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Liga dos Campeões – 6ª Jornada
GRUPO D Jg V E D G Pt 1 AC Milan 6 4 1 1 12-5 13 2 Celtic 6 3 - 3 5-6 9 3 Benfica 6 2 1 3 5-6 7 4 Shakhtar 6 2 - 4 6-11 6 AC Milan-Benfica______________ 2-1 / 1-1 Shakhtar-Celtic_______________ 2-0 / 1-2 Celtic-AC Milan_______________ 2-1 / 0-1 Benfica-Shakhtar______________ 0-1 / 2-1 Benfica-Celtic________________ 1-0 / 0-1 AC Milan-Shakhtar_____________ 4-1 / 3-0
Benfica – Quim; Nélson, Luisão, David Luiz e Léo; Maxi Pereira (83m – Luís Fiilipe), Petit, Katsouranis, Rui Costa e Di María (67m – Nuno Assis); Cardozo (90m – Nuno Gomes)
Shakhtar Donetsk – Pyatov; Srna, Chygrynskyi, Kucher e Rat; Ilsinho (67m – Wilian), Lewandowski (57m – Hubschman), Jadson e Fernandinho; Brandão e Lucarelli (74m – Gladkiy)
0-1 – Cardozo – 6m
0-2 – Cardozo – 22m
1-2 – Lucarelli – 30m
Cartões Amarelos – Kucher (68m) e Brandão (90m); David Luiz (29m) e Luís Filipe (90m)
Árbitro – Kyros Vassaros (Grécia)
Numa primeira parte feliz, com um anormal índice de eficácia (nas duas primeiras oportunidades, marcou dois golos), o Benfica cedo se colocaria em vantagem, na sequência do aproveitamento de um mau atraso da defesa ucraniana.
Não obstante, o Shakhtar entrara determinado, levando muito perigo à baliza benfiquista logo aos dois minutos. E, mesmo já em posição desfavorável no marcador, a equipa da casa continuaria a criar as melhores ocasiões, beneficiando do facto de o Benfica defender numa posição bastante recuada… até que chegaria o segundo golo do Benfica.
A partir daí, a pressão sobre os ucranianos – que necessitavam vencer para poder aspirar a prosseguir na Liga dos Campeões – parecia começar a ser inversamente proporcional à tranquilidade e confiança de que a equipa portuguesa poderia beneficiar. Todavia, numa falta evitável de David Luiz, que o árbitro sancionaria com a consequente grande penalidade, Lucarelli, à passagem da meia-hora, com um remate forte (a embater ainda em Quim) reduzia para 1-2, relançando a partida.
No quarto de hora final do primeiro tempo, o Shakhtar continuaria a pressionar a defesa benfiquista, com o Benfica a procurar responder em contra-ataque. Na sua terceira investida, a equipa portuguesa poderia ter chegado ao terceiro golo, não fora a deficiente execução de Maxi Pereira. Na resposta, coincidindo com os 45 minutos, Quim, colocado à prova, conseguiria repelir a bola, evitando o perigo.
À medida que a segunda parte foi decorrendo, o jogo – disputado com uma temperatura de 5 graus negativos – foi arrefecendo, caindo de intensidade, com os ucranianos gradualmente a esmorecer, não obstante os esforços continuados em busca do golo do empate.
Com a vitória num campo difícil, frente a um adversário valoroso – apesar de encerrar a sua campanha com 4 derrotas sucessivas, depois das vitórias nas duas jornadas iniciais – o Benfica, ascendendo ao terceiro lugar, salva a sua continuidade nas provas europeias, transitando (tal como o Sporting garantira já na jornada precedente) para a Taça UEFA, onde iniciará a participação nos 1/16 Final. AC Milan e Celtic confirmaram o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada (Act.)
GRUPO A Jg V E D G Pt 1 FC Porto 5 2 2 1 6-7 8 2 Marseille 5 2 1 2 6-5 7 3 Liverpool 5 2 1 2 14-5 7 4 Besiktas 5 2 - 3 4-13 6 Marseille-Besiktas____________ 2-0 / 1-2 FC Porto-Liverpool____________ 1-1 / 1-4 Liverpool-Marseille___________ 0-1 / ___ Besiktas-FC Porto_____________ 0-1 / ___ Besiktas-Liverpool____________ 2-1 / 0-8 Marseille-FC Porto____________ 1-1 / 1-2
GRUPO D Jg V E D G Pt 1 AC Milan 5 3 1 1 11-5 10 2 Celtic 5 3 - 2 5-5 9 3 Shakhtar 5 2 - 3 5-9 6 4 Benfica 5 1 1 3 3-5 4 AC Milan-Benfica______________ 2-1 / 1-1 Shakhtar-Celtic_______________ 2-0 / 1-2 Celtic-AC Milan_______________ 2-1 / ___ Benfica-Shakhtar______________ 0-1 / ___ Benfica-Celtic________________ 1-0 / 0-1 AC Milan-Shakhtar_____________ 4-1 / 3-0
GRUPO F Jg V E D G Pt 1 M.United 5 5 - - 12-3 15 2 Roma 5 3 1 1 10-5 10 3 Sporting 5 1 1 3 6-8 4 4 D. Kiev 5 - - 5 4-16 - Roma-D. Kiev__________________ 2-0 / 4-1 Sporting-M. United____________ 0-1 / 1-2 M. United-Roma________________ 1-0 / ___ D. Kiev-Sporting______________ 1-2 / ___ D. Kiev-M. United_____________ 2-4 / 0-4 Roma-Sporting_________________ 2-1 / 2-2
Benfica – Quim; Luís Filipe (74m – Di María), Luisão, David Luiz (88m – Freddy Adu) e Léo; Maxi Pereira, Petit, Katsouranis, Rui Costa e Cristián Rodríguez; Nuno Gomes (75m – Cardozo)
Ac Milan – Dida; Bonera, Nesta, Kaladze, Serginho (45m – Maldini); Gattuso, Pirlo, Seedorf (73m – Oddo), Brocchi (51m – Gourcuff); Kaká e Gilardino
0-1 – Pirlo – 15m
1-1 – Maxi Pereira – 20m
Cartões Amarelos – Petit (68 m); Kaladze (36 m), Serginho (41 m) e Maldini (80 m)
Árbitro – Herbert Fandel (Alemanha)
Uma equipa do Benfica pouco confiante nas suas capacidades, oferecendo – logo desde início – o controlo do jogo ao adversário, permitiu que o Ac Milan se instalasse no meio-campo benfiquista no primeiro quarto de hora da partida, criando algumas jogadas de perigo, culminadas com o excelente golo, num potente remate de Pirlo, na zona intermediária, com Quim a parecer mal batido.
