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Portugal – Espanha – Liga das Nações da UEFA – Final

PortugalEspanha2-2

Portugal Diogo Costa, João Neves (45m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Gonçalo Inácio (74m – Renato Veiga), Nuno Mendes, Bernardo Silva (74m – Rafael Leão), Vítor Ferreira “Vitinha”, Pedro Neto (105m – Diogo José “Jota”), Bruno Fernandes, Francisco Conceição (45m – Rúben Neves) e Cristiano Ronaldo (88m – Gonçalo Ramos)

Espanha Espanha – Unai Simón, Óscar Mingueza (92m – Pedro Porro), Robin Le Normand, Dean Huijsen, Marc Cucurella, Pedro “Pedri” González (74m  – Francisco “Isco” Alarcón), Martín Zubimendi, Fabián Ruiz (74m – Mikel Merino), Lamine Yamal (105m – Yeremi Pino), Mikel Oyarzabal (111m – Álvaro Morata) e Nicholas “Nico” Williams (92m – Alejandro “Álex” Baena)

0-1 – Martín Zubimendi – 21m
1-1 – Nuno Mendes – 26m
1-2 – Mikel Oyarzabal – 45m
2-2 – Cristiano Ronaldo – 61m

Cartões amarelos – Gonçalo Inácio (19m), Pedro Neto (82m), Nuno Mendes (100m) e Roberto Martínez (Treinador – 110m); Fabián Ruiz (33m), Robin Le Normand (90m), Alejandro “Álex” Baena (100m) e Pedro Porro (110m)

Desempate da marca de grande penalidade:
1-0 – Gonçalo Ramos
1-1 – Mikel Merino
2-1 – Vítor Ferreira “Vitinha”
2-2 – Alejandro “Álex” Baena
3-2 – Bruno Fernandes
3-3 – Francisco “Isco” Alarcón
4-3 – Nuno Mendes
Álvaro Morata permitiu a defesa a Diogo Costa
5-3 – Rúben Neves

Árbitro – Sandro Schärer (Suíça)

Allianz Arena, Munique – Alemanha

Portugal sagra-se vencedor da 4.ª edição da Liga das Nações, conquistando o troféu pela segunda vez!

Defrontando a que será, porventura, melhor selecção mundial da actualidade, por duas vezes a equipa portuguesa esteve em desvantagem no marcador, por duas vezes teve a coragem necessária para repor a igualdade.

Entrando em campo com um desenho táctico pouco ortodoxo, com a novidade de mais um lateral direito improvisado (João Neves!), procurando tirar partido da aposta na irreverência de Francisco Conceição, a selecção nacional tinha um tesouro que brilharia com maior fulgor nesta Final, numa sensacional exibição de Nuno Mendes.

A turma portuguesa, atrevida, logo de entrada procurou apropriar-se do jogo, mas rapidamente a Espanha assumiria as rédeas, dominando na zona nevrálgica, e instalando-se no meio campo contrário, começando a dar a ideia que poderia chegar ao golo, o que sucederia cumpridos os primeiros vinte minutos, beneficiando de uma sucessão de ressaltos.

A equipa nacional teria, então, a felicidade de, antes de poder reequilibrar a contenda em termos de futebol jogado, chegar, de pronto, ao empate, num raid fulminante de Nuno Mendes, que marcou pela primeira vez ao serviço da selecção.

A Espanha não desarmou, e Nico Williams, com várias investidas pelo flanco esquerdo, ia colocando a “cabeça em água” a João Neves, sem as rotinas posicionais necessárias a um bom desempenho, de forma a travar um extremo tão versátil.

Mas seria até pelo lado direito que, mesmo à beira do intervalo, a formação espanhola se recolocaria em vantagem, aproveitando alguma desconcentração portuguesa, reclamando uma falta sobre Bernardo Silva. O resultado ao intervalo ajustava-se ao rendimento apresentado pelas duas equipas.

No reatar da partida Roberto Martínez rectificou posições, sacrificando João Neves, dando lugar a Nélson Semedo, ao mesmo tempo que procurava reforçar o meio-campo, com a entrada de Rúben Neves. As alterações promovidas pareciam fazer sentido, mas, em termos práticos, não davam resultados, no que respeita a uma tomada de controlo pela equipa portuguesa, que continuava muito pressionada.

Até que, ao passar da hora de jogo, libertou-se (de novo) o génio de Nuno Mendes – que, tendo tido de lidar, face a face, com a grande promessa (já certeza) espanhola, Lamine Yamal, ia levando claramente a melhor, em termos defensivos –, conseguindo esquivar-se ao rival directo, e “ligando o turbo”, em direcção à área, com a bola a chegar a Cristiano Ronaldo, que, com frieza, não perdoaria, fazendo o 2-2.

Até final do tempo regulamentar, a Espanha, forçada a mostrar respeito pelo adversário, refreou a tomada de risco, em contraponto à tentativa portuguesa de explorar também o “diabo à solta”, Rafael Leão, mas o resultado estava feito e não se alteraria.

