O Pulsar do Campeonato – 13ª Jornada

(“O Templário”, 15.12.2022)

Chegados à 13.ª jornada, esta é a terceira vez que o União ascende à liderança isolada do campeonato nesta época, posição que ocupara já na 5.ª e na 10.ª e 11.ª rondas. Para tal beneficiou – a par do seu triunfo em Ourém – do desaire sofrido pelo Fazendense em Ferreira do Zêzere. Como sucedera na ocasião anterior em que liderara (tendo perdido logo de seguida nos Amiais), a turma das Fazendas volta a ser derrotada na semana imediata a ter assumido o comando.

Destaques – O facto mais saliente do passado Domingo foi novo triunfo do Ferreira do Zêzere – depois de ter ido ganhar a Samora Correia na semana anterior – ante outro dos concorrentes mais cotados da prova, o Fazendense (anotando-se, ainda, que os ferreirenses se tinham já imposto igualmente ao Alcanenense, tendo vencido ainda em Mação), mesmo que por tangencial 2-1.

O conjunto das Fazendas marcou primeiro, mas deixou escapar a vantagem, acabando até por vir a ser desfeiteado, por um via de tento sofrido já em tempo de compensação. Tendo os ferreirenses, em jogos anteriores, consentido comprometedores e algo imprevistos resultados desfavoráveis, ante equipas menos apetrechadas, voltam a mostrar que têm (consabidos) argumentos para continuar a subir na classificação (partilham agora o 7.º posto com o At. Ouriense).

Em evidência esteve, claro, também o U. Tomar, arrancando uma difícil vitória em Ourém, ante o Atlético local, pela mesma marca (2-1). O grupo nabantino assumiu, como é seu timbre, a iniciativa do jogo, perante um adversário que, ao longo de todo o desafio, ofereceu boa réplica, vindo o União a inaugurar o marcador estavam decorridos apenas 20 minutos.

Continuando a exercer supremacia, os tomarenses voltaram a ser perdulários, não conseguindo consolidar a vantagem; acabando por ficar à mercê de um dos muitos lançamentos para a frente por parte do At. Ouriense, que viria a restabelecer a igualdade a doze minutos do final. Reagindo de pronto, os unionistas marcariam o decisivo segundo tento apenas dois minutos volvidos. Até final teriam ainda de sofrer, para preservar um muito importante triunfo, que, pela forma como foi alcançado, poderá ser um daqueles susceptível de vir a “fazer a diferença nas contas finais”.

O Alcanenense prossegue a sua muito boa campanha – dista somente dois pontos do vice-líder, Fazendense, e um único ponto do Samora Correia – tendo ido ganhar (2-0) ao Cartaxo, que, até então, tinha sido um reduto inexpugnável (ali tinham perdido já o Samora Correia e o Ferreira do Zêzere e empatado o Fazendense). A turma de Alcanena, muito jovem, mas com elementos de grande valia, e bem orientada pelo experiente José Torcato, continua a surpreender pela positiva, intrometendo-se na disputa dos lugares de topo da pauta classificativa.

Podia porventura antever-se, mas merece ainda menção o triunfo averbado pelo Mação, em casa, frente ao Amiense, por 2-0, com o conjunto de Amiais de Baixo a denotar alguma quebra de rendimento (registando duas vitórias, dois empates e duas derrotas, nas seis últimas rondas), tendo baixado ao 5.º lugar, a seis pontos do comandante. Ao invés, o Mação continua a sua progressão (é já 6.º, quatro pontos abaixo deste mesmo adversário), sendo que – depois das quatro derrotas sofridas de entrada, no arranque da temporada – a marca de 20 pontos alcançada pelos maçaenses só foi superada (e marginalmente) pelo U. Tomar, que somou 21 pontos nas últimas nove rondas.

Surpresas – De todo inesperado – depois da retumbante goleada aplicada pelos abrantinos na semana anterior – foi o desaire caseiro cedido pelo Abrantes e Benfica face ao Fátima, por 1-2. Os visitados entraram praticamente a ganhar (marcaram logo aos oito minutos), mas viriam a ser surpreendidos pelo tento do empate, no minuto inicial da segunda parte. A um quarto de hora do fim os fatimenses consumaram uma tão sensacional como preciosa reviravolta. Uma vitória que lhes confere vital “oxigénio” para respirar, agora apenas dois pontos atrás deste mesmo rival.

Também muito carenciado de pontos, o Entroncamento – que subsiste na cauda da tabela – resistiu na condição (temporária) de “vencedor”, em Salvaterra de Magos, até cinco minutos do final, altura em que o Salvaterrense atenuou o efeito da surpresa, fixando o empate final, a uma bola.

Confirmações – Tendo também empreendido notável recuperação – após um início de prova idêntico ao do Mação, com quatro derrotas nas quatro partidas iniciais – o Torres Novas ganhou por 2-1 ao Benavente, ascendendo à 9.ª posição, já sete pontos acima da zona (teórica) de despromoção (a qual, contudo, estará dependente do desempenho dos clubes do Distrito no Campeonato de Portugal, nesta altura com Coruchense e Rio Maior abaixo da “linha de água”).

Não foi, porém, nada fácil esta vitória torrejana: tendo os benaventenses inaugurado o “placard” logo aos cinco minutos, só nos derradeiros… cinco minutos, o grupo do Almonda conseguiria operar a reviravolta, com o golo decisivo a surgir mesmo ao “cair do pano”.

Mais tranquilo foi o triunfo do Samora Correia sobre o Águias de Alpiarça, por inequívoco 3-0, com os alpiarcenses a atravessarem fase difícil, bastante limitados nas opções disponíveis.

