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Portugal – Bósnia-Herzegovina (Europeu 2012 – “Play-off”)
Portugal – Rui Patrício; João Pereira, Bruno Alves, Pepe e Fábio Coentrão; João Moutinho, Miguel Veloso, Nani (82m – Ricardo Quaresma), Raul Meireles (63m – Rúben Micael) e Cristiano Ronaldo; Hélder Postiga (84m – Carlos Martins)
Bósnia-Herzegovina – Asmir Begović, Adnan Zahirović, Sanel Jahić, Emir Spahić, Saša Papac, Elvir Rahimić (56m – Darko Maletić), Haris Medunjanin, Senad Lulić, Zvjezdan Misimović, Miralem Pjanić (65m – Muhamed Bešić) e Edin Džeko
1-0 – Cristiano Ronaldo – 8m
2-0 – Nani – 24m
2-1 – Zvjezdan Misimović – 41m
3-1 – Cristiano Ronaldo – 53m
3-2 – Emir Spahić – 65m
4-2 – Hélder Postiga – 72m
5-2 – Miguel Veloso – 80m
6-2 – Hélder Postiga – 82m
Cartões amarelos – Hélder Postiga (36m), Fábio Coentrão (40m) e Rúben Micael (77m); Emir Spahić (22m), Elvir Rahimić (43m), Haris Medunjanin (51m), Senad Lulić (54m), Edin Džeko (68m) e Saša Papac (79m)
Cartão vermelho – Senad Lulić (55m)
Árbitro – Wolfgang Stark (Alemanha)
Numa partida que se antevia poder vir a ser difícil, a selecção portuguesa, entrando em campo com boa atitude, teve o condão de começar por a tornar fácil: por duas vezes deu sinal de “pré-aviso”, por duas vezes chegaria ao golo quase de imediato.
Logo aos 6 minutos, na sequência de um remate de Cristiano Ronaldo, já em plena área, o guarda-redes bósnio teve de fazer uma defesa de recurso, com a bola a sobrar para Raul Meireles, que, de primeira, procurou um remate cruzado – que não daria hipóteses de defesa -, mas que sairia ligeiramente ao lado.
Apenas dois minutos volvidos, com uma excelente conversão de um livre, com um remate indefensável, Cristiano Ronaldo inaugurava o marcador. Com 8 minutos de jogo, a posição relativa das equipas invertia-se: agora passava a Bósnia a ter de marcar para manter aspirações a qualificar-se.
Prosseguindo numa toada ofensiva, de grande intensidade, com a selecção bósnia como que atordoada, novamente Cristiano Ronaldo levaria o perigo à baliza adversária, também na conversão de um livre, com um forte remate, bem colocado, e, uma vez mais, Asmir Begović a defender quase por instinto.
E, repetindo-se o argumento da primeira sequência de lances, o segundo golo de Portugal surgiria apenas dois minutos depois, numa soberba execução de Nani, num remate de meia-distância, com excelente efeito, e colocação perfeita, absolutamente imparável. A selecção nacional passava a dispor de uma vantagem já com alguma margem de tranquilidade, que lhe deveria permitir facilitar a gestão do jogo e do resultado.
Com a equipa da Bósnia a acusar este golo, o encontro passou então por uma fase menos intensa, sem que, contudo, Portugal deixasse de manter o domínio do jogo, mas, de forma não tão pressionante, dando mais tempo aos bósnios para pensar e executar o seu jogo.
Já no ocaso da primeira parte, dois lances resultariam em novo volte-face no cariz do jogo e na disposição motivacional das duas equipas: primeiro, na área bósnia, Hélder Postiga a sofrer o contacto de um defesa, e a cair, esperando que o árbitro assinalasse a grande penalidade; contudo, tendo sido considerada simulação, o que veria seria o cartão amarelo. Pouco depois, agora na área portuguesa, novo choque, entre avançado e defesa, com Fábio Coentrão a saltar à bola, sendo carregado pelo adversário, mas, inadvertidamente, colocando um braço no ar, que entraria em contacto com a bola. Desta vez, o árbitro assinalaria mesmo a penalidade: e a Bósnia aproveitou para reduzir para a diferença mínima, voltando a entrar no jogo… e na eliminatória.