Numa boa exibição da equipa nacional, este era já o sexto empate entre as duas selecções, nos últimos sete encontros!

Portugal parecia denotar maior frescura e superioridade anímica para o prolongamento, agora com Nuno Mendes e Rafael Leão a constituírem ameaças que a Espanha não podia menorizar. Faltaria, então, eficácia – sobretudo na primeira parte do prolongamento – para que a selecção portuguesa tivesse marcado e pudesse ganhar o jogo.

Na segunda metade desse tempo extra, a conjugação da fadiga que se ia avolumando, de parte a parte, com o receio de perder, fez com que não houvesse soberanas ocasiões de golo para qualquer lado.

O desempate da marca de grande penalidade tornara-se uma inevitabilidade, e, sendo sempre de desfecho contingente, prometia favorecer a equipa portuguesa. E assim seria: com todas as sete primeiras tentativas concretizadas com sucesso, bastaria a decisiva defesa de Diogo Costa, a remate de Morata, para proporcionar a Rúben Neves a oportunidade de materializar a festa, o que, com grande serenidade, confirmaria, completando o pleno de (cinco) golos de Portugal.

Depois do Campeonato da Europa de 2016, e da Liga das Nações de 2019, a selecção de Portugal conquista o seu terceiro grande troféu a nível internacional. Nuno Mendes ( o “homem do jogo”), João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos viveram a melhor semana das suas vidas a nível desportivo: depois de, no passado Sábado, se terem sagrado Campeões Europeus de clubes, conquistaram, este Domingo – por curiosidade, no mesmo mítico Estádio, em Munique –, a Liga das Nações.

8 Junho, 2025 at 10:32 pm Deixe um comentário

Alemanha – Portugal – Liga das Nações da UEFA – 1/2 finais

AlemanhaPortugal1-2

Alemanha Marc-André ter Stegen, Jonathan Tah, Robin Koch, Waldemar Anton (71m – Felix Nmecha), Joshua Kimmich, Aleksandar Pavlović (71m – Karim-David Adeyemi), Leon Goretzka, Maximilian Mittelstädt (60m – Robin Gosens), Leroy Sané (60m – Serge Gnabry), Florian Wirtz e Nick Woltemade (60m – Niclas Füllkrug)

Portugal Diogo Costa, João Neves (58m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Rúben Neves (58m – Vítor Ferreira “Vitinha”), Bernardo Silva, Francisco Trincão (58m – Francisco Conceição), Bruno Fernandes, Pedro Neto (83m – Diogo José “Jota”) e Cristiano Ronaldo (90m – João Palhinha)

1-0 – Florian Wirtz – 48m
1-1 – Francisco Conceição – 63m
1-2 – Cristiano Ronaldo – 68m

Cartões amarelos – Jonathan Tah (80m), Florian Wirtz (84m) e Niclas Füllkrug (85m); Roberto Martínez (Treinador – 52m), Rúben Neves (52m) e Rúben Dias (85m)

Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)

Allianz Arena, Munique – Alemanha

Desta vez nem sequer se terá tratado da velha máxima de um jogo com duas partes distintas. Porque, de facto, o que fez mudar a configuração do embate foi, na sequência do golo da Alemanha, a alteração promovida por Roberto Martínez, com as substituições operadas já próximo da hora de jogo, e que tão rapidamente frutificaria.

Com a “cabeça no cepo” (começaram a avolumar-se os rumores de que não resistirá, sequer, até à fase de qualificação para o Mundial, perante o perfilar de candidatos à sua sucessão, em especial, José Mourinho e Jorge Jesus), Martínez fez alinhar um “onze” inesperado e dificilmente compreensível, desde logo, com o relegar de Vitinha para o banco; e, acrescendo à estranheza, a colocação de João Neves como lateral direito…

Com um histórico muito desfavorável, surgindo a Alemanha como uma espécie de “papão”, as sensações não eram muito boas, não se antecipando que a estratégia pudesse resultar.

E, de facto, tal foi-se confirmando em campo, com a equipa portuguesa a evidenciar muitas dificuldades para chegar ao último terço do terreno, sem conseguir “ter bola”, vendo-se compelida a procurar explorar a profundidade (sobretudo a velocidade de Pedro Neto, que, um par de vezes, enfrentou o guardião contrário), enquanto a formação germânica se assenhoreava do jogo, e, à medida que o tempo ia avançando, ameaçava crescentemente a baliza de Diogo Costa, colocado à prova em duas ocasiões, a que deu notável resposta.

O nulo subsistiria até ao intervalo, mas, logo no recomeço, a Alemanha chegava mesmo ao golo, como, já há algum tempo, se podia ir antevendo.