II Divisão Distrital – A fechar a primeira volta da fase inicial da prova os clubes mais apetrechados confirmaram, na 11.ª jornada, o seu favoritismo, com várias goleadas: 4-0 no Moçarriense-Paço Negros; 4-1 no Espinheirense-At. Pernes; 5-0 no Vasco da Gama-Alferrarede; e 4-0 no Caxarias-Ortiga. O Forense ganhou também, por 2-0, na recepção ao Benfica do Ribatejo.

A Norte, o guia, Riachense, folgou, mas mantém, na viragem para a segunda metade desta fase, margem de cinco pontos face ao Vasco da Gama (2.º), com o 3.º e 4.º (Tramagal e Caxarias) já a oito e a nove pontos, respectivamente. A Sul o equilíbrio é, por ora, maior, com o Moçarriense, no topo, dois pontos acima do Espinheirense e três face ao Forense, com o Marinhais (4.º) a seis.

Campeonato de Portugal – De entre os representantes do Distrito teve melhor registo, também na 11.ª ronda, o Coruchense, com um importante triunfo, por 2-1, ante um “adversário directo”, o União da Serra. Já o U. Santarém não foi além da igualdade a um golo, na recepção ao 1.º Dezembro. O Rio Maior estreou-se, enfim, a vencer, mercê de um solitário golo, em Arronches.

Com o B. C. Branco agora a isolar-se na liderança, é perseguido de muito perto (apenas a dois pontos) por um quinteto (!) formado por U. Santarém, Mortágua, 1.º Dezembro, Sintrense e Pêro Pinheiro. Por seu lado, a turma do Sorraia subiu ao 9.º posto (por troca com o União da Serra), a dois pontos do Sertanense. O Rio Maior deixou a “lanterna vermelha”, posicionando-se no 12.º lugar, mas a doze distantes pontos da “linha de água”, fronteira delimitada pela formação da Sertã.

Antevisão – No escalão principal do Distrital disputa-se a penúltima jornada da primeira volta (derradeira do ano de 2022), com destaque para o embate entre Alcanenense e Samora Correia, respectivamente 4.º e 3.º classificados. Por seu lado, os dois primeiros jogam em casa, cabendo ao U. Tomar receber o Salvaterrense, enquanto o Fazendense terá a visita do At. Ouriense.

Na II Divisão realce para as seguintes partidas, em que a possibilidade de acesso à fase final estará em disputa: Moçarriense-Marinhais; Vasco da Gama-Caxarias e Tramagal-U. Atalaiense.

No Campeonato de Portugal, se U. Santarém (deslocação à Marinha Grande) e Coruchense (viagem até Mortágua) enfrentam saídas difíceis, o Rio Maior não terá adversário de menor grau de dificuldade, antes pelo contrário, dado receber justamente o novo comandante, B. C. Branco.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 15 de Dezembro de 2022)

18 Dezembro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

João Luís Barreto Guimarães – “Prémio Pessoa” 2022

O cirurgião plástico e poeta, João Luís Barreto Guimarães, de 55 anos, foi hoje distinguido com a 36.ª edição do “Prémio Pessoa“, no valor de 60 mil euros.

Nas edições anteriores do “Prémio Pessoa”, foram distinguidos:

2021 – Tiago Pitta e Cunha (jurista)
2020 – Elvira Fortunato (investigadora)
2019 – Tiago Rodrigues (actor, dramaturgo, encenador e produtor)
2018 – Miguel Bastos Araújo (geógrafo)
2017 – Manuel Aires Mateus (arquitecto)
2016 – Frederico Lourenço (escritor)
2015 – Rui Chafes (escultor)
2014 – Henrique Leitão (investigador)
2013 – Maria Manuel Mota (investigadora)
2012 – Richard Zenith (investigador, escritor e tradutor)
2011 – Eduardo Lourenço (ensaísta e filósofo)
2010 – Maria do Carmo Fonseca (cientista)
2009 – D. Manuel Clemente (bispo)
2008 – Carrilho da Graça (arquitecto)
2007 – Irene Pimentel (historiadora e investigadora)
2006 – António Câmara (professor catedrático, empresário e investigador)
2005 – Luís Miguel Cintra (actor e encenador)
2004 – Mário Cláudio (escritor)
2003 – José Gomes Canotilho (constitucionalista)
2002 – Manuel Sobrinho Simões (investigador)
2001 – João Bénard da Costa (crítico e historiador de cinema)
2000 – Emmanuel Nunes (compositor)
1999 – Manuel Alegre (poeta) e José Manuel Rodrigues (fotógrafo)
1998 – Eduardo Souto de Moura (arquitecto)
1997 – José Cardoso Pires (escritor)
1996 – João Lobo Antunes (neurocirurgião)
1995 – Vasco Graça Moura (ensaísta)
1994 – Herberto Hélder (poeta)
1993 – Fernando Gil (filósofo)
1992 – Hannah e António Damásio (neurocientistas)
1991 – Cláudio Torres (arqueólogo)
1990 – Menez (pintora)
1989 – Maria João Pires (pianista)
1988 – António Ramos Rosa (poeta)
1987 – José Mattoso (historiador)

15 Dezembro, 2022 at 6:28 pm Deixe um comentário

Mundial 2022 – 1/2 finais


Melhores Marcadores:

