Christopher Froome vence centésima edição do “Tour de France”
O ciclista britânico (nascido no Quénia) Christopher Froome venceu hoje a centésima edição da Volta a França em Bicicleta, uma prova em que o português Rui Costa esteve também em grande evidência, tendo vencido duas etapas, e concluindo a competição no 27.º lugar da classificação geral, tendo Sérgio Paulinho obtido posição bem mais modesta (apenas 136.º posto).
Destaque para o excelente desempenho do colombiano Nairo Quintana, que, na estreia, atinge a 2.ª posição final. A grande decepção foi o espanhol Alberto Contador, que se perfilava como um dos principais candidatos à vitória, tendo sido apenas 4.º classificado. Outros dois antigos vencedores da prova, Andy Schleck (vencedor em 2010, depois da desclassificação de Alberto Contador) e Cadel Evans (vencedor em 2011), não foram além do 20.º lugar e do 39.º lugar, respectivamente.
1º Christopher Froome (Grã-Bretanha) – Sky Procycling – 83h 56′ 40”
2º Nairo Quintana (Colômbia) – Movistar – a 04′ 20”
3º Joaquin Rodriguez (Espanha) – Katusha – a 05′ 04”
4º Alberto Contador (Espanha) – Saxo-Tinkoff – a 06′ 27”
5º Roman Kreuziger (R. Checa) – Saxo-Tinkoff – a 07′ 27”
6º Bauke Mollema (Holanda) – Belkin Pro Cycling – a 11′ 42”
7º Jakob Fuglsang (Dinamarca) – Astana – a 12′ 17”
8º Alejandro Valverde (Espanha) – Movistar – a 15′ 26”
9º Daniel Navarro (Espanha) – Cofidis – a 15′ 52”
10º Andrew Talansky (EUA) – Garmin – Sharp – a 17′ 39′
…
27º Rui Costa (Portugal) – Movistar – a 54′ 34”
…
136º Sérgio Paulinho (Portugal) – Saxo-Tinkoff – a 03h 38′ 58”
Fantástico Rui Costa bisa no “Tour”
(foto via “A Bola“)
Com um fantástico desempenho, Rui Costa entra na história do ciclismo mundial, ao conseguir vencer, na edição do “Tour de France” deste ano, duas etapas, no intervalo de apenas três dias!
Hoje, entre Bourg-d’Oisans e Le Grand-Bornand, numa extensão de 204,5 km, com duas contagens de montanha de categoria “extra”, e outras duas de primeira categoria, a última a cerca de 13 km da meta, o português, desde cedo integrado num grupo de cerca de 20 fugitivos, aproveitou a última escalada para começar por se isolar, em perseguição do ciclista que seguia na frente, Pierre Roland, para, depois de o alcançar, atacar decididamente em direcção à vitória, que consumaria com uma temerária descida até à meta, sob intensa chuva e com a estrada bastante molhada, terminando com uma vantagem de 48 segundos sobre o 2.º classificado, Andreas Kloden, com o 1.º pelotão a chegar com 8.40 minutos de atraso.
Com uma magnífica atitude táctica e excelente leitura da corrida, Rui Costa – não sendo um “trepador nato” – conquista o triunfo nestas duas etapas, com características similares, adoptando uma táctica em que é, a nível mundial, dos melhores ciclistas, impondo-se na subida, e não dando possibilidades de recuperação na descida final.
Na classificação geral – nesta altura, de importância secundária para o português -, Rui Costa voltou a subir, até ao 24.º lugar.