Colocado à prova, Portugal reagiria da melhor forma, continuando a jogar o seu jogo, visando o ataque. Seria, não obstante, na sequência de uma rápida recuperação de bola de João Moutinho, a desmarcar, no momento preciso, Cristiano Ronaldo, que, isolado sobre a esquerda, à saída do guarda-redes, com impressionante frieza, contornou-o, empurrando depois a bola para a baliza deserta, dilatando novamente a vantagem para dois golos, que a equipa portuguesa voltaria a uma situação de tranquilidade.
Até porque a Bósnia, de cabeça perdida, pela veemência dos protestos de Lulić, que veria, de uma assentada, o cartão amarelo e, de imediato, o vermelho, ficava reduzida a dez unidades.
À passagem da hora de jogo, ficaria por assinalar mais uma grande penalidade, novamente por contacto com a mão na bola, desta vez na grande-área bósnia. Mais dois minutos decorridos, Portugal poderia ter ampliado a marca, por intermédio de Fábio Coentrão, com um bom golpe de cabeça, que sairia ligeiramente ao lado.
Até que, de forma absolutamente inesperada, num momento de desconcentração da equipa portuguesa, e aproveitando uma situação irregular de fora-de-jogo, não sancionada pela arbitragem, a Bósnia reduziria outra vez a desvantagem, colocando o marcador em 2-3. Faltavam 25 minutos para o final, a eliminatória voltava a ser relançada… Portugal tinha que continuar a sofrer.
Nos minutos imediatos, os nervos vieram à flor da pele, de forma acentuada, em ambas as equipas, perdendo o controlo emocional. O jogo estava perigoso, e talvez tenha havido quem se tivesse recordado da partida inaugural desta qualificação, os famosos 4-4 com o Chipre…
Quando Portugal – felizmente de forma não demorada -, conseguiu voltar a assentar o jogo, beneficiando também da sua situação de superioridade numérica, Hélder Postiga quebraria finalmente o enguiço, com um remate de belo efeito, marcando o golo que dava, definitivamente, o apuramento a Portugal!
Numa fase final bastante alucinada, com o jogo completamente “partido”, foi com alguma naturalidade que Portugal aumentaria ainda a contagem, primeiro para 5-2, com Miguel Veloso, na transformação de mais um livre, a surpreender toda a gente, inclusivamente o guarda-redes (que, esperando que fosse Cristiano Ronaldo a marcar o livre, nem se fez ao lance); e, logo de seguida – culminando com facilidade (bastou “encostar” a cabeça na bola) um óptimo cruzamento atrasado de Fábio Coentrão -, com Hélder Postiga a bisar, fixando o resultado em 6-2. E, perante uma já há largos minutos destroçada selecção da Bósnia, haveria ainda tempo para Rúben Micael desperdiçar o que seria o 7º golo…
Para lá do – brilhante – resultado, o que fica desta noite foi a forma personalizada, e corajosa, com que Portugal assumiu a responsabilidade do apuramento, indo sempre, a cada golpe sofrido, em busca decidida, de forma determinada e confiante, da vitória. Um belo mote para a Fase Final, em que a selecção nacional marcará presença pela 7ª vez consecutiva (todas as 4 edições do Europeu e 3 do Mundial, desde o ano 2000)!
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Nos outros encontros da 2ª mão do play-off, Croácia (empatando a zero, em casa, com a Turquia), R. Checa (nova vitória, por 1-0, no Montenegro) e Irlanda (também com um empate caseiro, frente à Estónia, 1-1) confirmaram a vantagem que haviam adquirido na passada sexta-feira.
Está definida a lista das 16 selecções participantes na Fase Final do EURO 2012: para além dos países organizadores, Polónia e Ucrânia, garantiram o apuramento as selecções da Alemanha, Rússia, Itália, França, Holanda, Grécia, Inglaterra, Dinamarca, Espanha, Suécia, Croácia, R. Checa, Irlanda e Portugal.