  • 5 golos – Kylian Mbappé (França) e Lionel Messi (Argentina)
  • 4 golos – Julián Álvarez (Argentina) e Olivier Giroud (França)
  • 3 golos – Álvaro Morata (Espanha), Bukayo Saka (Inglaterra), Cody Gakpo (Países Baixos), Enner Valencia (Equador), Gonçalo Ramos (Portugal), Marcus Rashford (Inglaterra) e Richarlison (Brasil)
  • 2 golos – Aleksandar Mitrović (Sérvia), Andrej Kramarić (Croácia), Breel Embolo (Suíça), Bruno Fernandes (Portugal), Cho Gue-sung (Coreia do Sul), Ferrán Torres (Espanha), Giorgian De Arrascaeta (Uruguai), Harry Kane (Inglaterra), Kai Havertz (Alemanha), Mehdi Taremi (Irão), Mohammed Kudus (Ghana), Neymar (Brasil), Niclas Füllkrug (Alemanha), Rafael Leão (Portugal), Ritsu Dōan (Japão), Robert Lewandowski (Polónia), Salem Al-Dawsari (A. Saudita), Vincent Aboubakar (Camarões), Wout Weghorst (Países Baixos) e Youssef En-Nesyri (Marrocos)

14 Dezembro, 2022 at 10:00 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 12ª Jornada

(“O Templário”, 08.12.2022)

No “jogo-grande”, entre candidatos, o Fazendense quebrou a série triunfal do U. Tomar em casa (onze vitórias consecutivas, desde o mês de Março), recuperando a liderança do campeonato (que tinha perdido duas jornadas antes), assim como, em paralelo, originou novo reagrupamento das equipas da frente, com os cinco primeiros classificados compreendidos num intervalo de cinco pontos (não obstante o 3.º lugar tenha passado agora a distar quatro pontos do guia).

Numa prova que se vem revelando algo volúvel, a posição de comando tem sido alternada entre três clubes: desde que, à 5.ª jornada, houve um primeiro líder isolado, U. Tomar, seguiu-se um período de três semanas em que o Samora Correia predominou, sucedendo-lhe o Fazendense (uma única ronda), de novo o U. Tomar (mais duas jornadas), e, outra vez, à 12.ª ronda, o Fazendense.

Destaques – O principal destaque da última jornada (com um generoso total de 33 golos) vai, claro, para o embate entre os dois primeiros, que se saldou pela vitória da turma das Fazendas de Almeirim, por tangencial 2-1. O U. Tomar pareceu ter, de certo modo, acusado a responsabilidade do desafio, perante um rival que se mostrou mais experiente e que começou, desde logo, por ter uma entrada afirmativa em campo, como que a pretender “impor respeito” ao adversário.

Os nabantinos demoraram até conseguir equilibrar a situação e, curiosamente, seria já numa fase de jogo mais repartido que os visitantes inaugurariam o marcador, pouco depois da meia hora. Reagindo bem, os tomarenses seriam premiados com o tento do empate, mesmo ao “cair do pano” do primeiro tempo, um golo que, pensou-se, poderia potenciar uma inversão no rumo da partida.

E, de facto, na segunda metade, o União surgiu mais desenvolto, a assumir a iniciativa, chegando a forçar o adversário a reagrupar-se em zonas mais recuadas do terreno. Porém, não tendo conseguido alcançar vantagem, acabaria por ser o Fazendense a surpreender, já no quarto de hora final, marcando de novo, o que ditaria o desfecho do encontro. Até final, faltando já alguma lucidez, os homens da casa lutaram por melhor resultado, mas tal esforço resultaria infrutífero.

Em especial evidência esteve o Ferreira do Zêzere, que impôs ao – até há pouco tempo invicto – Samora Correia segundo desaire sucessivo, desta feita no seu próprio reduto, por 4-3. Num desafio muito disputado, as equipas chegaram ao intervalo empatadas a dois; na etapa complementar, os forasteiros, aproveitando rápidas investidas, ampliaram a sua contagem até aos quatro golos, a que os samorenses não conseguiram mais que ripostar, reduzindo (tal como na semana anterior) para a diferença mínima, sendo que os ferreirenses terminaram o jogo reduzidos a nove elementos.

Como que a querer dar uma enérgica “sapatada” na crise que vinha atravessando, o Abrantes e Benfica foi golear a Benavente por inusitada marca de 6-3 (!), desfecho que, necessariamente, não deixará de causar sérias inquietações aos visitados, que subsistem no antepenúltimo lugar, sendo que, em seis encontros no seu terreno, não conseguiram, por ora, melhor que dois empates.

Confirmações – Para além do triunfo ferreirense em Samora, e da expressão da vitória abrantina em Benavente, não houve surpresas de relevo a assinalar na 12.ª jornada.

Amiense e Alcanenense validaram – ainda que com maior dificuldade do que seria expectável – o seu favoritismo, ganhando, respectivamente, face ao Salvaterrense (por tangencial 3-2 (mas com os homens de Salvaterra a minimizar a desvantagem já nos derradeiros dez minutos) e ao Torres Novas (por 3-1, neste caso, com o tento da confirmação a surgir em cima do minuto 90).

Continuam, pois, as turmas de Amiais de Baixo e de Alcanena integradas no grupo de cinco clubes que se posicionam no topo da tabela, tendo, aliás, encurtado distâncias em relação às duas equipas que se posicionam imediatamente acima – com o Amiense a igualar pontualmente o Samora Correia, apenas a três pontos do U. Tomar, e o Alcanenense somente um ponto mais abaixo.

Tendo, em paralelo, ampliado a vantagem face ao 6.º e 7.º classificados, At. Ouriense e Mação, os quais não foram além de igualdades no passado fim-de-semana – a formação de Ourém, empatando a uma bola no terreno do último classificado, Entroncamento; e, no caso dos maçaenses, não tendo sido desfeito o nulo na deslocação a Fátima, actual penúltimo – passando a distar quatro (At. Ouriense) e seis (Mação) pontos da agremiação dirigida por José Torcato.

Por fim, nota para um importante triunfo averbado pelo Águias de Alpiarça, por 2-1, na recepção ao Cartaxo (equipa que vinha de duas afirmativas vitórias, ante o Ferreira do Zêzere e o Samora Correia), tendo os alpiarcenses alcançado o tento decisivo já em período de compensação; um desfecho que permitiu ao conjunto orientado por Jorge Peralta ascender ao 9.º lugar.

