nos grupos internacionais ok? Portugal só está, pq a Europa dos 27 (a colcha de retalho) está representada porque senão!!! Pode continuar ofendendo, afinal dor de cotovelo se vê que é por aí.
Março 30th, 2009 at 20:04
Vicent,
Queria se possível que ccantasse A Portuguesa na fonética mirandesa, e se possível também na açoriana e madeirense ok? agradeço.
Março 30th, 2009 at 20:09
Fontora,
Não fique assim tão amedrontado, os idosos não vão precisar mudar nada, pois muitos deles nem escrever sabem, portanto, fica tudo na mesma como a lesma. Os mais jovens, não vão ter problemas, porque já escrevem msn, códigos sem problemas. O maior problema está sendo com os de meia-idade, que nem são jovens para aceitar melhor o novo, nem velho suficiente para não lhes causar problema algum. Como se pode ver, como sempre é a média que sempre cria problema. mas SEJA BEM VINDO. eu cá vou aparecendo para me defender dos grosseiros e mal educados, de resto…… vou até me divertindo com tudo isso. Um abraço.
Abril 5th, 2009 at 2:57
Neste website só publicam o que não interessa. Fartam-se de publicar as asneiras da neusa, mas de que se opõe a ela raramente aparece! Isto é ser sectário e discriminatório. Quase todos são contra o acordo e quase só publicam notas a favor, só mentiras e meias-verdades!
Vão-se catar.
Abril 6th, 2009 at 20:13
Alex,
Mais um asneirento brasileiro ganhou o premio Leya, que foi entregue hoje pelo presidente Cavaco Silva.
Ainda faltam muitos asneirentos brasileiros ganharem premios!
Abril 8th, 2009 at 9:36
[...] um ano decorrido, esta minha “declaração anti-Acordo ortográfico” regista um total de 187 comentários (não tendo sido, por outro lado, publicados alguns [...]
Abril 14th, 2009 at 14:45
Para não aparecer aqui tanta asneira sobre o AOLP talvez fosse bom que leiam primeiro o acordo e só depois larguem as opiniões.
Que tal não irem na conversa de desGraças Mouras que usam uma retórica primária para gente desinformada e passarem a ler o que diz o acordo? Que tal deixarem a preguiça e consultarem a informação na fonte em vez de aceitarem o que cruzados do apocalipse vos metem na cabeça sabendo à partida que estão a mentir? Sim porque Vasco Graça Moura sabe muito bem que está a mentir de cada vez que “confunde” o que a proposta de 1986 dizia com o que ficou no texto final do Acordo. Graça Moura não é inocente, é um falangista militante, um radical com propósitos claros de criar a confusão e o terrorismo ortográfico entre os preguiçosos como os muitos que aqui mostram a sua acefalia.
Abril 14th, 2009 at 14:56
Para não aparecer aqui tanta asneira sobre o AOLP talvez fosse bom que lessem primeiro o Acordo e só depois largassem as opiniões…
Abril 19th, 2009 at 19:30
O acordo foi adiado em Portugal e Cabo Verde para o segundo semestre. Mas parece que será adiado mais algumas vezes porque vão analisar as petições contra o acordo e ver se, legal e constitucionalmente, é viável ser implementado apenas com a concordância de 3 países! Claro que não, daí o adiamento, porqu afinal se o acordo é lai agora, também o era em 1945, e o brasil fugiu a esse compromisso assumido…
Abril 27th, 2009 at 19:37
Eu sou estudante e penso que devemos honrar o que é nosso, nomeadamente, a língua portuguesa; a língua de Portugal!
Maio 4th, 2009 at 23:27
O senhor Alex Lopes acredita no pai natal, no coelhinho da Páscoa e no ó tempo volta p’ra trás. A menina Anabela primeiro tem que aprender que língua e ortografia são duas realidades distintas. Uma boa parte dos comentários aqui colocados estão muito preocupados com o novo acordo ortográfico da língua portuguesa mas dão erros de meia noite no uso do que é suposto saberem, a começar pelo xenófobo asneirento do comentário #187 que dá pelo nome de beusa que nem sabe escrever prémio. Mas por aí acima pode ver-se que quanto mais contra mais são os erros ortográficos.
