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Portugal – Bósnia-Herzegovina (Mundial 2010 – “Play-off”)

Na primeira de duas partidas decisivas para definir o apuramento para a Fase Final do Campeonato do Mundo de Futebol, a disputar no próximo ano na África do Sul, a  equipa portuguesa teria uma entrada promissora, com a bola a rondar a baliza da Bósnia por algumas vezes nos primeiros cinco minutos, com Raul Meireles, Simão e Liedson a tentar a sorte.

Aos 6 minutos, o primeiro aviso da Bósnia, com Misimović a demonstrar grande espontaneidade no remate… um pouco por cima da trave. À passagem dos 12 minutos, a Bósnia teria outras duas boas iniciativas de ataque, não obstante inconsequentes.

Para, em cima do quarto de hora, Nani procurar despertar novamente a selecção nacional; pouco depois, com 18 minutos decorridos, não seria contudo expedito no remate, em situação privilegiada, já em plena área. Mais dois minutos decorridos, Bruno Alves não conseguiria também ser efectivo na concretização.

Cada vez mais ameaçadora – depois de um livre directo, na zona frontal, a embater na muralha defensiva bósnia, aos 25 minutos, e de um remate de Raul Meireles, a obrigar o guarda-redes Hasagić a intervenção difícil, à meia hora de jogo – a equipa portuguesa acabaria mesmo por chegar ao golo, no minuto seguinte, num imparável desvio de cabeça de Bruno Alves, a dar a melhor sequência a um cruzamento de Nani.

Aos 38 minutos, seria a vez de Eduardo ser colocado à prova por Salihović, com um remate forte, a obrigar o guarda-redes português a aplicar-se a fundo. Parecendo afrouxar o ritmo de jogo, a equipa portuguesa permitia à bósnia subir no terreno; aos 42 minutos, Ibričić dava novo e sério aviso, surgindo a cabecear, com a bola a embater com estrondo na barra. O intervalo parecia chegar em boa hora para a selecção nacional.

No início da segunda parte, no retomar do jogo, mantinha-se uma toada de domínio repartido, com a Bósnia a procurar – quando tinha possibilidade para tal – instalar-se no meio terreno português.

O encontro apenas animaria já na aproximação à hora de jogo, primeiro com um excelente trabalho de Liedson, “picando” a bola sobre um defesa, para, já isolado, na cara do guardião, rematar ao lado; logo de seguida, com Deco a rematar desastradamente, quando tinha condições para dilatar a vantagem; e, ainda, Raul Meireles, também a não ser eficaz.

Na melhor fase da equipa portuguesa – com dez minutos de intensa pressão – , Simão Sabrosa, numa boa iniciativa sobre o lado esquerdo, já dentro da área, não conseguiria contudo finalizar.

A equipa Bósnia parecia em nítida perda, recuando no terreno, denotando alguma falta de frescura física – ao mesmo tempo que algumas das suas principais figuras iam vendo cartões amarelos, que afastarão Muratović, Rahimić e Spahić do jogo de quarta-feira, em Zenica -, quando, de forma inesperada, Edin Džeko ameaçaria a baliza portuguesa, com um remate quase a embater no poste, estavam decorridos 75 minutos. 

Curiosamente, o episódio mais extraordinário deste jogo estava ainda por chegar: aos 88 minutos, com toda a defesa portuguesa paralisada, atónita, a ver o que se estava a passar, os bósnios – na mesma jogada – rematariam consecutivamente, primeiro à trave, de imediato ao poste, num lance que, miraculosamente, não resultou em golo. 

A partida encerraria com uma defesa apertada de Hasagić, a negar o golo a Tiago. 

Frente a uma equipa que se mostrou desinibida, com a vitória pela margem mínima hoje alcançada (ficando a dever a si própria a obtenção de um resultado mais confortável) – mas com o importante factor de não ter sofrido golos em casa -, a selecção nacional deverá ter de demonstrar capacidade de sofrimento na Bósnia; não obstante, em condições normais, dificilmente deixará de ser apurada.