II Divisão Distrital – Forense e Espinheirense, ambos vitoriosos em terreno alheio, respectivamente no Porto Alto (3-2) e na Glória do Ribatejo (2-0) foram os principais beneficiados, a Sul, na 10.ª ronda da divisão secundária, dado que o guia, Moçarriense, não foi além do 0-0 em Benfica do Ribatejo – reequilibrando, de alguma forma, as contas, depois de ambos terem perdido pontos no feriado de 1 de Dezembro (vitória do conjunto da Moçarria, ante o Forense, por 2-1; e empate caseiro cedido pelo Espinheirense, a três golos, com o Marinhais).

Os três clubes da frente apresentam-se concentrados num intervalo de três pontos, dispondo o Moçarriense de dois pontos de avanço sobre o Espinheirense, seguido de imediato pelo Forense.

A Norte o Riachense consentiu, no reduto do Vilarense, aquele que foi apenas o seu segundo empate (1-1), tendo somado oito triunfos na primeira volta (que se conclui no próximo fim-de-semana, mas com os homens dos Riachos a folgar), o último, na quinta-feira, ante o Caxarias, por 4-2. Quem está também a ter um notável desempenho é a formação do Vasco da Gama, que foi golear à Atalaia por 5-1, isolando-se na 2.ª posição, pese embora a oito pontos do comandante.

Campeonato de Portugal – Foi uma jornada em “três tons” a 10.ª desta competição de cariz nacional: muito bom triunfo (2-1) do U. Santarém em Mortágua, com os escalabitanos em franca ascensão na tabela, já no 3.º lugar, somente a um ponto do par da liderança (Sintrense e Pêro Pinheiro); também, em princípio, um resultado positivo do Coruchense, empatando a um golo na Sertã (mantendo-se a dois pontos da “linha de água”, delimitada precisamente pelo Sertanense); e (mais uma) derrota (oitava) do Rio Maior, perdendo com o Marinhense, também por 1-2.

Antevisão – Na 13.ª ronda da I Divisão as atenções estarão focadas, em especial, no Ferreira do Zêzere-Fazendense e no At. Ouriense-U. Tomar, com os dois primeiros a ser, uma vez, mais colocadas à prova. De forte interesse será, também, o Mação-Amiense.

No escalão secundário realce para o Pego-U. Atalaiense, com os primeiros classificados (Moçarriense, Espinheirense, Forense; e Vasco da Gama) claramente favoritos nos seus desafios.

No Campeonato de Portugal, o U. Santarém recebe o anterior guia, 1.º de Dezembro, com o qual partilha a 3.ª posição, enquanto o Coruchense tem um importante compromisso com o União da Serra. O Rio Maior, de visita a Arronches, terá em mira a possibilidade de se estrear a ganhar.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 8 de Dezembro de 2022)

11 Dezembro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

Mundial 2022 – 1/4 de final


Melhores Marcadores:

  • 5 golos – Kylian Mbappé (França)
  • 4 golos – Lionel Messi (Argentina) e Olivier Giroud (França)
  • 3 golos – Álvaro Morata (Espanha), Bukayo Saka (Inglaterra), Cody Gakpo (Países Baixos), Enner Valencia (Equador), Gonçalo Ramos (Portugal), Marcus Rashford (Inglaterra) e Richarlison (Brasil)
  • 2 golos – Aleksandar Mitrović (Sérvia), Andrej Kramarić (Croácia), Breel Embolo (Suíça), Bruno Fernandes (Portugal), Cho Gue-sung (Coreia do Sul), Ferrán Torres (Espanha), Giorgian De Arrascaeta (Uruguai), Harry Kane (Inglaterra), Julián Álvarez (Argentina), Kai Havertz (Alemanha), Mehdi Taremi (Irão), Mohammed Kudus (Ghana), Neymar (Brasil), Niclas Füllkrug (Alemanha), Rafael Leão (Portugal), Ritsu Dōan (Japão), Robert Lewandowski (Polónia), Salem Al-Dawsari (A. Saudita), Vincent Aboubakar (Camarões), Wout Weghorst (Países Baixos) e Youssef En-Nesyri (Marrocos)

10 Dezembro, 2022 at 10:00 pm Deixe um comentário

Mundial 2022 – 1/4 de final – Marrocos – Portugal

Marrocos Portugal 1-0

Marrocos Yassine Bounou “Bono”, Achraf Hakimi, Romain Saïss (57m – Achraf Dari), Jawad El Yamiq, Yahya Attiyat-Allah, Sofyan Amrabat, Azzedine Ounahi, Selim Amallah (65m – Walid Cheddira), Hakim Ziyech (82m – Zakaria Aboukhlal), Sofiane Boufal (82m – Yahya Jabrane) e Youssef En-Nesyri (65m – Badr Benoun)

Portugal Diogo Costa, Diogo Dalot (79m – Ricardo Horta), Pepe, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro (51m – João Cancelo), Rúben Neves (51m – Cristiano Ronaldo), Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Otávio Monteiro (69m – Vítor Ferreira “Vitinha”), João Félix e Gonçalo Ramos (69m – Rafael Leão)

1-0 – Youssef En-Nesyri – 42m

Cartões amarelos – Vitinha (87m); Achraf Dari (70m) e Walid Cheddira (90m)

Cartão vermelho – Walid Cheddira (90m)

Árbitro – Facundo Tello (Argentina)

Al-Thumama Stadium – Doha (18h00 / 15h00)

Este foi um desafio cujo perfil era, em larga medida, expectável, quer a nível da solidez defensiva da selecção de Marrocos (um único golo sofrido nos quatro encontros anteriores, tendo deixado a “zero” adversários da craveira da Croácia, Bélgica e Espanha), como do natural assumir da iniciativa de jogo por parte da equipa portuguesa, que, pelo seu potencial, se perfilava como “favorita”.

