Convocados para o Europeu 2012
Guarda-redes – Rui Patrício (Sporting), Eduardo (Benfica) e Beto (CFR Cluj)
Defesas – João Pereira (Sporting), Fábio Coentrão (Real Madrid), Miguel Lopes (Braga), Pepe (Real Madrid), Bruno Alves (Zenit), Rolando (FC Porto) e Ricardo Costa (Valencia)
Médios – Raúl Meireles (Chelsea), Miguel Veloso (Genoa), Carlos Martins (Granada), João Moutinho (FC Porto), Ruben Micael (Zaragoza), Silvestre Varela (FC Porto), Ricardo Quaresma (Besiktas) e Custódio (Braga)
Avançados – Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Nélson Oliveira (Benfica), Nani (Manchester United), Hélder Postiga (Zaragoza) e Hugo Almeida (Besiktas)
Acabam de ser anunciados os nomes dos 23 convocados para a selecção nacional de futebol na Fase Final do Europeu de 2012, com início no próximo dia 8 de Junho, na Polónia e Ucrânia.
Numa significativa remodelação em relação ao Mundial de 2010, entram nesta convocatória 11 jogadores: Rui Patrício, João Pereira, Miguel Lopes, Carlos Martins, João Moutinho, Ruben Micael, Silvestre Varela, Ricardo Quaresma, Custódio, Nélson Oliveira e Hélder Postiga (sendo que Rui Patrício, João Moutinho, Ricardo Quaresma e Hélder Postiga repetem a presença no anterior Europeu, de 2008). De notar as estreias absolutas de Miguel Lopes e Custódio.
Ao invés, deixaram de integrar os seleccionados (face à pré-convocatória do Mundial): Daniel Fernandes, Miguel, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Duda, Pedro Mendes, Zé Castro, Tiago, Deco, Simão Sabrosa, Danny e Liedson. Para além das já esperadas ausências de Besiktas e Ricardo Carvalho, assinale-se a não convocatória de jogadores como Quim, Hugo Viana ou Manuel Fernandes, com boas épocas nos seus clubes.
Por exclusão de partes, repetem a convocatória de há dois anos: Eduardo, Beto, Bruno Alves, Rolando, Ricardo Costa, Fábio Coentrão, Pepe, Raúl Meireles, Miguel Veloso, Cristiano Ronaldo, Nani (que viria a ser excluído da convocatória final, por lesão, já na África do Sul) e Hugo Almeida.
Na convocatória hoje anunciada, o FC Porto e Real Madrid contam com 3 jogadores cada, seguindo-se o Benfica, Braga, Sporting, Zaragoza e Besiktas (todos com 2 cada).
Os quatro primeiros classificados do campeonato contribuem com 9 dos seleccionados, provindo os restantes 14 de equipas estrangeiras (7 dos quais alinhando no campeonato de Espanha).
Classificação Final – Campeonato Nacional Futebol 2011-12
J V E D GM GS P 1º FC Porto 30 23 6 1 69 - 19 75 2º Benfica 30 21 6 3 66 - 27 69 3º Sp. Braga 30 19 5 6 59 - 29 62 4º Sporting 30 18 5 7 47 - 26 59 5º Marítimo 30 14 8 8 41 - 38 50 6º V. Guimarães 30 14 3 13 40 - 40 45 7º Nacional 30 13 5 12 48 - 50 44 8º Olhanense 30 9 12 9 36 - 38 39 9º Gil Vicente 30 8 10 12 31 - 42 34 10º Paços Ferreira 30 8 7 15 35 - 53 31 11º V. Setúbal 30 8 6 16 24 - 49 30 12º Académica 30 7 8 15 27 - 38 29 13º Beira-Mar 30 8 5 17 26 - 38 29 14º Rio Ave 30 7 7 16 33 - 42 28 15º Feirense 30 5 9 16 27 - 49 24 16º U. Leiria 30 5 4 21 25 - 56 19
Campeão – FC Porto – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
2º classificado – Benfica – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
3º classificado – Braga – 3ª Pré-Eliminatória Liga Campeões
4º classificado – Sporting – Fase Grupos ou “Play-off” Liga Europa
5º classificado – Marítimo – “Play-off” ou 3ª eliminatória Liga Europa
Vencedor Taça – Sporting ou Académica – Fase Grupos da Liga Europa
Despromovidos – Feirense e U. Leiria
Promovidos – Estoril e Moreirense
Palmarés – Campeões:
Benfica (32) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10
FC Porto (26) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11; 2011-12
Sporting (18) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02
Belenenses (1) – 1945-46
Boavista (1) – 2000-01
Liga Europa – Final – At. Madrid – Athletic Bilbao
Com mais um excelente desempenho do colombiano Radamel Falcão – a bisar a condição de melhor marcador da competição, assim como a presença na Final, em dois anos consecutivos, marcando, tal como no ano passado, golos decisivos para a conquista do troféu (na época anterior, ao serviço do FC Porto, o único golo da Final; hoje, mais dois golos) – o Atlético de Madrid sagrou-se hoje vencedor da Liga Europa, repetindo o triunfo alcançado na primeira edição da prova, em 2009-10.
