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Liga Europa – 2ª Jornada
A.E.K. – Diego Sebastian Saja, Nikos Georgeas, Daniel Majstorovic, Nicolas Bianchi Arce, Juanfran, Sanel Jahic, Youssouf Hersi (78m – Leonardo), Pantelis Kafes (69m – Savvas Gentzoglou), Manduca, Ignacio Martin Scocco (89m – Nikos Karabelas) e Ismael Blanco
Benfica – Júlio César, Maxi Pereira (59m – Fábio Coentrão), Luisão, David Luiz, César Peixoto, Javi García, Ramires, Aimar (80m – Nuno Gomes), Saviola (59m – Weldon), Di María e Cardozo
1-0 – Majstorovic – 43m
Cartões amarelos – Georgeas (9m), Jahic (66m) e Gentzoglou (87m); Maxi Pereira (48m), Ramires (74m) e Cardozo (87m)
Cartão vermelho – Georgeas (86m)
Árbitro – Stefan Johannesson (Suécia)
Perante uma equipa a atravessar um período de alguma quebra de confiança e descrença (duas derrotas consecutivas em casa, frente aos grandes rivais Olympiakos e Panathinaikos – a par da goleada sofrida em Liverpool, frente ao Everton, na jornada inaugural desta competição), o Benfica não quis ou não soube aproveitar a retracção inicial do A.E.K., algo receoso do poder ofensivo demonstrado no Benfica nesta fase de arranque da época.
Ao longo da primeira parte, a maior ocasião do Benfica seria o remate ao poste de Di María. Em paralelo, o A.E.K. foi-se soltando, subindo no terreno, começando a empurrar a equipa portuguesa para a sua zona defensiva, ameaçando uma, duas, três vezes, até que, peranta a apatia adversária, acabaria mesmo por chegar ao golo, já prestes a findar o primeiro tempo.
No início da etapa complementar, o Benfica parecia denotar uma nova atitude, obrigando o guarda-redes Saja – num intervalo de apenas dois minutos – a duas extraordinárias intervenções, a evitar o golo, na sequência de remates de Di María e Saviola.
Contudo, o A.E.K. recompôs-se, e voltaria a sair do seu meio-campo, com algum perigo, numa fase em que a partida se apresentou mais dividida, com Saja a nova defesa de elevado grau de dificuldade, à passagem dos 65 minutos, numa altura em que Jorge Jesus pretendera já transmitir um claro sinal de inconformismo, fazendo entrar Fábio Coentrão e Weldon.
Nos derradeiros minutos do encontro, encontro cartões amarelos e vermelho, e substituições, pouco se jogou efectivamente. O Benfica acabaria por não dispor de novas oportunidades para evitar a derrota, numa das suas mais cinzentas exibições da temporada.
Grupo D
Ventspils – Heerenveen – 0-0
Sporting – Hertha Berlin – 1-0
1º Sporting, 6; 2º Ventspils, 2; 3º Heerenveen e Hertha Berlin, 1
Grupo I
BATE Borisov – Everton – 1-2
AEK Athens – Benfica – 1-0
1º Everton, 6; 2º AEK Athens e Benfica, 3; 4º BATE Borisov, 0
Grupo L
Austria Wien – Nacional – 1-1
Werder Bremen – Athletic Bilbao – 3-1
1º Werder Bremen, 6; 2º Athletic Bilbao, 3; 3º Nacional e Austria Wien, 1
Liga dos Campeões – 2ª Jornada
Grupo A
Bordeaux – Maccabi Haifa – 1-0
Bayern München – Juventus – 0-0
1º Bayern München e Bordeaux, 4; 3º Juventus, 2; 4º Maccabi Haifa, 0
Grupo B
CSKA Moscovo – Beşiktaş – 2-1
Manchester United – Wolfsburg – 2-1
1º Manchester United, 6; 2º Wolfsburg e CSKA Moscovo, 3; 4º Beşiktaş, 0
Grupo C
Real Madrid – Olympique de Marseille – 3-0
AC Milan – Zürich – 0-1
1º Real Madrid, 6; 2º AC Milan e Zürich, 3; 4º Olympique de Marseille, 0
Grupo D
FC Porto – Atlético Madrid – 2-0
APOEL – Chelsea – 0-1
1º Chelsea, 6; 2º FC Porto, 3; 3º Atlético Madrid e APOEL, 1
Grupo E
Debreceni – Olympique Lyonnais – 0-4
Fiorentina – Liverpool – 2-0
1º Olympique Lyonnais, 6; 2º Fiorentina e Liverpool, 3; 4º Debreceni, 0
