Liga dos Campeões – 1/2 Finais (1ª mão)
Manchester City – Real Madrid – 0-0
At. Madrid – Bayern – 1-0
O Pulsar do Campeonato – 25ª Jornada

(“O Templário”, 21.04.2016)
Culminando uma muito problemática temporada, em especial com uma péssima segunda volta, na qual apenas registou um único triunfo (obtido perante o Fazendense), acumulando já onze desaires, os últimos sete consecutivos, o Rio Maior viu confirmada a sua posição de “lanterna vermelha” e consequente despromoção à II Divisão Distrital.
A penúltima jornada proporcionou, enfim, a tranquilidade, a dois outros clubes, com uma época atípica, precisamente a formação de Fazendas de Almeirim e o At. Ouriense. Assim, das sete equipas que se encontravam em risco – tendo uma delas visto entretanto consumar-se já a descida de divisão –, subsistem agora quatro, que disputarão, na derradeira ronda, os dois lugares de manutenção “automática”: Amiense, Empregados do Comércio, U. Abrantina e Moçarriense, curiosamente, separados entre cada um deles por um escasso ponto.
Destaque – O principal destaque da 25.ª jornada vai para a vitória do At. Ouriense sobre o Empregados do Comércio, por clara marca de 3-0, em partida crucial, que assegurou, desde logo, a manutenção da turma de Ourém no principal escalão do futebol distrital; dispondo de vantagem de três pontos sobre a U. Abrantina, beneficia do facto de Amiense e abrantinos se defrontarem, pelo que, pelo menos um dos grupos não poderá já alcançá-lo.
Outro realce que se justifica é o do triunfo do conjunto de Abrantes face ao Moçarriense (2-1), que proporciona que – contrariamente ao que se chegou a supor – a U. Abrantina chegue ao último dia a depender apenas de si própria, pese embora tenha uma tarefa difícil, com a visita a Amiais de Baixo, onde mora outro dos ainda “aflitos”.
Uma referência adicional para a vitória do Cartaxo em Almeirim, frente ao União local (3-2), que fora, durante praticamente toda a época, como que um bastião inexpugnável, a comprovar uma vez mais – se tal ainda fosse necessário – a qualidade do grupo dos vice-campeões.
Por fim, pelos números categóricos, menção ainda à goleada (5-0) do Fátima na recepção ao Amiense, completando assim uma bela série de 13 triunfos noutros tantos desafios disputados no seu terreno, em paralelo com uma extraordinária sequência de 15 vitórias consecutivas!
Confirmações – Nas restantes três partidas confirmaram-se, de alguma forma, as expectativas, desde logo com o nulo registado entre União de Tomar e Riachense, com os tomarenses já com a sua posição no pódio consolidada, enquanto a formação de Riachos, visando ainda subir na tabela, terá agora como objectivo primordial a final da Taça do Ribatejo. Um desafio repartido, em que os unionistas desperdiçaram as melhores oportunidades, com situações controversas no que respeita à arbitragem, nomeadamente com uma grande penalidade que terá ficado por sancionar.
Em Rio Maior, a vitória do Mação (3-0), permitiu aos maçaenses retomar a 4.ª posição, agora com dois pontos de vantagem sobre o par formado por Riachense e Torres Novas. E isto porque os torrejanos foram desfeiteados em Fazendas de Almeirim, perdendo por 2-0.
II Divisão Distrital – Na quarta jornada da fase final, realce para a categórica vitória (goleada por 4-0) do Benavente, na recepção ao Ferreira do Zêzere. Beneficiando também do empate (1-1) entre Glória do Ribatejo e Samora Correia, os benaventenses, líderes destacados, passaram a dispor de confortável vantagem de cinco pontos sobre o trio que reparte o 3.º lugar, precisamente os três clubes antes referidos. Por seu lado, o Pego, ganhando ao U. Santarém (2-0), tirou o melhor partido de tal resultado, ascendendo ao 2.º posto, um ponto acima dos mais directos concorrentes. Apenas os escalabitanos parecem estar “fora da corrida”…
Campeonato de Portugal Prio – Na 10.ª ronda da segunda fase, o Alcanenense, somando o sexto triunfo (a que junta quatro empates, mantendo a invencibilidade), isolou-se no comando da sua série, garantindo matematicamente, ainda com quatro jogos por disputar, a manutenção no Nacional. Quanto ao Coruchense, não conseguiu ir além da igualdade (1-1) na recepção ao Torreense, isolando-se… no último lugar, agora a sete pontos do 6.º lugar, que passou a ser ocupado precisamente pela equipa de Torres Vedras. Desta forma, o escapar à despromoção começa a afigurar-se quase que como um “milagre”, de muito remota probabilidade.
