Mundial 2022 – Resultados e Classificações – 3ª jornada
GRUPO A Jg V E D G Pt Qatar-Equador.........0-2 P. Baixos3 2 1 - 5-1 7 Senegal-Países Baixos.0-2 Senegal
3 2 - 1 5-4 6 Qatar-Senegal.........1-3 Equador
3 1 1 1 4-3 4 Países Baixos-Equador.1-1 Qatar
3 - - 3 1-7 - Países Baixos-Qatar...2-0 Equador-Senegal.......1-2
GRUPO B Jg V E D G Pt Inglaterra-Irão.......6-2 Inglaterra3 2 1 - 9-2 7 EUA-País Gales........1-1 EUA
3 1 2 - 2-1 5 Inglaterra-EUA........0-0 Irão
3 1 - 2 4-7 3 País Gales-Irão.......0-2 País Gales
3 - 1 2 1-6 1 País Gales-Inglaterra.0-3 Irão-EUA..............0-1
GRUPO C Jg V E D G Pt Argentina-A. Saudita..1-2 Argentina3 2 - 1 5-2 6 México-Polónia........0-0 Polónia
3 1 1 1 2-2 4 Argentina-México......2-0 México
3 1 1 1 2-3 4 Polónia-A. Saudita....2-0 A. Saudita
3 1 - 2 3-5 3 Polónia-Argentina.....0-2 A. Saudita-México.....1-2
GRUPO D Jg V E D G Pt França-Austrália......4-1 França3 2 - 1 6-3 6 Dinamarca-Tunísia.....0-0 Austrália
3 2 - 1 3-4 6 França-Dinamarca......2-1 Tunísia
3 1 1 1 1-1 4 Tunísia-Austrália.....0-1 Dinamarca
3 - 1 2 1-3 1 Tunísia-França........1-0 Austrália-Dinamarca...1-0
GRUPO E Jg V E D G Pt Espanha-Costa Rica....7-0 Japão3 2 - 1 4-3 6 Alemanha-Japão........1-2 Espanha
3 1 1 1 9-3 4 Espanha-Alemanha......1-1 Alemanha
3 1 1 1 6-5 4 Japão-Costa Rica......0-1 Costa Rica
3 1 - 2 3-11 3 Japão-Espanha.........2-1 Costa Rica-Alemanha...2-4
GRUPO F Jg V E D G Pt Bélgica-Canadá........1-0 Marrocos3 2 1 - 4-1 7 Marrocos-Croácia......0-0 Croácia
3 1 2 - 4-1 5 Bélgica-Marrocos......0-2 Bélgica
3 1 1 1 1-2 4 Croácia-Canadá........4-1 Canadá
3 - - 3 2-7 - Croácia-Bélgica.......0-0 Canadá-Marrocos.......1-2
GRUPO G Jg V E D G Pt Brasil-Sérvia.........2-0 Brasil3 2 - 1 3-1 6 Suíça-Camarões........1-0 Suíça
3 2 - 1 4-3 6 Brasil-Suíça..........1-0 Camarões
3 1 1 1 4-4 4 Camarões-Sérvia.......3-3 Sérvia
3 - 1 2 5-8 1 Camarões-Brasil.......1-0 Sérvia-Suíça..........2-3
GRUPO H Jg V E D G Pt Portugal-Ghana........3-2 Portugal3 2 - 1 6-4 6 Uruguai-Coreia Sul....0-0 Coreia Sul
3 1 1 1 4-4 4 Portugal-Uruguai......2-0 Uruguai
3 1 1 1 2-2 4 Coreia Sul-Ghana......2-3 Ghana
3 1 - 2 5-7 3 Coreia Sul-Portugal...2-1 Ghana-Uruguai.........0-2
Melhores Marcadores:
- 3 golos – Álvaro Morata (Espanha), Cody Gakpo (Países Baixos), Enner Valencia (Equador), Kylian Mbappé (França) e Marcus Rashford (Inglaterra)
- 2 golos – Aleksandar Mitrović (Sérvia), Andrej Kramarić (Croácia), Breel Embolo (Suíça), Bruno Fernandes (Portugal), Bukayo Saka (Inglaterra), Cho Gue-sung (Coreia do Sul), Ferrán Torres (Espanha), Giorgian De Arrascaeta (Uruguai), Kai Havertz (Alemanha), Lionel Messi (Argentina), Mehdi Taremi (Irão), Mohammed Kudus (Ghana), Niclas Füllkrug (Alemanha), Olivier Giroud (França), Richarlison (Brasil), Ritsu Dōan (Japão), Salem Al-Dawsari (A. Saudita) e Vincent Aboubakar (Camarões)
Mundial 2022 – Coreia do Sul – Portugal
2-1
Kim Seung-Gyu, Kim Moon-hwan, Kwon Kyung-won, Kim Young-gwon (81m – Son Jun-ho), Kim Jin-su, Jung Woo-young, Lee Jae-sung (66m – Hwang Hee-chan), Hwang In-beom, Lee Kang-in (81m – Hwang Ui-jo), Son Heung-min e Cho Gue-sung (90m – Cho Yu-min)
Diogo Costa, Diogo Dalot, Pepe, António Silva, João Cancelo, Rúben Neves (65m – Rafael Leão), Ricardo Horta, Matheus Nunes (65m – João Palhinha), Vítor Ferreira “Vitinha” (82m – William Carvalho), João Mário (82m – Bernardo Silva) e Cristiano Ronaldo (65m – André Silva)
0-1 – Ricardo Horta – 5m
1-1 – Kim Young-gwon – 27m
2-1 – Hwang Hee-chan – 90m
Cartões amarelos – Lee Kang-in (36m) e Hwang Hee-chan (90m)
Árbitro – Facundo Tello (Argentina)
Education City Stadium – Al Rayyan, Doha (18h00 / 15h00)
O terceiro e último encontro da fase de grupos só não foi “mais do mesmo” porque Portugal praticamente entrou a ganhar, não dando azo a um sistema defensivo tão rígido por parte do opositor.
À parte isso – e com Fernando Santos a fazer rodar seis jogadores (entradas de Diogo Dalot, António Silva, Ricardo Horta, Matheus Nunes, Vitinha e João Mário, por troca com Nuno Mendes/Raphaël Guerreiro, Rúben Dias, Wiliam Carvalho, Bruno Fernandes, Bernardo Silva e João Félix, em repouso – o ritmo de jogo foi ainda substancialmente mais baixo (em especial na segunda parte, em que, literalmente, se chegou a “arrastar”).
