Posts tagged ‘Benfica’

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Monaco – Benfica

MonacoMonaco – Radosław Majecki, Vanderson Campos, Thilo Kehrer, Wilfried Singo, Caio Henrique (57m – Christian Mawissa), Lamine Camara (57m – Soungoutou Magassa), Denis Zakaria (90m – George Ilenikhena), Maghnes Akliouche, Alexandr Golovin, Eliesse Ben Seghir (63m – Mohammed Salisu) e Breel Embolo (63m – Folarin Balogun)

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah, Nicolás Otamendi, Tomás Araújo, Álvaro Carreras, Florentino Luís (65m – Zeki Amdouni), Fredrik Aursnes (85m – Leandro Barreiro), Ángel Di María (90m – Benjamín Rollheiser), Orkun Kökçü, Kerem Aktürkoğlu e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (65m – Arthur Cabral)

1-0 – Eliesse Ben Seghir – 13m
1-1 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 48m
2-1 – Soungoutou Magassa – 67m
2-2 – Arthur Cabral – 84m
2-3 – Zeki Amdouni – 88m

Cartões amarelos – Denis Zakaria (41m), Thilo Kehrer (41m), Wilfried Singo (42m) e Christian Mawissa (79m); Florentino Luís (6m), Álvaro Carreras (29m) e Kerem Aktürkoğlu (42m)

Cartão vermelho – Wilfried Singo (58m)

Árbitro – Rade Obrenovič (Eslovénia)

Esta foi uma tão importante como atípica vitória do Benfica, a operar a reviravolta no marcador já nos derradeiros minutos da partida, tirando partido do facto de dispor de superioridade numérica face ao adversário, com Di María, numa das suas grandes noites, a “fabricar” os dois golos que permitiram tal sucesso.

As duas equipas estariam num período de “estudo mútuo”, com o Benfica talvez um pouco mais na expectativa, quando o Monaco se colocou em vantagem, ainda antes de decorrido o primeiro quarto de hora de jogo, no que, no imediato, constituía um rude golpe nas aspirações benfiquistas.

Logo numa das suas primeiras ofensivas, depois de uma defesa incompleta de Trubin, uma troca de bola entre dois jogadores da casa, perante a passividade contrária, resultava no abrir do activo.

A intensidade de jogo aumentaria, mas, até final do primeiro tempo, o Benfica não parecia capaz de superar a organização contrária, pese embora alguma maior toada de parada e resposta, por parte de ambas as formações.

No recomeço, Embolo provocou novo calafrio, com um remate ao poste da baliza de Trubin. Não obstante, de imediato, um “golo para os apanhados” beneficiaria, desta feita, o Benfica: um defesa monegasco tentava fazer um atraso de cabeça, num lance que resultou no isolar de Pavlídis, que, com muita serenidade, empatou a contenda.

Parecia, contudo, ser “sol de pouca dura”, porque, de imediato, a turma da casa voltava a marcar, valendo à equipa portuguesa a intervenção do VAR, a invalidar o golo, sancionando posição de fora-de-jogo.

Na resposta, Bah daria a melhor sequência a um cruzamento de Di María. De uma situação de 1-2, passava-se, num ápice, a 2-1, a favor do Benfica. Ou, pelo menos, assim parecia… Só que o VAR interveio de novo, recolocando tudo na mesma: mantinha-se o 1-1.

Foi então que sucedeu o momento crucial do desafio, pouco antes da hora de jogo: Wilfried Singo, que fora já admoestado com cartão amarelo (por reclamar do facto de o árbitro não ter exibido o que seria o segundo cartão amarelo a Carreras), veria, ele próprio, o cartão pela segunda vez, agora por ter cometido falta, sendo expulso.

De forma não muito usual ao nível europeu, o Benfica viria a beneficiar significativamente desta “dualidade” arbitral: o segundo amarelo poupado a Carreras resultou num primeiro amarelo a um adversário, que viria a estar na origem da inferioridade numérica da equipa do Monaco.

Os dois treinadores moveram então as peças, qual jogo de xadrez – “Adi” Hütter tinha, aliás, acabado de fazer duas substituições no minuto imediatamente anterior à expulsão, operando outras duas, cinco minutos volvidos, totalizando seis, dadas as trocas, no Benfica, de Pavlídis e Florentino, por Arthur Cabral e Amdouni.

Não estaria, então, nas previsões gerais, o que se seguiu: a suposta aposta ofensiva do Benfica teve resultados contraproducentes, com a perda de controlo a meio-campo, e seria inclusivamente o Monaco a recolocar-se em vantagem.

Em certos lances chegou a dar então a ilusão de que seria o Benfica a jogar com menos um, tal a impotência que denotava para conseguir travar a dinâmica do adversário, em rápidas transições, muito mais assertivo na recuperação de bola.

O Benfica parecia perdido, quando Di María tirou – por duas vezes – o “coelho da cartola”: primeiro, um cruzamento tenso, teleguiado, para o cabeceamento de Arthur Cabral, a dar “nova alma” à equipa, a acreditar que seria ainda possível chegar à vitória, enquanto, ao invés, o Monaco passava a duvidar de si próprio.

