Liga dos Campeões – 2024-25 – 3ª Jornada – Resultados e Classificação

22.10.2024 - AC Milan - Club Brugge                       3-1
22.10.2024 - AS Monaco - Crvena zvezda                    5-1
22.10.2024 - Arsenal - Shakhtar Donetsk                   1-0
22.10.2024 - Aston Villa - Bologna                        2-0
22.10.2024 - Girona - Slovan Bratislava                   2-0
22.10.2024 - Juventus - VfB Stuttgart                     0-1
22.10.2024 - Paris Saint-Germain - PSV Eindhoven          1-1
22.10.2024 - Real Madrid - Borussia Dortmund              5-2
22.10.2024 - Sturm Graz - Sporting                        0-2
23.10.2024 - Atalanta - Celtic                            0-0
23.10.2024 - Stade Brestois - Bayer Leverkusen            1-1
23.10.2024 - Atlético de Madrid - Lille                   1-3
23.10.2024 - Young Boys - Internazionale                  0-1
23.10.2024 - FC Barcelona - Bayern München                4-1
23.10.2024 - FC Salzburg - Dinamo Zagreb                  0-2
23.10.2024 - Manchester City - Sparta Praha               5-0
23.10.2024 - RB Leipzig - Liverpool                       0-1
23.10.2024 - Benfica - Feyenoord                          1-3

23 Outubro, 2024 at 9:58 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Benfica – Feyenoord

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah (88m – Andreas Schjelderup), Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras, Fredrik Aursnes, Florentino Luís (65m – Zeki Amdouni), Orkun Kökçü (72m – Renato Sanches), Ángel Di María (65m – Jan-Niklas Beste), Kerem Aktürkoğlu e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (72m – Arthur Cabral)

FeyenoordFeyenoord – Timon Wellenreuther, Mvula Lotomba (75m – Anis Hadj Moussa), Gernot Trauner, Dávid Hancko, Hugo Bueno (88m – Gijs Smal), In-beom Hwang, Antoni-Djibu Milambo, Quinten Timber, Ibrahim Osman (59m – Thomas Beelen), Igor Paixão e Ayase Ueda (75m – Julián Carranza)

0-1 – Ayase Ueda – 12m
0-2 – Antoni-Djibu Milambo – 33m
1-2 – Kerem Aktürkoğlu – 66m
1-3 – Antoni-Djibu Milambo – 90m

Cartões amarelos – Zeki Amdouni (90m) e Renato Sanches (90m); Quinten Timber (39m)

Árbitro – Halil Umut Meler (Turquia)

Outra vez do “dia” para a “noite”. Ou como a exibição de “mão cheia” frente ao At. Madrid parece – apenas três semanas volvidas – já tão distante.

Acima de tudo, o Benfica – aparentemente impreparado para a forma de actuar do adversário – nunca conseguiu atinar com as marcações às velozes setas que o Feyenoord tinha do meio-campo para a frente, tendo chegado mesmo a perder por completo o “Norte” em determinado período, em que o adversário não só marcou dois golos, como chegou a ter outro lance de golo invalidado (o que, aliás, voltaria a suceder, mais tarde, já na segunda parte).

Igor Paixão, Hwang, Milambo e Timber pareciam “Diabos” à solta, em pleno relvado da Luz, quais motas em acelerações contínuas na direcção da baliza benfiquista, com um sector defensivo (nele se incluindo a zona intermediária) demasiado permeável, concedendo demasiados espaços entre linhas, sem bola, e a perder a maior parte dos duelos individuais.

Não surpreendeu, pois, o primeiro golo do Feyenoord, quando estavam jogados pouco mais de dez minutos. E, até ao segundo tento, o que se assistiu foi a um corropio junto da área do Benfica, com o seu meio-campo muito falho de intensidade.

Em 45 minutos o melhor que a equipa portuguesa conseguira foi um remate de Bah, a acertar no poste, a meio desse primeiro tempo.

Depois da “pausa técnica” do intervalo, a equipa pareceu surgir em campo com algum maior discernimento, dando um primeiro sinal de inconformismo quando Pavlidis rematou para defesa apertada, de recurso, com o pé, de Wellenreuther.

Com o jogo “partido”, arriscando poder sofrer um terceiro golo, o Benfica, porfiando no ataque, seria premiado com o tento de Aktürkoğlu – imediatamente após as entradas em campo de Beste e Amdouni –, na recarga, precisamente, a uma primeira tentativa do alemão.

