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Escócia – Portugal (Liga das Nações – 4.ª Jornada)

Escócia Escócia – Craig Gordon, Anthony Ralston (88m – Nicky Devlin), John Souttar, Grant Hanley, Andrew “Andy” Robertson, Ryan Christie (67m – Ryan Gauld), Billy Gilmour, Scott McTominay, Kenneth “Kenny” McLean, Ben Doak (67m – Lewis Morgan) e Ché Adams (83m – Lyndon Dykes)

Portugal Portugal – Diogo Costa, João Cancelo (88m – Nélson Semedo), Rúben Dias, António Silva, Nuno Mendes, Bruno Fernandes, João Palhinha (61m – Rúben Neves), Vitinha (88m – João Félix), Francisco Conceição (61m – Bernardo Silva), Cristiano Ronaldo e Diogo Jota (61m – Rafael Leão)

Cartões amarelos – Scott McTominay (27m); Diogo Jota (18m), João Palhinha (50m) e Rúben Dias (83m)

Árbitro – Lawrence Visser (Bélgica)

Do “dia” para a “noite”, a qualidade da exibição da equipa portuguesa, do jogo na Polónia para o jogo na Escócia. Parecendo apática, a selecção nacional nunca conseguiu aproximar-se do brilhantismo que revelara na fase inicial do desafio anterior, numa partida em que, naturalmente, assumiu maior iniciativa, exerceu mais pressão, mas em que criou poucas oportunidades de golo, também contrariadas pelo notável desempenho do veterano guardião Craig Gordon, nesta noite.

Não obstante a rotação empreendida por Roberto Martínez, procurando dar minutos ao maior número de jogadores, e manter a frescura física e vivacidade, foi um jogo falho de dinâmica, em que o jogo “não carburou”, não fluiu, usando e abusando de cruzamentos improfícuos, dando vantagem à defensiva escocesa. E, ao contrário, até seria a Escócia a assustar, testando a concentração de Diogo Costa.

No segundo tempo a situação não melhorou, num jogo que ia sendo motivo de aborrecimento. Só já dentro dos derradeiros dez minutos houve alguma maior movimentação, tendo a ocasião mais flagrante de golo surgido a dois minutos do final do tempo regulamentar, quando o guarda-redes da Escócia teve notável intervenção, a evitar o golo, num remate de Bruno Fernandes.

A perspectiva de apuramento para a fase seguinte continua bem presente (só uma improvável conjugação de resultados o poderia impedir), mas, por ora, tal ficou ainda adiado.

15 Outubro, 2024 at 9:42 pm Deixe um comentário

Polónia – Portugal (Liga das Nações – 3.ª Jornada)

Polónia Polónia – Łukasz Skorupski, Sebastian Walukiewicz (45m – Jakub Kiwior), Jan Bednarek, Paweł Dawidowicz, Przemysław Frankowski, Sebastian Szymański (84m – Krzysztof Piątek), Maximillian “Maxi” Oyedele (66m – Jakub Moder), Piotr Zieliński, Nicola Zalewski (76m – Michael Ameyaw), Karol Świderski (76m – Kacper Urbański) e Robert Lewandowski

Portugal Portugal – Diogo Costa, Diogo Dalot, Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes, Bruno Fernandes (90m – Otávio), Rúben Neves, Bernardo Silva (90m – Samuel “Samu” Costa), Pedro Neto (82m – Nélson Semedo), Cristiano Ronaldo (63m – Diogo Jota) e Rafael Leão (63m – Francisco Trincão)

0-1 – Bernardo Silva – 26m
0-2 – Cristiano Ronaldo – 37m
1-2 – Piotr Zieliński – 78m
1-3 – Jan Bednarek (p.b.) – 88m

Cartões amarelos – Sebastian Walukiewicz (45m), Przemysław Frankowski (51m), Krzysztof Piątek (88m) e Łukasz Skorupski (88m); Pedro Neto (32m)

Árbitro – Serdar Gözübüyük (Países Baixos)

Esta foi, pelo menos na primeira parte, uma das melhores exibições da selecção nacional nos últimos anos. Empurrando, desde início, a Polónia para o seu sector mais recuado, a equipa portuguesa funcionou como um colectivo quase perfeito, com Bruno Fernandes e Bernardo Silva a pautarem o jogo.

Foram múltiplas as ocasiões de perigo criadas, boa parte não concretizadas em golo, como sucedeu com as tentativas de Dalot, Cristiano Ronaldo (acertando na barra da baliza contrária), Rúben Neves ou Bruno Fernandes, neste caso tendo sido Skorupski a negar o golo.

Mas, quem porfia, sempre alcança, e, ainda antes da meia hora, Portugal inaugurava o marcador, numa triangulação entre Rúben Neves, Bruno Fernandes (a assistir de cabeça) e Bernardo Silva, que rematou para o fundo da baliza.

Não conseguindo a equipa polaca suster a “avalancha” de futebol português, foi com naturalidade que, cerca de dez minutos volvidos, a contagem foi ampliada para o 2-0, por intermédio de Cristiano Ronaldo, na sequência de um remate de Rafael Leão ao poste.

Com o jogo controlado, e a vitória, aparentemente, assegurada, o ritmo baixou significativamente na segunda metade, com a turma portuguesa a gerir o tempo.

Foi, de alguma forma, imprevisto o golo da Polónia, já no quarto de hora de final, a alimentar ainda a esperança da equipa da casa de evitar a derrota.

Não vacilando, Portugal viria, já próximo do minuto 90, a confirmar o triunfo, quando Bednarek, ao tentar interceptar uma bola cruzada por Nuno Mendes, acabou por a introduzir na sua própria baliza.

Três jogos, três vitórias, Portugal lidera isolado o seu Grupo, tendo em mira o apuramento para os 1/4 de final da prova.

