Diário da primeira viagem de Vasco da Gama à Índia integra lista dos Registos da Memória do Mundo da UNESCO
O diário da primeira viagem de Vasco da Gama à Índia, entre 1497 e 1499, atribuído a Álvaro Velho, propriedade da Biblioteca Municipal do Porto, foi inscrito na lista dos Registos da Memória do Mundo da UNESCO.
A candidatura do documento a este reconhecimento internacional teve como fundamento o facto de se tratar de um “testemunho da viagem marítima pioneira […], um dos documentos decisivos que mudaram o curso da história”.
Integram esta lista da UNESCO outros três documentos portugueses, do Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT): carta de Pêro Vaz de Caminha ao rei de Portugal D. Manuel I sobre a chegada ao Brasil (Terra de Vera Cruz, Brasil, 1 de maio de 1500); Tratado de Tordesillas (na versão castelhana), de 7 de junho de 1494; assim como um conjunto de 83.212 documentos, datados de 1161 a 1699, que tratam da “informação e esclarecimento sobre as relações entre os europeus, sobretudo as dos portugueses com os povos africanos, asiático e latino-americanos”.
Rui Costa vence Volta a Suíça em bicicleta

(foto via Record)
O ciclista português Rui Costa, de 26 anos, sagrou-se hoje vencedor, pelo segundo ano consecutivo, da Volta a Suíça em bicicleta, após ter vencido o contra-relógio final da prova, triunfo que soma ao obtido igualmente na antepenúltima etapa. Foi a seguinte a classificação geral final da prova:
1.º Rui Costa (Portugal) – Movistar – 31:08.11
2.º Bauke Mollema (Holanda) – Blanco – a 1.02
3.º Roman Kreuziger (R. Checa) – Saxo-Tinkoff – a 1.10
4.º Thibaut Pinot (França) – FDJ – a 1.26
5.º Mathias Frank (Suíça) – BMC – a 1.43
6.º Tanel Kangert (Estónia) – Astana – a 1.51
7.º Tejay van Garderen (EUA) – BMC – a 2.23
8.º Daniel Martin (Irlanda) – Garmin-Sharp – a 2.42
9.º Simon Spilak (Eslovénia) – Katusha – a 2.42
10.º Cameron Meyer (Austrália) – Orica-GreenEdge – a 3.44
João Pinto e Castro
A minha singela homenagem a João Pinto e Castro, recuperando a memória da sua escrita, no:
As minhas condolências à família.
Estas são sempre notícias brutais, pelo que têm de inesperado e de irreversível. É uma sensação estranha esta a de perdermos uma voz que, neste mundo virtual, nos habituámos a ouvir diariamente, há cerca de dez anos.
Tribunal Constitucional – O que é / Para que serve / Como funciona
No âmbito das comemorações do seu 30.º aniversário, o Tribunal Constitucional divulga publicação intitulada: «Tribunal Constitucional – O Que É / Para Que Serve / Como Funciona», que pode ser consultada neste link, podendo ser igualmente descarregada em versão PDF.
Portugal – Rússia (Mundial-2014 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Luís Neto, Fábio Coentrão, Raul Meireles (73m – Ruben Amorim), Vieirinha (90m – Custódio), João Moutinho, Miguel Veloso, Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga (66m – Nani)
Rússia – Igor Akinfeev, Alexander Anyukov (31m – Alexey Kozlov), Sergey Ignashevich, Igor Denisov, Yury Zhirkov, Alexander Kerzhakov (67m – Fedor Smolov), Vasili Berezutskiy, Roman Shirokov, Vladimir Bystrov, Victor Faizulin (21m – Denis Glushakov) e Dmitry Kombarov
1-0 – Hélder Postiga – 9m
Cartão amarelo – Luís Neto (88m)
Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)
Numa fase de qualificação para o Mundial em que a “margem de erro” (tendo o 2.º lugar em mira) é muito escassa, Portugal teve a felicidade de ter conseguido marcar o solitário golo que lhe daria o triunfo – o primeiro sofrido pela Rússia nesta fase de apuramento – logo nos minutos iniciais, aproveitando com eficácia a boa entrada em campo.
Depois, à medida que o tempo ia decorrendo, a selecção portuguesa foi decaindo, denotando encontrar-se, em termos físicos, em “fim de estação”, acabando por sofrer nos derradeiros minutos para manter a preciosa vantagem.
