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Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
At. Madrid – Monaco – 2-0
B. Dortmund – Brugge – 0-0
1º At. Madrid, 12; 2º B. Dortmund, 10; 3º Brugge, 5; 4º Monaco, 1
Grupo B
Tottenham – Inter – 1-0
PSV – Barcelona – 1-2
1º Barcelona, 13; 2º Tottenham e Inter, 7; 4º PSV, 1
Grupo C
Napoli – Crvena Zvezda – 3-1
Paris St.-Germain – Liverpool – 2-1
1º Napoli, 9; 2º Paris St.-Germain, 8; 3º Liverpool, 6; 4º Crvena Zvezda, 4
Grupo D
FC Porto – Schalke 04 – 3-1
Lokomotiv Moskva – Galatasaray – 2-0
1º FC Porto, 13; 2º Schalke 04, 8; 3º Galatasaray, 4; 4º Lokomotiv Moskva, 3
Grupo E
Bayern – Benfica – 5-1
AEK – Ajax – 0-2
1º Bayern, 13; 2º Ajax, 11; 3º Benfica, 4; 4º AEK, 0
Grupo F
Lyon – Manchester City – 2-2
Hoffenheim – Shakhtar Donetsk – 2-3
1º Manchester City, 10; 2º Lyon, 7; 3º Shakhtar Donetsk, 5; 4º Hoffenheim, 3
Grupo G
CSKA Moskva – Viktoria Plzeň – 1-2
Roma – Real Madrid – 0-2
1º Real Madrid, 12; 2º Roma, 9; 3º Viktoria Plzeň e CSKA Moskva, 4
Grupo H
Juventus – Valencia – 1-0
Manchester United – Young Boys – 1-0
1º Juventus, 12; 2º Manchester United, 10; 3º Valencia, 5; 4º Young Boys, 1
A uma ronda do termo da fase de grupos, garantiram já o apuramento para os 1/8 de final da Liga dos Campeões: At. Madrid, B. Dortmund, Barcelona, FC Porto, Schalke 04, Bayern, Ajax, Manchester City, Real Madrid, Roma, Juventus e Manchester United.
Por outro lado, asseguraram já a transição para a Liga Europa: Brugge, Benfica e Valencia.
Estão já virtualmente eliminados das competições europeias: Monaco, PSV Eindhoven e Young Boys.
Liga dos Campeões – 5ª jornada – Bayern – Benfica
Bayern München – Manuel Neuer, Rafinha, Jérôme Boateng, Niklas Süle, David Alaba, Joshua Kimmich, Arjen Robben (72m – Renato Sanches), Thomas Müller (81m – Woo-Yeong Jeong), Leon Goretzka, Franck Ribéry (77m – Sandro Wagner) e Robert Lewandowski
Benfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Germán Conti, Rúben Dias, Alex Grimaldo, Ljubomir Fejsa (76m – Alfa Semedo), Rafa Silva, Pizzi (45m – Gedson Fernandes), Gabriel, Franco Cervi e Jonas (59m – Haris Seferović)
1-0 – Arjen Robben – 13m
2-0 – Arjen Robben – 30m
3-0 – Robert Lewandowski – 36m
3-1 – Gedson Fernandes – 46m
4-1 – Robert Lewandowski – 51m
5-1 – Franck Ribéry – 76m
Cartões amarelos – Arjen Robben (24m) e Franck Ribéry (33m); Alfa Semedo (87m)
Árbitro – Daniele Orsato (Itália)
Três palavras se impõem para definir este jogo: vergonha, passividade e injustificável.
Tendo o AEK-Ajax sido jogado em horário precedente, do seu desfecho (triunfo da formação holandesa) decorria que – ao entrar em campo no Allianz Arena –, por um lado, o Benfica tinha já garantida a continuidade nas provas europeias, por via da transição para a Liga Europa; por outro, se a possibilidade de apuramento para os 1/8 de final da Liga dos Campeões era já uma quimera, passava a afigurar-se como uma “impossibilidade” prática (seria necessário ganhar por, pelo menos, dois golos de diferença em Munique…).