Bósnia-Herzegovina – Portugal (Europeu 2012 – “Play-off”)
Bósnia-Herzegovina – Asmir Begović, Sejad Salihović (68m – Vedad Ibišević), Sanel Jahić, Emir Spahić, Elvir Rahimić, Haris Medunjanin (67m – Darko Maletić), Miralem Pjanić, Zvjezdan Misimović (86m – Senijad Ibričić), Senad Lulić, Adnan Zahirović e Edin Džeko
Portugal – Rui Patrício; João Pereira, Bruno Alves, Pepe e Fábio Coentrão; João Moutinho, Miguel Veloso, Nani, Raul Meireles (82m – Rúben Micael) e Cristiano Ronaldo; Hélder Postiga (65m – Hugo Almeida)
Cartões amarelos – Sejad Salihović (18m) e Sanel Jahić (42m); Hélder Postiga (42m)
Árbitro – Howard Webb (Inglaterra)
Num relvado impróprio, com o público com comportamentos impróprios (lasers apontados a Cristiano Ronaldo e os gritos ululantes de “Messi, Messi”, também a ele dirigidos), duas equipas algo receosas, procurando, acima de tudo, jogar pelo seguro, esta partida – da 1ª mão do play-off de apuramento para a Fase Final do Campeonato da Europa de Futebol, a disputar no próximo ano na Polónia e Ucrânia -, caracterizou-se por uma qualidade sofrível.
Na primeira parte, de alguma forma surpreendentemente, a Bósnia ofereceu a iniciativa ao opositor, quase como que um convite a que fosse Portugal a atacar; a selecção portuguesa não se faria rogada, e assumiu o controlo do jogo, dominando a partida, evidenciando notória superioridade, embora sem resultados práticos, a nível de ocasiões de golo.
No segundo tempo, com a Bósnia a procurar assumir a iniciativa do jogo, começaram por surgir mais espaços para Portugal; Ronaldo, aos 51 minutos, e Hélder Postiga, aos 58 minutos, tiveram o golo nos pés… tal como aconteceria com Ibišević aos 73 minutos, e, com uma perdida ainda mais escandalosa, aos 80 minutos – tendo, porventura, todos os lances sido de alguma forma prejudicados pelo péssimo estado da relva.
Na fase final da partida, após a entrada de Ibišević para a frente de ataque, ao lado de Džeko – que, até então, muito desamparado, fora praticamente anulado pela marcação de Pepe -, a Bósnia mostrou-se mais perigosa, mas também não conseguiria concretizar qualquer das oportunidades de que dispôs.
No cômputo das duas partes, o empate ajusta-se ao desenrolar da partida, sendo contudo de notar que o nulo no marcador em nada favorecerá Portugal para a 2ª mão, impedido sequer de empatar com golos; para se qualificar necessitará imperativamente de vencer… à excepção da possibilidade de adiar a resolução da eliminatória até ao desempate por pontapés da marca de grande penalidade.
Nos outros jogos hoje disputados, destaque para as claras vitórias, obtidas fora de casa, pela Irlanda (4-0, na Estónia) e pela Croácia (3-0, na Turquia), permitindo-lhes praticamente carimbar, desde já, o apuramento. Das selecções que jogaram em casa esta 1ª mão, apenas a R. Checa marcou… e ganhou (2-0) à selecção do Montenegro, assumindo também claro favoritismo para o jogo decisivo.
Liga Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Com duas jornadas ainda por disputar nesta fase de Grupos, as equipas do Sporting, PSV Eindhoven, Legia Warsaw, Athletic Bilbao, Twente e Anderlecht (única formação só com vitórias) garantiram já o apuramento para os 1/16 Final.
Grupo D
Vaslui – Sporting – 1-0
Lazio – Zurich – 1-0
1º Sporting, 9; 2º Vaslui e Lazio, 5; 4º Zurich, 2
Grupo H
Braga – Maribor – 5-1
Birmingham – Brugge – 2-2
1º Brugge, Birmingham e Braga, 7; 4º Maribor, 1
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Bayern – Napoli – 3-2
Villarreal – Manchester City – 0-3
1º Bayern, 10; 2º Manchester City, 7; 3º Napoli, 5; 4º Villarreal, 0
Grupo B
Trabzonspor – CSKA Moscovo – 0-0
Inter – Lille – 2-1
1º Inter, 9; 2º CSKA Moscovo e Trabzonspor, 5; 4º Lille, 2
Grupo C
Manchester United – Otelul Galati – 2-0
Benfica – Basel – 1-1
1º Manchester United e Benfica, 8; 3º Basel, 5; 4º Otelul Galati, 0
Grupo D
Lyon – Real Madrid – 0-2
Ajax – D. Zagreb – 4-0
1º Real Madrid, 12; 2º Ajax, 7; 3º Lyon, 4; 4º D. Zagreb, 0
Grupo E
Valencia – Bayer Leverkusen – 3-1
Genk – Chelsea – 1-1
1º Chelsea, 8; 2º Bayer Leverkusen, 6; 3º Valencia, 5; 4º Genk, 2
Grupo F
Arsenal – Marseille – 0-0
B. Dortmund – Olympiakos – 1-0
1º Arsenal, 8; 2º Marseille, 7; 3º B. Dortmund, 4; 4º Olympiakos, 3
Grupo G
Zenit – Shakhtar Donetsk – 1-0
APOEL – FC Porto – 2-1
1º APOEL, 8; 2º Zenit, 7; 3º FC Porto, 4; 4º Shakhtar Donetsk, 2
Grupo H
BATE Borisov – AC Milan – 1-1
Viktoria Plzen – Barcelona – 0-4
1º Barcelona, 10; 2º AC Milan, 8; 3º BATE Borisov, 2; 4º Viktoria Plzen, 1
Barcelona, AC Milan e Real Madrid (que conta por vitórias os 4 jogos disputados) são os três primeiros clubes a garantir desde já, ainda com duas jornadas por disputar, o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.