Grupo F
Barcelona – Dynamo Kyiv – 2-0
Rubin Kazan – Inter – 1-1
1º Barcelona, 4; 2º Dynamo Kyiv, 3; 3º Inter, 2; 4º Rubin Kazan, 1
Grupo G
Glasgow Rangers – Sevilla – 1-4
Unirea Urziceni – Stuttgart – 1-1
1º Sevilla, 6; 2º Stuttgart, 2; 3º Unirea Urziceni e Glasgow Rangers, 1
Grupo H
AZ Alkmaar – Standard Liège – 1-1
Arsenal – Olympiakos – 2-0
1º Arsenal, 6; 2º Olympiakos, 3; 3º Standard Liège e AZ Alkmaar, 1
Liga Europa – 1ª Jornada
Benfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, César Peixoto, Javi García, Ramires, Di María (77m – Ruben Amorim), Felipe Menezes (59m – Fábio Coentrão), Cardozo e Nuno Gomes (65m – Saviola)
BATE Borisov – Veremko, Yurevich, Rzhevski, Sosnovski, Bordachov, Likhtarovich (63m – Volodko), Pavlov, Krivets, Rodionov (81m – Alumona), Nekhaychik e Skavysh (55m – Goaryan)
1-0 – Nuno Gomes – 36m
2-0 – Óscar Cardozo – 41m
Cartões amarelos – Yurevich (32m) e Volodko (90m)
Árbitro – Knut Kircher (Alemanha)
Na estreia da Fase Grupos da nova Liga Europa, o Benfica recebia o BATE Borisov, prestes a sagrar-se tetra-campeão da Bielorússia, e que, na época passada, somara três empates na Liga dos Campeões (dois com a Juventus e em S. Petersburgo, frente ao Zenit)
Não obstante uma primeira meia hora de jogo em que a equipa bielorrussa menteve o nulo, sem que tivessem sido criadas efectivas ocasiões de perigo junto à grande área, o Benfica conseguiria tranquilizar-se, obtendo dois golos em apenas 5 minutos, expondo as fragilidades do adversário.
Na segunda parte, o Benfica, mantendo o controlo do jogo, optaria por uma toada de contenção, fazendo a “gestão de esforço”, poupando alguns jogadores. Não obstante, Nuno Gomes desperdiçaria ainda uma clara oportunidade para ampliar o marcador, enquanto a equipa adversária apenas cerca dos 70 minutos, por duas vezes, chegou à área defensiva do Benfica com maior acuidade, porém sem constituir uma real ameaça.
Grupo D
Hertha Berlin – Ventspils – 1-1
Heerenveen – Sporting – 2-3
1º Sporting, 3; 2º Hertha Berlin e Ventspils, 1; 4º Heerenveen, 0
Grupo I
Benfica – BATE Borisov – 2-0
Everton – AEK Athens – 4-0
1º Everton e Benfica, 3; 3º BATE Borisov e AEK Athens, 0
Grupo L
Athletic Bilbao – Austria Wien – 3-0
Nacional – Werder Bremen – 2-3
1º Athletic Bilbao e Werder Bremen, 3; 3º Nacional e Austria Wien, 0
Liga dos Campeões – 1ª Jornada
Grupo A
Juventus – Bordeaux – 1-1
Maccabi Haifa – Bayern München – 0-3
1º Bayern München, 3; 2º Juventus e Bordeaux, 1; 4º Maccabi Haifa, 0
Grupo B
Wolfsburg – CSKA Moscovo – 3-1
Beşiktaş – Manchester United – 0-1
1º Wolfsburg e Manchester United, 3; 3º Beşiktaş e CSKA Moscovo, 0
Grupo C
Zürich – Real Madrid – 2-5
Olympique de Marseille – AC Milan – 1-2
1º Real Madrid e AC Milan, 3; 3º Olympique de Marseille e Zürich, 0
Grupo D
Chelsea – FC Porto – 1-0
Atlético Madrid – APOEL – 0-0
1º Chelsea, 3; 2º Atlético Madrid e APOEL, 1; 4º FC Porto, 0
Grupo E
Liverpool – Debreceni – 1-0
Olympique Lyonnais – Fiorentina – 1-0
1º Liverpool e Olympique Lyonnais, 3; 3º Debreceni e Fiorentina, 0
Grupo F
Inter – Barcelona – 0-0
Dynamo Kyiv – Rubin Kazan – 3-1
1º Dynamo Kyiv, 3; 2º Inter e Barcelona, 1; 4º Rubin Kazan, 0
Grupo G
Stuttgart – Glasgow Rangers – 1-1
Sevilla – Unirea Urziceni – 2-0
1º Sevilla, 3; 2º Stuttgart e Glasgow Rangers, 1; 4º Unirea Urziceni, 0
Grupo H
Olympiakos – AZ Alkmaar – 1-0
Standard Liège – Arsenal – 2-3
1º Arsenal e Olympiakos, 3; 3º Standard Liège e AZ Alkmaar, 0
Hungria – Portugal (Mundial 2010 – Qualif.)
