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Taça UEFA – 5ª jornada

BenficaBenfica – Moreira, Maxi Pereira, Miguel Vítor, Sidnei, David Luiz, Felipe Bastos (55m – Javier Balboa), Yebda, Binya, Urretavizcaya, Nuno Gomes (70m – Di María) e Óscar Cardozo

Metalist KharkivMetalist Kharkiv – Goriainov, Bordian, Maidana, Obradović, Gancarczyk, Sliusar, Edmar, Trisovic (64m – Rykun), Gueye, Jajá (79m – Konyushenko) e Fomin (45m – Devic)

0-1 – Rykun – 84m

Cartões amarelos – David Luiz (21m), Maxi Pereira (26m), Urretavizcaya (78m) e Binya (88m); Sliusar (34m) e Obradović (80m)

Árbitro – Bernhard Brugger (Áustria)

Enfrentando uma verdadeira missão impossível (a quimérica tarefa de vencer por 8 golos de diferença) o Benfica recebeu, na última jornada da Fase de Grupos da Taça UEFA desta época, a equipa ucraniana do Metalist Kharkiv, a qual – ainda sem ter sofrido qualquer golo  nos jogos disputados neste Grupo – havia já garantido o apuramento para a fase seguinte da prova.

Com uma equipa em que impera a juventude, criando boas iniciativas logo aos 7 (Urretavizcaya), 9 e 12 minutos (Felipe Bastos), o Benfica cedo poderia ter inaugurado o marcador. Contudo, a partir dos 20 minutos, a equipa ucraniana avançou no terreno, tendo beneficiado de vários cantos, e – no espaço de 5 minutos – arrancaria dois cartões amarelos para os defesas laterais benfiquistas.

Com o tempo a correr – rapidamente se atingiria a meia-hora de jogo -, sem o golo aparecer (e não obstante o resultado em Atenas se manter num conveniente empate), o Benfica começava a ver diminuída a sua confiança e como que a conformar-se (definitivamente…) com a eliminação.

Até que, estavam decorridos 33 minutos, um momento de frisson no Estádio da Luz, com um potente remate de Urretavizcaya a embater com estrondo na trave, a ressaltar para o terreno, sobre a linha fatal… e, instantaneamente, alguns benfiquistas a reclamar golo, que não acontecera. E, novamente, aos 41 minutos, Maxi Pereira a rematar para a “defesa da noite” de Goriainov!

Não obstante ter beneficiado de 3 ou 4 oportunidades (que o Benfica necessitaria ter concretizado a 100 %…), o intervalo chegaria sem que o nulo no marcador se alterasse.

O Benfica apenas teria nova ofensiva aos 51 minutos, com o guardião do Metalist a defender sem dificuldade. Numa segunda parte que ameaçava começar a arrastar-se, numa espécie de “jogo-treino”, o Benfica chegaria novamente – à passagem da hora de jogo -, e por duas vezes, à área adversária, porém sem consequências. 

Apenas ao minuto 65, o Metalist disporia da sua primeira efectiva situação de perigo, assustando o Benfica, com Moreira a ter de arrojar-se ao chão para recuperar a bola. Para, aos 70 minutos, Nuno Gomes, isolado frente ao guarda-redes, adiantar a bola, permitindo que Goriainov lha roubasse. Dois minutos antes de um remate forte de Cardozo, saindo ligeiramente ao lado da baliza.

Culminando (mais) uma noite infeliz do Benfica, Óscar Cardozo, surgindo também isolado, aos 83 minutos, remataria forte, (demasiado) colocado, sem hipótese de defesa… mas a bola embateria no poste!

E, como “quem não marca sofre”, no minuto imediato, os ucranianos chegariam mesmo ao golo e à vitória, que lhes confere um absolutamente inesperado primeiro lugar no Grupo, em contraponto à derradeira posição para o Benfica.

Grupo A
PSG – Twente – 4-0
Racing Santander – Manchester City – 3-1

Manchester City, 7; 2º Twente, 6; 3º PSG, 5; 4º Racing Santander, 5; 5º Schalke 04, 4

Grupo B
Olympiakos – Hertha Berlin – 4-0
Benfica – Metalist Kharkiv – 0-1

1º Metalist Kharkiv, 10; 2º Galatasaray, 9; 3º Olympiakos, 6; 4º Hertha Berlin, 2; 5º Benfica, 1

Grupo C
Sampdoria – Sevilla – 1-0
Stuttgart – Standard Liège – 3-0

Standard Liège, 9; 2º Stuttgart, 7; 3º Sampdoria, 7; 4º Sevilla, 6; 5º Partizan, 0

Grupo D
NEC Nijmegen – Udinese – 2-0
Tottenham – Spartak Moskva – 2-2

Udinese, 9; 2º Tottenham, 7; 3º NEC Nijmegen, 6; 4º Spartak Moskva, 4; 5º Dinamo Zagreb, 3

Grupo E
Portsmouth – Heerenveen – 3-0
Ac Milan – Wolfsburg – 2-2

Wolfsburg, 10; 2º Ac Milan, 8; 3º Braga, 6; 4º Portsmouth, 4; 5º Heerenveen, 0

Grupo F
Hamburg – Aston Villa – 3-1
Ajax – Slavia Praha – 2-2

Hamburg, 9; 2º Ajax, 7; 3º Aston Villa, 6; 4º Žilina, 4; 5º Slavia Praha, 2

Grupo G
Brugge – København – 0-1
St. Etienne – Valencia – 2-2

St. Etienne, 8; 2º Valencia, 6; 3º København, 5; 4º Brugge, 3; 5º Rosenborg, 2

Grupo H
Deportivo Coruña – Nancy – 1-0
Feyenoord – Lech Poznań – 0-1

CSKA Moskva, 12; 2º Deportivo Coruña, 7; 3º Lech Poznań, 5; 4º Nancy, 4; 5º Feyenoord, 0

Obtiveram a qualificação para os 1/16 Final as seguintes equipas: Manchester City, Twente, PSG, Metalist Kharkiv, Galatasaray, Olympiakos, Standard Liège, Stuttgart, Sampdoria, Udinese, Tottenham, NEC, Wolfsburg, AC Milan, Braga, Hamburg, Ajax, Aston Villa, St. Etienne, Valencia, København e CSKA Moscovo, Deportivo Coruña e Lech Poznań.