Na melhor fase da equipa, Aktürkoğlu teve ocasião para marcar de novo, e Wellenreuther voltaria a ter intervenção de grande nível, a remate de Amdouni, rechaçando a bola para a trave da sua baliza.

O Feyenoord, tendo recuado no terreno, e perdido o controlo da partida, usava e abusava de acções faltosas e de anti-jogo, perdendo tempo, perante a complacência do árbitro.

Mas, nos derradeiros minutos, com o Benfica balanceado para o ataque, já algo atabalhoado, e bastante ansioso – e tendo, entretanto, o adversário conseguido “recompor-se” –, seriam os neerlandeses, já em tempo de compensação, a acabar por marcar uma vez mais, sentenciando o desfecho da partida.

Um jogo em que faltou equilíbrio à equipa benfiquista, em que, ao contrário da ronda anterior, o colectivo não funcionou, em contraponto com a máquina “bem oleada” de Roterdão, expondo cruamente as fragilidades do rival.

É verdade que o Benfica se pode queixar de alguma dose de infelicidade, perante as oportunidades de que dispôs para poder ter marcado mais do que um golo e, no caso, chegar ao empate… mas também o Feyenoord poderia ter ampliado a contagem a seu favor, pelo que, de todo, não se pode considerar a derrota injusta, perante um desempenho global tão inconstante e tão pouco conseguido.

23 Outubro, 2024 at 9:57 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 5ª Jornada

(“O Templário”, 17.10.2024)

Cinco jogos, cinco vitórias, com a particularidade de quatro (!) delas terem sido obtidas em terreno alheio, guia isolado do campeonato, melhor ataque (13 golos marcados) e melhor defesa (3 golos sofridos) – números que, por coincidência partilha com o vice-líder Fazendense –, o Ferreira do Zêzere promete uma época que poderá vir a ser memorável para as suas cores.

Por seu lado, o U. Tomar reencontrou-se, enfim, com as vitórias, de que estivera arredado durante sete jogos, desde há… sete meses; um triunfo determinante para que possa serenar.

Destaques – Depois de ter vencido já em Coruche, o Ferreira do Zêzere volta a estar em destaque, tendo ido ganhar, desta feita, no reduto de um dos clubes de maior potencial da competição, o Abrantes e Benfica, por 2-1. Foi uma vitória difícil, suada, “arrancada a ferros”, depois de os abrantinos se terem colocado em vantagem pouco depois da meia hora de jogo. Os ferreirenses restabeleceram a igualdade logo a abrir a segunda parte, mas o tento decisivo só chegaria aos 90+3 minutos. Em qualquer caso, o mais importante foi conseguido.

Não desarmando na perseguição ao comandante, o Fazendense obteve também um bom triunfo, igualmente por 2-1, na deslocação a Alcanena, numa partida com contornos diferenciados: os visitantes marcaram logo aos seis minutos, tendo ampliado a contagem já nos derradeiros dez minutos; o Alcanenense não conseguiria ir além do “ponto de honra”, também já em período de compensação. A turma das Fazendas – que conta já três vitórias fora de casa, frente a adversários renomados como são os casos de U. Tomar, Torres Novas e Alcanenense – apenas cedeu pontos no empate caseiro ante o Samora Correia.

Precisamente, os samorenses estiveram também em evidência, ao ir ganhar a Amiais de Baixo, por renhido 3-2, o que lhes proporciona continuar a partilhar o 4.º posto com o Torres Novas, agora apenas um ponto abaixo do Mação, a três do Fazendense, e a cinco do líder.

Anota-se que foi, aliás, a turma do Amiense a marcar primeiro, logo aos quatro minutos, tendo, inclusivamente, ampliado a contagem para 2-0, apenas cinco minutos volvidos. Porém, não conseguiria segurar essa vantagem, com o Samora Correia rapidamente a reduzir para 1-2, à passagem do quarto de hora; e, num período frenético, a empatar a meio da primeira parte! Na etapa complementar, consumar-se-ia a inversão no marcador, pouco depois da hora de jogo.

Numa ronda com cinco vitórias extra-muros, o Torres Novas obteve a marca mais dilatada, goleando uma fragilizada equipa do Entroncamento AC por 5-0, números bastante pesados, a denotar um “baixar de braços” na parte final do desafio por parte dos visitados.

