Hungria – Portugal (Mundial 2018 – Qualif.)
Hungria – Péter Gulácsi, Attila Fiola, Richárd Guzmics, Tamás Kádár, Mihály Korhut, Gergő Lovrencsics (78m – Roland Varga), Máté Pátkai, Ákos Elek (67m – Ádám Pintér), Balázs Dzsudzsák, Tamás Priskin e Márton Eppel (61m – Dániel Böde)
Portugal – Rui Patrício, Cédric Soares, Pepe, Bruno Alves, Fábio Coentrão (28m – Eliseu), Danilo Pereira, João Moutinho, Gelson Martins (63m – Bernardo Silva), João Mário, Cristiano Ronaldo e André Silva (86m – Ricardo Quaresma)
0-1 – André Silva – 48m
Cartões amarelos – Máté Pátkai (20m), Ákos Elek (45m), Balázs Dzsudzsák (82m) e Attila Fiola (89m); Cristiano Ronaldo (89m)
Cartão vermelho – Tamás Priskin (30m)
Árbitro – Danny Makkelie (Holanda)
Num grupo que se revela bastante desequilibrado, com Suíça e Portugal a derrotarem todos os restantes adversários, a equipa portuguesa tinha esta noite (mais) um jogo crucial para as suas aspirações de qualificação directa.
Com a formação helvética, desde cedo a colocar-se em vantagem na Letónia, confirmava-se o que se antecipava já: a vitória portuguesa na Hungria era absolutamente imprescindível para manter o líder sob “mira”, à distância de três pontos, que poderão ser anulados no confronto directo.
Independentemente disso, a selecção nacional entrou em campo com boa atitude, de forma personalizada, assumindo o favoritismo que o seu estatuto de Campeão Europeu lhe confere, mas consciente dos riscos que esta deslocação acarretava.
Curiosamente, a uma meia hora inicial de supremacia lusa, seguir-se-ia, até final do primeiro tempo, e na sequência da expulsão de um jogador húngaro (cotovelada a Pepe), uma fase de grande dureza no jogo, sucessivamente interrompido, em consequência da elevada quantidade de faltas.
A jogar em superioridade numérica – mas, tendo sido expulso um avançado da Hungria, com a equipa da casa a manter a sua organização defensiva, acantonando-se -, Portugal necessitava manter “cabeça fria”, para não entrar numa toada de jogo precipitada, que só favoreceria o adversário.
Para o segundo tempo, a equipa vinha com essa orientação, de assentar o jogo, beneficiando do largo tempo que dispunha ainda; teria então a felicidade de chegar ao golo logo no terceiro minuto.
A partir daí, e até final, a equipa portuguesa oscilou sempre entre a ideia “racional” de prosseguir uma toada de jogo que lhe permitisse marcar novo golo e, assim, solidificar tão importante triunfo, e a pulsão mais “emocional”, de conservar a preciosa vantagem, minimizando o risco.
Tal dificultaria a fluidez do jogo português, para o que contribuía também o posicionamento da selecção húngara, sempre “especulativo”, na expectativa de um eventual erro para poder restabelecer o empate.
O conjunto português começaria então a gerir o tempo de jogo, trocando a bola à entrada do meio campo contrário, mas, paralelamente, deixando correr o tempo, subsistindo à mercê de um lance de contra-ataque rápido, ou de bola parada.
O maior “calafrio” chegaria mesmo já em tempo de compensação, com um desvio de cabeça, na área portuguesa, que Rui Patrício, com segurança, deteria, beneficiando também da sua imperfeita execução técnica.
Em síntese, com uma vitória justa, embora pudesse ter sido mais afirmativa, valeu o ultrapassar de mais um obstáculo de monta nesta caminhada para a fase final.