Conhecendo já – aquando do início do encontro – o resultado do jogo hoje disputado em Malta, com vitória da Suécia, às selecções de Portugal e da Hungria apenas a vitória interessava nesta crucial partida.
Não obstante, frente a uma equipa húngara que se apresentou com uma atitude de contenção, na expectativa, revelando aqui e ali alguma dureza, o jogo seria bastante disputado na zona central do terreno, com a selecção nacional a não conseguir evidenciar a fluidez e o domínio que exercera em Copenhaga, frente à Dinamarca… com a significativa diferença de ter marcado cedo, no primeiro lance ofensivo que criou.
O mais difícil parecia estar feito. Porém, tal não libertaria a equipa portuguesa da tensão a que se encontra sujeita, com os jogadores a denotarem alguma tendência para o individualismo. Até final da primeira parte, apenas Cristiano Ronaldo, à passagem da meia hora de jogo, disporia de nova ocasião de perigo.
O tempo parecia decorrer placidamente, sem que Portugal e Hungria revelassem capacidade para alterar o marcador, sem qualquer incidência particular até à entrada do último de quarto de hora da partida. A equipa portuguesa desperdiçaria então uma nova oportunidade, estavam decorridos 75 minutos, enquanto os húngaros davam dois sérios avisos, aos 74 e 77 minutos.
Até ao minuto 94, Portugal teria ainda que sofrer bastante para evitar que algum ressalto traiçoeiro lhe retirasse a vitória… fundamental para que a equipa prossiga na senda da qualificação para a fase final a disputar na África do Sul.
Outras boas notícias da jornada: o empate da Dinamarca na Albânia, que faz com que o 1º lugar continue em aberto, com um duplo confronto da maior importância agendado para o próximo dia 10 de Outubro (antes da derradeira ronda), entre Dinamarca-Suécia e Portugal-Hungria; a derrota da Escócia frente à Holanda, que deverá garantir que os 2º classificados dos restantes 8 grupos disputarão o play-off.
Nas classificações de outros grupos, destaque para a Espanha e Inglaterra, que se juntam à Holanda como países já com o apuramento confirmado, assim como para a Eslováquia, que – tal como a Alemanha, Rússia, Sérvia e Itália – garantiram já, pelo menos, a presença no play-off.
Hungria – Gabor Babos, Laszlo Bodnar, Gabor Gyepes, Roland Juhasz, Balazs Toth (83m – Akos Buzsaky), Peter Halmosi, Balazs Dzsudzsa, Pal Dardai (65m – Tamas Priskin), Sandor Torghell, Krisztian Vadocz e Szabolcs Huszti (65m – Tamas Hajnal)
Portugal – Eduardo; Bosingwa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Duda; Pepe, Raul Meireles, Tiago (90m – Rolando) e Deco (48m – Simão Sabrosa); Cristiano Ronaldo e Liedson (82m – Nani)
0-1 – Pepe – 9m
Cartões amarelos – Balazs Toth (50m); Pepe (69m) e Duda (77m)
Árbitro – Stephane Lannoy (França)
GRUPO 1
Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 8 5 3 - 15 - 4 18 2º Suécia 8 4 3 1 9 - 3 15 3º Portugal 8 3 4 1 10 - 5 13 4º Hungria 8 4 1 3 9 - 5 13 5º Albânia 9 1 4 4 5 - 9 7 6º Malta 9 - 1 8 0 - 22 1
9ª jornada
09.09.09 – Malta – Suécia – 0-1
09.09.09 – Albânia – Dinamarca – 1-1
09.09.09 – Hungria – Portugal – 0-1
Dinamarca – Portugal (Mundial 2010 – Qualif.)