Já com Leandro Barreiro em campo, tendo saído Aursnes, mais três minutos passados, o argentino voltava a fazer das suas: outra vez a centrar, a solicitar a desmarcação do oportuno Amdouni, também de cabeça, a marcar o golo do (que chegou a parecer muito improvável) triunfo.

Um (feliz) desfecho que deixa o Benfica em muita boa situação para poder avançar na “Champions”, nesta época de estreia da “Liga única”.

27 Novembro, 2024 at 10:57 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Bayern – Benfica

Bayern MünchenBayern München – Manuel Neuer, Joshua Kimmich, Min-jae Kim, Dayotchanculle “Dayot” Upamecano, Alphonso Davies, João Palhinha, Konrad Laimer, Serge Gnabry (72m – Kingsley Coman), Jamal Musiala (90m – Thomas Müller), Michael Olise (56m – Leroy Sané) e Harry Kane

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Issa Kaboré (45m – Jan-Niklas Beste), Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, António Silva, Álvaro Carreras, Renato Sanches (86m – Benjamín Rollheiser), Fredrik Aursnes, Orkun Kökçü (79m – Arthur Cabral), Zeki Amdouni (45m – Evangelos “Vangelis” Pavlídis) e Kerem Aktürkoğlu (56m – Ángel Di María)

1-0 – Jamal Musiala – 67m

Cartões amarelos – Jamal Musiala (73m); Issa Kaboré (26m), Orkun Kökçü (71m)

Árbitro – Davide Massa (Itália)

Não é difícil fazer a síntese deste jogo, em que o Benfica se remeteu completamente à defesa, desde início a fim, abdicando de jogar. Se não passou a vergonha de ser goleado, como tem sido regra em Munique, passou a vergonha de, de forma deliberada, se ter assumido como equipa pequena.

Foi, quase durante todo o tempo, uma espécie de “tiro ao boneco”, por parte do Bayern; tantos remates (total de 24) fez, tanto empurrou o Benfica para dentro do seu reduto defensivo, que seria virtualmente impossível que nenhuma dessas múltiplas tentativas não resultasse em golo.

Ao contrário, o Benfica sai do Allianz Arena com uma pior que medíocre estatística, a de ter ensaiado um único remate, em mais de noventa minutos (em termos de remates à baliza a contagem final ficou, aliás, em 10-0, exactamente como a nível do número de cantos)…

E, a dada altura, até terá sido possível ter a ilusão de se ter encontrado antídoto para os ataques bávaros: mesmo que a equipa portuguesa não conseguisse ter bola, e, portanto, sem conseguir esboçar qualquer tentativa de contra-ataque, na primeira meia hora de jogo o Bayern não dispôs de efectivas oportunidades. Só perto dos 40 minutos, Trubin foi seriamente colocado à prova.

Mas, “descoberto o caminho” para a baliza, nunca mais o conjunto benfiquista teve sossego, sempre posto em aflição.

Depois da espécie de “revolução” protagonizada por Bruno Lage a nível do “onze” inicial (fazendo alinhar três defesas centrais, numa linha defensiva de cinco elementos), as alterações efectuadas ao intervalo terão visado que fosse possível “ter bola”, por via de uma referência ofensiva, como, pretensamente, seria Pavlídis.

Mas o jogo manteve-se de “sentido único”, com a pressão a intensificar-se mesmo, e a torrente germânica acabaria (inevitavelmente) por romper o dique: já depois de outras duas intervenções do guardião ucraniano, o Bayern chegaria mesmo ao golo.

Faltavam jogar ainda cerca de 25 minutos, mas só para os dez minutos finais o técnico do Benfica arriscaria a entrada de outro avançado (Arthur Cabral).

Não obstante, a equipa portuguesa – então com menos um homem na zona de “construção de jogo” – continuaria a ser tão improfícua no ataque como fora até aí, sem conseguir, durante todo o tempo, criar qualquer lance de perigo para a baliza de Neuer.

Ao sétimo jogo do Benfica em Munique, passam a ser sete as derrotas sofridas, sendo, até, apenas a segunda vez que não foi goleado. A única coisa positiva desta noite – e aceitando a evidente superioridade do Bayern – poderá mesmo ter sido a diferença tangencial no resultado, não penalizando de forma relevante a diferença de golos geral, em termos de pauta classificativa final da “Champions League”.