Somando o 7.º triunfo consecutivo, a selecção nacional necessitará, muito provavelmente, de chegar às nove vitórias, para confirmar o apuramento directo para o Mundial. Falta apenas a derradeira jornada dupla, em Outubro, com a deslocação a Andorra e a recepção à Suíça…
GRUPO B Jg V E D G Pt 1º Suíça 8 8 - - 18 - 3 24 2º Portugal 8 7 - 1 28 - 4 21 3º Hungria 8 3 1 4 11 - 9 10 4º I. Faroé 8 2 2 4 4 -15 8 5º Andorra 8 1 1 6 2 -17 4 6º Letónia 8 1 - 7 3 -18 3
8ª jornada
03.09.2017 – I. Faroé – Andorra – 1-0
03.09.2017 – Hungria – Portugal – 0-1
03.09.2017 – Letónia – Suíça – 0-3
Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins – 1ª Fase – 1ª jornada
CAMPEONATO DO MUNDO
Grupo A
03.09.17 – França – Itália – 2-6
03.09.17 – Portugal – Argentina – 2-5
04.09.17 – Argentina – França –
04.09.17 – Itália – Portugal –
05.09.17 – Argentina – Itália –
05.09.17 – Portugal – França –
1.º Itália e Argentina, 3; 3.º Portugal e França, 0
Grupo B
03.09.17 – Chile – Moçambique – 3-5
03.09.17 – Alemanha – Espanha – 2-8
04.09.17 – Moçambique – Alemanha –
04.09.17 – Espanha – Chile –
05.09.17 – Chile – Alemanha –
05.09.17 – Espanha – Moçambique –
1.º Espanha e Moçambique, 3; 3.º Chile e Alemanha, 0
“FIRS CUP”
Grupo A
03.09.17 – Macau – Colômbia – 0-15
03.09.17 – Áustria – África do Sul – 5-3
04.09.17 – Colômbia – Áustria –
04.09.17 – África do Sul – Macau –
05.09.17 – Colômbia – África do Sul –
05.09.17 – Macau – Áustria –
1.º Colômbia e Áustria, 3; 3.º África do Sul e Macau, 0
Grupo B
03.09.17 – Egipto – EUA – 4-2
03.09.17 – Angola – Holanda – 18-1
04.09.17 – Holanda – Egipto –
04.09.17 – EUA – Angola –
05.09.17 – EUA – Holanda –
05.09.17 – Angola – Egipto –
1.º Angola e Egipto, 3; 3.º EUA e Holanda, 0
“TAÇA CONFEDERAÇÃO”
03.09.17 – Taiwan – N. Zelândia – 6-5
03.09.17 – Índia – Austrália – 6-6
03.09.17 – Israel – Japão – 6-1
04.09.17 – N. Zelândia – Índia –
04.09.17 – Japão – Taiwan –
04.09.17 – Austrália – Israel –
05.09.17 – Israel – N. Zelândia –
05.09.17 – Índia – Taiwan –
05.09.17 – Japão – Austrália –
07.09.17 – N. Zelândia – Austrália –
07.09.17 – Taiwan – Israel –
07.09.17 – Índia – Japão –
08.09.17 – Japão – N. Zelândia –
08.09.17 – Austrália – Taiwan –
08.09.17 – Israel – Índia –
1.º Israel e Taiwan, 3; 3.º Austrália e Índia, 1; 5.º N. Zelândia e Japão, 0
Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins – 2017
Tem hoje início, em Nanjing (China), a 43.ª edição do Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, a partir deste ano disputado em novo sistema, integrado nos “Jogos Mundiais de Patinagem” da Federação Internacional de “Roller Sports” (FIRS), os quais englobam ainda provas de patinagem artística, “freestyle”, patins em linha, velocidade e “skateboarding”.
No novo modelo competitivo agora introduzido, os títulos mundiais serão disputados, numa primeira fase, por oito selecções, repartidas em dois grupos de quatro equipas. As seguintes oito equipas do ranking internacional disputam a “FIRS Cup”, enquanto as restantes selecções participantes (no caso do Hóquei em Patins, nesta edição inaugural, seis) disputam uma denominada “Taça Confederação”.
