Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Napoli – Bayern – 1-1
Manchester City – Villarreal – 2-1
1º Bayern, 7; 2º Napoli, 5; 3º Manchester City, 4; 4º Villarreal, 0
Grupo B
CSKA Moscovo – Trabzonspor – 3-0
Lille – Inter – 0-1
1º Inter, 6; 2º CSKA Moscovo e Trabzonspor, 4; 4º Lille, 2
Grupo C
Otelul Galati – Manchester United – 0-2
Basel – Benfica – 0-2
1º Benfica, 7; 2º Manchester United, 5; 3º Basel, 4; 4º Otelul Galati, 0
Grupo D
Real Madrid – Lyon – 4-0
D. Zagreb – Ajax – 0-2
1º Real Madrid, 9; 2º Ajax e Lyon, 4; 4º D. Zagreb, 0
Grupo E
Bayer Leverkusen – Valencia – 2-1
Chelsea – Genk – 5-0
1º Chelsea, 7; 2º Bayer Leverkusen, 6; 3º Valencia, 2; 4º Genk, 1
Grupo F
Marseille – Arsenal – 0-1
Olympiakos – B. Dortmund – 3-1
1º Arsenal, 7; 2º Marseille, 6; 3º Olympiakos, 3; 4º B. Dortmund, 1
Grupo G
Shakhtar Donetsk – Zenit – 2-2
FC Porto – APOEL – 1-1
1º APOEL, 5; 2º Zenit e FC Porto, 4; 4º Shakhtar Donetsk, 2
Grupo H
AC Milan – BATE Borisov – 2-0
Barcelona – Viktoria Plzen – 2-0
1º Barcelona e AC Milan, 7; 3º Viktoria Plzen e BATE Borisov, 1
No final da primeira volta deste(s) mini-campeonato(s), o Real Madrid é a única das 32 equipas 100 % vitoriosa, com destaque também para os bons desempenhos de Bayern, Benfica (com duas vitórias consecutivas em terreno alheio), Chelsea, Arsenal, AC Milan e Barcelona.
Pela negativa, realce para as pobres campanhas de Villarreal, Valencia e dos campeões da Alemanha, Borussia Dortmund, assim como – nesta ronda em particular – para a tripla derrota das equipas francesas.
Num Grupo muito cerrado, o FC Porto parece esta época algo distante do que nos vinha habituando, com uma equipa sem rasgo, falha de confiança na Europa.
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Basel – Benfica
Basel – Yann Sommer, Markus Steinhofer, David Angel Abraham, Aleksandar Dragovic, Park Joo Ho, Xherdan Shaquiri, Benjamin Huggel (85m – Scott Chipperfield), Granit Xhaka (80m – Adilson Cabral), Fabian Frei (66m – Jacques Zoua), Alexander Frei e Marco Streller
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira (78m – Miguel Vítor), Ezequiel Garay, Luisão, Emerson, Javi García, Bruno César, Axel Witsel, Nico Gaitán, Pablo Aimar (67m – Nolito) e Rodrigo (71m – Óscar Cardozo)
0-1 – Bruno César – 20m
0-2 – Óscar Cardozo – 75m
Cartões amarelos – Marco Streller (35m), Benjamin Huggel (74m), Xherdan Shaquiri (90m) e Alexander Frei (90m); Emerson (41m) e Artur Moraes (90m)
Cartão vermelho – Emerson (86m)
Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)
Com uma entrada muito forte em campo, a equipa do Basileia começou por empurrar o Benfica para a sua zona defensiva, exercendo, durante os 10 minutos iniciais, intensa pressão.
À medida que o tempo decorria, o Benfica ia procurando equilibrar o jogo, o que conseguiu por volta do quarto de hora. Esta melhoria do Benfica seria coroada da melhor forma, logo aos 20 minutos, com o golo de Bruno César, a surgir desmarcado do lado esquerdo, beneficiando de uma excelente simulação de Rodrigo, a ludibriar a defesa contrária, e o brasileiro a não desperdiçar a ocasião.
No imediato, a equipa suíça acusou o toque, denotando alguma desconcentração, que o Benfica ia aproveitando. Porém, nos minutos finais do primeiro tempo, o Basileia voltou a adquirir alguma preponderância, com jogadas de perigo, a obrigar Artur Moraes a mostrar a sua atenção, pelo menos por duas ocasiões. Já mesmo a findar a metade inicial, o Benfica disporia de excelente oportunidade, não concretizada por Gaitán.
No reinício, o Benfica retomaria uma toada mais segura, sem descurar o ataque, com Emerson a não conseguir finalizar da melhor forma uma soberana ocasião de golo, em que, embora um pouco descaído sobre a esquerda, surgiu isolado face ao guardião adversário.
Com o jogo repartido, o Basileia procurava insistir na busca do ataque, mas o Benfica não desarmava no contra-ataque. Até que, aos 75 minutos, Óscar Cardozo, acabado de entrar em campo, converteu de forma exímia um livre directo, com a bola rasteira, colocando o Benfica a vencer por 2-0, o que lhe conferia uma margem confortável para gerir no derradeiro quarto de hora.
