Posts tagged ‘Liga Campeões’

Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Paris St.-Germain – D. Kyiv – 4-1
D. Zagreb – FC Porto – 0-2

1º Paris St.-Germain e FC Porto, 3; 3º D. Zagreb e D. Kyiv, 0

Grupo B
Olympiakos – Schalke – 1-2
Montpellier – Arsenal – 1-2

1º Arsenal  e Schalke, 3; 3º Montpellier e Olympiakos, 0

Grupo C
AC Milan – Anderlecht – 0-0
Málaga – Zenit – 3-0

1º Málaga, 3; 2º AC Milan e Anderlecht, 1; 4º Zenit, 0

Grupo D
Real Madrid – Manchester City – 3-2
B. Dortmund – Ajax – 1-0

1º Real Madrid e B. Dortmund, 3; 3º Manchester City e Ajax, 0

Grupo E
Chelsea – Juventus – 2-2
Shakhtar Donetsk – Nordsjælland – 2-0

1º Shakhtar Donetsk, 3; 2º Chelsea e Juventus, 1; 4º Nordsjælland, 0

Grupo F
Bayern – Valencia – 2-1
Lille – BATE Borisov – 1-3

1º BATE Borisov e Bayern, 3; 3º Valencia  e Lille, 0

Grupo G
Celtic – Benfica – 0-0
Barcelona – Spartak Moskva – 3-2

1º Barcelona, 3; 2º Benfica e Celtic, 1; 4º Spartak Moskva, 0

Grupo H
Sp. Braga – CFR Cluj – 0-2
Manchester United – Galatasaray – 1-0

1º CFR Cluj e Manchester United, 3; 3º Galatasaray e Sp. Braga, 0

No regresso da Liga dos Campeões, uma boa operação do FC Porto, vencendo fora, em Zagreb, podendo ainda vir a beneficiar da goleada sofrida pelo D. Kyiv, numa ronda inaugural em que se destaca o trepidante jogo de Madrid, com uma primeira parte em que o Manchester City se remeteu à defesa, para, no segundo tempo, o jogo ser “dinamitado”, com o aliciante extra de três golos nos derradeiros cinco minutos (todos os cinco golos foram marcados nos últimos 22 minutos), tendo o Real Madrid conseguido, “in-extremis”, inverter a posição de desvantagem (1-2) em que se encontrava a 3 minutos do termo da partida. Decepcionante foi a estreia do Zenit, goleado em Málaga.

Em Glasgow, não foi ainda desta vez que o Benfica quebrou o enguiço, não conseguindo marcar golos, frente a um Celtic actualmente mais débil do que o seu nível histórico. Muito mau foi o arranque do Sp. Braga, perdendo em casa com o CFR Cluj. Surpreendente também a derrota caseira do Lille, por números inequívocos, assim como as dificuldades que Barcelona e Manchester United experimentaram para levar de vencida os seus adversários nesta primeira jornada.

19 Setembro, 2012 at 9:45 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Celtic – Benfica

CelticCeltic – Fraser Forster, Adam Matthews, Kelvin Wilson, Charlie Mulgrew, Mikael Lustig (63m – Thomas Rogne), Kris Commons, Victor Wanyama, Scott Brown, Emilio Izaguirre (66m – Gary Hooper), James Forrest e Miku Fedor

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Ezequiel Garay, Jardel, Melgarejo, Nemanja Matić, Pablo Aimar (63m – Óscar Cardozo), Enzo Peréz, Nico Gaitán (83m – Nolito), Eduardo Salvio e Rodrigo (70m – Bruno César)

Cartões amarelos – Victor Wanyama (21m), Emilio Izaguirre (34m) e Scott Brown (89m); Nemanja Matić (47m), Pablo Aimar (57m) e Bruno César (90m)

Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)

Com uma verdadeira “revolução” no onze escalado para iniciar esta partida em Glasgow (na sequência da venda dos passes de Javi García e Witsel e dos castigos de Maxi Pereira e Luisão), e ainda com um lateral esquerdo tentativo, o Benfica começou por enfrentar um determinado e agressivo Celtic, demorando a conseguir encaixar no estilo de jogo adoptado pelos escoceses, que criaram, desde logo, alguns desequilíbrios, obtendo dois pontapés de canto nos minutos iniciais.

