Fantástico Rui Costa bisa no “Tour”
(foto via “A Bola“)
Com um fantástico desempenho, Rui Costa entra na história do ciclismo mundial, ao conseguir vencer, na edição do “Tour de France” deste ano, duas etapas, no intervalo de apenas três dias!
Hoje, entre Bourg-d’Oisans e Le Grand-Bornand, numa extensão de 204,5 km, com duas contagens de montanha de categoria “extra”, e outras duas de primeira categoria, a última a cerca de 13 km da meta, o português, desde cedo integrado num grupo de cerca de 20 fugitivos, aproveitou a última escalada para começar por se isolar, em perseguição do ciclista que seguia na frente, Pierre Roland, para, depois de o alcançar, atacar decididamente em direcção à vitória, que consumaria com uma temerária descida até à meta, sob intensa chuva e com a estrada bastante molhada, terminando com uma vantagem de 48 segundos sobre o 2.º classificado, Andreas Kloden, com o 1.º pelotão a chegar com 8.40 minutos de atraso.
Com uma magnífica atitude táctica e excelente leitura da corrida, Rui Costa – não sendo um “trepador nato” – conquista o triunfo nestas duas etapas, com características similares, adoptando uma táctica em que é, a nível mundial, dos melhores ciclistas, impondo-se na subida, e não dando possibilidades de recuperação na descida final.
Na classificação geral – nesta altura, de importância secundária para o português -, Rui Costa voltou a subir, até ao 24.º lugar.
Desta forma, passa a ser de 12 o número de vitórias individuais de ciclistas portugueses em etapas da competição, depois dos triunfos de Joaquim Agostinho (4, duas das quais em 1969, e uma nas edições de 1973 e 1979, esta no mítico Alpe d’Huez – no ano de 1977 venceu também uma outra etapa, mas seria posteriormente desclassificado), Acácio da Silva (3, em 1987, 1988 e 1989 – ano em que envergou a camisola amarela da prova) e Rui Costa (3, duas este ano e uma em 2011), Paulo Ferreira (1, em 1984) e Sérgio Paulinho (1, em 2010) – tendo também José Azevedo participado em 2 vitórias em contra-relógios por equipas (em 2004, pela US Postal, e em 2005, pela Discovery Channel).
Homenagem a Aristides de Sousa Mendes

(clicar na imagem para ampliar)
A ler, também, este artigo do “The New York Times”, «In Portugal, a Protector of a People Is Honored».
Acordo ortográfico – Relatório da Comissão de Educação, Ciência e Cultura
«Pouco há a assinalar contra reformas ortográficas que assinalem as normais e duradouras mudanças que as línguas sofrem ao longo dos anos. Não é o caso desta. Como os países de língua portuguesa evoluem o “seu” Português de forma independente, uma reforma ortográfica clara e simplificadora provavelmente criaria mais diferenças do que identidades entre as várias formas de Português. Não viria mal ao mundo por isso e seria mais útil para cada um dos povos que escreve Português do que criar uma “ortografia unificada de língua portuguesa” de utilidade duvidosa. Aliás, de alguma maneira essa ortografia unificada contraria a própria história. As várias formas do Português já foram em tempo unas – deixaram de o ser com sucessivos processos em Portugal e no Brasil e poderíamos reconhecer e aceitar essa evolução.»
(Relatório da Comissão de Educação, Ciência e Cultura, da Assembleia da República, sobre petição contra o Acordo ortográfico – Relator Michael Seufert – ver documento com o texto integral aqui)
Rui Costa vence etapa no “Tour de France” pela segunda vez
O ciclista português Rui Costa, de 26 anos (recente vencedor da Volta à Suíça, prova que tinha já conquistado também em 2012), ao serviço da equipa Movistar, obteve hoje em Gap – na quinta participação no Tour de France”- a sua segunda vitória em etapas, na mais importante prova velocipédica do mundo.