Tá tudu xplikado já ñau ssabem schcrever kom u acordu de 1945 kuantu maisch kom u novu.
Maio 7th, 2009 at 0:49
Mes Amis: Je suis étonné avec tant de bêtises que je viens de voir et lire ici.
Cependant je m’amuse avec tous ces conneries…car, il y a ceux qui ont raizon et, d’autre part, ceux qui viennent pour montrer ses fautes de connaissance de ce que veulent dire-mais que personne ne comprend rién-; par exemple: Mme. “Neusa”: elle m’amuse beaucoup, avec ces terribles fautes grammaticales-la grammaire est trés difficile, n’est ce pas Mme. Neusa?.
Evidément qu’elle ne pigera rién de ce que je jacte, mais, demain, je serai ici avec un petit commentaire génèral (en portugais), sur la plupart de ce que j’ai lu dans ce blog. Alors, à demain mes amis, et merci de vôtre attention.
Maio 7th, 2009 at 10:27
Sr. Manuel Felipe
Muito obrigado por ter me ensinado a escrever premio, ah! prééémio okK’ Como sou ignorante, não sei escrever, não sei falar, mas foi aqui em Portugal na vossa grande Universidade de Coimbra, que validaram o meu diploma de curso universitário, Vai ver que foi por bondade!!!!
Maio 7th, 2009 at 10:47
Quem foi o infeliz que elaborou o MNS?
Vejam a quantidade de erros ortográficos que ali abundam.
Aberrações:
Contatos, não sei o que quer dizer….
Faturamento, também não sei o que é…
Ação, será que vem de aço!!!!
Não sei o que andam a fazer os nossos engenheiros informáticos. Alguém saberá explicar-me?!!
Maio 7th, 2009 at 10:52
‘ Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas…’
A maioria, já percebeu. Tudo é fruto das incongruências aberrantes , consubstanciada nas práticas funestas de uma elite propícia a manchar a dignidade das pessoas.
Maio 7th, 2009 at 11:03
Sr. Tati,
O comentário deveria ser em portugues que a Sra. dever saber bem demais!
Eu como fui obrigada na escola, a aprender frances, que há50 anos atrás era a língua do saber maior, da cultura, fui obrigada a relembrá-la, para entender o que escreveu, pois não fiz questão de aprender mais que 3 anos a sua língua.
A Sra. ficou “atônita, com tanta idiotice que viu e leu aqui. Sem dúvida que se diverte com todos esses conhecimentos já que é aqui aos que tem razão, e por outro lado, os que vem aqui, mostrar suas faltas de conhecimento. Por exemplo, a Sra Neusa, não compreende nada. ela (eu ) a divirto muito, com as terríveis, terríveis faltas gramaticais - a gramática é muito difícil não é Sra Neusa? Amanhã estarei aqui fazendo um comentário geral (em português) sobre os que leem este blog.
Aff! ter que traduzir francês é um porre!!!! mas com a minha total falta de conhecimento e pura ignorância, lá fui conseguindo!!! E nã terceira idade, isso fica difícil, mas como o que se aprendeu nunca se esquece, é como andar de bicicleta, lá me desenrasquei (como dizem cá!).
Sra. Tati, aguardo o seu comentário, e agradeço o tempo de antena que me deu, afinal, todos aqui são muito gentis em me darem atenção.
Obrigadia e um forte abraço!
Ah! em tempo.
Se fala muito em ser proprietário da língua, em se ter na equipe nacional, jogadores brasileiros , o Brasil exporta também outras mais importantes! como maior exportador de café, de açúcar, laranja, soja etc….e futuramente de petróleo e gás. Ah! de novelas também!!!! matérias-primas diversas, enfim…. até cansa enumerar!
O presidente Lula que é brasileiro e torneiro mecânico assumido!! não é filho de emigrante como Sarkozy, nem licenciado como Sócrates, já disse que: o petróleo é do povo brasileiro! que ele agora é tão importante, que é chamado para todos os grupos que tem G ahahaha
Aguardo o comentário da LENTE Tati.
Um abraço a todos
Maio 7th, 2009 at 11:03
” Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas…” Palavras do nosso saudoso “Guerra Junqueiro”
Parece que merecemos esta triste sina…..
