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Taça / Liga dos Campeões – Ranking 1955-2018

No ranking global da Taça dos Campeões Europeus e da Liga dos Campeões, considerando os dados agregados de todos os jogos das 64 edições da principal competição europeia de clubes, o Benfica e o FC Porto ocupam notáveis 7.º e 8.º lugares, respectivamente:

TCE-LCE - 1955-2018

(clicar no quadro para ampliar)

13 Dezembro, 2018 at 1:30 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Ranking 1992-2018

Concluída a fase de grupos da edição de 2018-19 da Liga dos Campeões (27.ª temporada de disputa da prova nesta fórmula), fica assim estabelecido o ranking actualizado da competição (considerando exclusivamente os jogos disputados no decurso das fases de grupos e eliminatórias seguintes – excluindo, portanto, as eliminatórias prévias), tendo em consideração o critério pontual adoptado pela UEFA (2 pontos por vitória e 1 ponto por empate):

LCE - 1992-2018

(clicar no quadro para ampliar)

É de destacar a excelente posição do FC Porto (7.º), integrando também o Benfica – que acaba de disputar o seu 100.º jogo – o “top 20” deste ranking. O Sporting (46.º posto) é a terceira equipa portuguesa nesta lista dos 50 principais clubes na competição.

12 Dezembro, 2018 at 11:31 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Monaco – B. Dortmund – 0-2
Brugge – At. Madrid – 0-0

1º B. Dortmund, 13; 2º At. Madrid, 13; 3º Brugge, 6; 4º Monaco, 1

Grupo B
Inter – PSV – 1-1
Barcelona – Tottenham – 1-1

1º Barcelona, 14; 2º Tottenham, 8; 3º Inter, 8; 4º PSV, 2

Grupo C
Crvena Zvezda – Paris St.-Germain – 1-4
Liverpool – Napoli – 1-0

1º Paris St.-Germain, 11; 2º Liverpool, 9; 3º Napoli, 9; 4º Crvena Zvezda, 4

Grupo D
Schalke 04 – Lokomotiv Moskva – 1-0
Galatasaray – FC Porto – 2-3

1º FC Porto, 16; 2º Schalke 04, 11; 3º Galatasaray, 4; 4º Lokomotiv Moskva, 3

Grupo E
Benfica – AEK – 1-0
Ajax – Bayern – 3-3

1º Bayern, 14; 2º Ajax, 12; 3º Benfica, 7; 4º AEK, 0

Grupo F
Manchester City – Hoffenheim – 2-1
Shakhtar Donetsk – Lyon – 1-1

1º Manchester City, 13; 2º Lyon, 8; 3º Shakhtar Donetsk, 6; 4º Hoffenheim, 3

Grupo G
Viktoria Plzeň – Roma – 2-1
Real Madrid – CSKA Moskva – 0-3

1º Real Madrid, 12; 2º Roma, 9; 3º Viktoria Plzeň, 7; 4º CSKA Moskva, 7

Grupo H
Valencia – Manchester United – 2-1
Young Boys – Juventus – 2-1

1º Juventus, 12; 2º Manchester United, 10; 3º Valencia, 8; 4º Young Boys, 4

Qualificaram-se para os 1/8 de final da Liga dos Campeões: B. Dortmund, At. Madrid, Barcelona, Tottenham, Paris St.-Germain, Liverpool, FC Porto, Schalke 04, Bayern, Ajax, Manchester City, Lyon, Real Madrid, Roma, Juventus e Manchester United.

Por outro lado, transitam para a Liga Europa: Brugge, Inter, Napoli, Galatasaray, Benfica, Shakhtar Donetsk, Viktoria Plzeň e Valencia.