Apenas a partir daí o Benfica “entraria no jogo”, primeiro com uma boa iniciativa aos 18 minutos, para, dois minutos volvidos, Maxi Pereira restabelecer a igualdade.
No tempo restante, o Milan – beneficiando da superior qualidade do triângulo formado por Pirlo, Gattuso e Seedorf – apenas pareceu interessado em gerir o resultado (também com Dida a “queimar tempo” em sucessivas reposições de bola), que lhe assegurava a qualificação para os 1/8 Final da Liga dos Campeões. Couberam então ao Benfica as mais soberanas oportunidades de golo, pelo menos por três ocasiões.
A equipa italiana apenas nos minutos finais – quando o Benfica procurava atacar já sem capacidade de recuperação nas situações de perda de bola, com jogadores como Petit, Katsouranis, Rui Costa e, em especial, Cristián Rodríguez e Maxi Pereira, “esgotados”, depois de terem “dado o litro” durante todo o encontro – criaria novas situações de golo eminente, aos 88 e 90 minutos.
Num jogo em que, a haver um vencedor, a vitória assentaria melhor ao Benfica, o empate final, conjugado com a vitória – no derradeiro minuto – do Celtic frente ao Shakhtar Donetsk, coloca o Ac Milan (Campeão Europeu em título) nos 1/8 Final da prova, afastando a equipa portuguesa, à qual resta apenas a possibilidade de, vencendo na Ucrânia na última jornada, transitar para a Taça UEFA.
Frente a uma poderosa equipa do Liverpool (finalista vencido da Liga dos Campeões da época passada), necessitando imperiosamente da vitória, o FC Porto teve hoje uma severa punição, perdendo por 1-4, com 3 golos sofridos nos últimos doze minutos. Após os resultados de hoje, o FC Porto mantém a liderança do mais equilibrado dos Grupos, com todas as equipas ainda com possibilidades de serem apuradas… ou eliminadas. Para garantir a qualificação, à equipa portista bastará um empate; porém, na eventualidade de vir a sofrer uma derrota frente ao Besiktas, poderia ficar inclusivamente afastada da Taça UEFA.
Não obstante uma boa prestação – tendo inaugurado o marcador aos 21 minutos e mantido a vantagem até à hora de jogo – o Sporting não conseguiu evitar a derrota em Manchester. Tal como na partida com a Roma, a equipa portuguesa sofreria o golo decisivo já no período de compensação, numa soberba transformação de um livre por Cristiano Ronaldo (que já dera à vitória à sua equipa, também no jogo disputado em Alvalade).
Com a concludente vitória da Roma em Kiev, tudo está já decidido neste Grupo: quanto ao apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões, Manchester United e Roma prosseguem na prova; o Sporting, com a terceira posição hoje garantida, transita para a Taça UEFA.
Para além de Manchester United e Roma, estão também já apuradas para os 1/8 Final as equipas do Barcelona, Inter de Milão, Sevilha, Arsenal (que viu quebrada a sua invencibilidade na presente época), Chelsea e AC Milan. O Slavia de Praga acompanhará o Sporting na Taça UEFA.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada
GRUPO A Jg V E D G Pt 1 FC Porto 4 2 2 - 5-3 8 2 Marseille 4 2 1 1 5-3 7 3 Liverpool 4 1 1 2 10-4 4 4 Besiktas 4 1 - 3 2-12 3 Marseille-Besiktas____________ 2-0 / ___ FC Porto-Liverpool____________ 1-1 / ___ Liverpool-Marseille___________ 0-1 / ___ Besiktas-FC Porto_____________ 0-1 / ___ Besiktas-Liverpool____________ 2-1 / 0-8 Marseille-FC Porto____________ 1-1 / 1-2
GRUPO D Jg V E D G Pt 1 AC Milan 4 3 - 1 10-4 9 2 Celtic 4 2 - 2 3-4 6 3 Shakhtar 4 2 - 2 4-7 6 4 Benfica 4 1 - 3 2-4 3 AC Milan-Benfica______________ 2-1 / ___ Shakhtar-Celtic_______________ 2-0 / ___ Celtic-AC Milan_______________ 2-1 / ___ Benfica-Shakhtar______________ 0-1 / ___ Benfica-Celtic________________ 1-0 / 0-1 AC Milan-Shakhtar_____________ 4-1 / 3-0
GRUPO F Jg V E D G Pt 1 M.United 3 3 - - 6-2 9 2 Roma 3 2 - 1 4-2 6 3 Sporting 3 1 - 2 3-4 3 4 D. Kiev 3 - - 3 3-8 - Roma-D. Kiev__________________ 2-0 / ___ Sporting-M. United____________ 0-1 / ___ M. United-Roma________________ 1-0 / ___ D. Kiev-Sporting______________ 1-2 / ___ D. Kiev-M. United_____________ 2-4 / ___ Roma-Sporting_________________ 2-1 / ___
O Benfica, parecendo revelar alguma tranquilidade logo desde o início da partida, beneficiando da ausência de pressão do Celtic, ameaçaria a baliza escocesa logo aos 5 minutos, numa boa execução de Cardozo, a que o guarda-redes deu boa resposta.
