Liga dos Campeões – 1/4 Final – Benfica – Chelsea

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Emerson, Javi García (81m – Nolito), Nico Gaitán, Axel Witsel, Bruno César (69m – Rodrigo), Pablo Aimar (69m – Nemanja Matić) e Óscar Cardozo

ChelseaChelsea – Petr Čech, Paulo Ferreira (80m – Bosingwa), David Luiz, John Terry, Ashley Cole, Ramires, Raul Meireles (68m – Frank Lampard), John Obi Mikel, Juan Manuel Mata, Salomon Kalou (83m – Daniel Sturridge) e Fernando Torres

0-1 – Salomon Kalou – 75m

Cartões amarelos – Bruno César (26m), Luisão (67m) e Javi García (75m); Raul Meireles (18m)

Árbitro – Paolo Tagliavento (Itália)

Num primeiro tempo repartido, sem nenhuma das equipas a conseguir notória superioridade, com alguma contenção, com ambas as equipas aparentemente mais preocupadas em manter a sua baliza inviolada do que marcar, o Benfica criaria duas ocasiões de perigo (aos 14 e 19 minutos), mas Cardozo não conseguiria concretizar, primeiro permitindo a defesa a Čech, e, de seguida, numa boa oportunidade, rematando ao lado; o Chelsea ripostaria num remate de meia distância de Raul Meireles, a proporcionar a Artur uma excelente defesa.

No recomeço, e logo desde os minutos iniciais, a equipa benfiquista imprimiu um ritmo forte, empurrando o Chelsea para a sua defesa, conseguindo sucessivos cantos, criando várias oportunidades de golo, com a mais flagrante, a remate de Bruno César, a ser salva in-extremis, por David Luiz, em cima da linha de baliza. Pouco depois, em mais um lance de ataque do Benfica, ficaria por assinalar grande penalidade, a sancionar corte com o braço, na área, por John Terry, com a atenuante de se ter tratado de um remate de Maxi Pereira, efectuado a muito curta distância do defesa inglês.

Com a equipa inglesa aparentemente a consentir um intenso domínio do Benfica, quase aproveitaria uma desatenção da equipa portuguesa, aos 60 minutos, quando, na sequência de um lançamento longo de Petr Čech, Juan Mata se isolou, fugindo aos centrais, contornando o guarda-redes Artur, mas acabando por perder o ângulo de remate, com a bola a embater na parte lateral externa do poste.

O Benfica voltaria ainda à carga, e Jardel, num bom cabeceamento, colocaria o guardião checo à prova. Parecia adivinhar-se o golo… que, todavia, acabaria por surgir na baliza errada.

Uma jogada em que tudo saiu bem ao Chelsea e, ao invés, tudo saiu mal ao Benfica: teve início numa recuperação de bola na zona defensiva, próxima da grande área, por Ramires, que, correndo mais de metade do campo, embalado junto à linha lateral direita, passou por dois adversários (primeiro por Emerson, desposicionado, em posição muito avançada no terreno, apanhado em contrapé, depois Javi García, a falhar a dobra – nenhum deles tendo tido o discernimento de matar o lance, cortando a bola para fora), solicitou a desmarcação de Torres, igualmente em velocidade, a deixar também Jardel para trás, e a cruzar para o miolo da pequena área, onde, nem Artur, nem mais dois defesas (entre eles, o mais próximo, Luisão, que tentou ainda um corte acrobático) conseguiram evitar que a bola chegasse a Salomon Kalou, que, livre de marcação, sem dificuldade, empurrou a bola para o fundo da baliza.

Até final, seria já mais em desespero que de forma ordenada que o Benfica tentaria ainda o golo da igualdade, que acabaria por não chegar.

Um bom jogo do Benfica, com uma bela exibição de Gaitán, mas em que denotou pechas na concretização, acabando por sofrer uma injusta penalização, por parte de uma eficaz equipa do Chelsea. A vida está difícil para a segunda mão.

27 Março, 2012 at 9:49 pm Deixe um comentário

«Está o Estado a tornar-se mais forte ou mais fraco?»

Como uma grande quantidade de portugueses, recebi a carta das Finanças exigindo-me que “efectue a activação da caixa postal electrónica no serviço Via CTT”. Isto foi corrigido para a ortografia portuguesa em vigor, porque o que lá vinha era “ativação”, “efetue” e “eletrónica”, tudo erros de ortografia. O Estado não respeita sequer a lei, visto que o Acordo Ortográfico não está em vigor. Depois explica-me que a “activação” é “obrigatória” e que se não o fizer até 30 de Março terei uma multa.

