Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão) – Benfica – Bordeaux
Benfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Ezequiel Garay, Melgarejo, Roderick, Nico Gaitán, Carlos Martins (64m – Enzo Pérez), Rodrigo, Ola John (74m – Lima) e Óscar Cardozo (63m – Eduardo Salvio)
Bordeaux – Cédric Carrasso, Mariano, Ludovic Sané, Henrique, Benoît Trémoulinas, Julien Faubert (43m – Abdou Traoré), Jaroslav Plašil, Grégory Sertic, Ludovic Obraniak, Nicolas Maurice-Belay (79m – Fahid Ben Khalfallah) e Diego Rolán (66m – David Bellion)
1-0 – Rodrigo (atribuído pela UEFA a Cédric Carrasso – p.b.) – 21m
Cartões amarelos – Carlos Martins (50m) e Rodrigo (53m)
Árbitro – Alon Yefet (Israel)
Muito pouco há a dizer sobre este jogo…
O Benfica entrou em campo algo adormecido, concedendo a iniciativa ao adversário, que não se fez rogado, aproveitando para se instalar no meio-terreno contrário.
Contra a chamada “corrente do jogo”, num potente remate de Rodrigo, à entrada da área, a “encher o pé”, a bola embateu na trave e, na queda, acabaria por tabelar nas costas do guarda-redes girondino, que confirmou o que viria a ser o único golo da partida.
E justifica-se que assim tenha acontecido: em noventa minutos de futebol, escassas foram as ocasiões de perigo e ainda menos as efectivas oportunidades de golo.
Se a primeira parte fora jogada a ritmo lento, sem interesse, o segundo tempo acabaria por ser verdadeiramente entediante.
Continuando a fazer a sua gestão de equipa, com constantes rotações e alternâncias – tendo passado do “8” para o “80” (ou seja, de jogar sempre o mesmo “11”, como sucedeu nas duas épocas anteriores, para um carrossel constante) – Jorge Jesus, assumindo definitivamente a óbvia opção pelo campeonato, em detrimento das restantes provas, é o responsável pela medíocre exibição do Benfica esta noite – inevitavelmente, sem as famosas “rotinas de jogo” –, frente a um adversário que, neste encontro, não evidenciou a qualidade apregoada pelo treinador benfiquista (e que somou, à série de quatro derrotas consecutivas averbadas no campeonato francês, mais um desaire…).
Uma eliminatória que o Benfica podia e devia ter resolvido já hoje, transita em aberto para a segunda mão, em Bordéus, onde a equipa portuguesa deverá confirmar o apuramento para os 1/4 Final… desde que “apareça em campo”!
O pulsar do campeonato – 22ª jornada

(“O Templário”, 28.02.2013)
Está concluída a primeira fase do Campeonato Distrital, Divisão Principal, da Associação de Futebol de Santarém, com a U. Abrantina a perder, algo ingloriamente, em cima da “linha de meta”, o lugar nos seis primeiros – que ocupara durante todo o campeonato, à excepção da jornada inicial da segunda volta – em favor do Benavente, não tendo conseguido evitar desperdiçar uma vantagem de quatro pontos, de que beneficiava, a apenas três rondas do fim.
Efectivamente, como seria de alguma forma previsível, defrontando nesta recta final da competição as equipas classificadas nos três primeiros lugares, a formação de Abrantes, não tendo obtido mais do que um ponto, em casa, com o Riachense, não logrou impedir o “regresso” do Benavente, equipa que somou seis pontos nessas três derradeiras partidas.
Na 22.ª e última jornada, para além do desaire abrantino, em casa, frente ao vizinho Mação (1-2), e do natural triunfo do Benavente, em casa, ante o “lanterna vermelha” Moçarriense (3-1), o principal destaque vai para a surpreendente vitória alcançada pela turma de Pontével, em terreno alheio, contra o Fazendense (1-0).
Decididamente, o grupo de Fazendas de Almeirim não conseguiu encontrar o antídoto para travar este opositor, que lhe impusera já, na primeira volta, uma severa punição, com uma goleada de 6-2. A tranquilidade do Fazendense pode traduzir-se numa duplicidade de efeitos a nível motivacional: tanto pode libertar a equipa da responsabilidade e da tensão inerente à necessidade de obtenção de pontos, como pode, ao invés, fazer com que haja algum “baixar da guarda” competitiva, dado que a equipa não terá maiores objectivos para o que resta desta temporada senão os de exercer um papel de arbitragem na decisão do título de Campeão.