A partir do quarto de hora, o Benfica começou, gradualmente, a equilibrar o jogo, por via de um melhor controlo da posse de bola. Faltar-lhe-ia contudo, à medida que o tempo ia avançando, a confiança necessária para assumir o risco de procurar ganhar.

No segundo tempo, o jogo foi bastante mais animado, com sucessivas alternâncias de pendor ofensivo, ora com o Celtic na mó de cima, ora com o Benfica a responder afirmativamente, numa partida aberta, como o traduz o elevado número de cantos, repartidos praticamente de forma equitativa (10-9, para o Benfica).

Porém, ambas as equipas continuariam a ser bastante inconsequentes, não conseguindo criar efectivas ocasiões de golo. O nulo no marcador final acaba por ser o resultado mais ajustado, num encontro em que o Benfica – a disputar o seu 200º jogo na competição (Taça / Liga dos Campeões Europeus) – deveria ter sido mais ousado.

19 Setembro, 2012 at 9:35 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Sorteio da Fase de Grupos

Grupo A         Grupo B         Grupo C         Grupo D
FC Porto        Arsenal         AC Milan        Real Madrid
D. Kyiv         Schalke         Zenit           Man. City
PSG             Olympiakos      Anderlecht      Ajax
D. Zagreb       Montpellier     Málaga          B. Dortmund

Grupo E         Grupo F         Grupo G         Grupo H
Chelsea         Bayern          Barcelona       Man. United 
Shakhtar        Valencia        Benfica         Sp. Braga
Juventus        Lille           Sp. Moskva      Galatasaray
Nordsjælland    BATE Borisov    Celtic          CFR Cluj

A primeira jornada disputa-se já nos próximos dias 18 e 19 de Setembro, estando agendado para 4 e 5 de Dezembro o termo desta fase de Grupos.

Na ronda inaugural, o FC Porto desloca-se à Croácia, para defrontar o D. Zagreb (a 18 de Setembro), o Benfica visita Glasgow, para jogar com o Celtic, enquanto o Sp. Braga recebe o CFR Cluj (ambos os jogos a realizar no dia 19)

30 Agosto, 2012 at 3:36 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Final – Bayern – Chelsea

Bayern – Manuel Neuer, Jérôme Boateng, Philipp Lahm, Diego Contento, Thomas Müller (87m – Van Buyten), Arjen Robben, Bastian Schweinsteiger, Toni Kroos, Anatoliy Tymoshchuk, Mario Gómez e Franck Ribéry (96m – Ivica Olić)

Chelsea – Petr Čech, José Bosingwa, David Luiz, Gary Cahill, Ashley Cole, Frank Lampard, John Obi Mikel, Ryan Bertrand (73m – Florent Malouda), Juan Mata, Didier Drogba e Salomon Kalou (84m – Fernando Torres)

1-0 – Thomas Müller – 83m
1-1 – Didier Drogba – 88m

Desempate por grandes penalidades – 3-4: Philipp Lahm, Mario Gómez e Manuel Neuer marcaram nas três primeiras tentativas; tendo Ivica Olić permitido a defesa a Čech, e, por fim, Bastian Schweinsteiger rematado ao poste. Pelo Chelsea, Juan Mata começou por permitir a defesa a Manuel Neuer, tendo depois David Luiz, Lampard, Ashley Cole e Didier Drogba marcado.

Cartões amarelos – Bastian Schweinsteiger (2m); Ashley Cole (81m), David Luiz (86m),  Didier Drogba (93m) e Fernando Torres (120m)

Árbitro – Pedro Proença (Portugal)

Numa Final em que ficou bem vincada a presença portuguesa, com uma equipa de arbitragem lusa, chefiada por Pedro Proença, e com Bosingwa, Paulo Ferreira, Raúl Meireles e Hilário a integrarem o plantel do Chelsea – durante larga parte da temporada, sob a orientação técnica de André Villas-Boas -, a equipa inglesa sagrou-se, inesperadamente, e pela primeira vez na sua história, Campeã Europeia, no desempate por via da marcação de pontapés da marca de grande penalidade, assim esconjurando o desaire de 2008, em Moscovo.

