«A inqualificável deriva ortográfica actual»
Anda por aí grande agitação por causa de uma notícia que dá o dia de hoje, 13 de Maio (por sinal aquele em que se celebram as primeiras aparições em Fátima), como o do fim do prazo de transição de seis anos do chamado Acordo Ortográfico de 1990. Ou seja: hoje, o país inteiro, se fosse bem comportado, deveria já estar todo a escrever com a ortografia daquilo a que alguns chamam “o português do século XXI”. Passando ao lado da discussão sobre a data exacta do fim do prazo de transição (que terminará não hoje mas apenas a 22 de Setembro de 2016, devido a pormenores legais explicados nesta edição por Ivo Miguel Barroso, ver pág. 46), a verdade é que em Portugal ele já é aplicado em grande parte da máquina do Estado e no ensino, optando a sociedade civil por escrever com ele ou contra ele. Vantagens visíveis? Nenhuma, além do caos gerado com facultatividades, duplas grafias e palavras que antes eram iguais em Portugal e no Brasil e agora, por “milagre” da unificação”, passaram a escrever-se de forma diferente em cada um dos países. Não há edições comuns à lusofonia, como se propagandeou, continua a haver traduções distintas, filmes continuam e continuarão a ser legendados separadamente (assim manda o vocabulário), livros são “retocados” para ser editados em Portugal ou no Brasil e nada indica que isso se altere. O Brasil, cujo prazo para aplicação integral termina em Janeiro de 2016, já fala em rever o acordo. Angola e Moçambique adiam e esperam para ver, Cabo Verde aplica-o em parte mas sem convicção, Guiné e São Tomé queixam-se de falta de meios para o aplicar e Timor-Leste discute ainda a conveniência de ensinar e aprender o português. Língua que está, infelizmente, longe de ser encarada como “de trabalho” nas instâncias internacionais. Conclusão: todo o esforço acabou nisto. Uma deriva ortográfica inqualificável e regras que a política quis e quer impor, à força, à ciência. Neste cenário, ignorá-las-emos.
Liga dos Campeões – 1/2 Finais (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Bayern München - Barcelona 3-2 0-3 3-5 Real Madrid - Juventus 1-1 1-2 2-3
Barcelona e Juventus confirmaram a vantagem trazida da 1.ª mão, apurando-se para a final da Liga dos Campeões, a disputar em Berlim, no próximo dia 6 de Junho.
Em relação aos catalães, apesar de terem consentido um primeiro golo logo aos 7 minutos, cedo resolveram a eliminatória a seu favor, com o golo do empate ao quarto de hora; viriam aliás a colocar-se mesmo em vantagem, ainda antes da meia-hora de jogo, o que possibilitou ao treinador Luis Enrique começar a fazer algumas poupanças, tendo em vista o desafio da próxima jornada do campeonato espanhol, frente ao actual campeão em título, At. Madrid, onde a equipa de Barcelona poderá reconquistar o título. Os dois golos do Bayern que possibilitaram a reviravolta no marcador ficaram bem longe de poder chegar a ameaçar o desfecho da eliminatória.
Em Madrid, o Real também começou por marcar relativamente cedo, por Cristiano Ronaldo, de grande penalidade, mas, no segundo tempo, a Juventus, empatando o jogo, assumiu o comando da eliminatória, tendo beneficiado aliás de mais ocasiões para voltar a marcar; a igualdade final impede a tão ansiada final entre as duas equipas espanholas, no que seria uma repetição da situação da época precedente (então com Real e At. Madrid). Quanto à formação de Turim, após ter sido eliminada no ano anterior pelo Benfica, nas 1/2 finais da Liga Europa, regressa agora, doze anos depois, a uma final da Liga dos Campeões.
Liga Europa – 1/2 Finais (1.ª mão)
Napoli – Dnipro – 1-1
Sevilla – Fiorentina – 3-0
À semelhança do Barcelona, também o Sevilla, actual detentor do troféu, parece ter muito bem encaminhado o apuramento para nova final; em Nápoles, os ucranianos do Dnipro surpreenderam (pese embora terem eliminado sucessivamente, nas eliminatórias antecedentes, o Olympiakos, o Ajax e o Brugge, e, na fase de grupos, o Saint-Etienne), saindo em posição vantajosa para o confronto da 2.ª mão.