Neste contexto, de absolutamente nenhuma pressão competitiva (ninguém exigiria a tal altamente improvável vitória) – em que, portanto, o jogo poderia ser gerido com serenidade, sem precipitação, com rigor táctico a nível defensivo e espreitando a possibilidade de construir lances de ataque, ou, talvez com maior propriedade, de contra-ataque, perante o previsível assumir da iniciativa ofensiva por parte do Bayern –, é completamente injustificável a exibição benfiquista.
Faltou tudo: não houve rigor na defesa, mas, antes, uma extrema passividade, proporcionando fartas facilidades de movimentação ao adversário, as quais estiveram na origem de todos os cinco tentos sofridos; em 90 minutos não se conseguiram criar mais do que dois lances de futebol ofensivo (um deles resultando no solitário golo); o contra-ataque foi praticamente inexistente e, em absoluto, inofensivo.
Qualquer “estratégia” que tivesse sido delineada rapidamente ruiria: logo aos 13 minutos, aproveitando a tal passividade, o já veterano Robben, em progressão desde a linha lateral direita, tirou do caminho quatro adversários, internando-se e rematando sem hipótese de defesa para Vlachodimos – o único a salvar-se do “naufrágio” colectivo (tendo “salvo” outras duas flagrantes ocasiões de golo, que negou a Lewandowski e a Müller); pior, o holandês repetiria, quase a “papel químico”, a jogada, à passagem da meia hora, com o mesmo desfecho, ampliando para 2-0.
A apatia da defesa benfiquista ficaria igualmente patente nos lances do terceiro e quarto golos sofridos, também muito similares, ambos apontados por Lewandowski, na sequência de pontapés de canto, com o polaco, nas duas vezes, à entrada da pequena área, a saltar mais alto e a conseguir antecipar-se às “marcações” dos defesas benfiquistas, cabeceando inapelavelmente para o fundo da baliza.
Pelo meio, o único momento positivo para o Benfica: logo a abrir a segunda parte, Rafa, com um toque subtil, a libertar a corrida de Gedson, que, após excelente combinação com Jonas, surgiu isolado frente a Neuer, e, com grande personalidade, sem vacilar, não desperdiçou a oportunidade para marcar, menos de 40 segundos após ter entrado em campo!
Porém, o tónico anímico que tal golo poderia consubstanciar, até no suster da avalanche alemã, não resistiu mais do que cinco minutos. Até final, numa fase em que o Bayern, notoriamente, “tirara já o pé do acelerador”, espaço ainda para o consumar da goleada, com o francês Ribéry, uma vez mais a beneficiar da permeabilidade da defesa benfiquista, sem marcação, a “empurrar” a bola, sem dificuldade, para as redes do desamparado Vlachodimos.
A vergonha (benfiquista) deste jogo reside sobretudo na forma fácil como o Bayern dispôs do jogo a seu bel-prazer, sem sequer ter de se empregar a fundo, como se o Benfica fosse uma vulgar equipa de terceiro escalão, denotando absoluta incapacidade de oferecer a mínima resistência ao adversário, que tantas dificuldades tem experimentado frente a alguns dos menos cotados opositores da “Bundesliga”…
Um desempenho do conjunto benfiquista para reflectir e agir: torna-se imperioso sacudir rapidamente a letargia e marasmo em que a equipa caiu, sem ideias, falha de organização, com um técnico a não conseguir sair do espartilho de um modelo esgotado, aparentando mesmo uma incompreensível falta de ânimo e motivação.