6 Novembro, 2024 at 11:09 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Benfica – Feyenoord

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah (88m – Andreas Schjelderup), Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras, Fredrik Aursnes, Florentino Luís (65m – Zeki Amdouni), Orkun Kökçü (72m – Renato Sanches), Ángel Di María (65m – Jan-Niklas Beste), Kerem Aktürkoğlu e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (72m – Arthur Cabral)

FeyenoordFeyenoord – Timon Wellenreuther, Mvula Lotomba (75m – Anis Hadj Moussa), Gernot Trauner, Dávid Hancko, Hugo Bueno (88m – Gijs Smal), In-beom Hwang, Antoni-Djibu Milambo, Quinten Timber, Ibrahim Osman (59m – Thomas Beelen), Igor Paixão e Ayase Ueda (75m – Julián Carranza)

0-1 – Ayase Ueda – 12m
0-2 – Antoni-Djibu Milambo – 33m
1-2 – Kerem Aktürkoğlu – 66m
1-3 – Antoni-Djibu Milambo – 90m

Cartões amarelos – Zeki Amdouni (90m) e Renato Sanches (90m); Quinten Timber (39m)

Árbitro – Halil Umut Meler (Turquia)

Outra vez do “dia” para a “noite”. Ou como a exibição de “mão cheia” frente ao At. Madrid parece – apenas três semanas volvidas – já tão distante.

Acima de tudo, o Benfica – aparentemente impreparado para a forma de actuar do adversário – nunca conseguiu atinar com as marcações às velozes setas que o Feyenoord tinha do meio-campo para a frente, tendo chegado mesmo a perder por completo o “Norte” em determinado período, em que o adversário não só marcou dois golos, como chegou a ter outro lance de golo invalidado (o que, aliás, voltaria a suceder, mais tarde, já na segunda parte).

Igor Paixão, Hwang, Milambo e Timber pareciam “Diabos” à solta, em pleno relvado da Luz, quais motas em acelerações contínuas na direcção da baliza benfiquista, com um sector defensivo (nele se incluindo a zona intermediária) demasiado permeável, concedendo demasiados espaços entre linhas, sem bola, e a perder a maior parte dos duelos individuais.

Não surpreendeu, pois, o primeiro golo do Feyenoord, quando estavam jogados pouco mais de dez minutos. E, até ao segundo tento, o que se assistiu foi a um corropio junto da área do Benfica, com o seu meio-campo muito falho de intensidade.

Em 45 minutos o melhor que a equipa portuguesa conseguira foi um remate de Bah, a acertar no poste, a meio desse primeiro tempo.

Depois da “pausa técnica” do intervalo, a equipa pareceu surgir em campo com algum maior discernimento, dando um primeiro sinal de inconformismo quando Pavlidis rematou para defesa apertada, de recurso, com o pé, de Wellenreuther.

Com o jogo “partido”, arriscando poder sofrer um terceiro golo, o Benfica, porfiando no ataque, seria premiado com o tento de Aktürkoğlu – imediatamente após as entradas em campo de Beste e Amdouni –, na recarga, precisamente, a uma primeira tentativa do alemão.

Na melhor fase da equipa, Aktürkoğlu teve ocasião para marcar de novo, e Wellenreuther voltaria a ter intervenção de grande nível, a remate de Amdouni, rechaçando a bola para a trave da sua baliza.

O Feyenoord, tendo recuado no terreno, e perdido o controlo da partida, usava e abusava de acções faltosas e de anti-jogo, perdendo tempo, perante a complacência do árbitro.

Mas, nos derradeiros minutos, com o Benfica balanceado para o ataque, já algo atabalhoado, e bastante ansioso – e tendo, entretanto, o adversário conseguido “recompor-se” –, seriam os neerlandeses, já em tempo de compensação, a acabar por marcar uma vez mais, sentenciando o desfecho da partida.

Um jogo em que faltou equilíbrio à equipa benfiquista, em que, ao contrário da ronda anterior, o colectivo não funcionou, em contraponto com a máquina “bem oleada” de Roterdão, expondo cruamente as fragilidades do rival.

É verdade que o Benfica se pode queixar de alguma dose de infelicidade, perante as oportunidades de que dispôs para poder ter marcado mais do que um golo e, no caso, chegar ao empate… mas também o Feyenoord poderia ter ampliado a contagem a seu favor, pelo que, de todo, não se pode considerar a derrota injusta, perante um desempenho global tão inconstante e tão pouco conseguido.

23 Outubro, 2024 at 9:57 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Benfica – At. Madrid

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah (86m – António Silva), Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras, Florentino Luís, Ángel Di María (71m – Benjamín Rollheiser), Fredrik Aursnes, Orkun Kökçü (86m – Leandro Barreiro), Kerem Aktürkoğlu (71m – Jan-Niklas Beste) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (60m – Zeki Amdouni)

Atlético MadridAtlético Madrid – Jan Oblak, José María Giménez, Axel Witsel, Reinildo Mandava, Marcos Llorente (33m – Nahuel Molina), Jorge Merodio “Koke” (45m – Conor Gallagher), Rodrigo De Paul (45m – Javier “Javi” Serrano), Samuel Lino, Antoine Griezmann (45m – Alexander Sørloth), Ángel Correa e Julián Alvarez (60m – Giuliano Simeone)

1-0 – Kerem Aktürkoğlu – 13m
2-0 – Ángel Di María (pen.) – 52m
3-0 – Alexander Bah – 75m
4-0 – Orkun Kökçü (pen.) – 84m

Cartões amarelos – Fredrik Aursnes (22m); Javi Serrano (70m), Reinildo Mandava (83m), José María Giménez (83m) e Ángel Correa (90m)

Árbitro – Serdar Gözübüyük (Países Baixos)

Foi uma noite quase perfeita do Benfica, com uma exibição desassombrada, a provocar o renegar do “ADN” da equipa de Simeone, que, a dado passo, acabou mesmo por “baixar os braços”, impotente para contrariar a superioridade manifestada pelo adversário.

