Arquivo Municipal de Lisboa


Após mais de 8 anos de encerramento, reabriram ontem as instalações, sitas no Bairro da Liberdade (próximo da Estação da CP de Campolide), do núcleo histórico do Arquivo Municipal de Lisboa. Para além dos forais da cidade, o arquivo compreende também, nomeadamente, os Livros do Senado, com decretos e artigos dos séculos XVII a XIX.

22 Fevereiro, 2011 at 11:37 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 Final (1ª mão) – Benfica – Stuttgart

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio (75m – Alan Kardec), Nico Gaitán, Pablo Aimar (75m – Carlos Martins), Franco Jara (87m – Felipe Menezes) e Óscar Cardozo

Stuttgart – Sven Ulreich, Khalid Boulahrouz, Serdar Tasci, Matthieu Delpierre, Cristian Molinaro, Christian Trasch, Zdravko Kuzmanovic (76m – Georg Niedermeier), Martin Harnik, Tamás Hajnal (63m – Élson),Shinji Okazaki e Cacau

0-1 – Martin Harnik – 21m
1-1 – Óscar Cardozo – 70m
2-1 – Franco Jara – 81m

Cartões amarelos – Fábio Coentrão (42m), Javi García (88m) e Maxi Pereira (90m); Tasci (14m), Harnik (26m) e Delpierre (59m)

Árbitro – Eric Braamhaar (Holanda)

Com a confiança proporcionada por 13 vitórias consecutivas (desde a partida com o Schalke, a 7 de Dezembro) – 16 triunfos, se considerarmos apenas os jogos a nível interno (desde a derrota com o FC Porto, a 7 de Novembro) -, reforçada pela magnífica exibição do último jogo, frente ao Guimarães, o Benfica ver-se-ia de alguma forma surpreendido pelo atrevimento do Stuttgart (que, ao invés, luta desesperadamente por sair dos lugares de despromoção da bundesliga), que não mostrou temor, procurando jogar de igual para igual.

E, quando à passagem dos 20 minutos, a equipa alemã, com um chapéu de belo efeito sobre Roberto, se colocou em vantagem, a dúvida instalou-se na equipa benfiquista; até final da primeira parte, faltaria a tranquilidade necessária para uma reacção apropriada à tendência do jogo e do marcador.

No segundo tempo o Benfica surgiria transfigurado, para muito melhor. Talvez pela mentalização recebida ao intervalo, a equipa readquiriu a confiança, partindo deliberadamente para o ataque, em busca do golo.

Seria porém necessário porfiar bastante, até, por fim, conseguir, primeiro o empate – num excelente remate de meia-distância de Cardozo -, pouco depois a reviravolta no marcador, num magnífico balão de Franco Jara, de longa distância, a embater ainda na barra antes de cair sobre (para além d)a linha de golo, onde Cardozo surgiu a confirmar o golo.

Não faltava já muito tempo para o final do encontro, mas o Benfica criaria ainda diversas ocasiões de perigo, em particular nos minutos derradeiros, inclusivamente já em período de compensação, culminando mais uma boa exibição, e aumentando para 14 o número desta sua extraordinária série de triunfos (com um score global de 40 golos marcados e 7 sofridos).

Do “mal o menos”, a equipa portuguesa parte em vantagem para a segunda mão, onde a chave da eliminatória poderá estar numa atitude que não seja centrada na mera defesa da escassa margem hoje alcançada.

17 Fevereiro, 2011 at 8:32 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 Final (1ª mão)

Napoli - Villarreal                        0-0
Glasgow Rangers – Sporting                 1-1
Sparta Praha – Liverpool                   0-0
Anderlecht – Ajax                          0-3
Lech Poznań – Braga                        1-0
Beşiktaş – Dynamo Kyiv                     1-4
Basel – Spartak Moskva                     2-3
Young Boys – Zenit                         2-1
Aris Thessaloniki – Manchester City        0-0
PAOK – CSKA Moskva                         0-1
Sevilla – FC Porto                         1-2
Rubin Kazan – Twente                       0-2
Lille – PSV Eindhoven                      2-2
Benfica – Stuttgart                        2-1
BATE Borisov – Paris Saint-Germain         2-2
Metalist Kharkiv – Bayer Leverkusen        0-4

17 Fevereiro, 2011 at 7:55 pm Deixe um comentário

i – Prémio “melhor design do mundo”

O jornal diário português i foi distinguido pela Society for News Design (SND) com o prémio de “melhor design do mundo”, sublinhando o seu papel de inovação, permitindo beneficiar da linguagem visual do jornal, criando «algo novo que é mais do que a soma das partes».

15 Fevereiro, 2011 at 9:05 pm Deixe um comentário

As “rotativas” do Washington Post

(via Clases de Periodismo)

11 Fevereiro, 2011 at 8:06 pm Deixe um comentário

Origem da península Ibérica há 290 milhões de anos


(imagem e artigo no El País)

3 Fevereiro, 2011 at 8:25 pm Deixe um comentário

Como se fazia um jornal em 1950

3 Fevereiro, 2011 at 7:53 pm Deixe um comentário

O meu cão

Hoje deu-me para aqui.

Para filosofar.

O que pensará o meu cão da vida dos donos, dos humanos em geral?

Porque correm tanto? (Parecem sempre tão apressados… Não deixara de reparar já que, com frequência, carregam num botão de uma engrenagem – da qual saem as pessoas quando vêm visitá-lo, e em que costuma andar, quando vai à rua passear os donos – que, fechando a porta mais depressa, permite ganhar uns preciosos dois segundos nos seus percursos). Para onde? Para quê?