A questão que se coloca, perante a profundidade do problema, é se haverá ainda possibilidade de se virem a revelar “Campeões” a reagir a esta péssima fase, ou se, ao invés, teremos pela frente o que poderá ser um longo e penoso final de época.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – Ajax
Benfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel Vieira, Alejandro “Álex” Grimaldo, Gedson Fernandes (75m – Luís Fernandes “Pizzi”), Ljubomir Fejsa, Gabriel Pires, Eduardo Salvio (48m – Rafael “Rafa” Silva), Franco Cervi e Jonas Gonçalves (55m – Haris Seferović)
Ajax – André Onana, Noussair Mazraoui, Matthijs de Ligt, Daley Blind, Nicolás “Nico” Tagliafico, Frenkie de Jong (86m – Maximilian Wöber), Lasse Schöne, Donny van de Beek, David Neres (74m – Kasper Dolberg), Hakim Ziyech e Dušan Tadić
1-0 – Jonas Gonçalves – 29m
1-1 – Dušan Tadić – 61m
Cartões amarelos – Jonas Gonçalves (39m), Ljubomir Fejsa (45m) e Jardel Vieira (70m); Nicolás “Nico” Tagliafico (34m), Matthijs de Ligt (42m), Donny van de Beek (72m) e Dušan Tadić (83m)
Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)
No reeditar, no Estádio da Luz, de um dos grandes clássicos do futebol europeu – depois dos embates nas épocas de 1968-69 e 1971-72 -, ainda não foi desta que o Benfica conseguiu vencer o Ajax em casa, no que correspondeu ao jogo n.º 250 do historial do clube na Taça/Liga dos Campeões, em 38 edições disputadas.
Com a equipa benfiquista a “desconfiar de si própria” – vindo de uma terrível sequência de três desaires sucessivos, o primeiro deles, precisamente, em Amesterdão, frente a este mesmo oponente –, o “onze” encarnado apresentava-se com um meio-campo reforçado, com Fejsa, Gabriel e Gedson, em detrimento de Pizzi, que, tendo começado no banco, manteria, não obstante, a sua fantástica série de 33 jogos europeus consecutivos (todos os disputados pelo Benfica, desde a sua estreia, a 9 de Dezembro de 2014, frente ao Bayer Leverkusen) – registo apenas superado pelos 37 jogos de Nené (entre Março de 1978 e Outubro de 1983) e Artur Moraes (entre Julho de 2011 e Fevereiro de 2014).
Rui Vitória procurava, paralelamente, apostar na dinâmica da ala esquerda, com Grimaldo e Franco Cervi, que seriam precisamente os primeiros a testar a atenção do guardião contrário, ainda nos primeiros dez minutos de jogo.
Mas, de facto, a “batalha” travava-se na zona nevrálgica do miolo do terreno, com escassas incursões nas áreas de baliza, não sendo de assinalar qualquer oportunidade flagrante de golo na meia hora inicial… à excepção da que resultaria de uma “saída em falso” de Onana, aos 29 minutos, que Jonas, muito oportuno, não desperdiçaria, inaugurando o marcador.
Defrontando uma das melhores formações do Ajax dos últimos anos, numa muito boa mescla de experiência e juventude, o Benfica teria ainda outra ocasião de perigo a seu favor, na sequência de um livre, ao qual, desta feita, Jonas não conseguiria dar a melhor sequência.
Também de bola parada, a turma holandesa, por Ziyech e Schöne, exigiria a atenta intervenção de Vlachodimos, sendo que, no segundo destes lances, a findar o primeiro tempo, a recarga de Tadić embateu em Rúben Dias, sobrando ainda a bola para Van de Beek, a rematar ao lado, sem que tivesse surgido o desvio fatal em cima do risco.
Um calafrio enorme perpassou pelas bancadas da Luz, mas, com alguma felicidade, o Benfica chegava ao intervalo em posição favorável.
Porém, na segunda metade, o Ajax, sempre muito intenso e agressivo, assumiu a iniciativa, o que viria a ter o seu corolário logo à passagem do quarto de hora, com o tento do empate, com Tadić, aproveitando uma excelente abertura de Ziyech, a conseguir superar a marcação de Rúben Dias, para se isolar frente a Vlachodimos, batendo-o inapelavelmente.