O que, com a primeira derrota de sempre de uma equipa portuguesa frente a uma formação cipriota, ficou bastante mais complicado para o FC Porto…
Por seu lado, também o Benfica – que, em caso de vitória, poderia ter já hoje alcançado matematicamente a qualificação – viu as contas do apuramento complicarem-se, com o empate cedido em casa. Não obstante, mantém uma vantagem importante, em princípio apenas necessitando de vencer um dos dois jogos finais desta fase de Grupos, o último dos quais a disputar em casa, frente ao Otelul Galati.
Estão já afastadas da possibilidade de atingir os 1/8 Final as equipas do Villarreal, Otelul Galati, D. Zagreb, BATE Borisov e Viktoria Plzen.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – Basel
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Ezequiel Garay, Luisão, Luís Martins (64m – Miguel Vítor), Nemanja Matic, Bruno César, Axel Witsel, Nico Gaitán (82m – Nolito), Pablo Aimar (73m – Óscar Cardozo) e Rodrigo
Basel – Yann Sommer, Markus Steinhofer, David Angel Abraham, Aleksandar Dragovic, Park Joo Ho, Xherdan Shaquiri, Benjamin Huggel, Scott Chipperfield (8m – Genséric Kusunga), Granit Xhaka (81m – Adilson Cabral), Fabian Frei e Jacques Zoua (90m – Kwan-Ryong Pak)
1-0 – Rodrigo – 4m
1-1 – Benjamin Huggel – 64m
Cartões amarelos – Pablo Aimar (45m), Ezequiel Garay (45m), Maxi Pereira (57m) e Miguel Vítor (89m); Park Joo Ho (18m) e Benjamin Huggel (34m)
Árbitro – Carlos Velasco Carballlo (Espanha)
Depois de marcar antes dos 30 segundos de jogo, no último jogo do campeonato frente ao Olhanense, um super-confiante Rodrigo começaria por tentar a sua sorte logo no minuto inicial, na sequência de mais uma combinação com Aimar, vendo o golo ser-lhe negado pela excelente intervenção do guarda-redes Sommer…
Não obstante, não demoraria muito a inaugurar o marcador: logo aos 4 minutos, o jovem espanhol, de origem brasileira, colocava o Benfica em vantagem!
Com uma boa dinâmica, o Benfica impôs um ritmo forte ao longo da primeira meia hora, em que controlou o jogo, criando mais uma ou outra ocasião de perigo, mas sem adequada concretização.
No último quarto de hora, a equipa suíça conseguiria equilibrar a partida, começando a soltar-se e a surgir em zonas mais avançadas do terreno, tendo também chegado a ameaçar a baliza do Benfica. Ficaria, contudo, por sancionar, uma grande penalidade contra o Basel, por corte com a mão na área.
No segundo tempo, competia ao Basel continuar a procurar o golo que impedisse a qualificação automática do Benfica para os 1/8 Final. E os suíços assim fizeram: assenhorearam-se da bola, foram empurrando a equipa portuguesa para o seu meio-campo, construindo jogo ofensivo.