Não obstante uma vitória que poderá vir a revelar-se crucial, o 1.º lugar do Grupo continua a não passar de uma quimera (dados os 2 jogos a menos da Rússia); quanto à 2.ª posição, as coisas parecem bem encaminhadas, com a selecção nacional a receber o seu competidor directo, Israel, em casa, tendo contudo, ainda antes desse jogo, uma deslocação a enfrentar com cuidados, até à Irlanda do Norte, fechando o Grupo, também em Portugal, com o Luxemburgo.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Portugal 7 4 2 1 12- 6 14 2º Rússia 5 4 - 1 8- 1 12 3º Israel 6 3 2 1 15- 8 11 4º Azerbaijão 7 - 4 3 3- 9 4 5º I. Norte 5 - 3 2 3- 7 3 6º Luxemburgo 6 - 3 3 3-13 3
7ª jornada
07.06.13 – Azerbaijão – Luxemburgo – 1-1
07.06.13 – Portugal – Rússia – 1-0
(mais…)
Benfica Campeão Europeu de Hóquei em Patins

No termo de uma empolgante e inédita Final da “Liga Europeia” de Hóquei em Patins – entre duas equipas portuguesas –, hoje disputada no Pavilhão do FC Porto, depois de 5-5 no tempo regulamentar, o Benfica, vencendo o FC Porto por 6-5 (“golo de ouro”, no segundo minuto do prolongamento), sagrou-se Campeão Europeu de Hóquei em Patins, troféu que conquista pela primeira vez na sua história, e que junta às Taças CERS conquistadas em 1990-91 e 2010-11 e à Supertaça Europeia.
Para chegar a esta Final, o Benfica eliminara ontem, na partida das 1/2 Finais, o Barcelona, no desempate da marca de grande penalidade (2-1), depois de 4-4 no final do tempo regulamentar e do prolongamento.
Antes, nos 1/4 Final tinha já eliminado o Noia, também de Espanha, com 3-3 na Catalunha e 7-0 no Pavilhão da Luz, depois de ter ganho o seu Grupo de apuramento, à frente do Reus (Espanha – 7-1 e 3-4), Viareggio (Itália – 4-4 e 5-2) e Cronenberg (Alemanha – 12-3 e 5-3).
O Benfica quebrou assim, finalmente, uma série de 5 Finais perdidas na Taça dos Campeões Europeus da modalidade (em 1968-69, 1972-73, 1979-80, 1992-93 e 1994-95). No que respeita ao FC Porto, para além dos 2 títulos conquistados, perdeu já por 9 vezes a Final.
Os heróis que conquistaram esta taça foram: Pedro Henriques, Ricardo Silva, Valter Neves, Diogo Rafael, Cláudio Filho “Cacau”, Esteban Ábalos, Marc Coy, João Rodrigues, Carlos Lopez e Luís Viana, sob a orientação técnica de Luís Sénica.
Esta foi a quinta vez que a competição foi conquistada por equipas portuguesas, o que não acontecia já há 22 anos.

(foto via Record)
Palmarés da prova:
- Barcelona (19) – 1972-73, 1973-74, 1977-78, 1978-79, 1979-80, 1980-81, 1981-82, 1982-83, 1983-84, 1984-85, 1996-97, 1999-00, 2000-01, 2001-02, 2003-04, 2004-05, 2006-07, 2007-08 e 2009-10
- Reus (7) – 1966-67, 1967-68, 1968-69, 1969-70, 1970-71, 1971-72 e 2008-09
- Igualada (6) – 1992-93, 1993-94, 1994-95, 1995-96, 1997-98 e 1998-99
- Liceo Coruña (6) – 1986-87, 1987-88, 1991-92, 2002-03, 2010-11 e 2011-12
- Voltregà (3) – 1965-66, 1974-75 e 1975-76
- FC Porto (2) – 1985-86 e 1989-90
- Sporting (1) – 1976-77
- Noia (1) – 1988-89
- Barcelos (1) – 1990-91
- Follonica (1) – 2005-06
- Benfica (1) – 2012-13
Prémio Camões atribuído a Mia Couto
O escritor moçambicano Mia Couto, nascido em 1955, foi hoje distinguido com o “Prémio Camões”, principal prémio destinado à literatura em língua portuguesa – atribuído anualmente a autor que, «pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum» -, no valor de 100 mil euros, pela sua “vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e a profunda humanidade”.
O júri, formado pelo José Carlos Vasconcelos, a catedrática Clara Crabbé Rocha (filha de Miguel Torga, o primeiro escritor a quem foi atribuída a primeira edição deste prémio, em 1989), pelos brasileiros Alcir Pécora (crítico) e Alberto da Costa e Silva (membro da Academia Brasileira de Letras), pelo escritor moçambicano João Paulo Borges Coelho e pelo escritor angolano José Eduardo Agualusa, hoje reunido no Rio de Janeiro, deliberou assim premiar pela segunda vez um escritor de Moçambique (depois de José Craveirinha, em 1991).
