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Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Brugge – Paris St.-Germain – 0-5
Galatasaray – Real Madrid – 0-1
1º Paris St.-Germain, 9; 2º Real Madrid, 4; 3º Brugge, 2; 4º Galatasaray, 1
Grupo B
Olympiakos – Bayern – 2-3
Tottenham – Crvena Zvezda – 5-0
1º Bayern, 9; 2º Tottenham, 4; 3º Crvena Zvezda, 3; 4º Olympiakos, 1
Grupo C
Shakhtar Donetsk – D. Zagreb – 2-2
Manchester City – Atalanta – 5-1
1º Manchester City, 9; 2º D. Zagreb e Shakhtar Donetsk, 4; 4º Atalanta, 0
Grupo D
At. Madrid – Bayer Leverkusen – 1-0
Juventus – Lokomotiv Moskva – 2-1
1º Juventus e At. Madrid, 7; 3º Lokomotiv Moskva, 3; 4º Bayer Leverkusen, 0
Grupo E
RB Salzburg – Napoli – 2-3
Genk – Liverpool – 1-4
1º Napoli, 7; 2º Liverpool, 6; 3º RB Salzburg, 3; 4º Genk, 1
Grupo F
Inter – B. Dortmund – 2-0
Slavia Praha – Barcelona – 1-2
1º Barcelona, 7; 2º Inter e B. Dortmund, 4; 4º Slavia Praha, 1
Grupo G
Benfica – Lyon – 2-1
RB Leipzig – Zenit – 2-1
1º RB Leipzig, 6; 2º Zenit e Lyon, 4; 4º Benfica, 3
Grupo H
Ajax – Chelsea – 0-1
Lille – Valencia – 1-1
1º Ajax e Chelsea, 6; 3º Valencia, 4; 4º Lille, 1
Liga dos Campeões – 3ª jornada – Benfica – Olympique Lyonnais
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Francisco Ferreira “Ferro”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Gedson Fernandes, Florentino Luís, Gabriel Pires, Rafael “Rafa” Silva (20m – Luís Fernandes “Pizzi”), Franco Cervi (78m – Raúl de Tomás) e Haris Seferović (59m – Carlos Vinícius)
Olympique Lyonnais – Anthony Lopes, Léo Dubois, Jason Denayer, Marcelo, Youssouf Koné, Martin Terrier (56m – Thiago Mendes), Houssem Aouar (88m – Jeff Reine-Adélaïde), Lucas Tousart, Maxwel Cornet (66m – Bertrand Traoré), Moussa Dembélé e Memphis Depay
1-0 – Rafael “Rafa” Silva – 4m
1-1 – Memphis Depay – 70m
2-1 – Luís Fernandes “Pizzi” – 86m
Cartões amarelos – Luís Fernandes “Pizzi” (42m) e Gedson Fernandes (52m); Marcelo (10m), Moussa Dembélé (26m) e Youssouf Koné (38m)
Árbitro – Ivan Kružliak (Eslováquia)
Pese embora tenha entrado em campo com uma estratégia que visava surpreender o adversário – com Rafa mais adiantado, no apoio a Seferović, apostando em Cervi na esquerda e Gedson na direita (tendo Pizzi ficado no banco) -, o Benfica voltou a registar uma exibição muito pobre, tendo conseguido uma muito feliz vitória, a sua 200.ª do seu historial em jogos das competições europeias (marca apenas já atingida pelos “colossos” Barcelona, Real Madrid, Bayern, Juventus, Liverpool e AC Milan!).
E as coisas até começaram da melhor forma, com um golo logo ao quarto minuto, na segunda vez que a equipa portuguesa chegou à área contrária, com Rafa, liberto de marcação, beneficiando da passividade dos defesas, a visar a baliza com êxito, a passe de Cervi.
A equipa da casa teria outra ocasião de perigo, pouco antes dos 20 minutos, mas com o remate de Seferović, isolado frente ao guarda-redes, a sair desenquadrado.