Com Jonas “preso por arames”, incapaz de resistir ao choque, a ter de ser substituído, logo nos minutos iniciais do segundo tempo, por Seferović, já depois de Rafa ter entrado para o lugar do também tocado Salvio, o Benfica procuraria ainda, na fase final do encontro, recuperar a vantagem, resultado imprescindível para poder manter as aspirações a seguir em frente na competição.
Porém, só nos derradeiros segundos voltaria a ter a sensação de golo iminente, com o guarda-redes do Ajax, qual guardião de andebol, a “salvar”, com uma estirada com o pé, um remate de Gabriel que levava o “selo de golo”.
Ao contrário do que sucedera em Amesterdão, o Benfica não conseguia, em período de compensação, chegar à vitória – devendo sublinhar-se que o empate foi, não obstante, um resultado justo, podendo, inclusivamente, o Ajax ter também desfeito a igualdade em seu favor –, comprometendo de forma determinante as suas possibilidades de apuramento, agora pouco mais do que uma quimera (implicariam, necessariamente, vencer em Munique e, na Luz, o AEK, e que, por seu lado, o Ajax não somasse mais do que um ponto nos dois jogos que lhe restam… ou, num outro cenário, porventura mais difícil ainda, ganhar ao Bayern por, pelo menos, dois golos de diferença, e esperar que os alemães perdessem também na Holanda).
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Monaco – Brugge – 0-4
At. Madrid – B. Dortmund – 2-0
1º B. Dortmund e At. Madrid, 9; 3º Brugge, 4; 4º Monaco, 1
Grupo B
Inter – Barcelona – 1-1
Tottenham – PSV – 2-1
1º Barcelona, 10; 2º Inter, 7; 3º Tottenham, 4; 4º PSV, 1
Grupo C
Crvena Zvezda – Liverpool – 2-0
Napoli – Paris St.-Germain – 1-1
1º Liverpool e Napoli, 6; 3º Paris St.-Germain, 5; 4º Crvena Zvezda, 4
Grupo D
Schalke 04 – Galatasaray – 2-0
FC Porto – Lokomotiv Moskva – 4-1
1º FC Porto, 10; 2º Schalke 04, 8; 3º Galatasaray, 4; 4º Lokomotiv Moskva, 0
Grupo E
Benfica – Ajax – 1-1
Bayern – AEK – 2-0
1º Bayern, 10; 2º Ajax, 8; 3º Benfica, 4; 4º AEK, 0
Grupo F
Manchester City – Shakhtar Donetsk – 6-0
Lyon – Hoffenheim – 2-2
1º Manchester City, 9; 2º Lyon, 6; 3º Hoffenheim, 3; 4º Shakhtar Donetsk, 2
Grupo G
Viktoria Plzeň – Real Madrid – 0-5
CSKA Moskva – Roma – 1-2
1º Real Madrid e Roma, 9; 3º CSKA Moskva, 4; 4º Viktoria Plzeň, 1
Grupo H
Valencia – Young Boys – 3-1
Juventus – Manchester United – 1-2
1º Juventus, 9; 2º Manchester United, 7; 3º Valencia, 5; 4º Young Boys, 1
Ainda com duas jornadas por disputar, o Barcelona garantiu já o apuramento para os 1/8 de final da Liga dos Campeões.
