Liga Europa – 1/4 Final (2ª mão)

                                        2ª mão 1ª mão Total

08.04.10 - Liverpool - Benfica            4-1    1-2   (5-3)
08.04.10 - Wolfsburg - Fulham             0-1    1-2   (1-3)
08.04.10 - Standard Liège - Hamburger     1-3    1-2   (2-5)
08.04.10 - At. Madrid - Valencia          0-0    2-2   (2-2)

LiverpoolLiverpool – Pepe Reina, Glen Johnson, Jamie Carragher, Sotirios Kyrgiakos, Daniel Agger, Javier Mascherano, Lucas, Steven Gerrard (88m – Alberto Aquilani), Dirk Kuyt, Yossi Benayoun (90m – Nabil El Zhar) e Fernando Torres (86m – David Ngog)

BenficaBenfica – Júlio César (81m – Moreira), Ruben Amorim, Luisão, Sidnei, David Luiz, Javi García, Ramires, Carlos Martins (67m – Alan Kardec), Di María, Pablo Aimar (87m – Fábio Coentrão) e Óscar Cardozo

1-0 – Dirk Kuyt – 27m
2-0 – Lucas – 34m
3-0 – Fernando Torres – 59m
3-1 – Óscar Cardozo – 70m
4-1 – Fernando Torres – 82m

Cartões amarelos – Yossi Benayoun (75m); Pablo Aimar (84m)

Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)

No jogo da 2ª mão dos 1/4 Final da Liga Europa, a equipa do Benfica teria uma entrada personalizada, pressionante, com posse de bola e investindo no meio-campo adversário, conseguindo mesmo os dois primeiros pontapés de canto da partida.

A partir do quarto de hora, o Liverpool começaria a inverter a tendência, ganhando alguma superioridade, que culminaria com a concretização de um golo algo controverso, primeiro anulado e só num momento subsequente validado pelo árbitro, aparentemente por indicações contraditórias dos árbitros assistentes, dada a entrada de rompante de Dirk Kuyt na área de protecção do guarda-redes.

Pouco depois, numa falha de concentração da defesa benfiquista, com uma excelente diagonal da ofensiva do Liverpool, surgindo Lucas isolado perante um Júlio César hesitante na saída da baliza, a ficar a meio caminho, com o jogador da equipa inglesa a não ter grande dificuldade para ampliar a vantagem.

Abanando um pouco, o Benfica começou a procurar um jogo mais directo, de lançamentos em profundidade para a zona defensiva do Liverpool; paradoxalmente teria então, a findar a primeira parte, a melhor oportunidade de marcar, com Sidnei, na esquerda, no enfiamento da linha de pequena área, a rematar/centrar, com a bola a cruzar toda a área de baliza… sem que Cardozo conseguisse ter a frieza necessária para, encostando o pé na bola, a empurrar para o fundo das redes.

No segundo tempo, quando o Benfica tentava dar organização ao seu jogo ofensivo, e no momento em que beneficiou de um livre na zona atacante, teria uma perda de bola fatal, proporcionando um rapidíssimo contra-ataque, com o Liverpool a não perdoar e a elevar para 3-0!

Com Jesus a apostar no ataque – única alternativa viável -, com Kardec a substituir Carlos Martins, o episódio poderia ter-se repetido aos 68 minutos, na sequência de mais um canto a favor do Benfica, em que, perdida a bola, foi bem patente a dificuldade de recuperação e reposicionamento defensivo da equipa.

Quase de imediato o Benfica começaria a colher frutos dessa aposta, quando Cardozo, na sequência de um livre, reduziu o marcador para 1-3, reentrando na disputa da eliminatória. E, aos 76 minutos, um lance bastante similar ao da primeira parte, com a bola a cruzar toda a grande área do Liverpool, desta vez, da direita para a esquerda… sem que Cardozo conseguisse desviar para o golo uma vez mais.

