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Liga Europa – Sorteio dos 1/16 Final e dos 1/8 Final
1/16 Final
Dnipro – Tottenham
Betis – Rubin Kazan
Swansea – Napoli
Juventus – Trabzonspor
Maribor – Sevilla
Viktoria Plzen – Shakhtar Donetsk
Chernomorets Odessa – Lyon
Lazio – Ludogorets
Esbjerg – Fiorentina
Ajax – Salzburg
Maccabi Tel-Aviv – Basel
FC Porto – E. Frankfurt
Anzhi – Genk
D. Kyiv – Valencia
PAOK – Benfica
Slovan Liberec – AZ
1/8 Final
Slovan Liberec / AZ – Anzhi /Genk
Lazio / Ludogorets – D. Kyiv /Valencia
FC Porto / E. Frankfurt – Swansea / Napoli
Chernomorets Odessa / Lyon – Viktoria Plzen / Shakhtar Donetsk
Maribor / Sevilla – Betis / Rubin Kazan
Dnipro / Tottenham – PAOK / Benfica
Maccabi Tel-Aviv / Basel – Ajax /Salzburg
Juventus / Trabzonspor – Esbjerg / Fiorentina
Os jogos da primeira mão dos 1/16 Final serão disputados a 20 de Fevereiro de 2014, estando a segunda mão agendada para 27 de Fevereiro.
Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/8 Final
Manchester City – Barcelona
Olympiakos – Manchester United
AC Milan – At. Madrid
Bayer Leverkusen – Paris St.-Germain
Galatasaray – Chelsea
Schalke 04 – Real Madrid
Zenit – Borussia Dortmund
Arsenal – Bayern München
Os jogos da primeira mão serão disputados nas seguintes datas: 18, 19, 25 e 26 de Fevereiro de 2014. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para 11, 12, 18 e 19 de Março.
Liga Europa – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Obtiveram o apuramento para os 1/16 Final da Liga Europa as seguintes equipas: Valencia, Swansea, Ludogorets, Chernomorets Odessa, Salzburg, Esbjerg, Rubin Kazan, Maribor, Fiorentina, Dnipro, E. Frankfurt, Maccabi Tel-Aviv, Genk, D. Kyiv, Sevilla, Slovan Liberec, Lyon, Betis, Trabzonspor, Lazio, Tottenham, Anzhi, AZ e PAOK.
Por países, teremos portanto os seguintes contingentes nos 1/16 Final da prova (incluindo as oito equipas que transitam da Liga dos Campeões):
- Itália (4) – Fiorentina, Lazio, Juventus e Napoli
- Ucrânia (4) – Chernomorets Odessa, Dnipro, D. Kyiv e Shakhtar Donetsk
- Espanha (3) – Valencia, Sevilla e Betis
- Inglaterra (2) – Swansea e Tottenham
- Rússia (2) – Rubin Kazan e Anzhi
- R. Checa (2) – Slovan Liberec e Viktoria Plzeň
- Portugal (2) – Benfica e FC Porto
- Holanda (2) – AZ e Ajax
- Alemanha (1) – E. Frankfurt
- França (1) – Lyon
- Bélgica (1) – Genk
- Grécia (1) – PAOK
- Áustria (1) – Salzburg
- Turquia (1) – Trabzonspor
- Suíça (1) – Basel
- Israel (1) – Maccabi Tel-Aviv
- Bulgária (1) – Ludogorets
- Dinamarca (1) – Esbjerg
- Eslovénia (1) – Maribor
Grupo E
Fiorentina – Dnipro – 2-1
Pandurii – Paços Ferreira – 0-0
1º Fiorentina, 16; 2º Dnipro, 12; 3º Paços Ferreira, 3; 4º Pandurii, 2
Grupo H
Freiburg – Sevilla – 0-2
Estoril – Slovan Liberec – 1-2
1º Sevilla, 12; 2º Slovan Liberec, 9; 3º Freiburg, 6; 4º Estoril, 3
Grupo I
Betis – Rijeka – 0-0
Guimarães – Lyon – 1-2
1º Lyon, 12; 2º Betis, 9; 3º Guimarães, 5; 4º Rijeka, 4
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Real Sociedad – Bayer Leverkusen – 0-1
Manchester United – Shakhtar Donetsk – 1-0