O que não estaria no “programa” era sofrer um golo da formação marroquina, o que, claro, aumentaria sobremaneira o grau de dificuldade a transpor.

A verdade é que, desde início, Portugal nunca demonstrou ser capaz de evitar certa ambiguidade: a de, procurando jogar de forma ofensiva, não descurar, em paralelo, a segurança do seu sector mais recuado. Daí, talvez, a entrada em campo de Rúben Neves (apostando também na possibilidade do seu remate de “meia distância”, o que, porém, acabaria por não se proporcionar), por troca com William Carvalho.

Depois da concludente vitória sobre a Suíça, nos 1/8 de final, a equipa nacional voltaria a pecar em termos de ritmo, velocidade, alternâncias de flanco; numa palavra, em criatividade, que pudesse desmontar a organização contrária, que, qual “carraça”, não concedia um “centímetro” de espaço de manobra.

E, mais, desde cedo se constatou que Marrocos poderia ser, de facto, perigoso, porque, cada vez que recuperava a bola, ia mostrando que sabia “o que fazer com ela”, ensaiando rápidas transições, colocando sempre “em sentido” o meio-campo português.

Por seu lado, a selecção de Portugal viria a cair, de forma notoriamente excessiva, nos lançamentos em profundidade, face aos quais o adversário sempre esteve confortável.

Jogando a baixa intensidade, não só se viria a desperdiçar todos os primeiros 45 minutos, como, prestes a findar essa primeira metade, Marrocos chegaria ao tão receado golo. Num lance em que Diogo Costa se atrapalhou com Rúben Dias, surgiu Youssef En-Nesyri a antecipar-se de cabeça e a tocar a bola para o fundo das redes.

Até aí haviam sido escassas as oportunidades da equipa portuguesa, as três passando pelos pés de João Félix, a primeira delas logo nos minutos iniciais. E só depois do golo haveria outro lance de perigo, por Bruno Fernandes. Mas, todas essas tentativas, infrutíferas.

Com dificuldades em organizar o seu jogo, via-se Bernardo Silva a ter de recuar para a posição habitualmente ocupada no terreno por William, para ir “buscar a bola” e iniciar os lances de ataque. Ao intervalo, a opinião dos espectadores era “consensual”: era necessário fazer entrar em jogo Vitinha.

Após novo susto sofrido logo no recomeço, Fernando Santos foi lesto a fazer as primeiras alterações, fazendo entrar os “revoltados” Cancelo e Ronaldo, para os lugares de Guerreiro e Rúben Neves. Portugal avançava no terreno e empurrava ainda mais para trás a equipa de Marrocos, o que, paradoxalmente, aumentava o risco de poder vir a sofrer novo golo…

Logo ficaria a sensação de que – ainda com tanto tempo para jogar (mais de quarenta minutos) – começava a faltar algum discernimento, com a equipa a denotar grande ansiedade e algo precipitada, a querer fazer as coisas “depressa demais”, à medida que o “desespero” ia crescendo.

Perto da hora de jogo Gonçalo Ramos remataria ao lado, para, de seguida, ser outra vez Bruno Fernandes a não conseguir finalizar da melhor forma. Cristiano Ronaldo, com acção muito discreta durante todo o tempo em que esteve em campo, tentaria ainda a conversão de um livre, mas com a bola a embater na barreira. Nada saía bem…

Numa corrida contra o tempo Portugal via-se obrigado a “meter toda a carne no assador”: já após as entradas de Vitinha e Rafael Leão, numa opção de risco total, para os derradeiros dez/quinze minutos, seria o lateral direito Dalot a sair, por troca com Ricardo Horta, balanceando-se a equipa completamente para o ataque.

O conjunto marroquino deixava já transparecer sinais de grande fadiga, acantonando-se em torno da sua grande área, num instinto de auto-defesa, lutando pela “sobrevivência”. Antecipava-se que, caso a turma portuguesa conseguisse levar o jogo para prolongamento, poderia encontrar então maiores “facilidades” para ganhar.

Já em período de compensação Marrocos ficaria reduzido a dez elementos (dois cartões amarelos a Walid Cheddira num espaço de apenas dois minutos), e a situação era de “sufoco” total.

Porém, a ocasião mais “vistosa” de golo só surgiria mesmo a findar a partida, quando Pepe (a jogar, já então – saber-se-ia mais tarde –, com uma fractura no braço), em plena pequena área, não conseguiu dar o melhor desvio, de cabeça, à bola, que viria a sair ao lado.

Portugal, com muita transpiração, mas muito pouca inspiração, não teve a “ponta de sorte” que acabaria por premiar Marrocos, pelo sua grande abnegação, a quem tínhamos de dar os parabéns, sendo a primeira selecção africana a atingir as meias-finais de um Mundial.

Quanto à formação portuguesa, o resultado final obtido nesta competição é, claro, positivo (entre as oito melhores selecções do Mundo), mas, perante o alinhamento de jogos que se lhe deparou na fase a eliminar, a expectativa seria a de se alcançar, pelo menos, as tais semi-finais.

Com “altos e baixos”, num percurso algo irregular, em que se destaca, pela positiva, a exibição frente à Suíça, em contraponto aos desaires sofridos ante a Coreia do Sul e Marrocos, é inevitável acabarmos por ficar, todos, com um “amargo de boca”.