Portugal – Eduardo; Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Duda; Pepe, Raul Meireles e Deco (84m – Tiago); Nani (68m – Fábio Coentrão), Simão Sabrosa (88m – Hugo Almeida) e Liedson

Bósnia-Herzegovina– Kenan Hasagić, Sanel Jahić, Safet Nadarević e Emir Spahić; Senijad Ibričić, Samir Muratović (86m – Miralem Pjanić), Elvir Rahimić, Zvjezdan Misimović (81m – Zlatan Muslimović) e Sejad Salihović; Vedad Ibišević e Edin Džeko

1-0 – Bruno Alves – 31m

Cartões amarelos – Deco (13m); Vedad Ibišević (15m), Samir Muratović (37m), Elvir Rahimić (48m) e Emir Spahić (71m)

Árbitro – Martin Atkinson (Inglaterra)

Nos outros jogos dos play-off na Europa, a Rússia venceu tangencialmente (2-1) a Eslovénia; a França foi vencer à Irlanda, por 1-0; enquanto a Grécia empatou a zero com a Ucrânia.

Entretanto, garantiram também o apuramento, após os encontros hoje disputados, as selecções da Nova Zelândia, Nigéria e Camarões, assim elevando para 26 o número de equipas já qualificadas, juntando-se a Brasil, Chile, Paraguai, Argentina, EUA, México, Honduras, Dinamarca, Suíça, Eslováquia, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Sérvia, Itália, Holanda, Austrália, Japão, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Ghana, Costa do Marfim e África do Sul.

Para completar o lote de 32 finalistas, subsiste por definir a  atribuição de seis vagas: para além das quatro que resultarão dos play-off europeus, uma a disputar entre Costa Rica e Uruguai, e, a derradeira, a decidir entre Argélia e Egipto (que – depois da vitória egípcia por 2-0 no jogo de hoje, colocando em absoluta igualdade de pontos e golos marcados e sofridos ambas as selecções – terão de desempatar na próxima quarta-feira, em jogo a realizar no Sudão).

14 Novembro, 2009 at 11:23 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 4ª Jornada

Everton – Tim Howard, Tony Hibbert, Joseph Yobo, Sylvain Distin, Leighton Baines, Jack Rodwell, Marouane Fellaini, Dan Gosling (69m – Jô), Tim Cahill, Diniyar Bilyaletdinov e Yakubu Ayegbeni (81m – Kieran Agard)

BenficaBenfica – Júlio César, Ruben Amorim, Luisão, Sidnei, David Luiz, Javi García, Di María, Ramires (45m – Maxi Pereira), Saviola (87m – Felipe Menezes), Fábio Coentrão (61m – Pablo Aimar) e Cardozo

0-1 – Saviola – 63m
0-2 – Cardozo – 76m

Cartões amarelos – Yakubu Ayegbeni (20m), Jack Rodwell (51m) e Tony Hibbert (79m); Júlio César (87m)

Árbitro – Said Ennjimi (França)

Depois da inesperada goleada no Estádio da Luz, o Benfica adoptou no início desta partida, disputada no famoso Goodison Park, em Liverpool (onde Eusébio havia marcado 6 golos, frente ao Brasil e à Coreia do Norte, no Mundial de 1966), uma atitude conservadora, concedendo a iniciativa ao Everton, que foi, ao longo da primeira parte, a equipa a criar mais perigo.

Apenas aos 40 minutos, o Benfica, começando a ganhar confiança, teria uma soberana oportunidade, primeiro com a bola a embater com estrondo no poste, e, logo de seguida, na recarga, uma extraordinária defesa do guarda-redes do Everton.

No segundo tempo, o Benfica entrou mais liberto, começando, em rápidas transições para o ataque, a ameaçar a baliza da equipa inglesa, acabando por alcançar o golo, numa expedita iniciativa de Saviola, aumentando para três a sua conta frente ao Everton…

Óscar Cardozo não quis “ficar atrás” e, pouco depois, ampliando a vantagem do Benfica, marcava também o seu terceiro golo nos dois jogos com a equipa inglesa.