Com o apuramento já previamente confirmado e o 1.º lugar do grupo “prometido” (pouco depois da meia hora de jogo o Uruguai já ganhava por 2-0 ao Ghana, pelo que essa posição só fugiria aos portugueses se os ganeses marcassem três golos e Portugal perdesse por dois golos de diferença), o tempo correu vagarosamente, numa modorra de que ninguém parecia despertar.
O que, por seu lado, convinha aos coreanos, que, enquanto se mantivesse o empate, tinham esperança de que poderia, a qualquer momento, suceder um “golpe de sorte” que lhes proporcionasse o golo, quanto bastava para garantirem o apuramento (desde que o Uruguai não ampliasse a vantagem no outro jogo…).
A entrada de Portugal em campo foi boa, com Dalot a “dar nas vistas”, a subir até à linha de fundo, e a oferecer o golo a Ricardo Horta, que não se fez rogado, finalizando com uma bela execução.
Este tento inaugural não provocaria grandes alterações na forma de jogar das duas equipas, com “sinal mais” da equipa portuguesa, mas os coreanos a procurar oferecer a réplica possível.
Até que, num canto, o primeiro sinal de um “dia de sorte” para a Coreia, com a bola a tabelar nas costas de Cristiano Ronaldo (em acção defensiva), e a sobrar para os pés de Kim Young-gwon, que não desperdiçou a soberana oportunidade.
Para além de Diogo Dalot, Vitinha era quem maior inconformismo demonstrava, a “pedir” um lugar no “onze”. Mas esteve sempre muito desacompanhado, pelo que, ao intervalo, o resultado não destoava da exibição das duas equipas.
O segundo tempo praticamente não tem história… A equipa portuguesa, muito a espaços, lá ia tentando sacudir a letargia, mas nem as substituições operadas tiveram qualquer efeito notório (à parte mais um episódio de manifestação de extrema “azia”, por parte de Cristiano Ronaldo, ao ser substituído, num “desabafo” urbi et orbi, para as câmaras, direccionado ao seleccionador, que «estaria com demasiada pressa para o tirar de campo»).
A verdade é que Cristiano teve uma tarde desastrada, com um cabeceamento completamente desconexo (mesmo que se tratasse de um lance em que a bola não seria fácil de dominar) e mais um par de intervenções pouco condizentes com o seu “estilo”.
Chegava então o momento em que Paulo Bento (ausente do banco, por expulsão no final do jogo da Coreia com o Ghana) entenderia que nada tinha a perder, e, ao contrário, poderia ainda ter “tudo a ganhar”.
E teve toda a “felicidade”, na competência do incansável Son: num pontapé de canto a favor de Portugal, já em período de compensação, os coreanos recuperam a bola, com o jogador do Tottenham a correr velozmente todo o campo, praticamente de baliza a baliza, e, no momento preciso, a libertar o esférico para Hwang Hee-chan fazer o golo da vitória!
Para um “final feliz” da Coreia do Sul, seria ainda necessário esperar – após o termo do desafio – praticamente dez “longos minutos” (a segunda parte do Uruguai-Ghana tinha arrancado quase sete minutos depois do reatamento do Portugal-Coreia, tendo tido ainda um período de compensação mais alargado) para confirmar um histórico apuramento para os 1/8 de final (repetindo as proezas de 2002 – em que tinham também derrotado a selecção portuguesa, acabando por chegar às meias-finais, e de 2010).
Já Portugal a única coisa que poderá ter ganho com este desafio foi uma lição, de humildade, de entrega ao jogo, e de concentração. E uma oportunidade para melhorar (muito) o que de menos bom se fez, talvez dando a devida atenção aos sinais protagonizados por Diogo Dalot e por Vitinha.
Mundial 2022 – Resultados e Classificações – 2ª jornada
GRUPO A Jg V E D G Pt Qatar-Equador.........0-2 P. Baixos2 1 1 - 3-1 4 Senegal-Países Baixos.0-2 Equador
2 1 1 - 3-1 4 Qatar-Senegal.........1-3 Senegal
2 1 - 1 3-3 3 Países Baixos-Equador.1-1 Qatar
2 - - 2 1-5 - Países Baixos-Qatar...--- Equador-Senegal.......---
GRUPO B Jg V E D G Pt Inglaterra-Irão.......6-2 Inglaterra2 1 1 - 6-2 4 EUA-País Gales........1-1 Irão
2 1 - 1 4-6 3 Inglaterra-EUA........0-0 EUA
2 - 2 - 1-1 2 País Gales-Irão.......0-2 País Gales
2 - 1 1 1-3 1 País Gales-Inglaterra.--- Irão-EUA..............---
GRUPO C Jg V E D G Pt Argentina-A. Saudita..1-2 Polónia2 1 1 - 2-0 4 México-Polónia........0-0 Argentina
2 1 - 1 3-2 3 Argentina-México......2-0 A. Saudita
2 1 - 1 2-3 3 Polónia-A. Saudita....2-0 México
2 - 1 1 0-2 1 Polónia-Argentina.....--- A. Saudita-México.....---
GRUPO D Jg V E D G Pt França-Austrália......4-1 França2 2 - - 6-2 6 Dinamarca-Tunísia.....0-0 Austrália
2 1 - 1 2-4 3 França-Dinamarca......2-1 Dinamarca
2 - 1 1 1-2 1 Tunísia-Austrália.....0-1 Tunísia
2 - 1 1 0-1 1 Tunísia-França........--- Austrália-Dinamarca...---
GRUPO E Jg V E D G Pt Espanha-Costa Rica....7-0 Espanha2 1 1 - 8-1 4 Alemanha-Japão........1-2 Japão
2 1 - 1 2-2 3 Espanha-Alemanha......1-1 Costa Rica
2 1 - 1 1-7 3 Japão-Costa Rica......0-1 Alemanha
2 - 1 1 2-3 1 Japão-Espanha.........--- Costa Rica-Alemanha...---
GRUPO F Jg V E D G Pt Bélgica-Canadá........1-0 Croácia2 1 1 - 4-1 4 Marrocos-Croácia......0-0 Marrocos
2 1 1 - 2-0 4 Bélgica-Marrocos......0-2 Bélgica
2 1 - 1 1-2 3 Croácia-Canadá........4-1 Canadá
2 - - 2 1-5 - Croácia-Bélgica.......--- Canadá-Marrocos.......---
GRUPO G Jg V E D G Pt Brasil-Sérvia.........2-0 Brasil2 2 - - 3-0 6 Suíça-Camarões........1-0 Suíça
2 1 - 1 1-1 3 Brasil-Suíça..........1-0 Camarões
2 - 1 1 3-4 1 Camarões-Sérvia.......3-3 Sérvia