Liga dos Campeões – 1/2 Finais (1.ª mão)
Barcelona – Bayern München – 3-0
Juventus – Real Madrid – 2-1
Com uma exibição de nível superior, o Barcelona, no reencontro com Guardiola, com um quarto de hora final demolidor, beneficiando da inspiração de Messi (autor de dois soberbos golos) e Neymar, parte para a 2.ª mão, em Munique, com uma excelente vantagem, sendo improvável que possa vir a desperdiçar a oportunidade de alcançar a final. Em Turim, num jogo mais repartido, a Juventus obteve importante vitória, mantendo-se não obstante tudo em aberto para a partida de volta, em Madrid.
O Pulsar do Campeonato – 26.ª jornada
(“O Templário”, 30.04.2015)
Com os dois primeiros lugares já entregues, subsistiam por decidir, na derradeira ronda do Campeonato Distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Santarém, o 3.º lugar, assim como o escalonamento das equipas ainda em luta pela manutenção, objectivos distintos que se cruzavam directamente em Santarém, no desafio entre Empregados do Comércio e Pontével.
De facto, tal como na época transacta, Benavente e Pontével voltavam a ver-se envolvidos, no último jogo da competição, nessa indesejável disputa para evitar a descida ao escalão secundário. Depois de uma muito boa recta final, com três vitórias sucessivas (sucedendo a um ciclo de seis desaires), o Benavente acabaria por vir a ser surpreendido, perdendo, na última jornada, no “derby” municipal, frente ao já despromovido Barrosense (1-0), com a turma da Barrosa a arrastar assim o clube da sede do município também para a II Divisão. Isto porque, por um lado, o Pontével, batalhando até ao fim, arrancou um eventualmente determinante empate (3-3) em Santarém; e, por outro, porque se confirmou neste fim-de-semana, que serão, pelo menos, duas as equipas do Distrito a despromover do Campeonato Nacional de Seniores.
Precisamente, tal desfecho (igualdade dos Empregados do Comércio na recepção ao Pontével) viria a ter um elevado custo para os escalabitanos, que, após a excelente temporada realizada (em que lideraram durante largo tempo, tendo inclusivamente chegado a dispor da possibilidade de, a somente quatro jornadas do fim, voltar a assumir o comando), acabaram por ser ingloriamente penalizados com a queda até ao 6.º lugar, assim se vendo ultrapassados, no último dia de prova, por nada menos de três concorrentes! O culminar de um final de época já em esforço, sem conseguir vencer nas últimas seis jornadas do campeonato…
Assim, o Fazendense, com uma impressiva goleada, por 8-0, sobre… a outra equipa de Santarém, o União, viria a arrebatar o 3.º posto, com um ponto de vantagem sobre o Torres Novas (vencedor na Chamusca, por 3-2) e dois pontos a mais que Mação (também vitorioso, pela mesma marca, face a um já tranquilo Rio Maior) e Empregados do Comércio.
Em relação aos dois primeiros classificados, o Campeão Coruchense não alcançou melhor que o empate a um golo no Cartaxo, enquanto o vice-campeão, União de Tomar – curiosamente encerrando a competição com a sua melhor série da temporada, à semelhança do ano anterior – somou quarto triunfo consecutivo, ganhando em Amiais de Baixo, ao Amiense (clube que disputará com o grupo de Coruche, na próxima sexta-feira, a final da Taça do Ribatejo), por 1-0, com mais um golo de Pelé, a somar 24 tentos, confirmando-se como melhor marcador da prova.
Nas contas finais do campeonato, cinco pontos a separar os dois primeiros classificados; a lógica fria dos números indica que teria bastado ao União de Tomar ganhar em casa ao Coruchense, para se sagrar Campeão… ou, noutra perspectiva, mais factual, enquanto os unionistas somaram 55 pontos nos 24 desafios com os restantes 12 concorrentes, o grupo do Sorraia “apenas” obteve 54. Continuando ainda nos números: a turma de Coruche (com o melhor ataque e a segunda melhor defesa) realizou excelente segunda volta, somando 33 pontos aos 27 obtidos na primeira metade; o União de Tomar (segundo melhor ataque) foi a equipa mais “regular”, com os parciais de 28 (na primeira volta) e 27 pontos (segundo melhor desempenho na segunda metade, a par do Mação).