Apenas aos 9 minutos, o Celtic chegaria com perigo à baliza benfiquista, com um cabeceamento ligeiramente ao lado. Para, dois minutos decorridos, Cardozo dispor de nova oportunidade; contudo, apanhando a bola a meia-altura, o remate sairia algo alto, ainda com Boruc a desviar.
Com o jogo a começar a animar, aos 16 minutos, seria Brown a obrigar Quim a uma excelente intervenção, numa defesa de um potente e colocado remate. Até aos 20 minutos, ainda mais três lances de perigo: dois para o Celtic, entremeados por um a favor do Benfica. E ainda, aos 22 minutos, com o Benfica a recuar, o Celtic, agora intensificando a pressão, criava nova ocasião de perigo, obrigando a nova defesa de Quim.
No quarto de hora final do primeiro tempo o ritmo de jogo cairia naturalmente; porém, aos 45 minutos, num remate feliz de McGeady (com a bola a tabelar em Luisão, traindo Quim), o Celtic chegaria finalmente ao golo.
Na segunda metade da partida, com o jogo mais confuso, o Benfica raramente denotou capacidade para organizar o ataque, faltando-lhe a velocidade necessária para criar perigo; as substituições operadas por Camacho não trariam nada de novo à equipa.
As melhores oportunidades surgiriam ainda para a equipa escocesa, nomeadamente à passagem dos 70 minutos, por duas vezes e, de novo, aos 90 minutos, assim acabando por justificar a vitória.
Benfica – Quim, Luís Filipe, Luisão, Edcarlos, Léo, Katsouranis, Binya, Maxi Pereira (61m – Di Maria), Rui Costa (77m – Bergessio), Cristian Rodriguez e Cardozo (77m – Nuno Gomes)
Celtic – Boruc, G. Caldwell, Kennedy, McManus, Naylor, Hartley, McGeady, S. Brown (89m – Sno), Jarosik (66m – Donati), Jan Vennegoor Hesselink (66m – Killen) e McDonald
1-0 – McGeady – 45m
Cartões amarelos – Maxi Pereira (42m)
Cartão vermelho – Binya (85m)
Árbitro – Martin Hansson (Suécia)
O FC Porto – com um excelente golo de Tarik Sektioui, na sequência de uma magnífica iniciativa individual, complementado por outro de Lisandro López – obteve uma importante vitória, que lhe permitiu ascender à liderança do seu grupo de apuramento, podendo garantir a qualificação na próxima jornada, recebendo a equipa turca do Besiktas, hoje vítima da maior goleada da história da Liga dos Campeões, derrotada em Liverpool por 8-0.
Liga dos Campeões – 3ª Jornada (Act.)
GRUPO A Jg V E D G Pt 1 Marseille 3 2 1 - 4-1 7 2 FC Porto 3 1 2 - 3-2 5 3 Besiktas 3 1 - 2 2-4 3 4 Liverpool 3 - 1 2 2-4 1 Marseille-Besiktas____________ 2-0 / ___ FC Porto-Liverpool____________ 1-1 / ___ Liverpool-Marseille___________ 0-1 / ___ Besiktas-FC Porto_____________ 0-1 / ___ Besiktas-Liverpool____________ 2-1 / ___ Marseille-FC Porto____________ 1-1 / ___
GRUPO D Jg V E D G Pt 1 AC Milan 3 2 - 1 7-4 6 2 Shakhtar 3 2 - 1 4-4 6 3 Benfica 3 1 - 2 2-3 3 4 Celtic 3 1 - 2 2-4 3 AC Milan-Benfica______________ 2-1 / ___ Shakhtar-Celtic_______________ 2-0 / ___ Celtic-AC Milan_______________ 2-1 / ___ Benfica-Shakhtar______________ 0-1 / ___ Benfica-Celtic________________ 1-0 / ___ AC Milan-Shakhtar_____________ 4-1 / ___
GRUPO F Jg V E D G Pt 1 M.United 3 3 - - 6-2 9 2 Roma 3 2 - 1 4-2 6 3 Sporting 3 1 - 2 3-4 3 4 D. Kiev 3 - - 3 3-8 - Roma-D. Kiev__________________ 2-0 / ___ Sporting-M. United____________ 0-1 / ___ M. United-Roma________________ 1-0 / ___ D. Kiev-Sporting______________ 1-2 / ___ D. Kiev-M. United_____________ 2-4 / ___ Roma-Sporting_________________ 2-1 / ___
Perante um Celtic a jogar “pelo seguro”, na expectativa de poder lançar o contra-ataque, concedendo a iniciativa ao adversário, o Benfica surgiu em campo algo intranquilo e precipitado, sem a calma necessária para explanar o seu jogo.
Assim, apenas aos 23 minutos criaria a primeira jogada de perigo, com Cardozo, próximo da pequena área, a não conseguir chegar à bola, para – fazendo o desvio – dar o melhor seguimento ao cruzamento. Por seu lado, os escoceses só aos 33 minutos ameaçariam a baliza benfiquista, com Quim a corresponder. Numa primeira parte relativamente “morna”, o Benfica teria nova ocasião para inaugurar o marcador praticamente em cima da hora, por intermédio de Katsouranis, para a “defesa da noite” de Boruc.
