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Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (1ª mão) – Benfica – Trabzonspor
Benfica – Artur Moraes, Ruben Amorim (64m – Maxi Pereira), Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Enzo Pérez (54m – Nolito), Pablo Aimar (74m – Axel Witsel), Nico Gaitán, Javier Saviola e Óscar Cardozo
Trabzonspor – Tolga Zengin, Arkadiusz Głowacki, Giray Kaçar, Ondřej Čelůstka, Serkan Balcı, Adrian Mierzejewski (85m – Paweł Brożek), Didier Zokora, Burak Yılmaz, Gustavo Colman, Alanzinho (67m – Aykut Akgün) e Paulo Henrique
1-0 – Nolito – 71m
2-0 – Nico Gaitán – 88m
Cartões amarelos – Ruben Amorim (44m), Javi Garcia (56m) e Nolito (73m); Giray Kaçar (22m) e Didier Zokora (41m)
Árbitro – Stephan Studer (Suíça)
Dois golos, uma bola no poste, pelo menos uma grande penalidade a favor não assinalada pelo árbitro, são números que traduzem um ilusório domínio do Benfica, em que o resultado final – com uma tão importante como lisonjeira vitória, no que respeita à margem obtida, exponenciada pelo facto de ter mantido inviolada a sua baliza -, foi bem melhor que a exibição.
Num jogo de início de época, com os jogadores muito distantes da sua melhor forma e ainda numa fase de muito reduzido entrosamento (a dupla de centrais jogou hoje junta pela primeira vez…), a equipa benfiquista entrou em campo com boa atitude, disposta a procurar o golo que lhe proporcionasse maior tranquilidade e o reforço da confiança para abordar esta pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
E, nos primeiros 25 minutos, empurrando gradualmente a equipa turca para a sua zona defensiva, conseguiria mesmo assustar por duas vezes o guardião adversário, tendo, por outro lado, criado também um lance na grande área do Trabzonspor em que subsistem dúvidas sobre a legalidade da forma como Cardozo foi impedido de chegar à bola.
Até final da primeira parte, com a intensidade de jogo e o ritmo – nunca excessivamente elevado – a ir decaindo, não haveria novas ocasiões de perigo.
No segundo tempo, os minutos iam decorrendo placidamente, sem que o nulo parecesse poder alterar-se. Não obstante, antes de um dos novos reforços do Benfica, Nolito, ter tirado um “coelho da cartola”, inaugurando o marcador, já dentro dos derradeiros vinte minutos, o Benfica havia entretanto ameaçado já a baliza adversária com um remate ao poste. E, pouco depois do golo, haveria ainda um claro lance de mão na bola na área turca, não sancionada pelo árbitro.
Sem que o Trabzonspor tivesse criado, em todo o tempo do encontro, efectivas oportunidades de golo – com Artur a corresponder bem às escassas situações de remate à baliza, já na fase derradeira do jogo -, o Benfica viria a ter, já muito perto do final, um momento feliz, ampliando o marcador para 2-0, uma vantagem que lhe pode proporcionar uma “margem de segurança” para a deslocação à Turquia, a caminho do play-off de acesso à Liga dos Campeões.
Portugal – Noruega (Euro-2012 – Qualif.)
Portugal – Eduardo, João Pereira (73m – Sílvio), Bruno Alves, Pepe, Fábio Coentrão, Raul Meireles, Cristiano Ronaldo, Carlos Martins (69m – Ruben Micael), João Moutinho, Nani (86m – Silvestre Varela) e Hélder Postiga
Noruega – Rune Jarstein, Tom Hogli, Brede Hangeland, Vadim Devidov, John Arne Riise, Bjorn Helge Riise, Henning Hauger, Christian Grindheim (83m – Markus Henriksen), Erik Huseklepp (75m – Daniel Braaten), Morten Gamst Pedersen e John Carew (60m – Mohammed Abdellaoue)
1-0 – Hélder Postiga – 53m
Cartão amarelo – Não houve
Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)
Ainda em processo de recuperação do péssimo arranque nesta campanha de qualificação para o EURO 2012, Portugal enfrentava o líder do grupo, com a responsabilidade de triunfar, para se reposicionar na disputa do primeiro lugar.