Num balanço geral, comparativo face à época precedente, o Coruchense subiu do 2.º ao 1.º lugar; tendo o União de Tomar registado a mais significativa progressão, do 6.º para o 2.º posto; o Fazendense melhorou também (de 4.º para 3.º), precisamente por troca directa com o Torres Novas, enquanto o Mação subiu de 7.º para 5.º, tendo os Empregados do Comércio – que tanto prometeram durante período tão alargado da prova – acabado por melhorar também apenas duas posições (de 8.º para 6.º), com o Cartaxo a seguir-lhes de imediato as pisadas (de 9.º para 7.º). Em qualquer dos casos, uma notável estabilidade a nível das equipas que ocuparam os lugares cimeiros nos dois últimos campeonatos.
Ao invés, a principal baixa foi a do Amiense (de 5.º para 8.º), tendo o Pontével repetido o 10.º posto do ano anterior, com o Benavente a passar de 12.º para 11.º (ainda assim insuficiente para evitar a descida), também por troca directa com o U. Chamusca. Entre os três clubes promovidos, destaque para o Campeão da II Divisão Distrital do ano anterior, Rio Maior, a obter o 9.º posto, sendo o único a garantir a manutenção; as outras duas equipas, Barrosense e U. Santarém, que se quedaram nas duas últimas posições da tabela (substituindo Assentis e U. Abrantina), tiraram “bilhete de ida-e-volta”, regressando assim ao escalão secundário.
Quem parece estar de regresso ao escalão principal é precisamente a formação de Abrantes, vencedora na recepção ao Moçarriense (2-1), mantendo o 2.º posto, assim como o líder U. Almeirim, que foi ganhar a Assentis pela mesma marca, e, também o Pego (3.º classificado), batendo o Glória do Ribatejo por 4-1. A quatro jornadas do termo desta fase de apuramento de Campeão, os três primeiros dispõem de importante vantagem sobre o Assentis, respectivamente nove, oito e sete pontos, o que indicia que poderão estar encontradas as três equipas a promover à I Divisão Distrital… a não ser que o Assentis conseguisse repetir a extraordinária recuperação que realizou na primeira fase do campeonato; só que, agora, para além de começar a escassear drasticamente o tempo para tal recuperação, o grau de dificuldade é deveras acrescido.
Por fim, no Campeonato Nacional de Seniores, também com quatro rondas ainda por disputar na sua segunda fase (apenas três jogos, no caso do At. Ouriense), a par do empate do Alcanenense na recepção ao líder U. Leiria (3-3), o pesado desaire caseiro sofrido pela formação de Ourém face ao Sertanense (2-6), não tendo ainda sentenciado matematicamente a sua despromoção, confirma, desde já – sendo o Fátima o 6.º classificado, a nove pontos –, que serão, pelo menos, duas as equipas a regressar ao Distrital (contando com o desistente Riachense); o destino do Fátima (nesta altura em posição de disputa do “play-off”) fica agora de “mãos dadas” com o do Pontével, dependente da manutenção dos fatimenses no Nacional.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Abril de 2015)
O Pulsar do Campeonato – 25.ª jornada
(“O Templário”, 23.04.2015)
Como aqui antevira na passada semana, o União de Tomar, com uma categórica vitória (4-0) na recepção ao U. Chamusca – de que, aliás, nem necessitaria, dado o empate (1-1) registado entre Torres Novas e Empregados do Comércio – confirmou a sua posição de vice-campeão distrital, no que passa a constituir o melhor desempenho do clube nos últimos 14 anos, já desde a longínqua temporada de 2000-01, em que, pela última vez até à data, garantiu a presença em provas de âmbito nacional a nível do escalão de seniores (militando então na III Divisão Nacional, de que se despediria no ano seguinte).