Decorrendo talvez de uma alteração a nível mental, após ter alcançado a vantagem, e/ou incapaz de se adaptar às mudanças de posicionamento da equipa portuguesa, a turma da casa como que desapareceu do jogo, de forma algo inusitada. Em contraponto, sobressairiam as individualidades portuguesas.

Sob a batuta de Vitinha, com Nuno Mendes a dinamitar a organização contrária, Francisco Conceição – entrado em campo há cinco minutos –, inspirado decerto pelo “hat-trick” apontado pelo pai, há 25 anos (na, até agora, última vitória portuguesa), encheu-se de confiança, e, depois de ganhar posição, internando-se no terreno, visou a baliza, com um remate de longe, bem colocado, que resultou no golo do empate.

Apenas mais cinco minutos volvidos, outra jogada rápida, em que se destaca a brilhante arrancada de Nuno Mendes, Cristiano Ronaldo – em posição no limite do “fora de jogo” – surgiria isolado frente ao guardião contrário, não vacilando, conseguindo dar a melhor sequência ao lance, fazendo anichar a bola no fundo das redes. Portugal operava uma sensacional reviravolta, passando a ganhar por 2-1.

Até final, com a Alemanha, necessariamente, a procurar assumir maior risco, em busca de, pelo menos, restabelecer a igualdade, a equipa portuguesa, beneficiando de mais espaços, podia ter inclusivamente sentenciado o desfecho, com um terceiro golo, não fora duas incríveis paradas de ter Stegen, a remates, quase à “queima roupa”, de Diogo Jota e Francisco Conceição.

Alcançando um êxito com o seu quê de inesperado, frente a um adversário poderoso, e em reduto alheio, e mais, da forma convincente como foi obtido, Roberto Martínez terá conseguido, para já, afastar o “fantasma” do despedimento. Mas continuará a ser-lhe exigido muito, agora ante um outro rival, ainda mais temível, na que será apenas a quarta final da história da principal selecção portuguesa (depois de 2004, 2016 e 2019).

4 Junho, 2025 at 10:04 pm Deixe um comentário

Portugal – Dinamarca (Liga das Nações – 1/4 de final)

Portugal Portugal – Diogo Costa, Diogo Dalot (81m – Francisco Trincão), Rúben Dias, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Bernardo Silva, Vítor Ferreira “Vitinha” (99m – Rúben Neves), Bruno Fernandes, Francisco Conceição (81m – Nélson Semedo), Rafael Leão (62m – Diogo Jota) e Cristiano Ronaldo (90m – Gonçalo Ramos)

Dinamarca Dinamarca – Kasper Schmeichel, Rasmus Kristensen, Joachim Andersen, Jannik Vestergaard, Patrick Dorgu (97m – Conrad Harder), Christian Eriksen (83m – Morten Frendrup), Morten Hjulmand, Christian Nørgaard (83m – Victor Froholdt), Gustav Isaksen (73m – Victor Kristiansen), Rasmus Højlund (73m – Mika Biereth) e Jesper Lindstrøm (65m – Andreas Skov Olsen)

1-0 – Joachim Andersen (p.b.) – 38m
1-1 – Rasmus Kristensen – 56m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 72m
2-2 – Christian Eriksen – 76m
3-2 – Francisco Trincão – 86m
4-2 – Francisco Trincão – 91m
5-2 – Gonçalo Ramos – 115m

Cartões amarelos – Rúben Dias (50m) e Diogo Jota (75m); Christian Eriksen (50m), Christian Nørgaard (66m), Joachim Andersen (105m) e Jannik Vestergaard (120m)

Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)

A propósito de resultados ilusórios: a selecção de Portugal esteve à beira de ser eliminada – e esse teria sido até o desfecho mais lógico perante o desempenho de ambas as equipas no decurso dos noventa minutos de tempo regulamentar; ou, ainda com maior acuidade, se tivermos também em consideração o jogo da primeira mão.

Salvo quase ao soar do gongo, por um golo de Trincão, a equipa portuguesa teria, logo de seguida, a felicidade de o mesmo Trincão marcar no primeiro minuto do prolongamento, alcançando um bis que consubstanciou um ponto de viragem que viria a ser definitivo, complementado ainda, já próximo do termo dessa extensão do tempo de jogo, com mais um golo de Gonçalo Ramos, numa fase em que a Dinamarca “entregara já os pontos”.

E, veja-se lá como são as coisas: tudo parecia começar a ficar bem encaminhado logo aos cinco minutos, quando Portugal beneficiou de uma grande penalidade… que, contudo, Cristiano Ronaldo não conseguiria converter em golo.

Parecendo acusar esse contratempo, a equipa mostrou-se algo ansiosa, acumulando falhas, e não conseguindo fluidez de jogo para construção de oportunidades, perante um opositor bem organizado.

Mas a sorte sorriria de novo aos portugueses quando o defesa dinamarquês, involuntariamente, acabou por introduzir a bola na sua baliza, na sequência de um pontapé de canto. O resultado ao intervalo era, apesar de tudo, animador, face à produção desenvolvida.