No segundo período da partida, a toada não se alterou significativamente, o que levou Camacho a proceder – relativamente cedo – a duas substituições simultâneas. E, apenas dois minutos volvidos – e num espaço de outros 2 minutos -, o Benfica, infeliz, desperdiçaria duas excelentes oportunidades, ambas por Cardozo, primeiro (63m), rematando com tal potência que a bola embateu estrondosamente na barra; logo de seguida (65m), um remate cruzado… a embater na base do poste.
E, ainda, mais uma ocasião desaproveitada por Cardozo, aos 73 minutos, com um remate “enrolado”, a saír ligeiramente ao lado. Para, aos 76 minutos – sempre Cardozo – a cabecear fraco… para as mãos de Boruc. Só aos 79 minutos o Celtic chegaria a área benfiquista, com Sno a rematar, para uma defesa sem dificuldade de Quim.
Até que, ao 87º minuto, numa excelente abertura de Di Maria, a solicitar a desmarcação, Cardozo finalmente – numa perfeita execução técnica, parando a bola no peito, para depois a desviar do alcance de Boruc – conseguiria o tão ansiado (e já há muito merecido) golo.
Num jogo em que apenas uma das equipas procurou o golo e a vitória, esta assenta perfeitamente ao Benfica, bastante esforçado, não obstante deixasse transparecer sintomas de intranquilidade, criando várias oportunidades (com mais de 20 remates à baliza), com grandes dificuldades na concretização.
Benfica – Quim, Maxi Pereira, Luisão, Katsouranis, Léo, Nuno Assis (61m – Di Maria), Binya, Rui Costa, Cristian Rodriguez (84m – Luís Filipe), Bergessio (61m – Freddy Adu), Cardozo
Celtic – Boruc, G. Caldwell, Kennedy, McManus, Naylor, Hartley, Jarosik, S. Brown, Donati (63m – Sno), McGeady, Killen (74m – Scott McDonald)
1-0 – Cardozo – 87m
Cartões amarelos – Di Maria (89m); McGeady (28m), Killen (55m), Hartley (72m)
Árbitro – Massimo Busacca (Suíça)
O Sporting deslocou-se a Roma para uma partida em que não teve capacidade para suster a pressão da equipa italiana, não obstante Tiago ter ainda defendido uma grande penalidade no início da segunda parte. Com o resultado então em 1-1, parecia que a equipa portuguesa se poderia galvanizar, mas, após o segundo golo dos italianos, a qualidade de jogo sportinguista decairia notoriamente.
O FC Porto registou um empate a um golo em Marselha, num encontro em que podia até ter conseguido melhor resultado (também com 2 remates ao poste), não obstante ter sofrido um golo cerca dos 70 minutos e apenas ter empatado – na transformação de uma grande penalidade , por Lucho González – aos 79 minutos.
LIGA DOS CAMPEÕES – 2ª JORNADA (ACT.)
Numa partida em que, por largos períodos, pareceu “ausente de campo”, o Benfica acaba por sofrer o castigo da derrota, frente a uma bem arrumada equipa do Shakhtar Donetsk (líder do campeonato ucraniano, com cerca de 10 pontos de vantagem sobre os mais directos perseguidores, Dnepr e D. Kiev), com bom “toque de bola” e bem instruída no anti-jogo.
E, não obstante, a equipa benfiquista parecia ter entrado em campo com boa disposição, com Rodriguez a dar o primeiro sinal, logo aos 2 minutos, a rematar forte, de fora da área, com o guarda-redes ucraniano a ter de aplicar-se a fundo, respondendo eficazmente.
Porém, por volta dos 10 minutos, já o Shakhtar tinha “encaixado” no jogo benfiquista, libertando-se, subindo no terreno, e começando a ameaçar a defesa portuguesa.
Numa fase de jogo em que predominava o equilíbrio, Cardozo – aos 20 minutos – obrigaria Pyatov a nova intervenção de elevado grau de dificuldade. Poucos minutos depois, numa excelente iniciativa individual de Di Maria, internando-se até junto da pequena área, fazia a bola embater com estrondo na trave…
Aos 39 minutos, Fernandinho, num livre, rematava com muito perigo, ligeiramente ao lado da baliza de Quim. Era o aviso do que aconteceria dois minutos depois, com uma muito boa combinação, na sequência de uma rápida jogada de envolvência, aproveitando a superioridade numérica provocada pela lesão de Nélson, surgindo Jadson a dar o toque final, para o único golo do encontro.
A fechar a primeira parte, Katsouranis, com um remate forte à baliza, não seria feliz…
No segundo período, o Benfica parecia não se “encontrar”, com o cúmulo do desnorte a ocorrer aos 67 minutos, com o Shakhtar a fazer “gato-sapato” da equipa portuguesa, com Brandão, primeiro, e Fernandinho, logo de seguida, a desperdiçarem incrivelmente duas oportunidades (numa delas com superioridade numérica de 4 para 1!), levando o treinador romeno, Mircea Lucescu, ao “desespero”.
Na parte final do desafio, o Shakhtar – que até então mostrara saber disputar o “jogo pelo jogo” – adoptaria uma táctica de anti-jogo, com sucessivas substituições e interrupções com lances faltosos, a par da amostragem de cartões amarelos pelo árbitro.