Com o treinador Jorge Jesus a cumprir um jogo de castigo, o seu adjunto (Raul José) não seria feliz, quando, para prevenir o intensificar das investidas suíças pelo lado direito do seu ataque, substituiu o estreante Luís Martins (que ocupou o lugar do também suspenso Emerson) por Miguel Vítor; no lance imediato, o Basel empatava o jogo. E, logo após, faltaria uma ponta de felicidade ao Benfica, muito perto de chegar ao segundo golo, novamente por intermédio de Rodrigo.
O jogo animaria então bastante, com ambas as equipas a adoptar uma atitude positiva, de busca do golo, numa toada de “parada e resposta”.
Porém, e não obstante ambos os sectores defensivos tenham passado por alguns apuros, o resultado acabaria por não se alterar, com a equipa suíça a acabar por se revelar satisfeita com o empate – como o denota a substituição efectuada já em período de descontos -, que mantém tudo em aberto no que respeita ao apuramento, com Benfica, Manchester United e Basel a poderem inclusivamente chegar ao fim desta fase igualados em pontos.
Liga Europa – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
No termo da primeira volta desta Fase de Grupos da Liga Europa, três equipas se destacam, contando por vitórias os jogos disputados: Sporting, PSV Eindhoven e Anderlecht, com a formação portuguesa a ser, de momento, a única já com o apuramento garantido para os 1/16 Final da prova.
Grupo D
Sporting – Vaslui – 2-0
Zurich – Lazio – 1-1
1º Sporting, 9; 2º Vaslui, Lazio e Zurich, 2
Grupo H
Maribor – Braga – 1-1
Brugge – Birmingham – 1-2
1º Brugge e Birmingham, 6; 3º Braga, 4; 4º Maribor, 1
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Napoli – Bayern – 1-1
Manchester City – Villarreal – 2-1
1º Bayern, 7; 2º Napoli, 5; 3º Manchester City, 4; 4º Villarreal, 0
Grupo B
CSKA Moscovo – Trabzonspor – 3-0
Lille – Inter – 0-1
1º Inter, 6; 2º CSKA Moscovo e Trabzonspor, 4; 4º Lille, 2
Grupo C
Otelul Galati – Manchester United – 0-2
Basel – Benfica – 0-2
1º Benfica, 7; 2º Manchester United, 5; 3º Basel, 4; 4º Otelul Galati, 0
Grupo D
Real Madrid – Lyon – 4-0
D. Zagreb – Ajax – 0-2
1º Real Madrid, 9; 2º Ajax e Lyon, 4; 4º D. Zagreb, 0
Grupo E
Bayer Leverkusen – Valencia – 2-1
Chelsea – Genk – 5-0
1º Chelsea, 7; 2º Bayer Leverkusen, 6; 3º Valencia, 2; 4º Genk, 1
Grupo F
Marseille – Arsenal – 0-1
Olympiakos – B. Dortmund – 3-1
1º Arsenal, 7; 2º Marseille, 6; 3º Olympiakos, 3; 4º B. Dortmund, 1
Grupo G
Shakhtar Donetsk – Zenit – 2-2
FC Porto – APOEL – 1-1
1º APOEL, 5; 2º Zenit e FC Porto, 4; 4º Shakhtar Donetsk, 2
Grupo H
AC Milan – BATE Borisov – 2-0
Barcelona – Viktoria Plzen – 2-0
1º Barcelona e AC Milan, 7; 3º Viktoria Plzen e BATE Borisov, 1
No final da primeira volta deste(s) mini-campeonato(s), o Real Madrid é a única das 32 equipas 100 % vitoriosa, com destaque também para os bons desempenhos de Bayern, Benfica (com duas vitórias consecutivas em terreno alheio), Chelsea, Arsenal, AC Milan e Barcelona.
Pela negativa, realce para as pobres campanhas de Villarreal, Valencia e dos campeões da Alemanha, Borussia Dortmund, assim como – nesta ronda em particular – para a tripla derrota das equipas francesas.
Num Grupo muito cerrado, o FC Porto parece esta época algo distante do que nos vinha habituando, com uma equipa sem rasgo, falha de confiança na Europa.
