O pulsar do campeonato – 23ª jornada
(“O Templário”, 24.04.2014)
O principal destaque da 23.ª jornada do Campeonato Distrital da I Divisão, disputada na passada Sexta-feira Santa, vai para o claro triunfo do União de Tomar sobre o U. Chamusca, por 3-0, que lhe possibilitou garantir matematicamente, desde já – e ainda com três rondas por disputar –, o objectivo crucial para a época, o da manutenção no principal escalão, culminando uma temporada absolutamente tranquila, sem as aflições e o sofrimento dos dois anos anteriores.
De facto, desde a jornada do fim-de-semana anterior do Campeonato Nacional de Seniores, ficou também matematicamente garantido que – e isto no pior dos cenários –, poderão ser despromovidas ao Distrital de Santarém, no máximo, apenas duas equipas do Distrito (dado que Alcanenense e Fátima não poderão ser já alcançados pelo “lanterna vermelha” da respectiva série dessa competição, o Portomosense). O que, consequentemente, significa que, no limite, poderiam ter de vir a ser despromovidos quatro clubes da I à II Divisão Distrital (isto apenas no tal pior cenário, altamente improvável, de descerem do Nacional duas equipas do Distrito – nesta altura Alcanenense e Fátima têm a manutenção praticamente garantida, necessitando de somar apenas dois pontos, quando faltam disputar ainda quatro jornadas; e até o próprio Riachense, com uma sensacional recuperação, tem ainda em aberto todas as possibilidades de poder evitar tal descida, caso em que seriam apenas duas as equipas a despromover no Distrital).
Resumindo, e voltando ao início, o União de Tomar, somando 34 pontos em 23 jornadas, dispõe agora de uma vantagem de 11 pontos sobre o 11.º classificado (precisamente o seu adversário nesta jornada, U. Chamusca), pelo que não poderá já baixar do 10.º posto na classificação final (poderá aliás, no pior dos casos, vir a necessitar de um único ponto para garantir uma posição nos nove primeiros).
Por outro lado – colocada que foi de parte a possibilidade de poder vir a chegar ainda à 5.ª posição –, esta ronda foi bastante positiva para os unionistas, também pela conjugação de resultados de outras partidas, com os desaires caseiros de Pontével (0-1, perante o líder, At. Ouriense, que somou a 10.ª vitória consecutiva!) e Mação (0-2, ante o Amiense), que lhe possibilitam maior margem de segurança em ordem à preservação do 6.º lugar, dado que dispõem agora de uma vantagem de seis pontos face a estes dois concorrentes, com os Empregados do Comércio a sete pontos.
Na frente da tabela, para além do triunfo do At. Ouriense, realce para a vitória do Coruchense em Torres Novas (2-1), que permite à turma do Sorraia manter a distância de quatro pontos, subsistindo assim ainda alguma esperança em eventuais deslizes do guia (com a já referida difícil saída até Amiais de Baixo, e a recepção, na derradeira ronda, ao Fazendense).
A formação de Fazendas de Almeirim aproveitou aliás o desaire dos torrejanos para, vencendo em Benavente (3-2), trocar de posição, ascendendo ao 3.º lugar, embora sem poder acalentar maiores aspirações, focando provavelmente as suas atenções na Final da Taça do Ribatejo, a disputar no próximo dia 1 de Maio, no Entroncamento, curiosamente, contra o… At. Ouriense.
Um resultado que deixa a turma de Benavente em situação ainda mais delicada na pauta classificativa, no antepenúltimo lugar (não obstante a apenas um ponto do U. Chamusca, e a três do Cartaxo), uma posição indesejável, que – de forma análoga ao que sucedeu com o União de Tomar na época passada – poderá significar ter de ficar dependente da manutenção das três equipas do Distrito no Campeonato Nacional de Seniores para alcançar a permanência na I Divisão Distrital.
Por seu lado, Assentis e U. Abrantina – ambos goleados em casa, respectivamente por 0-3 ante o Cartaxo, e 1-5 frente aos Empregados do Comércio, em partida que tinha sido antecipada – afundam-se cada vez mais na cauda da classificação, começando a desenhar-se como cenário de mais forte probabilidade o de o grupo de Assentiz (com um atraso já de cinco pontos em relação ao Benavente) acompanhar o da U. Abrantina na descida à II Divisão Distrital.