Numa altura em que o Everton se apresentava já derrotado, acabaria por ter o seu “canto do cisne” aos 85 minutos, num bom remate de cabeça, com uma espectacular defesa de Júlio César.

Perante o 5º classificado do último campeonato inglês (apenas superado pelos “big four” Manchester United, Chelsea, Liverpool e Arsenal), o Benfica consegue duas excelentes e categóricas vitórias, que lhe permitem ascender à liderança isolada do Grupo.

Grupo D

Sporting – Ventspils – 1-1
Heerenveen – Hertha Berlin – 2-3

1º Sporting, 10; 2º Hertha Berlin e Heerenveen, 4; 4º Ventspils, 3

Grupo I

AEK Athens – BATE Borisov – 2-2
Everton – Benfica – 0-2

1º Benfica, 9; 2º Everton, 6; 3º BATE Borisov e AEK Athens, 4

Grupo L

Werder Bremen – Austria Wien – 2-0
Nacional – Athletic Bilbao – 1-1

1º Werder Bremen, 10; 2º Athletic Bilbao, 7; 3º Nacional e Austria Wien, 2

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5 Novembro, 2009 at 10:55 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada

Grupo A
Bayern München – Bordeaux – 0-2
Maccabi Haifa – Juventus – 0-1

1º Bordeaux, 10; 2º Juventus, 8; 3º Bayern München, 4; 4º Maccabi Haifa, 0

Grupo B
Manchester United – CSKA Moscovo – 3-3
Beşiktaş – Wolfsburg – 0-3

1º Manchester United, 10; 2º Wolfsburg, 7; 3º CSKA Moscovo, 4; 4º Beşiktaş, 1

Grupo C
AC Milan – Real Madrid – 1-1
Olympique de Marseille – Zürich – 6-1

1º AC Milan e Real Madrid, 7; 3º Olympique de Marseille, 6; 4º Zürich, 3

Grupo D
APOEL – FC Porto – 0-1
Atlético Madrid – Chelsea – 2-2

1º Chelsea, 10; 2º FC Porto, 9; 3º Atlético Madrid, 2; 4º APOEL, 1

Chelsea e FC Porto garantiram já o apuramento para os 1/8 Final.

Grupo E
Fiorentina – Debreceni – 5-2
Olympique Lyonnais – Liverpool – 1-1

1º Olympique Lyonnais, 10; 2º Fiorentina, 9; 3º Liverpool, 4; 4º Debreceni, 0

Grupo F
Rubin Kazan – Barcelona – 0-0
Dynamo Kyiv – Inter – 1-2

1º Inter, 6; 2º Rubin Kazan e Barcelona, 5; 4º Dynamo Kyiv, 4

Grupo G
Unirea Urziceni – Glasgow Rangers – 1-1
Sevilla – Stuttgart – 1-1

1º Sevilla, 10; 2º Unirea Urziceni, 5; 3º Stuttgart, 3; 4º Glasgow Rangers, 2

Grupo H
Arsenal – AZ Alkmaar – 4-1
Standard Liège – Olympiakos – 2-0

1º Arsenal, 10; 2º Olympiakos, 6; 3º Standard Liège, 4; 4º AZ Alkmaar, 2

4 Novembro, 2009 at 10:36 pm Deixe um comentário

Logotipo da candidatura ao Mundial 2018/2022

29 Outubro, 2009 at 5:55 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 3ª Jornada

BenficaBenfica – Júlio César, Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, César Peixoto, Javi García, Ramires, Aimar (69m – Carlos Martins), Saviola (84m – Weldon), Di María e Cardozo (77m – Fábio Coentrão)

Everton – Tim Howard, Dan Gosling, Tony Hibbert, Sylvain Distin, Seamus Coleman, Marouane Fellaini, Tim Cahill, Jack Rodwell, Diniyar Bilyaletdinov (60m – Louis Saha), Jô e Yakubu Ayegbeni (71m – Jose Baxter)

1-0 – Saviola – 14m
2-0 – Cardozo – 47m
3-0 – Cardozo – 48m
4-0 – Luisão – 52m
5-0 – Saviola – 83m

Cartões amarelos – Gosling (32m) e Louis Saha (76m)

Árbitro – Nikolay Ivanov (Rússia)

Há dias assim: em que tudo (ou quase tudo) “sai bem”!