Na segunda parte a Dinamarca surgiria mais afoita: já depois de Hjulmand ter ameaçado, viria mesmo a restabelecer o empate, também na marcação de um canto, estavam cumpridos apenas os primeiros dez minutos.

O ritmo de jogo intensificar-se-ia à entrada para os vinte derradeiros minutos, primeiro, com Portugal a recolocar-se em vantagem (igualando novamente a eliminatória), num lance de insistência, com Bruno Fernandes a rematar de meia distância, ao poste, com Cristiano Ronaldo, muito oportuno, a fazer a recarga com êxito.

Mas seria “sol de pouca dura”: um lapso de Rúben Dias, a perder a bola em zona comprometedora, proporcionou uma rápida transição contrária, com a Dinamarca, outra vez, a empatar o jogo e a fazer, de novo, pender a eliminatória a seu favor.

Já numa fase de algum desespero, Roberto Martínez arriscaria enfim, apostando em Francisco Trincão, por troca com Diogo Dalot. E, outra vez, Portugal seria feliz: bastariam cinco minutos em campo para marcar um golo determinante; novamente Bruno Fernandes com intervenção na jogada, a cruzar para a área, tendo Schmeichel rechaçado a bola, que sobraria para Nuno Mendes, de imediato a fazer o último passe, para a finalização de Trincão. Estava garantida a “vida extra” do prolongamento.

Aí, tendo já refrescado o ataque, com a entrada de Gonçalo Ramos para o lugar de Cristiano Ronaldo, não poderia tal período ter começado melhor: logo no primeiro minuto, o tal bis de Trincão (também numa recarga, depois de Schmeichel ter defendido o remate, precisamente de Gonçalo Ramos) colocava Portugal, pela primeira vez, ao fim de 180 minutos, em vantagem na eliminatória.

O jogo entrara numa espiral algo caótica, já sem grandes tácticas e pouco rigor nas marcações e posicionamento, abrindo espaços, o que o mesmo Gonçalo aproveitaria para fixar o placard num 5-2, que traduz uma expressão ilusória de facilidades que, todavia, nunca existiram, neste duro confronto entre Portugal e a Dinamarca.

O almejado prémio é a presença na “Final Four” da Liga das Nações, a disputar na Alemanha, em que a selecção nacional enfrentará, nas meias-finais, exactamente a formação germânica.

23 Março, 2025 at 11:24 pm Deixe um comentário

Dinamarca – Portugal (Liga das Nações – 1/4 de final)

Dinamarca Dinamarca – Kasper Schmeichel, Rasmus Kristensen, Jannik Vestergaard, Joachim Andersen, Gustav Isaksen (87m – Patrick Dorgu), Morten Hjulmand, Christian Eriksen (86m – Jonas Wind), Christian Nørgaard, Joakim Mæhle, Mika Biereth (69m – Rasmus Højlund) e Jesper Lindstrøm (69m – Andreas Skov Olsen)

Portugal Portugal – Diogo Costa, Diogo Dalot (66m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Renato Veiga (76m – Gonçalo Inácio), Nuno Mendes, Vítor Ferreira “Vitinha”, João Neves (86m – Bernardo Silva), Bruno Fernandes, Pedro Neto, Rafael Leão (76m – Rúben Neves) e Cristiano Ronaldo

1-0 – Rasmus Højlund – 78m

Cartões amarelos – Diogo Dalot (57m) e Vítor Ferreira “Vitinha” (59m)

Árbitro – Irfan Peljto (Bósnia-Herzegovina)

A Dinamarca podia ter definitivamente arrumado, a seu favor, esta eliminatória, tal o desperdício de flagrantes ocasiões de golo. Numa exibição deplorável da selecção portuguesa – ausente de campo, sem conseguir pegar no jogo – um resultado de, pelo menos, 4-0 não escandalizaria ninguém, perante o que se passou esta noite em Copenhaga.

Na equipa portuguesa salvou-se Diogo Costa, a defender uma grande penalidade (a remate de Christian Eriksen), para além de uma mão cheia de outras boas intervenções, a evitar outros tantos golos, num dos casos quase como que por milagre, com a bola, caprichosamente, em sucessivas carambolas, não se percebendo bem como não acabou dentro da baliza.

Falha de intensidade, em contraponto notório à agressividade colocada em campo pela selecção dinamarquesa, a formação portuguesa praticamente limitou-se a ver jogar, com Cristiano Ronaldo, plantado na frente, sem qualquer intervenção digna de registo, desde logo porque a bola não lhe chegava.

Um desempenho difícil de compreender e de justificar, perante a aposta num eixo do meio-campo formado pela dupla Vitinha e João Neves, que, muito recentemente (ao serviço do Paris Saint-Germain), subjugara o todo poderoso Liverpool, em pleno Anfield Road. Repleto de equívocos, o “plano de jogo” nunca carburou, e Portugal andou sempre a correr atrás da bola, em posse do adversário.