Maio 7th, 2009 at 11:44
O Sr. Manuel Filipe
Vejamos o que diz no último parágrafo :
“Graça Moura não é inocente, é um falangista militante, um radical com propósitos claros de criar a confusão e o terrorismo ortográfico entre os preguiçosos como os muitos que aqui mostram a sua acefalia”.
Para quem não saiba “acefalia”, é um termo que serve para achincalhar.
acefalia = indivíduo destituído de cérebro!!!
Infelizmente há de tudo.
Perdoa-me, meu excelente amigo. É que eu gosto de aprender. Ora, os campos e as árvores não me podem ensinar nada, por enquanto, mas sim os homens que vivem em sociedade.
Deste modo, há muito maior esperança entre uma multidão, encontrar alguém que seja digno da minha amizade.
Obrigado
Maio 7th, 2009 at 15:03
Bom dia, Boa tarde ou Boa noite, consoante a hora e o local onde me escutem…neste caso, me lêem.Pensei que já não tinha mais nada a dizer aqui; que a “canção” estava terminada, mas não resisti, ao ler o “testamento” da Sra. Neusa, datado de HOJE às 11H03, no qual ficamos com a impressão de que a nossa amiga Neusa responde a um Tati, ainda por cima versando uma hipotética tradução-neste caso retroversão- de françês. Ora como não vislumbro nenhum comentário em françês, pergunto: esse pseudo-comentário existe, na língua de Victor Hugo e Alexandre Dumas? foi publicado só para a sra. Neusa, ou trata-se de um perspicaz sermão aos peixinhos???(Como o Santo, lembra-se?).Sim, porque eu não acredito que se existisse, ele fosse vítima de censura, e não
fosse publicado, o que seria o desprestígio total para este blog, o que não acredito, -nem deixo de acreditar-fico na dúvida!. Responda quem souber.Abraços
Maio 7th, 2009 at 15:42
Realmente a nossa querida amiga Neusa, que já é, aqui, uma figura primordial, em vários aspeCtos, não pàra de me surpreender;vejamos a sua ùltima “aquisição” hoje às 10H27: o diploma que a Universidade de Coimbra lhe “validou”,segundo sua afirmação,, não era, de certeza, relativo a Português, nem esta língua lá poderia constar senão…teria que escrever prÈmio e não premio…Por agora, e a título de curiosidade-e sem ofensa-pergunto-lhe, e responde se quiser: O seu curso universitário abrange
que área? como já vimos, relacionado com Letras não PODE ser…Mas não fique desanimada! Há por aqui tantas bizarrias literárias, incluindo…acefalias que, essas sim, deveriam ser propostas para o Guiness das…Bacoradas!
Maio 11th, 2009 at 9:45
Sr. Tuga,
Se o sr. fosse “catar cavaco” não seira mau (ruim). Infelizmente, a área que me toucou não foi letras, é o que normalmente fazem, porque tem menos exigência em termos de curso. Como o sr. é um erudito, aliás como a maioria dos portugueses, adoram criticar e tentam arrazar quem escreve aqui, principalmente se tiver feito o seu curso universitário fora daqui. Mas quem é competente, é competente em qualquer lugar do mundo! Infelizmente ou felizmente, tive os meus cursos universitários, que são só dois, validados todos eles em Portugal e podendo cá exercer as duas profissões. Exerço só uma e no serviço público. Como vê, nem todos são como o sr. Um abração.
Maio 13th, 2009 at 23:10
Srª Neusa! Quem tem dois cursos universitários e precisa de viver com ordenado pago pelo Estado é porque não é suficientemente bom para ir muito longe… que falta de ambição… a menos que seja uma magistrada…
Maio 13th, 2009 at 23:42
Discutimos aqui a grafia das palavras, quem teve a ideia de unificar a Língua Portuguesa deve de ser um sonhador, isto é utopia, esqueceram-se que no Brasil os erros de sintaxe são uma ofensa a quem se preze de pelo menos tentar falar bem português (como é o meu caso, pelo menos tento, não quer dizer que consiga). Os erros de sintaxe é uma coisa que até tem a sua piada, e então com pronúncia brasileira, é de mijar a rir.