A carta é típica do burocratês associado a um claro laivo autoritário que todas as comunicações das Finanças têm. Para as Finanças não há cidadãos, mas potenciais fugitivos dos impostos e fala-lhes sempre num tom inadmissível num Estado democrático, para quem não cometeu nenhum crime, e não passou nem a servo, nem a súbdito. Informa-me a extensa carta de determinados procedimentos, de um modo geral complicados para o comum dos mortais, impõe-me um prazo curto e, de uma ponta à outra, está cheia de ameaças que se percebe serem expeditas e sem contradita. Caso se pretenda contestar, paga-se primeiro e depois entra-se numa via-sacra, cara e demorada, que o comum dos cidadãos não tem conhecimentos, nem saber, nem dinheiro para percorrer. […]

(José Pacheco Pereira, Abrupto)

26 Março, 2012 at 12:27 pm Deixe um comentário

Arquivos de Einstein


A Universidade Hebraica de Jerusalém disponibiliza a consulta online dos arquivos de Albert Einstein, incluindo manuscritos de cariz científico e não-científico, assim como faculta o acesso a uma base de dados, facilitando a pesquisa de documentação.

22 Março, 2012 at 3:20 pm Deixe um comentário

A curva de Laffer

A “curva de Laffer” – modelização económica desenvolvida em particular pelo economista estado-unidense Arthur Laffer –  traduz uma representação teórica, que advoga que, com uma única excepção (ponto no qual é conseguida a maximização da receita fiscal – ponto “C”, no gráfico), existem sempre duas taxas distintas de impostos (no gráfico, representados, por exemplo, pelos pontos “A” e “B”) que resultam na arrecadação da mesma receita fiscal.

Partindo dos extremos, a receita fiscal será nula, quer a taxa de impostos seja 0% ou 100% – se a taxa for 100%, ninguém irá pretender trabalhar (ou pagar para adquirir algo)… para não receber nada em troca.

Para qualquer nível de taxa inferior à do ponto de maximização de receita, um acréscimo de taxa traduzir-se-á no aumento da receita fiscal; a partir desse ponto (que, na realidade, pode ser um intervalo…), aumentos de taxa terão um efeito contraproducente: a receita fiscal passará a reduzir-se…

Naturalmente, esta curva não será simétrica e pode ser distorcida para a direita ou para a esquerda, consoante a elasticidade da receita fiscal face às variações de taxa, sendo a busca do ponto de equilíbrio (a articular com o investimento privado) uma quimera.

Em qualquer caso, a conclusão é a de que, a partir de determinado nível de carga fiscal, o seu aumento torna-se improdutivo.

Se já estaremos na parte da direita da curva de Laffer, poderá ser ainda cedo para afirmar; o que  hoje é conhecido é que a receita fiscal apresenta uma notória tendência decrescente.

21 Março, 2012 at 7:20 pm Deixe um comentário

«Diga ‘Sócrates’ e tudo se explica»

[…] Claro que em rigor, a culpa não é de todos: houve quem, nos anos de descontrolo das contas públicas, toda uma década, não tivesse beneficiado nem de cargos ou sinecuras públicas, de contratos, incentivos ou isenções fiscais concedidas pelo Estado, quem, enfim, tenha dado muito mais do que recebeu do seu país. Mas, por favor, corrijam-me se estou errado: alguém ouviu um banco queixar-se do despesismo público e do endividamento privado? Alguém viu as grandes construtoras de obras públicas – dos aeroportos, dos TGV, das pontes, das barragens, das auto-estradas – preocupadas com os gastos do Estado? Alguém ouviu um autarca dizer que não precisava de mais dinheiro para criar empresas municipais, construir rotundas ou piscinas públicas dez vezes mais caras que o preço normal? Alguém ouviu a oposição reclamar menos investimento público, menos gastos com a educação, a saúde, a cultura, as reformas, as Forças Armadas, as autarquias? Se alguém sabe disso por favor dê-me notícia, porque eu não consigo recordar-me.

Vezes sem conta, anos a fio, escrevi aqui contra o desvario despesista do governo Sócrates e outros antes dele. Contra Mário Lino e Paulo Campos, contra o TGV, contra o novo aeroporto de Lisboa, contra os projectos PIN e as PPP, contra as auto-estradas desertas e os negócios das barragens da EDP, contra o Terminal de Contentores de Lisboa, contra o saque organizado do dr. Jardim sobre os contribuintes, contra a nacionalização do BPN, contra os enredos particulares da Caixa Geral de Depósitos, contra os escritórios da advocacia de tráfico de influências, presentes em todos os grandes negócios ruinosos para o país. Contra aquilo a que chamei então “a fatal atracção dos socialistas pelo grande capital”. Mas esta semana, todos tivemos ocasião de constatar que, no que toca às relações entre o Estado e os poderosos, nada de essencial mudou: é assim com a Lusoponte, com a Mota-Engil, com o BPN, com a Brisa ou com a EDP. Um governo que se gaba de ir além do acordado com a troika, quando se trata de atingir os fracos, afinal está muito aquém do que a troika recomendou para com os fortes.