As estatísticas do jogo são bem elucidativas: a Dinamarca bateu o seu record de iniciativas de ataque, enquanto Portugal chegou ao minuto 90 com um único remate à baliza, apenas tendo feito a segunda tentativa (um remate frouxo, sem qualquer perigo) já em período de compensação.

A equipa nacional só pareceu esboçar alguma iniciativa, nos cinco minutos finais, após a entrada de Bernardo Silva, mas era tarde – isto depois de, a um quarto de hora do fim, Roberto Martínez ter transmitido um claro sinal de que ficaria satisfeito com o nulo que então se verificava, com as substituições operadas, numa clara aposta no reforço da tracção atrás.

Mas a Dinamarca viria a marcar apenas dois minutos volvidos (depois de, no lance imediatamente anterior, ter desperdiçado uma das várias ocasiões de que dispôs)… e Portugal viu-se desarmado, impotente para responder.

A verdade é que Roberto Martínez, tendo adquirido, logo de entrada, muito relevante capital de simpatia, pelo esforço de se expressar em português (e de forma bastante correcta – o que é muito difícil para um espanhol), começa já a ter demasiado tempo a dar a ideia de estar a desperdiçar a matéria-prima de que dispõe, que não demonstra evolução que possa ser visível.

A sua declaração de que precisamos de jogos como este, para aprender – ao mesmo tempo que reconheceu ter sido este o pior jogo desde que assumiu o comando técnico –, soou a incapacidade para dar a volta, e fazer da selecção uma equipa na verdadeira acepção do termo.

O crédito de que dispõe estará ao nível mais baixo de sempre. O desafio imediato é de monta: o de, perante um adversário que, agora, ganhou importante suplemento anímico de confiança, operar a reviravolta na eliminatória, de forma a poder marcar presença na “Final-Four”.

20 Março, 2025 at 11:03 pm Deixe um comentário

Mundial 2026 – Sorteio da Fase de Qualificação

Realizou-se hoje, em Zurique, o sorteio da Fase de Qualificação para o Mundial 2026 de Futebol, no que respeita à zona europeia, com a seguinte constituição dos Grupos:

Grupo A         Grupo B         Grupo C         Grupo D

Alemanha/Itália Suíça           Portugal/Dinam. França/Croác.
Eslováquia      Suécia          Grécia          Ucrânia
I. Norte        Eslovénia       Escócia         Islândia
Luxemburgo      Kosovo          Bielorrússia    Azerbaijão

Grupo E         Grupo F         Grupo G         Grupo H

Espanha/P.Baixos Portugal/Dinam.Espanha/P.Baixos Áustria
Turquia         Hungria         Polónia         Roménia
Geórgia         Irlanda         Finlândia       Bósnia-Herzeg.
Bulgária        Arménia         Lituânia        Chipre
                                Malta           San Marino

Grupo I         Grupo J         Grupo K         Grupo L

Alemanha/Itália Bélgica         Inglaterra      França/Croác.
Noruega         País de Gales   Sérvia          Chéquia
Israel          Macedónia N.    Albânia         Montenegro
Estónia         Cazaquistão     Letónia         I. Faroé
Moldova         Liechtenstein   Andorra         Gibraltar

A Europa terá direito a um total de 16 selecções na Fase Final do Mundial, tendo os 54 países participantes sido repartidos em seis grupos de quatro equipas e seis grupos de cinco equipas.

Apenas o vencedor de cada um dos doze grupos de qualificação terá acesso directo à referida Fase Final; os doze segundos classificados disputarão (juntamente com quatro selecções a apurar com base na “Liga das Nações”), em sistema de “play-off” (com quatro semi-finais e quatro “finais”, para determinação das restantes quatro vagas de apuramento).

Em função do seu desempenho na “Liga das Nações”, Portugal tem já assegurado, caso aplicável (se não for vencedor do seu Grupo), um lugar nos “play-off”.

A composição definitiva de alguns dos grupos depende ainda das eliminatórias dos 1/4 de final da “Liga das Nações”:

  • Alemanha-Itália – vencedor integrará o Grupo A; o derrotado, o Grupo I
  • Portugal-Dinamarca – vencedor, no Grupo F; derrotado, no Grupo C
  • França-Croácia – vencedor, no Grupo D; derrotado, no Grupo L
  • Espanha-Países Baixos – vencedor, no Grupo E; derrotado, no Grupo G

13 Dezembro, 2024 at 3:49 pm Deixe um comentário

Croácia – Portugal (Liga das Nações – 6.ª Jornada)

Croácia Croácia – Dominik Livaković, Josip Šutalo, Duje Ćaleta-Car, Joško Gvardiol, Ivan Perišić (58m – Luka Sučić), Luka Modrić (78m – Nikola Moro), Mateo Kovačić (45m – Mario Pašalić), Borna Sosa (45m – Kristijan Jakić), Andrej Kramarić, Martin Baturina e Igor Matanović (63m – Ante Budimir)