Antevisão – O Campeonato Distrital da I Divisão atinge a sua jornada derradeira, com as atenções focadas, em especial, no decisivo Amiense-U. Abrantina, encontro no qual, caso haja um vencedor, tal significará o alcançar da ambicionada redenção; sendo que, para a turma de Amiais de Baixo, o empate teria o mesmo efeito, de garantir a permanência (tal poderá acontecer mesmo em caso de derrota, dependendo, nesse caso, de Empregados do Comércio e Moçarriense não conseguirem vencer os seus jogos). As contas do conjunto de Abrantes parecem ser mais lineares, “salvando-se” com a conquista dos três pontos.
No Moçarriense-Rio Maior, a turma da Moçarria apenas pode pensar igualmente na vitória, ficando ainda dependente dos resultados da U. Abrantina e dos Empregados do Comércio. Por seu lado, os “Caixeiros”, que recebem o União de Tomar, garantirão o objectivo em caso de vitória, ficando, em caso de empate (e/ou derrota) dependentes de U. Abrantina e Moçarriense. Uma curiosidade final: conseguirá o Torres Novas quebrar enfim a invencibilidade do Fátima?
Na II Divisão Distrital, realce para o “derby” Samora Correia-Benavente, com o Ferreira Zêzere a receber o Pego, enquanto o U. Santarém, visitado pelo Glória, “queima os últimos cartuchos”.
No “Campeonato de Portugal”, o Alcanenense recebe o Caldas, em jogo determinante para ditar o vencedor da série. O Coruchense terá uma difícil saída, até Loures (actual 2.º classificado).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Abril de 2016)
O Pulsar do Campeonato – 24ª Jornada

(“O Templário”, 14.04.2016)
Ainda com duas jornadas por disputar tudo ficou já definido nas posições do topo da tabela, com Cartaxo e U. Tomar a confirmarem os respectivos lugares no pódio (2.º e 3.º), depois de o Fátima ter já garantido a conquista do título de Campeão Distrital. Ao invés, na cauda da pauta classificativa a situação parece cada vez mais “embrulhada”, com sete equipas ainda envolvidas na disputa pela manutenção, embora uma delas (Rio Maior) apenas “ligada à máquina” das possibilidades matemáticas, dado o atraso de seis pontos que regista já face ao 11.º lugar.
Destaque – O destaque da 24.ª ronda vai para a goleada (4-1) imposta pelo vice-campeão, Cartaxo, na recepção ao Riachense, apesar de ter chegado ao intervalo em posição de desvantagem, operando então, no segundo tempo, excelente reviravolta no marcador.
Surpresa – A surpresa aconteceu em Mação, onde a U. Abrantina foi alcançar uma crucial vitória (2-1), a alimentar ainda a esperança na manutenção – agora a “apenas” três pontos da “linha de água” –, após uma fase em que tudo se julgaria já perdido para a turma de Abrantes.
Confirmações – Nos restantes cinco encontros, já marcados por alguma toada de “fim de estação”, os desfechos foram os que, à partida, seriam expectáveis.
Começando pelo triunfo (14.º sucessivo!) do Fátima na Moçarria (3-1), seguindo-se a tangencial vitória do União de Tomar na recepção ao At. Ouriense, num desafio em que os visitantes, carenciados de pontos, ofereceram notável resistência, apenas sendo desfeiteados por via de uma grande penalidade, tendo actuado larga fase do jogo em inferioridade numérica, a partir desse momento apenas com nove elementos em campo. Para os tomarenses, o mais importante foi alcançado, somando os três pontos que lhes garantem o 3.º lugar, num bom desempenho, a confirmar a consistência da 2.ª posição da temporada anterior, sendo justo endereçar os parabéns a todo o grupo unionista: directores, equipa técnica, jogadores e corpo médico.