Efectivamente, repetindo o excelente 2.º lugar averbado na época de 2008-09 (ano em que, dado o Riachense ter abdicado da promoção, a Associação de Futebol de Santarém chegou então a convidar o União a assumir a vaga aberta pela turma de Riachos, o que, contudo, por vicissitudes da regulamentação da Federação Portuguesa de Futebol, acabaria por não se concretizar, em benefício de clubes de Associações mais poderosas), a formação unionista regista, no campeonato que agora se apresta a chegar ao seu termo, uma média pontual bem superior: 2,08 pontos/jogo este ano, face a 1,84 (ou 1,86, se considerarmos apenas a primeira fase) há seis anos. Comparando os números, temos agora 15 vitórias (em 25 jogos), face a 13 (em 22 jogos) – ou 18 (em 32 jogos), considerando as duas fases – em 2009. Mas a diferença principal verifica-se a nível de derrotas: apenas três no presente campeonato (duas delas ante o campeão, Coruchense…) contra sete (ou nove, somando as duas fases).
Uma época muito meritória, com uma equipa bastante jovem, mesclada com alguns elementos de maior experiência, que se cotaram a grande nível – como são os casos, por exemplo de Nuno Rodrigues, do capitão Paulo Godinho, ou de Daniel Henriques (“Pelé”), que se apresta a sagrar-se melhor marcador da prova –, mas com todo o grupo, desde dirigentes, a equipa técnica, passando por jogadores e pela equipa médica, a justificar os parabéns e o orgulho pela forma como dignificaram as cores do emblema unionista, no culminar do ano do Centenário. Um comportamento bem afirmativo, de que, com outro tipo de apoios da comunidade tomarense, será possível ir mais além.
Nos restantes desafios, para além da expectável goleada aplicada pelo Coruchense ao Barrosense (5-0), e em função da vitória obtida pelo Fazendense em Pontével (4-0), e pelo Mação, na recepção ao Cartaxo (4-2), a disputa pelo 3.º lugar envolve, à entrada para a derradeira ronda, nada menos de quatro equipas, separadas por apenas dois pontos, com vantagem para os Empregados do Comércio.
Na luta pena manutenção, o grande vencedor foi o Rio Maior, que, ganhando em Santarém, face ao União local, por 3-0, garantiu matematicamente a permanência; também o Benavente, somando terceiro triunfo sucessivo, tendo ganho ao Amiense (2-1), vem empreendendo importante recuperação, embora subsista ainda dependente das despromoções do Campeonato Nacional de Seniores. Ao invés, e para além do U. Chamusca, que viu consumada a descida à II Divisão Distrital, também o Pontével se encontra em posição muito delicada, um ponto abaixo do Benavente.
Na última jornada, a disputar no próximo fim-de-semana, cruzam-se ambas as disputas, do 3.º lugar, e pela permanência, desde logo em Santarém, com os “Caixeiros” a receberem o Pontével, enquanto o União de Santarém terá a visita do Fazendense; por seu lado, o grupo de Torres Novas desloca-se à Chamusca, indo o Mação até Rio Maior. De particular interesse será o “derby” municipal de Benavente, com o Barrosense a receber a equipa da sede do município, que busca ainda um triunfo final que poderá revelar-se redentor…
Tal dependerá também, de forma determinante, do desempenho do Fátima no Campeonato Nacional de Seniores. Na jornada passada, defrontando um adversário directo na luta pela manutenção, com o qual reparte aliás a posição na tabela, os fatimenses não foram além do empate a uma bola, na recepção ao Torreense, ambos agora a quatro pontos do Eléctrico de Ponte de Sôr, conjunto que derrotou o Alcanenense por 3-2. Não obstante, a formação de Alcanena mantém – com quatro partidas por disputar – seis pontos de vantagem sobre o referido duo. No que respeita ao At. Ouriense, desfeiteado pelo líder, U. Leiria (perdendo por 1-5) vê cada vez mais remota a possibilidade de “salvação”: tem agora um atraso de nove pontos face aos concorrentes mais directos; restando doze pontos em jogo, será muito improvável que possa vir a ser bem sucedido. Sendo que a condenação da turma de Ourém traduzirá, automaticamente, a condenação de Pontével ou Benavente. Na próxima jornada cabe ao Fátima folgar, tendo as outras duas equipas tarefas árduas, não obstante jogarem em casa: o Alcanenense recebendo o U. Leiria; o At. Ouriense tendo a visita do Sertanense.