Na próxima eliminatória, cada um dos 8 vencedores de Grupo (Manchester City, Metalist Kharkiv, Standard Liège, Udinese, Wolfsburg, Hamburg, St. Etienne e CSKA Moscovo) defrontará um dos 3º classificados (PSG, Olympiakos, Sampdoria, NEC, Braga, Aston Villa, København e Lech Poznań).

Por seu lado, cada uma das equipas classificadas em 2º lugar (Twente, Galatasaray, Stuttgart, Tottenham, Ac Milan, Ajax, Valencia e Deportivo Coruña) defrontará um dos clubes que transitaram da Liga dos Campeões (Bordeaux, Werder Bremen, Shakhtar Donetsk, Marseille, Aalborg, Fiorentina, D. Kyiv e Zenit).

18 Dezembro, 2008 at 9:33 pm Deixe um comentário

Taça UEFA – 3ª Jornada

Para uma equipa que entra em campo numa posição de desconforto, à qual uma derrota poderá implicar ver-se eliminada da prova, haverá decerto formas mais moralizadoras do que começar por sofrer um golo logo aos 40 segundos de jogo…

Assim iniciou o Benfica uma partida que se antecipava de grau de dificuldade bastante elevado, em Atenas, frente ao crónico campeão grego (11 títulos nos últimos 12 anos!), o Olympiakos.

Aos 7 minutos, na sequência de um livre directo, ainda introduziu a bola na baliza à guarda de Nikopolidis… mas o árbitro interrompera já  o lance, por empurrão de Nuno Gomes a um defesa, já na zona da pequena área, na tradicional molhada que habitualmente se gera nestas circunstâncias.

À passagem do quarto de hora, o Benfica criou nova situação de perigo, que, contudo, não só não conseguiu concretizar, como fora entretanto já sancionada com fora-de-jogo.

E, aos 17 minutos, na segunda investida grega, o segundo golo do Olympiakos! Antecedendo em escassos 7 minutos, a terceira ofensiva… e o terceiro golo! Estava ditada a sentença desta partida…

Apenas aos 33 minutos o Benfica conseguiria respirar um pouco: primeiro, num excelente remate a obrigar Nikopolidis a uma portentosa defesa, para, na sequência do canto, David Luiz marcar o ponto de honra da equipa portuguesa.

Aos 35 minutos, na sequência de um bem organizado lance colectivo, Suazo ainda disporia de uma oportunidade de golo, mas remataria de molde a proporcionar a defesa a Nikopolidis.

O descalabro benfiquista consumar-se-ia ao cair do pano da primeira parte, com o quarto golo da equipa grega.

Suspeito que se fosse dada aos jogadores do Benfica a possibilidade de não regressar para a segunda parte, a não teriam desdenhado; era fácil antever que o resultado apenas se poderia avolumar… o que aconteceria logo aos 53 minutos.

Numa das mais desacertadas exibições nas provas europeias, conseguindo ainda piorar a marca do Sporting no jogo de ontem, o Benfica contribui para a formação de uma péssima imagem portuguesa na Europa do futebol.

Vencido e convencido nos dois últimos jogos desta edição da Taça UEFA, tal o desnível competitivo evidenciado face aos seus adversários, a possibilidade de qualificação mais não parece ser que uma miragem… matemática (necessitando de vencer o Metalist Kharkiv, possivelmente por três golos de diferença, e beneficiar de uma conjugação de resultados muito favorável, nomeadamente nos jogos do Hertha de Berlin, tal como da própria equipa ucraniana).

OlympiakosOlympiakos – Nikopolidis, Pantos, Antzas, Papadopoulos, Domi, Patsatzoglou, Dudu, Galletti (59m – Leto), Djordjević, Belluschi (76m – Óscar González) e Diogo Santo (69m – Kovačević)

BenficaBenfica – Quim, Maxi Pereira, Sidnei, David Luiz, Jorge Ribeiro, Ruben Amorim (59m – Balboa), Yebda (76m – Carlos Martins), Binya, Reyes, Nuno Gomes (56m – Urretavizcaya) e David Suazo

1-0 – Galetti – 1m
2-0 – Patsatzoglou – 17m
3-0 – Diogo Santo – 24m
3-1 – David Luiz – 33m
4-1 – Belluschi – 44m
5-1 – Diogo Santo – 53m

Cartões amarelos – Pantos (79m); Binya (43m)

Árbitro – Stéphane Lannoy (França)

Grupo A
Schalke 04 – Manchester City – 0-2
PSG – Racing Santander – 2-2

Manchester City, 6; 2º Schalke 04, 4; 3º Twente, 3; 4º Racing Santander, 2; 5º PSG, 1

Grupo B
Galatasaray – Metalist Kharkiv – 0-1
Olympiakos – Benfica – 5-1

1º Galatasaray, 6; 2º Metalist Kharkiv, 4; 3º Olympiakos, 3; 4º Hertha Berlin, 2; 5º Benfica, 1

Grupo C
Sampdoria – Stuttgart – 1-1
Partizan – Standard Liège – 0-1

1º Standard Liège, 6; 2º Sampdoria, 4; 3º Stuttgart, 4; 4º Sevilla, 3; 5º Partizan, 0

Grupo D
NEC Nijmegen – Tottenham – 0-1
Dinamo Zagreb – Spartak Moscovo – 0-1

1º Udinese, 6; 2º Tottenham, 6; 3º Spartak Moskva, 3; 4º Dinamo Zagreb, 3; 5º NEC Nijmegen, 0

Grupo E
Portsmouth – AC Milan – 2-2
Braga – Wolfsburg – 2-3

Ac Milan, 7; 2º Wolfsburg, 6; 3º Braga, 3; 4º Portsmouth, 1; 5º Heerenveen, 0

Grupo F
Žilina – Slavia Praha – 0-0
Hamburg – Ajax – 0-1

1º Aston Villa, 6; 2º Ajax, 6; 3º Hamburg, 3; 4º Slavia Praha, 1; 5º Žilina, 1

Grupo G
Brugge – St. Etienne – 1-1
Rosenborg – Valencia – 0-4

St. Etienne, 7; 2º Valencia, 4; 3º Brugge, 2; 4º København, 1; 5º Rosenborg, 1

Grupo H
CSKA Moskva – Lech Poznań – 2-1
Deportivo Coruña – Feyenoord – 3-0

CSKA Moskva, 9; 2º Nancy, 4; 3º Deportivo Coruña, 3; 4º Lech Poznań, 1; 5º Feyenoord, 0