Portugal Portugal – José Sá, Nélson Semedo, Tomás Araújo (63m – Tiago Djaló), Renato Veiga, João Cancelo, Otávio Monteiro (71m – Francisco Conceição), João Neves, Vítor Ferreira “Vitinha”, Nuno Mendes (80m – Diogo Dalot), João Félix e Rafael Leão (71m – Fábio Silva)

0-1 – João Félix – 33m
1-1 – Joško Gvardiol – 65m

Cartões amarelos – Renato Veiga (90m) e Fábio Silva (90m)

Árbitro – Davide Massa (Itália)

A concluir esta fase de “qualificação” da “Liga das Nações”, com o apuramento para os quartos-de-final (tal como o 1.º lugar do Grupo) já garantido desde a ronda anterior, a selecção de Portugal manteve a constância da inconstância exibicional, que tem sido o seu timbre nesta edição da prova.

Outra vez, duas partes (muito) distintas: a primeira a parecer deixar a promessa de uma possível vitória; a segunda, em que só com alguma sorte se acabou por evitar a derrota.

A equipa portuguesa entrou melhor, a dominar praticamente desde início, e criando perigo logo à passagem do quarto de hora.

Depois, com o passar do tempo, a intensidade baixou, tendo a Croácia equilibrado, pelo que o golo acabou por surgir num lance de inspiração de Vitinha, com uma assistência, ainda antes do meio-campo, a dar “meio golo” a João Félix, que, com boa execução técnica, não desperdiçou a oportunidade.

A turma croata mantinha a toada de jogo, e assustaria ainda antes do intervalo, com um remate de Kramarić a embater no poste, depois de desvio em Tomás Araújo.

A necessitar pontuar, para garantir o apuramento, a Croácia arriscou para a segunda parte, intensificando a pressão, vindo mesmo a chegar ao empate, com cerca de vinte minutos decorridos.

Faltava ainda bastante tempo, e até final, pese embora as tentativas ensaiadas por Roberto Martínez, por via das substituições operadas, seria sempre a equipa da casa a estar mais perto do golo, com o guardião José Sá a ser colocado à prova em várias ocasiões, com a bola a atingir os ferros da baliza portuguesa por mais um par de vezes.

Já em período de compensação, com a equipa portuguesa “empurrada contra as cordas”, Diogo Dalot salvaria o empate. Um final de partida que não deixou saudades, a implicar a devida reflexão sobre as suas causas.

18 Novembro, 2024 at 10:45 pm Deixe um comentário

Portugal – Polónia (Liga das Nações – 5.ª Jornada)

Portugal Portugal – Diogo Costa, Diogo Dalot, António Silva, Renato Veiga, Nuno Mendes (88m – Nuno Tavares), Bernardo Silva (76m – Samuel “Samu” Costa), João Neves (45m – Vítor Ferreira “Vitinha”), Bruno Fernandes, Pedro Neto (83m – Francisco Trincão), Cristiano Ronaldo e Rafael Leão (83m – João Félix)

Polónia Polónia – Marcin Bułka, Kamil Piątkowski, Jan Bednarek (45m – Sebastian Walukiewicz), Jakub Kiwior, Bartosz Bereszyński (32m – Jakub Kamiński), Mateusz Bogusz (45m – Dominik Marczuk), Taras Romanczuk, Piotr Zieliński, Nicola Zalewski, Krzysztof Piątek (80m – Antoni Kozubal) e Kacper Urbański (72m – Adam Buksa)

1-0 – Rafael Leão – 59m
2-0 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 72m
3-0 – Bruno Fernandes – 80m
4-0 – Pedro Neto – 83m
5-0 – Cristiano Ronaldo – 87m
5-1 – Dominik Marczuk – 88m

Cartões amarelos – João Neves (25m), Bruno Fernandes (25m), Cristiano Ronaldo (45m) e Nuno Tavares (90m); Marcin Bułka(56m)

Árbitro – Donatas Rumšas (Lituânia)

O clássico bordão do jogo com duas partes distintas é aplicável, com toda a propriedade, neste caso. Depois de uma primeira parte cinzenta – a dada altura ter-nos-emos tornado porventura demasiado exigentes, ao ponto de não ficarmos plenamente satisfeitos com uma goleada de 5-1 à Polónia… –, a selecção portuguesa deu, em especial na meia hora final, uma espécie de recital.

Não terá sido mera coincidência que a notável exibição da equipa lusa na segunda metade do desafio tenha coincidido com a entrada em campo de Vitinha: obviamente, não só pela acção individual que teve, mas, sobretudo, pela forma como o colectivo passou a carrilar.