Subitamente, o Benfica arranca uma das suas melhores exibições nas competições europeias, nos últimos anos. Uma equipa personalizada, cada elemento sabendo a sua missão, com o colectivo a funcionar praticamente em pleno.

Desde início, foi a equipa portuguesa a assumir a iniciativa, empurrando o adversário para o seu meio-campo, exercendo forte pressão em todo o terreno, não concedendo espaços ao At. Madrid.

À passagem dos cinco minutos já Pavlidis levara sinal de perigo junto à defensiva contrária por duas vezes, primeiro com um remate a ser desviado por Witsel, e, na sequência do pontapé de canto, proporcionando uma boa intervenção de Oblak, por curiosidade, dois antigos jogadores benfiquistas.

Mas o golo não tardaria; à terceira foi de vez: num lance iniciado numa recuperação de bola de Bah, a após triangulação envolvendo Pavlidis e Aursnes, este fez o passe para Aktürkoğlu desferir um remate sem hipótese de defesa.

Com Carreras a jogar bastante adiantado, sendo as suas subidas no terreno, por vezes, compensadas por Aktürkoğlu – enquanto, em paralelo, no outro flanco, Aursnes combinava com Bah –, e Di María a vaguear pelo terreno, dificultando a marcação, o Benfica parecia ter sempre superioridade numérica na zona nevrálgica do meio-campo.

Na primeira parte o Atlético de Madrid só criaria um lance de perigo, num centro-remate de Samuel Lino, a embater na trave. Já próximo do intervalo, Pavlidis esteve perto de aumentar a contagem, rematando cruzado, com Oblak batido, mas a bola acertaria no poste…

No recomeço da partida, Simeone contava já três substituições, procurando alterar o rumo do desafio. Mas, ao contrário, seria o Benfica a acentuar ainda o seu domínio.

E bastariam cerca de cinco minutos para, em lance na área, um dos suplentes recém-entrado em campo, Gallagher, pisar o pé de Pavlidis, lance sancionado com grande penalidade, após intervenção do “VAR”. Na conversão, Di María não deu possibilidades a Oblak; estava feito o 2-0.

A equipa espanhola “abanou”, e o Benfica poderia ter marcado de novo, mas, dessa feita, o guardião esloveno conseguiria contrariar os intentos do argentino.

Bruno Lage também mexeria no “onze”, fazendo entrar Amdouni, e, depois, Rollheiser e Beste, mantendo uma notável dinâmica do conjunto, sempre em alta rotação, com uma parte final ainda em crescendo, um “quebra-cabeças” para o At. Madrid.

Seria precisamente Beste a enviar, a partir da marca de pontapé de canto, a bola direccionada para a cabeça de Bah, que fez o desvio para o fundo da baliza, ampliando o “placard” para 3-0.

A vitória benfiquista estava consumada. A formação espanhola “entregava os pontos”.

Outra vez num lance com a intervenção de Beste, passando a Amdouni, este só seria travado em falta por Reinildo, o que dava origem à segunda grande penalidade da noite, agora convertida por Kökçü. Era a goleada!

Que só não chegou aos 5-0, porque, já em período de compensação, Oblak negou o golo, outra vez a remate de Beste, em particular evidência nos minutos em que esteve em campo; tendo havido ainda tempo para Amdouni rematar novamente ao poste…

As estatísticas finais são eloquentes: 10-0 em remates à baliza! Frente a um adversário que, três dias antes, empatara com o Real Madrid (para o campeonato espanhol), o Benfica demonstrou insuspeita superioridade em todos os capítulos do jogo, numa noite de “gala”.

2 Outubro, 2024 at 10:03 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Crvena zvezda – Benfica

Crvena zvezdaCrvena zvezda – Omri Glazer, Ognjen Mimović (26m – Euciodálcio “Dálcio” Gomes), Nasser Djiga, Uroš Spajić, Young-woo Seol, Rade Krunić (82m – Luka Ilić), Timi Elšnik, Silas Katompa, Mirko Ivanić, Bruno Duarte (71m – Cherif Ndiaye) e Peter Olayinka (71m – Felício Milson)

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah (37m – Issa Kaboré), Nicolás Otamendi, António Silva, Álvaro Carreras, Florentino Luís, Ángel Di María (88m – Jan-Niklas Beste), Orkun Kökçü (88m – Leandro Barreiro), Benjamín Rollheiser (56m – Fredrik Aursnes), Kerem Aktürkoğlu e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (88m – Zeki Amdouni)

0-1 – Kerem Aktürkoğlu – 9m
0-2 – Orkun Kökçü – 29m
1-2 – Felício Milson – 86m

Cartões amarelos – Silas Katompa (25m) e Young-woo Seol (90m); Álvaro Carreras (52m), Issa Kaboré (64m) e Fredrik Aursnes (77m)

Árbitro – Michael Oliver (Inglaterra)

Não foi uma boa exibição a do Benfica esta tarde, mas foi um bom resultado, na estreia do novo formato da “Champions League”, com uma “Liga” única, agregando os 36 clubes.