Porém, o primeiro contratempo chegaria pouco depois, com a saída do mesmo Rafa, a ressentir-se de lesão, o que forçou Bruno Lage a “desmontar” o esquema que tinha delineado, fazendo entrar Pizzi, alterando o sistema táctico para um posicionamento mais conservador e previsível, tendo feito avançar Gedson (para a posição até então ocupada por Rafa), o qual, porém, daria sempre a sensação de estar a pisar terrenos estranhos.
Numa primeira parte não muito bem jogada, de parte a parte, com a bola muito aos repelões, o suíço desperdiçaria, ainda antes dos 40 minutos, outro lance de perigo, rematando por cima da trave da baliza francesa.
Mas, se – ainda no último quarto de hora da etapa inicial – o Lyon começara já a procurar ganhar ascendente em termos de posse de bola (com uma oportunidade soberana, negada por intercepção muito oportuna de Grimaldo), no segundo tempo esse domínio seria bem evidente, empurrando o Benfica para o seu meio-campo, com sucessivas tentativas, mesmo que algo atabalhoadas, mas que faziam antever que o golo seria questão de tempo… como foi.
Logo à passagem dos dez minutos, seria Rúben Dias, de cabeça, a salvar o golo; para, cerca dos vinte minutos, ser a vez de Cornet rematar à barra, depois de um desvio da bola em Ferro.
Após o tento do empate – com Depay, descaído sobre a esquerda, a surgir livre de marcação, a empurrar a bola, sem dificuldade, para a baliza, dando sequência a um cruzamento do lado contrário – receou-se que o Benfica pudesse vir mesmo a acabar por perder, tal a dificuldade que denotava para “pegar no jogo”, com Vlachodimos também a ter uma boa (e aparatosa) intervenção, a socar um remate em arco, outra vez por Depay.
O figurino táctico alterar-se-ia, para os derradeiros doze minutos, com a entrada de Raúl de Tomás, a fazer dupla com o também substituto Carlos Vinícius, e o “onze” benfiquista teria então o seu melhor (curto) período, aproveitando alguma descompensação da equipa de Lyon, a qual, em paralelo, ia dando também alguns sinais de que o empate a satisfazia.
Primeiro, Pizzi, com um potente e (demasiado) colocado remate (o primeiro em toda a segunda a parte) de fora da área, faria a bola embater com estrondo no poste, num lance sem hipótese para Anthony Lopes.
No minuto imediato, os mesmos protagonistas estariam na base do regresso às vitórias do Benfica na Liga dos Campeões: o guardião português procurou, de forma algo precipitada, lançar rapidamente o contra-ataque, mas a bola saiu “enrolada” das suas mãos, caindo numa zona em que Pizzi, muito oportuno – antecipando-se ao defesa adversário – e eficaz, de primeira, sem preparação, num excelente gesto técnico, de elevado grau de dificuldade, rematou com sucesso a bola para a baliza escancarada, aproveitando o facto de o guarda-redes se encontrar adiantado e descaído sobre o lado esquerdo da grande área.
Até final, a equipa portuguesa teria então a capacidade de segurar as investidas contrárias, numa fase já de “desespero”, conservando a preciosa vantagem algo imprevistamente obtida, numa partida em que continuou a denotar muitas fragilidades e, a partir de determinada altura, dificuldades físicas para manter o ritmo e suster o avanço do adversário no terreno.