12 Outubro, 2024 at 9:54 pm Deixe um comentário

Portugal – Escócia (Liga das Nações – 2.ª Jornada)

Portugal Portugal – Diogo Costa, Nélson Semedo (76m – Diogo Dalot), Rúben Dias, António Silva, Nuno Mendes, Bruno Fernandes, João Palhinha (45m – Rúben Neves), Bernardo Silva (68m – João Neves), Pedro Neto (45m – Cristiano Ronaldo), Rafael Leão (68m – João Félix) e Diogo Jota

Escócia Escócia – Angus Gunn, Anthony Ralston (74m – Ryan Gauld), Grant Hanley, Scott McKenna, Andrew “Andy” Robertson, Billy Gilmour, Kenneth “Kenny” McLean, Ryan Christie (87m – Lawrence Shankland), Scott McTominay, John McGinn (90m – Ben Doak) e Lyndon Dykes (74m – Tommy Conway)

0-1 – Scott McTominay – 7m
1-1 – Bruno Fernandes – 54m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 88m

Cartões amarelos – Nélson Semedo (66m), Rúben Neves (67m) e Bruno Fernandes (80m); Christie (39m), Robertson (51m) e Hanley (85m)

Árbitro – Maurizio Mariani (Itália)

Segundo jogo, segunda vitória, ambas com o mesmo desfecho, tangencial, como que a traduzir os “serviços mínimos” realizados, patenteando, sobretudo, falta de consistência exibicional.

Este foi, não obstante, um encontro com contornos algo distintos, desde logo, pelo factor de – precisamente ao contrário do que sucedera frente à Croácia –, desde muito cedo, a selecção portuguesa se ter visto em desvantagem no marcador.

Mesmo que tal possa ser, inevitavelmente, sinónimo de alguma intranquilidade, a equipa reagiu bem, consciente que tinha “todo o tempo” pela frente. Porém, até ao intervalo, não conseguiria encontrar o caminho para a baliza escocesa.

O tento do empate, obtido ainda antes de decorridos dez minutos da segunda parte, poderia ter sido o tónico para uma exibição mais conseguida. Mas não foi o que sucedeu. Paradoxalmente, ao invés, Portugal mostrou-se mais descoordenado, com a Escócia a subir de rendimento.

Só na fase final, após as entradas em campo de João Neves e de João Félix (Cristiano Ronaldo substituíra também, ao intervalo, Pedro Neto), a selecção nacional conseguiria empurrar o adversário para a sua zona defensiva, criando várias ocasiões de perigo, com o golo, teimosamente, a ser adiado, até que, já muito próximo do derradeiro minuto, surgiria Ronaldo a carimbar uma difícil vitória, face a um oponente que, tendo a sua valia – e revelando evolução positiva nos últimos anos – não é, decididamente, de topo, a nível do futebol europeu.

8 Setembro, 2024 at 9:43 pm Deixe um comentário

Portugal – Croácia (Liga das Nações – 1.ª Jornada)

Portugal Portugal – Diogo Costa, Diogo Dalot, Rúben Dias, Gonçalo Inácio (77m – António Silva), Nuno Mendes, Pedro Neto (45m – Nélson Semedo), Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Vitinha (90m – Pedro Gonçalves), Rafael Leão (45m – João Neves) e Cristiano Ronaldo (88m – Diogo Jota)

Croácia Croácia – Dominik Livaković, Josip Šutalo, Marin Pongračić (45m – Duje Ćaleta-Car), Joško Gvardiol, Kristijan Jakić (77m – Ivan Perišić), Mateo Kovačić, Luka Modrić (77m – Petar Sučić), Mario Pašalić (67m – Luka Sučić), Martin Baturina (61m – Igor Matanović), Borna Sosa e Andrej Kramarić

1-0 – Diogo Dalot – 7m
2-0 – Cristiano Ronaldo – 34m
2-1 – Diogo Dalot (p.b.) – 41m

Cartão amarelo – Luka Modrić (72m)

Árbitro – Halil Umut Meler (Turquia)

Num jogo em que Portugal entrou a ganhar, com uma boa exibição, o momento alto foi a festa do golo n.º 900 de Cristiano Ronaldo, numa fase em que tudo parecia correr bem à selecção nacional, com boa dinâmica dentro de campo.

Prestes a findar a primeira metade, num ressalto de bola em Diogo Dalot (que inaugurara o marcador), traindo Diogo Costa, a Croácia reduzia para a diferença mínima, o que, nessa altura, não traduziria o “jogo jogado”.

No segundo tempo, a equipa portuguesa procurou segurar as rédeas do jogo, mas não conseguiu o controlo ideal, perante uma formação croata que nunca abdicou de procurar criar perigo junto da área contrária, pelo que foi necessária concentração e solidariedade, a par de algum sofrimento, para preservar um difícil triunfo, ante o finalista da precedente edição da Liga das Nações.

5 Setembro, 2024 at 11:49 pm Deixe um comentário

EURO 2024 – 1/4 de final – Portugal – França

PortugalFrança0-0 (3-5 g.p.)

Portugal Diogo Costa, João Cancelo (74m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Pepe, Nuno Mendes, João Palhinha (90m – Rúben Neves), Bernardo Silva, Vitinha (119m – Matheus Nunes), Bruno Fernandes (74m – Francisco Conceição), Cristiano Ronaldo e Rafael Leão (105m – João Félix)

França Mike Maignan, Jules Koundé, Dayot Upamecano, William Saliba, Theo Hernández, Aurélien Tchouaméni, N’Golo Kanté, Eduardo Camavinga (91m – Youssouf Fofana), Antoine Griezmann (67m – Ousmane Dembélé), Kylian Mbappé (105m – Bradley Barcola) e Randal Kolo Muani (86m – Marcus Thuram)

Desempate da marca de grande penalidade:
0-1 – Ousmane Dembélé
1-1 – Cristiano Ronaldo
1-2 – Youssouf Fofana
2-2 – Bernardo Silva
2-3 – Jules Koundé
João Félix rematou ao poste
2-4 – Bradley Barcola
3-4 – Nuno Mendes
3-5 – Theo Hernández

“Melhor em campo” – Ousmane Dembélé

Amarelos – João Palhinha (79m); William Saliba (84m)

Árbitro – Michael Oliver (Inglaterra)

Volksparkstadion – Hamburgo (20h00)

O desfecho acabou por ser o que, em circunstâncias normais, seria expectável, assumindo-se que a selecção francesa dispõe de um poderio colectivo superior ao da portuguesa.