Depois de afastar Napoli, Benfica e Barcelona, o Chelsea defrontava, na Final, o Bayern, no seu próprio terreno. A equipa alemã, assumindo o favoritismo, tomou, ao longo de todo o encontro, a iniciativa do jogo, procurando o ataque, mas com o Chelsea sempre a fechar os caminhos para a sua baliza.

Quando, aos 83 minutos, Thomas Müller conseguiu finalmente quebrar a barreira defensiva, pensou-se que o Bayern iria conquistar a sua 5ª vitória da prova; contudo, com alguma felicidade, reagindo no curto espaço de tempo que lhe restava, Drogba igualaria o marcador, obrigando ao prolongamento (tendo tido ainda nos pés, no instante derradeiro do tempo regulamentar, a hipótese de definir logo aí o desfecho da Final; contudo, na marcação de um livre, remataria sem a direcção acertada).

Já no prolongamento, o Bayern voltaria a ter a Taça “à mercê”, com uma grande penalidade bem assinalada por Pedro Proença, por falta de Drogba… mas Arjen Robben permitiria a defesa a Petr Čech. Até final, o Chelsea apostaria no escoar do tempo, à espera do desempate por pontapés da marca de grande penalidade.

A equipa bávara teria ainda, por uma terceira vez, “as mãos na Taça”, quando, no referido desempate, Juan Mata começou por permitir a defesa Manuel Neuer, logo na primeira tentativa da equipa inglesa; mas se o clube inglês começou mal, O Bayern acabaria pior, desperdiçando as duas últimas oportunidades, permitindo ao Chelsea alcançar a felicidade, por via da conquista do título que, desde 2004, perseguia.

A lista de vencedores, nas 57 edições já disputadas da competição, passou a ser assim ordenada: Real Madrid (9); AC Milan (7); Liverpool (5); Bayern Munique, Ajax e Barcelona (4); Inter e Manchester United (3); Juventus, Benfica, FC Porto e Nottingham Forest (2); Celtic, Hamburgo, Marseille, Steaua Bucareste, Crvena Zvezda, Borussia Dortmund, PSV Eindhoven, Feyenoord, Aston Villa e Chelsea (1).

19 Maio, 2012 at 11:36 pm Deixe um comentário

2 de Maio de 1962 – Benfica Bi-Campeão Europeu


Estádio Olímpico de Amesterdão – 02.05.1962

BenficaBenfica – Costa Pereira; Mário João e Ângelo; Cavém, Germano e Cruz; José Augusto, Eusébio, José Águas (cap.), Coluna e Simões

Real Madrid Real Madrid – Araquistáin; Casado, Miera, Felo, Santamaria; Pachín, Tejada, Del Sol, Di Stéfano; Puskas e Gento

0-1 – Puskas – 17m
0-2 – Puskas – 23m
1-2 – José Águas – 25m
2-2 – Cavém – 34m
2-3 – Puskas – 38m
3-3 – Coluna – 51m
4-3 – Eusébio (pen.) – 65m
5-3 – Eusébio – 68m

Árbitro – Leo Horn (Holanda)

2 Maio, 2012 at 2:14 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/2 Finais (2ª mão)

                          2ª mão    1ª mão    Total
Real Madrid - Bayern        2-1       1-2       3-3 (1-3 g.p.)
Barcelona - Chelsea         2-2       0-1       2-3

Num jogo repleto de vicissitudes, com a equipa inglesa a ficar reduzida a 10 elementos, por expulsão de John Terry, ainda na primeira parte, e em que chegou a estar em desvantagem de 0-2, o Chelsea acabaria por ser feliz, marcando por intermédio de Ramires, numa excelente finalização (“chapéu” sobre o guarda-redes do Barcelona), na sequência de um contra-ataque rápido, mesmo antes do intervalo. Já no segundo tempo, veria Messi desperdiçar uma grande penalidade, rematando ao poste… o que se repetiria alguns minutos mais tarde. Com a equipa catalã já na fase de desespero, em tempo de compensação, com o seu elemento mais atrasado na linha de meio-campo, uma bola bombeada em profundidade, directamente da defesa para o ataque do Chelsea, iria ao encontro de Fernando Torres, que, completamente desmarcado, com vários metros de avanço face ao último defesa do Barcelona, não teve dificuldade em galgar o terreno que faltava até à baliza, contornando Valdés, e empatando o jogo, garantindo assim ao Chelsea o regresso à Final da Liga dos Campeões, ao mesmo tempo que deixava fora da competição o actual detentor do título!