Resta esperar que esta vitória possa conferir ao grupo a tranquilidade e confiança que lhe tem faltado, também com Bruno Lage a parecer surgir agora com um algo estranho conformismo, num sinal radicalmente oposto aos que transmitiu aquando da assunção da responsabilidade pelo comando técnico da equipa. Que, sobre as vitórias, seja possível trabalhar com maior serenidade e, rapidamente, voltar a aproximar-se dos níveis exibicionais do final da época passada…
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Galatasaray – Paris St.-Germain – 0-1
Real Madrid – Brugge – 2-2
1º Paris St.-Germain, 6; 2º Brugge, 2; 3º Galatasaray e Real Madrid, 1
Grupo B
Tottenham – Bayern – 2-7
Crvena Zvezda – Olympiakos – 3-1
1º Bayern, 6; 2º Crvena Zvezda, 3; 3º Olympiakos e Tottenham, 1
Grupo C
Manchester City – D. Zagreb – 2-0
Atalanta – Shakhtar Donetsk – 1-2
1º Manchester City, 6; 2º D. Zagreb e Shakhtar Donetsk, 3; 4º Atalanta, 0
Grupo D
Juventus – Bayer Leverkusen – 3-0
Lokomotiv Moskva – At. Madrid – 0-2
1º Juventus e At. Madrid, 4; 3º Lokomotiv Moskva, 3; 4º Bayer Leverkusen, 0
Grupo E
Genk – Napoli – 0-0
Liverpool – RB Salzburg – 4-3
1º Napoli, 4; 2º RB Salzburg e Liverpool, 3; 4º Genk, 1
Grupo F
Slavia Praha – B. Dortmund – 0-2
Barcelona – Inter – 2-1
1º B. Dortmund e Barcelona, 4; 3º Inter e Slavia Praha, 1
Grupo G
RB Leipzig – Lyon – 0-2
Zenit – Benfica – 3-1
1º Zenit e Lyon, 4; 3º RB Leipzig, 3; 4º Benfica, 0
Grupo H
Lille – Chelsea – 1-2
Valencia – Ajax – 0-3
1º Ajax, 6; 2º Chelsea e Valencia, 3; 4º Lille, 0
Liga dos Campeões – 2ª jornada – Zenit – Benfica
Zenit S. Petersburgo – Andrei Lunev, Igor Smolnikov (63m – Yordan Osorio), Branislav Ivanović, Yaroslav Rakitskiy, Douglas Santos, Sebastián Driussi, Wílmar Barrios, Magomed Ozdoev, Oleg Shatov (68m – Vyacheslav Karavaev), Sardar Azmoun (81m – Aleksandr Erokhin) e Artem Dzyuba
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Jardel Vieira, Alejandro “Álex” Grimaldo, Ljubomir Fejsa (60m – Carlos Vinícius), Luís Fernandes “Pizzi” (60m – Caio Lucas), Gabriel Pires, Adel Taarabt, Rafael “Rafa” Silva e Haris Seferović (81m – Raúl de Tomás)
1-0 – Artem Dzyuba – 22m
2-0 – Rúben Dias (p.b.) – 70m
3-0 – Sardar Azmoun – 78m
3-1 – Raúl de Tomás – 85m
Cartão amarelo – Yaroslav Rakitskiy (44m)
Árbitro – Carlos del Cerro Grande (Espanha)
Os resultados e as exibições do Benfica em desafios da Liga dos Campeões têm vindo a assumir um padrão, nas últimas épocas, que afastam já a causalidade ou qualquer outro aspecto relacionado com a aleatoriedade do jogo.
É evidente a falta de competitividade que, de forma consistente, tem vindo a ser patenteada, a este nível, de exigência máxima em termos europeus: 11 derrotas sofridas nos últimos 14 jogos disputados na fase de grupos da competição são números demasiado eloquentes.
Esta noite, ciente da necessidade de pontuar, atendendo ao mau arranque nesta edição, com o desaire caseiro sofrido ante o RB Leipzig, o Benfica – depois de um primeiro susto, logo ao segundo minuto – até pareceu entrar com disposição positiva, procurando jogar de igual para igual (Seferović cabecearia, com perigo, aos cinco minutos).
Porém, a partir do primeiro tento sofrido, aos 22 minutos – com Vlachodimos, apertado, a passar a bola a Fejsa, que não conseguiu dominar, perdendo a bola para Ozdoev, deixando espaço à rápida incursão de Dzyuba, que não perdoou -, a equipa logo se descompôs, revelando, durante cerca de uma hora de jogo, inexplicáveis fragilidades, e, pior, mostrando-se desconcentrada, abúlica, e com erros gritantes, inaceitáveis em alta competição, que o Zenit aproveitou para, sem dificuldade, elevar a contagem até 3-0, podendo, inclusivamente, o marcador ter atingido expressão mais violenta (o resultado tangencial ao intervalo era, aliás, lisonjeiro para o Benfica).