Na luta “ombro a ombro” com o Mação, pela liderança da prova – que continua a ser partilhada –, o Riachense, em deslocação até Coruche, voltou a não vacilar, vencendo por 3-1. Quem teve maiores dificuldades para se impor – apenas tendo conseguido desempatar a partida já na sua fase derradeira – foi o Amiense, que busca também manter-se “colado” aos primeiros, recebendo e vencendo a equipa da Glória do Ribatejo, por tangencial 2-1.
Resta referir o último desafio da jornada, com o União de Tomar, jogando em “casa emprestada”, no Entroncamento, por interdição (por quatro jogos) do Estádio Municipal de Tomar, a não evitar ser desfeiteado por um mais poderoso e experiente At. Ouriense, com outras aspirações na competição, perdendo por 0-2.
Porém, e sem pretender “deitar mais achas para a fogueira” – uma vez que, nesta fase, o que é fundamental para o grupo é procurar encontrar alguma serenidade e confiança nas suas próprias capacidades –, este jogo (assim, como em termos gerais, a campanha unionista neste campeonato) tem uma “história”. Que remonta ao dia 23 de Setembro de 2012, e à 3.ª jornada da prova!
Teve origem nesse dia uma injustiça atroz, em particular para um jogador do União, de seu nome David, considerado culpado (em primeira instância, pelo Conselho de Disciplina, o que viria a ser ratificado, na pretérita semana, pelo Conselho de Justiça da A. F. de Santarém) sem direito a defesa, de actos em que não terá participado, e a que nem sequer terá assistido…
Na sequência dos reprováveis acontecimentos desse dia – de parte a parte, de jogadores de ambas as equipas, do União e do Benavente – vê-se a formação tomarense privada, já há 10 jogos (e assim continuará durante mais seis meses!) de cinco dos mais experientes dos seus elementos. Penalizada ainda por outras sanções disciplinares, pela interdição do Estádio (durante ainda mais três jogos), e, agora, adicionalmente, por algumas lesões, tem a equipa integrado um numeroso lote de juniores, com mais de uma dúzia dos jogadores que faziam parte da ficha deste último jogo com idade inferior a 20 anos, tendo terminado a partida com cinco juniores em campo!
O que, não obstante o resultado negativo que transitara já da primeira parte, e actuando contra o vento, não impediu o grupo de se mostrar animoso, de procurar sempre, até final, dar a melhor réplica, em busca de um golo, que pudesse ainda permitir acalentar esperanças num resultado positivo.
Tal não foi possível, mas valeu a demonstração que, com espírito de união e entreajuda, será decerto praticável, na segunda fase – enfrentando opositores perante os quais, na primeira fase da prova, o União de Tomar, em dez jogos, somou 8 vitórias e apenas 2 derrotas – continuar a superar as adversidades, e, assim, atingir afinal o objectivo fundamental a que se propõe.
Em tempo de balanço – que, por condicionantes de espaço, terá de prosseguir na próxima semana, aproveitando o interregno no campeonato, para disputa dos 1/4 Final da Taça Ribatejo – referência apenas para as pontuações com que cada equipa iniciará a segunda fase: na série de promoção, Riachense e Mação, 25 pontos; At. Ouriense, 24; Amiense, 23; Fazendense, 18; e Benavente, 15; na série de disputa da manutenção, U. Abrantina, 15; U. Tomar, 13; Pontével, 11; Coruchense, 8; Glória do Ribatejo, 7; e Moçarriense, 6 pontos.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Fevereiro de 2013)
Novo ciclo
Para que serve um blogue se “não podemos” nele escrever o que pretenderíamos?
Serve para dizer que se encerra hoje um ciclo, e, já amanhã, se abre um novo ciclo. Mas, o mais importante, sempre de “mão dada” contigo…
Jornalismo “moldável”

As duas diferentes primeiras páginas do L’Équipe, de 25 de Fevereiro, a propósito do jogo Paris St.-Germain – Marseille, nas edições de Paris e de Marselha (duas principais cidades francesas).