1º Manchester United, 14; 2º Bayer Leverkusen, 10; 3º Shakhtar Donetsk, 8; 4º Real Sociedad, 1
Grupo B
København – Real Madrid – 0-2
Galatasaray – Juventus – 1-0
1º Real Madrid, 16; 2º Galatasaray, 7; 3º Juventus, 6; 4º København, 4
Grupo C
Olympiakos – Anderlecht – 3-1
Benfica – Paris St.-Germain – 2-1
1º Paris St.-Germain, 13, 2º Olympiakos, 10; 3º Benfica, 10; 4º Anderlecht, 1
Grupo D
Viktoria Plzeň – CSKA Moskva – 2-1
Bayern – Manchester City – 2-3
1º Bayern, 15; 2º Manchester City, 15; 3º Viktoria Plzeň, 3; 4º CSKA Moskva, 3
Grupo E
Chelsea – Steaua – 1-0
Schalke 04 – Basel – 2-0
1º Chelsea, 12; 2º Schalke 04, 10; 3º Basel, 8; 4º Steaua, 3
Grupo F
Napoli – Arsenal – 2-0
Marseille – B. Dortmund – 1-2
1º B. Dortmund, 12; 2º Arsenal, 12; 3º Napoli, 12; 4º Marseille, 0
Grupo G
At. Madrid – FC Porto – 2-0
Austria Wien – Zenit – 4-1
1º At. Madrid, 16; 2º Zenit, 6; 3º FC Porto, 5; 4º Austria Wien, 5
Grupo H
Barcelona – Celtic – 6-1
AC Milan – Ajax – 0-0
1º Barcelona, 13; 2º AC Milan, 9; 3º Ajax, 8; 4º Celtic, 3
Foram apuradas para os 1/8 Final da Liga dos Campeões dois quartetos, de Inglaterra (Manchester United, Manchester City, Chelsea e Arsenal) e Alemanha (Bayer Leverkusen, Bayern, Schalke 04 e B. Dortmund) – com ambos os países a fazerem o pleno -, um trio de Espanha (Real Madrid, At. Madrid e Barcelona – tendo perdido a Real Sociedad), e, por fim, mais cinco representantes de outros tantos países, AC Milan (de Itália, principal perdedora desta fase, em que foram eliminados a Juventus e o Napoli), Paris St.-Germain (França, tendo o outro representante do hexágono tido a pior prestação de todos os concorrentes, com derrotas em todos os seis jogos disputados), Galatasaray (Turquia), Olympiakos (Grécia) e Zenit (Rússia), estes dois a expensas dos clubes portugueses, que, sendo notoriamente superiores, ficam a dever a si próprios a eliminação da prova.
Transitam para a Liga Europa: Shakhtar Donetsk, Juventus, Benfica, Viktoria Plzeň, Basel, Napoli, FC Porto e Ajax.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – Paris St.-Germain
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Sílvio, Ljubomir Fejsa, Nemanja Matić, Enzo Pérez (90m – André Gomes), Lazar Marković (69m – Ivan Cavaleiro), Nico Gaitán (77m – Miralem Sulejmani) e Lima
Paris St.-Germain – Salvatore Sirigu, Kalifa Traoré, Marquinhos, Zoumana Camara, Lucas Digne, Thiago Motta (61m – Blaise Matuidi), Adrien Rabiot, Lucas, Javier Pastore, Jérémy Ménez e Edinson Cavani (61m – Ezequiel Lavezzi)
0-1 – Edinson Cavani – 37m
1-1 – Lima (pen.) – 45m
2-1 – Nico Gaitán – 58m
Cartões amarelos – Maxi Pereira (30m) e Sílvio (87m); Thiago Motta (50m), Jérémy Ménez (70m) e Adrien Rabiot (77m)
Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)
Denotando uma atitude mental, competitiva e física que não tem tido a constância desejada, superando-se a esses vários níveis, a equipa do Benfica realizou esta noite uma excelente exibição, aproveitando também a menor aplicação de um adversário já qualificado e com algumas “poupanças” de jogadores, como foi o caso mais notável de Ibrahimovic, obtendo uma tão justa quão insuficiente vitória.