Numa partida em que a vitória poderia ser crucial para a obtenção do apuramento para a Fase Final do Campeonato do Mundo, a equipa portuguesa entrou em campo sem qualquer avançado, apostando no controlo do meio-campo, que lhe permitiria, ao longo de cerca de meia hora – entre os 10 e os 40 minutos – um notório domínio do encontro, contudo sem materialização em golos.
Depois de uma fase inicial, nos primeiros 5 minutos, em que os jogadores da selecção nacional tiveram dificuldade em “encaixar-se” na forma como a equipa dinamarquesa se movimentava, fazendo circular a bola, com duas ou três acções de desequilíbrio no flanco direito do ataque, Portugal “pegou na bola”, avançando no terreno, empurrando os adversários para as imediações da sua área de baliza.
Teve, nesse período, pelo menos três oportunidades de golo, com Cristiano Ronaldo e Simão Sabrosa (por duas vezes) a não conseguirem ser eficazes. Procurando, muito a espaços, o contra-ataque, a Dinamarca apenas disporia de uma ocasião de perigo.
Porém, prestes a findar a primeira parte, sem que o guarda-redes português tivesse efectuado qualquer defesa, no primeiro remate à baliza, a Dinamarca inaugurou o marcador.
No início da segunda parte, com a entrada de Liedson para o lugar de Tiago, a equipa nacional alterou o seu esquema táctico em campo, o que acabaria por permitir à Dinamarca recuperar o controlo do jogo, sem que Portugal tivesse conseguido construído qualquer jogada ofensiva no primeiro quarto de hora.
Depois de, num lance algo fortuito, com o guarda-redes dinamarquês a não segurar a bola, ter desperdiçado mais uma soberana oportunidade de golo, o jogo como que ficou “partido”, jogando-se aos repelões e de forma algo precipitada. Não obstante, Portugal criaria ainda nova ocasião de perigo antes de, a quatro minutos do fim, Liedson conseguir finalmente o golo – no seu jogo de estreia na selecção nacional -, empatando o jogo.
Até final, a equipa portuguesa empurrou novamente a Dinamarca para a defesa, com Nuno Gomes e Liedson, já em período de descontos, a obrigarem Andersen a intervir para salvaguardar a sua baliza, mas o resultado não se alteraria.
Continuamos de “calculadora na mão”…
Dinamarca – Stephan Andersen, Christian Poulsen, Simon Kjaer, Anders Moller-Christensen, Michael Silberbauer (66m – William Kvist), Lars Jacobsen, Jakob Poulsen (90m – Jesper Gronkjaer), Dennis Rommedahl, Jon Dahl Tomasson, Martin Jorgensen (61m – Hjalte Norregaard) e Nicklas Bendtner
Portugal – Eduardo; Bosingwa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Duda; Pepe, Raul Meireles (81m – Nuno Gomes), Tiago (45m – Liedson) e Deco; Cristiano Ronaldo e Simão Sabrosa (71m – Nani)
1-0 – Nicklas Bendtner – 43m
1-1 – Liedson – 86m
Cartões amarelos – Simon Kjaer (60m) e Stephan Andersen (87m); Liedson (48m)
Árbitro – Massimo Busacca (Suíça)
GRUPO 1
Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 7 5 2 - 14 - 3 17 2º Hungria 7 4 1 2 9 - 4 13 3º Suécia 7 3 3 1 8 - 3 12 4º Portugal 7 2 4 1 9 - 5 10 5º Albânia 8 1 3 4 4 - 8 6 6º Malta 8 - 1 7 0 - 21 1
8ª jornada
05.09.09 – Dinamarca – Portugal – 1-1
05.09.09 – Hungria – Suécia – 1-2
Liga Europa – Benfica – Vorskla Poltava
Vorskla Poltava – Benfica – 2-1
27.08.2009 – Liga Europa – Play-off (2ª mão)