Maio 17th, 2009 at 16:44
Srª. Neusa:
Não é minha intenção, muito longe disso, entrar em situações de menos respeito, ou falta de cortesia para com a Srª.; apenas fiz os comentários-últimos-
com o fito de ser esclarecido ácerca do seu curso, que diz ter sido validado pela Universidade de Coimbra; é que, como deve saber, esta “coisa” de validação de cursos, ou, mais própriamente, de equivalências, obedecem a regras bem definidas e apertadas, razão da minha curiosidade. Contudo, respeito o seu direito de, se assim o entender, não revelar qual o curso reconhecido pela dita Universidade. E quanto a erudito..esse era Eça de Queiroz e outros, que não eu!
Os meus melhores cumprimentos.
Maio 18th, 2009 at 15:36
Sr. John Kelly,
Os dois cursos universitários não foram comprados, mas sim conquistados. Foram reconhecidos em Portugal, país de doutos, que os aceitou, tanto a Universidade de Combra, como o Ministério da Saúde.
Se estou no Estado, é porque fiz concurso, fui aprovada, e estou efetiva desde 1995, prestando um serviço aos que cá vivem, sejam eles pobres ou ricos(que também, ou principalmente usam certas benesses do Estado, que todos nós pagamos), e não tenho prestado um mau serviço, tendo já participado em dois projetos do governo e desenvolvendo atual um projeto profissional dentro da Saúde. Portanto, não devo ser assim tão má profissional.
Não vim passar uns anos em Portugal, para ser sujeita à empresas privadas, que usam cunhas para as suas colocações, pois se assim fosse, não teria permanecido cá. Teria ido embora, pois funcionária pública também o era no Brasil.
Obrigada e fique bem.
Maio 18th, 2009 at 15:45
Sr. Tuga,
O curso ao qual me foi dada equivalência foi Psicologia (1991)., o outro fo-me dado pelo Ministério da Saude, seseja saber mais ou é suficiente?
Um abraço.
Maio 18th, 2009 at 22:36
Estimada srª.Neusa: Agradeço a gentileza de ter saciado a minha curiosidade, tanto mais que não era obrigada a fazê-lo! Fico a saber que cursou psicologia e, possivelmente, enfermagem; ´só não percebo é porque não foi o ISPA a atribuir-lhe a equivalência, dado ser este o Instituto especializado na matéria.
De qualquer modo, muito obrigado pela simpatia; não sou expert na matéria, pois o meu curso versa a questão comercial, mas tenho a noção, muito real,
das coisas, pelo que lhe reitero a minha simpatia e renovo os meus agradeciments; um abraço.
Maio 18th, 2009 at 23:01
Cara Neusa!
Eu sou um Profissional de saúde, mas nunca precisei do ordenado do Estado, sempre sobrevivi no privado e sem cunhas, apenas pela competência do meu desempenho, e no fim de cada dia de trabalho sinto que mereço o que ganhei, no que diz respeito ao Estado apenas preciso dele para me levar uma pipa de massa no fim de cada mês.
A senhora fala como se estivesse aqui a fazer um grande favor aos portugueses com o seu trabalho, se cá está é porque se sente melhor entre os “eruditos” portugueses do que no Brasil com os seus conterrâneos, a srª vive aqui em Portugal por sua conveniência e não por paixão por este país de quem só diz mal, e a avaliar pelos seus comentários a srª não gosta mesmo dos portugueses, eu também não gosto muito dos brasileiros e por isso mesmo nunca fui ao Brasil.
Maio 18th, 2009 at 23:23
Srª Neusa!
A srª escreve “atual” “ator” “efetiva” tudo bem eu entendo perfeitamente o que quer dizer, mas será que a srª não entende o que é “actual” “actor” e “efectiva”? Claro que todo o Brasil entende assim como nós os entendemos, então para quê o acordo ortográfico? para aproximar o português do brasileiro? E então a sintaxe? porque não haver tambem um acordo de sintaxe? Será porque não convem aos brasileiros?
É isso mesmo, os portugueses deviam de propor um acordo de sintaxe à portuguesa.