A equipa nacional volta para casa mais cedo, outra vez num limbo entre uma campanha bem sucedida e um “fiasco”: pela oitava vez em nove presenças em fases finais do Europeu, Portugal termina a prova entre os oito melhores; em contraponto, nessas nove participações, só na edição anterior teve pior desempenho que o presente – que, em qualquer caso, fica bastante aquém de um título de Campeão (2016), um 2.º lugar (2004) e três vezes na 3.ª posição (1984, 2000 e 2012).

Para além das estatísticas, perdura, também, a sensação de que as exibições realizadas “souberam a pouco”, condicionadas por alguns equívocos. À excepção do jogo com a Turquia, com características particulares (uma selecção turca a jogar aberta, e a cometer erros crassos), o futebol explanado foi muito pobre, falho de soluções, quer contra a Chéquia, ou a Geórgia (o pior de todos os encontros), assim como ante a Eslovénia.

Portugal completou 364 minutos consecutivos (mais de seis horas) sem conseguir marcar! E o desafio desta noite, ante os vice-campeões do Mundo, até foi o mais bem conseguido da selecção nesta fase final.

Mesmo que as duas equipas tivessem privilegiado, em primeira instância, o baixo risco, a vitória podia ter caído para um ou para outro lado, quer nos noventa minutos, quer no prolongamento.

Mas, à medida que o tempo ia avançando, começou a instalar-se, mesmo que de forma subconsciente, a possibilidade de se recorrer, de novo, ao desempate da marca de grande penalidade. Infelizmente, sem qualquer garantia de que o resultado pudesse ser idêntico ao registado há apenas quatro dias, frente à Eslovénia.

Ou, quem arrisca a sorte, arrisca-se a ganhar e a perder: como num lançamento de “moeda ao ar”, existirá uma probabilidade de cerca de 50% de sair cara ou coroa.

Perante uma selecção francesa cuja exibição ficou também bastante aquém das expectativas – vem denotando igualmente grandes dificuldades de finalização, atingindo as meias-finais somente com três golos marcados (um de “penalty” e dois auto-golos!) – a turma portuguesa patenteou, dentro de campo, e neste embate em concreto, alguma superioridade no cômputo geral.

Foi rigorosa a defender (com Pepe em plano elevado), personalizada no meio-campo (continuando Vitinha a assumir a “batuta”), com sucessivas trocas de bola, contudo, com falta de “olhos na baliza”, ou seja, com limitada objectividade, uma pecha tradicional do futebol português a nível internacional.

Esteve em grande realce, nos primeiros vinte minutos, Rafael Leão, que fez “gato-sapato” do sector direito da França, incapaz de encontrar antídoto para travar o endiabrado ala esquerdo português. Todavia, todas as suas investidas acabariam por se revelar improfícuas. Só findo esse período a França começou a soltar-se, reequilibrando a contenda.

As duas equipas estavam, então, bem encaixadas, e, até final da primeira parte, referência especial a um remate de Theo Hernández, a colocar Diogo Costa à prova (a defender com os punhos), e ao livre de que Portugal beneficiou, aos 42 minutos, com Bruno Fernandes, desta feita, a tentar surpreender (quando todos esperavam mais uma tentativa de Cristiano Ronaldo), mas a bola a sair por alto.

Seria no segundo tempo que ambas as equipas estariam mais perto de marcar, já após a hora de jogo: primeiro, Portugal, com o remate de Bruno Fernandes a ser interceptado pelo guardião, e, na sequência, João Cancelo, também a rematar, em arco, ligeiramente ao lado da baliza; seguindo-se nova oportunidade, num forte “tiro” de Vitinha, outra vez com Maignan muito atento, afastando ainda para canto um toque de calcanhar de Ronaldo; de seguida, ripostando de pronto, a França, numa transição rápida de Kolo Muani, salva por um desvio providencial de Rúben Dias (em que, por pouco, a bola não se anichou no fundo das redes).

Mas o lapso de tempo em que a selecção portuguesa mais oscilou ocorreu na sequência da entrada em campo de Dembélé, de alguma forma a procurar emular, pelo flanco direito, o que Rafael Leão fizera na ala contrária. Os franceses voltaram a assustar, por intermédio de Camavinga, com a bola a sair a rasar o poste, e também do próprio Dembélé, num remate de longe. O nulo não seria desfeito, contudo.

No prolongamento, como é comum, as duas equipas de alguma forma retraíram-se, procurando jogar cada vez mais pelo seguro. Não obstante, já depois de Cristiano Ronaldo ter tido uma intervenção desastrada, em zona frontal, à entrada da pequena área, a rematar para as nuvens, e de um perigoso remate de Rafael Leão, interceptado por Upamecano, Portugal usufruiu ainda de outra boa ocasião para carimbar a vitória, mesmo ao “cair do pano”, mas o pontapé de Nuno Mendes saiu denunciado, à figura de Maignan.

Nos “penalties” saiu tudo ao contrário: a França (apostando em remates a meia altura) não falhou nenhuma das suas cinco tentativas, não tendo, desta feita, Diogo Costa, tido oportunidade de voltar a brilhar; a Portugal bastou a infelicidade de João Félix, a acertar em cheio na base do poste, para ficar pelo caminho.

5 Julho, 2024 at 10:49 pm Deixe um comentário

EURO 2024 – 1/8 de final – Portugal – Eslovénia

PortugalEslovénia0-0 (3-0 g.p.)