Costumam sair cedo pela manhã (todos os dias ouve a bebé dos vizinhos), só voltam no final da tarde, às vezes já noite. O que andarão a fazer?

Estranha forma de vida a dos humanos. Parece não lhes bastar ter comida e água na gamela, receber festas dos donos, ir passear… de vez em quando receber uns biscoitos.

Para além de ter já escutado por várias vezes – também naquela espécie de caixa fininha que os donos têm na sala, onde por vezes aparecem uns cães, estranhamente sem cheiro –, diversas pessoas falar com bastante entusiasmo do seu trabalho, e da carreira (para dizer a verdade, não percebeu muito bem se, realmente, o que as excitava mais não seria uma coisa a que chamam dinheiro, que os parece fazer salivar como quando recebe um osso novo – para que o quererão tanto? Para fazer uma grande pilha com ele? Aquilo parecia-lhe só papel, sem um interesse por aí além), ultimamente ouvia, cada vez com maior insistência, falar em ser famoso ou em ter poder. O que seria “ter poder”? Para que lhes serviria?

Bastante mais raramente ouvia falar de humanos que, aparentemente, não se preocupando tanto com o tal “dinheiro” ou “poder”, iam atrás dos seus sonhos e deles faziam o seu ideal de vida (vinha-lhe à memória um nome de que tinha ouvido o dono falar, um tal de João Garcia, que parece que andou a subir a todas as grandes montanhas do mundo… oh, como ele gostaria também de subir às montanhas!).

E, ainda menos, de outros humanos que dedicavam uma parte da sua vida a ajudar outros, que precisavam muito. Lembrava-se vagamente de ter ouvido falar de alguns que iam para bastante longe (muito mais do que os passeios a que estava habituado!), para Moçambique, prestar assistência em escolas ou hospitais, ou para o Cambodja, criar uma empresa que dava trabalho e pagava salários justos a mulheres muito pobres.

Provavelmente, tinha andado distraído, ocupado com a sua nova bolinha. Tinha de passar a prestar mais atenção!

(texto escrito para publicação no Delito de Opinião, acedendo ao gentil convite de Pedro Correia, a quem agradeço a oportunidade)

1 Fevereiro, 2011 at 9:30 pm 4 comentários

Beco sem saída?

O luxemburguês Andy Schleck – 2º classificado nas duas últimas edições do “Tour de France”, imediatamente após o espanhol Alberto Contador, e, consequentemente, o mais imediato beneficiário da eventual penalização do vencedor da prova de 2010 – declarou ontem esperar que Contador possa confirmar a sua alegada inocência no caso de doping, referindo ainda que não teria grande prazer em ser proclamado vencedor da maior competição velocipédica mundial, em caso da desclassificação do rival, uma vez que entende que é «na estrada que se ganham as corridas».

Repetindo-me, já há três anos e meio, aqui havia escrito que a questão do doping no ciclismo é profunda e transversal; não se limita apenas a alguns casos pontuais de “grandes figuras”.

Numa modalidade que tem a particularidade de requerer rápidas recuperações de esforço (os ciclistas deparam-se, dia após dia, ao longo de 3 semanas, com longas e exigentes etapas), todo o pelotão recorre – hoje, como ao longo dos tempos – a suplementos vitamínicos, que foram sendo alvo de gradual processo de sofisticação, visando escapar ao controlo, num contexto em que o ténue limiar entre a legalidade e a ilegalidade é constantemente testado.

As principais agremiações/marcas rodearam-se de experimentadas equipas médicas, investigando e desenvolvendo substâncias sintéticas, doseadamente administradas, procurando a maximização do rendimento competitivo dos seus atletas, a par de uma complexa gestão dos limites: em geral, as substâncias proibidas tornam-se efectivamente ilícitas em termos das regras desportivas quando excedem determinados níveis fixados em regulamento.

Assiste-se portanto a uma competição paralela – extra-estrada ou extra-pista – entre a investigação desenvolvida pelas equipas médicas e as técnicas, cada vez mais sofisticadas, de controlo anti-doping.

As sucessivas derrotas das equipas médicas, com o avolumar de controlos positivos de grande mediatismo, atingindo as principais figuras do pelotão mundial, têm conduzido o ciclismo para o que se perfila ser cada vez mais um beco sem saída.

Com significativos interesses económicos envolvidos, dados os fortes investimentos realizados pelos patrocinadores, a modalidade não parece ter “dois caminhos”; caso não seja invertido o rumo (da competitividade baseada em sofisticadas equipas médicas e práticas ilícitas de dopagem), acabará por – consequência da ruína da credibilidade desportiva – sofrer o afastamento desses mesmos financiadores, com reflexos calamitosos a todos os níveis, num verdadeiro “efeito-dominó”, qual ciclo vicioso de que dificilmente se poderá sair: desinvestimento publicitário / redução drástica nas remunerações dos ciclistas / quebra de nível competitivo / afastamento do público / alheamento das televisões e dos media em geral.

1 Fevereiro, 2011 at 9:08 am 2 comentários

“Os conteúdos online dos jornais portugueses devem ser pagos pelo leitor?” e outros equívocos

«Grassam três equívocos no espaço comunicacional, veiculados por representantes da indústria incumbente, que é bastante poderosa e acredita precisamente no seu poder para (voltar a) impôr o seu modelo sobre a sociedade, repondo o status quo nos eixos.

Equívoco 1: os consumidores de informação pagam as notícias.

Equívoco 2: o leitor só tem jornalismo de qualidade se pagar por ele.

Equívoco 3: o acesso à informação na Internet é grátis.

[…]»

(Paulo Querido, no “Ondas na Rede“)

31 Janeiro, 2011 at 3:19 pm Deixe um comentário

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