Assim, na primeira fase do Mundial de Hóquei em Patins, os 8 países participantes foram repartidos nos seguintes grupos:
- Grupo A – Argentina, Portugal, Itália e França (respectivamente 1.º, 3.º, 5.º e 6.º classificados na edição anterior do Campeonato do Mundo)
- Grupo B – Espanha, Alemanha, Moçambique e Chile (respectivamente 2.º, 4.º, 7.º e 8.º classificados na edição anterior do Campeonato do Mundo)
Por seu lado, é o seguinte o ordenamento dos grupos da 1.ª edição da “FIRS Cup”:
- Grupo A – Áustria, Colômbia, África do Sul e Macau (respectivamente 12.º, 13.º e 16.º classificados na edição anterior do Campeonato do Mundo; e 6.º do último “Mundial B”)
- Grupo B – Angola, Holanda, EUA e Egipto (respectivamente 9.º e 14.º classificados na edição anterior do Campeonato do Mundo; e 4.º e 7.º do último “Mundial B”)
Por fim, participam na primeira edição da “Taça Confederação” as seguintes seis selecções (grupo único): Austrália, Índia, Israel, Japão, N. Zelândia e Taiwan.
Destacam-se as ausências de alguns dos países históricos na prática da modalidade, nomeadamente, Suíça, Brasil e Inglaterra.
Na 1.ª fase da prova, Portugal defrontará sucessivamente as seguintes selecções: o Campeão do Mundo em título, Argentina (hoje), Itália (amanhã) e França (terça-feira), sempre às 11h30 da manhã.
Num peculiar sistema de apuramento, qualificam-se para os 1/4 de final os três primeiros classificados de cada grupo, assim como os vencedores dos dois grupos da “FIRS Cup” (que, “promovidos” à fase do “Mundial”, defrontarão então os vencedores dos dois grupos do “Campeonato do Mundo”).
Nas 42 edições anteriores, Portugal sagrou-se Campeão do Mundo por 15 vezes (1947, 1948, 1949, 1950, 1952, 1956, 1958, 1960, 1962, 1968, 1974, 1982, 1991, 1993 e 2003); tendo sido recentemente superado pela Espanha, que soma 16 títulos (1951, 1954, 1955, 1964, 1966, 1970, 1972, 1976, 1980, 1990, 2001, 2005, 2007, 2009, 2011 e 2013); a Argentina foi Campeã por 5 vezes (1978, 1984, 1995, 1999 e 2015); a Itália conquistou 4 títulos (1953, 1986, 1988 e 1997); e, por fim, a Inglaterra foi 2 vezes Campeã Mundial (1936 e 1939).
À excepção da edição disputada em 2007 na Suíça, a selecção de Portugal conseguiu alcançar um lugar de honra em todas as edições da prova; para além dos 15 títulos de Campeã do Mundo, foi vice-campeã mundial por 9 vezes (1951, 1953, 1954, 1964, 1966, 1970, 1972, 1990 e 1995); classificou-se em 3º lugar em 15 ocasiões (1936, 1939, 1955, 1976, 1978, 1980, 1984, 1986, 1988, 1999, 2005, 2009, 2011, 2013 e 2015); apenas por 3 vezes não atingiu o pódio, quedando-se na 4ª posição (1997 e 2001), e em 6º lugar (em 2007).
A última vez que a equipa portuguesa disputou a Final da competição foi, contudo, já há 14 anos, em 2003, em Oliveira de Azeméis, prova em que conquistou o seu último título Mundial.
Recorde-se, por outro lado, que Portugal se sagrou, já nos presentes “Jogos Mundiais”, tri-Campeão Mundial de Hóquei em Patins, no escalão de sub-20 anos.
