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MICHAEL SCHUMACHER HEPTA-CAMPEÃO MUNDIAL
Concluiu-se hoje – com a relização do Grande Prémio do Brasil, vencido por Juan Pablo Montoya – o Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2004.
O alemão Michael Schumacher conquistou o seu 7º titulo de Campeão do Mundo, juntando aos campeonatos de 1994 e 1995, cinco vitórias consecutivas nos últimos 5 anos, atingindo um extraordinário record que permanecerá imbatível por muitos anos.
Nas posições imediatas, após Schumacher (148 pontos), classificaram-se o brasileiro Rubens Barrichello (2º, com 114 pontos), o britânico Jenson Button (3º, com 85 pontos), o espanhol Fernando Alonso (4º, com 59 pontos), o colombiano Juan Pablo Montoya (5º, com 58 pontos), o italiano Jarno Trulli (6º, com 46 pontos), o finlandês Kimmi Raikonnen (7º, com 45 pontos) e o japonês Takoma Sato (8º, com 34 pontos).
A Ferrari (262 pontos) conquistou também mais um título, à frente da BAR-Honda (119 pontos), Renault (105 pontos), Williams-BMW (88 pontos) e Mclaren-Mercedes (69 pontos).
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AYRTON SENNA… DO BRASIL
De há 10 anos atrás conservo na memória três imagens fortes: a primeira, a do brutal despiste; a segunda, a da última “convulsão” de Ayrton, quando o bólide que pilotava finalmente se imobiliza, depois de completamente desgovernado; a terceira, a da .raiva. seca com que uma responsável médica respondeu aos jornalistas que . 2 ou 3 horas depois do acidente . lhe perguntavam: .Quais as hipóteses?. e a resposta ríspida: .Não há hipótese nenhuma. Senna está morto!..
Biologicamente, ou cerebralmente, não terá sido assim, mas, para mim, Senna morreu na pista, quando, dentro do carro, teve aquela última convulsão.
Desde “miúdo”, quando comecei a acompanhar a Fórmula 1, tive os meus “heróis”…
Já não me lembro de ver correr Emerson Fittipaldi ao mais alto nível (recordo-me do “ocaso” da sua carreira, na Copersucar); o primeiro ídolo foi Niki Lauda (que entrou na “lenda” com o “regresso da morte”, daquele terrível acidente de Nurburgring, que o desfigurou e a reconquista do título de campeão do mundo 8 anos depois, por meio ponto!).
Seguiu-se (infelizmente por pouco tempo), Gilles Villeneuve (e acabámos por ter essa satisfação “poética” de ver o filho, Jacques, Campeão do Mundo)…
Como “Ferrarista”, o meu favorito seguinte foi Patrick Tambay (que nunca conseguiu alcançar grandes proezas). O mesmo se seguiria depois com Gerhard Berger (com essa afinidade de ter casado com a portuguesa Ana Corvo).
O Ayrton nunca foi o meu favorito; também nunca apreciei particularmente o estilo do “professor” Alain Prost…
… Mas, de facto, é inegável que Senna era de “outro mundo”! 41 vitórias; 65 “pole-positions” (ainda record); 2 987 voltas (13 678 km) no comando; 86 Grandes Prémios em que esteve em 1º lugar; 614 pontos – tudo isto em apenas 161 Grandes Prémios. Tri-Campeão do Mundo (1988, 1990 e 1991); duas vezes vice-campeão (1989 e 1993); 1 vez 3º (1987); 3 vezes 4º (1985, 1986 e 1992).
E, às vezes (particularmente nestas ocasiões), dou comigo a pensar: “Porque é que estas coisas acontecem “sempre” aos melhores (não são do meu tempo, mas o Jim Clark e o Jochen Rindt, foram também fenomenais); como nos rallyes, com o “meu herói”, o jovem Henry Toivonen (isto dá-me uma nostalgia e tristeza… – já faz amanhã 18 anos!).