O último triunfo fora de casa, que se realça, foi averbado pelo U. Tomar, tendo ido ganhar a Alpiarça, batendo o Águias por 2-1, obtendo um sucesso fora de portas, o que os unionistas não alcançavam há quinze jogos, desde Maio de 2023 (em Salvaterra, na penúltima ronda da época 2022-23, na “antecâmara” da conquista do título de Campeão Distrital).

Não tendo tido boa entrada em jogo, concedendo a iniciativa ao adversário, os tomarenses viram os alpiarcenses adiantar-se no marcador à meia hora, saindo para o descanso em desvantagem. Não obstante, no segundo tempo, num intervalo de apenas quatro minutos, entre os 51 e os 55, o União operou a reviravolta, com dois tentos, que lhe proporcionaram tão importante triunfo, não sem que a equipa tivesse ainda de sofrer, para preservar a vantagem até final.

Surpresa – Em função do desempenho evidenciado até esta jornada, não se esperaria que o Salvaterrense lograsse pontuar ante um dos, até então, 2.º classificados, Mação. Os maçaenses até começaram por marcar cedo, por volta dos doze minutos, e, quando esperariam ter os três pontos “garantidos”, acabariam por vir a sofrer o tento do empate (1-1) aos 90+6 minutos, no que constitui o primeiro ponto somado pelos homens da Salvaterra de Magos neste campeonato.

Confirmações – Ao invés, eram expectáveis as vitórias: do Coruchense, pese embora por magro 1-0, mercê de um golo alcançado já no último quarto de hora; assim como do Cartaxo, que se esmerou, obtendo o seu melhor resultado desta época, goleando o Glória do Ribatejo por 5-1.

Na sequência dos desfechos do passado Domingo, temos agora um trio na cauda da tabela, somente com um ponto somado (cada), integrando At. Ouriense (ainda com um jogo em atraso), Salvaterrense e Entroncamento AC; imediatamente acima, posiciona-se o Águias de Alpiarça (três pontos); tendo-se formado um quarteto, entre o 9.º e o 12.º lugar, igualado a cinco pontos, do qual fazem parte ilustres nomes como os de U. Tomar, Abrantes e Benfica e Amiense, para além da formação da Glória do Ribatejo. O Coruchense é 8.º classificado, com mais um ponto (seis).

II Divisão Distrital – No arranque do campeonato do escalão secundário – este ano englobando 25 concorrentes, repartidos em duas séries, sendo que, ao contrário do que vinha sendo habitual, não haverá fase final, de apuramento de Campeão, mas sim, directamente, a Final entre o vencedor de cada série, disputando os dois 2.º classificados a terceira vaga de promoção – esteve em grande evidência o Moçarriense, ao golear, por 7-1, o Rebocho.

Ainda na Série A, o Forense obteve também um bom triunfo (por tangencial 1-0) em Pontével. Já na Série B, foi impróprio para cardíacos o Vilarense-Tramagal, tendo os forasteiros acabado por se impor, por disputado 4-3. Por seu lado, o Caxarias bateu a U. Atalaiense por 4-1. O outro recém-despromovido da I Divisão, Vasco da Gama, foi mais comedido, ganhando por 2-1 ao Pego.

Liga 3 – Em jogo de acerto de calendário, o U. Santarém voltou a averbar importante vitória na condição de visitante, desta feita em Tábua, frente ao Oliveira do Hospital, por 2-1, em encontro da 1.ª jornada, que tinha sido adiado. Os escalabitanos ascenderam assim a um notável 3.º lugar, somente a dois pontos do Atlético, e a seis do comandante, Belenenses.

Antevisão – A 6.ª jornada da I Divisão Distrital integra alguns aliciantes embates, nomeadamente o U. Tomar-Coruchense (dois recentes Campeões Distritais, esta temporada distantes dos lugares cimeiros), o Samora Correia-Abrantes e Benfica, o Mação-Cartaxo (envolvendo quatro clubes com aspirações), ou o Torres Novas-Amiense, entre emblemas com largo historial na prova.

Na II Divisão Distrital, que avança para a sua 2.ª ronda, destacam-se as partidas: Forense-Moçarriense (um embate entre candidatos à subida, depois de terem disputado, na época anterior, o escalão principal); Porto Alto-U. Almeirim; Espinheirense-Vilarense; e Pego-Caxarias.