Portugal – I. Faroé (Mundial 2018 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, Cédric Soares, Pepe, José Fonte, Eliseu, William Carvalho, João Mário (59m – Ricardo Quaresma), João Moutinho (72m – André Gomes), Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo e André Silva (81m – Nélson Oliveira)
I. Faroé – Gunnar Nielsen, Jónas Tór Naes, Atli Gregersen, Odmar Faerø, Viljormur Davidsen, Sølvi Vatnhamar (66m – Kaj Bartalsstovu), Róaldur Jakobsen, Rógvi Baldvinsson, Gilli Sørensen, René Joensen (81m – Karl Løkin) e Joan Edmundsson (73m – Patrik Johannesen)
1-0 – Cristiano Ronaldo – 3m
2-0 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 29m
2-1 – Rógvi Baldvinsson – 38m
3-1 – William Carvalho – 58m
4-1 – Cristiano Ronaldo – 65m
5-1 – Nélson Oliveira – 84m
Cartão amarelo – Cédric Soares (14m)
Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)
Não seria de esperar que o jogo desta noite da selecção nacional tivesse “grande história”. Depois da goleada de 6-0 registada em Torshavn, há quase onze meses, a única dúvida que subsistia tinha a ver com a amplitude de uma anunciada nova vitória portuguesa.
Os ilhéus ainda tinham proclamado pretender “ganhar o jogo”, e anunciado “não conhecer” Cristiano Ronaldo (tinha marcado apenas um tento naquele triunfo português). Pois, bastariam pouco mais de dois minutos para que Cristiano se fizesse mostrar, com um golo de belo efeito, num remate em jeito de “pontapé de moinho”, o primeiro dos três que apontaria nesta partida, fazendo ampliar para 78 o seu registo pessoal ao serviço da principal selecção de Portugal.
Desta forma – para além da afirmativa exibição de Cristiano Ronaldo -, a notícia acabaria mesmo por ser o golo obtido pela formação das Ilhas Faroé, que lhe permitiu chegar ao intervalo com uma desvantagem tangencial no marcador.
De facto, depois do 2-0, sentindo que tinha a vitória “na mão”, a equipa portuguesa tirou o “pé do acelerador”, vindo a ser surpreendida, na sequência de um lançamento de linha lateral.
Voltando para a segunda parte com atitude mais concentrada, Portugal não teve dificuldade em, paulatinamente, ir dilatando o marcador, num bom (mas demasiado fácil) ensaio para o decisivo teste na Hungria, já no domingo, na perspectiva de não deixar aumentar a distância em relação à Suíça (que se desloca à Letónia), de forma a que tudo possa ser decidido na derradeira jornada, no confronto entre lusos e helvéticos.
GRUPO B Jg V E D G Pt 1º Suíça 7 7 - - 15 - 3 21 2º Portugal 7 6 - 1 27 - 4 18 3º Hungria 7 3 1 3 11 - 8 10 4º I. Faroé 7 1 2 4 3 -15 5 5º Andorra 7 1 1 5 2 -16 4 6º Letónia 7 1 - 6 3 -15 3
7ª jornada
31.08.2017 – Hungria – Letónia – 3-1
31.08.2017 – Portugal – I. Faroé – 5-1
31.08.2017 – Suíça – Andorra – 3-0
Liga Europa – 2017-18 – Sorteio da Fase de Grupos
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D Villarreal Dynamo Kyiv Sp. Braga AC Milan Maccabi Tel-Aviv Young Boys Ludogorets Austria Wien Astana Partizan Hoffenheim Rijeka Slavia Praha Skënderbeu Başakşehir A.E.K. Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H Lyon København Viktoria Plzeň Arsenal Everton Lokomotiv Moskva FCSB BATE Borisov Atalanta Sheriff H. Beer-Sheva Köln Apollon Limassol Zlín Lugano Crvena Zvezda Grupo I Grupo J Grupo K Grupo L RB Salzburg Athletic Bilbao Lazio Zenit Marseille Hertha Berlin Nice Real Sociedad V. Guimarães Zorya Zulte Waregem Rosenborg Konyaspor Östersund Vitesse Vardar
A primeira jornada disputa-se já no próximo dia 14 de Setembro, estando agendado para 7 de Dezembro o termo desta fase de Grupos.