Desta forma, passa a ser de 12 o número de vitórias individuais de ciclistas portugueses em etapas da competição, depois dos triunfos de Joaquim Agostinho (4, duas das quais em 1969, e uma nas edições de 1973 e 1979, esta no mítico Alpe d’Huez – no ano de 1977 venceu também uma outra etapa, mas seria posteriormente desclassificado), Acácio da Silva (3, em 1987, 1988 e 1989 – ano em que envergou a camisola amarela da prova) e Rui Costa (3, duas este ano e uma em 2011), Paulo Ferreira (1, em 1984) e Sérgio Paulinho (1, em 2010) – tendo também José Azevedo participado em 2 vitórias em contra-relógios por equipas (em 2004, pela US Postal, e em 2005, pela Discovery Channel).
Homenagem a Aristides de Sousa Mendes

(clicar na imagem para ampliar)
A ler, também, este artigo do “The New York Times”, «In Portugal, a Protector of a People Is Honored».
Acordo ortográfico – Relatório da Comissão de Educação, Ciência e Cultura
«Pouco há a assinalar contra reformas ortográficas que assinalem as normais e duradouras mudanças que as línguas sofrem ao longo dos anos. Não é o caso desta. Como os países de língua portuguesa evoluem o “seu” Português de forma independente, uma reforma ortográfica clara e simplificadora provavelmente criaria mais diferenças do que identidades entre as várias formas de Português. Não viria mal ao mundo por isso e seria mais útil para cada um dos povos que escreve Português do que criar uma “ortografia unificada de língua portuguesa” de utilidade duvidosa. Aliás, de alguma maneira essa ortografia unificada contraria a própria história. As várias formas do Português já foram em tempo unas – deixaram de o ser com sucessivos processos em Portugal e no Brasil e poderíamos reconhecer e aceitar essa evolução.»
(Relatório da Comissão de Educação, Ciência e Cultura, da Assembleia da República, sobre petição contra o Acordo ortográfico – Relator Michael Seufert – ver documento com o texto integral aqui)
Rui Costa vence etapa no “Tour de France” pela segunda vez
O ciclista português Rui Costa, de 26 anos (recente vencedor da Volta à Suíça, prova que tinha já conquistado também em 2012), ao serviço da equipa Movistar, obteve hoje em Gap – na quinta participação no Tour de France”- a sua segunda vitória em etapas, na mais importante prova velocipédica do mundo.
Aumenta assim para 11 o número de vitórias individuais de ciclistas portugueses em etapas da competição, depois dos triunfos de Joaquim Agostinho (4, duas das quais em 1969, e uma nas edições de 1973 e 1979, esta no mítico Alpe d’Huez – no ano de 1977 venceu também uma outra etapa, mas seria posteriormente desclassificado), Acácio da Silva (3, em 1987, 1988 e 1989 – ano em que envergou a camisola amarela da prova), Paulo Ferreira (1, em 1984) e Sérgio Paulinho (1, em 2010) – tendo também José Azevedo participado em 2 vitórias em contra-relógios por equipas (em 2004, pela US Postal, e em 2005, pela Discovery Channel).
(foto via)
Na etapa de hoje, entre Vaison-la-Romaine e Gap, na distância de 168 km, depois de uma primeira tentativa de fuga, logo ao km 3, neutralizada aos 30 km, o ciclista português culminaria da melhor forma uma outra longa fuga, de cerca de 130 km, integrando um alargado lote de 26 ciclistas, conseguindo, já na parte final da etapa, na subida de uma contagem de montanha de 2.ª categoria (de 10 km de extensão), destacar-se dos seus companheiros de escapada, controlando depois a vantagem na rápida descida de 10 km até Gap, vencendo, com mais de 11 minutos de vantagem sobre o pelotão, que chegaria à meta separado em diversos pequenos grupos.
