Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão)

                                        2ª mão 1ª mão Total

Anderlecht - Hamburg                      4-3    1-3   (5-6)
Wolfsburg - Rubin Kazan              a.p. 2-1    1-1   (3-2)
Sporting - At. Madrid                     2-2    0-0   (2-2)
Marseille - Benfica                       1-2    1-1   (2-3)
Standard Liège - Panathinaikos            1-0    3-1   (4-1)
Liverpool - Lille                         3-0    0-1   (3-1)
Fulham - Juventus                         4-1    1-3   (5-4)
Werder Bremen - Valencia                  4-4    1-1   (5-5)

Marseille – Steve Mandanda, Laurent Bonnart, Souleymane Diawara, Stéphane Mbia, Taye Taiwo, Fabrice Abriel (44m – Bakari Koné – 90m – Hatem Ben Arfa), Lucho González, Édouard Cissé, Benoît Cheyrou (76m – Charles Kaboré), Mamadou Niang e Brandão

BenficaBenfica – Júlio César, Maxi Pereira (90m – Miguel Vítor), Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ramires, Carlos Martins (86m – Alan Kardec), Di María, Saviola (77m – Pablo Aimar) e Óscar Cardozo

1-0 – Mamadou Niang – 70m
1-1 – Maxi Pereira – 75m
1-2 – Alan Kardec – 90m

Cartões amarelos – Bakari Koné (55m), Taye Taiwo (83m) e Stéphane Mbia (90m); Óscar Cardozo (33m), Di María (54m), Luisão (81m), Javi García (83m), Alan Kardec (90m) e Pablo Aimar (90m)

Cartão vermelho – Hatem Ben Arfa (90m)

Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)

Iniciando a partida com uma boa disposição – sabendo que necessitava imperiosamente de marcar (o golo sofrido no último minuto da partida da 1ª mão, no Estádio da Luz, pode ter sido, nessa perspectiva, virtuoso) – o Benfica assumiu a iniciativa do jogo, dispondo de uma soberana oportunidade logo depois dos 20 minutos, com Cardozo a rematar ao poste.

A partir da meia hora de jogo, a equipa de Marselha começou a equilibrar a partida, não deixando de procurar o ataque, embora sabendo que o tempo jogava a seu favor, dado o nulo no marcador, e considerando o resultado registado na semana passada.

No segundo tempo, o jogo começaria por ter uma toada mais morna, para acelerar definivamente nos últimos 20 minutos. Perante uma arbitragem tendenciosa (caseira), o Benfica não veria sancionada uma grande penalidade a seu favor, assistindo-se, por outro lado, a um verdadeiro festival de cartões amarelos, num jogo que, à excepção do tempo de descontos, o não justificaria.

Um pouco contra a corrente do jogo, o Marselha acabaria mesmo por marcar, iam decorridos 70 minutos. De imediato, não mudava grande coisa: o Benfica continuava a ter de marcar se pretendia continuar a ter aspirações a prosseguir na prova.

E, embora se pudesse recear que a equipa oscilasse um pouco, depois de não ter estado bem na concretização de jogadas ofensivas, acabaria por beneficiar da inspiração de Maxi Pereira, que, num remate de longe, com um efeito algo caprichoso, a trair o guarda-redes adversário,  fazia o seu segundo golo nesta eliminatória, igualando o encontro, anulando a vantagem que o Marselha levara de Lisboa.

Até final, seria o Benfica a mostrar-se mais afoito, vindo a ser recompensado – quando se esperava já o prolongamento – com o primeiro golo de Alan Kardec ao serviço da equipa portuguesa, surgindo no melhor momento, no último minuto, sentenciando a eliminatória.

De cabeça perdida, num tempo de compensação extremamente agitado, para além de 3 cartões amarelos, haveria ainda lugar a uma expulsão, precisamente do autor do golo do Marselha em Lisboa, Hatem Ben Arfa, que entrara em campo no minuto anterior!

Com uma boa exibição, afirmativa da sua actual capacidade, a equipa do Benfica garantia uma importante vitória, e consequente apuramento para os 1/4 Final da novel Liga Europa, no seu ano de estreia, repetindo o desfecho de há duas décadas.