A Final da Liga Europa será disputada em Lyon (França), a 16 de Maio de 2018.
Liga dos Campeões – 2017-18 – Sorteio da Fase de Grupos
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D Benfica Bayern Chelsea Juventus M. United P. St.-Germain At. Madrid Barcelona Basel Anderlecht Roma Olympiakos CSKA Moskva Celtic Qarabag Sporting Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H Spartak Moskva Shakhtar Monaco Real Madrid Sevilla Man. City FC Porto B. Dortmund Liverpool Napoli Beşiktaş Tottenham Maribor Feyenoord RB Leipzig APOEL
A primeira jornada disputa-se já nos próximos dias 12 e 13 de Setembro, estando agendado para 5 e 6 de Dezembro o termo desta fase de Grupos.
A Final da Liga dos Campeões desta temporada disputa-se no Estádio “Olimpiyski”, em Kiev, na Ucrânia, a 26 de Maio de 2018.
Inês Henriques Campeã do Mundo de 50 km marcha

A atleta portuguesa Inês Henriques, de 37 anos, sagrou-se Campeã Mundial dos 50 km marcha, na prova de estreia desta distância em grandes competições internacionais, a nível feminino, tendo concluído o percurso, na cidade de Londres, em 4h05m56s, estabelecendo também um novo record mundial, melhorando a anterior melhor marca (4:08:26), que lhe pertencia já.
Nesta histórica prova, foram apenas 7 as participantes, das quais somente quatro chegaram ao seu termo no tempo limite concedido pela Federação Internacional de Atletismo, tendo os restantes lugares do pódio sido ocupados por duas atletas chinesas:
1.ª Inês Henriques – Portugal – 4:05:56
2.ª Hang Yin – China – 4:08:58
3.ª Shuqing Yang – China – 4:20:49
4.ª Kathleen Burnett – EUA – 4:21:51
5.ª Nair da Rosa – Brasil – Não terminou no tempo limite (4:07:50 aos 45 km)
6.ª Susan Randall – EUA – Não terminou no tempo limite (3:57:40 aos 40 km)
Erin Talcott – EUA – Desclassificada
4.ª vitória de Christopher Froome no “Tour”
Se a prova do ano passado havia sido já bastante equilibrada, a deste ano – 104.ª edição da mais importante competição velocipédica mundial – caracterizou-se por um extremo equilíbrio, com os três primeiros separados por menos de 30 segundos até ao derradeiro contra-relógio, ontem disputado, situação porventura inaudita.
Não obstante, controlando toda a corrida – sabedor da sua vantagem em tal especialidade do contra-relógio, em relação aos seus mais directos concorrentes -, o ciclista britânico Christopher Froome garantiu o triunfo pela quarta vez na Volta a França em Bicicleta (sendo agora o único a deter tal registo, superado por apenas quatro “mitos” do ciclismo), terceira consecutiva, confirmando o seu actual domínio a nível do panorama mundial da modalidade, apenas por uma vez tendo falhado a vitória nos últimos cinco anos (devido a queda, em 2014).
Numa prova em que alguns dos principais nomes cedo ficariam afastados, na sequência de quedas, casos de Richie Porte, Alejandro Valverde (respectivamente 5.º e 6.º classificados há um ano), Geraint Thomas ou Mark Cavendish (para além do líder da classificação por pontos e vencedor de cinco etapas, Marcel Kittel), a grande desilusão foi o colombiano Nairo Quintana (3.º lugar no ano passado e 2.º do “Giro” em 2017), apenas 12.º na geral final. Ao invés, destaque, pela positiva, para o seu compatriota, Rigoberto Uran, surpreendente vice-líder, enquanto Romain Bardet, que, até ao penúltimo dia, mantinha o 2.º lugar (que alcançara na edição precedente), salvava uma posição no pódio… por um segundo.