O Braga foi novamente infeliz, sendo derrotado – tal como acontecera na jornada precedente em Milão – já em tempo de compensação. Não obstante cedo ter inaugurado o marcador (logo aos 6 minutos), concederia o empate ainda na primeira parte, período do jogo em que não logrou impor-se ao Wolfsburg. Colocando-se novamente em vantagem logo aos 4 minutos do segundo tempo, a equipa bracarense conseguiria então explanar melhor o seu futebol, acalentando esperanças de vitória, que praticamente lhe garantiria o apuramento. Já na fase final do encontro, a equipa alemã acabaria por empatar a 7 minutos do termo do jogo, tendo ainda a felicidade de aproveitar algum receio denotado pelo Braga para chegar à vitória.

CSKA Moscovo, AC Milan, St. Etienne e Manchester City são as primeiras quatro equipas que garantiram já a qualificação para os 1/16 Final da competição (para além das que transitarão da Liga dos Campeões, das quais têm já a sua posição definida o Shakhtar Donetsk, Aalborg e Zenit St. Petersburg). As únicas equipas já sem hipóteses de apuramento são o Partizan e o Feyenoord.

27 Novembro, 2008 at 9:37 pm Deixe um comentário

Taça UEFA – 2ª Jornada

Depois de um resultado positivo na jornada inaugural, com o empate obtido em Berlim, o Benfica esperava hoje dar um passo significativo rumo ao apuramento.

Contudo, entrando mal no jogo, cometendo sucessivos erros, permitiu ao Galatasaray criar perigo, ao mesmo tempo que adquiria confiança num bom resultado no Estádio da Luz, ganhando o ascendente na partida.

Numa fraca primeira parte, o Benfica, procurando equilibrar o controlo de jogo,  apenas disporia de uma soberana ocasião de golo, por intermédio de um excelente remate de Suazo, a obrigar o guarda-redes italiano da equipa turca a aplicar-se a fundo, numa defesa portentosa.

No segundo período, novos erros permitiriam – logo aos 5 minutos – que um jogador do Galatasaray se isolasse frente a Quim, que, numa boa intervenção, defenderia para canto… na sequência do qual, e depois de mais uma falha de marcação, surgiria Emre Aşık, completamente “à vontade”, a inaugurar o marcador.

A equipa portuguesa não deixaria de acusar o “toque”, com Quique Flores a ter de mexer no onze, arriscando então, ao esgotar as substituições no espaço de 7 minutos. Porém, não seria feliz, uma vez que o segundo e decisivo golo surgiria poucos minutos depois, com Ümit Karan a aproveitar as facilidades concedidas pela defesa benfiquista. A partir daí, logo ficou patente que o Benfica pouco mais poderia fazer, falho de capacidade de reacção.

No encontro desta noite, assistindo-se a uma boa exibição do Galatasaray, em contraponto com um Benfica inseguro, em particular na sua zona mais recuada, a conclusão é de que a equipa turca foi “demasiado forte”.

O Benfica compromete a sua posição no Grupo de apuramento, vendo-se agora na contingência de, no mínimo, ter de empatar (se não se vier a concretizar mesmo a necessidade de ter de vencer…) em Atenas, frente ao Olympiakos, para além da “indispensável” vitória em casa com a equipa ucraniana do Metalist.

BenficaBenfica – Quim, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Jorge Ribeiro, Yebda (64m – Carlos Martins), Katsouranis, Di María, Reyes (57m – Pablo Aimar), Nuno Gomes (60m – Óscar Cardozo) e David Suazo

GalatasarayGalatasaray – De Sanctis, Sabri Sanoglu, Servet Çetin, Emre Aşık, Hakan Balta, Lincoln, Fernando Meira, Ayhan Akman, Arda Turan (90 m – Volkan Yaman), Milan Baros (81m – Mehmet Guven) e Ümit Karan (84m – Yildiz)

0-1 – Emre Aşık – 51m
0-2 – Ümit Karan
– 69m

Cartões amarelos – Maxi Pereira (54m), Suazo (71m) e Luisão (89m); Servet Çetin (11m) e Ayhan Akman (14m)

Árbitro – Martin Atkinson (Inglaterra)

Grupo A
Racing Santander – Schalke 04 – 1-1
Manchester City – Twente – 3-2

1º Schalke 04, 4; 2º Manchester City, 3; 3º Twente, 3; 4º Racing Santander, 1; 5º PSG, 0

Grupo B
Metalist Kharkiv – Hertha Berlin – 0-0
Benfica – Galatasaray – 0-2

1º Galatasaray, 6; 2º Hertha Berlin, 2; 3º Metalist Kharkiv, 1; 4º Benfica, 1; 5º Olympiakos, 0

Grupo C
Stuttgart – Partizan – 2-0
Standard Liège – Sevilla – 1-0

1º Sampdoria e Standard Liège, 3; 3º Sevilla e Stuttgart, 3; 5º Partizan, 0

Grupo D
Spartak Moscovo – Udinese – 1-2
Tottenham – Dinamo Zagreb 4-0

1º Udinese, 6; 2º Tottenham e Dinamo Zagreb, 3; 4º NEC Nijmegen e Spartak Moskva, 0

Grupo E
Wolfsburg – Heerenveen – 5-1
AC Milan – Braga – 1-0

1º Ac Milan, 6; 2º Wolfsburg, 3; 3º Braga, 3; 4º Portsmouth, 0; 5º Heerenveen, 0

Grupo F
Ajax – Žilina – 1-0
Slavia Praha – Aston Villa – 0-1

1º Aston Villa, 6; 2º Hamburg, 3; 3º Ajax, 3; 4º Slavia Praha, 0; 5º Žilina, 0

Grupo G
St. Etienne – Rosenborg – 3-0
Valencia – København – 1-1

1º St. Etienne, 6; 2º Valencia e Brugge, 1; 4º København e Rosenborg, 1

Grupo H
Feyenoord – CSKA Moskva – 1-3
Lech Poznań – Nancy – 2-2

1º CSKA Moskva, 6; 2º Nancy, 4; 3º Lech Poznań, 1; 4º Deportivo Coruña, 0; 5º Feyenoord, 0

Após 7 vitórias consecutivas nas provas europeias na presente época (4 na Taça Intertoto e 3 na Taça UEFA), na partida desta noite em Milão o Braga forçou a manutenção do nulo frente ao poderoso AC Milan até ao tempo de compensação – isto já depois de ter desperdiçado algumas oportunidades de golo -, altura em que Ronaldinho marcaria, com um remate imparável, de fora da área, o golo solitário que derrotou a equipa portuguesa.