Por seu lado, o Benfica, já com pouco discernimento – então comandado por Binya, o seu jogador “mais esclarecido” – procurava atacar, com Katsouranis a desperdiçar, aos 81 minutos, a que era até então a mais flagrante ocasião para evitar a derrota… até aos 90 minutos, em que Edcarlos falharia de forma incrível. Já em tempo de compensação, Nuno Gomes e Rui Costa rematariam ainda à baliza, mas de forma não consequente.
Uma derrota – num jogo em que, com outra tranquilidade, poderia ter obtido melhor resultado – que coloca o Benfica numa posição difícil no Grupo, considerando também a vitória do Celtic frente ao AC Milan.
Benfica – Quim; Nélson, (44m – Nuno Gomes), Luisão, Edcarlos e Léo; Maxi Pereira, Katsouranis, Cristian Rodriguez, Rui Costa e Di Maria (61m – Binya); Cardozo
Shakhtar Donetsk – Pyatov; Srna, Chygrynskyi, Kucher e Rat; Ilsinho (79m – Duljaj), Lewandowski (87m – Hubschman), Jadson (76m – Castillo) e Fernandinho; Brandão e Lucarelli
0-1 – Jadson – 41m
Cartões amarelos – Katsouranis (57m), Cardozo (67m) e Cristian Rodriguez (79m); Srna (79m), Fernandinho (82m) e Castillo (83m)
Árbitro – Wolfgang Stark – Alemanha
GRUPO A Jg V E D G Pt 1 Marseille 2 2 - - 3-0 6 2 FC Porto 2 1 1 - 2-1 4 3 Liverpool 2 - 1 1 1-2 1 4 Besiktas 2 - - 2 0-3 - Marseille-Besiktas____________ 2-0 / ___ FC Porto-Liverpool____________ 1-1 / ___ Liverpool-Marseille___________ 0-1 / ___ Besiktas-FC Porto_____________ 0-1 / ___ Besiktas-Liverpool____________ ___ / ___ Marseille-FC Porto____________ ___ / ___
GRUPO D Jg V E D G Pt 1 Shakhtar 2 2 - - 3-0 6 2 AC Milan 2 1 - 1 3-3 3 3 Celtic 2 1 - 1 2-3 3 4 Benfica 2 - - 2 1-3 - AC Milan-Benfica______________ 2-1 / ___ Shakhtar-Celtic_______________ 2-0 / ___ Celtic-AC Milan_______________ 2-1 / ___ Benfica-Shakhtar______________ 0-1 / ___ Benfica-Celtic________________ ___ / ___ AC Milan-Shakhtar_____________ ___ / ___
GRUPO F Jg V E D G Pt 1 M.United 2 2 - - 2-0 6 2 Roma 2 1 - 1 2-1 3 3 Sporting 2 1 - 1 2-2 3 4 D. Kiev 2 - - 2 1-4 - Roma-D. Kiev__________________ 2-0 / ___ Sporting-M. United____________ 0-1 / ___ M. United-Roma________________ 1-0 / ___ D. Kiev-Sporting______________ 1-2 / ___ D. Kiev-M. United_____________ ___ / ___ Roma-Sporting_________________ ___ / ___
Por seu lado, o FC Porto, com uma partida bastante difícil na Turquia, teria a felicidade de chegar à vitória com um golo de Quaresma, já em período de descontos.
Com dois golos construídos a partir de lances de “bola parada”, concretizados pela dupla de defesas centrais (Tonel e Anderson Polga) e resistindo às investidas do D. Kiev, o Sporting alcançou hoje na Ucrânia uma tão sofrida como importante vitória.
LIGA DOS CAMPEÕES – 1ª JORNADA (ACT.)
GRUPO A Jg V E D G Pt 1 Marseille 1 1 - - 2-0 3 2 Liverpool 1 - 1 - 1-1 1 2 FC Porto 1 - 1 - 1-1 1 4 Besiktas 1 - - 1 0-2 - Marseille-Besiktas____________ 2-0 / ___ FC Porto-Liverpool____________ 1-1 / ___ Liverpool-Marseille___________ ___ / ___ Besiktas-FC Porto_____________ ___ / ___ Besiktas-Liverpool____________ ___ / ___ Marseille-FC Porto____________ ___ / ___
GRUPO D Jg V E D G Pt 1 Shakhtar 1 1 - - 2-0 3 2 AC Milan 1 1 - - 2-1 3 3 Benfica 1 - - 1 1-2 - 4 Celtic 1 - - 1 0-2 - AC Milan-Benfica______________ 2-1 / ___ Shakhtar-Celtic_______________ 2-0 / ___ Celtic-AC Milan_______________ ___ / ___ Benfica-Shakhtar______________ ___ / ___ Benfica-Celtic________________ ___ / ___ AC Milan-Shakhtar_____________ ___ / ___
GRUPO F Jg V E D G Pt 1 Roma 1 1 - - 2-0 3 2 M.United 1 1 - - 1-0 3 3 Sporting 1 - - 1 0-1 - 4 D. Kiev 1 - - 1 0-2 - Roma-D. Kiev__________________ 2-0 / ___ Sporting-M. United____________ 0-1 / ___ M. United-Roma________________ ___ / ___ D. Kiev-Sporting______________ ___ / ___ D. Kiev-M. United_____________ ___ / ___ Roma-Sporting_________________ ___ / ___
Frente aos dois finalistas da última edição do troféu, Benfica e FC Porto não tiveram hoje a capacidade de alcançar a vitória, na jornada de estreia da Liga dos Campeões da presente época
O Benfica, defrontando o Campeão Europeu em título, em Milão, apresentando-se com uma equipa substancialmente renovada (7 estreantes na competição no “onze” inicial), padecendo também de algumas lesões em elementos-chave da equipa (como Luisão e Petit), cedo se viu em posição de desvantagem no marcador. Ao longo do primeiro tempo, o AC Milan podia ter dado ainda maior expressão ao marcador de 2-0 com que se atingiu o intervalo (não obstante o Benfica ter podido também marcar).