12 Dezembro, 2018 at 10:58 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 6ª jornada – Benfica – A.E.K.

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel Vieira, Alejandro “Álex” Grimaldo, Rafael “Rafa” Silva (35m – Andrija Živković), Luís Fernandes “Pizzi” (59m – Franco Cervi), Alfa Semedo, Gedson Fernandes, João Félix (77m – Nicolás Castillo) e Haris Seferović

A.E.K. – Vassilis Barkas, Michalis Bakakis, Marios Oikonomou, Dmytro Chygrynskiy, Niklas Hult, Kostas Galanopoulos, Uroš Ćosić, Erik Morán (77m – Rodrigo Galo), Viktor Klonaridis (61m – Giannis Gianniotas), Lucas Boyé (68m – Petros Mantalos) e Ezequiel Ponce

1-0 – Alejandro “Álex” Grimaldo – 88m

Cartões amarelos – Rúben Dias (37m); Niklas Hult (73m) e Kostas Galanopoulos (82m)

Cartão vermelho – Kostas Galanopoulos (87m)

Árbitro – Robert “Bobby” Madden (Escócia)

É verdade que tudo estava previamente definido em termos de qualificação: o Benfica tinha já garantida a transição para a Liga Europa; o A.E.K. seria sempre, em qualquer caso, último classificado do grupo.

Não obstante, não era pouco o que estava ainda em jogo: desde logo, o prestígio do Benfica, tão abalado pela péssima campanha europeia da época passada, e, de novo, afectado pela goleada sofrida em Munique; depois, a nível desportivo, não era de todo dispiciendo o alcançar do estatuto de cabeça-de-série no sorteio dos 1/16 de final da Liga Europa, o que apenas poderia ser conseguido por via de uma vitória; por fim, a questão financeira, com o triunfo a representar um prémio de 2,7 milhões de euros (face aos 900 mil euros do empate)…

Fosse qual fosse a motivação principal, o Benfica teria uma boa entrada em campo – neste seu 100.º jogo na fase de grupos e eliminatórias seguintes da Liga dos Campeões –, assumindo, logo nos minutos iniciais, a iniciativa do jogo, remetendo a formação grega para a sua zona defensiva. Porém, tal período de domínio seria bastante curto, começando a esvanecer-se logo à passagem do quarto de hora, sem que tivesse criado efectivas ocasiões de golo iminente.

Até final do primeiro tempo, a equipa portuguesa denotaria uma confrangedora falta de ideias, falha de velocidade e de intensidade, facilitando a missão defensiva ao adversário.

Na segunda metade, o grupo benfiquista procurou imprimir maior velocidade ao jogo, o que resultou num assédio mais efectivo à baliza contrária, o qual, todavia, com alguma infelicidade, se saldaria por dois remates de Seferović, com a bola a embater na trave, e em outros dois lances de perigo, desaproveitados por Grimaldo e por Gedson Fernandes, face ao guardião contrário.

Quando já se começava a descrer na possibilidade de o nulo ser desfeito, o Benfica acabaria então por chegar ao golo – que, apesar de tudo, traduzia uma maior justiça no resultado -, na sequência de um livre directo, superiormente apontado por Grimaldo, faltavam somente dois minutos para o “cair do pano”.

Com a segunda vitória assim alcançada, a turma portuguesa evitava mais uma “saída triste” da competição, paralelamente recuperando alguma dignidade.

12 Dezembro, 2018 at 10:57 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
At. Madrid – Monaco – 2-0
B. Dortmund – Brugge – 0-0