Portugal Diogo Costa, João Cancelo (117m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Pepe (118m – Rúben Neves), Nuno Mendes, João Palhinha, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Vitinha (65m – Diogo Jota), Cristiano Ronaldo e Rafael Leão (76m – Francisco Conceição)

Eslovénia Jan Oblak, Žan Karničnik, Vanja Drkušić, Jaka Bijol, Jure Balkovec, Petar Stojanović (86m – Benjamin Verbič), Adam Gnezda Čerin, Timi Max Elšnik (105m – Josip Iličić), Jan Mlakar (74m – Jon Gorenc Stanković), Andraž Šporar (74m – Žan Celar) e Benjamin Šeško

Desempate da marca de grande penalidade:
Josip Iličić permitiu a defesa a Diogo Costa
1-0 – Cristiano Ronaldo
Jure Balkovec permitiu a defesa a Diogo Costa
2-0 – Bruno Fernandes
Benjamin Verbič permitiu a defesa a Diogo Costa
3-0 – Bernardo Silva

“Melhor em campo” – Diogo Costa

Amarelos – João Cancelo (107m); Vanja Drkušić (32m), Žan Karničnik (37m), Jon Gorenc Stanković (101m), Jaka Bijol (106m) e Jure Balkovec (107m)

Árbitro – Daniele Orsato (Itália)

Frankfurt Arena – Frankfurt (20h00)

Como era esperado, Portugal garantiu o apuramento para os quartos-de-final do Europeu. E alcançou o objectivo de uma forma que acabou por ser épica e intensamente emotiva.

Mas, também, numa partida que gerou enorme sofrimento, e em que estivemos mesmo à beira de ser eliminados, por um adversário sofrível, como é a selecção da Eslovénia, que completou sete jogos em fases finais de Europeus sem nunca ter conseguido uma vitória… mesmo que apenas tenha sofrido uma derrota (frente à Espanha, já em 2020) – ou seja, afastada da presente edição da prova, após ter registado quatro empates nos quatro desafios disputados!

Foi muito pouco, e de muito pouca qualidade, o futebol explanado pela equipa portuguesa esta noite, perante um rival de segunda (ou terceira) linha do futebol europeu.

A selecção nacional até pareceu ter uma boa entrada em jogo, assumindo, naturalmente, a iniciativa, com a Eslovénia remetida ao seu sector defensivo, num encontro com uma toada que se parecia decalcar do confronto com a Chéquia – sendo que Portugal estava alerta para o risco que poderia advir da velocidade dos avançados contrários, Šporar e Šeško.

Na frente, Rafael Leão ainda conseguiria, pela sua acção repentista, forçar cartões amarelos para dois defesas eslovenos, tendo proporcionado a João Palhinha a melhor oportunidade para inaugurar o marcador, mas com a bola a embater no poste. A partir do outro flanco (direito), João Cancelo teria também um cruzamento ao qual Cristiano Ronaldo e Bruno Fernandes não conseguiram chegar por uma “unha negra”.

Todavia, a “paciência” rapidamente se esgotou, a concentração e rigor foram diminuindo, e a Eslovénia aproveitou para se ir libertando, começando a causar problemas ao nosso meio-campo… e a ameaçar, por via das duas “setas”, tendo Diogo Costa defendido um remate de Šeško e Nuno Mendes impedido outra tentativa, de Šporar.

No início do segundo tempo, Portugal tentou imprimir algum maior dinamismo, com Cancelo em maior evidência, pelo que ia procurando construir. Contudo, de novo, seria “sol de pouca dura”. Prontamente se caiu no tradicional “rame-rame”.

Lá se iam obtendo alguns livres a nosso favor. Mas Cristiano Ronaldo usava e abusava da sua marcação: de forma egoísta, monopolizou todas as quatro tentativas de que Portugal dispôs, sem ter conseguido melhor do que um potente remate, que atravessou a barreira, mas saiu à figura de um seguro Oblak.

Até que Roberto Martínez decidiu mexer na equipa. Mas não mexeu bem, ou, pelo menos, não foi nada feliz: primeiro, retirando de campo Vitinha, que ia sendo peça-chave para os equilíbrios na zona central do terreno, para a entrada de Diogo Jota, procurando incrementar o pendor ofensivo, o que, porém, resultaria no “partir do jogo”, dando mais espaços ao rival; e se tal não se revelou produtivo, ainda mais improfícua (e de maior dificuldade de compreensão) seria a troca (directa) de Rafael Leão por Francisco Conceição, encostado à ala esquerda.

Dava então a ideia de que a equipa não dispunha de rotinas ou automatismos. Ninguém parecia saber o que fazer com a bola, como fazer o colectivo funcionar. Uma exibição muito pobre.

Portugal estava a um lance de bola parada ou de eventual ressalto de poder vir a ser eliminado…

O nulo subsistia teimosamente e a contenda teve mesmo de ir para prolongamento. Pensava-se que o factor físico poderia fazer-se sentir, mas a Eslovénia ia aguentando o resultado… até que, já quase a findar a primeira metade do tempo complementar, Diogo Jota conseguiu arrancar uma grande penalidade. Cristiano Ronaldo avançou para a marca de onze metros, não rematou mal, mas possibilitando a defesa a Oblak.

Cristiano teve, então, na mudança de campo, na viragem da primeira para a segunda parte do prolongamento, um momento de evidente descompensação, não tendo conseguido evitar o choro convulsivo, pelo sentimento de frustração e impotência (obcecado que estará por marcar um golo) parecendo não ter condições para prosseguir em campo. Valeriam, então, os incentivos dos colegas, sobretudo dos suplentes, a dar ânimo ao capitão.

Faltavam escassos minutos para os 120, quando, em zona “proibida”, Pepe, ao tentar uma finta, escorregou, entregando a bola “de bandeja” a Šeško, que, isolado frente a Diogo Costa, parecia ir sentenciar o jogo. Saindo bem da baliza, esticando-se todo, a fazer a mancha, o guarda-redes conseguiria, com o pé estendido, suster a marcha da bola, que parecia inexoravelmente dirigida para o fundo das redes.