Mia Couto é autor de cerca de trinta livros, de que se destacam títulos como: Raiz de Orvalho,Terra Sonâmbula, A Confissão da Leoa, Vozes Anoitecidas, A Varanda do Frangipani, Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra, O Outro Pé da Sereia ou Jesusalém.
«O que torto nasce nunca se endireita»
Numa semana de Outubro de 1990, dúzia e meia de sábios iluminados reuniram-se no velho edifício da Academia das Ciências de Lisboa para mudarem a ortografia de uma língua falada por mais de 200 milhões de pessoas. Foi assim, neste ambiente de secretismo, quando não havia nenhuma demanda social para esse efeito, que nasceu o acordo ortográfico.
Nasceu torto. E, como diz o povo, o que torto nasce tarde ou nunca se endireita. O acordo nasceu torto desde logo por ignorar a esmagadora maioria dos pareceres técnico-científicos sobre a matéria. Foram produzidas notáveis peças de análise crítica por parte de escritores, professores, linguistas – e todas acabaram no fundo de uma gaveta, olimpicamente ignoradas. O poder político fez tábua rasa dos alertas da comunidade científica – não só portuguesa mas também brasileira – que advertiam para as suas inúmeras deficiências técnicas, para as suas incongruências conceptuais, para os seus clamorosos erros.
Temos, portanto, um acordo que quase ninguém defende, que quase ninguém respeita, que quase ninguém aplica na íntegra.
(Pedro Correia – ler artigo completo no Delito de Opinião)
Taça de Portugal – Palmarés
Vencedor Finalista Épocas (Vencedor / Finalista) Benfica 24 10 1939-40; 1942-43; 1943-44; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1954-55; 1956-57; 1958-59; 1961-62; 1963-64; 1968-69; 1969-70; 1971-72; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1985-86; 1986-87; 1992-93; 1995-96; 2003-04 1938-39; 1957-58; 1964-65; 1970-71; 1973-74; 1974-75; 1988-89; 1996-97; 2004-05; 2012-13 FC Porto 16 12 1955-56; 1957-58; 1967-68; 1976-77; 1983-84; 1987-88; 1990-91; 1993-94; 1997-98; 1999-00; 2000-01; 2002-03; 2005-06; 2008-09; 2009-10; 2010-11 1952-53; 1958-59; 1960-61; 1963-64; 1977-78; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1991-92; 2003-04; 2007-08 Sporting 15 11 1940-41; 1944-45; 1945-46; 1947-48; 1953-54; 1962-63; 1970-71; 1972-73; 1973-74; 1977-78; 1981-82; 1994-95; 2001-02; 2006-07; 2007-08 1951-52; 1954-55; 1959-60; 1969-70; 1971-72; 1978-79; 1986-87; 1993-94; 1995-96; 1999-00; 2011-12 Boavista 5 1 1974-75; 1975-76; 1978-79; 1991-92; 1996-97/ 1992-93 V. Setúbal 3 7 1964-65; 1966-67; 2004-05 1942-43; 1953-54; 1961-62; 1965-66 1967-68; 1972-73; 2005-06 Belenenses 3 5 1941-42; 1959-60; 1988-89/ 1939-40 1940-41; 1947-48; 1985-86; 2006-07 Académica 2 3 1938-39; 2011-12 1950-51; 1966-67; 1968-69 V. Guimarães 1 5 2012-13/ 1941-42; 1962-63; 1975-76; 1987-88; 2010-11 Braga 1 3 1965-66/ 1976-77; 1981-82; 1997-98 Leixões 1 1 1960-61/ 2001-02 Beira-Mar 1 1 1998-99/ 1990-91 E. Amadora 1 - 1989-90 Atlético - 2 1945-46; 1948-49 Marítimo - 2 1994-95; 2000-01 Estoril - 1 1943-44 Olhanense - 1 1944-45 Torreense - 1 1955-56 Covilhã - 1 1956-57 Rio Ave - 1 1983-84 Farense - 1 1989-90 Campomaiorense - 1 1998-99 U. Leiria - 1 2002-03 Paços Ferreira - 1 2008-09 Chaves - 1 2009-10