1º At. Madrid, 12; 2º B. Dortmund, 10; 3º Brugge, 5; 4º Monaco, 1

Grupo B
Tottenham – Inter – 1-0
PSV – Barcelona – 1-2

1º Barcelona, 13; 2º Tottenham e Inter, 7; 4º PSV, 1

Grupo C
Napoli – Crvena Zvezda – 3-1
Paris St.-Germain – Liverpool – 2-1

1º Napoli, 9; 2º Paris St.-Germain, 8; 3º Liverpool, 6; 4º Crvena Zvezda, 4

Grupo D
FC Porto – Schalke 04 – 3-1
Lokomotiv Moskva – Galatasaray – 2-0

1º FC Porto, 13; 2º Schalke 04, 8; 3º Galatasaray, 4; 4º Lokomotiv Moskva, 3

Grupo E
Bayern – Benfica – 5-1
AEK – Ajax – 0-2

1º Bayern, 13; 2º Ajax, 11; 3º Benfica, 4; 4º AEK, 0

Grupo F
Lyon – Manchester City – 2-2
Hoffenheim – Shakhtar Donetsk – 2-3

1º Manchester City, 10; 2º Lyon, 7; 3º Shakhtar Donetsk, 5; 4º Hoffenheim, 3

Grupo G
CSKA Moskva – Viktoria Plzeň – 1-2
Roma – Real Madrid – 0-2

1º Real Madrid, 12; 2º Roma, 9; 3º Viktoria Plzeň e CSKA Moskva, 4

Grupo H
Juventus – Valencia – 1-0
Manchester United – Young Boys – 1-0

1º Juventus, 12; 2º Manchester United, 10; 3º Valencia, 5; 4º Young Boys, 1

A uma ronda do termo da fase de grupos, garantiram já o apuramento para os 1/8 de final da Liga dos Campeões: At. Madrid, B. Dortmund, Barcelona, FC Porto, Schalke 04, Bayern, Ajax, Manchester City, Real Madrid, Roma, Juventus e Manchester United.

Por outro lado, asseguraram já a transição para a Liga Europa: Brugge, Benfica e Valencia.

Estão já virtualmente eliminados das competições europeias: Monaco, PSV Eindhoven e Young Boys.

28 Novembro, 2018 at 9:54 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª jornada – Bayern – Benfica

BayernBayern München – Manuel Neuer, Rafinha, Jérôme Boateng, Niklas Süle, David Alaba, Joshua Kimmich, Arjen Robben (72m – Renato Sanches), Thomas Müller (81m – Woo-Yeong Jeong), Leon Goretzka, Franck Ribéry (77m – Sandro Wagner) e Robert Lewandowski

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Germán Conti, Rúben Dias, Alex Grimaldo, Ljubomir Fejsa (76m – Alfa Semedo), Rafa Silva, Pizzi (45m – Gedson Fernandes), Gabriel, Franco Cervi e Jonas (59m – Haris Seferović)

1-0 – Arjen Robben – 13m
2-0 – Arjen Robben – 30m
3-0 – Robert Lewandowski – 36m
3-1 – Gedson Fernandes – 46m
4-1 – Robert Lewandowski – 51m
5-1 – Franck Ribéry – 76m

Cartões amarelos – Arjen Robben (24m) e Franck Ribéry (33m); Alfa Semedo (87m)

Árbitro – Daniele Orsato (Itália)

Três palavras se impõem para definir este jogo: vergonha, passividade e injustificável.

Tendo o AEK-Ajax sido jogado em horário precedente, do seu desfecho (triunfo da formação holandesa) decorria que – ao entrar em campo no Allianz Arena –, por um lado, o Benfica tinha já garantida a continuidade nas provas europeias, por via da transição para a Liga Europa; por outro, se a possibilidade de apuramento para os 1/8 de final da Liga dos Campeões era já uma quimera, passava a afigurar-se como uma “impossibilidade” prática (seria necessário ganhar por, pelo menos, dois golos de diferença em Munique…).

Neste contexto, de absolutamente nenhuma pressão competitiva (ninguém exigiria a tal altamente improvável vitória) – em que, portanto, o jogo poderia ser gerido com serenidade, sem precipitação, com rigor táctico a nível defensivo e espreitando a possibilidade de construir lances de ataque, ou, talvez com maior propriedade, de contra-ataque, perante o previsível assumir da iniciativa ofensiva por parte do Bayern –, é completamente injustificável a exibição benfiquista.

Faltou tudo: não houve rigor na defesa, mas, antes, uma extrema passividade, proporcionando fartas facilidades de movimentação ao adversário, as quais estiveram na origem de todos os cinco tentos sofridos; em 90 minutos não se conseguiram criar mais do que dois lances de futebol ofensivo (um deles resultando no solitário golo); o contra-ataque foi praticamente inexistente e, em absoluto, inofensivo.