10 Dezembro, 2022 at 5:59 pm Deixe um comentário

Mundial 2022 – 1/8 de final


Melhores Marcadores:

  • 5 golos – Kylian Mbappé (França)
  • 3 golos – Álvaro Morata (Espanha), Bukayo Saka (Inglaterra), Cody Gakpo (Países Baixos), Enner Valencia (Equador), Gonçalo Ramos (Portugal), Lionel Messi (Argentina), Marcus Rashford (Inglaterra), Olivier Giroud (França) e Richarlison (Brasil)
  • 2 golos – Aleksandar Mitrović (Sérvia), Andrej Kramarić (Croácia), Breel Embolo (Suíça), Bruno Fernandes (Portugal), Cho Gue-sung (Coreia do Sul), Ferrán Torres (Espanha), Giorgian De Arrascaeta (Uruguai), Julián Álvarez (Argentina), Kai Havertz (Alemanha), Mehdi Taremi (Irão), Mohammed Kudus (Ghana), Niclas Füllkrug (Alemanha), Rafael Leão (Portugal), Ritsu Dōan (Japão), Robert Lewandowski (Polónia), Salem Al-Dawsari (A. Saudita) e Vincent Aboubakar (Camarões)

6 Dezembro, 2022 at 10:10 pm Deixe um comentário

Mundial 2022 – 1/8 de final – Portugal – Suíça

Portugal Suíça 6-1

Portugal Diogo Costa, Diogo Dalot, Pepe, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro, William Carvalho, Bruno Fernandes (87m – Rafael Leão), Bernardo Silva (81m – Rúben Neves), Otávio Monteiro (74m – Vítor Ferreira “Vitinha”), João Félix (74m – Cristiano Ronaldo) e Gonçalo Ramos (74m – Ricardo Horta)

Suíça Yann Sommer, Manuel Akanji, Ricardo Rodríguez, Fabian Schär (45m – Eray Cömert), Edimilson Fernandes, Remo Freuler (54m – Denis Zakaria), Granit Xhaka, Djibril Sow (54m – Haris Seferović), Ruben Vargas (66m – Noah Okafor), Breel Embolo (89m – Ardon Jashari) e Xherdan Shaqiri

1-0 – Gonçalo Ramos – 17m
2-0 – Pepe – 33m
3-0 – Gonçalo Ramos – 51m
4-0 – Raphaël Guerreiro – 55m
4-1 – Manuel Akanji – 58m
5-1 – Gonçalo Ramos – 67m
6-1 – Rafael Leão – 90m

Cartões amarelos – Fabian Schär (43m) e Eray Cömert (59m)

Árbitro – César Arturo Ramos (México)

Lusail Stadium – Lusail, Al Daayen (22h00 / 19h00)

É inevitável: antes do jogo começar (e, também, no final, já depois de terminar, ao recolher, solitário, aos balneários), todas as atenções estavam focadas em Cristiano Ronaldo, com os “holofotes” (câmaras dos repórteres fotográficos) apontados para o “banco” da selecção portuguesa, onde, pela primeira vez, nos últimos largos anos, num desafio de cariz decisivo desta relevância, “foi deixado”.

Durante o jogo, por curiosa coincidência, seria o seu “substituto”, Gonçalo Ramos, a estar em grande evidência, a um nível que poucos julgariam possível, ao conseguir o primeiro “hat-trick” deste Mundial – também o jogador mais novo (21 anos) a alcançá-lo e, igualmente, o primeiro a marcar três golos e dar a assistência para outro tento, em partidas da fase a eliminar de um Campeonato do Mundo, desde a 2.ª edição da competição, em 1934 (altura em que o italiano Schiavio  tinha obtido registo idêntico)!

E, já que se fala em “records”: Portugal, com os seis golos marcados, igualou igualmente a marca de maior número de golos obtidos em encontros dos 1/8 de final de Mundiais, que fora, antes (em 1938!), estabelecida pela Hungria e pelo Brasil.

Quanto ao jogo, em si, teve bastantes pontos de contacto com o que estas mesmas duas selecções tinham disputado há precisamente seis meses (a 5 de Junho), a contar para a Liga das Nações, em que Portugal goleara também, por 4-0, então com um “bis” de… Cristiano Ronaldo.

Alinhando com oito (!) jogadores que não tinham iniciado o desafio ante a Coreia do Sul (para além do guarda-redes, só Dalot e Pepe se mantiveram no “onze” titular), a equipa portuguesa voltou, tal como em Junho, a entrar mal, com dificuldades para encaixar no jogo suíço.

Ao fim de um quarto de hora Portugal parecia não ter ainda “entrado em campo”, quando, num ápice, se colocou em vantagem, fruto de uma excelente execução de Gonçalo Ramos, assistido por João Félix, num remate à meia-volta, a fazer a bola passar pelo “buraco da agulha”, entre o poste e (sobre) o guardião contrário.

Animada com o golo a selecção nacional daria então início a uma das melhores actuações dos últimos tempos, mostrando, a nível colectivo, boas dinâmicas (subsistindo sempre a dúvida de qual a quota-parte que coube efectivamente à sua acção própria, e até que ponto tal beneficiou igualmente da “perda de rumo” suíça que se viria a verificar durante a hora final do encontro).

Para além da muito feliz estreia de Gonçalo Ramos a titular, João Félix terá feito também a sua melhor exibição ao serviço do conjunto português, “enchendo o campo”, curiosamente, manobrando a partir de zona mais recuada do terreno. Diogo Dalot voltou a estar a bom nível, William Carvalho e Otávio garantiram a segurança que habitualmente conferem na zona intermediária.

Se a Suíça ainda ia procurando dar réplica, o segundo tento de Portugal, pouco passava da meia hora – com Pepe, a pouco mais de dois meses de completar 40 anos (!), a elevar-se mais alto que a defensiva contrária, a dar a melhor sequência ao canto cobrado por Bruno Fernandes, cabeceando para o fundo das redes –, seria o definitivo “game changer”; o golo que desarmaria a equipa helvética, a partir daí sem conseguir organizar-se para suster a avalancha ofensiva lusa.