Nesse escalão, com os empates entre Rio Maior e U. Santarém (2-2) e Atalaiense e Ferreira do Zêzere (1-1) e o triunfo do Pego ante o Barrosense (3-0), tudo ficou – concluída que está a primeira volta (cinco jornadas) desta fase de apuramento de Campeão –, mais “embrulhado”, sem prejuízo de o Rio Maior se ter isolado na liderança, mas com um único ponto de vantagem sobre o Barrosense, dois em relação ao U. Santarém, quatro sobre o Pego, cinco face ao Atalaiense, com o Ferreira do Zêzere, na última posição, com um atraso de seis pontos.
Voltando ao Campeonato Nacional de Seniores, depois de três rondas em que as equipas do Distrito tinham registado empates em todos os jogos disputados, conseguiram desta feita a proeza de saírem as três vitoriosas, com destaque para o sensacional triunfo do Riachense nas Caldas (anterior líder), por 1-0, tendo o Alcanenense (vencendo o Carregado por 2-1) e o Fátima (ganhando ao Portomosense por 2-0) dado também uma ajuda à turma de Riachos, que, pela primeira vez, sobe acima dos lugares de despromoção automática, ascendendo ao antepenúltimo lugar, posição que, a manter-se, se traduzirá na disputa de um “play-off” de manutenção.
Na próxima jornada do Distrital, antepenúltima do calendário da prova, os dois primeiros parecem ter compromissos “acessíveis”, recebendo, respectivamente, o Benavente (At. Ouriense) e o Pontével (Coruchense); mas haverá outros embates de interesse, como o Fazendense-Amiense, União de Tomar-Mação (no qual estará em disputa directa o 6.º lugar), e o U. Chamusca-Assentis, que poderá vir a ser determinante na definição do destino de ambos.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Abril de 2014)
Liga Europa – 1/2 Finais (1ª mão) – Benfica – Juventus
Benfica – Artur, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, André Gomes (82m – Ivan Cavaleiro), Lazar Marković, Enzo Pérez, Miralem Sulejmani (60m – André Almeida), Rodrigo e Óscar Cardozo (62m – Lima)
Juventus – Gianluigi Buffon, Martín Cáceres, Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini, Andrea Pirlo, Stephan Lichsteiner, Paul Pogba, Claudio Marchisio, Kwadwo Asamoah, Carlos Tévez (82m – Pablo Osvaldo) e Mirko Vučinić (65m – Sebastian Giovinco)
1-0 – Ezequiel Garay – 3m
1-1 – Carlos Tévez – 73m
2-1 – Lima – 84m
Cartões amarelos – André Gomes (34m), Artur (71m) e André Almeida (88m); Pogba (45m)
Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)
Enfrentando um adversário poderosíssimo, a fazer um campeonato verdadeiramente “à parte” em Itália (8 pontos de vantagem sobre a Roma, 22 em relação ao 3.º classificado, Napoli, com as equipas de Milão, Inter e AC Milan, respectivamente a 34 e a 39 pontos!), o Benfica – agora finalmente aureolado com o título de Campeão Nacional, já virtualmente garantido – teve uma entrada em jogo de sonho, quando, apenas com dois minutos decorridos, na sequência de um pontapé de canto, Garay, de cabeça, deu a melhor sequência, desviando a bola do alcance do guardião italiano, Buffon, inaugurando o marcador.
Sem poder contar com os lesionados Gaitán, Fejsa e Salvio, três elementos fulcrais na manobra da equipa, o golo logo a abrir constituiria decisivo tónico para uma excelente exibição do colectivo benfiquista durante o primeiro tempo, não dando grandes oportunidades ao adversário de criar perigo.
Contudo, na etapa complementar do desafio, começando a indiciar alguns sinais de desgaste, o Benfica foi perdendo o controlo do jogo, começando a ser ameaçado por sucessivas investidas da Juventus. A equipa portuguesa ia procurando resistir, mas começara já a adivinhar-se o golo… que acabaria por surgir já próximo da meia hora.