2 - 1 1 3-5 1 Camarões-Brasil.......--- Sérvia-Suíça..........---
GRUPO H Jg V E D G Pt Portugal-Ghana........3-2 Portugal2 2 - - 5-2 6 Uruguai-Coreia Sul....0-0 Ghana
2 1 - 1 5-5 3 Portugal-Uruguai......2-0 Coreia Sul
2 - 1 1 2-3 1 Coreia Sul-Ghana......2-3 Uruguai
2 - 1 1 0-2 1 Coreia Sul-Portugal...--- Ghana-Uruguai.........---
Melhores Marcadores:
- 3 golos – Enner Valencia (Equador) e Kylian Mbappé (França)
- 2 golos – Álvaro Morata (Espanha), Andrej Kramarić (Croácia), Bruno Fernandes (Portugal), Bukayo Saka (Inglaterra), Cho Gue-sung (Coreia do Sul), Cody Gakpo (Países Baixos), Ferrán Torres (Espanha), Lionel Messi (Argentina), Mehdi Taremi (Irão), Mohammed Kudus (Ghana), Olivier Giroud (França) e Richarlison (Brasil)
Mundial 2022 – Portugal – Uruguai
2-0
Diogo Costa, João Cancelo, Rúben Dias, Pepe, Nuno Mendes (42m – Raphaël Guerreiro), Wiliam Carvalho (82m – João Palhinha), Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Rúben Neves (69m – Rafael Leão), João Félix (82m – Matheus Nunes) e Cristiano Ronaldo (82m – Gonçalo Ramos)
Sergio Rochet, José María Giménez, Diego Godín (62m – Facundo Pellistri), Sebastián Coates, Guillermo Varela, Federico Valverde, Rodrigo Bentancur, Matías Vecino (62m – Giorgian De Arrascaeta), Mathias Olivera (86m – Matías Viña), Edinson Cavani (72m – Luis Suárez) e Darwin Núñez (72m – Maximiliano Gómez)
1-0 – Bruno Fernandes – 54m
2-0 – Bruno Fernandes (pen.) – 90m
Cartões amarelos – Rúben Neves (38m), João Félix (77m) e Rúben Dias (89m); Rodrigo Bentancur (6m) e Mathias Olivera (44m)
Árbitro – Alireza Faghani (Irão)
Lusail Stadium – Lusail, Al Daayen (22h00 / 19h00)
Este foi um jogo com bastantes pontos de contacto com a partida de estreia de Portugal no Mundial, outra vez a assumir a iniciativa e com domínio a nível da posse – mesmo que não tivesse sido o “dono da bola” em tão larga extensão como sucedera no encontro ante o Ghana.
O Uruguai não foi, igualmente, tão “inofensivo” quanto o tinham sido os africanos na primeira parte daquele desafio, mas, ainda assim, não deixou de surpreender alguma passividade de quem, teoricamente, estaria mais necessitado de ganhar o jogo, privilegiando, durante largo período, o procurar “não deixar jogar o adversário”.
Com Danilo lesionado, entrou Pepe para o eixo defensivo; pelo mesmo motivo, Otávio foi também substituído por William. Fernando Santos arriscou ainda fazer alinhar de início Nuno Mendes (no lugar de Guerreiro), mas esta troca não correria bem, visto que o lateral se viria a ressentir de lesão, acabando por ter de sair ainda antes do intervalo.
A equipa portuguesa repetiu uma actuação com muitas trocas de bola, mas, muitas vezes, passes curtos e lateralizados, de novo com a pecha da falta de velocidade, sem a dinâmica necessária para criar desequilíbrios e, consequentemente, poder romper a estrutura defensiva adversária.
Não obstante tenha efectuado nove tentativas de remate à baliza, a melhor oportunidade de golo, durante a primeira parte, seria do Uruguai, com Diogo Costa – redimindo-se da desconcentração do final da partida com o Ghana – a executar excelente defesa… uma intervenção que “valeu um golo” (negado a Bentancur).
Tal como sucedera no primeiro jogo, o tento inaugural surgiria de forma algo fortuita, num lance “estranho”: um centro “bombeado” de Bruno Fernandes para a zona da pequena área, com Cristiano Ronaldo a aparecer desmarcado, a aplicar a sua tradicional capacidade de impulsão, mas, desta feita – mesmo que tenha “reclamado” ter desviado a bola – a não conseguir, por “milímetros”, tocar-lhe… ainda assim, o seu gesto técnico (“cabeceamento na atmosfera”) seria determinante para ludibriar o guardião uruguaio, que ficou desarmado, a ver a bola seguir uma trajectória directa à sua baliza.
Com o tempo a passar e o resultado a manter-se, sem “nada a perder”, o Uruguai procurou agitar o jogo, trocando a dupla de avançados (fazendo entrar Suárez e Maxi Gómez para os lugares de Cavan e Darwin). E seria Gómez a provocar o maior “susto” para Portugal, acertando no poste, escassos minutos após ter entrado em campo.
O seleccionador português optou então por fechar os caminhos para a baliza, com as entradas de Palhinha e Matheus Nunes – isto já depois de nova aposta em Rafael Leão não ter sido, desta vez, tão bem sucedida.
Até final Portugal conseguiria manter a bola afastada do seu reduto defensivo, não dando possibilidades aos uruguaios. E, já em período de compensação, num muito controverso lance de contacto da bola com o braço (de Giménez, em queda, apoiando-se no chão), numa interpretação inapropriada por parte do “VAR”, originou o bis de Bruno Fernandes, na conversão da consequente grande penalidade.
Com a equipa Uruguai “entregue”, conformada com a derrota, a equipa nacional poderia ter ainda ampliado a contagem, por duas vezes, e, novamente, através de um inspirado Bruno Fernandes, primeiro com Rochet a “tapar a baliza”, e, de imediato, com um remate ao poste. A ter sucedido, o 3-0 teria sido punição demasiado severa para os sul-americanos, não justificando a exibição da formação portuguesa tal desnível no marcador.
Portugal conseguia a “desforra” da eliminação (nos 1/8 de final) do Mundial de 2018, ante esta mesma selecção do Uruguai, garantindo, ainda com um jogo por disputar, o apuramento para tal fase a eliminar – desta vez sem necessidade de recurso “à calculadora”.