A Liga 3, assim como o Campeonato de Portugal, continuam em pausa, para disputa da 3.ª eliminatória (1/32 de avos de final da Taça de Portugal), fase da competição em que o Distrito conta um único representante, o U. Santarém – que, depois de ter afastado dois adversários dos Distritais (Sacavenense e Monção) enfrenta agora (no seu terreno) o Moreirense, da I Liga.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Outubro de 2024)

20 Outubro, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

Liga das Nações da UEFA – 2024/25 – 4.ª Jornada

LIGA A

Grupo 1 – Escócia-Portugal – 0-0   / Polónia-Croácia – 3-3

1º Portugal, 10; 2º Croácia, 7; 3º Polónia, 4; 4º Escócia, 1

Grupo 2 – Bélgica-França – 1-2 / Itália-Israel – 4-1

1º Itália, 10; 2º França, 9; 3º Bélgica, 4; 4º Israel, 0

Grupo 3 – Alemanha-Países Baixos – 1-0  / Bósnia-Herzegovina-Hungria – 0-2

1º Alemanha; 10; 2º Países Baixos e Hungria, 5; 4º Bósnia-Herzegovina, 1

Grupo 4 – Espanha-Sérvia – 3-0  / Suíça-Dinamarca – 2-2

1º Espanha, 10; 2º Dinamarca, 7; 3º Sérvia, 4; 4º Suíça, 1

Os dois primeiros classificados de cada um dos grupos qualificam-se para os 1/4 de final, a disputar em Março de 2025. O 3.º classificado de cada grupo disputará o “play-off” de manutenção/promoção com um dos 2.º classificados da Liga B. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2026/27).

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15 Outubro, 2024 at 9:43 pm Deixe um comentário

Escócia – Portugal (Liga das Nações – 4.ª Jornada)

Escócia Escócia – Craig Gordon, Anthony Ralston (88m – Nicky Devlin), John Souttar, Grant Hanley, Andrew “Andy” Robertson, Ryan Christie (67m – Ryan Gauld), Billy Gilmour, Scott McTominay, Kenneth “Kenny” McLean, Ben Doak (67m – Lewis Morgan) e Ché Adams (83m – Lyndon Dykes)

Portugal Portugal – Diogo Costa, João Cancelo (88m – Nélson Semedo), Rúben Dias, António Silva, Nuno Mendes, Bruno Fernandes, João Palhinha (61m – Rúben Neves), Vitinha (88m – João Félix), Francisco Conceição (61m – Bernardo Silva), Cristiano Ronaldo e Diogo Jota (61m – Rafael Leão)

Cartões amarelos – Scott McTominay (27m); Diogo Jota (18m), João Palhinha (50m) e Rúben Dias (83m)

Árbitro – Lawrence Visser (Bélgica)

Do “dia” para a “noite”, a qualidade da exibição da equipa portuguesa, do jogo na Polónia para o jogo na Escócia. Parecendo apática, a selecção nacional nunca conseguiu aproximar-se do brilhantismo que revelara na fase inicial do desafio anterior, numa partida em que, naturalmente, assumiu maior iniciativa, exerceu mais pressão, mas em que criou poucas oportunidades de golo, também contrariadas pelo notável desempenho do veterano guardião Craig Gordon, nesta noite.

Não obstante a rotação empreendida por Roberto Martínez, procurando dar minutos ao maior número de jogadores, e manter a frescura física e vivacidade, foi um jogo falho de dinâmica, em que o jogo “não carburou”, não fluiu, usando e abusando de cruzamentos improfícuos, dando vantagem à defensiva escocesa. E, ao contrário, até seria a Escócia a assustar, testando a concentração de Diogo Costa.

No segundo tempo a situação não melhorou, num jogo que ia sendo motivo de aborrecimento. Só já dentro dos derradeiros dez minutos houve alguma maior movimentação, tendo a ocasião mais flagrante de golo surgido a dois minutos do final do tempo regulamentar, quando o guarda-redes da Escócia teve notável intervenção, a evitar o golo, num remate de Bruno Fernandes.

A perspectiva de apuramento para a fase seguinte continua bem presente (só uma improvável conjugação de resultados o poderia impedir), mas, por ora, tal ficou ainda adiado.