Insuficiente nos números – à semelhança do que se passara em Atenas, na partida contra o Olympiakos, os dianteiros benfiquistas desperdiçaram inúmeras ocasiões de perigo, tanto procurando colocar a bola, subtraindo-a ao alcance do guardião contrário (depois de uma primeira defesa “afirmativa”), que ela acabava por sair invariavelmente ao lado, mesmo que muito próximo da baliza – e também amargamente insuficiente para o objectivo de apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões, numa edição tão mais especial dado o simbolismo de a Final ser disputada no Estádio da Luz.
De facto, procurando ignorar que o seu destino dependia do que o Olympiakos fizesse, o Benfica entrou determinado a fazer a sua parte do contrato, ou seja, garantir a vitória. Com grande intensidade, assumindo o jogo, correndo riscos, ostensivamente remetendo os parisienses à sua defesa, a equipa benfiquista acabaria por vir a ser penalizada num dos raros momentos de desconcentração, com Cavani, muito oportuno, a não desaproveitar a oportunidade que se lhe deparou para inaugurar o marcador.
As notícias que chegavam de Atenas também não eram nada animadoras – o Olympiakos já ganhava por 1-0 – mas nem assim o Benfica se desuniu, mantendo a sua toada de jogo, que seria recompensada, mesmo ao cair do pano do primeiro tempo, com o golo do empate, obtido por Lima, na conversão irrepreensível de uma grande penalidade, a sancionar uma falta grosseira (e perigosa, dado ter-se tratado de uma cabeçada no jogador português) cometida sobre Sílvio, após uma magnífica simulação, a procurar tirar o adversário do seu caminho.
Entretanto, o Anderlecht empatara o jogo em Atenas; porém, logo a abrir a segunda parte, ficava em desvantagem numérica, reduzido a dez elementos, por expulsão. Até que, aos 58 minutos, Saviola, que, depois de ter inaugurado o marcador, falhara já uma grande penalidade, recolocava o Olympiakos em vantagem.
Com a dificuldade acrescida de ter de “jogar simultaneamente em dois campos”, com os “pés” na Luz e a “cabeça” em Atenas, a equipa portuguesa, muito motivada e altamente envolvida no jogo, prosseguia a sua bela exibição, com elementos a atingir elevada craveira, como os casos particulares de Matić, Enzo Pérez ou Gaitán. E, praticamente ao mesmo tempo do segundo golo dos gregos, o Benfica replicava o resultado, fazendo também o 2-1 a seu favor.
Até final, a tendência do jogo não se alteraria significativamente (o Paris St.-Germain teria uma flagrante ocasião de golo, com a bola a cruzar toda a linha de baliza, e a sair rente ao poste mais distante, num grande calafrio), mas foi sempre o Benfica a dar sinal mais.
Entretanto, num jogo completamente atípico, em Atenas, o Olympiakos beneficiava – e desperdiçava – de uma segunda grande penalidade (aos 71 minutos). Já depois de uma fase de grande pressão do Anderlecht, com os gregos remetidos à defesa… e ao contra-ataque, aos 88 minutos, o Olympiakos ficaria a jogar contra nove, assim sentenciando as aspirações dos belgas (e dos portugueses). Mas a história não ficaria por aqui: já em período de descontos, e com as substituições já esgotadas, surgiria a terceira grande penalidade a favor da equipa grega, e a terceira expulsão, desta vez com o guarda-redes do Anderlecht (que defendera as duas anteriores), a ser substituído por um improvisado guardião, que não conseguiria evitar o 3-1 para o Olympiakos.