Aumenta assim para 11 o número de vitórias individuais de ciclistas portugueses em etapas da competição, depois dos triunfos de Joaquim Agostinho (4, duas das quais em 1969, e uma nas edições de 1973 e 1979, esta no mítico Alpe d’Huez – no ano de 1977 venceu também uma outra etapa, mas seria posteriormente desclassificado), Acácio da Silva (3, em 1987, 1988 e 1989 – ano em que envergou a camisola amarela da prova), Paulo Ferreira (1, em 1984) e Sérgio Paulinho (1, em 2010) – tendo também José Azevedo participado em 2 vitórias em contra-relógios por equipas (em 2004, pela US Postal, e em 2005, pela Discovery Channel).
(foto via)
Na etapa de hoje, entre Vaison-la-Romaine e Gap, na distância de 168 km, depois de uma primeira tentativa de fuga, logo ao km 3, neutralizada aos 30 km, o ciclista português culminaria da melhor forma uma outra longa fuga, de cerca de 130 km, integrando um alargado lote de 26 ciclistas, conseguindo, já na parte final da etapa, na subida de uma contagem de montanha de 2.ª categoria (de 10 km de extensão), destacar-se dos seus companheiros de escapada, controlando depois a vantagem na rápida descida de 10 km até Gap, vencendo, com mais de 11 minutos de vantagem sobre o pelotão, que chegaria à meta separado em diversos pequenos grupos.
O Mundo, em “100 pessoas”
(clicar na imagem – via jackhagley.com)
A crise política “dia a dia”
- 02.07.2013 – O Presidente da República confere a posse como nova Ministra de Estado e das Finanças a Maria Luís Albuquerque
- 02.07.2013 – O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, apresenta a sua demissão do Governo
- 02.07.2013 – O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, anuncia que não aceita o pedido de demissão de Paulo Portas (texto)
- 03.07.2013 – O Presidente da República comunica que irá realizar reuniões com os partidos com representação parlamentar
- 04.07.2013 – Direcção do CDS-PP propõe adiamento do Congresso do partido, de 6 e 7 de Julho, para 20 e 21 de Julho
- 06.07.2013 – Pedro Passos Coelho anuncia acordo entre o PSD e o CDS-PP para reformulação do Governo (texto)
- 09.07.2013 – O Presidente da República conclui audiências com os partidos com representação parlamentar
- 14.07.2013 a 19.07.2013 – PSD, CDS-PP e PS reunem-se no âmbito do processo negocial visando estabelecer acordo solicitado pelo Presidente da República (relato via site do PS)
- 19.07.2013 – PS divulga o documento com as propostas que apresentou nas negociações com PSD e CDS-PP
- 19.07.2013 – PSD divulga o documento com as propostas que apresentou nas negociações com o PS e CDS-PP
- 21.07.2013 – Comunicação do Presidente da República ao País, anunciando a continuidade em funções do Governo
Histórias do “Tour”
Um excelente dossier do Público, assinado por Ana Marques Gonçalves, com curiosas histórias sobre o “Tour de France”, a propósito da sua centésima edição:
- A forquilha de Eugène Christophe
- As lágrimas de Pascal Simon
- O primeiro herói caído
- Hugo Koblet, o pedalador de charme
- A profecia de Belline
- A greve de Valence d’Agen
- Monsieur antidoping
- Camisola amarela sem nunca o ser
- Ocaña, o opositor do merckxismo
- A maldição de gars Jean
- O dia em que pararam o Tour
- A generosidade não se esquece
- Hoje a etapa, amanhã o Tour
- Um mito numa fotografia
- De Gaulle oferece uma etapa
- Uma amarela a prazo
- Pedalar ao ritmo de Agostinho
- Uma amizade adiada
A ver, também, esta magnífica página especial do L’Équipe, dedicada aos contra-relogistas.
«O jornalista não é um mensageiro»
Quando um dia se escreverem trabalhos académicos sobre o período que estamos a viver, não tenho quaisquer dúvidas que a classe profissional a que pertenço vai ficar muito mal na fotografia. Neste preciso momento, órgãos de comunicação “de referência” (está entre aspas de propósito) garantem cenários completamente diferentes para o que se passará com o futuro Governo. Aliás, durante o dia de hoje, já vi manchetes a dizerem uma coisa e, minutos depois, o seu contrário.