Maio 18th, 2009 at 23:27
Quando a Srª diz que a maioria dos portugueses são uns eruditos, então o que são a maioria dos brasileiros? a avaliar pelos que temos cá em Portugal a média é muito baixa muito baixa mesmo…
Maio 19th, 2009 at 20:25
Srª. Neusa:
A Srª. tem, de facto, o condão de “baralhar e tornar a dar”; senão vejamos:
enfatizou a questão primordial deste site, que é o acordo ortográfico, chegando, mesmo, de início, a ser violenta para com os portugueses-que a acolheram e lhe proporcionaram, decerto, uma vida profissional rentável…
o euro sempre é o euro, não é verdade? agora vir dizer que foi para o estado
por não querer usar cunhas…só contaram p’ra você! Então qual é o emprego onde, se não tiver uma, (boa) cunha, fica à porta?-O estado, claro! porque essa treta de fazer concurso, é que é mesmo…uma treta! Acha que uma empresa privada, que se pauta pela eficácia da sua produção, seja ela industrial, comercial ou outra, vai entrar no rol das “cunhas”, preterindo a qualidade e a eficácia? Só quem não for um bom e consciente gestor, e não lhe “doer”o trabalho de fazer progredir uma empresa; Acredite que sei bem-por experiência própria-do que estou a falar! E, ao contrário da srª, eu, funcionário público…só se não tivesse as capacidades para fazer carreira no privado, como é o caso! E, para terminar, uma constatação: ao contrário do que diz, a srª. não foi para a função pública, por “não querer ficar sujeita” às
empresas privadas; ao contrário, a srª.teria, decerto, muita dificuldade em ascender a um cargo numa empresa privada de nível, onde se exige, além das aptidões profissionais, um profundo conhecimento de…PORTUGUÊS!
e mais não digo porque, “C”EST BIÉN ASSEZ, JE LE CROIS”!! Au revoir et, à la prochaine, madame!!
Maio 19th, 2009 at 21:49
srª. Neusa: enviei um comentário há cerca de 1H15, mas não o vejo publicado.
É pena porque continha algo de realista e que lhe iria causar alguma-penso-boa
impressão; caso ele não seja, de facto, publicado, despeço-me deste site com pena e um lamento: a democraticidade deste site ficará manchada-o que não gostaria de ver. Boa noite. -Eu sou ou Tati que publicou em 7 deste mês, às 0H49, um artigo em françês.
Maio 20th, 2009 at 22:37
Srª.Neus-e sr.responsável deste site- Penitencio-me, pedindo desculpa pelo comentário menos agradável que fz, ontem, às 21H49, pelo que passo a explicar: como já passava mais de uma hora, desde o envio do comentário
que fizera às 20H25, pensei que, por alguma razão que me escapava, ele não “merecesse” ser publicado, o que era estranho!! Ora, como momentos antes, tinha tentado comentar uma notícia no site da chamada tvi24-que não sintonizo em minha casa-,ele não foi publicado e não mereceu satisfação alguma do empregado da mesma, conhecido como o funcionário do lápis azul. É claro que tenho de pedir desculpas porquanto, aqui há democracia e, como sabemos, o autor deste site, felizmente, não tem nada a ver com os infelizes empregados da supra citada tvi..Melhores cumprimentos.
Maio 25th, 2009 at 16:39
Sr. Tati,
Como não vivi a minha vida inteira em Portugal, aportando aqui pela primeira vez em 1950, só retornei em 1991, portanto não tinha cunhas, não conhecia ninguém e não fui para a empresa privada, pq não tinha que me sujeitar`aos sabores de chefes que de repente gostam de meninas bonitas.
Como não era mais menininha, não me canditatei a privados.
O país não me acolheu, pois sou portuguesa, quem acolheu os meus país emigrantes, foi o Brasil, portanto…..
A sra. não deve falar do que não sabe, pois o euro não está valendo tanto como pensa! o salário de um funcionario público está bem uma porcaria, só está bom para os ministros. Isto até parece terceiro mundo não?
Para que saiba, o meu primeiro emprego foi na General Electric empresa americana, portanto…. sei muito bem o que é trabalhar na privada. Só entrei para o serviço público quando já estava com 36 anos, portanto…..
Quem escreve e fala perfeitamente português é a sra. pois eu falo uma lingua que 200 milhões falam e escrevem, queira ou não.
Fique bem, como dizem cá os portugueses, será que escrevi bem?