O Pulsar do Campeonato – 10ª Jornada

(“O Templário”, 24.11.2022)
Registando segunda goleada sucessiva (um total de nove golos marcados nos dois últimos jogos), e beneficiando da derrota sofrida pelo Fazendense em Amiais de Baixo, o U. Tomar recuperou a posição de liderança, a par do Samora Correia, que, findo o primeiro terço da prova, mantém a invencibilidade. Se os nabantinos se destacam pelo poderio ofensivo (somando 25 tentos em dez partidas), os samorenses têm no seu reduto defensivo o ponto forte (apenas cinco golos sofridos).
Por outro lado, em função dos desfechos da 10.ª ronda, o duo da frente abriu já uma vantagem interessante, de sete pontos, em relação ao 5.º lugar, repartido entre Alcanenense e At. Ouriense. Pese embora subsistam ainda 60 pontos em disputa, novos deslizes de Mação (empate), Ferreira do Zêzere e Abrantes e Benfica (ambos derrotados) colocam-nos já a distância muito dificilmente reversível (11 pontos de atraso para maçaenses e ferreirenses; 14 no caso dos abrantinos).
Destaques – A principal nota de realce do passado fim-de-semana vai para a vitória do Amiense ante o até então líder, Fazendense, por tangencial 1-0, num embate que deu azo a muitas queixas por parte dos visitantes, quer em relação à arbitragem (qualificada de inexperiente), como à atitude dos donos da casa. Os homens dos Amiais chegaram ao golo, que ditaria o desfecho do encontro, aos 35 minutos, preciosa vantagem que tudo fizeram para preservar até final.
As duas equipas estão agora separadas, entre si, por dois pontos, distando, respectivamente, quatro e dois pontos dos guias, completando, portanto, o quarteto de principais candidatos ao título.
Como referido, o U. Tomar voltou a golear; depois do 4-0 ao Amiense, foi ganhar ao Entroncamento, face ao “lanterna vermelha”, por categórica marca de 5-1. Num confronto desnivelado, com entrada avassaladora, os unionistas rapidamente decidiram a contenda, com três tentos em pouco mais de vinte minutos (após abrirem o marcador ainda antes do quarto de hora).
Na segunda metade, a turma da cidade ferroviária, procurando dar réplica animosa, ainda reduziu para 1-3, mas os tomarenses mantiveram-se imperturbáveis, com a contagem a subir, com naturalidade, até ao 5-1 final.
Em destaque esteve também o At. Ouriense, que, pese embora alguma irregularidade, continua a somar pontos, tendo ido ganhar a Fátima, num “derby” distrital, por 3-1, contribuindo para agudizar ainda mais a periclitante posição dos fatimenses, que continuam no penúltimo lugar.
Surpresas – Atendendo ao que poderia projectar-se, em função do potencial das forças em presença, por um lado, e do respectivo desempenho recente, por outro, assinalam-se duas “meias-surpresas”, com o Cartaxo e o Águias de Alpiarça a fazer valer o factor casa, para se imporem, respectivamente, face a Ferreira do Zêzere e Abrantes e Benfica.
O Cartaxo, ganhando por 3-1, subsiste invicto em casa (registando três vitórias e dois empates), condição apenas acompanhada pelo duo da liderança. Tratou-se, no caso dos ferreirenses, do quarto desaire nos cinco últimos encontros, voltando a registar balanço negativo entre vitórias e derrotas (4-5), assim como a nível do “score” global (11-15), posicionando-se a meio da tabela.
O Águias de Alpiarça conseguiu enfim colocar termo a uma sucessão de cinco derrotas, batendo o Abrantes e Benfica por renhido 3-2, com o tento decisivo a chegar mesmo em cima do minuto 90, depois de os locais terem operado reviravolta (após terem começado por inaugurar o marcador logo aos cinco minutos de jogo). Esta foi a quarta jornada seguida sem vitória dos abrantinos, após uma série de três empates, sendo que não conseguiram ainda ganhar fora.
Confirmações – Nos restantes três desafios os resultados podem considerar-se dentro da lógica. Começando pelo inequívoco triunfo (3-0) do Samora Correia, na recepção ao Torres Novas, com a particularidade de, apenas pela segunda vez, os torrejanos terem ficado em branco (tal como sucedera nas Fazendas de Almeirim); por seu lado, os samorenses averbaram a quarta vitória em casa (apenas o Amiense tendo evitado a derrota em Samora).
Nos outros dois jogos, outros tantos nulos, entre Alcanenense e Mação, e Benavente e Salvaterrense. No primeiro caso, o facto de nenhuma das equipas se ter conseguido superiorizar, neutralizando-se, traduz-se no alargar do fosso pontual em relação aos lugares de topo da pauta classificativa; no segundo, o ponto que ambas somaram poderá vir a ser importante para as contas da manutenção, até – desde logo – em termos anímicos, por terem evitado a derrota.
II Divisão Distrital – Com o Forense de folga, aproveitou o Moçarriense para, ganhando ao Rebocho por 3-0, se isolar no comando da série A. Porventura surpreendente, atendendo à classificação dos dois clubes, terá sido a vitória (3-1) do U. Almeirim no “derby” com o Paço dos Negros; tal como não seria expectável o deslize do Espinheirense ante o Benfica do Ribatejo, não tendo conseguido melhor do que a igualdade a uma bola.
Na série B o Riachense “soma e segue” (conta seis vitórias e um empate), não obstante tenha vencido a U. Atalaiense por magro 2-1. Beneficiou ainda do desaire do Pego, batido por 3-1 pelo Vasco da Gama, para se distanciar na frente, com a turma dos Riachos a dispor de vantagem de cinco pontos sobre os pegachos. O Tramagal, ganhando na Ortiga por 4-1, ascendeu à 3.ª posição.
Campeonato de Portugal – Foi uma jornada a “zeros”, em termos de golos marcados, para os três emblemas do Distrito, a 8.ª desta competição. A derrota 0-1 do Rio Maior no terreno do imprevisto líder, Mortágua, não surpreende – até pelas recentes notícias que nos chegam, dando conta da grave situação que os jogadores do clube vêm atravessando, com vários meses de salários em atraso. Já o 1-0 registado no Loures-Coruchense não deixa de constituir também um mau indício, dado que a equipa dos arredores de Lisboa se posiciona igualmente na cauda da tabela.
O U. Santarém, empatando a zero na Sertã, obteve, ainda assim, um resultado positivo, que lhe confere, por ora, o 8.º lugar (último acima da “linha de água”) em igualdade pontual, precisamente, com o Sertanense (7.º)… mas, também com o União da Serra (9.º).