Na Final de hoje, disputada em Bucareste, o Atlético de Madrid venceu categoricamente a equipa basca do Athletic Bilbao por 3-0, golos de Falcão aos 7 e 34 minutos, e de Diego, aos 85 minutos.
Gilles Villeneuve

Passam hoje 30 anos (!) do desaparecimento de Gilles Villeneuve. Numa cerimónia evocativa, o filho, Jacques Villeneuve, Campeão do Mundo de Fórmula 1 em 1997, conduziu hoje o Ferrari 312 T4, com que o pai se sagrara vice-campeão do Mundo no ano de 1979.
(foto AP Photo/Ercole Colombo – via)
Eleições na Grécia e em França
No mesmo dia (ontem) em que o Presidente cessante, Nicolas Sarkozy (48,6 %), foi derrotado por François Hollande (51,4 %) nas Eleições Presidenciais em França, da Grécia chegavam-nos notícias muito preocupantes, com os resultados eleitorais a ditarem um impasse, tendo o líder do partido vencedor (Antonis Samaras) reconhecido já a sua impotência para formar Governo, passando agora esse encargo para a segunda força mais votada, da extrema-esquerda (Syriza).

Os partidos que, tradicionalmente, vinham alternando na liderança do Governo (Nova Democracia e PASOK) – que integravam o Governo de coligação, o qual constituía o principal suporte ao plano de resgate com a Troika internacional do FMI / Comissão Europeia / BCE – perderam, respectivamente 14,6 % e 30,7 % (!), passando de um domínio hegemónico (no seu conjunto), de 77 %, para apenas 32 % dos votos – ficando aquém do número mínimo de deputados par obter a maioria no Parlamento (somam apenas 149, sendo a maioria alcançada com 151 – não obstante o partido vencedor ser premiado, pelo sistema eleitoral grego, com um bónus de 50 mandatos).
Tingindo ainda de tons mais sombrios esta votação, a força de extrema-direita, de inspiração “neo-nazi”, “Golden Dawn” praticamente atinge os 7 % dos votos, a que correspondem 21 deputados no Parlamento.
Para além do Syriza, quer os “Independentes” (de direita), quer o “Dimar” (“Esquerda Democrática”), assim como o KKE (Partido Comunista), são abertamente contrários ao acordo com a Troika e às medidas de austeridade a que a Grécia se encontra submetida.
Não se vislumbrando a possibilidade de formação de um Governo na sequência destes resultados, a única via de a Grécia escapar a uma catastrófica situação de ingovernabilidade deverá ser a de… realizar novas eleições a muito curto prazo!
2 de Maio de 1962 – Benfica Bi-Campeão Europeu
Estádio Olímpico de Amesterdão – 02.05.1962
Benfica – Costa Pereira; Mário João e Ângelo; Cavém, Germano e Cruz; José Augusto, Eusébio, José Águas (cap.), Coluna e Simões
Real Madrid – Araquistáin; Casado, Miera, Felo, Santamaria; Pachín, Tejada, Del Sol, Di Stéfano; Puskas e Gento
0-1 – Puskas – 17m
0-2 – Puskas – 23m
1-2 – José Águas – 25m
2-2 – Cavém – 34m
2-3 – Puskas – 38m
3-3 – Coluna – 51m
4-3 – Eusébio (pen.) – 65m
5-3 – Eusébio – 68m
Árbitro – Leo Horn (Holanda)
Razão e Liberdade – O pensamento político de James Madison
Numa época em que a Europa denota carecer imperiosamente de referências, revelando-se imprescindível superar preconceitos e buscar fonte de inspiração nos “founding fathers” dos EUA, o livro de José Gomes André, “Razão e Liberdade – O pensamento político de James Madison”, proporciona, para além da preservação, a divulgação de forma mais alargada – numa excelente obra em português -, do legado de Madison [1751-1836].