Qualquer “estratégia” que tivesse sido delineada rapidamente ruiria: logo aos 13 minutos, aproveitando a tal passividade, o já veterano Robben, em progressão desde a linha lateral direita, tirou do caminho quatro adversários, internando-se e rematando sem hipótese de defesa para Vlachodimos – o único a salvar-se do “naufrágio” colectivo (tendo “salvo” outras duas flagrantes ocasiões de golo, que negou a Lewandowski e a Müller); pior, o holandês repetiria, quase a “papel químico”, a jogada, à passagem da meia hora, com o mesmo desfecho, ampliando para 2-0.

A apatia da defesa benfiquista ficaria igualmente patente nos lances do terceiro e quarto golos sofridos, também muito similares, ambos apontados por Lewandowski, na sequência de pontapés de canto, com o polaco, nas duas vezes, à entrada da pequena área, a saltar mais alto e a conseguir antecipar-se às “marcações” dos defesas benfiquistas, cabeceando inapelavelmente para o fundo da baliza.

Pelo meio, o único momento positivo para o Benfica: logo a abrir a segunda parte, Rafa, com um toque subtil, a libertar a corrida de Gedson, que, após excelente combinação com Jonas, surgiu isolado frente a Neuer, e, com grande personalidade, sem vacilar, não desperdiçou a oportunidade para marcar, menos de 40 segundos após ter entrado em campo!

Porém, o tónico anímico que tal golo poderia consubstanciar, até no suster da avalanche alemã, não resistiu mais do que cinco minutos. Até final, numa fase em que o Bayern, notoriamente, “tirara já o pé do acelerador”, espaço ainda para o consumar da goleada, com o francês Ribéry, uma vez mais a beneficiar da permeabilidade da defesa benfiquista, sem marcação, a “empurrar” a bola, sem dificuldade, para as redes do desamparado Vlachodimos.

A vergonha (benfiquista) deste jogo reside sobretudo na forma fácil como o Bayern dispôs do jogo a seu bel-prazer, sem sequer ter de se empregar a fundo, como se o Benfica fosse uma vulgar equipa de terceiro escalão, denotando absoluta incapacidade de oferecer a mínima resistência ao adversário, que tantas dificuldades tem experimentado frente a alguns dos menos cotados opositores da “Bundesliga”…

Um desempenho do conjunto benfiquista para reflectir e agir: torna-se imperioso sacudir rapidamente a letargia e marasmo em que a equipa caiu, sem ideias, falha de organização, com um técnico a não conseguir sair do espartilho de um modelo esgotado, aparentando mesmo uma incompreensível falta de ânimo e motivação.

A questão que se coloca, perante a profundidade do problema, é se haverá ainda possibilidade de se virem a revelar “Campeões” a reagir a esta péssima fase, ou se, ao invés, teremos pela frente o que poderá ser um longo e penoso final de época.

27 Novembro, 2018 at 10:50 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – Ajax

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel Vieira, Alejandro “Álex” Grimaldo, Gedson Fernandes (75m – Luís Fernandes “Pizzi”), Ljubomir Fejsa, Gabriel Pires, Eduardo Salvio (48m – Rafael “Rafa” Silva), Franco Cervi e Jonas Gonçalves (55m – Haris Seferović)

Ajax – André Onana, Noussair Mazraoui, Matthijs de Ligt, Daley Blind, Nicolás “Nico” Tagliafico, Frenkie de Jong (86m – Maximilian Wöber), Lasse Schöne, Donny van de Beek, David Neres (74m – Kasper Dolberg), Hakim Ziyech e Dušan Tadić

1-0 – Jonas Gonçalves – 29m
1-1 – Dušan Tadić – 61m

Cartões amarelos – Jonas Gonçalves (39m), Ljubomir Fejsa (45m) e Jardel Vieira (70m); Nicolás “Nico” Tagliafico (34m), Matthijs de Ligt (42m), Donny van de Beek (72m) e Dušan Tadić (83m)

Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)

No reeditar, no Estádio da Luz, de um dos grandes clássicos do futebol europeu – depois dos embates nas épocas de 1968-69 e 1971-72 -, ainda não foi desta que o Benfica conseguiu vencer o Ajax em casa, no que correspondeu ao jogo n.º 250 do historial do clube na Taça/Liga dos Campeões, em 38 edições disputadas.

