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BENFICA, 1 – PORTO, 0
Num jogo que não constituiu um bom espectáculo de futebol, o Benfica conquistou mais uma inquestionável vitória (a segunda da época, frente ao FC Porto), conseguindo, no espaço de 5 dias, derrotar os dois últimos Campeões Europeus.
Na partida de hoje, mais uma vez (tal como acontecera com o Sporting na época passada, ou o Liverpool, na Terça-feira), uma das equipas (no caso, o FC Porto) abdicou de jogar o jogo “pelo jogo”; os portistas pareciam apenas pretender evitar a derrota, tendo o Benfica assumido, logo a partir do primeiro quarto de hora, o controlo do encontro.
Tal como no jogo de Terça-feira, o Benfica teve a felicidade de chegar ao golo (estavam decorridos 40 minutos), desta vez num livre de “muito longe”, marcado pelo francês Robert, com grande responsabilidade de Vítor Baía.
Na segunda parte, o FC Porto pareceu então querer “entrar no jogo”, mas o Benfica – com uma defesa sólida, com Luisão “imperial”, uma muito boa exibição de Anderson e, Léo, mais uma vez, pleno de confiança, a vencer claramente o duelo com Quaresma – não permitiu que a equipa adversária construísse qualquer jogada de perigo; pelo contrário, no último quarto de hora, o Benfica, em contra-ataque, disporia de duas ou três oportunidades para ampliar a vantagem. Destaque ainda para as exibições de Petit e Manuel Fernandes, assegurando o domínio da zona nevrálgica do meio-campo.
Uma palavra final para a má exibição do árbitro, com um comportamento errático a nível disciplinar (procurando evitar mostrar cartões no início do jogo; acabando por ter de a eles recorrer com frequência); Quaresma devia ter sido expulso por duas vezes; McCarthy podia ter sido também expulso; Léo cometeu falta que poderia também originar a sua expulsão; muitas faltas assinaladas, a interromper a fluidez do jogo (ignorando mesmo a “lei da vantagem”, numa jogada em que o Benfica partia para a baliza adversária); alguns foras-de-jogo mal assinalados; uma grande penalidade por assinalar (Petit foi impedido de chegar à bola, quando se aprestava para fazer o segundo golo, a 5 minutos do final); João Ferreira conseguiu, escusadamente, enervar os 55 000 benfiquistas presentes.
Na disputa do campeonato, o Benfica reduz a diferença para o FC Porto para 5 pontos (agora perseguido de perto pelo Sporting, a apenas 2 pontos), mas continua bastante longe da perspectiva de poder revalidar o título; surpreendentemente, é o Sporting que se perfila agora como principal candidato, pelo menos se extrapolarmos os resultados realizados na época passada por FC Porto, Sporting e Benfica frente aos adversários das 10 jornadas que falta disputar: a repetirem-se os resultados da época passada, o Sporting seria Campeão (com 68 pontos); o Braga seria segundo (com 67 pontos); o Benfica e FC Porto (com 66 pontos) seriam, respectivamente, terceiro e quarto classificados. Tudo estará portanto ainda por decidir; têm a palavra os 4 (5, com o Boavista?…) candidatos.
BENFICA – LIVERPOOL

Em mais uma prova de personalidade, o Benfica alcançou uma justíssima vitória perante o Campeão Europeu em título, o histórico Liverpool, por 1-0, com um golo de Luisão, já depois dos 80 minutos.
Depois de uma primeira parte de futebol bastante pobre de ambas as equipas, não tanto receando-se mutuamente, mas antes denotando pouca ambição, o cariz da partida mudaria na meia hora final, em particular a partir do momento em que Karagounis começou a espalhar uma amostra do “perfume” do seu futebol, com destaque também para o desempenho de Petit, dando solidez ao meio-campo, numa altura em que o Benfica parecia ficar mais vulnerável face aos contra-ataques do Liverpool. Uma palavra de justiça também para a bela exibição de Léo!
Nesse período final, o Benfica assumiu a iniciativa do jogo, procurando a vitória; não tendo disposto de muitas oportunidades, acabou por ser feliz, ao conseguir chegar ao golo na sequência de um livre apontado por Petit, “picando” a bola sobre a barreira, para a entrada triunfal, de cabeça, de Luisão, mais uma vez a assumir-se como figura decisiva, corporizando o espírito e alma benfiquista.
O Benfica volta a ser um “grande” na Europa, tendo sido a única equipa a vencer em casa neste primeiro dia de 1ª eliminatória dos 1/8 Final da Liga dos Campeões, em que equipas como o R. Madrid, Bayern e PSV Eindhoven parecem ter comprometido a sua continuidade na prova, em detrimento de Arsenal, AC Milan e Lyon, que, tal como os portugueses, partem com vantagem para a 2ª mão da eliminatória.
Benfica – Moretto; Alcides, Luisão, Anderson, Léo (87′ – Ricardo Rocha); Robert (77′ – Nélson), Petit, Beto (58′ – Karagounis), Manuel Fernandes, Simão; Nuno Gomes
Liverpool – Reina; Finnan, Hyypia, Carragher, Riise; Luis Garcia, Sissoko (35′ – Hamman), Xabi Alonso, Kewell; Morientes (78′ – Gerrard), Fowler (66′ – Djibril Cissé)
1-0 – Luisão – 84 minutos
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/8 FINAL

BENFICA – LIVERPOOL – 1-0
REAL MADRID – ARSENAL – 0-1
BAYERN – AC MILAN – 1-1
PSV EINDHOVEN – LYON – 0-1
TRIBUTO AOS CAMPEÕES EUROPEUS

Numa iniciativa da UEFA (celebrando os 50 anos de provas europeias de clubes), Eusébio exibe o troféu comemorativo do título de Campeão Europeu, entregue pelo amigo Bobby Charlton, na presença dos também Campeões António Simões e José Augusto