Também o Torres Novas voltou a vencer, depois de ter surpreendido o Cartaxo na ronda precedente, batendo o U. Almeirim por 3-1, tendo também consumado a reviravolta no marcador, depois de ter começado por sofrer o tento inicial.
Por seu lado, os Empregados do Comércio, em jogo em que tinham uma oportunidade singular para vencer, recebendo o “lanterna vermelha”, Rio Maior, não desperdiçaram tal ocasião, ganhando por 2-0, dando, por agora, um pulo na classificação, transpondo a “linha de água”, ascendendo ao 10.º lugar, dois pontos acima do Moçarriense, agora 12.º classificado, entretanto empurrado para indesejável posição, em zona de despromoção.
Finalmente, no Amiense-Fazendense, confirmou-se o resultado mais conveniente para ambos os clubes, empatando a uma bola, permitindo à formação de Fazendas de Almeirim praticamente colocar-se a salvo (agora já com uma margem de segurança de quatro pontos em relação ao Moçarriense, com o grupo de Amiais de Baixo a manter-se apenas um ponto abaixo do seu adversário desta ronda, o que implica que terá de continuar alerta nas duas jornadas finais…
II Divisão Distrital – Na terceira ronda da fase final, destaque para o triunfo (2-0) do Benavente em Santarém, frente ao União local, o que lhe proporcionou isolar-se na liderança, já com três pontos de avanço face ao 3.º e 4.º classificados. Em Ferreira do Zêzere, que teve a visita do Samora Correia, as equipas não desfizeram o nulo no marcador, pelo que os ferreirenses ocupam agora o 2.º posto, a dois pontos do guia, com os samorenses a repartir a 3.ª posição com o Glória do Ribatejo, vencedor ante o Pego (2-1).
Campeonato de Portugal Prio – Na 9.ª jornada da segunda fase, o Alcanenense voltou a ganhar (2-0), na recepção ao “lanterna vermelha”, Crato, igualando assim o Caldas na liderança; a cinco rondas do termo da competição, a formação de Alcanena dispõe agora de 12 pontos de vantagem sobre o Sertanense (6.º na classificação) – tendo, por outro lado, 10 pontos a mais que o 3.º classificado –, pelo que a manutenção estará virtualmente garantida. Ao invés, o Coruchense, perdendo pela mesma marca no terreno do novo líder da sua série, Malveira, está cada vez em situação mais delicada, partilhando agora a última posição com o Eléctrico de Ponte de Sôr, ambos já a seis pontos do 6.º lugar, que continua a ser ocupado pelo Sacavenense; salvo uma sensacional recuperação, a despromoção parece estar cada vez mais à vista…
Antevisão – Na próxima ronda da I Divisão Distrital, o destaque vai para a luta pela manutenção, com duas partidas a assumir o cariz de “finais”, o At. Ouriense-Empregados do Comércio, tal como o U. Abrantina-Moçarriense, em que os vencedores poderão dar um passo decisivo para alcançar o objectivo, ao mesmo tempo que colocarão os eventuais derrotados em situação ainda mais crítica. Já sem implicações significativas a nível da classificação, o U. Tomar recebe o Riachense, enquanto o Fazendense esperará um resultado positivo na recepção ao Torres Novas, que lhe proporcione enfim a tranquilidade nesta conturbada época.
Na II Divisão Distrital, defrontam-se os dois primeiros, com o Benavente a receber o Ferreira do Zêzere, enquanto o par que reparte a 3.ª posição se encontra também na Glória do Ribatejo; por fim, teremos ainda o jogo entre os actuais dois últimos classificados, Pego-U. Santarém, já de contornos determinantes em caso de derrota, especialmente no caso dos escalabitanos.