As opções tácticas de Jesus reduziam-se quando Júlio César, indisposto, com notórias dificuldades de visão – depois de um choque com um adversário que, na queda, caiu sobre ele – teve de ser substituído por Moreira… que, na primeira investida do Liverpool, em mais um rápido contra-ataque, seria batido, com Fernando Torres a bisar, colocando o Benfica novamente com 3 golos de desvantagem, assim decidindo o desfecho desta eliminatória.

Um Benfica já muito “espremido”, com inesperadas falhas de concentração e grandes dificuldades de recuperação, acaba por sofrer uma dura penalização, reflectindo o bom aproveitamento por parte do Liverpool das oportunidades de que beneficiou, assim terminando a (boa) carreira europeia benfiquista desta época.

8 Abril, 2010 at 8:57 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 Final (2ª mão) – Act.

                                         2ª mão 1ª mão Total

06.04.10 - CSKA Moscovo - Inter            0-1    0-1   (0-2)
06.04.10 - Barcelona - Arsenal             4-1    2-2   (6-3)
07.04.10 - Manchester United - Bayern      3-2    1-2   (4-4)
07.04.10 - Bordeaux - Lyon                 1-0    1-3   (2-3)

Quatro golos de um soberbo Lionel Messi destroçaram um impotente Arsenal, incapaz de reagir à avalanche catalã, não obstante até ter começado por inaugurar o marcador em Barcelona.

O Inter, somando a quinta vitória consecutiva na prova, volta a assegurar a presença nas 1/ 2 Finais da Liga dos Campeões, sete anos depois, no que constituirá novo regresso de José Mourinho “a casa”, agora para defrontar o Barcelona, depois de ter já eliminado o Chelsea nos 1/8 Final.

A outra meia-final será disputada entre Bayern e Lyon, com a equipa alemã a conseguir eliminar o Manchester United, não obstante a equipa inglesa já vencer por 2-0 aos 6 minutos e ter mesmo chegado ao 3-0, com dois dos golos apontados pelo português Nani; na segunda parte, a expulsão de um jogador do Manchester facilitou a recuperação da equipa alemã, reduzindo para a desvantagem mínima, beneficiando dos dois golos marcados em Inglaterra.

No duelo gaulês, o campeão francês em título não conseguiu completar a reviravolta na eliminatória, frente ao Lyon, uma equipa mais experiente na Liga dos Campeões, que, não obstante, alcança pela primeira vez as 1/2 Finais da competição.

7 Abril, 2010 at 8:38 pm Deixe um comentário

Tendências e prospectivas. Os “novos” jornais

O OberCom – Observatório da Comunicação, apresenta um novo trabalho, da autoria  de Gustavo Cardoso, Jorge Vieira e Sandro Mendonça, intitulado Tendências e prospectivas. Os “novos” jornais, no qual são propostas 10 ideias sobre o futuro dos jornais:

1. Na sociedade de informação os leitores fazem parte do jornal.

2. Se algo não for facilmente acessível ao leitor ele encontrará forma de o obter em qualquer outro lado e de qualquer outro modo.

3. Os jornais não são de papel – nem apenas de palavras escritas.

4. Os jornais sobreviventes e renovados serão as novas agências
noticiosas do século XXI.

5. Os jornais são organizações que servem propósitos económicos e
éticos.

6. Os jornais trabalham num território situado entre os dados brutos e o conhecimento refinado.

7. A “marca” de um jornal tem vida para além das páginas.

8. O jornal foi uma rede social antes das redes sociais.

9. Num jornal e no jornalismo há novas profissões a emergir.

10. O jornal de hoje pode bem ter de ser diferente do de ontem.

(via Jornalismo & Comunicação)

5 Abril, 2010 at 8:07 pm Deixe um comentário

A história do livro, do manuscrito ao livro electrónico


(foto via Público.es)

O Museu da Biblioteca Nacional, de Madrid, inaugura amanhã a exposição “Del códice al libro electrónico”, a qual estará patente até ao próximo dia 3 de Outubro, tendo acesso livre.