Entretanto já o Benfica tivera razões de queixa da arbitragem, ao não assinalar uma notória grande penalidade, com o árbitro a pecar também no critério disciplinar, bastante largo para os jogadores da equipa italiana.
Desta forma, acabaria por ser com alguma felicidade que o Benfica chegaria, a cerca de cinco minutos do termo da partida, ao segundo golo, numa magnífica execução do Lima, proporcionando à turma portuguesa um excelente triunfo, com a formação italiana a sofrer o primeiro desaire na presente edição da prova (nas eliminatórias anteriores, ante Trabzonspor, Fiorentina e Lyon, nos seis encontros disputados, apenas cedera um único empate).
Uma vitória que poderá significar o abrir do caminho para a 10.ª final europeia do historial do Benfica, a qual seria disputada… em Turim. Antes disso, a formação portuguesa terá de deslocar-se a Turim, sabendo que terá de registar concentração máxima e, se possível, marcar, para alcançar tal objectivo, no que seria um fantástico reeditar da campanha do ano passado, em que atingiu também a Final.
Liga Europa – 1/2 Finais (1ª mão)
Benfica – Juventus – 2-1
Sevilla – Valencia – 2-0
Também nas 1/2 Finais da Liga Europa o equilíbrio promete ser a nota dominante, pese embora a posição vantajosa adquirida pelo Sevilla, sendo que o Benfica, com uma vitória feliz, mas com o handicap de ter consentido um golo em casa, terá de aplicar-se a fundo em Turim, para poder alcançar a sua 10.ª final europeia.
Liga dos Campeões – 1/2 Finais (1ª mão)
22.04.2013 – At. Madrid – Chelsea – 0-0
23.04.2013 – Real Madrid – Bayern – 1-0
Na primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões, dois jogos muito disputados, de risco mínimo, em particular da parte do Chelsea, mas, também, do Real Madrid, traduzidos num único golo, que deixa tudo em aberto para a segunda mão, sem que se possa dizer categoricamente que estas duas equipas tenham clara vantagem; podendo parecer algo contraditório, nem o At. Madrid parte em desvantagem com o empate cedido em casa, nem o Bayern deixará de procurar reverter a situação.
Campeão

Palmarés – Campeões:
Benfica (33) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10; 2013-14
FC Porto (27) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11; 2011-12; 2012-13
Sporting (18) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02
Belenenses (1) – 1945-46
Boavista (1) – 2000-01
U. Tomar – Centenário (XXIX)
(“O Templário”, 17.04.2014)
Regressado à II Divisão na época de 1973-74, o União de Tomar voltaria a viver uma grande festa – na penúltima de 38 jornadas, em jogo disputado a 13 de Junho de 1974, em Odivelas –, onde, vencendo por 3-2, garantia matematicamente (ainda a faltar disputar a derradeira ronda) a conquista do 1.º lugar da Zona Sul, e, desta forma, pela terceira vez sucessiva (depois dos feitos alcançados nas épocas de 1967-68 e 1970-71), a promoção à I Divisão Nacional!
Com dois golos de Camolas e um de Raul Águas, os unionistas haviam chegado mesmo aos 3-0, vindo depois a permitir aos odivelenses – que necessitavam de pontuar para evitar cair nos lugares que conduziam ao “Torneio de Competência” – reduzir para a diferença mínima já no derradeiro minuto, numa altura em que imperava já um completo ambiente festivo.
«Acabou por prevalecer a maior maturidade técnica dos tomarenses num desafio muito importante para as pretensões das duas equipas com a turma local a empreender (mesmo com a ajuda do árbitro!) um curioso «forcing» que lhe permitiu passar de 0-3 para 2-3, com Quim Pereira a executar a escassos segundos do fim a defesa da tarde e a evitar o empate..»(1)
Logo de seguida a este pequeno/grande susto, dar-se-ia a intensa explosão de alegria tomarense.