Um legado sintetizado por Viriato Soromenho-Marques, na apresentação do livro, no seguinte “Decálogo”, como que uma lista de 10 regras ou princípios fundamentais de serviço público:
1º Primado da Política – os problemas financeiros e económicos são, sempre, um problema de mau desenho das políticas respectivas;
2º Importância do realismo – a política faz-se com pessoas reais, concretas, e não com pessoais ideais; as boas leis implicam um conhecimento profundo da condição humana;
3º Ousadia intelectual e moral – muitas das soluções da engenharia política propostas por Madison, nomeadamente na defesa do federalismo, são completamente novas, inovadoras;
4º Racionalidade na política – a força dos argumentos racionais é estratégica, permitindo combinar o respeito pelos adversários com uma impiedosa capacidade argumentativa;
5º O federalismo é a forma superior de republicanismo – a forma superior de democracia representativa, garantindo a dupla cidadania e a dupla defesa dos direitos fundamentais;
6º O perigo da usurpação não vem da letra da lei, mas sim da força das coisas – a Constituição federal americana adquiriu um nível de visibilidade constitucional notável, servindo ainda hoje de paradigma;
7º A essência da política é o interesse comum (“salvação pública”) – defesa da propriedade, da segurança física, direito ao trabalho e ao futuro, sendo a política um mero instrumento;
8º A essência do federalismo consiste na prevenção de conflitos inúteis – acordos com quem vive ao nosso lado (por vezes, inimigos de ontem) e não, necessariamente, com quem gostamos, convertendo-os em “amigos funcionais”;
9º O federalismo proporciona que até os pequenos (Estados da União) podem atingir alguma grandeza – dando oportunidades a quem provém de áreas mais periféricas;
10º Combinação entre a paixão pela política e a paixão pelo conhecimento – o amor pela cultura, pelos livros (o regresso ao silêncio e “recolhimento” da leitura), associado a um conhecimento da herança mundial.
A que adiciono breves excertos de citações, expressando o pensamento e conceito federalista advogado por Madison, apresentadas por José Gomes André, neste indispensável livro:
«Os poderes delegados ao governo federal pela Constituição proposta são poucos e definidos. Os que irão permanecer nos governos estaduais são numerosos e indefinidos. Os primeiros serão exercidos principalmente sobre matérias externas, como a guerra, a paz, a negociação [de Tratados] e o comércio externo; [...] Os poderes reservados aos vários Estados estender-se-ão a todas as questões que, no curso normal das coisas, dizem respeito à vida, liberdade e propriedade das pessoas, e à ordem interna, desenvolvimento e prosperidade do Estado.»
«Os elementos de um processo federal incluem um sentido de parceria [partnership] entre os membros de um pacto federal, manifesto através de uma cooperação negociada nos vários assuntos, [...] e baseado num compromisso para uma negociação aberta [open bargaining] entre todas as partes em relação a qualquer tema, lutando de modo a se obter um consenso ou, caso isso não suceda, uma solução ajustada [accommodation] que proteja a integridade fundamental de todos os parceiros.»
«Se os homens fossem anjos nenhuma espécie de governo seria necessária. Se fossem os anjos a governarem os homens, não seriam necessários controlos externos nem internos sobre o governo. Ao construir um governo em que a administração será feita por homens sobre outros homens, a maior dificuldade reside nisto: primeiro é preciso habilitar o governo a controlar os governados; e, seguidamente, obrigar o governo a controlar-se a si próprio. A dependência do povo é, sem dúvida, o controlo primário sobre o governo; mas a experiência ensinou à humanidade a necessidade de precauções auxiliares.»
«Devemos referir-nos à seguinte reflexão admonitória: que nenhum governo criado e administrado por seres humanos poderá ser perfeito; que o governo menos imperfeito será por conseguinte o melhor governo; que os abusos verificados em todos os outros tipos de governo levou à preferência do governo republicano como sendo o melhor de todos eles, uma vez que é o menos imperfeito [...].»