(via Le Monde)
Óscares – 2013 – Vencedores
E os vencedores dos Óscares foram:
- Melhor filme – “Argo”
- Melhor realizador – Ang Lee (“A Vida de Pi” – Life of Pi)
- Melhor actor – Daniel Day-Lewis (“Lincoln”)
- Melhor actriz – Jennifer Lawrence (“Guia para um final feliz” – Silver Linings Playbook)
- Melhor actor secundário – Christoph Waltz (“Django Libertado” – Django Unchained)
- Melhor actriz secundária – Anne Hathaway (“Os Miseráveis” – Les Misérables)
Consultar a lista completa aqui.
O pulsar do campeonato – 21ª jornada

(“O Templário”, 21.02.2013)
Acabaram por revelar-se demasiado previsíveis os resultados da penúltima jornada da Divisão Principal, com os favoritos a vencerem com naturalidade… ao mesmo tempo que se registava uma igualdade no encontro que, à partida, se afigurava já como mais repartido.
No caso do União de Tomar, tal previsibilidade tornar-se-ia mesmo dolorosa, com a equipa a não conseguir evitar a goleada (0-5) na deslocação ao terreno de um dos guias da competição, Riachense, notoriamente mais poderoso. Depois de ter resistido durante quase todo o primeiro tempo às investidas adversárias, viria a sofrer o primeiro tento na sequência de um lance infeliz, por via de um auto-golo. Como tantas vezes acontece, inaugurado o marcador, as coisas facilitar-se-iam decisivamente para a turma de Riachos.
Não obstante os também esperados desaires do Benavente, no campo do outro co-líder, Mação (repetindo o desenlace do jogo da passada semana, a contar para a Taça Ribatejo, mas, desta feita, pela margem mínima, consentindo apenas um solitário golo), e da U. Abrantina em Ourém, face ao At. Ouriense (0-2), a formação nabantina fica assim, desde já, virtualmente afastada da possibilidade de atingir ainda a última vaga no grupo dos seis primeiros classificados. Efectivamente, à entrada para a última ronda, mantendo os três pontos de atraso em relação ao grupo abrantino, tendo perdido em Abrantes por 0-1 e vencido em Tomar por 2-1, e com uma desvantagem global de 17 golos (em termos de diferença de golos) em relação à U. Abrantina, não é objectivamente possível inverter a situação.
O que não significa, porém, que o clube de Abrantes tenha já garantido tal posição nos seis primeiros. Dispondo de apenas um ponto a mais que o Benavente, necessitará de, pelo menos, empatar, na derradeira jornada, no seu terreno, frente ao vizinho Mação, para estar a salvo de poder eventualmente vir a ser ultrapassado pelos benaventenses, teoricamente com tarefa mais facilitada, recebendo o “lanterna vermelha” Moçarriense, que necessitarão vencer, de forma a poder manter as suas aspirações.
Resumida que está assim a questão da disputa do 6.º lugar a estas duas equipas (U. Abrantina e Benavente), com o Fazendense a continuar a sua autêntica “corrida por fora” – vencendo na Moçarria por 4-2, mantém-se a sete pontos do 4.º classificado, dilatando para seis pontos o avanço sobre U. Abrantina, tendo matematicamente confirmado nesta jornada a presença no tal grupo dos seis primeiros – continua bem acesa a disputa entre os quatro primeiros.
Tendo também triunfado, não sem alguma dificuldade, em Pontével (que inaugurou o marcador), por 3-1, o Amiense dá mostras de não querer “descolar”: mantém-se a apenas dois pontos do At. Ouriense e a quatro pontos do duo que partilha a liderança (Riachense e Mação).
Com as expectáveis derrotas de Pontével e Moçarriense (tal como, por outro lado, de U. Abrantina, Benavente e U. Tomar, conforme já antes referido), a única evolução no que respeita às equipas que ocupam a segunda metade da tabela decorre do empate entre Glória do Ribatejo e Coruchense (1-1), que, desta forma, somaram mais um “pontinho”, contudo sem melhoria relevante, tendo em atenção o respectivo atraso face às equipas que as precedem – e que, caso venham a perder na última ronda, não lhes proporcionará aliás qualquer benefício.