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Depois da épica caminhada da época de 1964-65 – com a memorável passagem por Vendas Novas (em que o clube garantira a tão ansiada promoção à II Divisão), e que culminara no velho Calhabé, em Coimbra, com a conquista do título de Campeão Nacional da III Divisão –, apenas nove anos decorridos (e já após duas promoções à I Divisão Nacional e quatro épocas no convívio dos “grandes” do futebol português), o União de Tomar voltaria a conquistar a glória no Estádio Municipal de Coimbra, verdadeiro “estádio-talismã” para os unionistas, local onde escreveria a mais brilhante página do seu centenário historial, sagrando-se Campeão Nacional da II Divisão.
O coroar desta epopeia, qual zénite de uma longa “maratona”, ocorreria a 23 de Junho de 1974, em desafio que opôs à turma de Tomar o grupo do Sporting de Espinho, vencedor da Zona Norte da II Divisão. Numa empolgante partida, em que resplandeceu a grande altura Bolota, autor de três tentos, a formação tomarense cedo começou por se colocar em vantagem, marcando logo no minuto inaugural; tendo a turma espinhense prontamente restabelecido a igualdade, os “rubro-negros” voltariam a superiorizar-se de forma notória, praticamente definindo o desfecho da Final ao terceiro minuto do segundo tempo, altura em que colocaram o marcador em 4-1 a seu favor. Já na fase derradeira do encontro, dois golos de Telé acabariam por fixar o marcador num tangencial 4-3, que, não obstante, não ofuscou o mérito do triunfo e da grande conquista nabantina
«O União de Tomar venceu o encontro com toda a justiça, sem qualquer margem para dúvidas no que se refere ao valor das equipas, mas acabou por não ganhar com o brilho que se chegou a desenhar, um tanto por culpa dos jogadores, outro tanto, pelas substituições feitas na equipa.
A ganharem por 4-1 e com a equipa do Espinho a cair nitidamente no aspecto físico, foi com grande surpresa que de um momento para o outro o União se deixou então dominar completamente, permitindo que o Espinho marcasse dois golos num minuto e terminasse os últimos momentos da partida em situação aflitiva com o jogo todo sobre a sua área. […](2)
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O pulsar do campeonato – 22ª jornada
(“O Templário”, 17.04.2014)
O Campeonato Distrital da I Divisão parece ter-se tornado, à medida que se aproxima a sua fase derradeira, como que uma “prova a eliminar”, em que os candidatos ao título se vão “eliminando” uns aos outros: na semana anterior, fora o Torres Novas a afastar o Fazendense das aspirações ao título que pudesse ainda manter; no passado fim-de-semana, o próprio líder At. Ouriense – fazendo o seu trabalho, somando uma fantástica série de nove triunfos consecutivos, impondo-se por categórica margem de 3-0 – se encarregou de distanciar os torrejanos… os quais, curiosamente, poderão vir ainda a ter influência determinante na decisão do título, dado receberem, já na próxima ronda, o Coruchense.
De facto, nesta altura, a quatro jornadas do termo da competição, a turma de Coruche – que goleou a U. Abrantina por 5-0 – parece ser a única ainda com possibilidades de impedir a formação de Ourém de conquistar pela primeira vez no seu historial o título de Campeão Distrital, dado que se mantém a quatro pontos do líder (que, não obstante a aparentemente confortável margem de segurança de que dispõe, terá ainda, nomeadamente, de defrontar o Amiense, numa tradicionalmente difícil deslocação a Amiais de Baixo, e o Fazendense, equipa que recebe na última ronda).
Ao Torres Novas e ao Fazendense (no último fim-de-semana, com uma difícil vitória, por margem tangencial de 2-1, sobre o Pontével), registando agora atrasos face ao guia, respectivamente, de sete e nove pontos, pouco mais estará reservado que exercerem papel de “árbitros”, na disputa que oureenses e coruchenses continuam a dirimir.
Um papel que também o Amiense, embora bastante mais à distância, poderá igualmente assumir, dado deslocar-se, precisamente na derradeira jornada, a Coruche. O conjunto de Amiais de Baixo, recebendo o Benavente, obteve também um triunfo pela esclarecedora marca de 3-0, que acentua a crise de resultados do seu opositor (somou o quinto desaire nos últimos sete encontros), tendo caído em plena zona de alto risco da pauta classificativa.