Após o segundo golo de Portugal, a selecção polaca “entregou-se”, tendo ficado à deriva nos dez minutos finais, em que sofreu mais três tentos. É, por outro lado, dificilmente compreensível (ou talvez não, vá lá…) a desconcentração da equipa portuguesa que, no lance imediatamente após o 5-0, consentiu um golo, a “manchar” o belo desempenho alcançado.

Nem sempre regular durante todo o tempo de jogo, com mais oscilações entre “altos” e “baixos” do que seria desejável, a verdade é que a selecção portuguesa volta a cumprir com distinção uma fase de qualificação, desta feita da “Liga das Nações”, tendo garantido desde já o 1.º lugar no Grupo, e consequentemente apuramento para os quartos-de-final, em que beneficiará, pois, do estatuto de “cabeça-de-série”.

No plano individual, Cristiano Ronaldo (a ampliar para 135 a sua contagem de golos ao serviço da selecção, atingindo o total de 910 golos na carreira) passou também a ostentar o “record” de maior número de triunfos em jogos internacionais de selecções (132 vitórias, em 217 jogos), superando a marca de 131 jogos vencidos, do espanhol Sergio Ramos.

15 Novembro, 2024 at 10:41 pm Deixe um comentário

Escócia – Portugal (Liga das Nações – 4.ª Jornada)

Escócia Escócia – Craig Gordon, Anthony Ralston (88m – Nicky Devlin), John Souttar, Grant Hanley, Andrew “Andy” Robertson, Ryan Christie (67m – Ryan Gauld), Billy Gilmour, Scott McTominay, Kenneth “Kenny” McLean, Ben Doak (67m – Lewis Morgan) e Ché Adams (83m – Lyndon Dykes)

Portugal Portugal – Diogo Costa, João Cancelo (88m – Nélson Semedo), Rúben Dias, António Silva, Nuno Mendes, Bruno Fernandes, João Palhinha (61m – Rúben Neves), Vitinha (88m – João Félix), Francisco Conceição (61m – Bernardo Silva), Cristiano Ronaldo e Diogo Jota (61m – Rafael Leão)

Cartões amarelos – Scott McTominay (27m); Diogo Jota (18m), João Palhinha (50m) e Rúben Dias (83m)

Árbitro – Lawrence Visser (Bélgica)

Do “dia” para a “noite”, a qualidade da exibição da equipa portuguesa, do jogo na Polónia para o jogo na Escócia. Parecendo apática, a selecção nacional nunca conseguiu aproximar-se do brilhantismo que revelara na fase inicial do desafio anterior, numa partida em que, naturalmente, assumiu maior iniciativa, exerceu mais pressão, mas em que criou poucas oportunidades de golo, também contrariadas pelo notável desempenho do veterano guardião Craig Gordon, nesta noite.

Não obstante a rotação empreendida por Roberto Martínez, procurando dar minutos ao maior número de jogadores, e manter a frescura física e vivacidade, foi um jogo falho de dinâmica, em que o jogo “não carburou”, não fluiu, usando e abusando de cruzamentos improfícuos, dando vantagem à defensiva escocesa. E, ao contrário, até seria a Escócia a assustar, testando a concentração de Diogo Costa.

No segundo tempo a situação não melhorou, num jogo que ia sendo motivo de aborrecimento. Só já dentro dos derradeiros dez minutos houve alguma maior movimentação, tendo a ocasião mais flagrante de golo surgido a dois minutos do final do tempo regulamentar, quando o guarda-redes da Escócia teve notável intervenção, a evitar o golo, num remate de Bruno Fernandes.

A perspectiva de apuramento para a fase seguinte continua bem presente (só uma improvável conjugação de resultados o poderia impedir), mas, por ora, tal ficou ainda adiado.

15 Outubro, 2024 at 9:42 pm Deixe um comentário

Polónia – Portugal (Liga das Nações – 3.ª Jornada)

Polónia Polónia – Łukasz Skorupski, Sebastian Walukiewicz (45m – Jakub Kiwior), Jan Bednarek, Paweł Dawidowicz, Przemysław Frankowski, Sebastian Szymański (84m – Krzysztof Piątek), Maximillian “Maxi” Oyedele (66m – Jakub Moder), Piotr Zieliński, Nicola Zalewski (76m – Michael Ameyaw), Karol Świderski (76m – Kacper Urbański) e Robert Lewandowski

Portugal Portugal – Diogo Costa, Diogo Dalot, Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes, Bruno Fernandes (90m – Otávio), Rúben Neves, Bernardo Silva (90m – Samuel “Samu” Costa), Pedro Neto (82m – Nélson Semedo), Cristiano Ronaldo (63m – Diogo Jota) e Rafael Leão (63m – Francisco Trincão)

0-1 – Bernardo Silva – 26m
0-2 – Cristiano Ronaldo – 37m
1-2 – Piotr Zieliński – 78m
1-3 – Jan Bednarek (p.b.) – 88m

Cartões amarelos – Sebastian Walukiewicz (45m), Przemysław Frankowski (51m), Krzysztof Piątek (88m) e Łukasz Skorupski (88m); Pedro Neto (32m)

Árbitro – Serdar Gözübüyük (Países Baixos)

Esta foi, pelo menos na primeira parte, uma das melhores exibições da selecção nacional nos últimos anos. Empurrando, desde início, a Polónia para o seu sector mais recuado, a equipa portuguesa funcionou como um colectivo quase perfeito, com Bruno Fernandes e Bernardo Silva a pautarem o jogo.