18 Março, 2010 at 7:55 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão) – Act.

                                        2ª mão 1ª mão Total

09.03.10 - Arsenal - FC Porto             5-0    1-2   (6-2)
09.03.10 - Fiorentina - Bayern            3-2    1-2   (4-4)
10.03.10 - Manchester United - AC Milan   4-0    3-2   (7-2)
10.03.10 - Real Madrid - Lyon             1-1    0-1   (1-2)
16.03.10 - Chelsea - Inter                0-1    1-2   (1-3)
16.03.10 - Sevilla - CSKA Moskva          1-2    1-1   (2-3)
17.03.10 - Barcelona - Stuttgart          4-0    1-1   (5-1)
17.03.10 - Bordeaux - Olympiakos          2-1    1-0   (3-1)

No “regresso a casa”, José Mourinho apresentou hoje um Inter demasiado poderoso para o Chelsea, conseguindo uma vitória pela margem mínima, resultado lisonjeiro para a equipa inglesa, tal o número de oportunidades desperdiçadas pela equipa de Milão, que assim avança para os 1/4 Final da Liga dos Campeões.

17 Março, 2010 at 10:35 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão)

BenficaBenfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, César Peixoto (77m – Fábio Coentrão), Javi García, Ramires, Pablo Aimar (65m – Carlos Martins), Di María, Saviola (88m – Eder Luís) e Óscar Cardozo

Marseille – Steve Mandanda, Laurent Bonnart, Souleymane Diawara, Stéphane Mbia, Taye Taiwo, Fabrice Abriel (70m – Mathieu Valbuena), Lucho González, Édouard Cissé, Benoît Cheyrou, Mamadou Niang (75m – Hatem Ben Arfa) e Brandão  

1-0 – Maxi Pereira – 76m
1-1 – Hatem Ben Arfa – 90m

Cartões amarelos – Maxi Pereira (66m); Lucho González (48m) e Brandão (72m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Frente a uma equipa consistente, o Benfica sentiu esta noite inusitadas dificuldades para exercer o domínio que tem caracterizado o seu jogo ao longo da presente época, com o habitual “empurrar” dos adversários para a sua zona defensiva.

Desde cedo o encontro seria bastante repartido, sem um claro controlo de nenhuma das equipas, sem uma superioridade de um meio-campo sobre o outro. O Benfica parecia aliás não conseguir assentar o seu jogo, com passes transviados, permitindo muitos espaços ao adversário, que, ainda no quarto de hora inicial, teve duas ocasiões de grande perigo junto da baliza benfiquista.

Gradualmente, o Benfica iria assumindo a iniciativa do jogo, criando também uma ou outra oportunidade, com uma soberana possibilidade de marcar à passagem dos 40 minutos, que contudo não aproveitaria.

No segundo período, o Marselha parecia satisfeito com o nulo (não me recordo de assistir a uma cena algo caricata, que sucedeu hoje pelo menos duas vezes: um livre e um canto a favor do Marselha, sem que, num primeiro momento, ninguém fizesse menção de se aproximar da bola para dar seguimento ao lance).

Como que num sistema de vasos comunicantes, à medida que a equipa francesa adoptava uma toada de maior contenção, o Benfica foi-se soltando e avançando no terreno.

Imprimindo alta velocidade ao seu jogo, o Benfica acabaria por conseguir chegar ao golo já no quarto de hora final, na sequência de uma jogada algo confusa, com Maxi Pereira a aproveitar da melhor forma uma perda de bola do guarda-redes, empurrando para a baliza; com a confiança reforçada, teria então a sua melhor fase no encontro, culminando com um potente remate de Ramires a esbarrar com estrondo na trave, um lance que poderia ter praticamente ditado o desfecho da eliminatória.

Algo temeroso durante a primeira parte – perante os “avisos” transmitidos pelas iniciativas adversárias – , o Benfica terá exagerado na auto-confiança, entusiasmado em busca do segundo golo, quando seria talvez altura de jogar mais pelo seguro.

Em contra-ciclo, o Marselha viria – com alguma dose de felicidade, já com o nonagésimo minuto a findar -, na sequência de mais um venenoso contra-ataque, a chegar ao golo, empatando o jogo, e colocando-se em vantagem na eliminatória… um final de partida com um “amargo de boca” que o Benfica poderá inverter em França, sabendo logo de entrada que terá necessidade de marcar.

Hamburg – Anderlecht – 3-1
Rubin Kazan – Wolfsburg – 1-1
At. Madrid – Sporting – 0-0
Benfica – Marseille – 1-1
Panathinaikos – Standard Liège – 1-3
Lille – Liverpool – 1-0
Juventus – Fulham – 3-1
Valencia – Werder Bremen – 1-1

Em Madrid, o Sporting, jogando uma hora com um jogador a menos – e os 3 minutos de descontos, no final da partida, com menos 2 elementos – devido a duas expulsões, arrancou um nulo. Um tão bom como perigoso resultado na perspectiva da 2ª mão, a disputar na próxima semana em Alvalade.