No Estádio da Luz, o Benfica despedia-se ingloriamente da Liga dos Campeões, severamente penalizado pela fraca exibição no jogo em casa com esta formação da Grécia, e pela infelicidade e falta de eficácia manifestadas em Atenas; numa cruel ironia, os seus antigos jogadores Roberto (em particular nesse jogo Olympiakos-Benfica) e Saviola (com os dois golos hoje apontados) teriam acção determinante nesta eliminação benfiquista, que, uma vez mais, terá de procurar alguma consolo na Liga Europa.
Sorteio – Mundial 2014

Grupo A Grupo B Grupo C Grupo DBrasil
Espanha
Colômbia
Uruguai
Croácia
Holanda
Grécia
Costa Rica
México
Chile
C. Marfim
Inglaterra
Camarões
Austrália
Japão
Itália Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H
Suíça
Argentina
Alemanha
Bélgica
Equador
Bósnia-Herz
Portugal
Argélia
França
Irão
Ghana
Rússia
Honduras
Nigéria
EUA
Coreia Sul
Portugal jogará a sua partida de estreia na Fase Final do Mundial, a 16 de Junho, em Salvador, frente à Alemanha (13 horas locais, 17 horas em Portugal); defrontará de seguida, a 22 de Junho, em Manaus, a selecção dos EUA (18 horas locais, 23 horas em Portugal); e, a concluir o grupo de apuramento, a 26 de Junho, em Brasília, jogará com o Ghana (13 horas locais, 17 horas em Portugal continental).
O jogo de abertura do Mundial, a 12 de Junho, disputa-se entre o país anfitrião, Brasil, e a Croácia, em São Paulo (17 horas locais, 21 horas em Portugal).
Liga Europa – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Depois de Valencia, Ludogorets, Salzburg, Esbjerg, Rubin Kazan, Fiorentina, Dnipro e Tottenham, também as equipas do E. Frankfurt, Genk, Sevilla, Lyon, Betis, Trabzonspor, Lazio, Anzhi, AZ e PAOK garantiram já o apuramento para os 1/16 Final da Liga Europa, subsistindo portanto apenas seis vagas por atribuir. As três equipas portuguesas estão já virtualmente eliminadas.
Grupo E
Dnipro – Pandurii – 4-1
Paços Ferreira – Fiorentina – 0-0
1º Fiorentina, 13; 2º Dnipro, 12; 3º Paços Ferreira, 2; 4º Pandurii, 1
Grupo H
Sevilla – Estoril – 1-1
Slovan Liberec – Freiburg – 1-2
1º Sevilla, 9; 2º Freiburg e Slovan Liberec, 6; 4º Estoril, 3
Grupo I
Rijeka – Guimarães – 0-0
Lyon – Betis – 1-0
1º Lyon, 9; 2º Betis, 8; 3º Guimarães, 5; 4º Rijeka, 3
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Shakhtar Donetsk – Real Sociedad – 4-0
Bayer Leverkusen – Manchester United – 0-5
1º Manchester United, 11; 2º Shakhtar Donetsk, 8; 3º Bayer Leverkusen, 7; 4º Real Sociedad, 1
Grupo B
Juventus – København – 3-1
Real Madrid – Galatasaray – 4-1
1º Real Madrid, 13; 2º Juventus, 6; 3º Galatasaray e København, 4
Grupo C
Paris St.-Germain – Olympiakos – 2-1
Anderlecht – Benfica – 2-3
1º Paris St.-Germain, 13, 2º Olympiakos e Benfica, 7; 4º Anderlecht, 1
Grupo D
Manchester City – Viktoria Plzeň – 4-2
CSKA Moskva – Bayern – 1-3
1º Bayern, 15; 2º Manchester City, 12; 3º CSKA Moskva, 3; 4º Viktoria Plzeň, 0
Grupo E
Basel – Chelsea – 1-0
Steaua – Schalke 04 – 0-0
1º Chelsea, 9; 2º Basel, 8; 3º Schalke 04, 7; 4º Steaua, 3
Grupo F
B. Dortmund – Napoli – 3-1
Arsenal – Marseille – 2-0
1º Arsenal, 12; 2º B. Dortmund e Napoli, 9; 4º Marseille, 0
Grupo G
Zenit – At. Madrid – 1-1
FC Porto – Austria Wien – 1-1
1º At. Madrid, 13; 2º Zenit, 6; 3º FC Porto, 5; 4º Austria Wien, 2
Grupo H
Ajax – Barcelona – 2-1
Celtic – AC Milan – 0-3
1º Barcelona, 10; 2º AC Milan, 8; 3º Ajax, 7; 4º Celtic, 3