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Basel – Benfica
Basel – Yann Sommer, Markus Steinhofer, David Angel Abraham, Aleksandar Dragovic, Park Joo Ho, Xherdan Shaquiri, Benjamin Huggel (85m – Scott Chipperfield), Granit Xhaka (80m – Adilson Cabral), Fabian Frei (66m – Jacques Zoua), Alexander Frei e Marco Streller
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira (78m – Miguel Vítor), Ezequiel Garay, Luisão, Emerson, Javi García, Bruno César, Axel Witsel, Nico Gaitán, Pablo Aimar (67m – Nolito) e Rodrigo (71m – Óscar Cardozo)
0-1 – Bruno César – 20m
0-2 – Óscar Cardozo – 75m
Cartões amarelos – Marco Streller (35m), Benjamin Huggel (74m), Xherdan Shaquiri (90m) e Alexander Frei (90m); Emerson (41m) e Artur Moraes (90m)
Cartão vermelho – Emerson (86m)
Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)
Com uma entrada muito forte em campo, a equipa do Basileia começou por empurrar o Benfica para a sua zona defensiva, exercendo, durante os 10 minutos iniciais, intensa pressão.
À medida que o tempo decorria, o Benfica ia procurando equilibrar o jogo, o que conseguiu por volta do quarto de hora. Esta melhoria do Benfica seria coroada da melhor forma, logo aos 20 minutos, com o golo de Bruno César, a surgir desmarcado do lado esquerdo, beneficiando de uma excelente simulação de Rodrigo, a ludibriar a defesa contrária, e o brasileiro a não desperdiçar a ocasião.
No imediato, a equipa suíça acusou o toque, denotando alguma desconcentração, que o Benfica ia aproveitando. Porém, nos minutos finais do primeiro tempo, o Basileia voltou a adquirir alguma preponderância, com jogadas de perigo, a obrigar Artur Moraes a mostrar a sua atenção, pelo menos por duas ocasiões. Já mesmo a findar a metade inicial, o Benfica disporia de excelente oportunidade, não concretizada por Gaitán.
No reinício, o Benfica retomaria uma toada mais segura, sem descurar o ataque, com Emerson a não conseguir finalizar da melhor forma uma soberana ocasião de golo, em que, embora um pouco descaído sobre a esquerda, surgiu isolado face ao guardião adversário.
Com o jogo repartido, o Basileia procurava insistir na busca do ataque, mas o Benfica não desarmava no contra-ataque. Até que, aos 75 minutos, Óscar Cardozo, acabado de entrar em campo, converteu de forma exímia um livre directo, com a bola rasteira, colocando o Benfica a vencer por 2-0, o que lhe conferia uma margem confortável para gerir no derradeiro quarto de hora.
E, a cada nova iniciativa suíça capaz de levar o perigo até à área benfiquista, lá estava, ou uma defesa bastante unida, ou, em última instância, Artur Moraes, sempre bastante concentrado, somando uma mão cheia de boas defesas na partida, mantendo a sua baliza inviolável.
Com duas vitórias consecutivas em outros tantos jogos fora de casa, o Benfica culmina da melhor forma uma difícil primeira volta na liderança do Grupo, com vantagem directa sobre o que se antevê possa ser o principal rival na disputa do apuramento, precisamente o adversário desta noite (que receberá na próxima jornada, no Estádio da Luz), posicionando-se numa situação privilegiada para atingir esse objectivo.
Euro-2012 – Sorteio do “Play-off”
Realizou-se hoje em Cracóvia, Polónia, o sorteio dos jogos do play-off de apuramento para o Campeonato da Europa de Futebol de 2012, com o seguinte alinhamento (1ª mão a 11 e 12 de Novembro; 2ª mão a 15 de Novembro):
Turquia – Croácia
Estónia – Irlanda
R. Checa – Montenegro
Bósnia-Herzegovina – Portugal
Portugal necessitará apenas de confirmar em campo o favoritismo que lhe é atribuído, novamente frente à Bósnia-Herzegovina (que quase afastou a França do apuramento directo, terminando a fase de grupos apenas com 1 ponto a menos que os gauleses), tal como ocorreu há dois anos, no apuramento para o Mundial 2010 (então com duas vitórias da selecção portuguesa, ambas por 1-0).