No segundo tempo, o ritmo de jogo reduziu-se significativamente, sem grandes oportunidades de golo; já em cima do termo do encontro, o Benfica conseguiria o “golo de honra”, acabando por obter um resultado lisonjeiro. Uma palavra para a forma excelente como Rui Costa foi recebido e “despedido” (no momento da sua substituição) na sua “antiga casa”.
AC Milan – Dida; Oddo (81m – Bonera), Kaladze, Nesta e Jankulovski; Pirlo, Gattuso, Seedorf (75m – Emerson) e Ambrosini; Kaká e Inzaghi (84m – Gilardino)
Benfica – Quim; Luís Filipe, Miguel Vítor (73m – Binya), Edcarlos e Léo; Katsouranis, Maxi Pereira, Rui Costa (87m – Nuno Assis), Di Maria e Cristián Rodriguez; Óscar Cardozo (63m – Nuno Gomes)
1-0 – Pirlo – 9m
2-0 – Inzaghi – 24m
2-1 – Nuno Gomes – 90m
Árbitro – Mike Riley (Inglaterra)
Cartões amarelos – Inzaghi (67m); Óscar Cardozo (61m)
No Estádio do Dragão, o FC Porto, não obstante cedo ter inaugurado o marcador (logo aos 8 minutos) – e beneficiando, ao longo de mais de meia hora de jogo, de vantagem numérica, não conseguiria melhor que o empate, perante o vice-campeão europeu, Liverpool.
A última equipa portuguesa a iniciar a prova, o Sporting, recebeu hoje o Manchester United, campeão inglês, tendo realizado uma boa partida, com algumas oportunidades de golo, mas não conseguindo evitar a derrota, com um golo de… Cristiano Ronaldo (também carinhosamente “despedido” em Alvalade, à semelhança de Rui Costa em Milão), culminando uma soberba exibição.
"FLASHBACK" – LIGA DOS CAMPEÕES EUROPEUS
Outra memória a fixar, a do apuramento do Benfica para a fase de Grupos da Liga dos Campeões Europeus, permitindo que, pela segunda vez na história (e em anos consecutivos), Portugal disponha de três clubes participantes na prova máxima do futebol europeu.
Depois da sofrida vitória no Estádio da Luz, por 2-1 (com dois soberbos golos do sempre maestro Rui Costa) – e do titubeante arranque de campeonato, com dois empates, e após uma inédita “chicotada psicológica”, na sequência da 1ª jornada da Liga, com a substituição de Fernando Santos pelo regressado Jose Antonio Camacho – o Benfica voltou a sofrer imenso (uma intensa pressão da equipa dinamarquesa no primeiro quarto de hora da partida) antes de conseguir, com o golo marcado em Copenhaga, garantir a qualificação.
Entretanto, no sorteio realizado na passada semana, FC Porto, Sporting e Benfica foram integradas nos seguintes Grupos:
Grupo A – Liverpool, FC Porto, Marseille e Besiktas
Grupo D – AC Milan, Celtic Glasgow, Benfica e Shakhtar Donetsk
Grupo F – Manchester United, Roma, Sporting e D. Kiev
(mais…)
TAÇA UEFA – 1/4 FINAL

Werder Bremen – AZ Alkmaar – 4-1 / 0-0 (4-1)
Osasuna – Bayer Leverkusen – 1-0 / 3-0 (4-0)
Tottenham – Sevilla – 2-2 / 1-2 (3-4)
Benfica – Espanyol – 0-0 / 2-3 (2-3)


Depois da desastrada primeira parte no jogo de Barcelona, um Benfica de “fim-de-estação”, sem ânimo nem fôlego, faria uma ainda pior exibição no primeiro tempo da partida de hoje, chegando mesmo a parecer ausente do encontro.
Durante metade do jogo, o Espanyol, marcando de forma pressionante, não teve dificuldade em suster as denunciadas, previsíveis e lentas iniciativas do Benfica – que apenas no minuto inicial do jogo criaria perigo. Mais preocupado em defender que procurar marcar, a equipa catalã limitou-se a controlar o meio-campo, onde aparecia sempre em superioridade; apenas aos 12 minutos, os espanhóis ameaçaram o golo, com uma bola no poste.
Na segunda parte, o Benfica procurou despertar da letargia; paralelamente, o Espanyol ia perdendo fulgor, começando a recuar no terreno, cedendo mais espaço e iniciativa à equipa portuguesa.
Mas, na verdade, o Benfica apenas jogou futebol durante cerca de um quarto de hora, entre os 60 e os 75 minutos; tal é a fragilidade desta equipa que elimina o único representante português nas provas europeias que, nesse período de tempo, só por milagre, o Espanyol acabou por evitar… a goleada: aos 66, 72 e 73 minutos, o Benfica dispôs de três soberanas ocasiões de golo, que contudo não conseguiria concretizar, por inépcia dos seus jogadores, por alguma infelicidade e, também, muito por acção do guarda-redes basco, a fazer algumas defesas impossíveis.
No último quarto de hora (a que acrescem os 5 minutos de tempo de compensação), o Benfica praticamente já não teve “cabeça” para organizar o jogo, tal a forma precipitada (mesmo atabalhoada) com que procurava avançar no terreno. Ainda assim, Mantorras despediçaria “escandalosamente” mais uma oportunidade de golo (a quarta em cerca de 20 minutos), cabeceando desastradamente, para onde estava virado, quando tinha a baliza à mercê.