Assim, desde início, a equipa portuguesa assumiu as “despesas do jogo”, procurando a iniciativa atacante; contudo, cedo perceberia que a equipa norueguesa, povoando muito o seu meio-campo e zona defensiva, iria constituir um duro obstáculo.
Paralelamente, ensaiando rápidos contra-ataques, a Noruega procurava enervar a equipa portuguesa, cujos níveis de ansiedade iam aumentando gradualmente, à medida que o relógio avançava, sem que o golo surgisse.
E, com 23 minutos decorridos, seria mesmo a Noruega a ameaçar a baliza portuguesa, com Morten Gamst Pedersen a desperdiçar uma excelente oportunidade de golo.
Não conseguindo colocar velocidade no seu jogo, para além de um livre – convertido por Cristiano Ronaldo com um remate potente, obrigando a intervenção apertada do guardião norueguês –, apenas aos 40 minutos, também por Ronaldo, de cabeça, a equipa portuguesa colocou a defesa norueguesa em apuros.
No reinício, depois do intervalo, a equipa portuguesa surgiu mais determinada, desde logo com um bom remate de Hélder Postiga, a obrigar o guarda-redes da Noruega a mostrar-se atento. E, quase de imediato, Nani, com um forte pontapé, de fora da área, a sair ligeiramente por cima da baliza.
Com uma vantagem de 9 cantos a 0, começava a adivinhar-se o golo… que surgiria mesmo, culminando uma excelente jogada, por intermédio de Hélder Postiga, bem assistido por Nani.
Não “tirando o pé do acelerador”, 5 minutos mais tarde, mais um bom remate, de Carlos Martins, obrigaria à correspondente estirada do guarda-redes da Noruega, a evitar novo golo. O mesmo Carlos Martins reincidiria pouco depois, embora a maior distância, sem a força necessária.
Na fase complementar, o jogo diminuiria de intensidade, com a Noruega a não abdicar do seu sistema táctico, limitando-se a procurar lances propícios ao contra-ataque e com a equipa portuguesa a arriscar menos.
Só aos 82 minutos, num lance em que Nani pareceu ser ceifado em falta em plena grande área, a bola ressaltou para Ronaldo, que, contudo, falho de inspiração, se embrulhou, não rematando de primeira como se impunha na ocasião, perdendo a oportunidade mais soberana para ampliar a vantagem.
Já mesmo em cima da hora para terminar, a Noruega beneficiaria do seu primeiro canto (contra 13 de Portugal…), e, logo depois, de um livre, em que procurou o lançamento em profundidade para a área… antes de Cristiano Ronaldo, com um remate cruzado, criar perigo pela última vez.
Num jogo de “fim de estação”, sem grandes primores exibicionais, com alguma dificuldade, mas também, em paralelo, alguma tranquilidade, Portugal garantia uma importante vitória, relançando-se nesta fase de apuramento, assumindo, em igualdade pontual com a Dinamarca e Noruega, a liderança do Grupo – quando faltam disputar apenas 3 jogos a cada uma destas selecções.