Bastante pior estão: o grupo do Sorraia (10.º, mas já com cinco pontos de atraso); e, sobretudo, os riomaiorenses, últimos classificados, ainda sem ganhar, e a 11 pontos daquele trio, o que, a não haver uma rápida inversão de rumo, se poderá traduzir numa breve passagem pelos “Nacionais”.
Antevisão – Na 11.ª ronda o foco estará, sobretudo, no grande embate Ferreira do Zêzere-U. Tomar, uma espécie de “tudo ou nada” para os ferreirenses. O Cartaxo-Samora Correia apresenta o aliciante de avaliar até que ponto os samorenses conseguirão preservar a sua campanha invicta.
Na II Divisão, destaca-se o Paço Negros-Espinheirense e, a Norte, o Tramagal-Vasco da Gama.
No Campeonato de Portugal o U. Santarém tem um importante desafio, recebendo o União da Serra; tendo o Coruchense a visita do Alcains, em que somar os três pontos se afigura muito importante; o Rio Maior volta a jogar com o (outro) líder, 1.º de Dezembro, também no seu reduto.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Novembro de 2022)
Mundial 2022 – Resultados e Classificações – 1ª jornada
GRUPO A Jg V E D G Pt Qatar-Equador.........0-2 P. Baixos1 1 - - 2-0 3 Senegal-Países Baixos.0-2 Equador
1 1 - - 2-0 3 Catar-Senegal.........--- Qatar
1 - - 1 0-2 - Países Baixos-Equador.--- Senegal
1 - - 1 0-2 - Países Baixos-Catar...--- Equador-Senegal.......---
GRUPO B Jg V E D G Pt Inglaterra-Irão.......6-2 Inglaterra1 1 - - 6-2 3 EUA-País Gales........1-1 EUA
1 - 1 - 1-1 1 Inglaterra-EUA........--- País Gales
1 - 1 - 1-1 1 País Gales-Irão.......--- Irão
1 - - 1 2-6 - País Gales-Inglaterra.--- Irão-EUA..............---
GRUPO C Jg V E D G Pt Argentina-A. Saudita..1-2 A. Saudita1 1 - - 2-1 3 México-Polónia........0-0 México
1 - 1 - 0-0 1 Argentina-México......--- Polónia
1 - 1 - 0-0 1 Polónia-A. Saudita....--- Argentina
1 - - 1 1-2 - Polónia-Argentina.....--- A. Saudita-México.....---
GRUPO D Jg V E D G Pt França-Austrália......4-1 França1 1 - - 4-1 3 Dinamarca-Tunísia.....0-0 Dinamarca
1 - 1 - 0-0 1 França-Dinamarca......--- Tunísia
1 - 1 - 0-0 1 Tunísia-Austrália.....--- Austrália
1 - - 1 1-4 - Tunísia-França........--- Austrália-Dinamarca...---
GRUPO E Jg V E D G Pt Espanha-Costa Rica....7-0 Espanha1 1 - - 7-0 3 Alemanha-Japão........1-2 Japão
1 1 - - 2-1 3 Espanha-Alemanha......--- Alemanha
1 - - 1 1-2 - Japão-Costa Rica......--- Costa Rica
1 - - 1 0-7 - Japão-Espanha.........--- Costa Rica-Alemanha...---
GRUPO F Jg V E D G Pt Bélgica-Canadá........1-0 Bélgica1 1 - - 1-0 3 Marrocos-Croácia......0-0 Croácia
1 - 1 - 0-0 1 Bélgica-Marrocos......--- Marrocos
1 - 1 - 0-0 1 Croácia-Canadá........--- Canadá
1 - - 1 0-1 - Croácia-Bélgica.......--- Canadá-Marrocos.......---
GRUPO G Jg V E D G Pt Brasil-Sérvia.........2-0 Brasil1 1 - - 2-0 3 Suíça-Camarões........1-0 Suíça
1 1 - - 1-0 3 Brasil-Suíça..........--- Camarões
1 - - 1 0-1 - Camarões-Sérvia.......--- Sérvia
1 - - 1 0-2 - Camarões-Brasil.......--- Sérvia-Suíça..........---
GRUPO H Jg V E D G Pt Portugal-Ghana........3-2 Portugal1 1 - - 3-2 3 Uruguai-Coreia Sul....0-0 Uruguai
1 - 1 - 0-0 1 Portugal-Uruguai......--- Coreia Sul
1 - 1 - 0-0 1 Coreia Sul-Ghana......--- Ghana
1 - - 1 2-3 - Coreia Sul-Portugal...--- Ghana-Uruguai.........---
Melhores Marcadores:
- 2 golos – Bukayo Saka (Inglaterra), Enner Valencia (Equador), Ferrán Torres (Espanha), Mehdi Taremi (Irão), Olivier Giroud (França) e Richarlison (Brasil)
Mundial 2022 – Portugal – Ghana
3-2
Diogo Costa, João Cancelo, Rúben Dias, Danilo Pereira, Raphaël Guerreiro, Rúben Neves (77m – Rafael Leão), Bruno Fernandes, Bernardo Silva (88m – João Palhinha), Otávio Monteiro (56m – William Carvalho), João Félix (88m – João Mário) e Cristiano Ronaldo (88m – Gonçalo Ramos)
Lawrence Ati-Zigi, Alidu Seidu (66m – Tariq Lamptey), Mohammed Salisu, Daniel Amartey, Alexander Djiku (90m – Antoine Semenyo), Abdul Rahman Baba, André Ayew (77m – Jordan Ayew), Thomas Partey, Salis Abdul Samed (90m – Daniel-Kofi Kyereh), Mohammed Kudus (77m – Osman Bukari) e Iñaki Williams
1-0 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 65m
1-1 – André Ayew – 73m
2-1 – João Félix – 78m
3-1 – Rafael Leão – 80m
3-2 – Osman Bukari – 89m
Cartões amarelos – Danilo Pereira (90m) e Bruno Fernandes (90m); Mohammed Kudus (45m), André Ayew (49m), Alidu Seidu (57m) e Iñaki Williams (90m)
Árbitro – Ismail Elfath (EUA)
Stadium 974 – Ras Abu Aboud, Doha (19h00 / 16h00)
A estreia da selecção nacional na fase final do Campeonato do Mundo teve “quase de tudo”: um domínio tão absoluto como estéril ao longo da primeira parte (a equipa portuguesa chegou a ter “posse de bola” na ordem dos 80%), com o Ghana perfeitamente inofensivo; um golo algo fortuito, a fixar mais um “record” de Cristiano Ronaldo, o único a marcar em cinco “Mundiais” (desde 2006); uma primeira falha defensiva a proporcionar o empate; Portugal a tirar partido das armas com que a formação africana pretenderia surpreender, marcando dois golos em rápidas transições, “virando-se o feitiço contra o feiticeiro”; outro erro a fazer com que o desfecho se mantivesse incerto até ao minuto 100 (!), altura em que uma incrível e caricata desconcentração poderia ter resultado no 3-3!