Num primeiro balanço ao desempenho da turma unionista neste campeonato, o facto de se ver remetida para a disputa dos lugares da segunda metade da tabela, acaba por revelar-se um desfecho lógico e de alguma forma justificado, face às contrariedades com que a equipa se vem debatendo ao longo da prova, assim como traduz cabalmente o desfecho dos confrontos com os clubes integrantes de cada uma das metades da pauta classificativa.
De facto, dos 26 pontos somados pelo União de Tomar, nada menos de 22 (!) foram obtidos com as cinco equipas da parte de baixo da tabela (contra as quais regista 7 vitórias, 1 empate e 2 derrotas), apenas tendo alcançado 4 pontos nos 11 jogos já realizados com as formações que ocupam os seis primeiros lugares (1 vitória, com a U. Abrantina; 1 empate, com o Fazendense; e 9 derrotas). De outra forma, caso a U. Abrantina venha eventualmente ainda a perder a 6.ª posição em favor do Benavente, tal relação passaria então a ser de 24 pontos (obtidos contra os cinco clubes posicionados na segunda parte da classificação), face a apenas 2 pontos (com as primeiras seis equipas, nesse caso os empates com Fazendense e Benavente)!
O que pode também ser demonstrativo que será porventura mais favorável ao União integrar este segundo grupo, onde terá maiores possibilidades de continuar a somar pontos de forma regular, que lhe permitam acabar por obter uma posição tranquila na classificação final.
Para a última ronda estão agendados os seguintes encontros: Benavente-Moçarriense, U. Abrantina-Mação, U. Tomar-At. Ouriense, Coruchense-Riachense, Amiense-Glória do Ribatejo e Fazendense-Pontével, com expectável favoritismo das formações classificadas nos lugares da frente, com a maior incógnita na partida de Abrantes.
Uma última referência à Divisão Secundária, com a sua fase inicial entretanto já concluída, e em que se se qualificaram para a fase de apuramento do Campeão (e de disputa das três equipas a promover): Assentiz, Caxarias, Pego, U. Chamusca, Samora Correia e Empregados Comércio.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Fevereiro de 2013)
Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Fenerbahce - BATE Borisov 1-0 0-0 1-0 CFR Cluj - Inter 0-3 0-2 0-5 Olympiakos - Levante 0-1 0-3 0-4 Liverpool - Zenit 3-1 0-2 3-3 Bordeaux - D. Kyiv 1-0 1-1 2-1 Benfica - Bayer Leverkusen 2-1 1-0 3-1 Metalist Kharkiv - Newcastle 0-1 0-0 0-1 Genk - Stuttgart 0-2 1-1 1-3 Rubin Kazan - At. Madrid 0-1 2-0 2-1 Steaua - Ajax 2-0 0-2(4-2gp) 2-2 Dnipro - Basel 1-1 0-2 1-3 Hannover - Anzhi 1-1 1-3 2-4 Chelsea - Sparta Praha 1-1 1-0 2-1 Lazio - B. Monchengladbach 2-0 3-3 5-3 Lyon - Tottenham 1-1 1-2 2-3 Viktoria Plzen - Napoli 2-0 3-0 5-0
Numa eliminatória com algumas surpresas, como as eliminações do actual detentor do troféu, At. Madrid, e do Napoli (esmagado pela equipa checa que tinha vencido o Grupo da Académica… precisamente à frente do At. Madrid) – tendo o Tottenham evitado a eliminação no último minuto, tal como o Chelsea conseguiu evitar o prolongamento, já em período de descontos, frente a outra equipa checa – realce ainda para a eliminação de equipas de grande tradição, como Liverpool, Ajax, Lyon, Olympiakos e D. Kyiv, assim como do Bayer Leverkusen, num excelente desempenho competitivo do Benfica.
De entre as equipas que avançam para a eliminatória seguinte, destaque para os contingentes da Inglaterra e Rússia (ambas com três clubes cada, respectivamente Chelsea, Tottenham e Newcastle; e Zenit, Rubin Kazan e Anzhi – com as equipas russas a surgirem em grande forma neste seu novo arranque de temporada), mantendo a Itália dois emblemas em prova (Inter e Lazio); Portugal, Espanha, Alemanha, França, R. Checa, Roménia, Suíça e Turquia contam apenas com um único representante.