A exibição não foi boa, sobretudo pela enorme disparidade de desempenho da equipa, entre a primeira e a segunda parte, de tal amplitude que nem sequer se pode falar de uma questão de consistência.

Num desafio que se afigurava crucial para as aspirações de apuramento para a fase seguinte, o Benfica não poderia desejar melhor entrada: aos nove minutos colocava-se em vantagem, por intermédio da sua nova “coqueluche”, Aktürkoğlu, que, ainda antes de inaugurar o marcador, rematara já, de longe, ligeiramente ao lado da baliza.

No lance do golo, o turco teve notável sentido posicional e de oportunidade, não vacilando perante a sobra de um corte/ressalto de bola de um defesa contrário, após cruzamento de Bah para a área.

Colocando intensidade no jogo, empurrando a turma sérvia para o seu reduto defensivo, o Benfica ia calando o “Maracanã de Belgrado”.

E, ainda antes da meia hora, a turma benfiquista ampliava a contagem, para 2-0, numa excelente execução técnica de outro turco, Kökçü, na conversão de um livre directo, sem hipótese de defesa para o guardião.

Esperava-se, para a segunda parte, um Benfica a gerir a vantagem, controlando o jogo, e espreitando a possibilidade de uma transição que pudesse sentenciar o desfecho da partida.

Pois, nada disso funcionou. Nem a gestão, nem o controlo, nem a possibilidade de um terceiro golo benfiquista. Com dificuldade de concentração e de acertar com as marcações e a dinâmica da turma da casa, a formação portuguesa viu-se sem bola, acossada e, ao invés do que começara por suceder, impelida para a sua defensiva.

A saída de Bah, por lesão, rendido pelo burquinense Kaboré, revelar-se-ia uma enorme “dor de cabeça” para o recém-regressado técnico Bruno Lage, dado que o novo defesa lateral nunca conseguiu encontrar-se em campo, cometendo sucessivas falhas.

Adivinhava-se o golo do Crvena zvezda, sendo o aspecto mais surpreendente o tempo que demorou a materializar-se, tendo os centrais benfiquistas sido chamados à acção em várias ocasiões, para evitar males maiores.

Seria o angolano Felício Milson a conseguir surgir isolado nas costas da defesa contrária, sem dificuldades para bater um desamparado Trubin.

Receou-se que o Benfica não conseguisse resistir à pressão sérvia para os derradeiros finais, tendo apostado forte no reforço do seu sector recuado. Mas, paradoxalmente, seria nessa fase que o Benfica teria a melhor ocasião para voltar a marcar, pelo suíço Amdouni, infeliz, a rematar ao poste.

No final, valeu a conquista de três preciosos pontos, que não apaga o irregular desempenho do Benfica, que terá de subir de rendimento para enfrentar adversários em que o nível de exigência será bem maior que o de hoje.

19 Setembro, 2024 at 7:40 pm Deixe um comentário

I Liga – 2023-24 – Classificação final

     Equipa            J     V     E     D    GM   GS     P
 1.º Sporting         34    29     3     2    96 - 29    90
 2.º Benfica          34    25     5     4    77 - 28    80
 3.º FC Porto         34    22     6     6    63 - 27    72
 4.º Sp. Braga        34    21     5     8    71 - 50    68
 5.º V. Guimarães     34    19     6     9    52 - 38    63
 6.º Moreirense       34    16     7    11    36 - 35    55
 7.º Arouca           34    13     7    14    54 - 50    46
 8.º Famalicão        34    10    12    12    37 - 41    42
 9.º Casa Pia         34    10     8    16    38 - 50    38
10.º Farense          34    10     7    17    46 - 51    37
11.º Rio Ave          34     6    19     9    38 - 43    37
12.º Gil Vicente      34     9     9    16    42 - 52    36
13.º Estoril          34     9     6    19    49 - 58    33
14.º C. F. E. Amadora 34     7    12    15    33 - 53    33
15.º Boavista         34     7    11    16    39 - 62    32
16.º Portimonense     34     8     8    18    39 - 72    32
17.º Vizela           34     5    11    18    36 - 66    26
18.º Chaves           34     5     8    21    31 - 72    23