GRUPO H Jg V E D G Pt 1º Portugal 5 3 1 1 11- 7 10 2º Dinamarca 5 3 1 1 7- 4 10 3º Noruega 5 3 1 1 6- 4 10 4º Chipre 4 - 2 2 5- 8 2 5º Islândia 5 - 1 4 2- 8 1
6ª jornada
04.06.11 – Islândia – Dinamarca – 0-2
04.06.11 – Portugal – Noruega – 1-0
Liga dos Campeões – Final – Barcelona – Manchester United
Barcelona – Victor Valdés, Daniel Alves (88m – Carles Puyol), Javier Mascherano, Gerard Piqué, Éric Abidal, Sergio Busquets, Xavi Hernández, Andrés Iniesta, David Villa (86m – Seydou Keita), Lionel Messi e Pedro Rodríguez (90m – Ibrahim Affelay)
Manchester United – Edwin van der Sar, Fábio (69m – Nani), Rio Ferdinand, Nemanja Vidic, Patrice Evra, Antonio Valencia, Michael Carrick (77m – Paul Scholes), Ryan Giggs, Park Ji-Sung, Wayne Rooney e Javier Hernández Chicharito
1-0 – Pedro Rodríguez – 27m
1-1 – Wayne Rooney – 34m
2-1 – Lionel Messi – 54m
3-1 – David Villa – 69m
Cartões amarelos – Daniel Alves (60m) e Victor Valdés (85m); Michael Carrick (61m) e Antonio Valencia (79m)
Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)
Numa inequívoca afirmação do seu poderio enquanto colectivo, a equipa do Barcelona sagrou-se hoje Campeã da Europa, na Final disputada em Londres, no Estádio de Wembley, troféu que conquista pela quarta vez no seu historial (depois dos triunfos obtidos em 1991-92, 2005-06 e 2008-09), em 7 Finais disputadas, assim igualando Bayern e Ajax no número de títulos.
Depois de uma fase inicial, no primeiro quarto de hora, em que o Manchester United pareceu querer impedir o domínio do Barcelona, a partir daí a equipa da Catalunha assegurou o controlo do jogo, empurrando os ingleses para as imediações da sua área, no seu característico futebol enleante, quase asfixiando os adversários, não surpreendendo o golo inaugural, obtido por Pedro Rodríguez.
Porém, poucos minutos decorridos, na sequência de excelente jogada de combinação, Wayne Rooney empatou a partida, dando novas esperanças à equipa inglesa.
Na segunda parte, gradualmente, o Barcelona voltaria a tomar conta do jogo, acabando por surgir com alguma naturalidade os golos de Messi e David Villa, conferindo-lhe uma justa vitória nesta Final.
A lista de vencedores passou a ser assim ordenada: Real Madrid (9); AC Milan (7); Liverpool (5); Bayern Munique, Ajax e Barcelona (4); Inter e Manchester United (3); Juventus, Benfica, FC Porto e Nottingham Forest (2); Celtic, Hamburgo, Marseille, Steaua Bucareste, Crvena Zvezda, Borussia Dortmund, PSV Eindhoven, Feyeenoord e Aston Villa (1).
Taça Latina
A propósito da Taça Latina e da celeuma recentemente suscitada, no que respeita ao número de títulos conquistados por Benfica e FC Porto, alguns excertos (com sublinhados meus) da obra «História do Futebol Português» , da autoria de Ricardo Serrado, com Pedro Serra:
«O crescimento das colectividades e a busca de novas fontes de rendimentos, juntamente com o desenvolvimento dos transportes, abrem caminho à criação de competições internacionais para lá dos tradicionais jogos amigáveis. Além da Taça Mitropa (que regressará em 1955), existe no continente europeu a Taça Latina (1949-1957), uma prova disputada pelos vencedores dos campeonatos de França, Itália, Espanha e Portugal. Em cada ano (excepto em 1954, quando a competição não se realiza), um destes países acolhe os jogos de um torneio quadrangular (os vencedores da primeira ronda encontram-se na final, disputando os vencidos o terceiro lugar). AC Milan, Barcelona e Real Madrid conquistaram o troféu duas vezes cada, com Benfica e Stade de Reims a triunfarem respectivamente em 1950 e 1953.
Em Junho de 1954, é fundada em Basileia a União Europeia de Football Association (UEFA), uma confederação semelhante às existentes noutros continentes […]»
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«O Sporting vence o Lille e o Atlético de Madrid, além de estar presente na primeira final da Taça Latina, perdida para o Barcelona em 1949. No ano seguinte, os jogos da competição são disputados em Lisboa, com o Benfica como representante português. Após a primeira ronda, as “águias” disputam o troféu com os Girondinos de Bordéus, mas o resultado no final do prolongamento assinala um empate (3-3), obrigando a uma finalíssima na qual Arsénio consegue evitar em cima do último minuto o triunfo francês, ao marcar o golo que leva a um novo empate. A expectativa dos adeptos continuaria durante um prolongamento de meia hora e depois, devido à permanência da igualdade, por novos períodos suplementares de dez minutos. É só no minuto 143 da partida que, na sequência de um pontapé de canto, Julinho estabelece o resultado final de 2-1, tornando o Benfica o primeiro clube português a ganhar uma prova oficial internacional.»