O Benfica – pagando um elevado preço por tanto tempo “ausente” do jogo (nas 2 mãos deste confronto) – é eliminado, de forma absolutamente desconsoladora e inglória, perante um adversário acessível, que apenas se preocupou em controlar o jogo (enquanto teve forças para isso) e, na fase final, em “destruir” o jogo adversário, “queimando” o máximo de tempo possível, com o que contou com a estranha complacência do árbitro.
Com Simão Sabrosa, Petit, Nuno Gomes, Miccoli e Nélson a acusarem o desgaste de uma época longa e preenchida (e com Rui Costa e Mantorras a “meio-gás” e Derlei praticamente “inexistente”), a fase final do campeonato nacional ameaça ser um suplício para o Benfica, que parece já completamente “espremido”.
Nas 1/2 Finais da Taça UEFA – à semelhança do que se verifica na Liga dos Campeões, com Inglaterra – três equipas espanholas, para além do Werder Bremen. O alinhamento das partidas das 1/2 Finais compreende as seguintes partidas: Espanyol – Werder Bremen e Osasuna – Sevilla.
Benfica – Quim, Nélson (81m – Derlei), Anderson, David Luiz, Léo, Petit, Karagounis (82m – Katsouranis), Rui Costa, Simão Sabrosa, Miccoli e Nuno Gomes (70m – Mantorras)
Espanyol – Gorka Iraizoz, Zabaleta, Torrejón, Jarque, Chica, Ito (54m – Eduardo Costa), Hurtado, De la Peña (78m – Jónatas), Luis Garcia, Riera e Pandiani (71m – Corominas)
Cartões amarelos – Rui Costa (30m) e Karagounis (67m); Ito (37m), Luis Garcia (55m), De la Peña (62m), Zabaleta (84m ) e Chica (84m)
Árbitro – Claus Bo Larsen (Dinamarca)
TAÇA UEFA – 1/4 FINAL
AZ Alkmaar – Werder Bremen – 0-0
Bayer Leverkusen – Osasuna – 0-3
Sevilla – Tottenham – 2-1
Espanyol – Benfica – 3-2


L’Espanyol ho tenia tot fet (3-0) però va deixar sortir viu el Benfica i s’haurà de guanyar la classicació a Lisboa i sense Tamudo.
La plantilla de l’Espanyol es va despertar ahir amb la sensació d’haver deixat escapar una ocasió històrica per enfonsar el Benfica. Un minut, concretament 90 segons que van del minuts 63 al 65, va ser fatídic per a la moral blanc-i-blava, ja que els gols de Nuno Gomes i Simão van deixar oberta l’eliminatòria.
(Jornal El 9 – Esportiu de Catalunya, de 7 de Abril de 2007)

Passaram já alguns dias, mas a sensação que perdura da partida a que assisti no Estádio Olímpico de Barcelona (bem composto, com perto de 5 000 adeptos benfiquistas) é a mesma: a de que, num jogo atípico, o Benfica, completamente perdido e “atordoado” pelo contra-ataque do Espanyol (com uma atitude que mais parecia ser a de uma equipa a jogar “fora de casa”), teve a eliminatória perdida. Depois, num assomo de orgulho – perante uma equipa que lhe é claramente inferior -, teve ainda a felicidade de, no espaço de dois minutos, reentrar na disputa da eliminatória, não tendo contudo sabido aproveitar então o “desnorte” dos catalães para empatar o jogo e sair de Barcelona já com vantagem (também penalizado pelo árbitro, que “não viu” uma grande penalidade a favor da equipa portuguesa).
Uma equipa que denota estar “no limite”, com um plantel escasso, sem a confiança do treinador, apostando praticamente sempre no mesmo “onze-base”, com alguns reforços que não têm “90 minutos nas pernas”, casos de Rui Costa ou Mantorras e com Derlei a continuar a “passar ao lado dos jogos”. E com uma defesa intranquila, com a juventude de David Luiz e a insegurança de Anderson. Com Nélson bastante irregular e com Nuno Gomes claramente fora de forma. Subsiste a maestria de Rui Costa, a impulsividade de Miccoli e o esforço de Simão, que continua a “carregar a equipa às costas”, com uma exibição coroada com um golo na sequência de uma excelente iniciativa individual, “de raiva”.
Já depois de amanhã, no Estádio da Luz, a decisão da eliminatória: ao Benfica bastará um golo; julgo que o conseguirá; necessita contudo ter maior concentração defensiva, em ordem a neutralizar o contra-ataque do Espanyol.
Espanyol – Gorka Iraizoz, Zabaleta (69m – Lacruz), Torrejón, Jarque, Chica, Moisés, De la Peña, Rufete (80m – Ito), Luis Garcia, Riera e Tamudo (53m – Pandiani)
Benfica – Quim, Nélson, Anderson, David Luiz, Léo, Petit, Karagounis, João Coimbra (36m – Rui Costa), Derlei (57m – Miccoli), Simão Sabrosa e Nuno Gomes
1-0 – Tamudo – 15m
2-0 – Riera – 33m
3-0 – Pandiani – 58m
3-1 – Nuno Gomes – 63m
3-2 – Simão Sabrosa – 65m
Cartões amarelos – Zabaleta (26m) e Riera (64m); Anderson (3m) e Simão Sabrosa (37m)
Árbitro – Eric Braamhaar (Holanda)
TAÇA UEFA – 1/8 FINAL (ACT.)