Nesta jornada europeia, depois das 2 vitórias (Sporting e FC Porto) na Liga dos Campeões (no duplo confronto luso-ucraniano), 2 derrotas na Taça UEFA para as equipas portuguesas…

6 Novembro, 2008 at 10:02 pm Deixe um comentário

Taça UEFA – 1ª Jornada

No regresso à Fase de Grupos da Taça UEFA, 3 anos depois, o Benfica deslocou-se ao Estádio Olímpico de Berlim (palco da Final do Mundial de 2006), apresentando-se perante uma equipa do Hertha – actual 4º classificado no campeonato da Alemanha, a apenas 3 pontos do líder Hamburgo, quando estão decorridas 8 jornadas… mas que, tendo sido 10º na época passada, se apurou para esta competição por via da atribuição do prémio fair-play – com características específicas próprias, algo afastadas do estereótipo do futebol alemão, privilegiando um jogo mais “à flor da relva”, de domínio e troca de bola.

E entrou bem no jogo, podendo ter marcado logo nos primeiros minutos, tivesse tido um pouco mais de felicidade no ressalto num defesa da equipa alemã, na sequência de um bom remate de Nuno Gomes, que saiu a rasar o poste da baliza.

Até meio do primeiro tempo, o Benfica controlaria o jogo, face a um Hertha que ia procurando construir jogo, sem precipitações. Contudo, a partir dos 25 minutos, a pressão alemã intensificar-se-ia, com o jogo a transferir-se para o meio-campo benfiquista, sem que a equipa portuguesa conseguisse dispor de bola. E, com naturalidade, o Benfica passaria por alguns apuros, com Quim a ter de aplicar-se a fundo para anular uma soberana oportunidade de golo, com um avançado do Hertha isolado na cara do guarda-redes.

À semelhança da primeira metade, o Benfica entraria ainda melhor no segundo tempo, conseguindo mesmo, numa boa arrancada de Di María – fazendo recordar o lance que originaria o golo na Final dos Jogos Olímpicos -, inaugurar o marcador, colocando-se em vantagem.

Nos minutos imediatos, e replicando o que sucedera na metade inicial da partida, o Benfica parecia controlar o jogo… para, na fase final, o Hertha tornar a empurrar a equipa portuguesa para o seu meio-campo, surgindo o empate como consequência lógica da tendência do encontro, num remate imparável de Pantelić.

Como lógico acabaria por ser o empate, dados os períodos de domínio repartido entre as duas equipas – pese embora alguma natural preponderância da equipa alemã -, no que não deixa de constituir um arranque positivo do Benfica nesta fase da competição.

Hertha Berlin – Jaroslav Drobný, Sofian Chahed, Arne Friedrich (53m – Kaká), Josip Šimunić, Marc Stein (66m – Marko Pantelić), Fabian Lustenberger, Pál Dárdai (45m – Gojko Kačar), Cícero Santos, Maximilian Nicu, Raffael e Andryi Voronin

BenficaBenfica – Quim, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Jorge Ribeiro, Binya, Katsouranis (66m – Carlos Martins), Di María, Reyes (72m – Urretavizcaya), Nuno Gomes e Óscar Cardozo (45m – David Suazo)

0-1 – Di María – 51m
1-1 – Marko Pantelić
– 74m

Cartões amarelos – Gojko Kačar (58m); Di María (51m)

Árbitro – Paul Allaerts (Bélgica)

Grupo A
Schalke 04 – PSG – 3-1
Twente – Racing Santander – 1-0

1º Schalke 04 e Twente, 3; 3º Manchester City, 0; 4º Racing Santander e PSG, 0

Grupo B
Galatasaray – Olympiakos – 1-0
Hertha Berlin – Benfica – 1-1

1º Galatasaray, 3; 2º Benfica e Hertha Berlin, 1; 4º Metalist Kharkiv, 0; 5º Olympiakos, 0

Grupo C
Sevilla – Stuttgart – 2-0
Partizan – Sampdoria – 1-2

1º Sevilla e Sampdoria, 3; 3º Standard Liège, 0; 4º Partizan e Stuttgart, 0

Grupo D
Udinese – Tottenham – 2-0
Dinamo Zagreb – NEC Nijmegen – 3-2

1º Udinese e Dinamo Zagreb, 3; 3º Spartak Moskva, 0; 4º NEC Nijmegen e Tottenham, 0

Grupo E
Heerenveen – AC Milan – 1-3
Braga – Portsmouth – 3-0

1º  Braga e Ac Milan, 3; 3º Wolfsburg, 0; 4º Heerenveen e Portsmouth, 0

Grupo F
Žilina – Hamburg – 1-2
Aston Villa – Ajax – 2-1

1º Hamburg e Aston Villa, 3; 3º Slavia Praha, 0; 4º Ajax e Žilina, 0

Grupo G
København – St. Etienne – 1-3
Rosenborg – Brugge – 0-0

1º St. Etienne, 3; 2º Brugge e Rosenborg, 1; 4º Valencia, 0; 5º København, 0

Grupo H
CSKA Moskva – Deportivo Coruña – 3-0
Nancy – Feyenoord – 3-0

1º CSKA Moskva e Nancy, 3; 3º Lech Poznań, 0; 4º Deportivo Coruña e Feyenoord, 0

Melhor que o Benfica esteve o sensacional Braga europeu, que somou hoje a sétima vitória consecutiva em jogos das competições europeias da presente época, num triunfo por números concludentes sobre o Portsmouth, uma equipa da Premier League, actual 7ª classificada do campeonato inglês e vencedora da Taça de Inglaterra no ano passado, dispondo de um orçamento multimilionário (superior à centena de milhão de euros) e que eliminara na fase anterior o V. Guimarães.