Este é o estado do jornalismo a que chegámos e que, paulatinamente, vem minando a credibilidade de nós todos. Apetece-me repetir à exaustão o título de um dos capítulos do primeiro Livro de Estilo do Público, para ver se os meus camaradas que escrevem sobre política acordam de uma vez por todas: O jornalista não é um mensageiro. O jornalista não é um mensageiro. O jornalista não é um mensageiro. O jornalista não é um mensageiro. O jornalista não é um mensageiro. O jornalista não é um mensageiro.
(António Granado – Ponto Media)
– «Cavaco Silva terá exigido a permanência de Portas no Governo» (Jornal de Negócios)
– «Cavaco não exige Portas no Governo» (Económico)
– ver também, a propósito, no Bloguitica, «Com ou sem Portas», e, no Vai e Vem, «O meio-esclarecimento da “fonte de Belém”».
Croácia – 28.º membro da União Europeia
A Croácia tornou-se hoje no 28.º Estado-membro da União Europeia, juntando-se aos fundadores França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo (1957), Reino Unido, Irlanda e Dinamarca (que integraram o primeiro alargamento, em 1973), Grécia (1981), Portugal e Espanha (1986), Áustria, Finlândia e Suécia (1995), Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, R. Checa, Eslováquia, Eslovénia, Hungria, Malta e Chipre (desde 1 de Maio de 2004) e Bulgária e Roménia (2007).
2009 – Reunião com Martin Kamp (Secretário-geral do PPE)

Falando em português, Martin Kamp, de nacionalidade alemã, actual Secretário-Geral do Partido Popular Europeu, começaria precisamente por abordar a questão da eleição da futura Comissão Europeia, referindo que é geralmente mais difícil convencer os nossos amigos que os inimigos…
Mas, no PPE, esta questão não se coloca; o PPE já tomou uma decisão sobre o assunto: a de apoiar Durão Barroso, que, aliás, se pretende que seja eleito no dia 15 de Julho, no dia imediato ao da eleição do Presidente do Parlamento Europeu.
Entrando-se de imediato numa fase de debate, Nuno Gouveia começaria por questionar como é perspectivada a saída dos Conservadores britânicos do Grupo do PPE. Kamp responderia que a saída é vista de uma forma pacífica, e que acontece até, precisamente, no momento em que estarão mais próximos do que nunca, por exemplo a nível de política de saúde pública ou questões relacionadas com o meio ambiente. Referiu aliás que, na carta dirigida ao PPE, os Conservadores britânicos explicitaram pretender manter “Good fraternal relations”.
João Villalobos perguntaria como será encarada, por outro lado, a possível admissão do CDS no PPE, ao que Kamp ripostou que os deputados do CDS estão perfeitamente integrados no Grupo Parlamentar do PPE; já o estado da admissão formal desta força política no PPE continuará “pending” (questão a analisar mais tarde).
Pedro Morgado questionou de seguida como entende a compatibilização das políticas de apoio regional com a preservação da livre concorrência.

Martin Kamp começaria por recordar que “estar dentro” [do Euro] é mil vezes melhor que estar fora (como se depreende das actuais situações na Islândia, Grécia ou Irlanda), reforçando: “A política de coesão é fundamental! Ganhamos todos” (regiões favorecidas e desfavorecidas).
Daria aliás como exemplo: a Alemanha é ganhadora com o alargamento do “mercado interno”; concluindo que qualquer contribuição é sempre inferior aos ganhos futuros que se obtêm.
Paulo Marcelo, considerando que o PPE agrega realidades muito distintas, o que implicará alguma falta de consistência política, perguntou sobre quais os traços ideológicos fundamentais e como imagina a sua evolução no futuro a longo prazo, por exemplo no horizonte do ano 2020.
Kamp lembrou então que o PPE é o único Grupo que tem membros (deputados eleitos ao Parlamento Europeu) de todos os 27 países da União, provenientes de mais de 50 forças partidárias nacionais, com princípios diversos e variados.