Mas a culpa continua a ser de Sócrates. Descobrimos que o secretário de Estado queria mesmo pagar duas vezes à Lusoponte, mas a culpa é de Sócrates. Descobrimos que a Brisa reclama mil milhões de euros (!) de indemnização porque a introdução de portagens numa SCUT diminui as suas expectativas de receita, e a culpa é de Sócrates. Descobrimos que mais depressa se derruba um secretário de Estado do que os lucros da EDP à custa dos consumidores, e a culpa é de Sócrates. Quer-se investigar como é que este Governo já gastou 900 milhões de euros a “privatizar” o BPN, e é preciso é investigar Sócrates. E assim sucessivamente. O nome Sócrates é o santo-e-senha que chama a si todos os males e toda a sujidade, limpando tudo o resto, agora e para sempre. […]

(Miguel Sousa Tavares, Expresso, 17 de Março de 2012 – vale a pena ler o artigo completo)

20 Março, 2012 at 6:50 pm 1 comentário

António Leitão (1960-2012)

Em memória de António Leitão, recordando o seu maior momento de glória: a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles, culminando uma prova de grande coragem, onde (com a preciosa ajuda de Ezequiel Canário) arriscou… e ganhou.

18 Março, 2012 at 8:33 pm Deixe um comentário

Fim da publicação da “Enciclopédia Britânica”


Após 244 anos, foi anunciado o fim da publicação impressa da “Enciclopédia Britânica”, entretanto convertida num objecto de luxo, nos seus 32 volumes, pesando no total quase 60 kg, com um preço na ordem dos 1 400 dólares. Um claro sinal de uma tendência inexorável: os editores dispõem agora de uma ferramenta melhor, por via da actualização contínua do site, o qual possibilita também o uso de funcionalidades multimédia.

17 Março, 2012 at 9:54 pm Deixe um comentário

O impossível acordo

Na discussão do Acordo Ortográfico, além dos termos de uma estéril querela que se fica por questões de princípio, é possível perceber que por mais críticas que tenha suscitado, por mais que tenha sido desautorizado cientificamente, ele resistiu pela sua condição de projeto político. […]

Mas, se a discussão não ocorreu nos moldes desejáveis, isso deve-se em grande parte ao facto de o Acordo ter sido elaborado e negociado sem se cumprir a exigência de ouvir os linguistas e outras entidades que têm especial competência sobre o assunto. O Acordo nasceu como uma opção política e como tal foi imposto. […]

Assim, em várias e competentes instâncias, o AO foi criticado, desautorizado enquanto documento técnico-científico, considerado inepto e nefasto. Em sua defesa, porém, o mais que pudemos ler foram artigos em jornais, refugiados nas questões genéricas das supostas vantagens de um acordo, sem responderem aos argumentos dos críticos. É fácil perceber que a impermeabilidade à crítica e a imunidade do AO estavam garantidas pelo facto de se tratar de um instrumento político para servir a estratégia ideológica da lusofonia. […]

É grande a confusão, e um breve exame ao que se passa nas instituições que já adotaram o Acordo mostra que ninguém o aplica corretamente e instituíram-se normas locais, casuísticas e decididas arbitrariamente, para impor normas que faltam, para suprir as incongruências e as contradições do AO (por exemplo, neste jornal em que escrevo, espectador começou por perder a consoante não articulada c, mas já a reconquistou). Como vai ser possível ensinar a ortografia nas escolas? Como reagirão os alunos quando um professor os ensinar a escrever uma palavra de uma determinada maneira e um outro professor os ensinar de maneira diferente?

A inexistência de um Vocabulário Ortográfico Comum (prometido para janeiro de 1992 e que era um dos requisitos da entrada em vigor do Acordo) torna tudo ainda mais complicado. Ou será que esse Vocabulário Ortográfico Comum não existe porque não pode existir e não passa de uma enorme falácia?

(António Guerreiro – Expresso)

16 Março, 2012 at 1:55 pm Deixe um comentário

Liga Europa – Sorteio dos 1/4 Final e das 1/2 Finais

1/4 Final

AZ Alkmaar – Valencia
Schalke 04 – Athletic Bilbao
Sporting – Metalist Kharkiv
At. Madrid – Hannover

1/2 Finais

At. Madrid/Hannover – AZ Alkmaar/Valencia
Sporting/Metalist Kharkiv – Schalke 04/Athletic Bilbao

Os jogos da primeira mão dos 1/4 Final serão disputados a 29 de Março de 2012, estando a segunda mão agendada para 5 de Abril.

16 Março, 2012 at 1:16 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/4 Final e das 1/2 Finais

1/14 Final

APOEL – Real Madrid
Marseille – Bayern München
Benfica – Chelsea
AC Milan – Barcelona

1/2 Finais

Marseille/Bayern München – APOEL/Real Madrid
Benfica/Chelsea – AC Milan/Barcelona

Os jogos da primeira mão dos 1/4 Final serão disputados a 27 e 28 de Março de 2012, estando a segunda mão agendada para 3 e 4 de Abril.

16 Março, 2012 at 12:02 pm Deixe um comentário

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