José Gomes André, ”Razão e Liberdade – O pensamento político de James Madison”, pp. 93-94, 99, 109 e 122
Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Valencia - At. Madrid 0-1 2-4 2-5 Athletic Bilbao - Sporting 3-1 1-2 4-3
Depois da final lusa da temporada anterior, teremos esta época uma final espanhola, entre “Atléticos”. A equipa de Madrid confirmou a vitória da 1ª mão. Quanto ao Athletic Bilbao encontrou no Sporting um opositor mais difícil do que talvez esperasse; a equipa portuguesa, com uma boa exibição, nunca se “entregou”, mesmo sofrendo um golo pouco depois do quarto de hora inicial, conseguindo empatar o jogo (e colocar-se novamente em vantagem na eliminatória), já depois de Pereirinha ter desperdiçado uma soberana ocasião de golo. Porém, uma desconcentração defensiva do conjunto leonino permitiria à equipa basca ir para o intervalo novamente em vantagem. No segundo tempo, não obstante o intensificar da pressão, o Sporting resistiria… até 2 minutos do final do tempo regulamentar, quando já se aguardava o prolongamento; era então demasiado tarde para esboçar uma reacção…
Câmara de Nova Iorque disponibiliza fotos históricas online

A Câmara de Nova Iorque disponibiliza, para consulta online, cerca de 870 000 fotos históricas de arquivo, atravessando cerca de 160 anos de história da cidade (via)
Liga dos Campeões – 1/2 Finais (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Real Madrid - Bayern 2-1 1-2 3-3 (1-3 g.p.) Barcelona - Chelsea 2-2 0-1 2-3
Num jogo repleto de vicissitudes, com a equipa inglesa a ficar reduzida a 10 elementos, por expulsão de John Terry, ainda na primeira parte, e em que chegou a estar em desvantagem de 0-2, o Chelsea acabaria por ser feliz, marcando por intermédio de Ramires, numa excelente finalização (“chapéu” sobre o guarda-redes do Barcelona), na sequência de um contra-ataque rápido, mesmo antes do intervalo. Já no segundo tempo, veria Messi desperdiçar uma grande penalidade, rematando ao poste… o que se repetiria alguns minutos mais tarde. Com a equipa catalã já na fase de desespero, em tempo de compensação, com o seu elemento mais atrasado na linha de meio-campo, uma bola bombeada em profundidade, directamente da defesa para o ataque do Chelsea, iria ao encontro de Fernando Torres, que, completamente desmarcado, com vários metros de avanço face ao último defesa do Barcelona, não teve dificuldade em galgar o terreno que faltava até à baliza, contornando Valdés, e empatando o jogo, garantindo assim ao Chelsea o regresso à Final da Liga dos Campeões, ao mesmo tempo que deixava fora da competição o actual detentor do título!
E, depois do Barcelona, também o Real Madrid ficou pelo caminho nas 1/2 Finais! Numa 2ª mão que parecia tornar-se fácil, alcançando (tal como os catalães) uma vantagem de dois golos, ambos da autoria de Cristiano Ronaldo, neste caso, ainda no primeiro quarto de hora. Só que o Bayern, sempre muito seguro, marcou o golo de que necessitava… Depois de uma meia hora inicial de grande intensidade, o jogo teria necessariamente de prosseguir em bases mais “controladas”. E a equipa alemã sempre foi denotando, à medida que o tempo decorria, ter mais facilidade nesse controlo, parecendo ter o jogo mais “agarrado” que o Real. Na segunda parte, as equipas foram gradualmente evidenciando cada vez maior aversão ao risco, pelo que o prolongamento acabaria por ser o desfecho natural desta eliminatória. Aí, com vários jogadores já bastante esgotados, cedo se percebeu que só acidentalmente se poderia evitar a lotaria das grandes penalidades. Uma vez mais a equipa alemã começaria mais segura, transformando os dois primeiros pontapés em golo, enquanto o Real, primeiro por Cristiano Ronaldo (que marcara um dos golos na conversão de uma grande penalidade), e logo de seguida, por Kaká, com remates algo denunciados, permitiram a defesa a Neuer. Quando Casillas defendeu o terceiro e quarto pontapés do Bayern, a esperança renasceu nas hostes madridistas… Só que o remate desconexo de Sergio Ramos, para a bancada, permitiu a Schweinsteiger carimbar o apuramento da equipa bávara para a “sua” Final, a disputar em Munique! Acabou por fazer-se justiça à que foi a melhor equipa no conjunto dos dois jogos da eliminatória.
Centro de Documentação 25 de Abril
Preservando a memória do 25 de Abril – Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra
Miguel Portas (1958 – 2012)

A minha singela homenagem, via página no Facebook.