A este nível, quem parece caminhar a passos largos para a tranquilidade é o grupo dos Empregados do Comércio, que, ganhando ao Assentis por 2-0, ampliou já para absolutamente seguros dez pontos a sua vantagem sobre esse adversário (que ocupa a penúltima posição, precisamente a que, no final, marcará a certeza da despromoção), pese embora registar um jogo a mais; e, porventura mais importante, dispõe agora de cinco pontos de avanço sobre Cartaxo e Benavente. Por seu lado, a equipa do U. Chamusca, recebendo o Mação, averbou um nulo, que, pelo menos no imediato, lhe permitiu também ultrapassar os benaventenses.
Resta-nos falar do jogo do União de Tomar, no Cartaxo, que, no final, deixou um forte “amargo de boca” aos unionistas. Depois de, com felicidade, terem começado por inaugurar o marcador, com um golo obtido através de um “chapéu de aba (muito) larga” (um remate da zona do meio-campo, a aproveitar o adiantamento do guardião contrário), e de, após terem sofrido o tento do empate, terem reposto quase de imediato a posição de vantagem (mantendo o 2-1 até ao quarto de hora final), viriam, já nos minutos finais, a consentir dois golos, que constituem um prémio para o esforço e empenhamento dos cartaxenses – tão carenciados de pontos –, que nunca deixaram de acreditar e de trabalhar, ao mesmo tempo que traduzem uma penalização porventura excessiva das falhas dos tomarenses, que dispuseram de ocasião soberana para alcançar o 2-0 (forte remate de Wemerson, isolado perante o guarda-redes, a embater com estrondo na trave), que poderia ter ditado uma história completamente diferente para este jogo.
Em função deste resultado, para o União – que aumentou para cinco o número de jogos sem vitória –, a possibilidade do 5.º lugar mais não é agora que uma quimera, tendo, inclusivamente, de procurar defender a 6.ª posição, face às ameaças consubstanciadas por Mação e Pontével, ambos a três pontos dos unionistas. De qualquer forma, em relação ao objectivo fundamental, mantém-se a situação de grande tranquilidade, dada a vantagem de oito pontos que subsiste em relação ao 10.º classificado, U. Chamusca.
No Campeonato Nacional de Seniores, as três equipas do Distrito registaram a terceira ronda consecutiva a empatar: Riachense e Fátima ficaram igualados a uma bola, em Riachos; o mesmo desfecho averbado pelo Alcanenense, na recepção ao líder, Caldas. Deste modo, as formações de Alcanena e de Fátima baixaram uma posição, tendo sido ultrapassadas pelo Torreense, partilhando agora o 3.º posto, mas mantendo uma “almofada” de oito pontos sobre o antepenúltimo (Carregado), quando restam disputar cinco jornadas. O Riachense continua a três pontos dessa posição, que lhe permitiria disputar ainda o “play-off” de manutenção.
Na II Divisão Distrital, triunfos caseiros, com destaque para os 3-0 aplicados pelo Barrosense ao U. Santarém, enquanto o Rio Maior (frente ao Atalaiense) e Ferreira do Zêzere (recebendo o Pego) triunfaram por 2-0. Na classificação, com quatro das dez jornadas desta fase de apuramento de Campeão já disputadas, Rio Maior e Barrosense repartem agora o comando, com o U. Santarém a dois pontos, e o Atalaiense já a cinco; Ferreira do Zêzere e Pego posicionam-se ainda um ponto mais abaixo.
Na próxima jornada, a realizar na Sexta-Feira Santa (tendo o U. Abrantina – Empregados do Comércio sido antecipado, com triunfo dos escalabitanos por 5-1), para além do já mencionado confronto que oporá Torres Novas e Coruchense, o líder At. Ouriense poderá ter um importante teste, na visita ao (acanhado) reduto do Pontével, com o Benavente a receber o Fazendense. O União de Tomar disputa o primeiro de três desafios em casa, nas quatro jornadas que restam, recebendo o U. Chamusca, esperando-se que possa enfim quebrar o “jejum” de vitórias.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Abril de 2014)