Com a equipa benfiquista a “desconfiar de si própria” – vindo de uma terrível sequência de três desaires sucessivos, o primeiro deles, precisamente, em Amesterdão, frente a este mesmo oponente –, o “onze” encarnado apresentava-se com um meio-campo reforçado, com Fejsa, Gabriel e Gedson, em detrimento de Pizzi, que, tendo começado no banco, manteria, não obstante, a sua fantástica série de 33 jogos europeus consecutivos (todos os disputados pelo Benfica, desde a sua estreia, a 9 de Dezembro de 2014, frente ao Bayer Leverkusen) – registo apenas superado pelos 37 jogos de Nené (entre Março de 1978 e Outubro de 1983) e Artur Moraes (entre Julho de 2011 e Fevereiro de 2014).

Rui Vitória procurava, paralelamente, apostar na dinâmica da ala esquerda, com Grimaldo e Franco Cervi, que seriam precisamente os primeiros a testar a atenção do guardião contrário, ainda nos primeiros dez minutos de jogo.

Mas, de facto, a “batalha” travava-se na zona nevrálgica do miolo do terreno, com escassas incursões nas áreas de baliza, não sendo de assinalar qualquer oportunidade flagrante de golo na meia hora inicial… à excepção da que resultaria de uma “saída em falso” de Onana, aos 29 minutos, que Jonas, muito oportuno, não desperdiçaria, inaugurando o marcador.

Defrontando uma das melhores formações do Ajax dos últimos anos, numa muito boa mescla de experiência e juventude, o Benfica teria ainda outra ocasião de perigo a seu favor, na sequência de um livre, ao qual, desta feita, Jonas não conseguiria dar a melhor sequência.

Também de bola parada, a turma holandesa, por Ziyech e Schöne, exigiria a atenta intervenção de Vlachodimos, sendo que, no segundo destes lances, a findar o primeiro tempo, a recarga de Tadić embateu em Rúben Dias, sobrando ainda a bola para Van de Beek, a rematar ao lado, sem que tivesse surgido o desvio fatal em cima do risco.

Um calafrio enorme perpassou pelas bancadas da Luz, mas, com alguma felicidade, o Benfica chegava ao intervalo em posição favorável.

Porém, na segunda metade, o Ajax, sempre muito intenso e agressivo, assumiu a iniciativa, o que viria a ter o seu corolário logo à passagem do quarto de hora, com o tento do empate, com Tadić, aproveitando uma excelente abertura de Ziyech, a conseguir superar a marcação de Rúben Dias, para se isolar frente a Vlachodimos, batendo-o inapelavelmente.

Com Jonas “preso por arames”, incapaz de resistir ao choque, a ter de ser substituído, logo nos minutos iniciais do segundo tempo, por Seferović, já depois de Rafa ter entrado para o lugar do também tocado Salvio, o Benfica procuraria ainda, na fase final do encontro, recuperar a vantagem, resultado imprescindível para poder manter as aspirações a seguir em frente na competição.

Porém, só nos derradeiros segundos voltaria a ter a sensação de golo iminente, com o guarda-redes do Ajax, qual guardião de andebol, a “salvar”, com uma estirada com o pé, um remate de Gabriel que levava o “selo de golo”.