No “Campeonato de Portugal”, o Alcanenense desloca-se a Peniche, para defrontar uma equipa em posição aflitiva (penúltimo classificado), já a quatro pontos do Sertanense; por seu lado, o Coruchense recebe o Torreense, primeiro clube acima da “linha de água”, num jogo em que outro resultado que não a vitória poderá traduzir o consumar do regresso ao Distrital.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Abril de 2016)
Liga Europa – Sorteio das 1/2 Finais
Shakhtar Donetsk – Sevilla
Villarreal – Liverpool
Os jogos desta eliminatória serão disputados nos próximos dias 28 de Abril e 5 de Maio de 2016.
Liga dos Campeões – Sorteio das 1/2 Finais
Manchester City – Real Madrid
At. Madrid – Bayern
Os jogos da primeira mão serão disputados nos próximos dias 26 e 27 de Abril de 2016. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para 3 e 4 de Maio.
Liga Europa – 1/4 final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Shakhtar Donetsk - Sp. Braga 4-0 2-1 6-1 Sparta Praha – Villarreal 2-4 1-2 3-6 Sevilla - Athletic Bilbao 1-2 2-1 (5-4 gp) 3-3 Liverpool - Borussia Dortmund 4-3 1-1 5-4
Liga dos Campeões – 1/4 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Real Madrid - Wolfsburg 3-0 0-2 3-2 Benfica – Bayern 2-2 0-1 2-3 At. Madrid - Barcelona 2-0 1-2 3-2 Manchester City - P. St.-Germain 1-0 2-2 3-2
Sinal notório do grande equilíbrio dos confrontos destes 1/4 de final: todas as quatro eliminatórias decididas por tangencial margem de 3-2 no agregado das duas mãos.
Liga dos Campeões – 1/4 Final (2ª mão) – Benfica – Bayern
Benfica – Ederson Moraes, André Almeida, Jardel, Victor Lindelöf, Eliseu (88m – Luka ), Ljubomir Fejsa, Renato Sanches, Eduardo Salvio (68m – Anderson Talisca), Mehdi Carcela-González, Pizzi (58m – Gonçalo Guedes) e Raúl Jiménez
Bayern München – Manuel Neuer, Philipp Lahm, Joshua Kimmich, Javi Martínez, David Alaba, Thiago Alcântara, Xabi Alonso (90m – Juan Bernat), Arturo Vidal, Douglas Costa, Thomas Müller (84m – Robert Lewandowski) e Franck Ribéry (90m – Mario Götze)
1-0 – Raúl Jiménez – 27m
1-1 – Arturo Vidal – 38m
1-2 – Thomas Müller – 52m
2-2 – Anderson Talisca – 76m
Cartões amarelos – Mehdi Carcela-González (70m) e André Almeida (90m); Javi Martínez (74m)
Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)
Numa conclusão sumária, confirmou-se que a “missão era impossível”.
E, todavia – mesmo privado do concurso de Jonas (castigado), Nico Gaitán, Mitroglou (para além de Júlio César ou Luisão), por lesão -, o Benfica até começou por conseguir o que parecia mais difícil, ao colocar-se em vantagem no marcador, numa excelente antecipação, em voo, de Raúl Jiménez, a aproveitar uma saída em falso de Neuer, a cabecear sem hipóteses para o guardião bávaro, igualando assim a eliminatória.
Mas, efectivamente – e pese embora nova boa exibição do guarda-redes Ederson -, o mais difícil era mesmo manter a baliza benfiquista inviolada, tal a expressão de posse de bola da equipa alemã (a aproximar-se, no final da partida, dos 70%), e a pressão imposta sobre o meio campo e zona defensiva contrária, qual “rolo compressor”.
Poderiam as coisas ter sido diferentes, em termos de desfecho da eliminatória? Quem sabe, se o Benfica tivesse concretizado a soberana oportunidade de que dispôs para ampliar o resultado para 2-0 (negada por Neuer), apenas quatro minutos volvidos após o primeiro tento… talvez pudesse prolongar o sonho.
Como se receava, o golo do Bayern – novamente por Vidal, numa recarga de “baliza aberta”, após um deficiente desvio de Ederson, para a frente, e para a zona central -, empatando o jogo, poucos minutos antes do intervalo, praticamente sentenciou tal desfecho.