Desta mostra fazem parte, entre outros, manuscritos autógrafos de Pedro Calderón de la Barca e de Francisco de Quevedo, máquinas de escrever, exemplares dos primeiros computadores pessoais, assim como – apenas no primeiro mês do evento – o “Livro de Ester” (na imagem), em formato de rolo em cilindro de prata.

5 Abril, 2010 at 6:14 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/4 Final (1ª mão)

Benfica – Liverpool – 2-1
Fulham – Wolfsburg – 2-1
Hamburger – Standard Liège – 2-1
Valencia – At. Madrid – 2-2

BenficaBenfica – Júlio César, Maxi Pereira (66m – Nuno Gomes), Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ramires, Carlos Martins (72m – Ruben Amorim), Di María, Pablo Aimar (87m – Airton) e Óscar Cardozo

LiverpoolLiverpool – Pepe Reina, Glen Johnson, Daniel Agger, Jamie Carragher, Emiliano Insúa, Lucas, Javier Mascherano, Steven Gerrard (90m – Benayoun), Ryan Babel, Dirk Kuyt e Fernando Torres (82m – Ngog)

0-1 – Daniel Agger – 9m
1-1 – Cardozo – 59m (pen.)
2-1 – Cardozo – 79m (pen.)

Ainda as equipas se encontravam naquela fase baptizada como de “estudo mútuo” e já o Liverpool – na sua primeira investida – inaugurava o marcador, logo aos 9 minutos, num livre descaído sobre a esquerda da área, com a bola a ser atrasada para o miolo do terreno, onde, com um toque de calcanhar, surgiu Agger – recuado em relação à defesa, portanto livre de marcação – a desviar subtilmente a bola para o fundo da baliza.

Praticamente na resposta, Cardozo – na zona da pequena área, descaído junto ao poste direito da baliza adversária – teve nos pés o golo do empate, mas não conseguiu dominar bem a bola, que saiu sem a direcção devida. O mesmo Cardozo que não daria a melhor sequência a um par de outros lances (aos 12 e 17 minutos), antes de Ramires e Di María, próximo da meia hora de jogo, ameaçarem a baliza defendida por Reina, com remates espontâneos, o primeiro de cabeça, a sair por alto, o segundo, de meia-distância, em força, a criar grande frisson, mas a sair ligeiramente descentrado. O Benfica criava bastantes situações ofensivas, mas não tinha eficácia na finalização.

Até que, precisamente em cima dos 30 minutos, Babel, em discussão com Luisão – que cometera falta, na sequência da qual viu o cartão amarelo – colocou a mão na cara do defesa benfiquista, gesto pouco digno, em que de imediato reincidiria, levando o árbitro a exibir-lhe, de forma ajustada, o cartão vermelho. 

Com menos um jogador, curiosamente, o Liverpool surgiria de seguida mais afoito, primeiro introduzindo a bola na baliza benfiquista, na sequência da marcação de um livre, sendo o lance anulado por fora de jogo já previamente sancionado pelo árbitro assistente, e, no minuto seguinte, com a bola de novo a rondar perigosamente a baliza de Júlio César. Não obstante, até final da primeira parte, haveria ainda tempo para Pepe Reina ver colocada à prova a sua concentração, em mais um bom lance de ataque construído pela equipa do Benfica. 

Cardozo confirmaria estar numa noite de desacerto, novamente, mais duas vezes, quase de seguida, a abrir a segunda parte, ainda antes dos 50 minutos. E, ainda, uma vez mais, quando, na conversão de um livre perigoso, praticamente em cima da linha da área – punindo uma falta sobre ele cometida – rematou forte, com a bola a embater estrondosamente no poste, imediatamente antes de, na sequência da jogada, Aimar ser derrubado por Insúa, originando a grande penalidade… que, desta feita, Cardozo não desperdiçaria, empatando o jogo! Na oportunidade, a falha seria do árbitro, ao não mostrar o segundo amarelo a Insúa, que colocaria o Liverpool a jogar apenas com 9 elementos.