Maio 25th, 2009 at 22:18
Srª. Neusa -é bem elucidativo, o seu modo fácil de truncar as coisas, é um pouco como se baralhassa e tornase a dar; senão vejamos:
§-1 Então o euro vale ou não, 3Xmais que o real? acho que sim…
§-2º.-Então acha que nas empresas privadas os chefes são todos uns “atiradiços”? E no estado, não há disso? Claro, no estado têm que suar, são uns mouros de trabalho…por isso o estado tem SÒ um número de funcionários público que “faz inveja” à França e a Espanha!!!
§-3º.-É curioso; entrou para a Função pública já a…meio caminho da reforma! Bem jogado! Como dizia aquele Treinador despedido deInglaterraChelsea-”"E o Burro sou eu”…
§-4º.-Quanto ao Português…são 200 milhões a deturpAREM E A assasinar o lusíado Português; “caPItou”?-para rimar com..”.raPItou”!!Convenhamos que o Burro não serei eu…JULGO!!!
Junho 2nd, 2009 at 4:09
Que moral terão os brasileiros para exigir dos portugueses o cumprimento dum acordo de há 19 anos atrás? Eles aceitaram e depois deram o dito pelo não dito em 1945 e 1915! Aceitaram e ratificaram, promulgaram e depois, por decreto, anularam o que era lei nos restantes países da CPLP! Isto tem um nome: Marginal. O idioma que se pratica no Brasil não é português, é mesmo brasileiro. Desonram compromissos com o simples argumento de… “condições inaceitáveis”! E agora nós portugueses, temos o mesmo direito de atirar este acordo às silvas pela mesma razão… “condições inaceitáveis”. Tem de se aceitar o que está instituído, existem diferenças porque a cultura de cada país assim o determinou, por razões históricas e não só, e sermos os únicos povos do mundo a fazer este tipo de tratados, que são inúteis, só cobre de troça o que resulta visto de exterior. Se se quer, realmente, uma projecção internacional do Português, estamos mesmo no pior caminho. Se for necessário voltar à estaca zero, ou seja, a 1911, que foi o ano que marcou o distanciamento entre o lado de cá e África, e o lado de lá, Brasil, por mim tudo bem, mas que fiquemos cientes de uma coisa, o idioma chama-se Português por algum motivo. Este idioma não foi criado no Sri Lanka nem na Turquia. Voltaríamos ao Português monárquico, cheio de junções como o “ph”, “rh”, “th”, “tt”, “mm”, “nn”, “pp”, as extintas e agora regressadas letras “k”, “w” e “y”, resquícios do castelhano como “muy”, “si”, e outras há muito esquecidas.
Alguém quereria isto atrás descrito? Caramba, evoluímos ou andamos para trás? Honramos todos os compromissos, ou só alguns é que podem desonrá-los?…
Alguém devia ter o poder de reparar o que se estragou de quase há 100 anos a esta parte, e, que se saiba, do lado de cá sempre se honraram os compromissos assumidos, mas parece que temos de romper com esse princípio!
E, já agora, as pessoas que teimam em discutir, neste espaço, se houve ou não reconhecimento de licenciaturas, cunhas para entrar no Estado, escrevem em Portugal como se estivessem no Brasil e vice-versa, dão erros que não são, ou não dão que relamente o são, e desatam a comparar moedas, favelas, desempregos e iliteracia, tons de pele ou número de habitantes… tenham juízo e arranjem argumentos a sério, porque esta questão, tão delicada e transversal a todos os sectores da sociedade, é mais que suficiente para ser objecto de referendo, como um que se realizou na França há muitos anos, e redundou num NÃO gigantesco a uma possível alteração à ortografia do idioma! E tanto o francês como o inglês não têm alteração, praticamente, desde o século XVIII (!!!), e são os idiomas internacionais mais falados no mundo, sem aludir especificamente aos naturais ou habitantes dos países com estas línguas como oficiais. Argumentar que um certo país tem mais falantes de um idioma que outro, e ser motivo para pretender ocupar algum trono do poder, para dispor e mandar nas regras de uma língua, ou ganhou algum complexo de superioridade do estilo norte-americano à moda do “cowboy” do velho oeste, ou então estamos perante o surgir de uma nova e original espécie de neo-imperialismo, ou seja, a retórica hitleriana da Europa do início do século passado, que não era mais do que um qualquer alemão pensava: “Somos em número superior, somos nós que mandamos. Vamos colonizar os mais pequenos”. Só que, coitados, perderam 2 guerras mundiais com aquela brincadeira. Ainda hoje os alemães são em maior número no velho continente, mais que qualquer outro país, mas não é por isso que a língua deles tem mais projecção. Checos, Eslovacos, os países que surgiram com o desmembramento da Jugoslávia, Italianos, Nórdicos, Gregos, todos estes povos têm os seus muito singulares idiomas, e que não vão desaparecer, portanto o Português de Portugal e dos PALOP muito menos ainda. Vendo bem, essa conversa da projecção internacional do Português no mundo é conversa da treta. Quase todas as transacções comerciais são feitas em inglês. Ou alguém já viu o mercado de qualquer produto ser expandido e exportado em russo ou mandarim? E estas duas línguas são as mais faladas no mundo inteiro, olhando ao número de habitantes da Rússia e China!