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Brugge – Monaco – 1-1
B. Dortmund – At. Madrid – 4-0
1º B. Dortmund, 9; 2º At. Madrid, 6; 3º Brugge e Monaco, 1
Grupo B
Barcelona – Inter – 2-0
PSV – Tottenham – 2-2
1º Barcelona, 9; 2º Inter, 6; 3º Tottenham e PSV, 1
Grupo C
Liverpool – Crvena Zvezda – 4-0
Paris St.-Germain – Napoli – 2-2
1º Liverpool, 6; 2º Napoli, 5; 2º Paris St.-Germain, 4; 4º Crvena Zvezda, 1
Grupo D
Galatasaray – Schalke 04 – 0-0
Lokomotiv Moskva – FC Porto – 1-3
1º FC Porto, 7; 2º Schalke 04, 5; 3º Galatasaray, 4; 4º Lokomotiv Moskva, 0
Grupo E
Ajax – Benfica – 1-0
AEK – Bayern – 0-2
1º Ajax e Bayern, 7; 3º Benfica, 3; 4º AEK, 0
Grupo F
Shakhtar Donetsk – Manchester City – 0-3
Hoffenheim – Lyon – 3-3
1º Manchester City, 6; 2º Lyon, 5; 3º Hoffenheim e Shakhtar Donetsk, 2
Grupo G
Real Madrid – Viktoria Plzeň – 2-1
Roma – CSKA Moskva – 3-0
1º Roma e Real Madrid, 6; 3º CSKA Moskva, 4; 4º Viktoria Plzeň, 1
Grupo H
Young Boys – Valencia – 1-1
Manchester United – Juventus – 0-1
1º Juventus, 9; 2º Manchester United, 4; 3º Valencia, 2; 4º Young Boys, 1
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Ajax – Benfica
Ajax – André Onana, Noussair Mazraoui, Matthijs de Ligt, Daley Blind, Nicolás “Nico” Tagliafico, Hakim Ziyech, Donny van de Beek (88m – David Neres), Lasse Schöne, Frenkie de Jong, Dušan Tadić e Kasper Dolberg
Benfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Germán Conti, Jardel Vieira, Alejandro “Álex” Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio, Luís Fernandes “Pizzi” (79m – Gabriel Pires), Gedson Fernandes, Rafael “Rafa” Silva (90m – Franco Cervi) e Haris Seferović
1-0 – Noussair Mazraoui – 90m
Cartões amarelos – Noussair Mazraoui (22m), André Onana (39m) e Nicolás “Nico” Tagliafico (49m); Jardel Vieira (9m), Germán Conti (64m), Eduardo Salvio (72m) e Haris Seferović (86m)
Árbitro – Ruddy Buquet (França)
Esteve quase para ser um daqueles jogos de zero-zero “frenéticos”, muito vivo, “bola cá, bola lá”, com tendência repartida, e diversas ocasiões de perigo, nenhuma delas concretizada… até aos 90 minutos.
É verdade que coube ao Ajax, desde início, assumir a maior iniciativa atacante, em lances rápidos, envolvendo diversos elementos em acções ofensivas, o que, em paralelo, concedia espaços para o contra-ataque do Benfica, numa intensa dinâmica dual.
No reencontro – 46 anos depois – de dois “clássicos” do futebol europeu, até seria a equipa portuguesa a ter, por duas vezes, oportunidades flagrantes para marcar, isto ainda nos cinco minutos iniciais da partida: primeiro, num remate cruzado de Rafa Silva, travado por Onana, e, de seguida, numa assistência de Salvio (hesitante no remate à baliza) a Seferović, com De Ligt a salvar sobre a linha de golo.
Numa fase de pressão acrescida do conjunto holandês, o Benfica ver-se-ia forçado a recuar, reagrupando-se, obrigando o Ajax a procurar alternativas, por via de remates de meia distância, com Vlachodimos a mostrar-se praticamente intransponível e, quase a fechar a primeira metade, Conti, “in-extremis”, a ir resgatar uma bola que parecia estar já meio dentro das redes.
No segundo tempo, inevitavelmente, o ritmo haveria de baixar, não obstante a equipa holandesa voltasse a ter uma entrada forte, mas denotando dificuldades em romper a barreira defensiva adversária.
Trocando os papéis, seria a vez de Seferović servir Salvio, que também não conseguiria materializar o golo. No outro lado, Van de Beek obrigava Vlachodimos a soberba intervenção.
Após grande insistência do Ajax, com o Benfica a resistir bem, e com o tempo de jogo a aproximar-se do seu final, ambas as equipas procuravam já minorar a exposição ao risco, o que se reflectiu, inclusivamente, nas (poucas) e tardias substituições.