Campeão – Sporting – Entrada directa na Liga dos Campeões
2.º classificado – Benfica – 3.ª eliminatória de acesso à Liga dos Campeões
3.º classificado – FC Porto – Entrada directa na Liga Europa
4.º classificado – Sp. Braga – 2.ª eliminatória de acesso à Liga Europa
5.º classificado – V. Guimarães – 2.ª eliminatória de acesso à Liga Conferência

Despromovidos – Vizela e Chaves
Promovidos – Santa Clara e Nacional
Play-off – Portimonense – AVS/Marítimo

Melhores marcadores:
1. Viktor Gyökeres (Sporting) – 29
2. Simon Banza (Sp. Braga) – 21
3. Rafael “Rafa” Mújica (Arouca) – 20

Palmarés – Campeões:

Benfica (38) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10; 2013-14; 2014-15; 2015-16; 2016-17; 2018-19; 2022-23

FC Porto (30) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11; 2011-12; 2012-13; 2017-18; 2019-20; 2021-22

Sporting (20) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02; 2020-21; 2023-24

Belenenses (1) – 1945-46

Boavista (1) – 2000-01

18 Maio, 2024 at 10:40 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/4 de final – Olympique Marseille – Benfica

Olympique MarseilleOlympique Marseille – Pau López, Chancel Mbemba (45m – Michael Murillo), Leonardo Balerdi, Samuel Gigot (100m – Raimane Daou), Emran Soglo (59m – Faris Moumbagna), Iliman Ndiaye (75m – Joaquín Correa), Geoffrey Kondogbia, Amine Harit (110m – Gaël Lafont), Azzedine Ounahi (59m – Luis Henrique Lima), Jordan Veretout e Pierre-Emerick Aubameyang

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah, António Silva, Nicolás Otamendi, Fredrik Aursnes, Florentino Luís, João Neves, Ángel Di María, Rafael “Rafa” Silva (102m – Arthur Cabral), David Neres (61m – João Mário) e Casper Tengstedt (61m – Orkun Kökçü)

1-0 – Faris Moumbagna – 79m

Desempate da marca de grande penalidade

Ángel Di María rematou ao poste
1-0 – Joaquín Correa
1-1 – Orkun Kökçü
2-1 – Geoffrey Kondogbia
2-2 – Nicolás Otamendi
3-2 – Leonardo Balerdi
António Silva permitiu a defesa a Pau López
4-2 – Luis Henrique Lima

Cartões amarelos – Chancel Mbemba (45m), Amine Harit (89m) e Samuel Gigot (89m); António Silva (38m), Casper Tengstedt (60m), Orkun Kökçü (109m) e Florentino Luís (113m)

Árbitro – Felix Zwayer (Alemanha)

O Benfica pôs-se a jeito para um desastre anunciado. Sem ambição, parecendo temerosa, a equipa remeteu-se a uma atitude defensiva, porventura expectante que poderia aguentar o nulo até final – o que, obviamente, era meio caminho andado para que tal “estratégia” corresse mal, perante um notório encolhimento, que, claro, estimulava o adversário, sem nada a perder, a arriscar mais e mais, até acabar por ser premiado.

A culminar uma noite muito pobre em termos exibicionais, também na “lotaria dos penalties”, os jogadores benfiquistas confirmaram a pouca inspiração, desde logo com a infelicidade do remate ao poste por parte de Di María.

Não sei quem terá achado que procurar repetir a abordagem do jogo de Toulouse – apesar de tudo, frente a um adversário ainda de menor potencial –, onde o Benfica já tinha escapado com alguma boa dose de felicidade, poderia ser uma boa ideia…

O pior de tudo, que, uma vez mais, transparece desta partida, é a falta de um colectivo. E, quando as individualidades falham (casos de Di María e Rafa, “ausentes” do jogo – e, também, no sector defensivo, com Otamendi muito intranquilo), é difícil alcançar os objectivos.

Mas, quando o objectivo é falhado perante um adversário notoriamente inferior, fica bastante mais difícil de compreender e aceitar.

Tradicionalmente mexendo tarde na equipa, Schmidt mexeu também mal, neste desafio: Neres, que parecia procurar dar alguns sinais de inconformismo, tendo criado os dois lances mais promissores, no início da segunda parte, viria a ser um dos sacrificados, logo à passagem do quarto e hora (em paralelo, o treinador fez então sair também o único “ponta de lança”, substituindo-o por um médio – entregando a Rafa a responsabilidade de ser o elemento mais ofensivo da equipa).

Ou seja, a partir do banco, a mensagem que era transmitida era a de recuar no terreno, e procurar lançamentos em profundidade, a tentar explorar a velocidade de Rafa. A equipa francesa, claro, aproveitou para se estender ainda mais no ataque, intensificando a pressão, arriscando tudo, e criando ocasiões de perigo.

Tantas vezes o “cântaro vai à fonte”, que lá fica a asa: faltavam cerca de dez minutos para o final do tempo regulamentar, quando o Marseille conseguiu o golo que tanto almejava, empatando uma eliminatória que, a dada altura, chegara a parecer estar resolvida, ainda no Estádio da Luz.