Foram múltiplas as ocasiões de perigo criadas, boa parte não concretizadas em golo, como sucedeu com as tentativas de Dalot, Cristiano Ronaldo (acertando na barra da baliza contrária), Rúben Neves ou Bruno Fernandes, neste caso tendo sido Skorupski a negar o golo.

Mas, quem porfia, sempre alcança, e, ainda antes da meia hora, Portugal inaugurava o marcador, numa triangulação entre Rúben Neves, Bruno Fernandes (a assistir de cabeça) e Bernardo Silva, que rematou para o fundo da baliza.

Não conseguindo a equipa polaca suster a “avalancha” de futebol português, foi com naturalidade que, cerca de dez minutos volvidos, a contagem foi ampliada para o 2-0, por intermédio de Cristiano Ronaldo, na sequência de um remate de Rafael Leão ao poste.

Com o jogo controlado, e a vitória, aparentemente, assegurada, o ritmo baixou significativamente na segunda metade, com a turma portuguesa a gerir o tempo.

Foi, de alguma forma, imprevisto o golo da Polónia, já no quarto de hora de final, a alimentar ainda a esperança da equipa da casa de evitar a derrota.

Não vacilando, Portugal viria, já próximo do minuto 90, a confirmar o triunfo, quando Bednarek, ao tentar interceptar uma bola cruzada por Nuno Mendes, acabou por a introduzir na sua própria baliza.

Três jogos, três vitórias, Portugal lidera isolado o seu Grupo, tendo em mira o apuramento para os 1/4 de final da prova.

12 Outubro, 2024 at 9:54 pm Deixe um comentário

Portugal – Escócia (Liga das Nações – 2.ª Jornada)

Portugal Portugal – Diogo Costa, Nélson Semedo (76m – Diogo Dalot), Rúben Dias, António Silva, Nuno Mendes, Bruno Fernandes, João Palhinha (45m – Rúben Neves), Bernardo Silva (68m – João Neves), Pedro Neto (45m – Cristiano Ronaldo), Rafael Leão (68m – João Félix) e Diogo Jota

Escócia Escócia – Angus Gunn, Anthony Ralston (74m – Ryan Gauld), Grant Hanley, Scott McKenna, Andrew “Andy” Robertson, Billy Gilmour, Kenneth “Kenny” McLean, Ryan Christie (87m – Lawrence Shankland), Scott McTominay, John McGinn (90m – Ben Doak) e Lyndon Dykes (74m – Tommy Conway)

0-1 – Scott McTominay – 7m
1-1 – Bruno Fernandes – 54m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 88m

Cartões amarelos – Nélson Semedo (66m), Rúben Neves (67m) e Bruno Fernandes (80m); Christie (39m), Robertson (51m) e Hanley (85m)

Árbitro – Maurizio Mariani (Itália)

Segundo jogo, segunda vitória, ambas com o mesmo desfecho, tangencial, como que a traduzir os “serviços mínimos” realizados, patenteando, sobretudo, falta de consistência exibicional.

Este foi, não obstante, um encontro com contornos algo distintos, desde logo, pelo factor de – precisamente ao contrário do que sucedera frente à Croácia –, desde muito cedo, a selecção portuguesa se ter visto em desvantagem no marcador.

Mesmo que tal possa ser, inevitavelmente, sinónimo de alguma intranquilidade, a equipa reagiu bem, consciente que tinha “todo o tempo” pela frente. Porém, até ao intervalo, não conseguiria encontrar o caminho para a baliza escocesa.

O tento do empate, obtido ainda antes de decorridos dez minutos da segunda parte, poderia ter sido o tónico para uma exibição mais conseguida. Mas não foi o que sucedeu. Paradoxalmente, ao invés, Portugal mostrou-se mais descoordenado, com a Escócia a subir de rendimento.

Só na fase final, após as entradas em campo de João Neves e de João Félix (Cristiano Ronaldo substituíra também, ao intervalo, Pedro Neto), a selecção nacional conseguiria empurrar o adversário para a sua zona defensiva, criando várias ocasiões de perigo, com o golo, teimosamente, a ser adiado, até que, já muito próximo do derradeiro minuto, surgiria Ronaldo a carimbar uma difícil vitória, face a um oponente que, tendo a sua valia – e revelando evolução positiva nos últimos anos – não é, decididamente, de topo, a nível do futebol europeu.

8 Setembro, 2024 at 9:43 pm Deixe um comentário

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