No reatamento da partida, bastariam apenas mais cinco minutos para a formação nacional voltar a marcar, outra vez por Gonçalo Ramos (assistido por Dalot), antecipando-se, à boca da baliza, ampliando a contagem para 3-0, sentenciando definitivamente a contenda. E, logo de seguida, seria o habitualmente discreto Raphaël Guerreiro a estabelecer a goleada, desta feita a passe do mesmo Gonçalo, a culminar uma muito boa jogada de cariz colectivo.

Aproveitando (mais) uma desconcentração defensiva portuguesa, noutro lance de bola parada, a Suíça reduziria ainda para 1-4. Mas a vitória nunca pareceu poder vir a ser ameaçada: menos de dez minutos decorridos chegava o 5.º golo português, o “hat-trick” do jovem Ramos, a isolar-se e a “picar a bola” sobre Sommer, outra vez numa abertura “açucarada” de João Félix.

Com o “Estádio” a pedir a entrada de Ronaldo, Fernando Santos colocaria então em campo – mais tarde do que seria expectável (faltando jogar apenas cerca de um quarto de hora) – o capitão da selecção, ao mesmo tempo que aproveitava para dar alguma “poupança” de esforço aos elementos sujeitos a maior desgaste, como Félix, Ramos e Otávio (e, já na parte final, também a Bernardo Silva e Bruno Fernandes).

Já em tempo de compensação, e, tal como sucedera no desafio com o Ghana, Rafael Leão faria, escassos minutos após ter entrado em campo – numa fantástica execução, a rematar em arco, ao poste mais distante, deixando o guardião “pregado” ao solo – o sexto tento para Portugal, a fixar o resultado numa histórica goleada.

Voltando ao princípio: após o termo do jogo, e já depois de ter ido agradecer os aplausos do público, Cristiano retirou de campo sozinho, como que sentindo que aquela festa (que os restantes jogadores iam fazendo, no centro do terreno), de alguma forma “não era dele”, para a qual terá sentido não ter dado efectivo contributo.

Cristiano Ronaldo transpareceu ser, no seu íntimo, e neste momento, um homem “destroçado”, a precisar que lhe “dêem a mão”. Terá tido uma sensação de  “exclusão” do grupo, como se os amigos o tivessem renegado. Diz o ditado que: «Na cama que farás, nela te deitarás». Pois, está a ter de assimilar, de forma dolorosa, uma lei inexorável da vida: dar lugar a outros.

Num momento de euforia colectiva com esta goleada, fica a ideia de que este ambiente poderá não ser o mais saudável para a nossa selecção, para o resto do Mundial. Será ainda possível reabilitar Cristiano (voltar a trazê-lo de regresso ao seio do grupo)?

Aceitando a sua actual condição, recuperando mentalmente, poderá ter ainda o tal (relevante) contributo a dar à equipa – desde logo nuns quartos-de-final em que se antecipa forte oposição de Marrocos (com forte solidez defensiva), que surpreendeu, eliminando a favorita Espanha.

6 Dezembro, 2022 at 9:59 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 11ª Jornada

(“O Templário”, 01.12.2022)

Ao fim de onze jornadas já não há equipas invictas: o último resistente, Samora Correia, não conseguiu evitar o desaire na deslocação ao Cartaxo; desfecho de que beneficiou o U. Tomar, para, ganhando em Ferreira do Zêzere, se isolar no comando da pauta classificativa, seguido de perto por Fazendense (apenas a dois pontos) e pelo grupo samorense, que baixou ao 3.º posto.

Destaques – O primeiro destaque vai, pois, para a turma do Cartaxo, a qual, a realizar boa campanha no seu reduto (onde conta, até agora, quatro vitórias e dois empates), conseguiu ser a primeira a derrotar o Samora Correia, por tangencial 3-2, numa partida em que cedo se colocou em vantagem (logo ao minuto 10), posição que recuperou no início da segunda parte, com o 2-1, acabando por se registar ainda mais dois tentos, um para cada lado, já em tempo de compensação: primeiro, os donos da casa a ampliar para 3-1, vindo os samorenses a fechar a contagem.

Pode ter sido verbalizado por todos que era “mais um jogo”, mas, efectivamente, era bastante mais que isso: o Ferreira do Zêzere-U. Tomar foi, para além de um tradicional “quase derby”, entre dois rivais vizinhos, um embate entre duas equipas com aspirações neste campeonato, com cariz mais determinante para os visitados, bastante atrasados na tabela, a que acresceu a assaz invulgar particularidade – que fez dele ainda mais especial – de, na formação ferreirense, oito (!) dos jogadores que integraram o “onze” inicial terem alinhado, em anos recentes, pelo União.

De facto, num jogo entre “velhos conhecidos” e, mais que isso, colegas e amigos, o Ferreira do Zêzere entrou em campo com os 2.º (David Vieira), 3.º (Fábio Vieira), 4.º (Filipe Cotovio), 5.º (Tiago Vieira) e 7.º (Chrystian Pedroso) jogadores com mais jogos ao serviço do emblema tomarense na última década – os outros dois são Nuno Rodrigues (1.º, presentemente a representar o Mação, depois de ter passado também por Ferreira), e Luís Alves (6.º, que, por razões de saúde, se viu forçado a suspender a prática do futebol) –, todos transferidos no início desta época.

Também Ricardo Simões, Caio Lucas e Miguel Abreu – assim como Ricardo Gerardo, que entrou no final do desafio – vestiram as cores rubro-negras em anos anteriores; inclusivamente, o treinador ferreirense, David Lourenço, foi também adjunto no U. Tomar. Do lado unionista, actuaram três antigos jogadores do Ferreira do Zêzere: Guilherme Camargo e José Charles (que, esta temporada, fizeram o “percurso inverso” aos cinco acima mencionados) e Henrique Matos.