Só no prolongamento Schmidt procuraria “emendar o tiro”, fazendo entrar Arthur Cabral… para a saída de Rafa. A equipa até deu alguns sinais de reacção positiva, mas era tarde demais. De facto, o Benfica fez muito pouco para justificar outro resultado.

O desfecho acabou por ser uma punição severa, mas que não se pode dizer que tenha sido totalmente injusta, perante a atitude demonstrada, em especial nesta 2.ª mão da eliminatória. Um triste adeus às provas europeias, numa temporada repleta de equívocos.

18 Abril, 2024 at 10:47 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/4 de final – Benfica – Olympique Marseille

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah, António Silva, Nicolás Otamendi, Fredrik Aursnes, João Neves, Florentino Luís, Ángel Di María, Rafael “Rafa” Silva, David Neres (71m – João Mário) e Casper Tengstedt (71m – Marcos Leonardo)

Olympique MarseilleOlympique Marseille – Pau López, Chancel Mbemba (67m – Emran Soglo), Leonardo Balerdi, Samuel Gigot, Quentin Merlin (45m – Iliman Ndiaye), Luis Henrique Lima, Jordan Veretout, Geoffrey Kondogbia, Amine Harit, Pierre-Emerick Aubameyang e Faris Moumbagna (54m – Azzedine Ounahi)

1-0 – Rafael “Rafa” Silva – 16m
2-0 – Ángel Di María – 52m
2-1 – Pierre-Emerick Aubameyang – 67m

Cartão amarelo – David Neres (18m)

Árbitro – Michael Oliver (Inglaterra)

Foi um bom jogo o que o Benfica fez esta noite. Bom… na verdade, até à hora de jogo, altura em que se aguardava o 3-0.

Entrou personalizado – mesmo que o Marseille até tenha, nos minutos iniciais, ensaiado alguns ataques –, marcou cedo, e exerceu claro domínio, alicerçado numa dupla formada por Florentino e João Neves, a controlar e a pautar o jogo. Podia, até, ter chegado ao segundo golo ainda na primeira metade, se Tengstedt ou Neres estivessem mais inspirados.

Foi com os adeptos satisfeitos e confiantes que, ao intervalo, o Estádio da Luz viveu um dos seus grandes momentos, com a bela homenagem proporcionada a Sven-Göran Eriksson (ele que era o treinador aquando da famosa meia-final da Taça dos Campeões Europeus de 1989-90, em que o Benfica afastou o Marseille, apurando-se para a Final de Viena), acompanhado por muitos dos seus jogadores de há 40 (e de há 32) anos (nomes como os de Humberto Coelho, Delgado, Veloso, Álvaro, Vítor Paneira, Shéu, Carlos Manuel, Valdo, Diamantino, César Brito, Rui Águas, Michael Manniche, Filipović, José Carlos, William ou Paulo Madeira, entre outros, acompanhados pelo “adjunto” Toni).

Embalada, a equipa portuguesa ampliaria mesmo a vantagem, logo nos minutos iniciais do segundo tempo, numa boa combinação entre Neres e Di María, parecendo ter “encostado às cordas” o adversário, que dava sinais de estar algo perdido em campo, sem saber como se organizar para suster as investidas benfiquistas, patenteando mesma alguma descrença.

Porém, bastaria uma falha defensiva, que Aubameyang não perdoou, para o Marseille reentrar na eliminatória, e, aliás, no próprio jogo.

Acusando muito o toque, vindo ao de cima a intranquilidade, e começando a denotar maior fadiga – dada a intensiva utilização de vários dos seus jogadores principais –, o Benfica decaiu abruptamente de produção, oferecendo à formação francesa a possibilidade de causar perigo junto da sua baliza.

Ao invés, perdia-se o sentido do colectivo, com Di María e Rafa a procurarem, por si sós, fazer o que a equipa não era já capaz. E o “prejuízo” poderia até ter sido maior, num jogo em que o Benfica ficou a dever a si próprio não viajar a França com a eliminatória praticamente garantida.

Roger Schmidt, perspectivado como principal responsável por uma época aquém das expectativas – depois da eliminação da Taça de Portugal e da derrota ante o Sporting, que deixa o campeonato bastante mais difícil –, não foi poupado, tendo ouvido um coro de assobios.

O Benfica vai ter de se unir e ser corajoso, para enfrentar a “fúria” do Vélodrome.