Depois de tantas ocasiões desaproveitadas, de parte a parte, acabaria então por ser premiado o Ajax – já no segundo minuto para além do tempo regulamentar -, com o recém entrado David Neres, num lance de insistência junto à linha de fundo, na sequência de uma intercepção falhada de Conti, a centrar atrasado, para o remate de longe do lateral Mazraoui, a embater ainda no pé de Grimaldo, traindo o guardião benfiquista.
Num ápice as contas do Grupo davam uma grande volta: o Benfica deixa de depender apenas de si próprio e de uma (necessária) vitória em casa perante este mesmo Ajax; o – agora mais difícil – apuramento implicará ganhar também ao A.E.K. e esperar que os holandeses não consigam vencer na Grécia, nem ao Bayern, em casa…
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
B. Dortmund – Monaco – 3-0
At. Madrid – Brugge – 3-1
1º B. Dortmund e At. Madrid, 6; 3º Brugge e Monaco, 0
Grupo B
PSV – Inter – 1-2
Tottenham – Barcelona – 2-4
1º Barcelona e Inter, 6; 3º Tottenham e PSV, 0
Grupo C
Paris St.-Germain – Crvena Zvezda – 6-1
Napoli – Liverpool – 1-0
1º Napoli, 4; 2º Paris St.-Germain e Liverpool, 3; 4º Crvena Zvezda, 1
Grupo D
Lokomotiv Moskva – Schalke 04 – 0-1
FC Porto – Galatasaray – 1-0
1º FC Porto e Schalke 04, 4; 3º Galatasaray, 3; 4º Lokomotiv Moskva, 0
Grupo E
AEK – Benfica – 2-3
Bayern – Ajax – 1-1
1º Ajax e Bayern, 4; 3º Benfica, 3; 4º AEK, 0
Grupo F
Hoffenheim – Manchester City – 1-2
Lyon – Shakhtar Donetsk – 2-2
1º Lyon, 4; 2º Manchester City, 3; 3º Shakhtar Donetsk, 2; 4º Hoffenheim, 1
Grupo G
Roma – Viktoria Plzeň – 5-0
CSKA Moskva – Real Madrid – 1-0
1º CSKA Moskva, 4; 2º Roma e Real Madrid, 3; 4º Viktoria Plzeň, 1
Grupo H
Manchester United – Valencia – 0-0
Juventus – Young Boys – 3-0
1º Juventus, 6; 2º Manchester United, 4; 3º Valencia, 1; 4º Young Boys, 0
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – A.E.K. – Benfica
A.E.K. – Vassilis Barkas, Michalis Bakakis, Marios Oikonomou (68m – Uroš Ćosić), Dmytro Chygrynskiy, Niklas Hult, Tasos Bakasetas, Kostas Galanopoulos, Viktor Klonaridis, André Simões (79m – Rodrigo Galo), Petros Mantalos e Ezequiel Ponce (60m – Giorgos Giakoumakis)
Benfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Germán Conti, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio (46m – Cristián Lema), Pizzi (62m – Alfa Semedo), Gedson Fernandes, Rafa Silva (84m – Franco Cervi) e Haris Seferović
0-1 – Haris Seferović – 6m
0-2 – Alex Grimaldo – 15m
1-2 – Viktor Klonaridis – 53m
2-2 – Viktor Klonaridis – 63m
2-3 – Alfa Semedo – 74m
Cartões amarelos – Ezequiel Ponce (34m) e Tasos Bakasetas (40m); Rúben Dias (8m), André Almeida (79m) e Alex Grimaldo (90m)
Cartão vermelho – Rúben Dias (45m)
Árbitro – Orel Grinfeld (Israel)
Costuma dizer-se que os jogos têm, por vezes, “duas partes distintas”; este teve-as de facto, mas com uma repartição peculiar a nível de tempo de jogo…
O Benfica começou por ter uma entrada fulgurante, marcando dois golos num fantástico quarto de hora inicial (recarga oportuna de Seferović, após defesa incompleta a remate de Gedson e um curioso golo de cabeça de Grimaldo, a surgir isolado na área, junto ao segundo poste, a centro de Pizzi), aproveitando da melhor forma as fragilidades defensivas patenteadas pelo adversário – podia, inclusivamente, ter chegado antes ao segundo golo, noutras duas boas oportunidades, por Seferović e Fejsa, “salvas in-extremis” -, o que se supunha o colocaria a salvo de qualquer percalço; porém, a partir do meio da primeira parte, baixando o ritmo, cedendo a iniciativa ao adversário, perderia também o controlo do jogo, o que se agravaria drasticamente com a expulsão de Rúben Dias, sancionado por uma entrada excessivamente impetuosa.