Peguem num Inglês, num Francês, num Espanhol e num Português e mandem-nos de férias para o Dubai! Que língua vão ter que falar por lá? Resposta simples: Inglês!
Acordo ortográfico? Evolução da língua? Tudo mentira. Isto não passa de má política praticada por maus políticos. Deixem-se de ataques pessoais e comportem-se com juízo.
Junho 7th, 2009 at 11:18
Sr./Sra Tati tagarela
Em tempo, os 5 milhões de portugueses que emigraram, já não falam português, os 4 milhões que cá ficaram são os que falam e escrevem, pois o restante são estrangeiros, mas na contagem quando convém, são todos os 250 milões que falam português, mas afinal não são esses milhões todos, terá que fazer bem as contas. Deixe os milhões de brasileiros e estrangeiros que lá vivem assassinando o portugues, que futuramente, falarão “brasileiro”, não se preocupe. Essa coisa de irmãozinhos vai acabar, agora, os países são parceiros. E se não fosse a Galp meter-se lá para retirar o “ouro negro” talvez Portugal não se safe, pois assim como o Brasil antigamente era o “quintal dos USA”, Portugal hoje é o “quintal da Europa” dos 27…. Houve grandes portugueses sim, antigamente….
Junho 7th, 2009 at 23:18
A srª Neusa não tem mesmo maneiras, com que então a Galp está no Brasil para tirar o vosso ouro negro, bahhh! E você está aqui em Portugal para tirar o quê? Ou será a encarnação da Madre Teresa de Calcutá e veio para ser benemérita dos portugueses? A Srª Neusa ainda não tomou consciência de que a grande maioria dos portugueses está farta dos brasileiros e vocês é que tentam impor-se á força? Deixem-nos em paz e não se preocupem se somos ou não o quintal dos 27, esse problema é nosso e não vos diz respeito, vocês têem muito com que se preocupar com os problemas que existem no Brasil um país com tanta riqueza e com tanta desigualdade, deve de ser frustrante. Qual país irmão qual quê, do Brasil para cá nunca veio nada de bom.
Junho 13th, 2009 at 17:20
Tuga,
Tem que me engolir!!!! SOU PORTUGUESA!!!!!! quem emigrou para o Brasil foram os meus ancestrais. O Petróleo queira ou não é nosso mesmo!!!! E vão ter que engolir muitos brasileiros, senão…. os restaurantes fecham, os snaks também, e por aí afora!!! pq o que ouço dos brasileiros é que os portugueses não querem trabalhar!!!!! (cada um na sua terra, trabalha o menos que pode, lá isso é verdade!!!). O Brasil é rico e já não dá abébias a ninguém, agora até para o grupo dos 20 é convidado, e não vai por arrasto, tipo com o grupo dos 27.
Junho 13th, 2009 at 23:20
Srª.Neusa: O João Tuga já lhe deu o “sabonete” que estava a pedir! eu só lhe vou acrescentar um pequenino pormenor; preste atenção:
§-1)-O seu raciocínio é, de facto, HILARIANTE!!- Onde, quando e porquê, ficaram cá 4 milhões de portugueses? H´que séculos, Portugal tinha, apenas, esse número de cidadãos? Deixa-me rir…-como a canção!!