15 Outubro, 2024 at 9:42 pm Deixe um comentário

Prémio Nobel da Economia – 2024

O prémio Nobel da Economia 2024 foi hoje atribuído a Daron Acemoglu (Turquia), Simon Johnson (Reino Unido) e James A. Robinson (EUA), pelos seus “estudos sobre como as instituições são formadas e afectam a prosperidade”.

14 Outubro, 2024 at 1:57 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 4ª Jornada

(“O Templário”, 10.10.2024)

Depois de dois empates, duas derrotas, em Alcanena, e em casa, ante o Fazendense. Por curiosidade – e embora as temporadas não sejam comparáveis, dado o U. Tomar não ser, esta época, mais do que candidato a fazer um campeonato tranquilo – também em 2022-23, quando se sagraram Campeões, os unionistas haviam perdido em Alcanena e, em Tomar, com o Fazendense.

Destaques – Porém, mesmo que estes desaires não sejam comprometedores em termos pontuais, urge, em termos anímicos, começar a somar pontos. Até porque a derrota do passado Domingo poderá, de alguma forma, deixar marca, dados os seus expressivos números (1-4) – tendo, aliás, a turma das Fazendas chegado mesmo ao 4-0 –, em qualquer caso, margem que terá sido demasiado dilatada face ao que as duas equipas exibiram dentro de campo.

Os forasteiros colocaram-se em vantagem próximo da meia hora de jogo, tendo ampliado a contagem ainda antes dos dez minutos da segunda metade; para, com outros dois tentos de rajada, aos 70 e 72 minutos, selarem o desfecho da partida – destaca-se o segundo jogo seguido de Carlos Bacalhau a bisar, somando já cinco tentos, liderando a tabela de goleadores. O União, não se entregando, viria a obter o seu ponto de honra já no derradeiro quarto de hora.

Ao invés, o Ferreira do Zêzere prossegue a sua senda triunfal, tendo goleado, pela mesma marca (4-1) o até então ainda invicto Amiense. E até foram os homens dos Amiais a provocar um susto, marcando primeiro; valeu, em primeira instância, um auto-golo, em cima do intervalo, a restabelecer a igualdade. Na etapa complementar os ferreirenses impuseram os seus argumentos, com mais três golos apontados, mantendo a liderança isolada, com dois pontos de avanço.

Em destaque esteve também o Mação – o outro vice-líder, a par do Fazendense – que, num embate entre aspirantes aos lugares de topo, acabou por ter alguma felicidade, derrotando o Abrantes e Benfica por 2-0, com os dois tentos apontados já em período de compensação (aos 91m, também mercê de um tento na própria baliza, confirmando a vitória aos 90+8 minutos). Foi o primeiro desaire dos abrantinos, mas que, tendo cedido outros dois empates, baixaram ao 8.º lugar.

O Torres Novas obteve um bom triunfo ante o Coruchense, por tangencial 2-1, com a singularidade de todos os três golos terem sido concentrados num intervalo de apenas quatro minutos: os torrejanos abriram o activo à meia hora; o grupo do Sorraia ainda empatou, apenas três minutos volvidos; para, logo no minuto imediato, os visitados chegarem ao golo da vitória.

No Cartaxo, os locais continuam a ceder pontos (terceiro empate em quatro rondas disputadas), tendo, aliás, evitado a derrota, outra vez, praticamente ao cair do pano, empatando a duas bolas na recepção ao Alcanenense, que mantém o bom desempenho que vem registando, partilhando a 4.ª posição com o Samora Correia e o Torres Novas, mas contando um jogo em atraso.

Os comandados de José Torcato entraram “a todo o gás”, marcando logo no primeiro minuto, e dilatando a vantagem para 2-0 aos nove minutos. Terá sido muito importante o facto de os cartaxeiros terem logrado reduzir no minuto seguinte; porém, só conseguiriam restabelecer a igualdade já dentro dos cinco minutos finais.

Surpresa – Não seria porventura expectável que o Águias de Alpiarça, que vinha de três desaires sofridos em outros tantos desafios disputados, pudesse sair vitorioso da deslocação a Ourém. Pois, foi o que sucedeu, tendo o At. Ouriense (goleado na semana anterior nas Fazendas) perdido por 1-2: os alpiarcenses chegaram mesmo ao 2-0, aos nove e 58 minutos; tendo os donos da casa reduzido para a diferença mínima apenas com seis minutos decorridos no tempo de compensação.