No curto intervalo de dez minutos – tal como sucedera com a equipa portuguesa na metade inicial do desafio -, aproveitando o completo desnorte dos benfiquistas – com uma defesa completamente improvisada, com Conti e Lema pela primeira vez a jogarem juntos no eixo central -, incapazes de suster as investidas contrárias, o A.E.K. apontou também dois tentos, igualando o marcador, mas denotando então uma tendência de superioridade que, tudo apontava, conduziria a uma tão inesperada como gravosa reviravolta no resultado.
Logo depois de Vlachodimos – uma vez mais a grande nível, com intervenções determinantes – ter, com uma soberba intervenção, evitado o terceiro golo de Klonaridis, valeria então a acção de Alfa Semedo, que entrara com a missão de procurar reforçar o meio-campo, visando o reequilíbrio do jogo e a contenção do adversário o mais longe possível da zona defensiva, mas que, melhor que isso, numa excelente iniciativa individual – com grande similitude com o golo de Éder na final do Europeu, em 2016 -, se foi libertando dos oponentes que o procuravam travar, conseguindo, com um magnífico remate de meia distância, visar com êxito a baliza, assim recolocando – completamente “contra a corrente do jogo” -, o Benfica em vantagem!
Até final, a partida mudaria novamente – de forma radical -, de figura, então com os gregos a acusar sobremaneira o golo, já sem capacidade de reagir outra vez à sua “desventura”, numa partida que, pelas suas incidências, acabou por ter um desfecho bem lisonjeiro para as cores benfiquistas.
Luisão e os jogos do Benfica nas provas europeias
Ânderson Luís da Silva – Luisão – deu por concluída esta semana, aos 37 anos de idade, a sua longa carreira de futebolista.
Após 15 anos e três meses ininterruptamente ao serviço do Benfica, conquistou um total de 20 títulos (6 de Campeão Nacional, 3 Taças de Portugal, 4 Supertaças e 7 Taças da Liga), sendo o jogador do clube com mais troféus.
Somou 538 jogos oficiais pelo Benfica (337 no campeonato, 127 nas competições europeias, 44 na Taça de Portugal, 24 na Taça da Liga e 6 na Supertaça) – nos quais marcou 47 golos -, o que faz dele o segundo jogador com mais jogos no clube (apenas superado por Nené, que disputou 578 jogos). Alinhou ainda em 44 jogos pela selecção principal do Brasil.
Desde que Luisão chegou a Lisboa, no Verão de 2003, o Benfica realizou um total de 169 jogos nas competições europeias, nos quais o “capitão” Luisão marcou presença no eixo da defesa em 127 ocasiões (record), a larga distância dos mais próximos (Óscar Cardozo – 76; Maxi Pereira – 74; Nico Gaitán – 63; Eduardo Salvio, 55; Nuno Gomes – 53).
No grafismo abaixo – clicar nas imagens para aceder à visualização – são indicados os 30 jogadores com mais de 25 desafios disputados pelo Benfica nesse período, em provas europeias. Na parte inferior é apresentada a lista detalhada de todos esses 169 jogos (passando o cursor sobre o resultado, podem ver-se diversos dados sobre cada jogo, como a competição a que respeitam, os marcadores dos golos do Benfica ou o árbitro, por exemplo).