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«Uma prova que colocasse frente a frente alguns dos melhores clubes da Europa era um velho sonho de alguns países desde o final dos anos 20. Para o efeito criou-se em 1927 a Taça da Europa Central, que consistia numa prova que colocava em disputa entre si os campeões de algumas nações da Europa Central e de Leste.
Nos países mais ocidentais existia, também, um sonho antigo de colocar frente a frente os campeões dos países dessa zona da Europa. Idealizada, entre outros, por Ribeiro dos Reis e pelo espanhol Armando Calero (mas também por Alberto Fernandez desde 1925) e pensada ainda antes da II Guerra Mundial, a Taça Latina conhece a sua primeira edição em 1949, colocando em competição os campeões de Portugal, Espanha, Itália e França.»
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«O triunfo do Benfica constituiu a primeira vitória de um grupo português numa competição internacional, demonstrando que, tal como dera a entender o Sporting no ano transacto, o futebol português estava, na viragem dos anos 40 parra os anos 50,a conhecer um certo desenvolvimento que há muito tempo não vivia, após duas décadas de maus resultados e de muito pouco progresso.»
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«A Taça Latina disputar-se-á até 1957, quando a Taça dos Campeões Europeus estava na segunda edição e se tornava a mais importante competição da Europa de clubes.»
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«Na época de 1955/56, ainda com a Taça Latina a decorrer durante mais dois anos para se fechar o segundo ciclo, inicia-se aquela que será a mais importante prova de clubes da Europa, a Taça dos Clubes Campeões Europeus, hoje Liga dos Campeões. O sucesso desta fará com que a Taça Latina acabe pouco depois, em 1957.»
Serrado, Ricardo, com Pedro Serra. História do Futebol Português – Das origens ao 25 de Abril (volume I). Lisboa, Maio de 2010 – pp. 312, 322, 357, 361, 362, 364
Benfica / FC Porto / Sporting – Títulos conquistados
Com a vitória por 6-2 na Final da Taça de Portugal, hoje disputada frente ao V. Guimarães, o FC Porto conquistou o seu 4º título da época, assim vencendo a sua 16ª Taça de Portugal, passando a somar um total de 69 títulos, igualando o número de troféus conquistados pelo Benfica, registando o Sporting 45 provas conquistadas.
Ao domínio benfiquista nas décadas de 60 e 70, o FC Porto impõe o seu domínio nas duas décadas mais recentes; se o Benfica continua a dispor de vantagem a nível das principais provas nacionais (32-25 no Campeonato e 24-16 na Taça), o FC Porto contrapõe as suas conquistas internacionais (7 a 3, considerando Taça/Liga dos Campeões, Taça UEFA/Liga Europa, Supertaça Europeia, Taça Intercontinental e Taça Latina).