Nesta memória de Ayrton Senna da Silva, por via dele presto também homenagem a outros pilotos, alguns menos conhecidos, que igualmente pagaram com a vida a sua paixão pela velocidade: Luigi Fagioli (1952), Onofre Marimon (1954), Alberto Ascari e Bill Vukovich (1955), Luigi Musso, Peter Collins, Stuart Lewis-Evans e Pat O’Connor (1958), Jerry Unser, Bob Cortner e Jean Behra (1959), Chris Bristow e Alan Stacey (1960), Wolfgang von Trips (1961), Ricardo Rodriguez (1962), Carel De Beaufort (1964), John Taylor (1966), Lorenzo Bandini (1967), Jim Clark e Jo Schlesser (1968), Gerhard Mitter (1969), Bruce McLaren, Piers Courage e Jochen Rindt (1970), Joseph Siffert e Pedro Rodriguez (1971), Roger Williamson e François Cevert (1973), Peter Revson e Helmut Koining (1974), Mark Donahue (1975), Ronnie Petterson (1978), Patrick Depailler (1980), Gilles Villeneuve e Ricardo Palleti (1982), Stefan Bellof e Manfred Winkelhock (1985), Elio de Angelis (1986), Didier Pironi (1987 – numa prova de motonáutica), Roland Ratzenberger (1994) e Michele Alboreto (2001).
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PETTER SOLBERG – CAMPEÃO DO MUNDO DE RALIS
Depois dos “finlandeses voadores” e de algumas estrelas suecas, chega a vez de um norueguês se sagrar Campeão mundial de Rallyes.
Ao vencer, hoje, a última prova do campeonato, o Rali de Inglaterra (RAC), Petter Solberg, de 28 anos, ao volante de um Subaru Impreza, conquistou o título mundial, relegando o francês Sebastien Loeb (2º classificado na prova, efectivamente disputada no País de Gales, conduzindo um Citroen) para a posição de vice-campeão.
Carlos Sainz (também com um Citroen), que liderava a classificação à entrada para a última prova, perdeu mais uma vez a oportunidade de reconquistar o título, ao desistir, classificando-se no 3º lugar no final do campeonato.
No seu regresso à competição, a Citroen obteve o título de campeã mundial de marcas.
O próximo campeonato terá início em Janeiro de 2004, com o Rali de Monte Carlo.
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CARLOS SOUSA – CAMPEÃO DO MUNDO
O português Carlos Sousa (ao volante de uma Mitsubishi Strackar) sagrou-se hoje Campeão do Mundo de .Todo-o-terreno., ao terminar no terceiro lugar o .Dubai Desert Challenge., oitava e última prova da Taça do Mundo da especialidade.
Na classificação final do campeonato do mundo, o português conseguiu assim manter a vantagem que detinha sobre o francês Jean-Louis Schlesser (Ford Raid), vice-campeão mundial.
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MICHAEL SCHUMACHER – HEXA-CAMPEÃO DO MUNDO
Ao terminar hoje o Grande Prémio do Japão de Fórmula 1 na 8ª posição, Michael Schumacher garantiu a conquista do seu 6º título de campeão mundial, entrando na “lenda” do desporto, superando o mítico Juan Manuel Fangio (penta-campeão nos anos 50). Já campeão em 1994 e 1995, correndo pela Benetton, Schumacher atinge o quarto título consecutivo ao serviço da Ferrari.
Na prova de hoje, Rubens Barrichello foi o vencedor, seguido por Kimmi Raikonnen e David Coulthard.
Na classificação final do Campeonato do Mundo, a seguir a Michael Schumacher (93 pontos), posicionaram-se Kimmi Raikkonen (2º, com 91 pontos), Juan Pablo Montoya (3º, com 82 pontos), Rubens Barrichello (4º, 65 pontos), Ralf Schumacher (5º, 58 pontos), Fernando Alonso (6º, 55 pontos), David Coulthard (7º, 51 pontos) e Jarno Trulli (8º, com 33 pontos).
Também a Ferrari conquistou mais um título de campeã mundial (158 pontos), superando a Williams (144 pontos), McLaren (142 pontos) e Renault (88 pontos).
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