Depois, com a obtenção do segundo tento pelos alemães, num lance estudado de bola parada (canto), chegou a poder recear-se que algum desânimo se apoderasse da equipa portuguesa, que veria ainda uma bola embater no poste da baliza de Ederson.
Mas não, o grupo soube reagir da melhor forma à desilusão, não virando a cara à luta, enfrentando o adversário “olhos nos olhos”, conseguindo, na sequência de uma soberba execução de Talisca, na conversão de um livre, marcar novamente, restabelecendo a igualdade.
E o mesmo Talisca teria ainda nos pés, também na marcação de um outro livre, a cinco minutos do final, a possibilidade de dar a vitória ao clube português, com a bola, contudo, a sair ligeiramente ao lado da baliza. Até final, seria o conjunto benfiquista a procurar com mais insistência chegar ainda ao golo.
No conjunto das duas mãos, o tangencial diferencial de 2-3, espelha bem a oposição que o Benfica ofereceu ao amplamente favorito Bayern, dispondo de meios e recursos largamente superiores.
Não aconteceu a desejada “noite mágica” no Estádio da Luz, mas foi de forma honrosa que a equipa portuguesa se despediu da Liga dos Campeões, concluindo uma bela campanha nesta temporada.
Uma palavra, para definir a atitude e o comportamento do Benfica nestes dois jogos: Dignidade!
O Pulsar do Campeonato – 23ª Jornada

(“O Templário”, 07.04.2016)
Com o título já entregue, o Cartaxo – prestes a confirmar matematicamente o 2.º posto, para o que necessitará somar um único ponto mais – viu quebrada a sua invencibilidade caseira, que mantinha desde a 3.ª ronda da temporada anterior, altura em que fora desfeiteado pelo… Torres Novas. Na disputa do último lugar no pódio, o U. Tomar voltou a ampliar para sete pontos a sua vantagem, podendo também confirmar a 3.ª posição no próximo jogo, em caso de vitória.
Destaques – O grande realce da 23.ª jornada vai portanto para a vitória do Torres Novas no Cartaxo, repetindo o desfecho da época anterior (1-0), colocando termo a uma longa série de 21 jogos sem derrota dos cartaxenses no seu terreno, desde o tal desaire, averbado igualmente ante os torrejanos, a 5 de Outubro de 2014. Afinal, a “desforra” do desfecho da 1.ª volta, com o grupo de Cartaxo a denotar alguma natural quebra de rendimento, tendo somado a sua quinta derrota desde a partida correspondente à 13.ª ronda.
Menção também ao sofrido triunfo do Riachense na recepção ao At. Ouriense (2-1), obtida mercê de dois tentos apontados já em período de compensação, numa excelente reviravolta, pese embora frente a um adversário a jogar em inferioridade numérica. Foi a terceira vitória consecutiva do grupo de Riachos (quarta se considerarmos o jogo das meias-finais da Taça do Ribatejo, frente ao Amiense) – actualmente a segunda melhor série em curso, logo após a fantástica sucessão de 13 vitórias do Fátima –, o que lhe permitiu igualar o Mação no 4.º lugar.
Surpresa – Se excluirmos deste considerando a vitória do Torres Novas no Cartaxo, não houve propriamente surpresas a registar, sendo, não obstante, de assinalar o empate averbado pelo Amiense no terreno do U. Almeirim (2-2), que, sendo um resultado positivo, não permitiu ainda à turma de Amiais de Baixo alcançar a tranquilidade, dado que, ocupando a 9.ª posição, dispõe de apenas três pontos de vantagem sobre o 12.º classificado, Empregados do Comércio.
Confirmações – Nas restantes quatro partidas, vitórias expectáveis do Fátima, União de Tomar e Fazendense, tal como a igualdade verificada em Abrantes.
Efectivamente, mantendo o pleno de vitórias em casa (um total de doze), o novo Campeão, Fátima, apesar de ter sido surpreendido com um golo dos maçaenses, acabaria por fazer impor a sua superioridade, triunfando por clara marca de 3-1.