Com este triunfo o Águias deu um salto, para o 12.º posto, relegando o U. Tomar para o 13.º lugar, enquanto o At. Ourém (menos um jogo) partilha a penúltima posição com o Entroncamento AC.

Confirmações – Nos restantes dois jogos assinalam-se triunfos caseiros, mais previsível o do Samora Correia ante o Entroncamento AC (por 3-1, anotando-se que os visitantes ainda chegaram ao intervalo empatados a um), mas também dentro do expectável, no “derby” do município de Salvaterra de Magos, com a turma da Glória do Ribatejo a bater o Salvaterrense por 2-1, depois, de, também nesta partida, as duas formações terem ido para o descanso igualadas a uma bola.

O conjunto da Glória, com um arranque positivo, emparceira na tabela com equipas cotadas como são as do Abrantes e Benfica ou do Amiense, igualados a cinco pontos, à frente do Coruchense (11.º classificado), que soma apenas três, fruto de uma vitória, tendo sofrido já três desaires. Já o Salvaterrense mantém a posição de “lanterna vermelha”, só com derrotas (quatro).

Taça do Ribatejo – Chegou ao fim a fase prévia desta prova (três jornadas), na qual participaram os clubes da II Divisão Distrital, tendo garantido o apuramento os seis vencedores de série (Forense, Vilarense, Tramagal, Porto Alto, Riachense e Rebocho), assim como os quatro melhores de entre os 2.º classificados, a determinar de acordo com regras de alguma complexidade.

Liga 3 – O U. Santarém, em viagem aos Açores, obteve um bom triunfo em Angra do Heroísmo, ante o Lusitânia (seu rival na disputa pela subida na época passada), por 2-1, tendo o tento decisivo sido apontado já em período de “descontos”, isto depois de, logo aos vinte minutos, os escalabitanos terem começado por se colocar em vantagem.

Ainda com um jogo em atraso, o U. Santarém subiu ao 5.º posto, somente a dois pontos do trio que reparte a vice-liderança – Atlético, Sporting “B” e Caldas, estes já seis pontos abaixo do comandante destacado, Belenenses.

Campeonato de Portugal – O Fátima deu a melhor resposta às inquietações que poderiam começar a pairar, tendo, por fim, à 6.ª jornada, averbado a primeira vitória, por 1-0, ante o União 1919. Somando aos três empates registados, os fatimenses totalizam agora seis pontos, o suficiente para, pela primeira vez, transpor a “linha de água” (ocupam agora o 9.º lugar, a par com o Benfica e Castelo Branco), tendo, pois, deixado a zona de despromoção… o que, no final da temporada, será igualmente relevante para as contas do Distrital (caso o Fátima venha a conseguir assegurar a manutenção, serão apenas dois os clubes a despromover à II Divisão Distrital).

Antevisão – Na 5.ª ronda do escalão principal do Distrital destaca-se o confronto entre Abrantes e Benfica e Ferreira do Zêzere, um sério desafio à campanha triunfal do guia, mesmo que os ferreirenses entrem em campo bastante mais moralizados. Outro embate que se projecta de alta intensidade será o Alcanenense-Fazendense.

Por seu lado, o U. Tomar desloca-se a Alpiarça, onde encontrará uma equipa do Águias muito mais confiante, depois da vitória arrancada em Ourém.

Arranca neste Domingo o campeonato do escalão secundário, realçando-se os encontros: Pontével-Forense (Série A), Vilarense-Tramagal (Série B)

Na Liga 3 estará em pausa a sequência regular do campeonato, aproveitando-se para colocar em dia jogos em atraso, como é o caso do Oliveira do Hospital-U. Santarém, da 1.ª jornada. Também o Campeonato de Portugal sofre um interregno, com a 6.ª ronda agendada apenas para dia 27.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Outubro de 2024)