Um final verdadeiramente agónico, frente a um adversário do nível da Eslovénia! “Porca miseria”… A decisão arrastava-se para o desempate da marca de grande penalidade, e o ascendente psicológico parecia estar, todo, do lado esloveno.

Mas o guardião português não estava de acordo com essa premissa. Porventura confiante pela defesa que, in extremis, acabara de fazer, defendeu a primeira tentativa da Eslovénia. Cristiano Ronaldo, corajoso, fez questão de ser o primeiro a marcar: muito focado, fez um remate irrepreensível, rasteiro, junto ao poste, desta feita sem hipótese de defesa para Oblak, como que a redimir-se do amargo falhanço anterior.

Segunda tentativa da Eslovénia, segunda defesa do guardião luso. Bruno Fernandes colocou Portugal em posição privilegiada, com uma vantagem de dois golos. Quando um soberbo e inspiradíssimo Diogo Costa defendeu o terceiro “penalty” da Eslovénia, a confirmação da vitória portuguesa era já uma questão meramente burocrática, dispondo de três matchpoints; Bernardo Silva não vacilou e colocou a selecção na fase seguinte.

Pela primeira vez na história das fases finais dos Europeus, um guarda-redes defendia três grandes penalidades sucessivas, sem ter sofrido qualquer golo, incluindo no tempo regulamentar e prolongamento. Pela primeira vez desde, pelo menos, o ano de 2000, um desempate da marca de grande penalidade, em Europeus e Mundiais, restringia-se a seis tentativas: três da Eslovénia, todas elas defendidas; três de Portugal, todas elas concretizadas! Empolgante!

1 Julho, 2024 at 10:43 pm Deixe um comentário

EURO 2024 – Grupo F – 3ª jornada – Geórgia – Portugal

GeórgiaPortugal2-0

Geórgia Giorgi Mamardashvili, Otar Kakabadze, Giorgi Gvelesiani (76m – Solomon Kverkvelia), Guram Kashia, Luka Lochoshvili (63m – Giorgi Tsitaishvili), Lasha Dvali, Giorgi Chakvetadze (81m – Anzor Mekvabishvili), Giorgi Kochorashvili, Otar Kiteishvili, Georges Mikautadze e Khvicha Kvaratskhelia (81m – Zuriko Davitashvili)

Portugal Diogo Costa, António Silva (66m – Nélson Semedo), Danilo Pereira, Gonçalo Inácio, Diogo Dalot, João Palhinha (45m – Rúben Neves), João Neves (75m – Matheus Nunes), Francisco Conceição, João Félix, Pedro Neto (75m – Diogo Jota) e Cristiano Ronaldo (66m – Gonçalo Ramos)

1-0 – Khvicha Kvaratskhelia – 2m
2-0 – Georges Mikautadze (pen.) – 57m

“Melhor em campo” – Khvicha Kvaratskhelia

Amarelos – Cristiano Ronaldo (28m), Pedro Neto (44m) e Rúben Neves (53m); Anzor Mekvabishvili (85m)

Árbitro – Sandro Schärer (Suíça)

Arena AufSchalke – Gelsenkirchen (20h00)

Agora, a posteriori, é relativamente fácil compreender porque aconteceu esta incrível derrota, que, não há como evitá-lo, ridicularizou a selecção portuguesa, frente a um adversário de terceira linha da Europa.

O primeiro – e principal – motivo terá a ver com uma questão de mentalidade: enfrentando um jogo que nada decidia – em flagrante contraponto a uma equipa da Geórgia que disputava o desafio mais importante da sua história – seria difícil esperar que a formação nacional tivesse o foco, rigor e ambição que teria se se tratasse de um jogo “a doer”.

Depois, claro, a expectável rotação (não “Revolução”, como fez questão de esclarecer o seleccionador), com nada menos de oito alterações no “onze” inicial face à partida anterior: apenas se mantiveram Diogo Costa, Palhinha e Cristiano Ronaldo; saíram João Cancelo, Rúben Dias, Pepe, Nuno Mendes, Bernardo Silva, Vitinha, Bruno Fernandes e Rafael Leão, por troca com as entradas de António Silva, Danilo, Gonçalo Inácio, Diogo Dalot, João Neves, Francisco Conceição, João Félix e Pedro Neto. Neste âmbito, visto o desfecho, poderá questionar-se: Será que, afinal, os nossos suplentes não são assim “tão bons”?

Associados à falta de concentração, os erros crassos (que, nas duas rondas anteriores, tinham tido papel determinante a nosso favor), com António Silva a ser, desta vez, o principal “bode expiatório” de um jogo em que, não obstante, esteve muito longe de ser ele a falhar sozinho.

Adicionalmente, um factor algo aleatório, que foi o golo marcado pela Geórgia apenas com minuto e meio decorrido.

Por fim, mais preocupante que tudo o resto: tal como no jogo com a Chéquia, repetindo o sistema táctico, repetiu-se também a toada de jogo, muito estereotipado e denunciado, “devagar, devagarinho” (abusando dos passes rendilhados), sem intensidade, sem acelerações ou alterações de ritmo e escassas variações de flanco, a facilitar sobremaneira a tarefa contrária, perante uma equipa muito solidária e coesa, com os jogadores georgianos a realizarem o “jogo da sua vida”, a aplicar-se a fundo em cada bola dividida.

Comecemos, então, pelo princípio: estava completado somente o minuto inicial quando o defesa central, António Silva, balanceado para o ataque, com um posicionamento deveras adiantado (bem internado já meio campo adversário afora) tentou realizar um passe atrasado, para uma zona em que, porém, não se encontrava qualquer jogador português, tendo a bola ido parar aos “pés errados”, do georgiano Mikautadze. Este, em rápida aceleração, deu apenas três toques na bola, antes de solicitar a desmarcação da maior “estrela da companhia”, Kvaratskhelia, que não teve dificuldade em ludibriar o guardião português, perante a passividade da defesa (Mikautadze tinha-se apoderado da bola ainda antes da linha divisória de meio-campo), com os outros dois centrais a ficarem para trás (aliás, tendo tido de recuar no terreno, completamente desfasados do sector onde o lance progredia).