Liga Taça Supertaça T.Liga Camp.Port. TCE TVT UEFA S.Eur. Interc. T.Lat. 1922 FCP 1923 SCP 1924 1925 FCP 1926 1927 1928 1929 1930 SLB 1931 SLB 1932 FCP 1933 1934 SCP 1935 FCP SLB 1936 SLB SCP 1937 SLB FCP 1938 SLB SCP 1939 FCP 1940 FCP SLB 1941 SCP SCP 1942 SLB 1943 SLB SLB 1944 SCP SLB 1945 SLB SCP 1946 SCP 1947 SCP 1948 SCP SCP 1949 SCP SLB 1950 SLB SLB 1951 SCP SLB 1952 SCP SLB 1953 SCP SLB 1954 SCP SCP 1955 SLB SLB 1956 FCP FCP 1957 SLB SLB 1958 SCP FCP 1959 FCP SLB 1960 SLB 1961 SLB SLB 1962 SCP SLB SLB 1963 SLB SCP 1964 SLB SLB SCP 1965 SLB 1966 SCP 1967 SLB 1968 SLB FCP 1969 SLB SLB 1970 SCP SLB 1971 SLB SCP 1972 SLB SLB 1973 SLB SCP 1974 SCP SCP 1975 SLB 1976 SLB 1977 SLB FCP 1978 FCP SCP 1979 FCP 1980 SCP SLB SLB 1981 SLB SLB FCP 1982 SCP SCP SCP 1983 SLB SLB FCP 1984 SLB FCP FCP 1985 FCP SLB SLB 1986 FCP SLB FCP 1987 SLB SLB SCP FCP FCP FCP 1988 FCP FCP 1989 SLB SLB 1990 FCP FCP 1991 SLB FCP FCP 1992 FCP 1993 FCP SLB FCP 1994 SLB FCP FCP 1995 FCP SCP SCP 1996 FCP SLB FCP 1997 FCP 1998 FCP FCP FCP 1999 FCP FCP 2000 SCP FCP SCP 2001 FCP FCP 2002 SCP SCP SCP 2003 FCP FCP FCP FCP 2004 FCP SLB FCP FCP FCP 2005 SLB SLB 2006 FCP FCP FCP 2007 FCP SCP SCP 2008 FCP SCP SCP 2009 FCP FCP FCP SLB 2010 SLB FCP FCP SLB 2011 FCP FCP SLB FCP SLB 32 24 4 3 3 2 0 0 0 0 1 FCP 25 16 17 0 4 2 0 2 1 2 0 SCP 18 15 7 0 4 0 1 0 0 0 0
Liga Europa – Final – FC Porto – Braga
FC Porto – Helton, Sapunaru, Rolando, Otamendi, Alvaro Pereira, Fernando, Guarín (73m – Belluschi), João Moutinho, Hulk, Varela (79m – James Rodríguez) e Falcão
Braga – Artur Moraes, Miguel Garcia, Paulão, Alberto Rodríguez (45m – Kaká), Sílvio, Custódio, Vandinho, Hugo Viana (45m – Mossoró), Alan, Lima (66m – Meyong) e Paulo César
1-0 – Falcão – 44m
Cartões amarelos – Sapunaru (49m), Helton (90m) e Rolando (90m); Hugo Viana (24m), Sílvio (30m), Miguel Garcia (55m), Mossoró (59m) e Kaká (80m)
Árbitro – Carlos Velasco Carballo (Espanha)
Num dia histórico para o futebol português, com a primeira Final de competições europeias disputada exclusivamente por equipas nacionais, Custódio – autor do golo que proporcionou ao Braga a presença neste jogo decisivo, eliminando o Benfica – começou por dar, logo aos 4 minutos, o primeiro sinal de perigo por parte da equipa bracarense, surgindo a desmarcar-se, em movimento contrário ao da defesa portista, isolando-se frente a Helton, mas a rematar ao lado.
Porém, numa primeira metade que se revelaria morna – com o Braga, sem correr grandes riscos, a conseguir adormecer o jogo –, apenas Varela, aos 14 minutos, e Lima, aos 20, teriam oportunidade de ensaiar o remate à baliza, mas sem consequências.
Aos 30 minutos, a equipa arsenalista beneficiou de alguma condescendência por parte do árbitro, perante uma entrada muito perigosa de Sílvio, por trás, às pernas de Hulk, apenas sancionada com o cartão amarelo.
Pouco depois, Varela surgia a antecipar-se à defesa bracarense, mas rematou, de cabeça, muito defeituosamente, com a bola a sair completamente desenquadrada da baliza.
E, logo de seguida, ao terceiro canto a favorecer o FC Porto, convertido por Hulk, do lado esquerdo do ataque portista, Artur Moraes a revelar-se atento, recolhendo a bola nas alturas. O mesmo Artur Moraes que, à passagem dos 40 minutos, provocaria um momento de frisson, na sequência de um atraso de um defesa para o guarda-redes, pontapeando o esférico contra o corpo de Falcão, com a bola a fazer ricochete e a sair ao lado da baliza, tendo entretanto o árbitro interrompido já o lance.