Enquanto figura pública, Miguel Portas era uma pessoa pela qual tinha particular admiração e apreço.
Liga Europa – 1/2 Finais (1ª mão)
At. Madrid – Valencia – 4-2
Sporting – Athletic Bilbao – 2-1
O Sporting, conseguindo uma excelente recuperação, depois de ter começado por sofrer o primeiro golo da partida, alcançou uma preciosa vitória (repetindo o marcador do jogo da 1ª mão dos 1/4 Final, frente ao Metalist), com dois golos plenos de garra, apontados por Insua e Capel, a alimentar a esperança de poder marcar presença na Final de Bucareste.
Em Madrid, o Atlético parecia ter a eliminatória quase garantida, quando, já em período de descontos, permitiu ao Valencia (golo do português Ricardo Costa, na sequência de um canto) reduzir para 2-4, deixando assim ainda em aberto a possibilidade de uma eventual reviravolta na 2ª mão.
Liga dos Campeões – 1/2 Finais (1ª mão)
17.04.2012 – Bayern – Real Madrid – 2-1
18.04.2012 – Chelsea – Barcelona – 1-0
Um golo de Mario Gómez no minuto 90 da partida, culminando da melhor forma uma excelente iniciativa de ataque, junto à linha lateral, quase até à linha de fundo, seguido de um cruzamento atrasado, proporcionou uma tão escassa como justa vitória, e consequente vantagem na eliminatória, à equipa alemã. O Bayern começara por se adiantar no marcador, por Ribéry, ainda na primeira parte, mas o alemão Mesut Özil, empatando o jogo, conferiu ao Real Madrid a possibilidade de definir a eliminatória a seu favor, em casa, bastando para tal uma vitória pela margem mínima.
Em Londres,de alguma forma surpreendentemente, utilizando “armas próprias” de que dispõe (com o recurso a uma estratégia defensiva e recurso ao contra-ataque), e beneficiando também de alguma felicidade (o Barcelona teve uma bola na trave e outra no poste, já mesmo a fechar a partida), o Chelsea alcançou uma preciosa vitória, com o valor acrescentado de não ter sofrido golos, partindo para a 2ª mão na Catalunha numa situação inesperadamente vantajosa.
Aplicação do Acordo Ortográfico na avaliação externa dos alunos
«Tendo em conta a entrada em vigor do Acordo Ortográfico (AO) no sistema de ensino no ano letivo de 2011-2012, e uma vez que os manuais escolares serão adaptados de modo progressivo às novas regras de ortografia, o Ministério da Educação e Ciência esclarece que:
Os critérios de classificação das provas de aferição do 1.º Ciclo e das provas finais dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário considerarão como válidas exclusivamente as regras definidas pelo AO a partir dos anos letivos indicados na grelha abaixo (inclusive).

Até aos anos letivos indicados, serão consideradas como válidas ambas as grafias (i.e., a anterior ao AO e a definida pelo AO), mesmo quando se utilizem numa mesma prova.»
Titanic – 100 anos depois
Na noite de 14 para 15 de Abril de 1912, o luxuoso transatlântico Titanic embatia num iceberg e afundava-se nas profundezas do Atlântico Norte. 100 anos depois, o jornal espanhol El Mundo faculta um completo dossier sobre o evento.

A British Library apresenta também um vasto lote de fotos evocativas, a partir de jornais da época.
No Twitter, a conta @TitanicRealTime permite recordar, em “tempo real”, a viagem de há 100 anos e, em particular, os trágicos acontecimentos dessa funesta noite.
A ver também um friso de primeiras páginas de jornais, compiladas no Poynter.
Universidade de Oxford e Vaticano digitalizam 1,5 milhões de páginas de textos históricos
Numa iniciativa conjunta da Biblioteca da Universidade de Oxford e da Biblioteca Apostólica do Vaticano, um total de cerca de 1,5 milhões de páginas de textos históricos da Idade Média serão digitalizadas e disponibilizadas para consulta ao público.
Este projecto, a executar num período previsto de quatro anos, compreende as seguintes grandes áreas temáticas: manuscritos gregos (incluindo obras de Homero, Sófocles, Platão, Hipócrates, assim como manuscritos do Novo Testamento), livros impressos do século XV e manuscritos hebraicos e primeiros livros impressos.