§-2)-Fala na Galp com um desplante que, quem a houve-e sabe tanto como a Neusa-há-de pensar que Portugal GOZA um caneco, com a ganância da Galp, em investir no Brasil-ou noutro lado; Sabe o gozo que tiramos desses investimentosmonstruosos?-eu explico-lhe: Temos que pagar cá no “quintal”-que a sustenta!!!-os combustíveis a um preço vergonhosa e e AGIOTAMENTE( de Agiota…) elevado-o mais caro da Europa, para os Agiotas da Galp irem enterrar o noso dinheiro no Brasil, ajudando o Brasil a progredir e, Portugal…a estar CADA VEZ MAIS LIXADO! -PERDOEM-ME MAS É O TERMO! Portanto, o seu ouro negro pode fazer as delícias dos brasileiros, mas ao Português SÓ FAZ MOSSA!!! Sim! porque se esses pseudo-portugueses que se enchem na Galp, tivessem um NIQUINHO de portuguesismo…nós estávamos a pagar os combutiveis, no mínimo 20% mais barato!, mas como há que “investir” no Brasil…o português que aguente! O pior é que nem nós nem os brasileiros gozam com estes predadores económicos.
§-3)-Finalmente, quanto à língua , só lhe posso dizer ou lembrar: fiquem com o vosso brasiluguês em paz-não me “aquenta nem me arrefenta”-mas não
queiram que quem SEMPRE falou -e escreveu-o português CORRECTO, que, aliás, é a sua língua original, passasse agora a dizer baboseiras como Fato-de vestir-em vez de facto, ou dizer RÁPITO, onde escrevem Rapto e que, de acordo com a vossa “coerência”, deveriam dizer RATO! É giro e é cómico,
mas é triste demais para ser verdade!!J’ai fini!! Je reviendrai demain, ça va?!!!
Junho 14th, 2009 at 11:01
Srª. Neusa: Fiz um comentário-resposta à sua “exposição” de 7 deste mês-11H18-, esta madrugada, mas não sei porquê, não foi publicado.Talvbez seja um caso de saturação do próprio site, pelo que, julgo que me vou ficar por aqui. Desisto de perder tempo aqui. Até sempre-se é que “isto” é publicado-Tant pis!
Junho 14th, 2009 at 21:39
Srª Neusa!
Que trapalhada, a Srª é portuguesa mas o petroleo do Brasil é também seu (nosso como diz). É engraçado notar como vocês brasileiros se preocupam por os portuguêses não quererem trabalhar, e também com o possivel fecho dos restaurantes e bares quiçá casa de meninas. Pois saiba que nós já respirávamos antes de vocês chegarem aqui.
O Brasil foi convidado para o grupo dos 20? Grande coisa! nesse Grupo dos 20 tem lá países muito mais pequenos e com menos recursos do que o Brasil, e onde se vive muito melhor. O brasil é grande sim, tem muita riqueza, mas tambem deve de ser dos paises do mundo onde tem mais gente a viver em favelas. O brasileiro salvo algumas excepções quer é samba, futebol e praia, se quizessem trabalhar ficavam por lá.
Quanto ao petroleo podem comê-lo, os portugueses chegaram ao Brasil a África e à China sem terem petroleo, a riqueza de um país são as pessoas, nós portugueses podemos não ser grande coisa, mas tambem não é com brasileiros que Portugal melhora, vale mais um dia de trabalho de um ucrâniano do que um ano de trabalho de um brasileiro.
Junho 14th, 2009 at 21:58
Meus caros amigos, alguns dos argumentos aqui surgidos roçam o mau gosto e começam a revelar baixo nível. Discutir uma coisa tão importante como um acordo ortográfico usando argumentos “saloios” ou populistas é o cúmulo do ridículo.
Vamos a ver se se discute o que está em causa. As discussões sobre a prioridade da posse da língua portuguesa não são para aqui chamadas, ainda que sejam um argumento. Estão a ser usadas num sentido ofensivo, quase imperialista, por parte de alguns portugueses. Mas, ao reduzir o peso do português do Brasil ao argumento económico ou ao peso demográfico, alguns brasileiros estão a justificar o quê? Que todos deveremos aprender e falar… chinês mandarim?
Façam o favor de, todos, terem um pouco mais de “juízo”!!!