11 Abril, 2024 at 9:54 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/8 de final – Rangers – Benfica

RangersRangers – Jack Butland, James Tavernier, Connor Goldson, John Souttar, Rıdvan Yılmaz, Mohamed Diomande (86m – Nicolas Raskin), John Lundstram, Scott Wright (73m – Rabbi Matondo), Thomas Lawrence (73m – Todd Cantwell), Fábio Silva e Cyriel Dessers (77m – Kemar Roofe)

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah, António Silva, Nicolás Otamendi, Fredrik Aursnes, João Neves, Florentino Luís, Ángel Di María (89m – João Mário), Rafael “Rafa” Silva (90m – Tiago Gouveia), David Neres (65m – Orkun Kökçü) e Marcos Leonardo (45m – Casper Tengstedt)

0-1 – Rafael “Rafa” Silva – 66m

Cartões amarelos – Connor Goldson (55m); Casper Tengstedt (90m)

Árbitro – Ivan Kružliak (Eslováquia)

O Benfica ganhou – pela primeira vez em 12 partidas disputadas por clubes portugueses em Glasgow, frente ao Rangers, que somava, até agora, oito vitórias, obtidas frente ao FC Porto (três), Sp. Braga (duas), Sporting, Boavista, Marítimo; para além de três empates (dois com o Sporting e um com o Benfica). E ganhou porque é melhor. Bastante melhor, aliás.

Porém, ainda não foi desta que ficou patente a grande diferença a nível de qualidade individual entre as duas formações. Não foi, claro, uma exibição brilhante, nem, ainda menos, um jogo extraordinário do Benfica, como a ele se referiu Roger Schmidt.

Logo de entrada, o jogo parecia aberto, com “bola cá, bola lá”, mas sem efectivas ocasiões. À medida que o tempo ia avançando, o Rangers ia deixando transparecer – como já mostrara na Luz – as dificuldades dos seus jogadores a nível técnico, recorrendo, sobretudo, a bolas pelo ar e tentativas de lançamentos em profundidade.

Por seu lado, o Benfica, também com uma primeira metade bastante fraca, teria apenas uma oportunidade para criar perigo junto da baliza contrária.

A turma escocesa veio mais agressiva para a segunda metade, procurando colocar mais intensidade e a equipa benfiquista passou uma fase em que pareceu algo perdida em campo, podendo mesmo o Rangers ter chegado ao golo.

Com o avançar do relógio, o Rangers foi esmorecendo, e, ao contrário, o Benfica ia-se animando.

Até que, num repente, numa jogada com início ainda antes da linha divisória de meio-campo (o que o árbitro assistente pareceu não ter vislumbrado…), num toque subtil de cabeça, Di María, desmarcou um rapidíssimo Rafa, que correu todo o meio-campo contrário, para, isolado na cara do guardião, não vacilar, fazendo anichar a bola no fundo das redes. Uma vez mais seria ainda necessário um longo compasso de espera, até que o “VAR” confirmasse a posição regular de Rafa, no momento do passe.

Faltavam jogar cerca de 25 minutos, mas logo se percebeu que o golo tinha sido a “estocada final” no Rangers, a partir daí absolutamente incapaz de criar algum lance com “pés e cabeça”.

O Benfica estava, agora, muito mais confiante, e confortável na defesa do seu sector recuado, tendo disposto, aliás, de boa ocasião para ampliar a contagem a seu favor.

Num desafio sem grandes primores técnicos, acabou por prevalecer a lei do mais forte – mesmo que, durante larga fatia do encontro, sem a fluidez de jogo que seria expectável, como que algo desconfiado de si próprio…

Pela terceira época consecutiva o Benfica avança para os 1/4 de final (desta vez na Liga Europa, depois de duas temporadas em que alcançou tal fase na Liga dos Campeões), esperando-se que seja possível melhorar ainda este desempenho, mas, necessariamente, com outra qualidade de jogo, em especial a nível colectivo.

14 Março, 2024 at 8:39 pm Deixe um comentário

Benfica – 10.000 golos

10 Março, 2024 at 9:49 pm Deixe um comentário

Older Posts Newer Posts


Autor – Contacto

Destaques


Literatura de Viagens e os Descobrimentos Tomar - História e Actualidade
União de Tomar - Recolha de dados históricosSporting de Tomar - Recolha de dados históricos

Calendário

Fevereiro 2026
S T Q Q S S D
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
232425262728  

Arquivos

Pulsar dos Diários Virtuais

O Pulsar dos Diários Virtuais em Portugal

O que é a memória?

Memória - TagCloud

Jogos Olímpicos

Categorias

Notas importantes

1. Este “blogue" tem por objectivo prioritário a divulgação do que de melhor vai acontecendo em Portugal e no mundo, compreendendo nomeadamente a apresentação de algumas imagens, textos, compilações / resumos com origem ou preparados com base em diversas fontes, em particular páginas na Internet e motores de busca, publicações literárias ou de órgãos de comunicação social, que nem sempre será viável citar ou referenciar.

Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo o favor de me contactar via e-mail (ver no topo desta coluna), na sequência do que procederei à sua imediata remoção.

2. Os comentários expressos neste "blogue" vinculam exclusivamente os seus autores, não reflectindo necessariamente a opinião nem a concordância face aos mesmos do autor deste "blogue", pelo que publicamente aqui declino qualquer responsabilidade sobre o respectivo conteúdo.

Reservo-me também o direito de eliminar comentários que possa considerar difamatórios, ofensivos, caluniosos ou prejudiciais a terceiros; textos de carácter promocional poderão ser também excluídos.