Depois de Bayern, Manchester City, Atlético de Madrid e Barcelona, também o Chelsea (mesmo tendo sido derrotado em Basileia), Manchester United, Real Madrid e Paris St.-Germain garantiram já o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Anderlecht – Benfica
Anderlecht – Silvio Proto, Anthony Vanden Borre, Chancel Mbemba, Bram Nuytinck (73m – Ronald Vargas), Olivier Deschacht (55m – Frank Acheampong), Cheikhou Kouyaté, Massimo Bruno, Guillaume Gillet, Dennis Praet, Fabrice N’Sakala e Aleksandar Mitrović
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, André Almeida, Nemanja Matić, Enzo Peréz (87m – Rodrigo), Lazar Marković (89m – Ivan Cavaleiro), Ljubomir Fejsa, Nico Gaitán (72m – Miralem Sulejmani) e Lima
1-0 – Chancel Mbemba – 18m
1-1 – Nemanja Matić – 34m
1-2 – Chancel Mbemba (p.b.) – 52m
2-2 – Massimo Bruno – 77m
2-3 – Rodrigo – 90m
Cartões amarelos – Massimo Bruno (29m), Bram Nuytinck (49m) e Aleksandar Mitrović (88m); André Almeida (78m) e Artur (90m)
Árbitro – Daniele Orsato (Itália)
Procurando remediar os danos do desaire sofrido em Atenas, o Benfica entrava neste jogo de “2 em 1” (a vitória podia valer a continuidade das aspirações à passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões, sendo que, pelo menos o empate, garantia desde logo, no pior cenário, a passagem para a Liga Europa) sabendo que tinha – perante o actual potencial do adversário – a melhor oportunidade de sempre para vencer em Bruxelas.
Porém, denotando falta de clarividência no seu jogo, não só não conseguiria impor-se logo desde início, vindo, inclusivamente, num lance infeliz, na sequência de uma “carambola” entre o central do Anderlecht, Mbemba, e Luisão, a sofrer o primeiro golo. O Benfica reagiu então de forma positiva a este revés, não se descontrolando, mantendo a toada de jogo, necessariamente agora mais claramente estimulado pela necessidade de marcar.
E o golo do empate surgiria pouco depois, como corolário de uma melhor fase da equipa benfiquista. Já no segundo tempo, aproveitando a fragilidade do opositor, o Benfica chegaria, com alguma naturalidade, à vantagem. Durante um bom período, de cerca de vinte minutos, a equipa portuguesa deu a sensação de controlar o jogo, e de o triunfo não lhe escaparia.
Porém, quando se esperava que fosse o Benfica a explorar alguma situação de contra-ataque, aproveitando o adiantamento dos belgas, o Anderlecht restabeleceria o empate. A situação complicava-se bastante: já na fase derradeira do encontro – e tendo em consideração que o Olympiakos ia empatando também em Paris, a um golo -, até ao minuto noventa, o Benfica estava virtualmente afastado da Liga dos Campeões. E tinha de manter-se atento para que a própria eventual passagem para a Liga Europa não viesse a ficar também comprometida.
Depois de uma aparentemente estranha substituição, com a saída de Gaitán, Jorge Jesus, apostaria então na entrada em campo, já mesmo em cima do final do tempo de jogo, de Rodrigo e Ivan Cavaleiro, alterações que pareciam ser feitas já em “desespero de causa”, e, sobretudo, demasiado tarde. Mas chegava então o momento de o Benfica ser feliz: aproveitando a velocidade de Rodrigo, muito bem desmarcado, a equipa portuguesa chegava, já no minuto noventa, ao terceiro golo, que lhe proporcionava enfim – sem que, contudo, tivesse feito uma exibição memorável – a primeira vitória no terreno do outrora bem poderoso Anderlecht (a Final da Taça UEFA de há trinta anos ainda perdura na memória…), uma equipa abnegada, lutadora, mas bem abaixo da qualidade que patenteou na Europa nas décadas de 70 e 80 do século passado.