Nesta edição apenas um português integrou o pelotão do “Tour”, Tiago Machado, registando uma discreta posição, pese embora na primeira metade da tabela classificativa, não obstante todo o trabalho que, quase diariamente, desenvolveu na frente da corrida, procurando apoiar o seu colega Alexander Kristoff, que, contudo, acabaria por ver goradas as suas ambições de poder chegar à vitória numa etapa.
Classificação geral final:
1º Christopher Froome (Grã-Bretanha) – Team Sky – 86h 20′ 55”
2º Rigoberto Uran (Colômbia) – Cannondale Drapac – a 00′ 54”
3º Romain Bardet (França) – AG2R La Mondiale – a 02′ 20”
4º Mikel Landa (Espanha) – Team Sky – a 02′ 21′
5º Fabio Aru (Itália) – Astana – a 03′ 05′
6º Daniel Martin (Irlanda) – Quick Step Floors – a 04′ 42”
7º Simon Yates (Grã-Bretanha) – Orica – Scott – a 06′ 14”
8º Louis Meintjes (África do Sul)) – UAE – Team Emirates – a 08′ 20”
9º Alberto Contador (Espanha) – Trek – Segafredo – a 08′ 49”
10º Warren Barguil (França) – Team Sunweb – a 09′ 25′
…
74º Tiago Machado (Portugal) – Team Katusha Alpecin – a 02h 43′ 36”
É a seguinte a lista completa dos vencedores da maior prova de ciclismo mundial:
- 5 vitórias – Jacques Anquetil (1957, 1961, 1962, 1963 e 1964), Eddy Merckx (1969, 1970, 1971, 1972 e 1974), Bernard Hinault (1978, 1979, 1981, 1982 e 1985) e Miguel Indurain (1991, 1992, 1993, 1994 e 1995);
- 4 vitórias – Christopher Froome (2013, 2015, 2016 e 2017)
- 3 vitórias – Philippe Thys (1913, 1914 e 1920), Louison Bobet (1953, 1954 e 1955) e Greg Lemond (1986, 1989 e 1990)
- 2 vitórias – Lucien Petit-Breton (1907 e 1908), Firmin Lambot (1919 e 1922), Ottavio Bottecchia (1924 e 1925), Nicolas Frantz (1927 e 1928), André Leducq (1930 e 1932), Antonin Magne (1931 e 1934), Sylvère Maes (1936 e 1939), Gino Bartali (1938 e 1948), Fausto Coppi (1949 e 1952), Bernard Thévenet (1975 e 1977), Laurent Fignon (1983 e 1984) e Alberto Contador (2007 e 2009);
- 1 vitória – Maurice Garin (1903), Henri Cornet (1904), Louis Trousselier (1905), René Pottier (1906), François Faber (1909), Octave Lapize (1910), Gustave Garrigou (1911), Odile Defraye (1912), Léon Scieur (1921), Henri Pélissier (1923), Lucien Buysse (1926), Maurice De Waele (1929), Georges Speicher (1933), Romain Maes (1935), Roger Lapébie (1937), Jean Robic (1947), Ferdi Kubler (1950), Hugo Koblet (1951), Roger Walkowiak (1956), Charly Gaul (1958), Federico Bahamontes (1959), Gastone Nencini (1960), Felice Gimondi (1965), Lucien Aimar (1966), Roger Pingeon (1967), Jan Janssen (1968), Luis Ocaña (1973), Lucien Van Impe (1976), Joop Zoetemelk (1980), Stephen Roche (1987), Pedro Delgado (1988), Bjarne Riis (1996), Jan Ullrich (1997), Marco Pantani (1998), Oscar Pereiro (2006), Carlos Sastre (2008), Andy Schleck (2010), Cadel Evans (2011), Bradley Wiggins (2012) e Vincenzo Nibali (2014).
A competição não se disputou nas épocas das duas Guerras Mundiais (1915 a 1918 e 1940 a 1946). Foram anuladas as classificações (7 vitórias) de Lance Armstrong nas edições de 1999 a 2005.