Ao invés, a Alemanha (com as eliminações de Bayer Leverkusen, B. Monchengladbach e Hannover) e a Ucrânia (D. Kyiv, Metalist Kharkiv e Dnipro) foram os maiores perdedores desta eliminatória.
Ainda duas curiosidades finais: das oito equipas que haviam transitado da Liga dos Campeões, apenas Benfica, Chelsea e Zenit conseguiram qualificar-se; por outro lado, dos 12 vencedores de Grupo da fase inicial da competição, foram agora já afastados Liverpool, Dnipro, Genk (que triunfara no Grupo do Sporting), Lyon, Metalist Kharkiv e Hannover.
Os 1/8 Final, a disputar já nos próximos dias 7 e 14 de Março, têm o seguinte alinhamento:
Viktoria Plzen – Fenerbahce
Benfica – Bordeaux
Anzhi – Newcastle
Stuttgart – Lazio
Tottenham – Inter
Levante – Rubin Kazan
Basel – Zenit
Steaua – Chelsea
Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão) – Benfica – Bayer Leverkusen
Benfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Garay, Melgarejo, Carlos Martins (53m – Eduardo Salvio), Enzo Pérez, Nemanja Matić, Nico Gaitán, Ola John (90m – Jardel) e Óscar Cardozo (64m – Lima)
Bayer Leverkusen – Bernd Leno, Daniel Carvajal, Philipp Wollscheid, Omer Toprak, Sebastian Boenisch, Gonzalo Castro, Stefan Reinartz (74m – Arkadiusz Milik), Simon Rolfes, Lars Bender (57m – Jens Hegeler), André Schürrle e Stefan Kiessling
1-0 – Ola John – 60m
1-1 – André Schürrle – 75m
2-1 – Nemanja Matić – 77m
Cartões amarelos – Enzo Pérez (54m), Ola John (61m) e Nemanja Matić (90m); Bender (28m) e Carvajal (45m)
Árbitro – Pavel Kralovec (R. Checa)
Num arriscado exercício de equilibrismo, visando a gestão da equipa, com legítimas ambições em várias competições, mas com ênfase particular no campeonato nacional (para além da Taça de Portugal e da Taça da Liga, em que, em ambos os casos, marca presença nas 1/2 finais), o Benfica jogou forte e ganhou.
Para tal teve de começar por sofrer, com a forte equipa alemã a entrar melhor no jogo, de forma pressionante, criando uma ou outra ocasião de perigo.
O Benfica ia concedendo a iniciativa ao adversário, nem sempre conseguindo controlar da melhor forma o jogo, mas, pacientemente, procurou, no segundo tempo, crescer no terreno – depois de passar por mais alguns calafrios, com o Bayer Leverkusen a poder ter inaugurado o marcador, o que foi também soberbamente impedido por duas excelentes intervenções de Artur Moraes -, acabando por ver as suas iniciativas de contra-ataque coroadas de êxito com um golo de excelente execução de Ola John.
Poderia pensar-se que a eliminatória estaria decidida, mas o resultado continuava a ser muito perigoso. Bastaria um golo dos alemães, para relançar a disputa do apuramento. E o golo surgiria mesmo, numa falha da defesa benfiquista.
O momento determinante da partida surgiria, para felicidade do Benfica, apenas dois minutos decorridos, em mais um lance rápido, com Matić a conseguir surgir desmarcado frente à baliza e a não desperdiçar a soberana ocasião de golo que se lhe proporcionou.
Com a formação alemã a tentar arriscar ainda uma última cartada, seria o Benfica a dispor então de algumas oportunidades para ampliar o marcador.
Uma equipa realista e concentrada, premiada pelo seu esforço e eficácia, justifica plenamente – tendo triunfado em ambos os jogos, das duas mãos – o apuramento para a eliminatória seguinte, frente a uma equipa muito consistente e poderosa (que ocupa o 3º lugar do campeonato alemão, a um escasso ponto do Campeão em título Borussia Dortmund), que nunca abdicou de discutir a eliminatória, assim valorizando o sucesso benfiquista.
Pela terceira vez consecutiva (depois das épocas 2009-10 e 2010-11), o Benfica cruza-se no seu caminho, nos 1/8 Final desta competição, com equipas francesas: depois de Marseille e Paris St.-Germain, será agora a vez do Bordeaux. Só podemos desejar que o desfecho se repita.