13 Outubro, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

Liga das Nações da UEFA – 2024/25 – 3.ª Jornada

LIGA A

Grupo 1 – Croácia-Escócia – 2-1  / Polónia-Portugal – 1-3

1º Portugal, 9; 2º Croácia, 6; 3º Polónia, 3; 4º Escócia, 0

Grupo 2 – Israel-França – 1-4 / Itália-Bélgica – 2-2

1º Itália, 7; 2º França, 6; 3º Bélgica, 4; 4º Israel, 0

Grupo 3 – Hungria-Países Baixos – 1-1 / Bósnia-Herzegovina-Alemanha – 1-2

1º Alemanha; 7; 2º Países Baixos, 5; 3º Hungria, 2; 4º Bósnia-Herzegovina, 1

Grupo 4 – Espanha-Dinamarca – 1-0 / Sérvia-Suíça – 2-0

1º Espanha, 7; 2º Dinamarca, 6; 3º Sérvia, 4; 4º Suíça, 0

Os dois primeiros classificados de cada um dos grupos qualificam-se para os 1/4 de final, a disputar em Março de 2025. O 3.º classificado de cada grupo disputará o “play-off” de manutenção/promoção com um dos 2.º classificados da Liga B. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2026/27).

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12 Outubro, 2024 at 9:55 pm Deixe um comentário

Polónia – Portugal (Liga das Nações – 3.ª Jornada)

Polónia Polónia – Łukasz Skorupski, Sebastian Walukiewicz (45m – Jakub Kiwior), Jan Bednarek, Paweł Dawidowicz, Przemysław Frankowski, Sebastian Szymański (84m – Krzysztof Piątek), Maximillian “Maxi” Oyedele (66m – Jakub Moder), Piotr Zieliński, Nicola Zalewski (76m – Michael Ameyaw), Karol Świderski (76m – Kacper Urbański) e Robert Lewandowski

Portugal Portugal – Diogo Costa, Diogo Dalot, Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes, Bruno Fernandes (90m – Otávio), Rúben Neves, Bernardo Silva (90m – Samuel “Samu” Costa), Pedro Neto (82m – Nélson Semedo), Cristiano Ronaldo (63m – Diogo Jota) e Rafael Leão (63m – Francisco Trincão)

0-1 – Bernardo Silva – 26m
0-2 – Cristiano Ronaldo – 37m
1-2 – Piotr Zieliński – 78m
1-3 – Jan Bednarek (p.b.) – 88m

Cartões amarelos – Sebastian Walukiewicz (45m), Przemysław Frankowski (51m), Krzysztof Piątek (88m) e Łukasz Skorupski (88m); Pedro Neto (32m)

Árbitro – Serdar Gözübüyük (Países Baixos)

Esta foi, pelo menos na primeira parte, uma das melhores exibições da selecção nacional nos últimos anos. Empurrando, desde início, a Polónia para o seu sector mais recuado, a equipa portuguesa funcionou como um colectivo quase perfeito, com Bruno Fernandes e Bernardo Silva a pautarem o jogo.

Foram múltiplas as ocasiões de perigo criadas, boa parte não concretizadas em golo, como sucedeu com as tentativas de Dalot, Cristiano Ronaldo (acertando na barra da baliza contrária), Rúben Neves ou Bruno Fernandes, neste caso tendo sido Skorupski a negar o golo.

Mas, quem porfia, sempre alcança, e, ainda antes da meia hora, Portugal inaugurava o marcador, numa triangulação entre Rúben Neves, Bruno Fernandes (a assistir de cabeça) e Bernardo Silva, que rematou para o fundo da baliza.

Não conseguindo a equipa polaca suster a “avalancha” de futebol português, foi com naturalidade que, cerca de dez minutos volvidos, a contagem foi ampliada para o 2-0, por intermédio de Cristiano Ronaldo, na sequência de um remate de Rafael Leão ao poste.

Com o jogo controlado, e a vitória, aparentemente, assegurada, o ritmo baixou significativamente na segunda metade, com a turma portuguesa a gerir o tempo.

Foi, de alguma forma, imprevisto o golo da Polónia, já no quarto de hora de final, a alimentar ainda a esperança da equipa da casa de evitar a derrota.

Não vacilando, Portugal viria, já próximo do minuto 90, a confirmar o triunfo, quando Bednarek, ao tentar interceptar uma bola cruzada por Nuno Mendes, acabou por a introduzir na sua própria baliza.

Três jogos, três vitórias, Portugal lidera isolado o seu Grupo, tendo em mira o apuramento para os 1/4 de final da prova.

12 Outubro, 2024 at 9:54 pm Deixe um comentário

“Jácome Ratton” – 140 anos de vivências, da Escola e da Cidade


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11 Outubro, 2024 at 7:30 pm Deixe um comentário

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