E, a cada nova iniciativa suíça capaz de levar o perigo até à área benfiquista, lá estava, ou uma defesa bastante unida, ou, em última instância, Artur Moraes, sempre bastante concentrado, somando uma mão cheia de boas defesas na partida, mantendo a sua baliza inviolável.
Com duas vitórias consecutivas em outros tantos jogos fora de casa, o Benfica culmina da melhor forma uma difícil primeira volta na liderança do Grupo, com vantagem directa sobre o que se antevê possa ser o principal rival na disputa do apuramento, precisamente o adversário desta noite (que receberá na próxima jornada, no Estádio da Luz), posicionando-se numa situação privilegiada para atingir esse objectivo.
“Campeões” da Dívida
(gráficos via Der Spiegel – em que pode consultar diversos outros gráficos, num excelente dossier sobre as dívidas públicas)
A dívida pública de Portugal ascende a cerca de 160 mil milhões de euros (1/4 da dívida da Espanha, ou menos de 10 % da dívida da Itália). A dívida pública da Grécia ascenderá a algo em torno de 350 mil milhões de euros.
Desvio colossal
Finalmente, quase 4 meses depois de a expressão ter sido pela primeira vez invocada, o Ministro das Finanças explicou hoje – no âmbito da apresentação da proposta de Orçamento de Estado para 2012 – em que consiste o famigerado “Desvio colossal”, agora ampliado para 3 400 milhões de euros:
- cerca de 1 100 milhões de euros, devido à recapitalização do BPN, e à perda de receita esperada, decorrendo da não concretização da venda de património e de concessões;
- 800 milhões de euros respeitantes a um desvio em receitas correntes, resultante de valores inferiores ao esperado relativos a contribuições para a Segurança Social, receitas próprias da justiça, e redução nos dividendos auferidos pelo Estado;
- cerca de 600 milhões de euros associados a desvios no sector empresarial da Madeira;
- acréscimo de 560 milhões de euros nos consumos intermédios (incluindo principalmente 335 milhões de euros de comissões pagas pelos empréstimos da “Troika”);
- menos 300 milhões de euros relativamente ao impacto esperado da redução dos salários dos trabalhadores da função pública e empresas públicas, na sequência do corte de 5 por cento aplicado no início deste ano, a que acrescem desvios nos salários dos professores, das forças de segurança e do Exército.
Estamos esclarecidos quanto à responsabilidade deste desvio, que agora deixou de ser “colossal”, para passar a ser “substancial”, representando 2 % do PIB, e que justifica, no essencial, as medidas extraordinárias e temporárias (?) de suspensão dos Subsídios de férias e de Natal de funcionários públicos e pensionistas em 2012 e 2013.
Pelo menos temos um Ministro das Finanças que, contrariando a propaganda, fala verdade…
Número de aulas e disciplinas reduzido
«Reforma passará por corte nas aulas de História e Geografia e fim da segunda língua estrangeira obrigatória.
A reforma para acabar com a “dispersão curricular” e reduzir as disciplinas no ensino básico está a ser preparada pelo Ministério da Educação. Esta é uma das prioridades do ministro Nuno Crato e deve entrar em vigor já no próximo ano lectivo, mas directores e professores temem que tenha apenas como objectivo reduzir o número de docentes nas escolas.»
Raramente terá um Ministro relevado, em tão pouco tempo de exercício do cargo, tratar-se de um completo erro de casting…
Mundial de Râguebi – 1/2 Finais
15.10.11 – País Gales – França – 8-9
16.10.11 – Austrália – N. Zelândia – 6-20
Num jogo sem vencedor antecipado, em que a incerteza sobre o seu desfecho se manteve até ao último segundo, a França – que sofrera já, neste Mundial, a histórica humilhação de ser derrotada frente a Tonga -, reagindo da melhor forma, beneficiando de três pontapés bem direccionados do luso descendente Morgan Parra, garante a presença na Final do Mundial (proeza que alcança pela terceira vez no seu historial, depois das finais perdidas de 1987 e 1999), na qual representará o hemisfério Norte.
O País de Gales entrou melhor no jogo, conseguindo, logo aos 8 minutos, beneficiando de uma penalidade, colocar-se em vantagem, por 3-0. Com o jogo muito disputado, até final da primeira parte – e não obstante um cartão vermelho para o galês Sam Warburton, logo aos 19 minutos, reduzindo a sua equipa a 14 elementos para todo o tempo remanescente da partida -, a contagem apenas se alteraria na sequência de duas outras penalidades, aos 22 e 35 minutos, ambas a favorecer a França, colocando os gauleses em vantagem por 6-3.