As fichas completas de cada um desses 169 jogos do Benfica em competições europeias, desde o regresso do clube a tais provas, na época de 2003-04 (coincidindo precisamente com a chegada de Luisão ao Benfica e, também, paralelamente, com a inauguração – a 25 de Outubro de 2003 – do novo Estádio da Luz) podem ser consultadas aqui.
A nível de golos marcados nessas partidas da UEFA, num total de 225 golos apontados pelo Benfica, destaca-se Óscar Cardozo, com 34, seguido por Nuno Gomes (15), Simão Sabrosa (12) e Luisão e Eduardo Salvio (11), os únicos a conseguir superar a marca de 10 tentos, conforme indicado no grafismo abaixo (dos jogadores com menos de 25 jogos, apenas Zahovič e Miccoli atingiram os 5 golos).
Nos quadros seguintes são ainda apresentados os detalhes de jogos e golos por época, relativamente aos 30 jogadores com mais jogos realizados pelo Benfica nas competições europeias, entre 13 de Agosto de 2003 (num desafio em Roma, frente à Lazio, equipa na qual, por curiosidade, alinhavam então Sérgio Conceição e Fernando Couto) e o passado dia 19 de Setembro de 2018.
A título de curiosidade, uma “equipa-tipo” do Benfica nas competições europeias (tendo por base os 169 jogos realizados desde 2003) poderia ser constituída por: Artur Moraes (43 jogos); Maxi Pereira (74), Luisão (127), Jardel (41), Léo (34); Petit (47); Simão Sabrosa (40), Nico Gaitán (63), Pablo Aimar (39), Eduardo Salvio (55) e Óscar Cardozo (76).
Neste exercício os “suplentes” seriam: Quim (38 jogos), André Almeida (48), Ezequiel Garay (39), Javi García (39), Ángel Di María (30), Enzo Pérez (31) e Nuno Gomes (53) – “sobrando” ainda Ricardo Rocha (33), Carlos Martins (31), Lima (31), Pizzi (30), Javier Saviola, Ljubomir Fejsa, Nemanja Matić e Rúben Amorim (29 cada), David Luiz, Fábio Coentrão, Kostas Katsouranis e Rodrigo Moreno (28 cada).
Para além de Óscar Cardozo, só Nuno Gomes, Simão Sabrosa, Luisão e Nico Gaitán conseguiram marcar ao longo de quatro épocas consecutivas.
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Monaco – At. Madrid – 1-2
Brugge – B. Dortmund – 0-1
1º At. Madrid e B. Dortmund, 3; 3º Monaco e Brugge, 0
Grupo B
Inter – Tottenham – 2-1
Barcelona – PSV – 4-0
1º Barcelona e Inter, 3; 3º Tottenham e PSV, 0
Grupo C
Crvena Zvezda – Napoli – 0-0
Liverpool – Paris St.-Germain – 3-2
1º Liverpool, 3; 2º Napoli e Crvena Zvezda, 1; 4º Paris St.-Germain, 0
Grupo D
Schalke 04 – FC Porto – 1-1
Galatasaray – Lokomotiv Moskva – 3-0
1º Galatasaray, 3; 2º FC Porto e Schalke 04, 1; 4º Lokomotiv Moskva, 0
Grupo E
Benfica – Bayern – 0-2
Ajax – AEK – 3-0
1º Ajax e Bayern, 3; 3º Benfica e AEK, 0
Grupo F
Manchester City – Lyon – 1-2
Shakhtar Donetsk – Hoffenheim – 2-2
1º Lyon, 3; 2º Shakhtar Donetsk e Hoffenheim, 1; 4º Manchester City, 0
Grupo G
Viktoria Plzeň – CSKA Moskva – 2-2
Real Madrid – Roma – 3-0
1º Real Madrid, 3; 2º CSKA Moskva e Viktoria Plzeň, 1; 4º Roma, 0
Grupo H
Valencia – Juventus – 0-2
Young Boys – Manchester United – 0-3
1º Manchester United e Juventus, 3; 3º Valencia e Young Boys, 0