23 Outubro, 2008 at 9:26 pm Deixe um comentário

Taça UEFA – 1ª eliminatória (2ª mão)

No dia que assinala o lançamento da Benfica TV… e, para muitos, do regresso ao tradicional relato radiofónico, necessitando de um único golo para alcançar o apuramento para a Fase de Grupos da Taça UEFA, o Benfica, dominando desde início da partida, começou por ter a serenidade para, de forma paciente, procurar construir jogo, preservando a sua baliza – garantiu hoje, apenas, o segundo jogo (consecutivo) da época sem sofrer golos -, resguardando-se do risco do contra-ataque da equipa italiana (bem patente num dos derradeiros lances do primeiro tempo, com a bola no poste da baliza de Quim… e Zalayeta a desperdiçar a recarga). 

Quando, pouco passava do início da segunda parte, o Benfica chegou finalmente ao ansiado golo – por Reyes, num tento à semelhança do que marcara há poucos dias ao Sporting -, a sensação que se instalou foi a de um crescendo de confiança, numa equipa que começa a mostrar-se personalizada, sem que o Napoli beneficiasse de novas situações de efectivo perigo. 

O segundo golo, já próximo do termo do encontro, foi apenas o corolário de uma boa exibição do Benfica, esta noite claramente superior à equipa italiana, que (não obstante não integrar a elite do futebol em Itália, tendo obtido o 8º lugar no ano transacto, apurando-se para a Taça UEFA via Intertoto), em cinco jogos da “Serie A”, ainda não fora derrotada, ocupando nesta altura o segundo lugar da prova.

Não obstante as boas exibições de Marítimo (a vencer em Valencia até ao quarto de hora final) e de Guimarães (cedo igualando a eliminatória e forçando o prolongamento), apenas Benfica e Braga (com mais um claro triunfo, aumentando para 6 vitórias consecutivas a sua excelente participação europeia nesta época, iniciada na Taça Intertoto) atingem a Fase de Grupos da Taça UEFA.

BenficaBenfica – Quim, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Jorge Ribeiro, Yebda (77m – Binya), Ruben Amorim (72m – Carlos Martins), Katsouranis, Di María (78m – Urretavizcaya), Reyes e Nuno Gomes

Napoli – Gianello, Rinaudo, Cannavaro, Contini, Maggio, Blasi, Walter Gargano, Hamšík (67m – Russotto), Vitale (78m – Mannini), Zalayeta e Lavezzi (72m – Denis)

1-0 – Reyes – 57m
2-0 – Nuno Gomes – 84m

Cartões amarelos – Reyes (38m) e Di María (60m); Cannavaro (7m), Vitale (19m), Rinaudo (60m), Contini (73m) e Walter Gargano (74m)

Árbitro – Wolfgang Stark (Alemanha)

Resultados das equipas portuguesas nesta 2ª mão da 1ª eliminatória da Taça UEFA:

Benfica – Napoli – 2-0 / 2-3 (4-3)
Guimarães – Portsmouth – 2-2 / 0-2 (2-4)
Artmedia – Braga – 0-2 / 0-4 (0-6)
Heerenveen – Setúbal – 5-2 / 1-1 (6-3)
Valencia – Marítimo – 2-1 / 1-0 (3-1)

Equipas apuradas para a Fase de Grupos

Alemanha (5) – Hamburgo, Hertha Berlin, Schalke 04, Stuttgart e Wolfsburg
Holanda (5) – Ajax, Feyenoord, Heerenveen, NEC e Twente
Espanha (4) – Deportivo Coruña, Santander, Sevilla e Valencia
Inglaterra (4) – Aston Villa, Manchester City, Portsmouth e Tottenham
França (3) – Nancy, Paris St.-Germain e Saint Etienne
Itália (3) – AC Milan, Sampdoria e Udinese
Bélgica (2) – Brugge e Standard Liège
Portugal (2) – Benfica e Braga
Rússia (2) – CSKA Moscovo e Spartak Moscovo
Croácia – D. Zagreb
Dinamarca – FC København
Eslováquia – MSK Zilina
Grécia – Olympiakos
Noruega – Rosenborg
Polónia – Lech Poznan
R. Checa – Slavia Praha
Sérvia – Partizan
Turquia – Galatasaray
Ucrânia – Metalist Kharkiv

2 Outubro, 2008 at 10:10 pm 3 comentários

Taça UEFA – 1ª eliminatória (1ª mão)

Numa partida algo atípica – em que o jogo nº 300 nas provas europeias não teve o desfecho desejado -, perante um adversário que não é, hoje por hoje, uma equipa de topo do futebol italiano, nem, por maioria de razão, do futebol europeu, o Benfica acaba de ser derrotado, com alguma naturalidade, pelo Napoli, por 3-2.

Com uma equipa ainda em formação, inexperiente, denotando alguma falta de confiança nas suas capacidades, evidenciando debilidades a defender, com momentos de desconcentração irreparáveis, muito dificilmente o Benfica poderá ultrapassar esta eliminatória (para o que, paradoxalmente, lhe bastaria vencer na Luz, pela margem mínima, por 1-0 ou 2-1).

No encontro desta noite, o Benfica começou por ter dois momentos felizes: ainda antes dos 5 minutos, com uma soberba intervenção de Quim, a evitar com muita classe que uma excelente jogada individual do adversário, deambulando pela defesa, culminasse em golo; logo aos 16 minutos, com Suazo a estrear-se a marcar, colocando a equipa portuguesa em vantagem.

Para, nos três minutos imediatos, com falhas dificilmente aceitáveis, sofrer dois golos, passando de uma situação de privilégio na eliminatória a uma posição de derrota.

Até final da primeira parte, praticamente mais não seria visto o futebol do Benfica, com o Napoli a tomar conta do jogo, impelindo o adversário a remeter-se a uma posição de passividade.

Com o terceiro golo da equipa italiana quando estavam apenas jogados 9 minutos do segundo tempo (com a bola a ressaltar no corpo de Léo, traindo Quim, num lance infeliz), receou-se que o conjunto português se desmoronasse; o golo de Luisão 5 minutos decorridos permitiria alimentar a ilusão… que poderia ser ainda maior se se tivesse concretizado o 3-3 numa jogada confusa na área napolitana em que, desta feita, a sorte não esteve com o Benfica.