Nessa fase, após Bruno Lage ter arriscado, fazendo sair Fejsa para a entrada de Carlos Vinícius, a equipa benfiquista estava já claramente descompensada, esquecida das imprescindíveis marcações, deixando enormes clareiras livres ao seu adversário.
Assim chegaria o segundo golo do Zenit, numa transição rápida, com Rúben Dias – ao tentar interceptar a bola, que, cruzada por Karavaev, rumava para a fácil finalização de um contrário, nas suas costas -, infeliz, a introduzir a bola na sua própria baliza.
E, poucos minutos depois, o terceiro tento, outra vez com o meio campo e defensiva encarnadas, completamente distraídos, na sequência de um livre, a conceder completa liberdade de movimentos ao ataque russo.
Ao longo de todo esse período, o grupo português apresentava-se desligado, sem agressividade, permitindo ao Zenit superiorizar-se em praticamente todos os duelos individuais e bolas divididas.
De positivo ficou unicamente, já na parte final do encontro, o grito de inconformismo de Raúl de Tomás – cuja entrada em campo, a nove minutos do fim, até chegou a dar a sensação de, de alguma forma, poder ser um “presente envenenado”, considerando a forma destrambelhada como a equipa se posicionava – com um potente remate, de fora da área, ao ângulo da baliza, a quebrar o seu jejum pessoal de golos ao serviço do Benfica, estreando-se enfim a marcar.
Nos derradeiros minutos, Raúl de Tomás, Gabriel e Carlos Vinicius estariam ainda perto de poder voltar a chegar ao golo, mas o resultado não se alteraria.
Urge “arrepiar caminho”: a salvação da participação europeia do Benfica nesta época passa, necessariamente, por uma vitória no próximo jogo frente ao Lyon.
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Paris St.-Germain – Real Madrid – 3-0
Brugge – Galatasaray – 0-0
1º Paris St.-Germain, 3; 2º Brugge e Galatasaray, 1; 4º Real Madrid, 0
Grupo B
Bayern – Crvena Zvezda – 3-0
Olympiakos – Tottenham – 2-2
1º Bayern, 3; 2º Tottenham e Olympiakos, 1; 4º Crvena Zvezda, 0
Grupo C
D. Zagreb – Atalanta – 4-0
Shakhtar Donetsk – Manchester City – 0-3
1º D. Zagreb e Manchester City, 3; 3º Shakhtar Donetsk e Atalanta, 0
Grupo D
Bayer Leverkusen – Lokomotiv Moskva – 1-2
At. Madrid – Juventus – 2-2
1º Lokomotiv Moskva, 3; 2º Juventus e At. Madrid, 1; 4º Bayer Leverkusen, 0
Grupo E
Napoli – Liverpool – 2-0
RB Salzburg – Genk – 6-2
1º RB Salzburg e Napoli, 3; Liverpool e Genk, 0
Grupo F
B. Dortmund – Barcelona – 0-0
Inter – Slavia Praha – 1-1
1º Inter, Slavia Praha, Barcelona e B. Dortmund, 1
Grupo G
Lyon – Zenit – 1-1
Benfica – RB Leipzig – 1-2
1º RB Leipzig, 3; 2º Lyon e Zenit, 1; 4º Benfica, 0
Grupo H
Chelsea – Valencia – 0-1
Ajax – Lille – 3-0
1º Ajax e Valencia, 3; 3º Chelsea e Lille, 0
Liga dos Campeões – 1ª jornada – Benfica – RB Leipzig
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Francisco Ferreira “Ferro”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (76m – Rafael “Rafa” Silva), Ljubomir Fejsa, Adel Taarabt, Franco Cervi (76m – Haris Seferović), João Filipe “Jota” (67m – David Tavares) e Raúl de Tomás
RB Leipzig – Péter Gulácsi, Willi Orban, Ibrahima Konaté, Nordi Mukiele, Diego Demme, Marcel Sabitzer, Konrad Laimer (39m – Amadou Haidara), Emil Forsberg (88m – Christopher Nkunku), Marcel Halstenberg (83m – Lukas Klostermann), Yussuf Poulsen e Timo Werner
0-1 – Timo Werner – 69m
0-2 – Timo Werner – 78m