AZ Alkmaar – Newcastle – 2-0 / 2-4 (4-4)
Espanyol – Macabbi Haifa – 4-0 / 0-0 (4-0)
Osasuna – Glasgow Rangers – 1-0 / 1-1 (2-1)
Tottenham – Braga – 3-2 / 3-2 (6-4)
Shakhtar Donetsk – Sevilla – 2-3 (a.p.) / 2-2 (4-5)
B. Leverkusen – Lens – 3-0 / 1-2 (4-2)
Benfica – P. St.-Germain – 3-1 / 1-2 (4-3)
Werder Bremen – Celta de Vigo – 2-0 / 1-0 (3-0)


No jogo da 2ª mão, com um Estádio da Luz repleto, o Benfica entrou decidido a resolver cedo a eliminatória. Com uma toada ofensiva que quase “sufocou” a equipa francesa, rapidamente chegaria ao golo, por intermédio de Simão Sabrosa, colocando-se novamente em vantagem no conjunto das duas mãos.
As coisas pareciam fáceis, quando – logo aos 26 minutos – o Benfica, numa excelente execução de Petit (a fazer um “chapéu” a Landreau), ampliava a vantagem para 2-0.
Como que deslumbrado com as facilidades – num momento de desconcentração da equipa do Benfica -, Pauleta, com instinto goleador, antecipou-se à defesa benfiquista, cabeceando para o fundo da baliza, com Moretto a deixar passar a bola sob o corpo. A eliminatória voltava a estar igualada.
E, de imediato, nos minutos seguintes, pairou a “sombra” dos últimos 10 minutos da primeira parte em Paris, com o Benfica a passar mais uma vez por apuros, particularmente quando Pauleta rematou novamente com perigo, desta feita com Moretto a evitar o golo.
Na segunda parte, a sensação foi a de que a equipa francesa foi procurando “adormecer” o jogo, o que ia conseguindo; praticamente até ao quarto de hora final, o Benfica não criaria grandes oportunidades de perigo.
Nos minutos finais, o Benfica procurou decidir a eliminatória no tempo regulamentar, mas parecia que não viria a ser feliz… até que, a 3 minutos do final da partida, Mulumbu derrubou Léo na grande-área. Na conversão da grande penalidade, Simão Sabrosa, com frieza e segurança, marcava pela terceira vez ao Paris St.-Germain, apurando o Benfica para os 1/4 Final da Taça UEFA.
Prova em que subsistem também 3 equipas espanholas (o detentor do troféu, Sevilla – hoje salvo da eliminação com um golo do seu guarda-redes, na sequência de um pontapé de canto, na última jogada do tempo regulamentar, aos 94 minutos! -, Espanyol e Osasuna); 2 alemãs (Bayer Leverkusen e Werder Bremen); uma inglesa (Tottenham); e uma holandesa (Az Alkmaar).
Benfica – Moretto; Nélson, David Luiz, Anderson, Léo; Petit, Katsouranis, Karagounis (45m – João Coimbra), Simão Sabrosa; Nuno Gomes (90m – Paulo Jorge) e Miccoli (77m – Derlei)
Paris St.-Germain – Landreau, Mabiala (75m – Mendy), Rozehnal, Traoré, Drame, Mulumbu, Diané, Gallardo (70m – Kalou), Rothen, Pauleta e Luyindula (70m – Ngog)
1-0 – Simão Sabrosa – 12m
2-0 – Petit – 27m
2-1 – Pauleta – 32m
3-1 – Simão Sabrosa – 89m
Cartões amarelos – Katsouranis (22m) e Nuno Gomes (90m); Mulumbu (2m), Rothen (61m) e Traoré (90m)
Cartão vermelho – Mulumbu (88m)
Árbitro – Florian Meyer (Alemanha)
Depois da derrota em casa, o Braga partia para a 2ª mão, disputada hoje em Londres, sem grandes expectativas, para além de procurar dignificar o nome do clube e do país que representa. O próprio treinador – Jorge Costa – havia dado o mote, referindo que pretendia evitar que a sua equipa sofresse uma “humilhação”…
E, desde início, o Tottenham, exercendo intensa pressão, empurrou o Braga para o seu meio-campo defensivo, criando jogadas de relativo perigo.
Conseguindo resistir e passar incólume aos primeiros 20 minutos de ofensiva inglesa, o Braga acabaria por – na sequência de um lance de “bola parada”, com um cruzamento tenso para a área – beneficiar de um auto-golo de um adversário, desviando involuntariamente a bola para a sua baliza.
Estavam decorridos 24 minutos e, surpreendentemente, o Braga voltava a “reentrar” na discussão da eliminatória (tal como sucedera já no Minho)… mas, por pouco tempo, pois passados menos de cinco minutos, Berbatov empataria o jogo.
Voltando a “carregar no acelerador”, continuando a atacar com intensidade, o Tottenham chegaria, com naturalidade – ainda antes do intervalo – ao segundo golo, com Berbatov a bisar.
Na segunda parte, o ritmo foi mais moderado, permitindo ao Braga respirar melhor, não obstante sem criar claras ocasiões de golo.
Até que, à passagem dos 60 minutos, na conversão de um livre directo, superiormente apontado por Andrade, com um potente remate, o Braga empatava o jogo… e regressava (uma vez mais) à discussão da eliminatória!
Nos minutos imediatos, empolgada pelo golo e acreditando em si própria, a equipa do Braga partiu decididamente à procura do golo que (pelo menos…) forçaria o prolongamento.
Porém, aos 75 minutos, terminava o sonho bracarense; Malbranque (que já marcara na 1ª mão), sentenciava – desta vez, definitivamente… – a eliminatória. Repetia-se o resultado do primeiro jogo. O Braga concluía, com dignidade, a sua participação na Taça UEFA desta época.