Em paralelo, ligeiramente depois do golo benfiquista, o Paris St.-Germain marcava o segundo golo, que resultava na derrota do Olympiakos. No espaço de um minuto, um golo em Bruxelas e outro em Paris provocava uma reviravolta (parcial) na tendência pontual do Grupo: o Benfica passava de uma situação de eliminação, para uma posição de poder continuar ainda a agarrar-se ao “sonho” de prosseguir na Liga dos Campeões (embora bastante condicionado, uma vez que implica a necessidade de, na derradeira ronda, fazer melhor resultado ante o Paris St.-Germain do que o que o Olympiakos averbar frente ao Anderlecht…).
A continuidade na Europa ficou, não obstante, já garantida, quanto mais não seja via Liga Europa. Dada a impossibilidade de jogar em dois campos ao mesmo tempo (Lisboa e Atenas), ao Benfica só resta uma opção: a de tentar ganhar na última ronda, na recepção aos parisienses…
Suécia – Portugal – (Mundial-2014 – Play-off – 2ª mão)
Suécia – Andreas Isaksson, Mikael Lustig, Per Nilsson, Mikael Antonsson, Martin Olsson, Sebastian Larsson (90m – Alexander Gerndt), Rasmus Elm (45m – Anders Svensson), Kim Kallstrom, Alexander Kacaniklic (82m – Jimmy Durmaz), Johan Elmander e Zlatan Ibrahimovic
Portugal – Rui Patrício, João Pereira, Pepe, Bruno Alves, Fábio Coentrão (52m – Antunes), Raul Meireles (73m – William Carvalho), Nani, João Moutinho, Miguel Veloso, Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida (82m – Ricardo Costa)
0-1 – Cristiano Ronaldo – 50m
1-1 – Zlatan Ibrahimovic – 68m
2-1 – Zlatan Ibrahimovic – 72m
2-2 – Cristiano Ronaldo – 77m
2-3 – Cristiano Ronaldo – 79m
Cartões amarelos – Martin Olsson (54m), Anders Svensson (61m), Kim Kallstrom (69m) e Mikael Antonsson (84m); Nani (59m)
Árbitro – Howard Webb (Inglaterra)
Depois do desfecho da primeira mão, ambas as selecções encararam esta “segunda parte” da eliminatória com alguma cautela, dando a entender que “havia muito tempo” para as decisões. De facto, no primeiro tempo, e após alguma tomada de iniciativa dos suecos no arranque do jogo, rapidamente se passou a uma toada morna, com o jogo bem repartido, mas com a equipa portuguesa a manter a situação perfeitamente controlada.
Teria inclusivamente, por intermédio de Cristiano Ronaldo, aos 36 minutos, e Hugo Almeida, aos 39 minutos, duas soberanas ocasiões de golo, não aproveitadas. Só já na fase derradeira desta etapa inicial do jogo, a Suécia assustaria, em dois lances de bola parada, em particular num remate de Ibrahimovic, que, contudo, saiu bastante alto.
No recomeço, os suecos terão reconhecido que era chegada a altura de mudar a abordagem ao jogo, e de, finalmente arriscar; logo aos 4 minutos, a centro atrasado de Ibrahimovic, já na linha de fundo, surgiria Larsson a rematar à “queima-roupa”, com Rui Patrício, com excelente intervenção, positivamente a negar o que teria sido o primeiro golo da Suécia.
Só que, precisamente no lance imediato, Cristiano Ronaldo, lançado em profundidade, num passe “a rasgar”, para as costas da defesa sueca, embalaria em corrida, numa diagonal de algumas dezenas de metros, sempre perseguido pelos suecos, conseguindo isolar-se, rematando cruzado para a baliza do desamparado Isaksson, num golo à “matador”, que, pensava-se, proporcionava a Portugal uma confortável e decisiva vantagem de dois golos na eliminatória, até porque, no quarto de hora seguinte, a selecção portuguesa conseguiria gerir, de forma tranquila, essa situação de vantagem.