E, depois do Barcelona, também o Real Madrid ficou pelo caminho nas 1/2 Finais! Numa 2ª mão que parecia tornar-se fácil, alcançando (tal como os catalães) uma vantagem de dois golos, ambos da autoria de Cristiano Ronaldo, neste caso, ainda no primeiro quarto de hora. Só que o Bayern, sempre muito seguro, marcou o golo de que necessitava… Depois de uma meia hora inicial de grande intensidade, o jogo teria necessariamente de prosseguir em bases mais “controladas”. E a equipa alemã sempre foi denotando, à medida que o tempo decorria, ter mais facilidade nesse controlo, parecendo ter o jogo mais “agarrado” que o Real. Na segunda parte, as equipas foram gradualmente evidenciando cada vez maior aversão ao risco, pelo que o prolongamento acabaria por ser o desfecho natural desta eliminatória. Aí, com vários jogadores já bastante esgotados, cedo se percebeu que só acidentalmente se poderia evitar a lotaria das grandes penalidades. Uma vez mais a equipa alemã começaria mais segura, transformando os dois primeiros pontapés em golo, enquanto o Real, primeiro por Cristiano Ronaldo (que marcara um dos golos na conversão de uma grande penalidade), e logo de seguida, por Kaká, com remates algo denunciados, permitiram a defesa a Neuer. Quando Casillas defendeu o terceiro e quarto pontapés do Bayern, a esperança renasceu nas hostes madridistas… Só que o remate desconexo de Sergio Ramos, para a bancada, permitiu a Schweinsteiger carimbar o apuramento da equipa bávara para a “sua” Final, a disputar em Munique! Acabou por fazer-se justiça à que foi a melhor equipa no conjunto dos dois jogos da eliminatória.

25 Abril, 2012 at 10:35 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/2 Finais (1ª mão)

17.04.2012 – Bayern – Real Madrid – 2-1
18.04.2012 – Chelsea – Barcelona – 1-0

Um golo de Mario Gómez no minuto 90 da partida, culminando da melhor forma uma excelente iniciativa de ataque, junto à linha lateral, quase até à linha de fundo, seguido de um cruzamento atrasado, proporcionou uma tão escassa como justa vitória, e consequente vantagem na eliminatória, à equipa alemã. O Bayern começara por se adiantar no marcador, por Ribéry, ainda na primeira parte, mas o alemão Mesut Özil, empatando o jogo, conferiu ao Real Madrid a possibilidade de definir a eliminatória a seu favor, em casa, bastando para tal uma vitória pela margem mínima.

Em Londres,de alguma forma surpreendentemente, utilizando “armas próprias” de que dispõe (com o recurso a uma estratégia defensiva e recurso ao contra-ataque), e beneficiando também de alguma felicidade (o Barcelona teve uma bola na trave e outra no poste, já mesmo a fechar a partida), o Chelsea alcançou uma preciosa vitória, com o valor acrescentado de não ter sofrido golos, partindo para a 2ª mão na Catalunha numa situação inesperadamente vantajosa.

18 Abril, 2012 at 9:40 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 Final (2ª mão)

                                2ª mão      1ª mão      Total
Real Madrid - APOEL               5-2         3-0         8-2
Bayern München - Ol. Marseille    2-0         2-0         4-0
Chelsea - Benfica                 2-1         1-0         3-1
Barcelona - AC Milan              3-1         0-0         3-1

Confirmando a vitória da 1ª mão, em Marselha, o Bayern garantiu o apuramento com toda a naturalidade, para as 1/2 Finais, em que terá no Real Madrid o último obstáculo à tão almejada Final… que disputará em casa, se conseguir o apuramento.