Para se alcançarem maiorias, é necessário estabelecer compromissos (inclusivamente com o Partido Socialista Europeu), de forma a poder exercer de forma efectiva o papel do Parlamento Europeu enquanto “contra-poder” da Comissão e do Conselho Europeu.
Não obstante, o PPE tem um programa claro e que será provavelmente mais denso em termos políticos e ideológicos que outros (apesar de não ser fácil conseguir comunicar a terceiros qual a sua identidade política).
Em 2020, antecipa que a União Europeia terá de falar apenas a uma só voz nas grandes cimeiras a nível mundial, com um representante único. Para tal, considera fundamental que seja aprovado o Tratado de Lisboa (que incorpora cerca de 95 % do conteúdo da tentada Constituição Europeia); sem isso, teremos muitas dificuldades no futuro.
Bárbara Baldaia questionou de seguida sobre como será possível inverter a tendência de crescente distanciamento dos cidadãos em relação à União Europeia.
Kamp reconheceu que a abstenção nas eleições europeias é um problema sério; a cada eleição, o Parlamento Europeu tem vindo a ver acrescidas as suas competências e responsabilidades, e, paradoxalmente, a cada eleição, a abstenção não cessa de aumentar.
Entende que deveria ser realizada uma campanha comum, a partir de Bruxelas (em lugar das campanhas nacionais, “partidárias”, em cada país, o que leva a que mais facilmente sejam assimiladas a uma oportunidade para um voto de protesto face aos Governos de cada Estado-membro).
Defendeu também que seria mais transparente para os cidadãos se, à partida, cada Grupo político tivesse o seu candidato próprio, devidamente identificado, a Presidente da Comissão.
Gabriel Silva questionaria sobre a existência de um “plano alternativo”, na eventualidade de não aprovação do Tratado de Lisboa: reformular, reduzindo o conteúdo, ou minimizar a um Mercado Comum?
Kamp diria não poder imaginar / conceber que se retorne a uma ideia de mera comunidade económica… isso já somos há muito tempo! Referiu que não há um plano “B” ou “C”.
O eurodeputado Carlos Coelho interviria então, para esclarecer o seu entendimento relativamente à forma como pderá ser desbloqueado o impasse na aprovação do Tratado de Lisboa, nomeadamente questionando a Irlanda sobre quais os reais motivos que levam a que não tenha apoio popular, incluindo cláusulas de salvaguarda e sujeitando-o a novo referendo. Caso tal não venha a ser exequível, possivelmente teria de se avançar para um modelo alternativo, conhecido geralmente por “Europa a duas velocidades”, deixando sempre em aberto a possibilidade de qualquer Estado-membro poder integrar o “pelotão da frente”.
Rui Castro, pegando na possibilidade de o Tratado de Lisboa não avançar, interrogou sobre quem se sentaria (em “2020”) na “cadeira” como representante da União Europeia nas reuniões com outros parceiros mundiais, pergunta para a qual não existe uma resposta. Kamp apenas referiu, ainda a propósito dos referendos, que, se se pretendesse referendar tudo, a União ainda manteria apenas os 6 membros fundadores… e nunca se teria chegado aos actuais 27.
Pedro Lomba inquiriu sobre quais as matérias em que se nota maior dificuldade em atingir consensos a nível do PPE, ao que Kamp responderia que certas delegações nacionais (nomeadamente a inglesa..) revelam tendencialmente mais dificuldades em estar em “sintonia” com o Grupo do PPE, e não tanto em função das questões.
A encerrar o debate, João Távora solicitou então a indicação de três diferenças principais entre o PPE e o PSE, tendo Kamp respondido:
-
O PPE está a favor de um capitalismo com rosto social
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O PPE é o Grupo que revela maior interesse em aprofundar uma política internacional relativamente à região dos Balcãs (em aspectos de índole política em militar)
-
Em termos de política a nível mundial, o PPE entende que a União Europeia deverá caminhar para – além de uma união económica – atingir uma união a nível militar, em particular no que respeita à política de defesa comum.
(publicado originalmente em 16.04.2009 – a súmula integral da visita pode ser consultada aqui)