Desde cedo o Benfica revelou uma atitude determinada, procurando o golo e a vitória, com a primeira ocasião de perigo a surgir por intermédio de Luisão, logo a abrir o encontro. Nos primeiros minutos, o Everton parecia ser capaz de responder à altura, enfrentando a equipa portuguesa de “olhos nos olhos”.

Até ao minuto 14, em que, na segunda oportunidade, o Benfica não desperdiçou, com Saviola a inaugurar o marcador. Até final da primeira parte, o ritmo de jogo seria mais pausado, sem grandes ocasiões de golo a assinalar.

Até que, subitamente, no recomeço, passado apenas 1 minuto e meio, Cardozo ampliava para 2-0… para, no minuto imediato, dilatar para 3-0. De forma fulminante, perante uma atónita e completamente sem reacção equipa do Everton, o Benfica chegaria ainda, decorridos mais 5 minutos, ao quarto golo!

E não parecia ir ficar por aí, dado que, pouco depois, remataria ainda à trave, criando nova situação de perigo ainda antes do quarto de hora.

Passada a hora de jogo, Jorge Jesus começaria a gerir o jogo, substituindo alguns dos elementos que têm registado maior carga de esforço nesta fase inicial da época, dando oportunidade a jogadores menos “rodados”.

Apenas aos 78 minutos, já com Saha em campo, o Everton daria finalmente “sinal de si”, com o francês a rematar, de forma acrobática, ao poste.

E, quando se pensaria que o resultado estava feito, Saviola, bisando (tal como Cardozo), fixaria a goleada nuns absolutamente imprevisíveis 5-0, resultado mais dilatado do Benfica a nível europeu dos últimos 11 anos, desde a vitória de 6-0 ao Beitar de Jerusalém, em Agosto de 1998!

Grupo D
Ventspils – Sporting – 1-2
Hertha Berlin – Heerenveen – 0-1

1º Sporting, 9; 2º Heerenveen, 4; 3º Ventspils, 2; 4º Hertha Berlin, 1

Grupo I
BATE Borisov – AEK Athens – 2-1
Benfica – Everton – 5-0

1º Benfica e Everton, 6; 3º BATE Borisov e AEK Athens, 3

Grupo L
Austria Wien – Werder Bremen – 2-2
Athletic Bilbao – Nacional – 2-1

1º Werder Bremen, 7; 2º Athletic Bilbao, 6; 3º Austria Wien, 2; 4º Nacional, 1

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22 Outubro, 2009 at 7:51 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada

Grupo A
Bordeaux – Bayern München – 2-1
Juventus – Maccabi Haifa – 1-0

1º Bordeaux, 7; 2º Juventus, 5; 3º Bayern München, 4; 4º Maccabi Haifa, 0

Grupo B
CSKA Moscovo – Manchester United – 0-1
Wolfsburg – Beşiktaş – 0-0

1º Manchester United, 9; 2º Wolfsburg, 4; 3º CSKA Moscovo, 3; 4º Beşiktaş, 1

Grupo C
Real Madrid – AC Milan – 2-3
Zürich – Olympique de Marseille – 0-1

1º AC Milan e Real Madrid, 6; 3º Olympique de Marseille e Zürich, 3

Grupo D
FC Porto – APOEL – 2-1
Chelsea – Atlético Madrid – 4-0

1º Chelsea, 9; 2º FC Porto, 6; 3º APOEL e Atlético Madrid, 1

Grupo E
Debreceni – Fiorentina – 3-4
Liverpool – Olympique Lyonnais – 1-2

1º Olympique Lyonnais, 9; 2º Fiorentina, 6; 3º Liverpool, 3; 4º Debreceni, 0

Grupo F
Barcelona – Rubin Kazan – 1-2
Inter – Dynamo Kyiv – 2-2

1º Barcelona, Dynamo Kyiv e Rubin Kazan, 4; 4º Inter, 3

Grupo G
Glasgow Rangers – Unirea Urziceni – 1-4
Stuttgart – Sevilla – 1-3

1º Sevilla, 9; 2º Unirea Urziceni, 4; 3º Stuttgart, 2; 4º Glasgow Rangers, 1

Grupo H
AZ Alkmaar – Arsenal – 1-1
Olympiakos – Standard Liège – 2-1

1º Arsenal, 7; 2º Olympiakos, 6; 3º AZ Alkmaar, 2; 4º Standard Liège, 1

21 Outubro, 2009 at 9:37 pm Deixe um comentário

Sorteio dos “play-off” – Mundial 2010

Realizou-se hoje o sorteio dos jogos de “play-off” de apuramento para a Fase Final do Campeonato de Futebol de 2010, a realizar na África do Sul, compreendendo os seguintes alinhamentos (partidas a disputar em duas mãos, a 14 e 18 de Novembro):

Irlanda – França
Portugal – Bósnia-Herzegovina
Grécia – Ucrânia
Rússia – Eslovénia

O adversário de Portugal, a Bósnia-Herzegovina, classificou-se em 2º lugar no seu Grupo de apuramento, após a Espanha (vitoriosa em todos os 10 jogos disputados), tendo obtido os seguintes resultados (6 vitórias, 1 empate e 3 derrotas, somando – tal como a selecção portuguesa – 19 pontos, com 25-13 em termos de golos marcados e sofridos):

  • vitórias frente à Bélgica (2-1 em casa e 4-2 na Bélgica!), Estónia (7-0 em casa e 2-0 na Estónia) e Arménia (4-1 em casa e 2-0 na Arménia);
  • empate com a Turquia em casa (1-1);
  • derrotas na Turquia (1-2) e nos dois encontros com a Espanha (0-1 em Espanha e, na derradeira partida em casa, já com o play-off garantido, 2-5… com os seus dois golos a serem marcados já em período de descontos!).

19 Outubro, 2009 at 11:30 pm Deixe um comentário

Fase de Qualificação para o Mundial 2010 – Zona Europeia – Classificações Finais



14 Outubro, 2009 at 9:36 pm Deixe um comentário

Portugal – Malta (Mundial 2010 – Qualif.)

Num jogo em que só um resultado era possível – a vitória! – Portugal teve o grande mérito de não se deixar possuir pela ansiedade, não complicando o que seria naturalmente fácil.

Assim, numa partida de “sentido único”, a equipa portuguesa começou a “carimbar” a passagem ao play-off logo no primeiro quarto de hora, com um golo de Nani, culminando uma excelente execução técnica.

A selecção de Malta porfiou e conseguiria resistir ainda com o resultado na margem mínima até ao derradeiro minuto da primeira parte, momento em que Simão Sabrosa tranquilizou definitivamente a grande massa adepta portuguesa que marcou presença em Guimarães nesta noite.

Quando, pouco depois do recomeço, Miguel Veloso ampliou para 3-0, pensou-se que o resultado iria naturalmente continuar a dilatar-se. Curiosamente o encontro entraria então numa toada quezilenta, com alguns cartões amarelos a serem exibidos (depois de Carlos Queirós ter já salvaguardado os jogadores em risco de exclusão para o play-off, precisamente Raul Meireles, Liedson e Nani, substituídos “a tempo”) e o marcador acabaria por apenas se alterar, tal como na etapa inicial da partida – numa demora também fruto de duas boas intervenções do guarda-redes de Malta -, no último minuto, repetindo-se o 4-0 da primeira volta.

Está assim concluída a primeira fase desta difícil empreitada, com o apuramento para o decisivo play-off “arrancado a ferros”, para cujo sorteio Portugal deverá partir em posição de cabeça-de-série, em conjunto com a França, Rússia e Grécia, enfrentando portanto uma das seguintes selecções: Eslovénia; Bósnia-Herzegovina, Ucrânia ou Irlanda.