Ainda na fase inicial da partida, logo aos dez minutos, a equipa portuguesa tivera ocasião soberana para inaugurar o marcador, quando Cristiano Ronaldo, isolado por Bruno Fernandes, não conseguiu dominar a bola da melhor forma, gorando-se tal oportunidade, devido à intervenção de Lawrence Ati-Zigi.
De resto, assistiu-se a uma (excessivamente) paciente troca de bola, entre os vários jogadores da equipa nacional, com os adversários literalmente a “assistir”, mas, quase sempre, de forma denunciada e lenta, sem alterações de ritmo que pudessem desmontar a estratégia defensiva delineada pelo Ghana. Apenas de grande penalidade Portugal viria a chegar ao golo.
Só após o tento do empate – dando a ideia de que Fernando Santos terá protelado em demasia as substituições (à parte a saída “forçada” de Otávio) – a turma nacional se viu compelida a alterar o seu esquema táctico, com a entrada de Rafael Leão, uma opção que logo se revelou ganhadora – beneficiando também do facto de, enfim, a selecção africana ter abdicado da concentração de quase todos os elementos no seu sector defensivo, abrindo mais o jogo.
Bruno Fernandes assumiu a batuta, e foi protagonista, com duas notáveis assistências para outros tantos golos, intervalados por escassos dois minutos, primeiro por João Félix, a isolar-se e a “picar” a bola sobre o guardião contrário, e, quase de imediato, pelo próprio Leão, a surgir também desmarcado, pela esquerda, com um toque subtil a desviar a bola do alcance de Ati-Zigi.
Sem saber muito bem como, ou, pelo menos, sem ter feito grande coisa por isso, o Ghana reduziria ainda para a diferença tangencial, aproveitando um erro da defesa, lançando a dúvida, e fazendo com que Portugal tivesse de sofrer ainda durante os cerca de dez minutos de tempo de compensação, mesmo que tenha, nesse período, controlado bem o jogo, quase sempre em zona ofensiva do terreno.
Faltariam cerca de trinta segundos para o apito final quando, numa reposição de bola, o matreiro Iñaki Williams, sorrateiramente colocado, expectante, atrás de Diogo Costa – praticamente em cima da linha de baliza portuguesa, e sem que o guarda-redes se tivesse apercebido da sua presença ali – rapidamente se esgueirou para lhe roubar a bola, mal ela tinha sido colocada a rolar no chão, valendo ter escorregado, para que não tivesse havido mal maior, com dois defesas a acorrer em socorro do “keeper” português, a interceptar o remate que tinha saído frouxo.
Num balanço final, houve coisas boas, a dar sinais de esperança e a mostrar que há soluções e opções para além do “onze base”, mas também indícios preocupantes, no que respeita às fragilidades defensivas demonstradas, assim como a sensação de que há trabalho por fazer, a nível, por exemplo, de lances de bola parada.
Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – 2022
Max Verstappen bisou, por ampla margem, a conquista do título de Campeão do Mundo de Fórmula 1.
No total, Max Verstappen venceu 15 Grandes Prémios (o que constitui “record” numa temporada), face a 3 triunfos de Charles Leclerc, 2 de Sergio Pérez, tendo Carlos Sainz e George Russell vencido, cada um, uma prova.
Terminou a sua carreira (16 temporadas na Fórmula 1) o antigo tetra-Campeão do Mundo, Sebastian Vettel, que disputou um total de 299 Grandes Prémios, tendo obtido 53 vitórias e 122 lugares no pódio.
Classificação Final do Mundial de Pilotos:
1º (Países Baixos) – Red Bull Racing RBPT – 454
2º Charles Leclerc (Mónaco) – Ferrari – 308
3º Sergio Pérez (México) – Red Bull Racing RBPT – 305
4º George Russell (Grã-Bretanha) – Mercedes – 275
5º Carlos Sainz (Espanha) – Ferrari – 246
6º Lewis Hamilton (Grã-Bretanha) – Mercedes – 240
7º Lando Norris (Grã-Bretanha) – McLaren-Mercedes – 122
8º Esteban Ocon (França) – Alpine-Renault – 92
9º Fernando Alonso (Espanha) – Alpine-Renault – 81
10º Valtteri Bottas (Finlândia) – Alfa Romeo-Ferrari – 49
11º Daniel Ricciardo (Austrália) – McLaren-Mercedes – 37
12º Sebastian Vettel (Alemanha) – Aston Martin Aramco-Mercedes – 37
13º Kevin Magnussen (Dinamarca) – Haas-Ferrari – 25
14º Pierre Gasly (França) – Alphatauri RBPT – 23
15º Lance Stroll (Canadá) – Aston Martin Aramco-Mercedes – 18
16º Mick Schumacher (Alemanha) – Haas-Ferrari – 12
17º Yuki Tsunoda (Japão) – Alphatauri RBPT – 12
18º Zhou Guanyu (China) – Alfa Romeo-Ferrari – 6
19º Alexander Albon (Tailândia) – Williams-Mercedes – 4
20º Nicholas Latifi (Canadá) – Williams-Mercedes – 2
21º Nyck De Vries (Países Baixos) – Williams-Mercedes – 2
Não pontuou o piloto (Aston Martin Aramco-Mercedes).
Classificação do Mundial de Construtores:
1º Red Bull Racing RBPT – 759
2º Ferrari – 554
3º Mercedes – 515
4º Alpine-Renault – 173
5º McLaren-Mercedes – 159
6º Alfa Romeo-Ferrari – 55
7º Aston Martin Aramco-Mercedes – 55
8º Haas-Ferrari – 37
9º Alphatauri RBPT – 35
10º Williams-Mercedes – 8
É o seguinte o palmarés de Campeões do Mundo:
- 7 títulos – Michael Schumacher (1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) e Lewis Hamilton (2008, 2014, 2015, 2017, 2018, 2019, 2020);
- 5 títulos – Juan Manuel Fangio (1951, 1954, 1955, 1956, 1957);
- 4 títulos – Alain Prost (1985, 1986, 1989, 1993) e Sebastien Vettel (2010, 2011, 2012, 2013);
- 3 títulos – Jack Brabham (1959, 1960, 1966), Jackie Stewart (1969, 1971, 1973), Niki Lauda (1975, 1977, 1984), Nelson Piquet (1981, 1983, 1987) e Ayrton Senna (1988, 1990, 1991);
- 2 títulos – Alberto Ascari (1952, 1953), Graham Hill (1962, 1968), Jim Clark (1963, 1965), Emerson Fittipaldi (1972, 1974), Mika Häkkinen (1998, 1999), Fernando Alonso (2005, 2006) e Max Verstappen (2021, 2022);
- 1 título – Giuseppe Farina (1950), Mike Hawthorn (1958), Phil Hill (1961), John Surtees (1964), Denis Hulme (1967), Jochen Rindt (1970), James Hunt (1976), Mario Andretti (1978), Jody Scheckter (1979), Alan Jones (1980), Keke Rosberg (1982), Nigel Mansell (1992), Damon Hill (1996), Jacques Villeneuve (1997), Kimi Räikkönen (2007), Jenson Button (2009) e Nico Rosberg (2016).