O Mundo, em “100 pessoas”
(clicar na imagem – via jackhagley.com)
A crise política “dia a dia”
- 02.07.2013 – O Presidente da República confere a posse como nova Ministra de Estado e das Finanças a Maria Luís Albuquerque
- 02.07.2013 – O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, apresenta a sua demissão do Governo
- 02.07.2013 – O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, anuncia que não aceita o pedido de demissão de Paulo Portas (texto)
- 03.07.2013 – O Presidente da República comunica que irá realizar reuniões com os partidos com representação parlamentar
- 04.07.2013 – Direcção do CDS-PP propõe adiamento do Congresso do partido, de 6 e 7 de Julho, para 20 e 21 de Julho
- 06.07.2013 – Pedro Passos Coelho anuncia acordo entre o PSD e o CDS-PP para reformulação do Governo (texto)
- 09.07.2013 – O Presidente da República conclui audiências com os partidos com representação parlamentar
- 14.07.2013 a 19.07.2013 – PSD, CDS-PP e PS reunem-se no âmbito do processo negocial visando estabelecer acordo solicitado pelo Presidente da República (relato via site do PS)
- 19.07.2013 – PS divulga o documento com as propostas que apresentou nas negociações com PSD e CDS-PP
- 19.07.2013 – PSD divulga o documento com as propostas que apresentou nas negociações com o PS e CDS-PP
- 21.07.2013 – Comunicação do Presidente da República ao País, anunciando a continuidade em funções do Governo
Histórias do “Tour”
Um excelente dossier do Público, assinado por Ana Marques Gonçalves, com curiosas histórias sobre o “Tour de France”, a propósito da sua centésima edição:
- A forquilha de Eugène Christophe
- As lágrimas de Pascal Simon
- O primeiro herói caído
- Hugo Koblet, o pedalador de charme
- A profecia de Belline
- A greve de Valence d’Agen
- Monsieur antidoping
- Camisola amarela sem nunca o ser
- Ocaña, o opositor do merckxismo
- A maldição de gars Jean
- O dia em que pararam o Tour
- A generosidade não se esquece
- Hoje a etapa, amanhã o Tour
- Um mito numa fotografia
- De Gaulle oferece uma etapa
- Uma amarela a prazo
- Pedalar ao ritmo de Agostinho
- Uma amizade adiada
A ver, também, esta magnífica página especial do L’Équipe, dedicada aos contra-relogistas.
«O jornalista não é um mensageiro»
Quando um dia se escreverem trabalhos académicos sobre o período que estamos a viver, não tenho quaisquer dúvidas que a classe profissional a que pertenço vai ficar muito mal na fotografia. Neste preciso momento, órgãos de comunicação “de referência” (está entre aspas de propósito) garantem cenários completamente diferentes para o que se passará com o futuro Governo. Aliás, durante o dia de hoje, já vi manchetes a dizerem uma coisa e, minutos depois, o seu contrário.
Este é o estado do jornalismo a que chegámos e que, paulatinamente, vem minando a credibilidade de nós todos. Apetece-me repetir à exaustão o título de um dos capítulos do primeiro Livro de Estilo do Público, para ver se os meus camaradas que escrevem sobre política acordam de uma vez por todas: O jornalista não é um mensageiro. O jornalista não é um mensageiro. O jornalista não é um mensageiro. O jornalista não é um mensageiro. O jornalista não é um mensageiro. O jornalista não é um mensageiro.
(António Granado – Ponto Media)
– «Cavaco Silva terá exigido a permanência de Portas no Governo» (Jornal de Negócios)
– «Cavaco não exige Portas no Governo» (Económico)
– ver também, a propósito, no Bloguitica, «Com ou sem Portas», e, no Vai e Vem, «O meio-esclarecimento da “fonte de Belém”».
Croácia – 28.º membro da União Europeia
A Croácia tornou-se hoje no 28.º Estado-membro da União Europeia, juntando-se aos fundadores França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo (1957), Reino Unido, Irlanda e Dinamarca (que integraram o primeiro alargamento, em 1973), Grécia (1981), Portugal e Espanha (1986), Áustria, Finlândia e Suécia (1995), Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, R. Checa, Eslováquia, Eslovénia, Hungria, Malta e Chipre (desde 1 de Maio de 2004) e Bulgária e Roménia (2007).