1-2 – Haris Seferović – 84m
Cartões amarelos – João Filipe “Jota” (62m); Yussuf Poulsen (57m) e Amadou Haidara (70m)
Árbitro – Anastasios ”Tasos” Sidiropoulos (Grécia)
Na estreia de Bruno Lage na Liga dos Campeões (por coincidência, suspenso, devido ao cartão vermelho que lhe foi exibido no último jogo da Liga Europa da temporada passada), o treinador do Benfica voltou a procurar surpreender, optando por uma “mini-revolução” no onze, dando também oportunidade ao “baptismo europeu” de Tomás Tavares (e, depois, igualmente de David Tavares), estreando-se também Taarabt e Raúl de Tomás em desafios das competições europeias, ao serviço do Benfica, a que acrescem ainda as entradas de Franco Cervi (primeiro jogo oficial na presente época) e Jota, para os lugares habitualmente desempenhados por Rafa Silva e Seferović.
A primeira parte caracterizou-se por quase absoluto equilíbrio (repartição paritária do tempo de posse de bola, 50/50, dois cantos para cada lado, número muito aproximado de remates), com as duas equipas perfeitamente “encaixadas”, destacando-se, neste período, dois lances, um para cada lado: primeiro, aos 26 minutos, Timo Werner a testar a concentração de Vlachodimos; quase a chegar ao intervalo, seria a vez de Gulácsi defender um remate de cabeça de Raúl de Tomás.
Porém, à medida que o relógio ia avançando, o ritmo competitivo mais intenso da formação germânica começava a fazer-se sentir, com Vlachodimos a ser chamado a várias intervenções de bom nível, procurando manter a sua baliza inviolada.
O primeiro lance de algum perigo a favor do Benfica surgiria apenas à passagem da hora de jogo, com Pizzi a conseguir fugir à marcação directa, mas, sem deixar de se sentir pressionado, algo precipitadamente, a rematar fraco e à figura do guardião contrário.
Com as equipas a arriscar mais – pese embora a turma portuguesa apostasse mais em transições rápidas -, o jogo começaria a ficar “partido”, abrindo-se espaços, e acabaria mesmo por ser o RB Leipzig a inaugurar o marcador, próximo dos 70 minutos.
Com uma boa reacção ao tento sofrido, o Benfica teria, quase de imediato, as suas melhores oportunidades de golo, primeiro com o guarda-redes húngaro a dar boa resposta a um livre directo apontado por Grimaldo, e poucos minutos volvidos, com Taarabt a lançar Cervi, que, isolado frente a Gulácsi, não teve, porém, o discernimento necessário para marcar.
Menos de dez minutos após o tento inaugural, a equipa alemã ampliaria a vantagem, outra vez pelo letal Timo Werner, dando prova de grande eficácia.
Já próximo do final da partida, o Benfica conseguiria ainda reduzir para uma diferença tangencial no marcador, com Seferović, de primeira, a dar boa sequência à assistência de Rafa.
Curiosamente, o conjunto português teria ainda nova ocasião para voltar a marcar, invertendo-se os papéis, desta vez com Rafa, a passe de Seferović, a rematar ao lado.
Frente a um adversário que se revelou mais forte – o RB Leipzig (actual líder da Bundesliga), vindo do “pote 4”, será talvez a mais poderosa equipa do grupo –, o Benfica acabou, não obstante, por ser penalizado pela sua ineficácia, não tendo conseguido materializar em golo um par de ocasiões flagrantes de que dispôs, voltando a ter uma comprometedora “entrada em falso” na Liga dos Campeões, que faz realçar, desde já, a crucial importância do jogo a disputar em São Petersburgo.