Finais da Taça de Portugal
Edição Época Vencedor Finalista LXXIII 2012-2013 V. Guimarães Benfica 2-1 LXXII 2011-2012 Académica Sporting 1-0 LXXI 2010-2011 FC Porto V. Guimarães 6-2 LXX 2009-2010 FC Porto Chaves 2-1 LXIX 2008-2009 FC Porto Paços Ferreira 1-0 LXVIII 2007-2008 Sporting FC Porto 2-0 LXVII 2006-2007 Sporting Belenenses 1-0 LXVI 2005-2006 FC Porto Setúbal 1-0 LXV 2004-2005 Setúbal Benfica 2-1 LXIV 2003-2004 Benfica FC Porto 2-1 LXIII 2002-2003 FC Porto U. Leiria 1-0 LXII 2001-2002 Sporting Leixões 1-0 LXI 2000-2001 FC Porto Marítimo 2-0 LX 1999-2000 FC Porto Sporting 1-1 2-0 LIX 1998-1999 Beira-Mar Campomaiorense 1-0 LVIII 1997-1998 FC Porto Sp. Braga 3-1 LVII 1996-1997 Boavista Benfica 3-2 LVI 1995-1996 Benfica Sporting 3-1 LV 1994-1995 Sporting Marítimo 2-0 LIV 1993-1994 FC Porto Sporting 0-0 2-1 LIII 1992-1993 Benfica Boavista 5-2 LII 1991-1992 Boavista FC Porto 2-1 LI 1990-1991 FC Porto Beira-Mar 3-1 L 1989-1990 E. Amadora Farense 1-1 2-0 XLIX 1988-1989 Belenenses Benfica 2-1 XLVIII 1987-1988 FC Porto V. Guimarães 1-0 XLVII 1986-1987 Benfica Sporting 2-1 XLVI 1985-1986 Benfica Belenenses 2-0 XLV 1984-1985 Benfica FC Porto 3-1 XLIV 1983-1984 FC Porto Rio Ave 4-1 XLIII 1982-1983 Benfica FC Porto 1-0 XLII 1981-1982 Sporting Sp. Braga 4-0 XLI 1980-1981 Benfica FC Porto 3-1 XL 1979-1980 Benfica FC Porto 1-0 XXXIX 1978-1979 Boavista Sporting 1-1 1-0 XXXVIII 1977-1978 Sporting FC Porto 1-1 2-1 XXXVII 1976-1977 FC Porto Sp. Braga 1-0 XXXVI 1975-1976 Boavista V. Guimarães 2-1 XXXV 1974-1975 Boavista Benfica 2-1 XXXIV 1973-1974 Sporting Benfica 2-1 XXXIII 1972-1973 Sporting V. Setúbal 3-2 XXXII 1971-1972 Benfica Sporting 3-2 XXXI 1970-1971 Sporting Benfica 4-1 XXX 1969-1970 Benfica Sporting 3-1 XXIX 1968-1969 Benfica Académica 2-1 XXVIII 1967-1968 FC Porto V. Setúbal 2-1 XXVII 1966-1967 V. Setúbal Académica 3-2 XXVI 1965-1966 Sp. Braga V. Setúbal 1-0 XXV 1964-1965 V. Setúbal Benfica 3-1 XXIV 1963-1964 Benfica FC Porto 6-2 XXIII 1962-1963 Sporting V. Guimarães 4-0 XXII 1961-1962 Benfica V. Setúbal 3-0 XXI 1960-1961 Leixões FC Porto 2-0 XX 1959-1960 Belenenses Sporting 2-1 XIX 1958-1959 Benfica FC Porto 1-0 XVIII 1957-1958 FC Porto Benfica 1-0 XVII 1956-1957 Benfica Sp. Covilhã 3-1 XVI 1955-1956 FC Porto Torreense 2-0 XV 1954-1955 Benfica Sporting 2-1 XIV 1953-1954 Sporting V. Setúbal 3-2 XIII 1952-1953 Benfica FC Porto 5-0 XII 1951-1952 Benfica Sporting 5-4 XI 1950-1951 Benfica Académica 5-1 X 1948-1949 Benfica Atlético 2-1 IX 1947-1948 Sporting Belenenses 3-1 VIII 1945-1946 Sporting Atlético 4-2 VII 1944-1945 Sporting Olhanense 1-0 VI 1943-1944 Benfica Estoril 8-0 V 1942-1943 Benfica V. Setúbal 5-1 IV 1941-1942 Belenenses V. Guimarães 2-0 III 1940-1941 Sporting Belenenses 4-1 II 1939-1940 Benfica Belenenses 3-1 I 1938-1939 Académica Benfica 4-3