O Benfica ia empurrando o Liverpool para a sua zona defensiva e Jorge Jesus, percebendo isso, reforçou a mensagem, substituindo o lateral direito por mais um elemento de ataque, Nuno Gomes. Viria a reequilibrar a equipa pouco depois, com a entrada de Ruben Amorim.

O elemento mais determinante da equipa inglesa, Fernando Torres apenas por duas vezes criaria perigo: primeiro, surgindo lançado, sendo desarmado por um irrepreensível David Luiz; depois, aproveitando o desequilíbrio provocado por um mau passe (atrasado) de Nuno Gomes, num rapidíssimo contra-ataque, quando a equipa benfiquista estava toda balanceada no ataque, mas rematando de forma deficiente, ao lado da baliza.

Em mais uma ofensiva do Benfica, com Di María em cima da linha de fundo, já quase sem ângulo, conseguiria ainda fazer o cruzamento, interceptado por Carragher, já em queda, com o braço, originando a segunda grande penalidade assinalada (após dois outros lances terem sido já perdoados pelo árbitro). Depois de um remate em força, Cardozo fecharia uma exibição menos conseguida, com o segundo golo, convertendo o lance com uma espécie de tentativa de “folha seca” ou “penalty à Panenka”, traindo o guarda-redes espanhol do Liverpool.

Até final, a equipa portuguesa preocupou-se mais em segurar a vitória, do que continuar a arriscar na exploração da inferioridade numérica do Liverpool. Com uma excelente exibição, em que teve de assumir desde cedo as “despesas do jogo”, apenas pecando na concretização, o Benfica consegue uma boa vitória, uma vantagem importante para a batalha que se antevê muito disputada, em Anfield Road, já na próxima semana.

Cartões amarelos – Luisão (29m) e David Luiz (37m); Emiliano Insúa (45m), Pepe Reina (74m) e Jamie Carragher (78m)

Cartão vermelho – Ryan Babel (30m)

Árbitro – Jonas Eriksson (Suécia)

1 Abril, 2010 at 9:58 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 Final (1ª mão)

30.03.2010 – Bayern – Manchester United – 2-1
30.03.2010 – Lyon – Bordeaux – 3-1
31.03.2010 – Arsenal – Barcelona – 2-2
31.03.2010 – Inter – CSKA Moscovo – 1-0

31 Março, 2010 at 9:36 pm Deixe um comentário

Dow’s Vintage 2007 obtém 100 pontos da “Wine Spectator”

O vinho do Porto Dow’s Vintage 2007, do grupo Symington, foi classificado com 100 pontos (a pontuação máxima) pela revista “Wine Spectator”, a mais influente do mundo, a par da Wine Advocate, de Robert Parker.

É o primeiro vinho do Porto do século XXI a conseguir tal feito. No século passado, apenas oito vintages tinham conseguido alcançar os 100 pontos.

Nenhum outro vinho português conseguiu tal feito, o que confirma a excelência e o prestígio mundial do vinho do Porto. Nunca qualquer marca de champanhe, com toda a história, fama e glamour que carrega esta denominação, obteve a pontuação máxima. E do Velho Mundo vitícola apenas quatro vinhos da Borgonha e 24 de Bordéus conseguiram chegar aos 100 pontos.

Na nota de prova, conhecida ontem, James Suckling, o provador da Wine Spectator para Portugal, referiu-se ao Dow’s 2007 como o “melhor vintage” de sempre desta marca. O preço de venda ao público de cada garrafa é de 65 euros.

(Público)

30 Março, 2010 at 10:07 pm Deixe um comentário

Ondas na Rede

30 Março, 2010 at 8:48 am Deixe um comentário

Benfica no Wall Street Journal

29 Março, 2010 at 10:16 pm Deixe um comentário

Antepassados do Twitter


(via What’s Next: Innovations in Newspapers)

22 Março, 2010 at 4:27 pm Deixe um comentário

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