Ao contrário do que sucedera em Amesterdão, o Benfica não conseguia, em período de compensação, chegar à vitória – devendo sublinhar-se que o empate foi, não obstante, um resultado justo, podendo, inclusivamente, o Ajax ter também desfeito a igualdade em seu favor –, comprometendo de forma determinante as suas possibilidades de apuramento, agora pouco mais do que uma quimera (implicariam, necessariamente, vencer em Munique e, na Luz, o AEK, e que, por seu lado, o Ajax não somasse mais do que um ponto nos dois jogos que lhe restam… ou, num outro cenário, porventura mais difícil ainda, ganhar ao Bayern por, pelo menos, dois golos de diferença, e esperar que os alemães perdessem também na Holanda).

7 Novembro, 2018 at 11:47 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Monaco – Brugge – 0-4
At. Madrid – B. Dortmund – 2-0

1º B. Dortmund e At. Madrid, 9; 3º Brugge, 4; 4º Monaco, 1

Grupo B
Inter – Barcelona – 1-1
Tottenham – PSV – 2-1

1º Barcelona, 10; 2º Inter, 7; 3º Tottenham, 4; 4º PSV, 1

Grupo C
Crvena Zvezda – Liverpool – 2-0
Napoli – Paris St.-Germain – 1-1

1º Liverpool e Napoli, 6; 3º Paris St.-Germain, 5; 4º Crvena Zvezda, 4

Grupo D
Schalke 04 – Galatasaray – 2-0
FC Porto – Lokomotiv Moskva – 4-1

1º FC Porto, 10; 2º Schalke 04, 8; 3º Galatasaray, 4; 4º Lokomotiv Moskva, 0

Grupo E
Benfica – Ajax – 1-1
Bayern – AEK – 2-0

1º Bayern, 10; 2º Ajax, 8; 3º Benfica, 4; 4º AEK, 0

Grupo F
Manchester City – Shakhtar Donetsk – 6-0
Lyon – Hoffenheim – 2-2

1º Manchester City, 9; 2º Lyon, 6; 3º Hoffenheim, 3; 4º Shakhtar Donetsk, 2

Grupo G
Viktoria Plzeň – Real Madrid – 0-5
CSKA Moskva – Roma – 1-2

1º Real Madrid e Roma, 9; 3º CSKA Moskva, 4; 4º Viktoria Plzeň, 1

Grupo H
Valencia – Young Boys – 3-1
Juventus – Manchester United – 1-2

1º Juventus, 9; 2º Manchester United, 7; 3º Valencia, 5; 4º Young Boys, 1

Ainda com duas jornadas por disputar, o Barcelona garantiu já o apuramento para os 1/8 de final da Liga dos Campeões.

7 Novembro, 2018 at 10:55 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Brugge – Monaco – 1-1
B. Dortmund – At. Madrid – 4-0

1º B. Dortmund, 9; 2º At. Madrid, 6; 3º Brugge e Monaco, 1

Grupo B
Barcelona – Inter – 2-0
PSV – Tottenham – 2-2

1º Barcelona, 9; 2º Inter, 6; 3º Tottenham e PSV, 1

Grupo C
Liverpool – Crvena Zvezda – 4-0
Paris St.-Germain – Napoli – 2-2

1º Liverpool, 6; 2º Napoli, 5; 2º Paris St.-Germain, 4; 4º Crvena Zvezda, 1

Grupo D
Galatasaray – Schalke 04 – 0-0
Lokomotiv Moskva – FC Porto – 1-3

1º FC Porto, 7; 2º Schalke 04, 5; 3º Galatasaray, 4; 4º Lokomotiv Moskva, 0

Grupo E
Ajax – Benfica – 1-0
AEK – Bayern – 0-2

1º Ajax e Bayern, 7; 3º Benfica, 3; 4º AEK, 0

Grupo F
Shakhtar Donetsk – Manchester City – 0-3
Hoffenheim – Lyon – 3-3

1º Manchester City, 6; 2º Lyon, 5; 3º Hoffenheim e Shakhtar Donetsk, 2

Grupo G
Real Madrid – Viktoria Plzeň – 2-1
Roma – CSKA Moskva – 3-0

1º Roma e Real Madrid, 6; 3º CSKA Moskva, 4; 4º Viktoria Plzeň, 1

Grupo H
Young Boys – Valencia – 1-1
Manchester United – Juventus – 0-1

1º Juventus, 9; 2º Manchester United, 4; 3º Valencia, 2; 4º Young Boys, 1

24 Outubro, 2018 at 9:55 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Ajax – Benfica

Ajax – André Onana, Noussair Mazraoui, Matthijs de Ligt, Daley Blind, Nicolás “Nico” Tagliafico, Hakim Ziyech, Donny van de Beek (88m – David Neres), Lasse Schöne, Frenkie de Jong, Dušan Tadić e Kasper Dolberg