A concluir, uma referência inevitável ao incompreensível critério disciplinar do árbitro, poupando alguns cartões amarelos (e, talvez, um vermelho, numa jogada de que Suazo não se recomporia até final do jogo) à equipa italiana.

Napoli – Navarro, Santacroce, Cannavaro, Contini, Maggio, Blasi (45m – Pazienza), Walter Gargano, Hamšík (75m – Piá), Vitale, Denis (66m – Zalayeta), Lavezzi

BenficaBenfica – Quim, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Léo, Urreta (45m – Balboa), Carlos Martins (55m – Katsouranis), Yebda, Di María (63m – Nuno Gomes), Reyes e Suazo

0-1 – Suazo – 16m
1-1 – Vitale – 18m
2-1 – Denis – 19m
3-1 – Maggio – 54m
3-2 – Luisão – 59m

Cartões amarelos – Blasi (32m); Carlos Martins (41m)

Árbitro – Bjorn Kuipers (Holanda)

Resultados das equipas portuguesas nesta 1ª mão da 1ª eliminatória da Taça UEFA:

Napoli – Benfica – 3-2

Portsmouth – Guimarães – 2-0
Braga – Artmedia – 4-0
Setúbal – Heerenveen – 1-1
Marítimo – Valencia – 0-1

18 Setembro, 2008 at 9:52 pm Deixe um comentário

Taça UEFA – 1/8 Final (2ª mão)

Bayern Munich – Anderlecht – 1-2 / 5-0 (6-2)
Everton – Fiorentina – 2-0 / 0-2 (2-2) – 2-4 g.p.
Zenit St.-Petersburg – Marseille – 2-0 / 1-3 (3-3)
Sporting – Bolton – 13.03.2008 / 1-1 (—)
Werder Bremen – Glasgow Rangers – 1-0 / 0-2 (1-2)
Hamburger – Bayer Leverkusen – 3-2 / 0-1 (3-3)
PSV Eindhoven – Tottenham – 0-1 / 1-0 (1-1) – 6-5 g.p.
Getafe – Benfica – 1-0 / 2-1 (3-1)

GetafeGetafe – Roberto Abbondanzieri Pato, Cosmin Contra, Manuel Tena, Lucas Licht, Mario Cotelo (74m – Cortés), Fabio Celestini, Francisco Casquero, Jaime Gavilán (80m – Fuertes), Juan Albín, Kepa González (69m – Signorino) e Rubén De la Red

BenficaBenfica – Quim, Nélson, Edcarlos (74m – Sepsi), Katsouranis, Léo, Petit, Maxi Pereira (59m – Di María), Rui Costa, Cristián Rodríguez, Nuno Gomes (66m – Mantorras) e Makukula

1-0 – Juan Albín – 77m

Cartões amarelos – Roberto Abbondanzieri Pato (38m), Mario Cotelo (60m) e Lucas Licht (73m); Katsouranis (14m), Maxi Pereira (55m) e Edcarlos (68m)

Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)

Numa partida insípida, o Benfica confirmou que a crise é bem real, possivelmente mesmo mais profunda do que poderia supor-se, não parecendo a chicotada psicológica proporcionada pela demissão de Camacho ter trazido qualquer ânimo à equipa.

Perante um Getafe, privado de vários jogadores (por lesão e castigo), obrigado a remodelar meia-equipa, que pareceu adoptar como estratégia conceder a iniciativa ao adversário – a par de sistemáticas perdas de tempo, nas reposições de bola por parte do guarda-redes, e, inclusivamente, com mais de uma situação de duas bolas no campo em simultâneo –, para, de acordo com a sua matriz de jogo, replicar em rápidos contra-ataques, o Benfica nunca revelou capacidade para assumir de forma determinada a iniciativa.

Uma oportunidade desperdiçada (de forma incrível, rematando ao poste a um metro da baliza) por Makukula ainda no primeiro quarto de hora e uma outra, já na segunda parte, por intermédio de Rui Costa (rematando forte da zona central, à entrada da grande-área… mas à figura do guarda-redes), foi tudo o que a equipa portuguesa conseguiu construir.

Apesar das tentativas de Chalana, colocando em campo, primeiro, Di María, e, depois, Mantorras, o Benfica nunca conseguiria libertar-se da apatia.

Aproveitando uma falha, o Getafe não perdoaria, marcando o golo que lhe dá nova vitória, numa eliminatória que, desde cedo, controlou.

A partir daí – embora o golo não alterasse substancialmente a situação, uma vez que o Benfica necessitaria sempre, em qualquer circunstância, de marcar 2 golos – a equipa descreu, arrastando-se pelo campo, pouco mais do que limitando-se a esperar pelo escoar do tempo, vencida e convencida.

E assim, desta forma descolorida, se despede o Benfica de mais uma época de competições europeias, eliminado, pelo terceiro ano consecutivo, por equipas espanholas.

12 Março, 2008 at 10:30 pm Deixe um comentário

Taça UEFA – 1/8 Final

Anderlecht – Bayern Munich – 0-5
Fiorentina – Everton – 2-0
Marseille – Zenit St.-Petersburg – 3-1
Bolton – Sporting – 1-1
Glasgow Rangers – Werder Bremen – 2-0
Bayer Leverkusen – Hamburger – 1-0
Tottenham – PSV Eindhoven – 0-1
Benfica – Getafe – 1-2

BenficaBenfica – Quim, Nélson, Luisão (29m – Zoro), Edcarlos, Léo, Katsouranis, Cristián Rodríguez, Di María (62m – Mantorras), Rui Costa, Sepsi e Óscar Cardozo

GetafeGetafe – Óscar Ustari, Cosmin Contra, Belenguer, Cata Díaz, Lucas Licht, Albín, Casquero, Pablo Hernández, Esteban Granero (45m – Mario Cotelo), De la Red (73m – Celestini) e Braulio (61m – Manu)

0-1 – De la Red – 25m
0-2 – Pablo Hernández – 67m
1-2 – Mantorras – 76m

Cartões amarelos – Braulio (21m), De la Red (35m), Lucas Licht (82m), Casquero (85m) e Pablo Hernández (90m)

Cartão vermelho – Óscar Cardozo (9m)

Árbitro – Grzegorz Gilewski (Polónia)

Numa partida em que parecia querer demonstrar uma coesão e um futebol colectivo que tem estado arredado do clube nesta época, o Benfica, por culpas próprias, conjugadas com alguma infelicidade, cedo ofertou vantagem ao seu oponente.