Vorskla Poltava – Serhiy Dolganskyy, Filip Despotvski, Armend Dallku, Oleg Krasnoporov, Jovan Markoski (88m – Volodymyr Chesnakov), Denys Kulakov, Vasyl Sachko (72m – Olexiy Chychykov), Debatik Curri, Gennadiy Medvediev, Grigoriy Yarmash (45m – Roman Bezus) e D. Esin
Benfica – Moreira, Luís Filipe, Luisão, Sidnei, David Luiz, Javi García, Fábio Coentrão (63m – Angel Di María), Keirrison, César Peixoto, Ramires (71m – Ruben Amorim) e Nuno Gomes (45m – Javier Saviola)
1-0 – Vasyl Sachko – 48m
1-1 – Javier Saviola – 59m
2-1 – Dmitry Esin – 74m
Cartões amarelos – Grigoriy Yarmash (22m), Debatik Curri (47m) e Roman Bezus (86m); Nuno Gomes (10m), Javier Saviola (68m) e Javi García (75m)
Árbitro – Claudio Circhetta (Suíça)
Com a eliminatória praticamente resolvida a seu favor, o Benfica aproveitou para fazer rodar alguns elementos com menos tempo de jogo.
Conforme referiu o treinador, um “risco calculado”, mas em que a derrota poderia ter sido naturalmente evitada, não fora a fragilidade defensiva evidenciada, frente a uma equipa que nunca revelou capacidade para assumir um claro domínio do jogo, nem, por maioria de razão, para buscar a anulação da desvantagem da 1ª mão.
De facto, após o tento do Vorskla Poltava, a abrir a segunda parte, o golo de Saviola, rapidamente repondo o empate, anulou qualquer veleidade nesse sentido, o que fez com que o Benfica “desligasse” por completo do jogo, acabando por, já em fase de alguma desconcentração, conceder novo golo, que resultaria no triunfo do adversário.
Até final da partida, nem uma nem outra equipa demonstraram capacidade anímica ou de reacção para alterar o marcador.
Benfica – Vorskla Poltava – 4-0
20.08.2009 – Liga Europa – Play-off (1ª mão)
Benfica – Quim, Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, Shaffer, Javi García, Angel Di María, Pablo Aimar, Fábio Coentrão (62m – Ramires), Javier Saviola (80m – César Peixoto) e Óscar Cardozo (75m – Weldon)
Vorskla Poltava – Serhiy Dolganskyy, Filip Despotvski, Armend Dallku, Oleg Krasnoporov, Jovan Markoski (87m – Olexiy Chychykov), Denys Kulakov, Vasyl Sachko (45m – Ahmed Januzi), Debatik Curri, Gennadiy Medvediev, Grigoriy Yarmash (60m – Roman Bezus) e Dmitry Esin
1-0 – Angel Di María – 31m
2-0 – Óscar Cardozo – 55m (pen.)
3-0 – Javier Saviola – 57m
4-0 – Weldon – 77m
Cartões amarelos – Shaffer (30m) e Ramires(84m); Grigoriy Yarmash (37m), Denys Kulakov (44m), Armend Dallku (51m) e Ahmed Januzi (74m)
Árbitro – Darko Ceferin (Eslovénia)
Embalada pelos bons resultados da pré-época, em que, agora sob o comando de Jorge Jesus, a equipa do Benfica se viu restituída da (auto-)confiança que lhe tem faltado noutras ocasiões, e frente a uma equipa jovem, inexperiente a nível de provas europeias – não obstante, vencedora da Taça da Ucrânia, superando clubes conceituados como o D. Kiev ou o Shakhtar Donetsk – a vitória no jogo da 1ª mão, praticamente definindo o desfecho da eliminatória, acabou por surgir com naturalidade.
Quebrando a resistência ucraniana à passagem da meia hora de jogo, o Benfica confirmaria o triunfo com dois golos no espaço de dois minutos, rapidamente dilatando a vantagem para um inequívoco 3-0, que viria a ser ainda ampliada no quarto de hora fnal da partida.