Fase de Qualificação para o Euro-2012 – Classificações finais
GRUPO A Jg V E D G Pt 1º Alemanha 10 10 - - 34 - 7 30 2º Turquia 10 5 2 3 13 - 11 17 3º Bélgica 10 4 3 3 21 - 15 15 4º Áustria 10 3 3 4 16 - 17 12 5º Azerbaijão 10 2 1 7 10 - 26 7 6º Cazaquistão 10 1 1 8 6 - 24 4
GRUPO B Jg V E D G Pt 1º Rússia 10 7 2 1 17 - 4 23 2º Irlanda 10 6 3 1 15 - 7 21 3º Arménia 10 5 2 3 22 - 10 17 4º Eslováquia 10 4 3 3 7 - 10 15 5º Macedónia 10 2 2 6 8 - 14 8 6º Andorra 10 - - 10 1 - 25 -
GRUPO C Jg V E D G Pt 1º Itália 10 8 2 - 20 - 2 26 2º Estónia 10 5 1 4 15 - 14 16 3º Sérvia 10 4 3 3 13 - 12 15 4º Eslovénia 10 4 2 4 11 - 7 14 5º I. Norte 10 2 3 5 9 - 13 9 6º I. Faroé 10 1 1 8 6 - 26 4
GRUPO D Jg V E D G Pt 1º França 10 6 3 1 15 - 4 21 2º Bósnia-Herzegovina 10 6 2 2 17 - 8 20 3º Roménia 10 3 5 2 13 - 9 14 4º Bielorrússia 10 3 4 3 8 - 7 13 5º Albânia 10 2 3 5 7 - 14 9 6º Luxemburgo 10 1 1 8 3 - 21 4
GRUPO E Jg V E D G Pt 1º Holanda 10 9 - 1 37 - 8 27 2º Suécia 10 8 - 2 31 - 11 24 3º Hungria 10 6 1 3 22 - 14 19 4º Finlândia 10 3 1 6 16 - 16 10 5º Moldávia 10 3 - 7 12 - 16 9 6º S. Marino 10 - - 10 0 - 53 -
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Grécia 10 7 3 - 14 - 5 24 2º Croácia 10 7 1 2 18 - 7 22 3º Israel 10 5 1 4 13 - 11 16 4º Letónia 10 3 2 5 9 - 12 11 5º Geórgia 10 2 4 4 7 - 9 10 6º Malta 10 - 1 9 4 - 21 1
GRUPO G Jg V E D G Pt 1º Inglaterra 8 5 3 - 17 - 5 18 2º Montenegro 8 3 3 2 7 - 7 12 3º Suíça 8 3 2 3 12 - 10 11 4º País Gales 8 3 - 5 6 - 10 9 5º Bulgária 8 1 2 5 3 - 13 5
GRUPO H Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 8 6 1 1 15 - 6 19 2º Portugal 8 5 1 2 21 - 12 16 3º Noruega 8 5 1 2 10 - 7 16 4º Islândia 8 1 1 6 6 - 14 4 5º Chipre 8 - 2 6 7 - 20 2
GRUPO I Jg V E D G Pt 1º Espanha 8 8 - - 26 - 6 24 2º R. Checa 8 4 1 3 12 - 8 13 3º Escócia 8 3 2 3 9 - 10 11 4º Lituânia 8 1 2 5 4 - 13 5 5º Liechtenstein 8 1 1 6 3 - 17 4
Garantiram já o apuramento para a Fase Final do Euro-2012, a disputar no próximo ano, na Polónia e na Ucrânia – para além dos países organizadores –, as seguintes 10 selecções: Alemanha, Rússia, Itália, França, Holanda, Grécia (dirigida por Fernando Santos), Inglaterra, Dinamarca e Espanha (vencedores dos respectivos Grupos) e a Suécia (melhor dos 2º classificados).
As selecções da Turquia, Irlanda, Estónia, Bósnia-Herzegovina, Croácia, Montenegro, Portugal e R. Checa disputarão, em sistema de play-off, as restantes 4 vagas.
Culminando uma campanha irregular, com um péssimo começo, seguido por 5 vitórias consecutivas, mas falhando notoriamente no jogo decisivo, Portugal é remetido para a disputa do apuramento por via de eliminação directa, em que, beneficiando do estatuto de “cabeça de série”, deverá ter como adversário uma destas quatro selecções: Turquia, Estónia, Bósnia-Herzegovina ou Montenegro.
Destaque para as carreiras 100 % vitoriosas da Alemanha e Espanha (coincidentemente os finalistas do Euro-2008), assim como para os surpreendentes apuramentos para o play-off, de Estónia e Montenegro. Pela inversa, as grandes decepções, já eliminadas, foram as selecções da Sérvia, Roménia, Suíça e Bulgária. Andorra e S. Marino contaram por derrotas os 10 jogos disputados…