Liga dos Campeões – 2019-20 – Sorteio da Fase de Grupos
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D P. St.-Germain Bayern Man. City Juventus Real Madrid Tottenham Shakhtar At. Madrid Brugge Olympiakos D. Zagreb B. Leverkusen Galatasaray Crvena Zvezda Atalanta Lok. Moskva Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H Liverpool Barcelona Zenit Chelsea Napoli B. Dortmund Benfica Ajax RB Salzburg Inter Lyon Valencia Genk Slavia Praha RB Leipzig Lille
A primeira jornada disputa-se já nos próximos dias 17 e 18 de Setembro, estando agendado para 10 e 11 de Dezembro o termo desta fase de Grupos.
A Final da Liga dos Campeões desta temporada disputa-se no “Atatürk Olimpiyat Stadı”, em Istambul, na Turquia, a 30 de Maio de 2020.
Liga dos Campeões – 2019-20 – Ranking global acumulado dos 32 clubes participantes

Os principais clubes ausentes desta 28.ª edição da “Liga dos Campeões” são: Manchester United (4.º lugar no ranking global da prova); Arsenal (6.º); FC Porto (7.º); AC Milan (9.º); Roma (18.º); PSV (23.º); Monaco (27.º); Schalke 04 (28.º); Panathinaikos (29.º); e Spartak Moscovo (30.º).
Ranking histórico – Taça dos Campeões Europeus / Liga dos Campeões

(clicar na imagem para ampliar)
Consolidando o “ranking” da Taça dos Campeões Europeus (de 1955-56 a 1991-92) com o da Liga dos Campeões (desde 1992-93), tendo em consideração a totalidade das 64 temporadas de disputa da competição, realça-se ainda de forma mais vincada o domínio do Real Madrid, com um total de 49 participações – para além, obviamente, dos 13 títulos de Campeão Europeu conquistados (quase duplicando o número de troféus do mais directo perseguidor)!.
De facto, o clube mais próximo em número de presenças na prova é o Benfica, que participou em 38 edições, seguido pelo Ajax, Bayern e D. Kiev (35), Anderlecht (34), FC Porto, Celtic e Juventus (33).
Neste “ranking” histórico global da principal competição europeia de clubes, Benfica e FC Porto – contando, cada um deles, com 2 títulos de Campeão Europeu nos respectivos palmarés – ocupam notáveis 7.º e 9.º postos (curiosamente, enquadrando o novo Campeão Europeu, Liverpool, qual “guarda de honra”), tendo superado ambos já as 100 vitórias, feito apenas alcançado por 10 clubes europeus. É de sublinhar que apenas Espanha, Inglaterra e Itália estão a par de Portugal, cada país com dois clubes no “Top 10” histórico.
A nível de títulos – e depois do “inalcançável” Real Madrid -, o AC Milan soma 7, à frente de Liverpool (agora isolado com 6 triunfos), Bayern e Barcelona (5), Ajax (4), Manchester United e Inter (3).
Por países, a Espanha (com 2 clubes que se sagraram Campeões Europeus) lidera com 18 troféus, seguindo-se a Inglaterra (5 clubes – 13), Itália (3 clubes – 12), Alemanha (3 clubes – 7), Holanda (3 clubes – 6) e Portugal (2 clubes – 4 títulos).
O Sporting, participante em 21 edições, aproxima-se da centena de jogos, estando, contudo, bastante afastado do “Top 30”.
Uma curiosidade final, a nível de golos marcados e sofridos: o Real Madrid começa a acercar-se dos 1.000 golos marcados no agregado da Taça / Liga dos Campeões (tendo um avanço de 276 golos em relação ao mais imediato perseguidor, Bayern); é também, compreensivelmente, a equipa com mais golos sofridos (não obstante, ainda abaixo dos 500), em 431 jogos disputados.