Já no que respeita ao Barcelona – tendo-se confirmado o que Guardiola havia anunciado, que o AC Milan marcaria em Camp Nou – teve de superar algumas dificuldades iniciais, beneficiando de duas grandes penalidades assinaladas a seu favor, coroando Lionel Messi como o melhor marcador de sempre numa edição da prova, superando a marca de Ruud van Nistelrooy (12 golos, em 2002-03), somando já 14 golos!

Em Madrid, o Real voltou a golear, também com mais dois tentos de Cristiano Ronaldo, vindo a surpresa dos dois golos consentidos à equipa cipriota.

Por fim, em Londres, o Benfica mostrou a sua garra e o seu orgulho, contra todas as adversidades que assaltaram a equipa nesta eliminatória, estando à beira do que seria uma épica vitória e qualificação. Uma palavra também para os adeptos benfiquistas, inexcedíveis, incentivando a equipa até ao fim.

4 Abril, 2012 at 9:50 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 Final – Chelsea – Benfica

ChelseaChelsea – Petr Čech, Branislav Ivanović, David Luiz, John Terry (60m – Gary Cahill), Ashley Cole, Ramires, Frank Lampard, John Obi Mikel, Juan Manuel Mata (79m – Raul Meireles), Salomon Kalou e Fernando Torres (88m – Didier Drogba)

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Javi García, Emerson, Joan Capdevila, Nemanja Matić, Nico Gaitán (61m – Yannick Djaló), Axel Witsel, Bruno César (72m – Rodrigo), Pablo Aimar e Óscar Cardozo (57m – Nélson Oliveira)

1-0 – Frank Lampard (pen.) – 20m
1-1 – Javi García – 85m
2-1 – Raul Meireles – 90m

Cartões amarelos – Branislav Ivanović (38m), Ramires (44m) e John Obi Mikel (79m); Óscar Cardozo (19m), Maxi Pereira (20m), Bruno César (22m) e Pablo Aimar (27m)

Cartão vermelho – Maxi Pereira (40m)

Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)

Com uma dupla de centrais improvisada, e um total de três elementos não rotinados a constituir o quarteto defensivo – por uma estranha conjugação de lesões de todos os 4 defesas centrais do plantel (!) -, o Benfica entrou em campo em Stamford Bridge com uma atitude surpreendentemente atrevida, empurrando a equipa do Chelsea para as imediações da sua grande área nos primeiros cinco minutos.

Apenas aos 8 minutos a equipa inglesa se libertaria dessa espécie de espartilho da fase inicial do jogo, conseguindo obter o seu primeiro canto, na sequência do qual, David Luiz, completamente solto de marcação, visou com muito perigo a baliza, mas a bola esbarraria na muralha defensiva benfiquista.

Na segunda jogada de ataque do Chelsea, aos 12 minutos, Mata introduziria mesmo a bola na baliza do Benfica, mas o lance estava já invalidado, por posição clara de fora-de-jogo.

Com uma defesa ainda a tactear, um novo ataque do Chelsea originaria, logo aos 20 minutos, a marcação de uma algo controversa (carga de ombro de Javi García) grande penalidade, que Lampard converteu no primeiro golo, não obstante Artur, tendo adivinhado o lado, quase tivesse conseguido suster a bola.

E, com um árbitro que já denotara a sua tendência caseira, em partida que o Benfica disputou há cerca de dois anos em Marselha, a equipa portuguesa seria – tal como nesse jogo… – “corrida” a cartões amarelos, exibidos por quatro vezes em menos de dez minutos (três delas por protestos!), assim se vendo ainda mais condicionada, para além das próprias dificuldades intrínsecas ao jogo, potenciadas pelas ausências na equipa benfiquista e… pela evolução desfavorável do marcador.

Não obstante alguma dificuldade em manter a serenidade, o Benfica disporia de uma excelente oportunidade para empatar, à passagem da meia hora, com o guardião Petr Čech a responder à altura. E, novamente, com mais uma boa iniciativa atacante, poucos minutos volvidos.

Só que, com apenas 40 minutos, Maxi Pereira – o único sobrevivente do habitual lote de defesas -, falhando um carrinho, veria o segundo amarelo, e consequente expulsão! Tudo estava contra o Benfica…

A jogar com menos um, o Benfica não desistia, e continuava a procurar o ataque e a tentar a sorte, rematando à baliza adversária.