Quando – logo aos 9 minutos – o seu único avançado, Óscar Cardozo, repetindo um gesto que já esboçara no último jogo contra o Sporting (face a Tonel), agrediu com uma cotovelada um jogador adversário, sendo expulso com cartão vermelho directo, o Benfica tomou consciência que este seria um desafio difícil, perante uma equipa (estreante nas provas europeias) que, em 8 jogos na edição desta época na Taça UEFA, sempre marcara (sendo o seu resultado típico o… 2-1).

O aviso chegaria logo aos 17 minutos, com Quim a responder com uma excelente defesa, adiando o golo… até aos 25 minutos, em que uma desatenção de Léo, perdendo a bola em zona proibida, e um ressalto (in)feliz do remate de De la Red em Edcarlos trairia inapelavelmente o guardião benfiquista.

E, quando, decorridos apenas mais 4 minutos, Luisão teve de abandonar o relvado, ressentindo-se de uma lesão, receou-se o pior. Nessa fase, o que se pedia era que o Benfica procurasse manter a serenidade, não se entregando.

Beneficiando do facto de o Getafe – especializado num sistema de jogo que explora velozes contra-ataques – não assumir deliberadamente uma toada ofensiva, a equipa benfiquista conseguiria controlar o jogo, dispondo mesmo de uma soberana ocasião para empatar a partida, ainda na fase inicial da segunda parte.

Como que adormecendo o jogo, sem criar oportunidades de perigo, o Getafe acabaria por – pouco depois de, com a entrada de Mantorras, o Benfica parecer querer assumir, não obstante a inferioridade numérica, uma toada ofensiva -, em nova jogada rápida, chegar ao segundo golo, iam decorridos 66 minutos, colocando alguma injustiça no marcador.

Para, no minuto seguinte, Edcarlos, a um metro da linha de golo, colocar o pé por baixo da bola, fazendo-a subir e embater no poste, em mais um momento de grande infelicidade… e imperícia.

O sinal de inconformismo perante a adversidade sairia dos pés de Mantorras, num remate potente, de meia-distância, com o Benfica finalmente a chegar ao golo.

Com o golo e com o apoio do (escasso) público, a equipa animar-se-ia, à entrada dos dez minutos finais, superando-se em termos de atitude e entrega ao jogo, acreditando, indo em busca do golo do empate.

Teria ainda uma oportunidade para tal, num livre marcado por Rui Costa, com a bola a ser desviada para canto, numa fase de grande confusão nas imediações da área da equipa espanhola, então algo desconcentrada e perdendo o controlo do jogo. Contudo, nos derradeiros cinco minutos, o Benfica acusaria o desgaste de um encontro pratcamente disputado na íntegra com um jogador a menos.

Numa das melhores e mais esforçadas exibições dos últimos meses – a par do jogo em Guimarães – o Benfica acaba por averbar uma derrota com algum travo de injustiça, tornando muito complexas as possibilidades de apuramento nesta eliminatória.

Em Inglaterra, o Sporting conseguiu alcançar um promissor empate a um golo (mais uma vez com Vukcevic a resolver), partindo para a 2ª mão em vantagem na eliminatória, em busca do almejado apuramento para os 1/4 Final da Taça UEFA.

6 Março, 2008 at 10:35 pm Deixe um comentário

Taça UEFA – 1/16 Final

Bayern – Aberdeen – 5-1 / 2-2 (7-3)
Getafe – AEK – 3-0 / 1-1 (4-1)
At. Madrid – Bolton – 0-0 / 0-1 (0-1)
Villarreal – Zenit – 2-1 / 0-1 (2-2)
B. Leverkusen – Galatasaray – 5-1 / 0-0 (5-1)
Bordeaux – Anderlecht – 1-1 / 1-2 (2-3)
Everton – Brann – 6-1 / 2-0 (8-1)
Hamburgo – Zurich – 0-0 / 3-1 (3-1)
Panathinaikos – Gl. Rangers – 1-1 / 0-0 (1-1)
Helsingborg – PSV – 1-2 / 0-2 (1-4)
Tottenham – Slavia Praga – 1-1 / 2-1 (3-2)
Fiorentina – Rosenborg – 2-1 / 1-0 (3-1)
Basileia – Sporting – 0-3 / 0-2 (0-5)
Braga – Werder Bremen – 0-1 / 0-3 (0-4)
Nuremberga – Benfica – 2-2 / 0-1 (2-3)
Spartak Moscovo – Marseille – 2-0 / 0-3 (2-3)

Nuremberga – Jaromír Blazek, Dominik Reinhardt, Andreas Wolf, Berti Glauber, Javier Pinola, Tomás Galásek, Jawhar Mnari (87m – Abardonado), Marco Engelhardt, Angelos Charisteas, Ivan Saenko e Jan Koller

BenficaBenfica – Quim, Luís Filipe, Luisão, Edcarlos (70m – Óscar Cardozo), Léo, Petit, Katsouranis, Maxi Pereira (70m – Sepsi), Rui Costa, Nuno Assis (81m – Di María) e Makukula

1-0 – Charisteas – 59m
2-0 – Saenko – 66m
2-1 – Cardozo – 89m
2-2 – Di María – 90m

Cartões amarelos – Pinola (89m); Léo (28m), Nuno Assis (45m), Luís Filipe (56m), Makukula (67m) e Petit (77m)

Árbitro – Ivan Bebek (Croácia)

Em mais uma (muito) pobre exibição, frente a uma equipa alemã sem nível europeu (6º classificado no campeonato da época passada, mas que luta agora para evitar a despromoção), o Benfica acabou por ser bafejado pela sorte, conseguindo, in extremis, um lisonjeiro empate, que lhe permitiu prosseguir para os 1/8 Final da Taça UEFA, onde enfrentará o Getafe, de Espanha.

Voltando a optar por um modelo de um único avançado, Camacho apostaria em Makukula, em detrimento de Cardozo, porventura mais desgastado nesta fase da época.