Também o U. Tomar fez valer o seu favoritismo na deslocação ao terreno do agora “lanterna vermelha”, Rio Maior, ganhando por 2-1 (concedendo o “tento de honra” dos visitados já numa fase terminal do desafio), pelo que o 3.º lugar está agora à distância de apenas três pontos… com três jogos por disputar, os dois próximos em casa (ante At. Ouriense e Riachense).
Por seu lado, o Fazendense – o outro finalista da Taça do Ribatejo, depois de afastar, no desempate da marca de grande penalidade, o Mação, após igualdade a uma bola no termo do tempo regulamentar –, em partida de cariz determinante, recebendo o Moçarriense, grupo com o qual partilhava o 10.º lugar, venceu por 2-0, o que lhe proporcionou subir um degrau na tabela, dispondo agora de uma margem de segurança de quatro pontos face aos “Caixeiros”.
E isto porque os Empregados do Comércio, noutro prélio entre “aflitos”, em Abrantes, permitiram à U. Abrantina que igualasse a contenda, também a dois golos, ao “cair do pano”. Um desfecho que mantém os abrantinos a quatro pontos do primeiro lugar acima da “linha de água”, ocupado pelo Moçarriense, posição agora repartida com o Rio Maior, enquanto os escalabitanos, em função da evolução que o Coruchense vem registando no Nacional, se encontram sob séria ameaça de eventual despromoção.
II Divisão Distrital – Na segunda ronda da fase final, vitória para todos os três clubes a actuar em casa: Ferreira do Zêzere, na recepção ao Glória do Ribatejo (1-0); Samora Correia, batendo por categórico 3-0 o U. Santarém; e Benavente, a ganhar por tangencial 2-1 ao Pego. Em consequência, as equipas concorrentes agrupam-se agora em três pares: Ferreira do Zêzere e Benavente repartem o comando, com quatro pontos, um a mais que o duo Samora Correia e Pego, com Glória do Ribatejo e U. Santarém na cauda, ambos somente com um ponto averbado.
Campeonato de Portugal Prio – Atingindo-se já a 8.ª jornada – início da segunda volta – da fase decisiva, o Alcanenense obteve um bom triunfo (1-0) em Cernache do Bonjardim, frente ao 3.º classificado, consolidando a sua boa 2.ª posição, agora já com confortável margem de doze pontos de avanço face ao 6.º classificado (Sertanense), quando faltam disputar apenas seis jornadas. Ao invés, o Coruchense sofreu um muito comprometedor desaire, em partida de crucial importância, precisamente ante o seu mais directo competidor, Sacavenense, perdendo por 1-3. O grupo do Sorraia encontra-se em posição de despromoção automática (7.º e penúltimo lugar), distando agora já cinco pontos do 6.º posto, ocupado pela turma de Sacavém.
Antevisão – Na próxima ronda da I Divisão Distrital, destaque para o Cartaxo-Riachense, Amiense-Fazendense (num jogo em que o empate até poderá satisfazer ambos os contendores) e, também na luta pela manutenção, neste caso, em situação mais “aguda”, o Empregados do Comércio-Rio Maior, com favoritismo para o conjunto de Santarém, o qual, em caso de vitória, poderá eventualmente trespassar o lugar em zona de despromoção… dependendo também, nomeadamente, do desfecho do U. Tomar-At. Ouriense.
Na II Divisão Distrital, o Ferreira do Zêzere recebe o Samora Correia, enquanto o outro guia, Benavente, se desloca a Santarém; por seu lado, o Glória do Ribatejo terá a visita do Pego.
No “Campeonato de Portugal”, o Alcanenense recebe o “lanterna vermelha”, Crato, equipa que, não obstante, com boa recuperação, reentrou na luta pela manutenção; por fim, o Coruchense enfrenta mais uma difícil saída, até à Malveira, terreno do actual 2.º classificado da sua série.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Abril de 2016)
Liga Europa – 1/4 final (1ª mão)
Sp. Braga – Shakhtar Donetsk – 1-2
Villarreal – Sparta Praha – 2-1
Athletic Bilbao – Sevilla – 1-2
Borussia Dortmund – Liverpool – 1-1