Diferença que seria ampliada, aos 51 minutos, para 9-3. O jogo ficaria “ao rubro” aos 59 minutos, quando o País de Gales, alcançando finalmente o primeiro (e que viria a ser o único) ensaio desta partida, por intermédio de Mike Phillips, reduziu para a margem mínima de 8-9 (não tendo contudo conseguido converter o respectivo pontapé aos postes, o que poderia ter sido decisivo).
Nos derradeiros 20 minutos, os galeses colocaram forte pressão, em busca da inversão do resultado, assumindo o domínio do jogo, mas não tiveram a felicidade pelo seu lado, tendo falhado, no total, três penalidades, uma delas, com a bola a passar ligeiramente por baixo do poste, a escassos três minutos do final.
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No outro encontro das 1/2 Finais, a Nova Zelândia terá tido porventura a sua grande “prova de fogo” – que viria a superar com grande naturalidade e surpreendente facilidade – a caminho da conquista do anunciado título de Campeã Mundial.
E, entrando de rompante, de imediato tratou de obter uma vantagem que a pusesse a coberto de qualquer eventual sobressalto: um ensaio logo aos 6 minutos, e uma penalidade aos 13 minutos, colocaram o marcador nuns confortáveis 8-0.
A Austrália ainda reagiria, reduzindo, aos 16 minutos, para 3-8. Porém, um pontapé de ressalto, bem direccionado aos postes, reporia a diferença, passando a contagem para 11-3, com apenas 22 minutos decorridos. Até final do primeiro tempo, a dinâmica de jogo não se alteraria, com os australianos a conseguirem também pontuar por via de um pontapé de ressalto (32 minutos), mas os neo-zelandeses a fixarem o resultado em 14-6, com nova penalidade.
Com uma segunda parte mais calma, a Nova Zelândia dilataria ainda a vantagem, para 17-6, na conversão de mais uma penalidade, logo a abrir, aos 43 minutos. Até final, aos “all blacks” bastar-lhes-ia gerir, de forma tranquila, o resultado, que acabariam por fixar, a oito minutos do fim, num tão severo como justo 20-6, confirmando a notória superioridade neo-zelandesa.
O destaque da partida vai, para além do único ensaio, concretizado por Ma’a Nonu, para Piri Weepu, com 4 pontapés transformados, proporcionando 12 decisivos pontos à sua equipa, sem esquecer Cory Jane, eleito o melhor jogador do encontro, graças à forma como soube controlar as tentativas de reacção da equipa australiana.
Fica assim agendada para o próximo domingo, dia 23, a grande Final, entre Nova Zelândia e a França, uma reedição do encontro decisivo do primeiro Mundial, disputado em 1987, num reencontro entre as duas selecções, depois da clara vitória dos neo-zelandeses (37-17) na fase de grupos da presente competição.
Escritaria
Contaminar é a palavra de ordem para o Escritaria, que decorre em Penafiel até dia 30 de Outubro, este ano dedicado ao escritor moçambicano Mia Couto, numa abertura à lusofonia.
«Rasgar o contrato de confiança»
«Nunca como no último ano e meio, o maior partido da oposição – agora no Governo -, co-autor do Orçamento em vigor, dispôs de tanta informação sobre as contas públicas nacionais que, por via da negociação com o programa da troika, foram auditadas como nunca antes tinha acontecido. Daí que invocar desconhecimento sobre a realidade e justificar as inverdades ditas em campanha eleitoral com um “desvio colossal” que surpreendeu as piores previsões é atirar areia para os olhos. A verdade verdadinha é que, à hora do telejornal de quinta-feira, Pedro Passos Coelhos rasgou o que ainda restava do contrato de confiança que estabeleceu com os eleitores na noite das últimas eleições legislativas.»
(Nuno Saraiva, no Diário de Notícias)
«Já somos a Grécia»
«O primeiro-ministro justificou os cortes bem para além da Troika com base num conjunto de surpresas que terá encontrado. Nenhum dos documentos de execução orçamental conhecidos dá cobertura às afirmações de Passos Coelho. O único desvio conhecido resulta da Madeira, do BPN e da degradação da receita fiscal, fruto da austeridade adicional. Até prova em contrário, o elemento de surpresa é o conjunto de mitos em que assentou a campanha eleitoral do PSD. Recuperar as justificações de Passos Coelho para chumbar o PECIV é penoso e fragiliza hoje a capacidade política do primeiro-ministro. Da austeridade que era excessiva passámos, como por arte mágica, para uma austeridade necessária. Para quem se alcandorou na verdade, estamos falados.»
(Pedro Adão e Silva, no Léxico Familiar)
Justiça social, crescimento da economia e combate ao desemprego
«A acção do novo Governo, ao contrário do que por vezes se diz, não vai estar limitada ao cumprimento do memorando de entendimento que foi acordado com as instituições internacionais.
O novo Governo terá muito mais para decidir e fazer, de modo a garantir a justiça social, o crescimento da economia e o combate ao desemprego.»
(Mensagem do Presidente da República a propósito das Eleições Legislativas, 4 de Junho de 2011)