A Geórgia, que necessitava de uma muito improvável vitória para manter esperanças no apuramento, tinha uma entrada feliz como decerto não imaginaria, passando, desde logo, a estar confortável com a missão que, a partir daí, teria, que seria a de procurar proteger a baliza, de forma a manter a inviolabilidade das suas redes.

E, lá está, perante um “onze” sem rotina de jogo, sem automatismos, não se pode dizer que tivesse existido um sentido de colectivo da parte da equipa portuguesa, apenas com João Félix e Francisco Conceição a tentarem, principalmente por via de iniciativas individuais, criar algum lance de perigo, mas de forma absolutamente improfícua.

O arranque do segundo tempo parecia dar sinais de que as coisas se poderiam alterar, com duas ocasiões desaproveitadas por Ronaldo e por Danilo. Mas, ainda antes do quarto de hora, o desfecho ficou sentenciado, outra vez na sequência de uma sucessão de erros individuais.

Um jogador da Geórgia conseguiu isolar-se pelo lado direito, fez um passe ligeiramente atrasado, para um cruzamento que rasgou toda a área portuguesa, com uma espécie de corte (falhado) a dois tempos, e, com a bola prestes a sair pela linha de fundo, Diogo Costa teve uma decisão que se veio a revelar infeliz, de evitar o canto, com uma “sapatada” in extremis, a deixar a bola novamente à mercê dos georgianos (e com o guarda-redes fora da baliza); João Neves ainda recuperou a bola, mas, ao procurar desenvencilhar-se de dois adversários, que rapidamente caíram sobre ele, tentou (em “zona proibida”) uma finta que não saiu bem, e a bola ficou outra vez na posse da Geórgia. Numa noite desastrada, António Silva, entrando “à queima”, para tentar desarmar o opositor, não conseguiu evitar um contacto imprudente (“toque de raspão” no pé do adversário).

O árbitro ainda mandou seguir jogo – Dalot obrigaria Mamardashvilli a apertada defesa –, mas o VAR chamaria a atenção para o incidente, acabando o juiz por sancionar o lance com uma grande penalidade.

Até aí Mikautadze – que passou a liderar a lista dos melhores marcadores, único a chegar aos três golos nas três rondas da fase de grupos – teria alguma “sorte”, com a bola a passar por baixo do corpo de Diogo Costa, que adivinhou o lado, mas foi impotente para travar a sua marcha. Estava feito o 2-0, que seria o resultado final.

Até final, as alterações empreendidas pouco ou nada mudariam em termos substanciais, mesmo que se tenha criado uma ou outra oportunidade. Sendo que a Geórgia desperdiçaria ainda soberana ocasião para ampliar para o que seria um escandaloso 3-0!

Ao 13.º jogo oficial da selecção sob o comando técnico de Roberto Martínez (todos a contar para a presente edição do Europeu), e após uma notável série de doze triunfos, o primeiro desaire da selecção de Portugal, mas com estrondo.

Numa noite em que tudo saiu “ao contrário”, nem Cristiano Ronaldo conseguiu o seu tão ansiado golo. Ainda se isto tivesse servido para aceitar que seria melhor para ele (e, principalmente, claro, para a equipa) jogar os últimos 25 minutos, em vez dos primeiros 65…

Este pode ter sido um pertinente “abre olhos” para a fase a eliminar, em que Portugal começará por enfrentar a Eslovénia – adversário que, não sendo de topo, tem revelado boa organização, tendo empatado os seus três jogos da fase de grupos –, porventura com a moral algo oscilante (e, talvez, até alguma desconfiança de si próprio), mas com a expectativa generalizada de ter a capacidade para reagir e dar a volta “por cima”, em paralelo, com a noção, que, a partir daí, o grau de exigência será exponencialmente crescente.

26 Junho, 2024 at 9:56 pm Deixe um comentário

EURO 2024 – Grupo F – 2ª jornada – Turquia – Portugal

TurquiaPortugal0-3

Turquia Altay Bayındır, Zeki Çelik, Samet Akaydin (75m – Merih Demiral), Abdülkerim Bardakcı, Ferdi Kadıoğlu, Yunus Akgün (70m – Arda Güler), Hakan Çalhanoğlu, Orkun Kökçü (45m – Yusuf Yazıcı)), Kaan Ayhan (58m – İsmail Yüksek), Kerem Aktürkoglu (58m – Kenan Yıldız) e Barış Alper Yılmaz

Portugal Diogo Costa, João Cancelo (68m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Pepe (83m – António Silva), Nuno Mendes, João Palhinha (45m – Rúben Neves), Bernardo Silva, Vitinha (88m – João Neves), Bruno Fernandes, Cristiano Ronaldo e Rafael Leão (45m – Pedro Neto)

0-1 – Bernardo Silva – 21m
0-2 – Samet Akaydin (p.b.) – 28m
0-3 – Bruno Fernandes – 56m

“Melhor em campo” – Bernardo Silva

Amarelos – Abdülkerim Bardakcı (25m), Samet Akaydin (42m) e Zeki Çelik (42m); Rafael Leão (39m) e João Palhinha (45m)

Árbitro – Felix Zwayer (Alemanha)

BVB Stadion Dortmund – Dortmund (17h00)

Depois do susto na estreia, a selecção de Portugal enfrentava o que, em função das exibições da ronda inaugural, se afigurava como o competidor mais forte nesta fase de grupos, a Turquia, incentivada por uma grande massa adepta, em clara maioria no Signal Iduna Park.

Roberto Martínez voltava a adoptar o tradicional sistema 4-3-3, agora com João Cancelo e Nuno Mendes a assumirem as laterais – o que, não obstante, se traduziu, a nível do “onze” inicial, numa única alteração, com a chamada de João Palhinha para as funções de médio mais defensivo, em detrimento de Diogo Dalot.

E o primeiro sinal de maior perigo viria a ser dado precisamente pela equipa turca, tendo Aktürkoglu desperdiçado soberana ocasião de inaugurar o marcador.