Liga dos Campeões – Final – Tottenham-Liverpool
Tottenham – Hugo Lloris, Kieran Trippier, Toby Alderweireld, Jan Vertonghen, Danny Rose, Dele Alli (81m – Fernando Llorente), Moussa Sissoko (74m – Eric Dier), Harry Winks (66m – Lucas Moura), Heung-Min Son, Christian Eriksen e Harry Kane
Liverpool – Alisson Becker, Trent Alexander-Arnold, Joël Matip, Virgil Van Dijk, Andy Robertson, Jordan Henderson, Fabinho, Georginio Wijnaldum (62m – James Milner), Mohamed Salah, Roberto Firmino (58m – Divock Origi) e Sadio Mané (90m – Joe Gomez)
0-1 – Mohamed Salah (pen.) – 2m
0-2 – Divock Origi – 87m
Cartões amarelos – Não houve
Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)
Com um golo logo a abrir (na sequência da grande penalidade “mais rápida” de toda a história da Liga dos Campeões – assinalada logo aos 23 segundos de jogo! -, a sancionar um contacto da bola com a zona do peito, axila, braço) e outro praticamente a fechar, o Liverpool conquistou esta noite, em Madrid, no “Wanda Metropolitano”, a sua segunda Liga dos Campeões, sagrando-se Campeão Europeu pela sexta vez no seu historial.
Num jogo bastante mais “cinzento” do que seria a expectativa, entrando praticamente a ganhar – e, porventura, não deixando de ter na mente a Final perdida na época passada -, o Liverpool privilegiaria, durante praticamente toda a partida, a contenção, evitando correr riscos desnecessários, concedendo a iniciativa ao Tottenham, que, contudo, foi impotente para superar uma defesa superiormente comandada pelo holandês Virgil Van Dijk, e que teve em Alisson Becker uma barreira intransponível.
O marcador final é algo pesado para a equipa do Tottenham, pelo que trabalhou durante os noventa minutos, premiando a maior frieza e eficácia do Liverpool, beneficiando da sua maior experiência a este nível, deixando enfim para trás quase década e meia sem qualquer título de relevo, na maior conquista da carreira de Jürgen Klopp (o qual, a nível pessoal, após seis finais consecutivas perdidas – incluindo as Finais da Liga dos Campeões de 2013 e 2018, assim como a Final da Liga Europa de 2016 -, conquistou a “sexta” para o seu clube).
A lista de vencedores, nas 64 edições já disputadas da competição (sob as designações de Taça dos Campeões Europeus e, desde 1992-93, Liga dos Campeões), passou a ser assim ordenada:
- Real Madrid, 13 (1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60, 1965-66, 1997-98, 1999-00, 2001-02, 2013-14, 2015-16, 2016-17 e 2017-18)
- AC Milan, 7 (1962-63, 1968-69, 1988-89, 1989-90, 1993-94, 2002-03 e 2006-07)
- Liverpool, 6 (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84, 2004-05 e 2018-19)
- Bayern München, 5 (1973-74, 1974-75, 1975-76, 2000-01 e 2012-13)
- Barcelona, 5 (1991-92, 2005-06, 2008-09, 2010-11 e 2014-15)
- Ajax, 4 (1970-71, 1971-72, 1972-73 e 1994-95)
- Inter, 3 (1963-64, 1964-65 e 2009-10)
- Manchester United, 3 (1967-68, 1998-99 e 2007-08)
- Benfica, 2 (1960-61 e 1961-62)
- Nottingham Forest, 2 (1978-79 e 1979-80)
- Juventus, 2 (1984-85 e 1995-96)
- FC Porto, 2 (1986-87 e 2003-04)
- Celtic (1966-67); Feyenoord (1969-70); Aston Villa (1981-82); Hamburg (1982-83); Steaua București (1985-86); PSV Eindhoven (1987-88); Crvena Zvezda (1990-91); Marseille (1992-93); Borussia Dortmund (1996-97); e Chelsea (2011-12).