A manifesta dualidade de critérios do árbitro – basicamente incompetente, procurando refugiar-se no caseirismo – prosseguiria ainda em mais dois ou três lances até ao intervalo, com amarelos por mostrar a jogadores do Chelsea.

No reinício, a toada não se alteraria: o Benfica, por intermédio de Cardozo, podia ter empatado, não fora a excelente intervenção do guarda-redes checo, a desviar para canto. E, de imediato, Pablo Aimar a ameaçar também o golo.

Na resposta, o Chelsea podia ter encerrado definitivamente a eliminatória, mas foi a vez de o Benfica ter uma pontinha de sorte, com Ramires, a um metro da baliza, completamente à sua mercê, a não conseguir coordenar o movimento com a trajectória da bola, falhando de forma incrível o que seria um golo… fácil.

Aos 53 minutos, Cardozo, atento, viu Petr Čech adiantado e, quase do meio-campo, tentaria novamente a sorte, com um chapéu, contudo sem as “medidas certas”.

Numa atitude de risco assumido, o Benfica expunha-se aos lances de resposta do Chelsea, que, logo de seguida, ameaçaria novamente, com perigo, a baliza benfiquista. E, mais dois minutos, novo remate, de Torres, com Artur Moraes a aplicar-se a fundo, defendendo de forma acrobática.

Com uma hora de jogo, reduzido a dez, sem nenhum (!) dos habituais defesas na respectiva posição em campo, o Benfica continuava, não obstante, a manter o Chelsea “em sentido”, que tinha de se manter alerta para a eventualidade de um golo que pudesse relançar a eliminatória!

Yannick Djaló, recém entrado em campo, remataria com perigo, com o Benfica a conseguir mais um canto, o quarto (tantos quantos os conseguidos pelo Chelsea até ao momento).

Ainda antes dos 75 minutos, mais duas ocasiões soberanas de golo para o Benfica: primeiro, novamente por Yannick Djaló, de cabeça, a rematar ao lado; de seguida, Nélson Oliveira, com um bom remate, junto à base do poste.

E, “não há duas sem três”, Yannick Djaló teria nova ocasião de golo, com mais um cabeceamento, a ser desviado para canto… Na sequência do qual o Benfica acabaria mesmo por chegar ao golo, por Javi García… de cabeça! Faltavam cinco minutos para o final e a eliminatória voltava a estar completamente em aberto!

Aos 88 minutos, a equipa portuguesa podia ter sentenciado a eliminatória a seu favor: Nélson Oliveira tentou um lance artístico, com um remate pleno de efeito, mas a bola sairia ligeiramente ao lado…

O Benfica acabava o jogo a sufocar o Chelsea, remetido – como nos minutos iniciais – à sua grande área!

Já no segundo minuto de compensação, com toda a equipa benfiquista lançada no ataque, numa perda de bola, o Chelsea, por Raul Meireles, num rápido contra-ataque, marcaria o golo que proporcionou ao Chelsea uma tão injusta como valiosa vitória e consequente apuramento para as 1/2 Finais. A 100ª derrota do Benfica nas competições europeias fica assim associada a uma bela lição de orgulho benfiquista.

PARABÉNS aos jogadores do Benfica pela exibição, pela garra, pela entrega!

4 Abril, 2012 at 9:33 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 Final (1ª mão)

27.03.2012 - APOEL - Real Madrid                      0-3
28.03.2012 - Marseille - Bayern München               0-2
27.03.2012 - Benfica - Chelsea                        0-1
28.03.2012 - AC Milan - Barcelona                     0-0

Nesta 1ª mão dos 1/4 Final da Liga dos Campeões, destaque para o facto de nenhuma das equipas visitadas ter alcançado sequer marcar um golo, com o AC Milan a ser mesmo a única a conseguir evitar a derrota. Real Madrid e Bayern estarão praticamente apurados (tendo encontro marcado numa das 1/2 Finais), com o Chelsea também com amplo favoritismo, mas ainda uma réstea de esperança para o Benfica. Milan e Barcelona mantêm tudo em aberto…

28 Março, 2012 at 9:36 pm Deixe um comentário

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