Praticamente a fechar o primeiro tempo, num lançamento em profundidade de Guarín, para as costas da defesa do Braga, surgiria Falcão na zona da área, a conseguir soltar-se, numa tão rápida como excelente execução, de cabeça, antecipando-se à marcação contrária, e desviando inapelavelmente para o fundo da baliza, assim quebrando o equilíbrio que até então fora tónica dominante em largo período do jogo.
E se houve golo mesmo antes do intervalo, podia ter havido outro logo após o descanso: Mossoró, entrado em campo há 40 segundos, conseguiu ludibriar Fernando, surgindo isolado em corrida frente ao aniversariante Helton (33 anos), rematando na passada, vendo porém essa soberana oportunidade de golo negada pela soberba estirada, com o pé, do guardião portista.
Paradoxalmente, com toda a etapa complementar por jogar, aquele lance representaria como que um “canto do cisne” do Braga, que não mais revelaria, ao longo do tempo restante, capacidade ofensiva para colocar a baliza do Porto em perigo; apenas aos 76 minutos, por intermédio de Meyong, tentaria de novo o remate, sem efeito.
Controlando com naturalidade e tranquilidade o jogo, numa Final sem grandes rasgos, e algo sem brilho, o FC Porto acabaria por não necessitar de procurar dilatar a vantagem, garantindo uma justa vitória nesta edição da Liga Europa, da equipa que se revelou mais afirmativa e poderosa no decurso das várias fases da competição, somando assim às 2 Taças dos Campeões Europeus conquistadas (1987 e 2004), também 2 na segunda principal competição europeia (Taça UEFA em 2003 e, agora, a Liga Europa, na sua segunda edição, sucedendo ao At. Madrid).
Classificação Final – Campeonato Nacional Futebol 2010-11
J V E D GM GS P 1º FC Porto 30 27 3 - 73 - 16 84 2º Benfica 30 20 3 7 61 - 31 63 3º Sporting 30 13 9 8 41 - 31 48 4º Sp. Braga 30 13 7 10 45 - 33 46 5º V. Guimarães 30 12 7 11 36 - 37 43 6º Nacional 30 11 9 10 28 - 31 42 7º Paços Ferreira 30 10 11 9 35 - 42 41 8º Rio Ave 30 10 8 12 35 - 33 38 9º Marítimo 30 9 8 13 33 - 32 35 10º U. Leiria 30 9 8 13 25 - 38 35 11º Olhanense 30 7 13 10 24 - 34 34 12º V. Setúbal 30 8 10 12 29 - 42 34 13º Beira-Mar 30 7 12 11 32 - 36 33 14º Académica 30 7 9 14 32 - 48 30 15º Portimonense 30 6 7 17 29 - 49 25 16º Naval 30 5 8 17 26 - 51 23
Campeão – FC Porto – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
2º classificado – Benfica – Fase “Qualificação Não Campeões” pa/ Liga Campeões
3º classificado – Sporting – “Play-off” final de acesso à Fase Grupos da Liga Europa
4º classificado – Braga – “Play-off” final de acesso à Fase Grupos da Liga Europa
5º classificado – Guimarães – 3ª eliminatória acesso Fase Grupos Liga Europa
6º classificado – Nacional – 2ª eliminatória de acesso à Fase Grupos da Liga Europa
Vencedor Taça – FC Porto
Despromovidos – Portimonense e Naval
Promovidos – Gil Vicente e Feirense
Palmarés – Campeões:
Benfica (32) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10
FC Porto (25) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11
Sporting (18) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02
Belenenses (1) – 1945-46
Boavista (1) – 2000-01
Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão) – Braga – Benfica
Braga – Artur Moraes, Miguel Garcia, Paulão, Rodríguez, Sílvio, Custódio, Hugo Viana, Alan, Mossoró (80m – Kaká), Lima (73m – Leandro Salino) e Meyong (87m – Hélder Barbosa)
Benfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Fábio Coentrão, Javi García, Nico Gaitán, Carlos Martins (81m – Alan Kardec), César Peixoto (58m – Franco Jara), Javier Saviola (86m – Felipe Menezes) e Óscar Cardozo
1-0 – Custódio – 19m
Cartões amarelos – Sílvio (3m), Paulão (60m) e Artur Moraes (90m); César Peixoto (50m), Maxi Pereira (59m), Fábio Coentrão (75m) e Luisão (90m)
Árbitro – Martin Atkinson (Inglaterra)
Com uma fase inicial de jogo em ritmo elevado, com ambas as equipas a procurar “jogar para a frente” (de que é indício a conta de 7 cantos nos primeiros 25 minutos, 5 dos quais a favor do Benfica), o primeiro momento de perigo surgiria à passagem do quarto de hora: Carlos Martins, na conversão de um livre, obrigou Artur Moraes a excelente intervenção; na sequência do canto, houve novo lance de atrapalhação na defesa bracarense, provocando novo pontapé de canto, mas igualmente sem consequências.