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Germán Conti, Jardel Vieira, Alejandro “Álex” Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio, Luís Fernandes “Pizzi” (79m – Gabriel Pires), Gedson Fernandes, Rafael “Rafa” Silva (90m – Franco Cervi) e Haris Seferović

1-0 – Noussair Mazraoui – 90m

Cartões amarelos – Noussair Mazraoui (22m), André Onana (39m) e Nicolás “Nico” Tagliafico (49m); Jardel Vieira (9m), Germán Conti (64m), Eduardo Salvio (72m) e Haris Seferović (86m)

Árbitro – Ruddy Buquet (França)

Esteve quase para ser um daqueles jogos de zero-zero “frenéticos”, muito vivo, “bola cá, bola lá”, com tendência repartida, e diversas ocasiões de perigo, nenhuma delas concretizada… até aos 90 minutos.

É verdade que coube ao Ajax, desde início, assumir a maior iniciativa atacante, em lances rápidos, envolvendo diversos elementos em acções ofensivas, o que, em paralelo, concedia espaços para o contra-ataque do Benfica, numa intensa dinâmica dual.

No reencontro – 46 anos depois – de dois “clássicos” do futebol europeu, até seria a equipa portuguesa a ter, por duas vezes, oportunidades flagrantes para marcar, isto ainda nos cinco minutos iniciais da partida: primeiro, num remate cruzado de Rafa Silva, travado por Onana, e, de seguida, numa assistência de Salvio (hesitante no remate à baliza) a Seferović, com De Ligt a salvar sobre a linha de golo.

Numa fase de pressão acrescida do conjunto holandês, o Benfica ver-se-ia forçado a recuar, reagrupando-se, obrigando o Ajax a procurar alternativas, por via de remates de meia distância, com Vlachodimos a mostrar-se praticamente intransponível e, quase a fechar a primeira metade, Conti, “in-extremis”, a ir resgatar uma bola que parecia estar já meio dentro das redes.

No segundo tempo, inevitavelmente, o ritmo haveria de baixar, não obstante a equipa holandesa voltasse a ter uma entrada forte, mas denotando dificuldades em romper a barreira defensiva adversária.

Trocando os papéis, seria a vez de Seferović servir Salvio, que também não conseguiria materializar o golo. No outro lado, Van de Beek obrigava Vlachodimos a soberba intervenção.

Após grande insistência do Ajax, com o Benfica a resistir bem, e com o tempo de jogo a aproximar-se do seu final, ambas as equipas procuravam já minorar a exposição ao risco, o que se reflectiu, inclusivamente, nas (poucas) e tardias substituições.

Depois de tantas ocasiões desaproveitadas, de parte a parte, acabaria então por ser premiado o Ajax – já no segundo minuto para além do tempo regulamentar -, com o recém entrado David Neres, num lance de insistência junto à linha de fundo, na sequência de uma intercepção falhada de Conti, a centrar atrasado, para o remate de longe do lateral Mazraoui, a embater ainda no pé de Grimaldo, traindo o guardião benfiquista.

Num ápice as contas do Grupo davam uma grande volta: o Benfica deixa de depender apenas de si próprio e de uma (necessária) vitória em casa perante este mesmo Ajax; o – agora mais difícil –  apuramento implicará ganhar também ao A.E.K. e esperar que os holandeses não consigam vencer na Grécia, nem ao Bayern, em casa…

23 Outubro, 2018 at 10:05 pm Deixe um comentário

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