Estão já apuradas para a Fase Final do “Mundial 2010” as selecções vencedoras de cada um dos nove Grupos de qualificação: Dinamarca, Suíça, Eslováquia, Alemanha, Espanha (com o Campeão da Europa a fazer o pleno, com dez vitórias em dez jogos!), Inglaterra, Sérvia, Itália e Holanda.

Entre os 36 países da zona europeia que hoje se despediram da principal competição mundial, contam-se alguns com tradições no futebol, como são os casos nomeadamente da Suécia, Hungria, R. Checa, Polónia, Turquia, Bélgica, Croácia, Áustria, Roménia, Bulgária, Noruega e Escócia.

Portugal – Eduardo; Bosingwa, Ricardo Carvalho, Pepe e Miguel Veloso; Pedro Mendes, Simão Sabrosa, Deco e Raul Meireles (62m – Nuno Assis); Nani (73m – João Moutinho) e Liedson (62m – Edinho)

Malta – Andrew Hogg, Emanuel Muscat, Ian Azzopardi, Brian Said, John Hutchenson, Shaun Bajada (73m – Ryan Fenech), Roderick Briffa (88m – Kevin Sammut), Michael Mifsud, Andrew Cohen (23m – Clayton Failla), Kenneth Scicluna e Jamie Pace

1-0 – Nani – 14m
2-0 – Simão Sabrosa – 45m
3-0 – Miguel Veloso – 52m
4-0 – Edinho – 90m

Cartões amarelos – Bosingwa (78m) e Pepe (84m); Kenneth Scicluna (43m) e Clayton Failla (75m)

Árbitro – Alan Kelly (Irlanda)

GRUPO 1

                   Jg    V    E    D       G      Pt
1º Dinamarca       10    6    3    1    16 - 5    21
2º Portugal        10    5    4    1    17 - 5    19
3º Suécia          10    5    3    2    13 - 5    18
4º Hungria         10    5    1    4    10 - 8    16
5º Albânia         10    1    4    5     6 - 13    7
6º Malta           10    -    1    9     0 - 26    1

11ª jornada

14.10.09 – Dinamarca – Hungria- 0-1
14.10.09 – Portugal – Malta – 3-0
14.10.09 – Suécia – Albânia – 4-1

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14 Outubro, 2009 at 9:35 pm Deixe um comentário

Portugal – Hungria (Mundial 2010 – Qualif.)

O jogo desta noite no Estádio da Luz – que abre à equipa de Portugal, “de par em par”, as portas de acesso ao play-off – espelha de forma cabal o que tem sido o percurso da selecção nacional nesta fase de Qualificação para o Mundial.

Sabendo, imediatamente após o início da partida, o resultado do Dinamarca-Suécia, com os dinamarqueses a garantirem desde já, com a vitória, o primeiro lugar do Grupo e consequente apuramento para a Fase Final, Portugal e Hungria passavam a depender de si próprios para alcançar a segunda posição.

Paradoxalmente, ou talvez não, a equipa portuguesa denotou – logo de entrada – uma grande ansiedade, procurando de forma algo precipitada chegar à baliza adversária, não conseguindo organizar o seu jogo, exibindo-se de forma algo desgarrada, sem ligação entre os sectores, com primazia do individual (nomeadamente Cristiano Ronaldo e Simão Sabrosa) em detrimento do colectivo.

Frente a uma selecção húngara, com algumas limitações técnicas, mas com forte presença física – uma equipa “chata”, qual “carraça”, com marcações impiedosas, não dando espaços, e que, aqui e ali, procurava ameaçar, chegando mesmo a dar alguns sinais de aviso (teria, já em desvantagem por 1-0, uma bola na trave da baliza de Eduardo, prestes a findar a primeira parte) – Portugal ia revelando alguma intranquilidade.

Até que, numa iniciativa de Cristiano Ronaldo – que, lesionado no lance, sairia pouco depois, sendo substituído por Nani -, obrigando o guarda-redes húngaro a uma defesa apertada, soltando a bola para a frente, surgiria Simão Sabrosa, muito oportuno, a inaugurar o marcador.