P. S. O meu agradecimento à Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa e à Feel Green.

11 Março, 2010 at 10:25 pm 1 comentário

Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão) – Act.

                                        2ª mão 1ª mão Total

09.03.10 - Arsenal - FC Porto             5-0    1-2   (6-2)
09.03.10 - Fiorentina - Bayern            3-2    1-2   (4-4)
10.03.10 - Manchester United - AC Milan   4-0    3-2   (7-2)
10.03.10 - Real Madrid - Lyon             1-1    0-1   (1-2)
16.03.10 - Chelsea - Inter                ---    1-2   (---)
16.03.10 - Sevilla - CSKA Moskva          ---    1-1   (---)
17.03.10 - Barcelona - Stuttgart          ---    1-1   (---)
17.03.10 - Bordeaux - Olympiakos          ---    1-0   (---)

Um FC Porto de “fim de estação”, mesmo em fim de ciclo, foi impotente para travar o “rolo compressor” que foi esta noite a equipa do Arsenal, sendo severamente castigado com uma goleada de 5-0 (igualando os seus piores resultados nas provas europeias, frente ao Hannover, em 1965-66, e PSV, em 1988-89, perdendo também por 5-0, e com o AEK Atenas, em 1978-79, em que foi derrotado por 6-1), saindo assim sem glória da Liga dos Campeões, nos 1/8 Final da prova.

O “todo poderoso” Real Madrid, com investimentos de cerca de 150 milhões de euros em apenas dois jogadores (Cristiano Ronaldo e Kaká) vê-se fora da Liga dos Campeões, quedando-se, uma vez mais (pelo 6º ano consecutivo), nos 1/8 Final… numa época em que a Final da competição será disputada no seu Estádio.

O Manchester United quase repetiu o resultado do Arsenal, goleando o AC Milan, superando mesmo a marca da equipa londrina no conjunto das duas mãos da eliminatória.

10 Março, 2010 at 10:39 pm Deixe um comentário

Vias de Facto

Vias de Facto é a denominação de um novo blogue, hoje iniciado, com a participação de Diana Andringa, Joana Lopes, João Pedro Cachopo, Miguel Cardina, Miguel Madeira, Miguel Serras Pereira, Pedro Viana, Ricardo Noronha e Zé Neves.

8 Março, 2010 at 11:07 pm Deixe um comentário

Vencedores dos Óscares 2010

  • Melhor Filme – “The Hurt Locker” (“Estado de Guerra”)
  • Melhor Actriz – Sandra Bullock – “The Blind Side”
  • Melhor Actor – Jeff Bridges – “Crazy Heart”
  • Melhor Actriz Secundária – Mo’Nique – “Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire”
  • Melhor Actor Secundário – Christoph Waltz – “Inglourious Basterds”
  • Melhor realizador – Kathryn Bigelow – “The Hurt Locker”
  • Melhor Argumento Original – “The Hurt Locker”
  • Melhor Argumento Adaptado – “Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire”
  • Melhor Fotografia – “Avatar”

(Lista completa aqui)

8 Março, 2010 at 7:50 am Deixe um comentário

Noite de Óscares – Trailers

7 Março, 2010 at 11:51 pm Deixe um comentário

Islândia diz Não

Os (relativamente poucos) islandeses que hoje se deslocaram às urnas, para votar em referendo, rejeitaram por esmagadora maioria o acordo negociado entre o governo da Islândia e os governos britânicos e holandês, pelo qual aquele país se comprometia a reembolsar – ao longo de 15 anos – os “Estados credores”, na sequência das indemnizações atribuídas pelo Reino Unido e Holanda aos 300 mil investidores lesados pela falência do Banco Icesave, no montante global de 3 700 milhões de euros (equivalente a 2/3 do orçamento anual islandês).

Este desfecho vem colocar dificuldades acrescidas ao governo islandês, sob as pressões do Fundo Monetário Internacional e dos países nórdicos, que, aguardando o resultado do referendo, haviam congelado os apoios ao país, que enfrenta uma grave crise, na sequência da desvalorização abrupta da moeda e da queda do PIB de 6,5 % no ano passado.

6 Março, 2010 at 11:57 pm Deixe um comentário

Público – 20 anos


5 Março, 2010 at 12:01 pm Deixe um comentário

Défice da Grécia e implicações sobre o Euro – Infografia

(infografia Le Monde Porque o objectivo das notícias é que sejam compreendidas…)

3 Março, 2010 at 3:10 pm Deixe um comentário

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