Não obstante, a equipa do Benfica entraria no jogo com boa atitude, beneficiando do retraimento voluntário do seu adversário, que parecia querer jogar na expectativa. De tal forma que, assumindo o controlo da partida, ainda antes dos 10 minutos, já a equipa portuguesa criara três situações de perigo na área do Nuremberga, contudo sem aproveitamento.

À medida que o tempo ia passando, o Benfica foi perdendo o fulgor inicial, enquanto, qual sistema de vasos comunicantes, o Nuremberga ia-se soltando e tornando mais afoito, com Charisteas, já próximo do intervalo, a desperdiçar a maior oportunidade de golo do primeiro tempo.

Na etapa complementar, a equipa benfiquista pareceu desaparecer do jogo, recuando no terreno, atravessando mesmo um período de 10 minutos de descontrolo total, com uma extrema apatia da defesa, permitindo aos alemães marcar dois golos e colocar-se em vantagem na eliminatória… até ao último minuto.

Até aí demasiado passivo, Camacho faria então, aos 70 minutos, uma dupla substituição, arriscando – já sem nada a perder – ao trocar um defesa central (Edcarlos) por um avançado (Cardozo), com Katsouranis a recuar no terreno.

Bastaram três minutos para Cardozo, numa excelente desmarcação, em diagonal, surgir isolado frente ao guarda-redes adversário, embora do seu lado menos forte, rematando cruzado, ligeiramente ao lado, na que era a melhor oportunidade de golo do Benfica.

Já sem grande convicção, e sempre “mais com o coração do que com a cabeça”, seria ainda Cardozo, em cima do nonagésimo minuto, num remate enrolado, a fazer ressaltar a bola no chão, para se anichar nas redes contrárias, junto ao poste, sem hipóteses de defesa. O Benfica salvava a eliminatória.

Haveria ainda tempo para momentos de apuro, com a bola a sofrer vários ressaltos na área benfiquista, terminando com um canto. Na sequência, num rápido contra-ataque, ultrapassando a defesa alemã que – balanceada para a frente – não recuperara, Di María beneficiaria de uma situação de “um para zero”, rodeando o guarda-redes e praticamente entrando pela baliza dentro, fazendo o golo do empate.

Numa partida muito sofrida – e quando talvez já não acreditasse – o Benfica conseguia eliminar o Nuremberga, única das 5 equipas alemãs ainda em prova a ser afastada.

O Sporting, defrontando também uma débil equipa do Basileia, conseguiu alcançar, não obstante, uma excelente e clara vitória, por 3-0, num dos melhores resultados da equipa em jogos europeus fora de casa. E pode não ficar por aqui, já que defrontará o Bolton (vencedor do Atlético de Madrid) na próxima eliminatória.

O sorteio dos 1/8 Final (antecipadamente realizado) ditou os seguintes confrontos:

Anderlecht – Bayern
Gl. Rangers – Werder Bremen
Bolton – Sporting
B. Leverkusen – Hamburgo
Getafe – Benfica
Fiorentina – Everton
Tottenham – PSV
Marseille – Zenit

21 Fevereiro, 2008 at 9:56 pm Deixe um comentário

Benfica – Nuremberga – Taça UEFA – 1/16 Final

BenficaNuremberga

Benfica – Quim, Nélson, Luisão, Katsouranis, Léo, Petit, Nuno Assis (85m – Freddy Adu), Rui Costa, Cristián Rodríguez (85m – David Luiz), Makukula e Óscar Cardozo (59m – Di María)

Nuremberga – Jaromír Blazek, Dominik Reinhardt, Andreas Wolf, Berti Glauber, Javier Pinola, Nicky Adler (46m – Jan Kristiansen), Peer Kluge, Tomás Galásek, Marco Engelhardt, Ivan Saenko e Jan Koller

1-0 – Makukula – 43m

Cartões amarelos – Nélson (22m) e Petit (86m); Wolf (66m) e Pinola (87m)

Árbitro – Alexandru Dan Tudor (Roménia)

Com uma exibição pouco convincente – e, sobretudo, pouco consistente -, o Benfica obteve hoje uma importante vitória (a 100ª em casa em jogos das provas europeias), não obstante a margem mínima, mas sem sofrer golos, o que lhe poderá permitir alcançar o apuramento para os 1/8 Final.

Satisfazendo a “vontade dos adeptos”, Camacho colocou em campo a dupla de avançados formada por Makukuka (fazendo a sua estreia em jogos europeus pelo Benfica) e Cardozo.

Não obstante, na fase inicial da partida, a boa organização da equipa do Nuremberga – aliada à falta de dinamismo benfiquista – dificultou as acções ofensivas do Benfica, que não conseguia criar qualquer oportunidade de perigo… nem sequer, remates à baliza.

Seria o maestro Rui Costa, já muito perto do intervalo, a tomar a iniciativa, solicitando Makukula que, com um remate potente – contando com alguma colaboração do guarda-redes adversário – marcaria o único golo do encontro.

Apenas na segunda parte, e pelo que jogou nos primeiros 20 minutos, o Benfica acabaria por justificar a vantagem e a vitória na partida; nessa fase, a equipa portuguesa, assegurando o domínio a nível do meio-campo, controlaria o jogo e procuraria construir novos lances de perigo para a baliza alemã, embora sem concretização.

A partir dos 70 minutos, beneficiando da perda de ritmo do Benfica, o Nuremberga – que, até aí, praticamente não denotara intenções ofensivas – começou a subir no terreno, ameaçando a baliza, e colocando Quim à prova, o qual, aplicando-se a fundo, daria excelente resposta, numa oportuna intervenção.

Até ao termo do jogo, seriam os alemães a estar mais próximos do empate, sem que o Benfica conseguisse retomar o controlo da partida.

O resultado final, apesar de tangencial – muito distante dos 6-0 com que o Benfica, na senda da conquista da sua segunda Taça dos Campeões Europeus (na época de 1961-62), esmagara os então campeões alemães -, acaba por ser melhor que a exibição conseguida. Resta aguardar que, na Alemanha, o Benfica consiga marcar, e garantir assim a continuidade na prova.

14 Fevereiro, 2008 at 10:32 pm 1 comentário

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