Na II Divisão Distrital, completou-se a primeira volta da fase final, com o anterior guia, U. Abrantina, a não conseguir melhor que o nulo na recepção ao vizinho conjunto do Pego. De tal empate beneficiou o U. Almeirim, que, ganhando por 2-0 ao Glória do Ribatejo, arrebatou a liderança, agora com um ponto de vantagem sobre a formação de Abrantes. Num jogo pleno de golos, o Assentis ganhou por 4-3 ao Moçarriense, mantendo assim as esperanças de poder ainda alcançar a promoção ao principal escalão do futebol distrital: está agora a quatro pontos da última posição de acesso a tal objectivo, actualmente ocupada pelo Pego… equipa que, na segunda volta, terá de se deslocar a Assentis. Para já, na abertura da segunda volta, o Assentis recebe precisamente o líder, enquanto o Pego é visitado pelo Glória do Ribatejo, com a U. Abrantina a deslocar-se à Moçarria.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Abril de 2015)
Liga dos Campeões – Sorteio das 1/2 Finais
Barcelona – Bayern München
Juventus – Real Madrid
Os jogos da primeira mão serão disputados nas seguintes datas: 5 e 6 de Maio de 2015. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para a semana seguinte, nos dias 12 e 13 de Maio.
Liga Europa – Sorteio das 1/2 Finais
Napoli – Dnipro
Sevilla – Fiorentina
Os jogos desta eliminatória serão disputados nos dias 7 e 14 de Maio de 2015.
Liga Europa – 1/4 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Zenit - Sevilla 2-2 1-2 3-4 Dnipro - Brugge 1-0 0-0 1-0 Fiorentina - D. Kyiv 2-0 1-1 3-1 Napoli - Wolfsburg 2-2 4-1 6-3
A equipa do Dnipro é a principal surpresa nas meias-finais, fase em que marcam presença dois clubes italianos, assim como o actual detentor do troféu, Sevilla, que eliminou o Zenit, de André Villas-Boas.
Liga dos Campeões – 1/4 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Barcelona - Paris St.-Germain 2-0 3-1 5-1 Real Madrid - At. Madrid 1-0 0-0 1-0 Bayern München - FC Porto 6-1 1-3 7-4 Monaco - Juventus 0-0 0-1 0-1
Depois do excelente comportamento no jogo da 1.ª mão, com uma fantástica eficácia no aproveitamento e concretização em golos dos clamorosos erros do Bayern, não se esperaria o naufrágio portista que se verificou na primeira parte da partida em Munique, absolutamente impotente para suster a fúria alemã – sofrendo cinco golos em cerca de 25 minutos, entre os 14 e os 40 minutos -, com a única atenuante de não ter podido actuar com os dois defesas laterais habituais, tendo de improvisar, jogando com uma defesa composta por quatro defesas centrais…
Ferida no seu orgulho, era expectável que a equipa bávara entrasse em jogo a “todo o gás”, o que acabou por ser facilitado pela incapacidade do FC Porto em sair da sua zona defensiva, “ausente”, nunca conseguindo pegar no jogo, como que a “convidar” o adversário a atacar de forma insistente… e permanente.
Com a eliminatória tão cedo sentenciada, a segunda parte pouco teve para contar, dado o significativo abaixamento do ritmo, acabando o encontro por se saldar num desfecho pesado, que não reflecte a real diferença de valor entre as equipas, mas que, em termos globais, confirma o amplo favoritismo que era atribuído ao Bayern e reitera a sua evidente superioridade.
Depois de o Barcelona ter confirmado igualmente a sua superioridade face ao Paris St.-Germain, Real Madrid e Juventus garantiram também o apuramento para as meias-finais graças a um solitário tento (no caso do Real Madrid, obtido a dois minutos do termo do jogo da 2.ª mão). Teremos assim quatro clássicos do futebol europeu em disputa da presença na final: Barcelona, Bayern, Juventus e Real Madrid – quatro das mais conceituadas e melhores equipas do mundo, aliás, as que mais presenças em meias-finais de provas europeias têm em termos históricos.