O Pulsar do Campeonato – 9ª Jornada

(“O Templário”, 17.11.2022)
O Samora Correia não conseguiu transpor com êxito o desafio que se lhe deparou em Abrantes, o que foi aproveitado pelo Fazendense para se alcandorar, de forma isolada, ao 1.º lugar; os samorenses partilham agora a vice-liderança com o U. Tomar – que alcançou excelente resultado ante uma forte equipa do Amiense –, ambos apenas a um ponto do novo guia, com a formação de Amiais de Baixo (ocupando a 4.ª posição) agora já a uma distância de cinco pontos.
Os desfechos desta ronda vêm, de novo, reafirmar que, ainda mais do que é usual, este campeonato será um longo teste à regularidade e consistência de resultados, antevendo-se que todos os candidatos possam vir a perder bastantes mais pontos do que sucedido em anos recentes.
Destaques – O principal realce da 9.ª jornada vai para a goleada (4-0) aplicada pelo U. Tomar, frente ao Amiense, por coincidência exactamente o mesmo desfecho registado na partida anterior entre ambos os emblemas, no final de Maio, na derradeira ronda do campeonato precedente.
Este significativo desnível no marcador foi, não obstante, ilusório, na medida em que o Amiense confirmou ser adversário de valia, colocando grandes dificuldades durante mais de uma hora.
Com entrada assertiva em campo, os visitantes, não se remetendo à defesa, repartiram o jogo, tendo até começado por criar situações de maior perigo. O União chegaria à vantagem fruto de um auto-golo, já próximo dos 40 minutos, mas o conjunto de Amiais de Baixo beneficiou de soberana ocasião para restabelecer a igualdade, já no segundo tempo, com uma grande penalidade, valendo o guardião Ivo Cristo, a negar o golo.
Só a partir do segundo tento tomarense, aos 70 minutos, o Amiense “quebrou” animicamente, vindo a sofrer, em pouco mais de dez minutos, outros dois golos, com Pedro Pires a apontar o segundo “hat-trick” da sua carreira como senior (depois dos três tentos marcados ante o Águias).
Em qualquer caso, um excelente e muito importante triunfo do grupo unionista – o sétimo em nove jornadas, 5.º consecutivo em casa esta temporada, 11.º sucessivo, desde o mês de Março –, abrindo um pequeno “fosso” de quatro pontos face a este rival.
Em Abrantes, a equipa local impôs uma igualdade (1-1) ao Samora Correia – terceira seguida do Abrantes e Benfica –, colocando assim termo a uma notável série de seis vitórias dos samorenses, que, passando a somar também três empates, subsistem como única equipa invicta.
Merece ainda destaque a vitória (2-0) alcançada pelo Alcanenense em Salvaterra de Magos – mesmo que o Salvaterrense tenha registado o quinto desaire nos últimos seis jogos –, a proporcionar ao jovem conjunto de Alcanena ascender ao 5.º posto da pauta classificativa,
Surpresa – A grande surpresa da ronda ocorreu em Ourém, onde o até então “lanterna vermelha”, Benavente, foi ganhar por 3-1. Por seu lado, o At. Ouriense, que, nos sete desafios iniciais, apenas tinha sido batido em Samora Correia, regista agora segunda derrota sucessiva, baixando ao 6.º lugar, com oito pontos de atraso face ao comandante, sendo ainda de notar que disputou já, até agora, seis jogos em casa, e apenas três em terreno alheio.
Confirmações – Enquadram-se nas expectativas os desfechos dos outros quatro encontros, todos eles com triunfos caseiros, de Fazendense, Ferreira do Zêzere, Mação e Torres Novas.
A equipa das Fazendas de Almeirim desenvencilhou-se, com dificuldade, do Fátima (penúltimo classificado), ganhando por tangencial 1-0, com o golo a surgir já próximo dos 80 minutos de jogo; ainda assim, o suficiente para ampliar para quatro a sua série de vitórias, o que lhe proporcionou, em paralelo, isolar-se no comando da prova.
Igualmente pela diferença mínima (neste caso, 2-1) conseguiu o Ferreira do Zêzere voltar a somar três pontos, após um ciclo negativo, de três desaires sucessivos, batendo o agora último da tabela, Entroncamento AC (que, por curiosidade, fora o líder inaugural deste campeonato).
Também só na meia hora final chegou o Mação aos dois tentos que lhe garantiram o triunfo (2-0) frente a uma equipa do Águias de Alpiarça a necessitar voltar a acreditar em si própria, derrotada pela quinta jornada sucessiva. Os alpiarcenses tinham chegado a dispor, à 4.ª jornada, de nove pontos de vantagem sobre os maçaenses, o que foi já revertido por completo: o Mação, com 12 pontos somados, subiu até ao 8.º posto; o Águias, imóvel nos 9 pontos, baixou já até à 12.ª posição.
Quem segue de “vento em popa” é o Torres Novas, sob a batuta de Eduardo Fortes, a somar mais uma vitória, por 1-0, ante o Cartaxo. De “lanterna vermelha” a 9.º classificado (a par de Salvaterrense e Abrantes e Benfica) bastaram dois jogos… e outros tantos sucessos.
II Divisão Distrital – A série A está ao rubro; com a vitória (2-1) do Espinheirense no reduto do Forense, os quatro primeiros classificados concentram-se com um único ponto a separá-los: Forense e Paço dos Negros, com 11 pontos; Moçarriense e Espinheirense, com 10.
Na série B o Riachense ganhou na Golegã (2-0), mantendo a posição de guia isolado, dois pontos acima do Pego. A grande surpresa veio de Alferrarede, onde os locais somaram os primeiros pontos, ganhando (2-1) ao Caxarias, ainda 3.º classificado, mas agora a 4 pontos dos pegachos.