A (não) descentralização do futebol português-2
Num ano em que o Distrito de Santarém perdera já um representante nos Campeonatos Nacionais de futebol (com a desistência do Abrantes do Campeonato da II Divisão), e em que Cartaxo e Torres Novas foram despromovidos da III Divisão para os Distritais, a aplicação de uma regra geral a uma situação específica, especial e de cariz algo excepcional como a da renúncia do Riachense à promoção aos Nacionais, faz com que a região passe a dispor de um único representante no Campeonato Nacional da III Divisão, o Rio Maior…
Sim, esse mesmo clube que viu todos os seus jogadores seniores rescindir o contrato por atrasos salariais de vários meses, e que – recorrendo aos juniores para as três últimas jornadas da prova, de forma a evitar a desclassificação – se viu mimoseado com desfechos de 16-1 (em casa, frente ao Sintrense) e 17-0 (com o Portosantense)!
Ou seja, a Associação de Futebol de Santarém – é verdade que, essencialmente, por responsabilidades imputáveis a clubes (os dirigentes do Rio Maior, em ultimato que fizeram aos jogadores imediatamente antes das rescisões fizera saber que, se as mesmas se concretizassem, o clube abandonaria a prática do futebol senior) – corre o risco de na próxima época, de 2009-10, não ter qualquer representação no Campeonato Nacional da III Divisão… situação curiosa para uma prova que se denomina “Nacional”!
A aplicação de uma regra como a que está em causa, que privilegia as associações distritais mais poderosas, mais não faz que contribuir para o acentuar e mesmo perpetuar as já vincadas assimetrias entre litoral e interior do país. Estou convicto de que será de entendimento generalizado que tal não será o caminho mais adequado para o desenvolvimento harmonioso das regiões, nas suas várias componentes, económica, sócio-cultural, e, no caso concreto, desportiva.
Não sendo especialista em Direito, sei, não obstante, que as leis devem ter um carácter genérico e abstracto. Mas quando a interpretação da lei é cega a tal ponto que se proporciona a aplicações indevidas e injustas, não será altura de questionar tal aplicação?
A (não) descentralização do futebol português
A história conta-se em poucas palavras: tudo começou no passado dia 3 de Junho quando o Riachense (Campeão Distrital da Associação de Futebol de Santarém) declarou (nomeadamente por razões financeiras) renunciar ao direito a ser promovido à III Divisão Nacional; com naturalidade, a A. F. Santarém contactou o clube vice-campeão distrital (União de Tomar) para inquirir sobre a sua disponibilidade para uma eventual promoção, em substituição do Riachense, a que os responsáveis da equipa de Tomar – depois de avaliarem os riscos inerentes a tal opção, nomeadamente de índole económico-financeira – se mostraram receptivos.
A partir desse momento a decisão deste caso estava “nas mãos” da Federação Portuguesa de Futebol. Quanto me foi possível apurar, tratar-se-á de uma situação não especificamente regulamentada, pelo que se recorrerá ao critério geral de preenchimento de vagas: em lugar do Campeão distrital de Santarém será promovido o 2º classificado do campeonato da associação com mais clubes inscritos (sendo as principais a de Braga, Porto e Lisboa…).
Uma lógica que não deixa de ter subjacente algo de contraditório com o desenvolvimento do país em geral, na medida em que privilegia as associações mais poderosas.
Subsiste uma questão, que por esta via endereço aos responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol e da Associação de Futebol de Santarém: O que acontecerá no final da época 2009-10 caso o Riachense (ou outro qualquer clube) se sagre Campeão Distrital e renuncie (novamente…) à promoção à III Divisão Nacional?
Albânia – Portugal (Mundial 2010 – Qualif.)
Num ambiente adverso, frente a uma equipa albanesa que não teve pejo em usar, desde início do jogo, alguma agressividade, Portugal não cumpriu o que Carlos Queirós, num exercício de tentativa de motivação dos seus jogadores, antecipara: o de alcançar uma vitória “fácil” e/ou categórica.