Procurando pautar o jogo com curtas trocas de bola, de modo a evitar a impulsividade adversária, a selecção nacional voltaria a ser feliz, quando, à passagem dos vinte minutos, numa boa combinação entre Rafael Leão e Nuno Mendes, este centrou atrasado, um jogador turco tentou afastar a bola, que, contudo, sobrou para a zona onde surgiu Bernardo Silva a rematar para o fundo da baliza, na sua estreia a marcar em fases finais de grandes competições por Portugal.

Revelar-se-ia determinante este golo, um verdadeiro “game changer” a nível da forma como as duas equipas passaram a abordar o jogo, tendo a Turquia acusado, em termos anímicos, a situação de desvantagem.

Apenas sete minutos volvidos, um lance caricato praticamente “definia” o desfecho da partida: Cancelo procurava solicitar a desmarcação de Ronaldo, mas a combinação não saiu bem, com Cristiano a não perceber onde a bola iria ser colocada (os dois ficaram a trocar-se de “razões”), tendo sobrado para um defesa turco, Akaydin, que, ao pretender atrasar para o guarda-redes, não viu que Bayındır saíra da sua baliza e se dirigia em direcção a ele, acabando a bola por se encaminhar lentamente para as redes vazias (com Cancelo e Ronaldo, depois de terem esbracejado um com o outro, de imediato a abraçarem-se).

Paradoxalmente, a selecção turca teria, até final do primeiro tempo, o seu melhor período na partida, em busca de um golo que pudesse ainda alimentar a esperança de reverter o resultado que se anunciava. Mas Diogo Costa mostrar-se-ia concentrado, não permitindo veleidades ao ataque contrário.

Para a segunda metade, Roberto Martínez fazia entrar em campo Rúben Neves e Pedro Neto, para os lugares de Palhinha e de Rafael Leão. O paradigma não se alteraria, porém, com a equipa portuguesa a continuar a fazer a gestão da bola e do tempo, e a Turquia, à medida que o relógio avançava, a começar a descrer.

Não surpreenderia, pois, a chegada do terceiro golo de Portugal, aliás, apenas dez minutos completados nessa etapa complementar, com a particularidade de Cristiano Ronaldo, isolado frente ao guardião contrário, que atraíra até si, ter passado a bola a Bruno Fernandes, ao seu lado – ambos tinham aproveitado o adiantamento da linha defensiva turca, desmarcando-se na sequência de uma notável abertura de Rúben Dias -, tendo Bruno, sem qualquer oposição, com a “baliza aberta”, concretizado sem dificuldade, bastando “encostar”.

Confirmado que estava o triunfo português, o ritmo decaiu, claro, limitando-se as duas equipas a deixar correr o tempo. O seleccionador nacional aproveitou para, já nos minutos finais, lançar, primeiro António Silva (proporcionando uma espécie de homenagem a Pepe, que, aos 41 anos, manteve a segurança defensiva a alto nível) e, depois, também João Neves.

Portugal podia ter ainda ampliado a contagem, mas tal também não seria justo face ao esforço da equipa turca.

Voltando às estatísticas, e como podem ser ilusórias: mantendo a superioridade em termos de posse de bola (57-43%), e a paridade (3-3) a nível de remates à baliza, a selecção portuguesa via, desta feita, a Turquia “esmagar” a nível de cantos (9-1) – tal como nos 13 cantos de Portugal frente à Chéquia, todos eles infrutíferos.

Ainda com o terceiro jogo desta fase de grupos por disputar, Portugal garantiu já, não só o apuramento para os 1/8 de final, como, inclusivamente, o 1.º lugar do seu Grupo, pelo que irá defrontar um dos 3.º classificados de outro Grupo.

22 Junho, 2024 at 6:55 pm Deixe um comentário

EURO 2024 – Grupo F – 1ª jornada – Portugal – Chéquia

PortugalChéquia2-1

Portugal Diogo Costa, Rúben Dias, Pepe, Nuno Mendes (90m – Pedro Neto), Diogo Dalot (63m – Gonçalo Inácio), Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Vitinha (90m – Francisco Conceição), João Cancelo (90m – Nélson Semedo), Cristiano Ronaldo e Rafael Leão (63m – Diogo Jota)

Chéquia Jindřich Staněk, Tomáš Holeš (90m – Tomáš Chorý), Robin Hranáč, Ladislav Krejčí, Vladimír Coufal, Pavel Šulc (79m – Petr Ševčík), Tomáš Souček, Lukáš Provod (79m – Antonín Barák), David Douděra, Jan Kuchta (60m – Ondřej Lingr) e Patrik Schick (60m – Mojmír Chytil)

0-1 – Lukáš Provod – 62m
1-1 – Robin Hranáč (p.b.) – 69m
2-1 – Francisco Conceição – 90m

“Melhor em campo” – Vitinha

Amarelos – Rafael Leão (39m) e Francisco Conceição (90m); Patrik Schick (57m)

Árbitro – Marco Guida (Itália)

Leipzig Stadion – Leipzig (20h00)

No arranque da fase final do Europeu, Roberto Martínez terá pretendido surpreender, apresentando um “onze” inovador, apostando numa defesa a três, com Nuno Mendes a fazer o papel de terceiro “central”.

Com naturalidade, a selecção de Portugal assumiu, desde o primeiro minuto, a iniciativa e o controlo do jogo. Aliás, mesmo que, porventura, não tivesse sido esse o plano, a Chéquia forçaria a que assim fosse, uma vez que se remeteu a uma defesa porfiada, montando uma densa barreira a partir da zona intermediária do meio campo, praticamente oferecendo a bola, como que abdicando de jogar.

E se a expectativa era a de poder lançar algum contra-ataque, a verdade é que, durante toda a metade inicial do desafio, isso não sucedeu, de tal forma foi inofensiva a sua actuação, com Diogo Costa como mero espectador.