Chegaria então o momento em que o desafio sofreria uma brutal aceleração, numa fase da partida de enorme intensidade: no espaço de apenas quatro minutos, a Suécia, na sequência de dois lances de bola parada, operaria uma reviravolta no marcador, com dois tentos de Ibrahimovic: primeiro, dando a melhor finalização a um pontapé de canto, antecipando-se à defensiva portuguesa, com um cabeceamento cruzado, a desviar a bola do alcance do guardião português; logo de seguida, na conversão de um livre, com um remate forte, a “furar” a barreira (pelo chão), passando por baixo de Rui Patrício.
Temeu-se que a equipa portuguesa se pudesse de alguma forma descontrolar. Paulo Bento concretizaria então uma substituição, já planeada antes do segundo golo sueco, trocando Raul Meireles pelo estreante William Carvalho; uma opção de risco, no momento mais difícil do desafio e da eliminatória. Não haveria contudo tempo sequer para uma “ambientação” do novo recruta, pois, aos dois golos de Ibrahimovic em quatro minutos, responderia Cristiano Ronaldo, de imediato, com dois golos… num intervalo de apenas dois minutos! Fantástico!
Aproveitando o entusiasmo sueco e o balanceamento da equipa para o ataque, em busca do terceiro golo, que colocaria a Suécia em posição de apuramento, Cristiano Ronaldo conseguiria concretizar mais um rapidíssimo lance de contra-ataque, controlando a bola, na recepção, com um toque de joelho, acabando por rematar, já algo em desequilíbrio, sem hipóteses para Isaksson. E se o 2-2 voltava já a colocar Portugal no Mundial, Ronaldo não se ficaria por aí, consumando nova sensacional reviravolta, garantindo a vitória da equipa portuguesa, com um também fantástico terceiro golo, a contornar o guarda-redes adversário, desferindo um forte remate, já quase sem ângulo..
Um verdadeiro recital de Cristiano Ronaldo, que, com o “hat-trick” registado, igualou Pauleta como o melhor marcador de sempre da selecção de Portugal, podendo inclusivamente ter chegado ao quarto golo logo depois, com mais um remate cruzado, a sair a milímetros do poste (já nos derradeiros minutos, ainda ensaiaria mais um remate perigoso). Mas o resultado estava feito…
Não tendo conseguido evitar as “horas extras” do play-off, e, neste, acabando também por passar por alguns momentos de apuro e de sofrimento, durante cerca de dez minutos (entre os dois golos dos empates, a 1-1, e a 2-2), Portugal teve, na “Hora H”, de maior pressão, o discernimento que lhe permitiu ser feliz, respondendo de forma extraordinariamente afirmativa quando tal era requerido, deixando agora sem (segunda possibilidade de) reacção a Suécia, confirmando assim um justo apuramento para o Mundial, a oitava fase final de uma grande competição internacional em que marca presença, de forma consecutiva, desde 2000.
Nos outros duelos do “play-off” de apuramento na Europa, a Grécia confirmou o apuramento, empatando a um golo na Roménia; a Croácia eliminou a Islândia, vencendo por 2-0; por fim, a França conseguiria reverter a desvantagem da primeira mão, ganhando à Ucrânia por 3-0.
Estão já apurados 30 dos 32 finalistas do Mundial: Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Alemanha, Bélgica, Bósnia-Herzegovina, Croácia, Espanha, França, Grécia, Holanda, Inglaterra, Itália, Portugal, Rússia, Suíça, Costa Rica, EUA, Honduras, Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Ghana, Nigéria, Austrália, Coreia do Sul, Irão e Japão. Uruguai e México deverão completar amanhã o lote.
Um destaque final para a presença de três treinadores portugueses na fase final do Mundial, ao comando das selecções de Portugal (Paulo Bento), Grécia (Fernando Santos) e Irão (Carlos Queirós).