(via Medievalists.net)
10 anos de “Jornalismo e Comunicação”
Completam-se agora 10 anos da criação do blogue Jornalismo e Comunicação, criado no âmbito do Mestrado em Informação e Jornalismo da Universidade do Minho, sendo a data assinalada com uma breve resenha sobre a sua génese.
Os meus Parabéns pela excelente caminhada, que endereço em particular nas pessoas dos Professores Manuel Pinto e Luís Santos.
Liga Europa – 1/4 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Valencia - AZ Alkmaar 4-0 1-2 5-2 Athletic Bilbao - Schalke 04 2-2 4-2 6-4 Metalist Kharkiv - Sporting 1-1 1-2 2-3 Hannover - At. Madrid 1-2 1-2 2-4
No dia em que a Liga Europa se converte em “Liga Ibérica” (tal como ocorrera, nesta mesma fase, na época passada – então com 3 equipas portuguesas e uma espanhola), o Sporting – superando a difícil equipa do Metalist Kharkiv, num jogo de grande exigência a nível de rigor táctico, concentração e capacidade de sofrimento, e com Rui Patrício, novamente “herói”, a defender uma grande penalidade – enfrenta, solitariamente, um batalhão de três equipas espanholas, tendo, para já, encontro marcado com o Athletic Bilbao nas 1/2 Finais.
Acordo ortográfico – Carta ao ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato
Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação e Ciência:
No exercício do poder paternal, cumpre-me dirigir-me a Vossa Excelência para, com a maior deferência, comunicar ao Ministério da Educação e Ciência, na pessoa do seu máximo responsável, que não posso de forma alguma autorizar que a minha filha e educanda, Inês …, com sete anos de idade, aluna nº … do 2º ano (Turma …) na EB1 …, seja ensinada de modo não conforme à ortografia actualmente em vigor (aquela que foi promulgada pelo Decreto-Lei nº 35.228/1945 de 8 de Dezembro, e depois ratificada com alterações mínimas pelo Decreto-Lei nº 32/1973 de 6 de Fevereiro, sendo que, até à data, nada na ordem jurídica interna portuguesa veio revogar estes Decretos-Leis).
Em particular, no papel de encarregada de educação, não posso anuir a que a aprendizagem da minha filha seja perturbada pelo autodenominado “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990)” (que passarei a referir por “AO90″), o qual não é “acordo”, pois conta com a oposição quase unânime dos especialistas em língua portuguesa e da esmagadora maioria dos falantes-escreventes de Português de Portugal, tendo resultado de uma antidemocrática e antipatriótica sucessão de atropelos ao bom senso e à Lei, e o qual não é “ortográfico”, pois contradiz em si mesmo a própria noção normativa de “ortografia” ao consagrar facultatividades e excepções como regras numa compilação pejada de incongruências e ambiguidades, e cuja aplicação, caso fosse desejável, (não o é), caso fosse legal (não o é), se torna em tantos casos impossível, na ausência de um Vocabulário Ortográfico Comum (pressuposto, no próprio AO90, para sua aplicação, e sem o qual as ferramentas informáticas que visem aplicar o AO90 estarão a violar disposições nele contidas). [...]
Fundamento e esquematizo esta solicitação nos quatro pontos que passo a enumerar, para depois concretizar e especificar cada um deles:
1. O AO90 não está em vigor;
2. Ainda que “vigorasse”, o AO90 sempre seria uma prepotência-de-Estado, havendo especialistas que defendem que é ilegal e mesmo inconstitucional;
3. Ainda que estivesse em vigor e fosse legítimo ao Estado impô-lo aos cidadãos, muitas disposições do AO90 não são aplicáveis sem um Vocabulário Ortográfico Comum, e a criação de ferramentas informáticas visando aplicá-lo viola implicitamente o disposto no próprio AO90, além de que se prevêem alterações à sua redacção até 2015, o que exclui que os alunos possam ser constituídos “cobaias”, vítimas de uma “aprendizagem” de “normas ortográficas” assumidamente provisórias;
4. Todos os cidadãos portugueses (em particular os que assumem especiais responsabilidades na transmissão do património linguístico às gerações futuras) têm, mais que o direito, o dever de desobediência (artº 21º CRP: “Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias…) e de objecção de consciência (artº 41º nº 6 CRP) a recomendações ministeriais ilegais, além de prematuras e impraticáveis em muitos aspectos.
(carta de Madalena Homem Cardoso, a ler na íntegra – via Público)