Efectivamente, foi necessário sofrer muito para – “a ferros” – conseguir alcançar os 3 pontos, esta noite em Tirana; apenas no antepenúltimo dos cinco minutos de tempo de compensação, quando os jogadores albaneses já haviam abdicado de disputar o jogo, recolhendo-se às imediações da sua área, num lance típico de bola lançada em profundidade, surgiu Bruno Alves, nas costas da defesa, a antecipar-se e desviar de cabeça para o golo.
Até aí – e, portanto, ao longo de todo o encontro – Portugal denotara uma falta de ideias e de dinâmica, sem oportunidades de perigo dignas de realce, à excepção do lance do primeiro golo, com uma descida de Bosingwa pelo corredor lateral direito, cruzando com “conta, peso e medida” para a cabeça de Hugo Almeida, que não se fez rogado, inaugurando o marcador.
E, quando se pensaria que o mais difícil – quebrar a muralha defensiva albanesa – estava feito, praticamente no minuto imediato, num lance de desconcentração da defesa portuguesa, a deixar-se antecipar, a Albânia empatava o jogo.
Com uma equipa algo saturada física e psicologicamente, Portugal não conseguiria imprimir mudanças de ritmo, nem acelerar o jogo, com as substituições operadas por Carlos Queirós a não resultar em mais do que um ou dois fogachos da parte de Nani. Seria, consequentemente, já em desespero, que Portugal conseguiria manter a esperança do apuramento, que teria ficado bastante comprometido em caso de empate.
De qualquer forma, após a vitória da Dinamarca hoje na Suécia, as contas para o primeiro lugar parecem irremediavelmente afastadas – dificilmente os dinamarqueses deixarão escapar a vitória no Grupo e a qualificação directa (recebendo, no seu terreno, os três adversários ainda na disputa do acesso à Fase Final do Mundial) -, com a equipa portuguesa a ver-se praticamente compelida a recentrar os seus objectivos no segundo lugar e eventual apuramento via play-off.
No pressuposto de que Portugal venceria todas as 4 partidas que tem ainda a disputar – sendo a próxima, daqui a 3 meses… na Dinamarca, seguindo-se, quatro dias depois, a visita à Hungria -, alcançaria um total de 21 pontos, sendo que, nesse cenário, o máximo de pontos que a Hungria poderia atingir seria de 19, o que a afastaria da qualificação. Com a Suécia a ter ainda de se deslocar à Dinamarca, só a vitória (em todos os 5 jogos) lhe permitiria também atingir os 21 pontos.
Realizaram-se hoje diversos outros jogos de qualificação, um pouco por todo o mundo, com Japão, Austrália, Coreia do Sul e Holanda a serem os primeiros a garantir um lugar na Fase Final do Campeonato Mundial, a disputar no próximo ano na África do Sul.
Albânia – Islli Hidi, Elvin Beqiri, Kristi Vangjeli, Lorik Cana, Debatik Curri, Endri Vrapi, Amsi Agolli, Ervin Bulku, Klodian Duro (87m – Besart Berisha), Ervin Skela (90m – Dorian Bylykbasi) e Erion Bogdani (65m – Hamdi Salihi)
Portugal – Eduardo; Bosingwa, Ricardo Carvalho (76m – Nani), Bruno Alves e Duda; Pepe, Raul Meireles e Deco; Cristiano Ronaldo, Hugo Almeida (70m – Edinho) e Boa Morte (45m – Simão Sabrosa)
0-1 – Hugo Almeida – 27m
1-1 – Erion Bogdani – 29m
1-2 – Bruno Alves – 90m
Cartões amarelos – Kristi Vangjeli (9m), Debatik Curri (21m), Amsi Agolli (54m) e Islli Hidi; Raul Meireles (54m) e Pepe (80m)
Árbitro – Florian Meyer (Alemanha)
GRUPO 1
Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 6 5 1 - 13 - 2 16 2º Hungria 6 4 1 1 8 - 2 13 3º Portugal 6 2 3 1 8 - 4 9 4º Suécia 6 2 3 1 6 - 2 9 5º Albânia 8 1 3 4 4 - 8 6 6º Malta 8 - 1 7 0 - 21 1
7ª jornada
06.06.09 – Suécia – Dinamarca – 0-1
06.06.09 – Albânia – Portugal – 1-2
10.06.09 – Suécia – Malta – 4-0