Mas, em paralelo, decorridos vinte minutos, também a equipa portuguesa não conseguira criar qualquer lance de maior perigo. Só quando o esquema checo mostrou alguma descoordenação é que Bruno Fernandes faria um cruzamento a pedir um “encosto” de Rafael Leão, que bem se esticou todo, mas ficou a centímetros da bola.

Para, poucos minutos volvidos, o mesmo Bruno Fernandes solicitar a desmarcação de Cristiano Ronaldo, que, frente ao guardião contrário, não conseguiu concretizar a jogada em golo.

À medida que o tempo ia decorrendo, com uma exibição desinspirada e muito estereotipada, a formação nacional não parecia ser capaz de encontrar soluções para desmontar a muralha checa.

E aconteceu o que, por vezes, sucede nestas ocasiões: na primeira vez que a Chéquia se aproximou da área portuguesa, marcou!

Estava já passada a hora de jogo, após cruzamentos sem perigo aparente, mas sem que a defesa portuguesa conseguisse “limpar o lance” e sair a jogar, um jogador checo atrasou para a entrada da área, com Provod, na ressaca, a rematar de primeira, inapelavelmente para o fundo da baliza portuguesa.

A tarefa dos comandados de Roberto Martínez complicava-se sobremaneira, agora com meia hora para jogar, e em desvantagem no marcador. Reagindo de imediato, promoveu duas alterações, fazendo entrar Gonçalo Inácio e Diogo Jota, por troca com Diogo Dalot e um pouco efectivo Rafael Leão.

Valeu então que, tão inesperadamente como o tento checo, de pronto surgiria o golo que permitiu repor a igualdade, mercê de falha defensiva: o guarda-redes Staněk – que já mostrara alguma insegurança, largando algumas bolas (eventualmente devido ao estado do relvado, pela muita chuva que caía) – fez mais uma defesa incompleta, em esforço, na sequência de um cabeceamento de Nuno Mendes, com a bola, num lance de infelicidade, a ressaltar na perna do defesa Hranáč, e a anichar-se nas redes.

Com o cariz do jogo a não se alterar substancialmente – pese embora Diogo Jota ter chegado a marcar, na recarga a um primeiro cabeceamento de Cristiano Ronaldo ao poste, mas tendo o golo sido invalidado pelo “VAR”, por fora-de-jogo de Cristiano -, surpreendeu então a aparente passividade de Roberto Martínez, que apenas ao nonagésimo minuto voltaria a mexer na equipa, com uma tripla substituição, que resultaria num “bingo” perfeito.

De facto, numa saída iniciada por Gonçalo Inácio, Pedro Neto acelerou o jogo, com uma arrancada pelo flanco esquerdo, cruzando para a zona da pequena área, depois de tirar um adversário da frente, com a trajectória da bola a ser ainda desviada, por um ligeiro ressalto num defesa checo, sobrando para Francisco Conceição, que, com toda a calma, marcou um golo de belo efeito, fazendo-o da forma mais elaborada, introduzindo a bola por baixo do corpo do guarda-redes.

Um minuto, um toque na bola, um golo… e um cartão amarelo (por ter tirado a camisola, nos festejos do golo), a feliz e decisiva contribuição de Francisco Conceição para uma muito sofrida vitória de Portugal!

Um desfecho que parecia “ter caído do céu”, esperando-se que a equipa portuguesa não tivesse esgotado toda a sorte logo no jogo de estreia, com extrema eficácia no aproveitamento dos erros contrários.

Mas, se atentarmos nas estatísticas (com números esmagadores), a vitória será bem mais justificável: 74%-26% em termos de posse de bola; 8-1 em remates à baliza; 13-0 em cantos!

18 Junho, 2024 at 9:57 pm Deixe um comentário

Convocados para o “EURO 2024”

Guarda-redes – Diogo Costa (FC Porto), José Sá (Wolverhampton) e Rui Patrício (Roma)

Defesas – António Silva (Benfica), Danilo Pereira (Paris Saint-Germain), Diogo Dalot (Manchester United), Gonçalo Inácio (Sporting), Pepe (FC Porto), Rúben Dias (Manchester City), João Cancelo (Barcelona), Nélson Semedo (Wolverhampton) e Nuno Mendes (Paris Saint-Germain)

Médios – Bruno Fernandes (Manchester United), João Neves (Benfica), João Palhinha (Fulham), Otávio Monteiro (Al-Nassr), Rúben Neves (Al-Hilal), Vítor Ferreira “Vitinha” (Paris Saint-Germain) e Bernardo Silva (Manchester City)

Avançados – Cristiano Ronaldo (Al-Nassr), Diogo Jota (Liverpool), Francisco Conceição (FC Porto), Gonçalo Ramos (Paris Saint-Germain), João Félix (Barcelona), Pedro Neto (Wolverhampton) e Rafael Leão (AC Milan)

O seleccionador nacional, Roberto Martínez, anunciou esta tarde o nome dos 26 jogadores convocados para a Fase Final do Campeonato da Europa de Futebol, a disputar de 14 de Junho a 14 de Julho, na Alemanha.

Em relação à anterior competição (“Mundial 2022”) verifica-se a entrada de seis jogadores: Gonçalo Inácio, Nélson Semedo, João Neves, Diogo Jota, Francisco Conceição e Pedro Neto.

Ao invés, deixaram de integrar os seleccionados os seguintes jogadores: Raphaël Guerreiro (presentemente lesionado), João Mário (que renunciou à selecção), Matheus Nunes, William Carvalho, André Silva e Ricardo Horta.

Na convocatória hoje anunciada, os maiores contingentes são os de jogadores que representam o Paris Saint-Germain (quatro), FC Porto e Wolverhampton (três cada), seguindo-se os de Benfica, Barcelona, Manchester City, Manchester United e Al-Nassr (2 cada). O Sporting conta apenas um jogador seleccionado, tal como sucede com o AC Milan, Fulham, Liverpool, Roma e Al-Hilal.

21 Maio, 2024 at 2:14 pm Deixe um comentário

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