Quanto ao jogo em si, foi um encontro sem casos, um exemplo, em que o “fair-play” imperou, com ascendente inicial dos donos da casa, tendo os visitantes conseguido, a partir de meio do primeiro tempo, repartir a iniciativa – então, com ambas as equipas a privilegiar as transições rápidas –, vindo os nabantinos a ser premiados com o que acabaria por ser o único golo da partida, logo aos 25 minutos, na sequência de um lance de bola parada, numa excelente finalização de Pedro Pires, celebrando da melhor forma o seu 100.º jogo com a camisola do U. Tomar.

Os ferreirenses podiam ter empatado à passagem da meia hora (bola no poste), mas o União teve também ocasião para ampliar a vantagem mesmo a fechar os primeiros 45 minutos. Na segunda parte, os visitados tentaram ir “atrás do prejuízo”, assenhoreando-se do domínio do jogo, com os tomarenses, submetidos a intensa (mas pouco eficaz) pressão, a mostrarem-se – tal como sucedera em Fátima – muito solidários (com a “agravante” de, por lesão, e consequente substituição dos dois laterais, um logo aos 27 e, outro, aos 55 minutos, terem sido forçados a “improvisar”).

Foi o 5.º triunfo consecutivo do U. Tomar (quarto em seis jogos fora de casa), num notável ciclo; já o Ferreira do Zêzere mostrou valia para melhorar significativamente o modesto 10.º posto que passou a ocupar, mesmo que se avizinhem novos compromissos de elevado grau de dificuldade.

A última nota de realce vai para mais uma importante vitória (2-1) do Alcanenense, em Abrantes, a consolidar a 5.ª posição, ao mesmo tempo que contribui para o agudizar da “crise” do Abrantes e Benfica (cinco jogos sem ganhar), tendo caído para muito inesperado 13.º lugar.

Confirmações – Numa jornada sem particulares surpresas a assinalar, seriam de alguma forma expectáveis os resultados dos outros cinco jogos. O agora vice-líder, Fazendense, ganhou, com naturalidade, por 3-0, face ao último classificado, Entroncamento; tendo o Mação (já 7.º) batido o Benavente, por 2-1, após ter operado reviravolta no marcador, depois de ter “entrado a perder”.

O Torres Novas, a protagonizar muito boa recuperação – tendo igualado pontualmente o Ferreira do Zêzere, partilhando a 10.ª posição –, superiorizou-se ao Águias de Alpiarça, também mercê de solitário golo, já na parte final do desafio. Por seu lado, o Salvaterrense impôs ao Fátima (penúltimo classificado) quarto desaire sucessivo, ganhando por 2-0.

Por fim, At. Ouriense (6.º) e Amiense (4.º) neutralizaram-se, empatando a uma bola, sendo que os homens de Ourém apenas no derradeiro minuto marcaram o tento que evitou a derrota.

II Divisão Distrital – Na 8.ª jornada esteve particularmente em evidência o Vasco da Gama, ganhando por 2-0 no Tramagal, ascendendo ao 2.º lugar da série B, a par do Pego (que folgou), mas, ambos, já a oito pontos do Riachense, que “soma e segue” (2-0 em Alferrarede, contando agora sete triunfos e um único empate cedido).

Mais a Sul, o Moçarriense (2-1, frente ao Porto Alto) continua a liderar, com dois escassos pontos de vantagem em relação a Forense (2-0 ao Rebocho) e Espinheirense (ganhando por 2-1, no Paço dos Negros), e três face ao Marinhais (que bateu o U. Almeirim por inequívoca marca de 3-0).

Campeonato de Portugal – Esta foi uma ronda positiva, com vitórias categóricas do Coruchense (4-0, na recepção ao Alcains) e do U. Santarém (3-0, também no seu terreno, ao União da Serra). Já o Rio Maior não evitou novo desaire (0-2) caseiro, ante o agora guia isolado, 1.º Dezembro.

Os escalabitanos repartem o 5.º lugar com o B. C. Branco, somente a um ponto do trio de vice-líderes, formado por Sintrense, Pêro Pinheiro e Mortágua… e apenas a três do comandante!

O conjunto do Sorraia continua a ser 10.º classificado, mas reduziu para dois pontos o atraso face à “linha de água” (Sertanense, 8.º, em igualdade pontual com o 9.º, União da Serra). Por seu lado, o Rio Maior subsiste a onze distantes pontos dessa zona delimitadora.

Antevisão – A 12.ª jornada oferece-nos o que poderá ser o “jogo-grande” deste campeonato, entre aqueles que se perfilam, porventura, como os dois principais favoritos ao título, chegando a este confronto posicionados já nos dois lugares de topo da tabela: U. Tomar e Fazendense.

De grande interesse será também o desafio Samora Correia-Ferreira do Zêzere, tal como o Fátima-Mação. Alcanenense e Amiense serão favoritos, na recepção a Torres Novas e Salvaterrense.

O escalão secundário tem jornada dupla, com a 9.ª ronda agendada para o feriado de 1 de Dezembro, na qual pontificavam as partidas Moçarriense-Forense, Espinheirense-Marinhais, Riachense-Caxarias e Pego-Tramagal. Já no Domingo (10.ª), realce para o Vilarense-Riachense.

Também na 10.ª jornada do Campeonato de Portugal, com as três equipas do Distrito a viajar, o U. Santarém visita Mortágua (4.º), o Coruchense vai à Sertã, e o Rio Maior à Marinha Grande.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 1 de Dezembro de 2022)

4 Dezembro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

Mundial 2022 – 1/8 de final

2 Dezembro, 2022 at 10:05 pm Deixe um comentário

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