Campeonato de Portugal – Tal como na semana passada, os clubes do Distrito averbaram os três desfechos possíveis: desta feita com o U. Santarém a triunfar (por magro 1-0, na recepção ao Alcains), tendo o Coruchense empatado (também em casa), a uma bola, com o Pêro Pinheiro; o Rio Maior somou mais uma derrota (quinta, em sete rondas), igualmente no seu terreno, por 1-2, perante o União da Serra, caindo assim na última posição, somente com dois pontos… já a dez longínquos pontos da “linha de água”, traçada, precisamente abaixo do adversário desta jornada.
O U. Santarém é agora 7.º classificado, mas mantém escassa vantagem de um ponto sobre tal “linha”, que define a zona de despromoção; por seu lado, o Coruchense subsiste no 10.º lugar.
Antevisão – O “jogo grande” da 10.ª ronda da I Divisão Distrital será o que coloca frente-a-frente Amiense e Fazendense, um jogo de tripla; realçando-se ainda o Alcanenense-Mação. O U. Tomar não poderá contar com facilidades no Entroncamento, perante o último classificado, a necessitar pontuar. De interesse será também o Cartaxo-Ferreira do Zêzere.
No escalão secundário as atenções estarão centradas no “derby” U. Almeirim-Paço dos Negros (com os visitantes com bom início de prova), Riachense-U. Atalaiense e Vaco da Gama-Pego.
No Campeonato de Portugal os três representantes do Distrito vão de viagem, actuando, todos, em reduto alheio: o U. Santarém visita a Sertã, para defrontar o clube que imediatamente o precede na tabela (pese embora em igualdade pontual), Sertanense; o Coruchense, em Loures, equipa que se posiciona logo abaixo da turma do Sorraia; indo o Rio Maior de longada até Mortágua, onde encontrará o actual 3.º classificado (imprevisto líder à entrada para a ronda anterior).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Novembro de 2022)
Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins – Final
Final – Argentina – Portugal – 4-2
3.º / 4.º lugar – França – Itália – 5-5 (5-5 a.p.) (3-2 g.p.)
5.º / 6.º lugar – Espanha – Angola – 8-0
7.º / 8.º lugar – Chile – Alemanha – 4-2
“INTERCONTINENTAL CHAMPIONSHIP”
9.º / 10.º lugar – Colômbia – Moçambique – 7-4
11.º / 12.º lugar – Andorra – Suíça – 3-2
13.º / 14.º lugar – Brasil – Áustria – 5-2
15.º / 16.º lugar – Israel – Austrália – 1-0
“CHALLENGER’s CHAMPIONSHIP”
17.º / 18.º lugar – EUA – Uruguai – 4-2 (12.11.2022)
19.º / 20.º lugar – Egipto – África Sul – 2-0 (12.11.2022)
21.º / 22.º lugar – Nova Zelândia – México – 10-4 (12.11.2022)
A equipa de Portugal entrou muito bem no jogo, marcando logo no segundo minuto, vindo a ampliar a vantagem, para 2-0, a cerca de dez minutos do final da primeira parte. Porém, a Argentina reduziria para 1-2 a menos de minuto e meio do intervalo, reentrando na disputa da final.
Na segunda metade, impulsionada por um ambiente fervoroso do “Estadio Aldo Cantoni”, restabeleceria a igualdade, apenas com seis minutos decorridos, completando a reviravolta no “placard” com onze minutos para jogar. Daí até final, a selecção portuguesa porfiou, mas não conseguiu encontrar soluções para voltar a bater o guardião contrário.
Nos derradeiros dois minutos, arriscando tudo, o seleccionador, Renato Garrido, fez sair o guarda-redes, Ângelo Girão, substituindo-o por mais um “jogador de rinque”, num 5×4 de último recurso, que não só não foi bem sucedido, como, numa inevitável perda de bola, proporcionou o quarto tento da Argentina, a doze segundos do final, confirmando a conquista do título.
Foi um jogo bem disputado, muito equilibrado, decidido nos detalhes, com a selecção alvi-celeste a aproveitar da melhor forma o factor casa.
De assinalar que, dos novos Campeões do Mundo, nada menos de nove (!) militam presentemente em clubes portugueses: Constantino “Conti” Acevedo (guarda-redes, do Óquei de Barcelos); Carlos Nicolía (este, com dupla nacionalidade, argentina e portuguesa), Lucas Ordóñez e Pablo Álvarez (os três no Benfica); Gonzalo Romero e Matías Platero (ambos no Sporting); Tomás Mena (FC Porto); Lucas Martinez (Oliveirense); e Facundo Bridge (Valongo). A única excepção é a do guarda-redes, Valentín Grimalt (que representa o Amatori Lodi, de Itália). O seleccionador é o histórico José Luis Páez.
Destaque ainda, nesta 45.ª edição do Campeonato do Mundo, para o excelente 3.º lugar da França, a sua melhor classificação de sempre dos actuais vice-campeões europeus. Ao invés, a Espanha ficou fora dos quatro primeiros, o que não sucedia desde o 30.º campeonato, em 1991.
No palmarés da prova, a Espanha mantém a liderança, com 17 títulos (1951, 1954, 1955, 1964, 1966, 1970, 1972, 1976, 1980, 1990, 2001, 2005, 2007, 2009, 2011, 2013 e 2017), seguida de muito perto por Portugal, com 16 campeonatos ganhos (1947, 1948, 1949, 1950, 1952, 1956, 1958, 1960, 1962, 1968, 1974, 1982, 1991, 1993, 2003 e 2019); a Argentina conquistou a prova por 6 vezes (1978, 1984, 1995, 1999, 2015 e 2022); a Itália obteve 4 títulos (1953, 1986, 1988 e 1997); e, por fim, a Inglaterra foi 2 vezes Campeã Mundial, nas duas edições inaugurais da competição (1936 e 1939).
A selecção de Portugal soma agora 44 lugares de honra (em todas as edições da competição, à excepção da do ano de 2007, em que se quedou na 6.ª posição):
Campeão 2.º 3.º 4.º Total Espanha 17 12 8 4 41 Portugal 16 11 15 2 44 Argentina 6 9 10 4 29 Itália 4 9 10 9 32 Inglaterra 2 1 - - 3 Suíça - 1 1 4 6 Bélgica - 1 - 5 6 Holanda - 1 - 2 3 França - - 1 1 2 Alemanha - - - 6 6 Chile - - - 4 4 Brasil - - - 3 3 Moçambique - - - 1 1



