Leonel Vicente
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Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão)

Benfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, César Peixoto (77m – Fábio Coentrão), Javi García, Ramires, Pablo Aimar (65m – Carlos Martins), Di María, Saviola (88m – Eder Luís) e Óscar Cardozo

Marseille – Steve Mandanda, Laurent Bonnart, Souleymane Diawara, Stéphane Mbia, Taye Taiwo, Fabrice Abriel (70m – Mathieu Valbuena), Lucho González, Édouard Cissé, Benoît Cheyrou, Mamadou Niang (75m – Hatem Ben Arfa) e Brandão  

1-0 – Maxi Pereira – 76m
1-1 – Hatem Ben Arfa – 90m

Cartões amarelos – Maxi Pereira (66m); Lucho González (48m) e Brandão (72m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Frente a uma equipa consistente, o Benfica sentiu esta noite inusitadas dificuldades para exercer o domínio que tem caracterizado o seu jogo ao longo da presente época, com o habitual “empurrar” dos adversários para a sua zona defensiva.

Desde cedo o encontro seria bastante repartido, sem um claro controlo de nenhuma das equipas, sem uma superioridade de um meio-campo sobre o outro. O Benfica parecia aliás não conseguir assentar o seu jogo, com passes transviados, permitindo muitos espaços ao adversário, que, ainda no quarto de hora inicial, teve duas ocasiões de grande perigo junto da baliza benfiquista.

Gradualmente, o Benfica iria assumindo a iniciativa do jogo, criando também uma ou outra oportunidade, com uma soberana possibilidade de marcar à passagem dos 40 minutos, que contudo não aproveitaria.

No segundo período, o Marselha parecia satisfeito com o nulo (não me recordo de assistir a uma cena algo caricata, que sucedeu hoje pelo menos duas vezes: um livre e um canto a favor do Marselha, sem que, num primeiro momento, ninguém fizesse menção de se aproximar da bola para dar seguimento ao lance).

Como que num sistema de vasos comunicantes, à medida que a equipa francesa adoptava uma toada de maior contenção, o Benfica foi-se soltando e avançando no terreno.

Imprimindo alta velocidade ao seu jogo, o Benfica acabaria por conseguir chegar ao golo já no quarto de hora final, na sequência de uma jogada algo confusa, com Maxi Pereira a aproveitar da melhor forma uma perda de bola do guarda-redes, empurrando para a baliza; com a confiança reforçada, teria então a sua melhor fase no encontro, culminando com um potente remate de Ramires a esbarrar com estrondo na trave, um lance que poderia ter praticamente ditado o desfecho da eliminatória.

Algo temeroso durante a primeira parte – perante os “avisos” transmitidos pelas iniciativas adversárias – , o Benfica terá exagerado na auto-confiança, entusiasmado em busca do segundo golo, quando seria talvez altura de jogar mais pelo seguro.

Em contra-ciclo, o Marselha viria – com alguma dose de felicidade, já com o nonagésimo minuto a findar -, na sequência de mais um venenososo contra-ataque, a chegar ao golo, empatando o jogo, e colocando-se em vantagem na eliminatória… um final de partida com um “amargo de boca” que o Benfica poderá inverter em França, sabendo logo de entrada que terá necessidade de marcar.

Hamburg – Anderlecht – 3-1
Rubin Kazan – Wolfsburg – 1-1
At. Madrid – Sporting – 0-0
Benfica – Marseille – 1-1
Panathinaikos – Standard Liège – 1-3
Lille – Liverpool – 1-0
Juventus – Fulham – 3-1
Valencia – Werder Bremen – 1-1

Em Madrid, o Sporting, jogando uma hora com um jogador a menos - e os 3 minutos de descontos, no final da partida, com menos 2 elementos – devido a duas expulsões, arrancou um nulo. Um tão bom como perigoso resultado na perspectiva da 2ª mão, a disputar na próxima semana em Alvalade.

P. S. O meu agradecimento à Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa e à Feel Green.

Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão) – Act.

                                        2ª mão 1ª mão Total

09.03.10 - Arsenal - FC Porto             5-0    1-2   (6-2)
09.03.10 - Fiorentina - Bayern            3-2    1-2   (4-4)
10.03.10 - Manchester United - AC Milan   4-0    3-2   (7-2)
10.03.10 - Real Madrid - Lyon             1-1    0-1   (1-2)
16.03.10 - Chelsea - Inter                ---    1-2   (---)
16.03.10 - Sevilla - CSKA Moskva          ---    1-1   (---)
17.03.10 - Barcelona - Stuttgart          ---    1-1   (---)
17.03.10 - Bordeaux - Olympiakos          ---    1-0   (---)

Um FC Porto de “fim de estação”, mesmo em fim de ciclo, foi impotente para travar o “rolo compressor” que foi esta noite a equipa do Arsenal, sendo severamente castigado com uma goleada de 5-0 (igualando os seus piores resultados nas provas europeias, frente ao Hannover, em 1965-66, e PSV, em 1988-89, perdendo também por 5-0, e com o AEK Atenas, em 1978-79, em que foi derrotado por 6-1), saindo assim sem glória da Liga dos Campeões, nos 1/8 Final da prova.

O “todo poderoso” Real Madrid, com investimentos de cerca de 150 milhões de euros em apenas dois jogadores (Cristiano Ronaldo e Kaká) vê-se fora da Liga dos Campeões, quedando-se, uma vez mais (pelo 6º ano consecutivo), nos 1/8 Final… numa época em que a Final da competição será disputada no seu Estádio.

O Manchester United quase repetiu o resultado do Arsenal, goleando o AC Milan, superando mesmo a marca da equipa londrina no conjunto das duas mãos da eliminatória.

Vias de Facto

Vias de Facto é a denominação de um novo blogue, hoje iniciado, com a participação de Diana Andringa, Joana Lopes, João Pedro Cachopo, Miguel Cardina, Miguel Madeira, Miguel Serras Pereira, Pedro Viana, Ricardo Noronha e Zé Neves.

Vencedores dos Óscares 2010

  • Melhor Filme – “The Hurt Locker” (“Estado de Guerra”)
  • Melhor Actriz – Sandra Bullock – “The Blind Side”
  • Melhor Actor – Jeff Bridges – “Crazy Heart”
  • Melhor Actriz Secundária – Mo’Nique – “Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire”
  • Melhor Actor Secundário - Christoph Waltz – “Inglourious Basterds”
  • Melhor realizador – Kathryn Bigelow – “The Hurt Locker”
  • Melhor Argumento Original - “The Hurt Locker”
  • Melhor Argumento Adaptado - “Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire”
  • Melhor Fotografia – “Avatar”

(Lista completa aqui)

Noite de Óscares – Trailers

Islândia diz Não

Os (relativamente poucos) islandeses que hoje se deslocaram às urnas, para votar em referendo, rejeitaram por esmagadora maioria o acordo negociado entre o governo da Islândia e os governos britânicos e holandês, pelo qual aquele país se comprometia a reembolsar – ao longo de 15 anos - os “Estados credores”, na sequência das indemnizações atribuídas pelo Reino Unido e Holanda aos 300 mil investidores lesados pela falência do Banco Icesave, no montante global de 3 700 milhões de euros (equivalente a 2/3 do orçamento anual islandês).

Este desfecho vem colocar dificuldades acrescidas ao governo islandês, sob as pressões do Fundo Monetário Internacional e dos países nórdicos, que, aguardando o resultado do referendo, haviam congelado os apoios ao país, que enfrenta uma grave crise, na sequência da desvalorização abrupta da moeda e da queda do PIB de 6,5 % no ano passado.

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