Pensava-se que, estando o mais difícil atingido, o conjunto português se poderia tranquilizar, assentando o jogo, e explanando a sua superior qualidade técnica. O que, todavia, não aconteceria, nem até final do primeiro tempo, nem nos vinte minutos iniciais da segunda metade, com a bola a ser jogada muitas vezes pelo ar (com vantagem para a Hungria), ao invés de ser jogada rente à relva; em lugar de imprimir a necessária velocidade, o jogo da equipa nacional era lento e denunciado, facilitando o papel da equipa adversária, a qual, nem assim, se mostraria mais afoita…

Só a partir dos 65 minutos a selecção portuguesa pareceu despertar de alguma letargia, com um conjunto de iniciativas e vários cantos ganhos (quase sempre inconsequentes, esbarrando na altura da defesa adversária), até que, finalmente, conseguiria, no espaço de cinco minutos, ampliar a vantagem para uns confortáveis 3 golos: primeiro, com Liedson a dar a melhor sequência a um bom centro; depois, novamente Simão Sabrosa, de primeira, a “encher o pé”, rematando para o fundo da baliza.

Conseguia assim, por fim, reconciliar-se com os espectadores, que acorreram em bom número (50 000), ávidos de ver a sua selecção jogar bem… e ganhar, procurando manifestar o seu apoio, mas com a equipa apenas a conseguir gerar essa vaga de apoio – de dentro para fora do relvado – quando dela já não necessitava…

A primeira fase desta difícil empreitada deverá ser concretizada na próxima quarta-feira, se a normalidade da vitória portuguesa imperar. A que se seguirá, em Novembro, o decisivo play-off, para cujo sorteio se espera que Portugal parta em posição de cabeça-de-série, provavelmente em conjunto com a França, Grécia (se confirmar a segunda posição no seu Grupo) e Rússia, enfrentando possivelmente uma das seguintes selecções: Eslováquia, Eslovénia ou R. Checa; Bósnia-Herzegovina, Ucrânia e Irlanda. Apenas assim não seria se a Ucrânia viesse a perder o segundo lugar para a Croácia, caso em que Portugal deixaria de constar na lista de “cabeças-de-série”.

Depois da jornada desta noite, estão já apuradas para a Fase Final as selecções da Dinamarca, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Sérvia, Itália e Holanda. Subsistem por apurar apenas dois vencedores de Grupo: Suíça ou Grécia (Grupo 2); e Eslováquia ou Eslovénia (Grupo 3). Com presença certa no play-off estão já: Rússia, Bósnia-Herzegovina, França e Irlanda.

Portugal – Eduardo; Bosingwa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Duda; Pedro Mendes, Simão Sabrosa (80m – Miguel Veloso), Deco e Raul Meireles; Cristiano Ronaldo (27m – Nani) e Liedson (83m – Nuno Gomes)

Hungria – Gábor Babos, Lászlo Bodnár, Gábor Gyepes, Roland Juhász, Vilmos Vanczák, Balázs Tóth, Krisztián Vadócz (56m – Tamas Priskin), Zoltán Gera, Balazs Dzsudzsák (84m – József Varga), Szabolcs Huszti (67m – Akos Buzsaky) e Sándor Torghell

1-0 – Simão Sabrosa – 18m
2-0 – Liedson – 74m
3-0 – Simão Sabrosa – 79m

Cartões amarelos – Não houve

Árbitro – Alain Hamer (Luxemburgo)

GRUPO 1

                   Jg    V    E    D       G      Pt
1º Dinamarca        9    6    3    -    16 - 4    21
2º Portugal         9    4    4    1    13 - 5    16
3º Suécia           9    4    3    2     9 - 4    15
4º Hungria          9    4    1    4     9 - 8    13
5º Albânia          9    1    4    4     5 - 9     7
6º Malta            9    -    1    8     0 - 22    1

10ª jornada

10.10.09 – Dinamarca – Suécia – 1-0
10.10.09 – Portugal – Hungria – 3-0

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10 Outubro, 2009 at 11:15 pm Deixe um comentário

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