Porém, seria o Braga, praticamente de seguida, igualmente através de um canto, a inaugurar o marcador, colocando-se também, paralelamente, em vantagem na eliminatória.
Aos 29 minutos, numa jogada ensaiada, Hugo Viana marcou um livre atrasado, surgindo o remate de outro jogador do Braga, a sair a rasar o poste, num lance de grande perigo.
Dois minutos decorridos seria Artur Moraes a ter uma intervenção arrojada, fazendo uma barreira a Javi Garcia e Saviola que, já próximo da zona da pequena área, procuravam impelir a bola para a baliza.
Mas a maior perdida da primeira parte, já com 41 minutos, seria novamente protagonizada por Saviola, sem oposição, a rematar cruzado, mas com a bola a embater no poste.
Já em tempo de compensação, Artur Moraes voava para a bola, retirando-a da cabeça de Cardozo, que se preparava para consumar o golo.
A abrir o segundo tempo, o Benfica tentou fazer “filigrana” na grande área bracarense, mas a jogada acabou por se perder.
Porém, durante largos minutos, o Benfica denotaria uma enorme incapacidade de “pegar no jogo”, construir lances de ataque e, consequentemente, criar oportunidades de golo.
Só aos 72 minutos, num lance em velocidade, Fábio Coentrão, procurou aproveitar um ressalto de bola, mas Artur Moraes, de forma destemida, conseguiu uma oposição eficaz.
Aos 79 minutos, o Benfica conseguiria finalmente uma boa jogada, culminada com um potente remate de Nico Gaitán, a que Artur Moraes correspondeu com uma excelente defesa.
Quatro minutos depois o Braga podia ter feito o golo da tranquilidade, não fora as duas atentas (e quase consecutivas) intervenções do guarda-redes Roberto, a outros tantos remates de atacantes bracarenses.
Aos 88 minutos, numa jogada envolvente, que parecia destinada a golo, a bola foi salva quase sobre a linha por Paulão.
A partida chegava ao final; o Benfica somava o 17º jogo consecutivo a sofrer golos, ao mesmo tempo que via interrompida a sua série de 34 encontros a marcar (desde Novembro do ano passado), falhando precisamente quando a falha não era admitida, mesmo após ter disposto de cerca de 75 minutos para procurar o golo que o pudesse levar até à Final.
Que, de forma histórica, será integralmente portuguesa, a disputar em Dublin, entre FC Porto e Braga.
Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Braga - Benfica 1-0 1-2 2-2 Villarreal - FC Porto 3-2 1-5 4-7
Está consumada a histórica Final da Liga Europa, integralmente portuguesa, a disputar em Dublin, entre Braga (que, com um enorme espírito de equipa, culmina uma extraordinária campanha europeia, em que eliminou equipas como o Celtic, Sevilla, Liverpool e D. Kiev, para além do Benfica, último adversário na caminhada para o jogo decisivo) e FC Porto (que, esta noite, depois de começar a perder, ainda deu a volta ao marcador, vindo a permitir contudo, na fase final, que o Villarreal confirmasse a vitória).





